MEDIÇÃO DE TERRA

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domingo, 13 de setembro de 2026

Luzid anuncia novo Head of Sales para a América Latina

 


Bruno Giannotti chega com a missão de assumir a estratégia de go-to-market e growth da companhia na região 

A Luzid, pioneira no desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao ecossistema enterprise, acaba de anunciar a chegada de Bruno Giannotti como novo Head of Sales da América Latina. A contratação vem ao encontro do objetivo da organização de consolidar uma estrutura operacional e comercial robusta na região. 

Formado em Administração de Empresas e com MBA em Finanças, Giannotti soma mais de 20 anos de experiência e atuação no mercado de Tecnologia da Informação, tendo sólidas habilidades em vendas voltadas para resultados de negócios e desenvolvimento de estratégias de go-to-market. Ao longo da carreira, passou por empresas como SAP, Oracle, Celonis e Gartner. 

Com uma trajetória consolidada, o convite para fazer parte da equipe da Luzid corrobora o atual momento da empresa de estruturar a operação comercial na América Latina. “Já vivi momentos assim antes e, por isso, sei o que esse tipo de fase exige e posso gerar valor ao transformar a tecnologia com potencial comprovado, em grande escala e resultados econômicos. Aceitei o desafio pois, com o aprendizado acumulado em mais de duas décadas e tendo passado por organizações de diferentes nichos e estágios de maturidade, tenho o conhecimento necessário para liderar essa missão.” 

O anúncio é celebrado por Matheus Dias, COO e Co-founder da Luzid. “Atualmente, a Luzid atua com grandes integradores globais, o que faz com que a sinergia com outras regiões promissoras, como a América Latina, se torne interessante e com grande potencial para o nosso negócio. Desta forma, ao trazermos um profissional com uma ampla expertise como o Bruno Giannotti, damos mais um importante passo para a nossa consolidação no mercado.” 

À frente do cargo, o Head of Sales tem como meta validar e escalar expansão da empresa, identificando com clareza quem é o cliente ideal, quais os seus interesses e formas de fidelizá-lo. Para isso, as prioridades foram divididas em duas etapas: a primeira é estar perto de cada venda, analisar caso a caso, para entender o padrão antes de criar o processo. Já a segunda é obter velocidade de aprendizado a cada conversa com o cliente, fazendo com que o ciclo entre tentativas e conhecimento seja rápido e sem burocracias. 

Para atingir esses objetivos, a estratégia do executivo será pautada em cinco pilares fundamentais: a atuação direta da liderança (founder-led sales) na linha de frente para construir os aprendizados do playbook; a concentração de esforços em clientes referência para garantir um domínio profundo; a integração em tempo real entre vendas e produto; o crescimento impulsionado por criatividade em vez de orçamento — aproveitando a tração orgânica, o suporte dos advisors e o aperfeiçoamento das Provas de Valor (PoV) para elevar o ticket médio; e, acima de tudo, um foco estratégico rigoroso, com a disciplina necessária para recusar oportunidades desalinhadas. 

A construção da equipe comercial na região acompanhará uma filosofia de liderança orientada por dados e resultados, evitando a microgestão. Segundo o executivo, o DNA que vem moldando a cultura da empresa combina trabalho incansável e alta capacidade de adaptação. “Apostamos em times autônomos e com metas claras, o que significa liberdade para testar, combinada com disciplina de dados para identificar rápido o que funciona e descartar o que não traz resultado. O papel da liderança é dar contexto e remover bloqueios.” 

A chegada da nova liderança reforça o compromisso da Luzid em se consolidar como protagonista no mercado de Inteligência Artificial e no ecossistema SAP, em um momento em que a tecnologia avança em ritmo sem precedentes. 

Para o mercado e parceiros, a empresa destaca sua plataforma de IA agêntica voltada a projetos SAP que, por meio do agente David, centraliza o conhecimento disperso e controla o escopo durante todo o ciclo de vida da transformação — da concepção inicial e implementação até a gestão contínua de AMS. 

Não à toa, as expectativas do executivo são as melhores. “Na prática, isso se traduz em projetos mais rápidos, com maior qualidade e menor risco de erro ou retrabalho. Esse ganho beneficia tanto as integradoras e consultorias quanto o cliente final, que passa a ter mais previsibilidade e confiabilidade do primeiro dia de projeto até a operação. O compromisso da Luzid é gerar resultado mensurável em toda essa jornada”, finaliza Giannotti. 

Sobre a Luzid  
A Luzid é a plataforma de inteligência de entrega baseada em IA Agêntica desenvolvida para integradores de sistemas e consultorias do ecossistema SAP e clientes de diversas indústrias com grande número de projetos que buscam na execução, uma vantagem estratégica.Criada com profundo conhecimento técnico, a solução foi concebida para atender aos rigorosos critérios de segurança, governança e confiabilidade exigidos por programas corporativos complexos. Sua equipe e conselheiros reúnem líderes com vasta trajetória em tecnologia enterprise e projetos de transformação digital.   



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Cinthia Guimarães


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Healthtech contrata novo Chief Medical Officer

 


Cardiologista há 26 anos, chegada do Dr. Rafael Munerato na Caren visa aprimorar as linhas de cuidado digitais com os pacientes

Digitalizar a saúde deixou de ser uma questão de futuro. Em 2025, 92% dos estabelecimentos de saúde brasileiros já utilizavam sistemas eletrônicos para registrar informações dos pacientes, segundo o TIC Saúde 2025. O desafio, agora, é fazer com que a tecnologia gere valor real para quem cuida e para quem precisa de cuidado – jornada que acaba de ser reforçada com a contratação do Dr Rafael Munerato como novo Chief Medical Officer (CMO) na Caren, healthtech nacional que utiliza IA e gamificação para monitorar e engajar pacientes, ao mesmo tempo em que aprimora a previsibilidade das companhias do setor. 

Cardiologista formado há 26 anos, com MBA em Gestão em Saúde pela FGV, sua trajetória profissional foi construída combinando, progressivamente, três áreas complementares: assistência médica, gestão em saúde e educação. “Desde 2006, passei a atuar de maneira mais intensa na gestão de organizações de saúde, me dedicando, especialmente, à qualidade assistencial, segurança do paciente e governança clínica, participando de processos relacionados a certificações como ONA, Qmentum e Joint Commission International, além do desenvolvimento de protocolos assistenciais e modelos para maior engajamento do corpo clínico.”, pontua. 

Com experiências como diretor médico em hospitais dos setores privado e público; na medicina diagnóstica, incluindo posições de liderança; conselheiro independente; membro de diferentes comitês de empresas do setor; consultor; assessor e mentor de clínicas, pôde desenvolver uma visão bastante transversal da saúde: do cuidado individual do paciente, à gestão das organizações e à construção de novos modelos de saúde - envolvendo, sobretudo, estratégia, governança clínica, qualidade, modelos de negócio, linhas de cuidado e transformação da jornada do paciente. Bagagem, essa, que se alinhou, perfeitamente, ao propósito da Caren. 

Desde as primeiras conversas com o fundador da empresa, Thiago Bonfim, a possibilidade de contribuir para a construção da ponte entre tecnologia, ciência médica, gestão e experiência do paciente, foi um dos pontos mais atraentes para o cardiologista. “Além de ter uma proposta focada em transformar a maneira como o cuidado é organizado e entregue ao paciente, essa convergência com os temas aos quais tenho dedicado grande parte da minha carreira me chamou muita atenção, desenvolvendo ações capazes de melhorar, efetivamente, este cuidado”, explica. 

Nesse sentido, sua chegada como CMO é um passo estratégico para a healthtech, como destaca Bonfim. “Muito além de fortalecer a estratégia clínica e assistencial da plataforma, estamos confiantes de que a contratação do Dr Munerato contribuirá para o desenvolvimento e aprimoramento das nossas linhas de cuidado e jornadas digitais dos pacientes, incorporando novos protocolos e evidências científicas às soluções, adotando indicadores de qualidade e, acima de tudo, construindo modelos de governança clínica eficazes que estreitem as esferas clínica, tecnológica e estratégica”, compartilha. 

Diante de um histórico em que boa parte dos sistemas de saúde foi estruturado em torno de jornadas de atendimento desconexas, o setor passa, atualmente, por uma oportunidade importante de transformação para um modelo mais longitudinal, conectado e orientado por dados. Afinal, a tecnologia, por mais moderna e robusta que seja, não revoluciona a saúde por si só: o verdadeiro potencial ocorre na combinação desses recursos com conhecimento clínico, dados, engajamento do paciente e processos assistenciais bem desenhados. 

É diante dessa premissa que as expectativas em relação à contratação se tornam grandes. Além de estruturar linhas de cuidado baseadas em evidências e aprimorar os mecanismos de monitoramento e estratificação de risco, a construção de uma camada clínica cada vez mais robusta sobre a plataforma, segundo o cardiologista, será primordial. “Acredito que um dos grandes diferenciais das healthtechs é a capacidade de demonstrar que a tecnologia não apenas aumenta acesso ou conveniência, mas consegue produzir impacto mensurável na jornada, na qualidade assistencial, nos desfechos e na eficiência do cuidado – entregando aquilo que realmente importa: uma melhor experiência, desfechos clínicos e uma maior geração de valor para as empresas do setor”, finaliza Munerato. 

 

Sobre a Caren: 

https://caren.app/ 
A Caren é uma healthtech brasileira que utiliza inteligência artificial e gamificação para transformar dados clínicos em ações práticas, emitindo alertas e recomendações que ajudam o paciente a tomar melhores decisões, além de reduzir custos operacionais para empresas do setor. 



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Nathália Bellintani


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IFPA lança campanha de sazonalidade do tomate na Bahia para estimular vendas e aumentar o consumo no varejo

 

IFPA Brasil


IFPA lança campanha de sazonalidade do tomate na Bahia para estimular vendas e aumentar o consumo no varejo


A International Fresh Produce Association (IFPA), entidade global que representa setor de produtos frescos, coloca o tomate no centro de uma campanha nacional de sazonalidade com um objetivo direto: ajudar o varejo a vender mais. Durante agosto e setembro, supermercados, hortifrutis e demais pontos de venda poderão utilizar gratuitamente materiais de comunicação desenvolvidos pela entidade para aumentar a visibilidade do produto, estimular novas ocasiões de consumo e transformar a sazonalidade em oportunidade comercial.

Um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, o tomate reúne atributos importantes para o varejo: alta frequência de compra, versatilidade e facilidade de inserção em diferentes refeições e receitas. A campanha da IFPA busca explorar justamente esse potencial, aproximando o produto do consumidor e incentivando a compra a partir de informações, receitas e sugestões de uso.

A estratégia inclui imagens promocionais, informações nutricionais, receitas práticas, folhetos, conteúdos para redes sociais e e-books temáticos. A proposta é oferecer ao varejista ferramentas prontas para criar pontos de destaque nas lojas e ampliar a comunicação com o consumidor, indo além da simples exposição do produto na seção de FLV.

“A sazonalidade é uma oportunidade para o varejo trabalhar o tomate de forma mais estratégica, criando novas ocasiões de consumo e estimulando o giro do produto. Quando o consumidor recebe ideias de preparo, informação e inspiração no ponto de venda e nos canais digitais, aumentam as possibilidades de transformar interesse em compra”, destaca Valeska Cire, gestora da IFPA no Brasil.

A campanha integra o calendário de ações de sazonalidade da IFPA, que ao longo do ano coloca diferentes frutas, legumes e verduras em evidência. A iniciativa tem como proposta aproximar produtores, varejistas e consumidores e fortalecer a categoria de FLV, utilizando o marketing como ferramenta para ampliar o consumo e movimentar as vendas.

“O mercado de tomates no Cerrado brasileiro vem apresentando, de maneira geral, boas produtividades nesta safra. A partir de agora, porém, a tendência é termos menos áreas em colheita. Olhando para setembro e outubro, precisamos acompanhar as colheitas previstas para o Cerrado e para o Nordeste. Já percebemos temperaturas máximas acima da média em algumas regiões devido ao El Niño e, caso esse comportamento se intensifique, o calor poderá acelerar a maturação dos frutos e concentrar os volumes de colheita em períodos mais curtos. Será muito importante que os supermercados tenham maior flexibilidade em relação às fichas técnicas e aos padrões comerciais, principalmente quanto às características que podem ser naturalmente influenciadas pelas condições climáticas”, explica Edson Trebeschi, CEO Grupo Trebeschi, um dos maiores produtores de tomate do país.

Já Andrés da Silva, fundador da EACEA Soluções em cultivo protegido, analisa o que vem por aí e acredita que “o futuro da tomaticultura brasileira passa por produzir melhor antes de produzir mais: aumentar produtividade, melhorar a eficiência no uso de água e insumos, investir em tecnologia e automação, profissionalizar a gestão e, principalmente, preparar e valorizar as pessoas. É no planejamento, conhecimento e capacidade de adaptação que estejam as maiores oportunidades para a próxima safra”.

Para o varejo, o conteúdo da campanha de incentivo ao consumo do tomate é gratuito para ser utilizado em diferentes canais de comunicação, como materiais de loja, redes sociais, encartes e ações promocionais. O objetivo é facilitar a adesão dos estabelecimentos e transformar a campanha em uma oportunidade prática de gerar tráfego, engajamento e vendas na categoria.

 

O material gratuito para o varejo está disponível para download – https://bit.ly/IFPATomate2026

 


Vera Moreira | Assessora de Imprensa | (11) 99989-6217  veramoreira@veramoreira.com.br

 

 



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Vera Moreira
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(11) 3253-0729 / (11) 99989-6217

Tecnologia de aplicação reduz desperdícios antes mesmo do plantio

 

Sell Agro

Tecnologia de aplicação reduz desperdícios antes mesmo do plantio

Marcelo Hilário*

O desperdício agrícola não começa quando o pulverizador entra na lavoura. Ele pode surgir semanas ou meses antes, quando uma amostra de solo representa mal o talhão, uma recomendação desconsidera a variabilidade espacial ou uma máquina distribui sementes e fertilizantes de maneira diferente do planejado. É nesse contexto que a tecnologia de aplicação, associada à Agricultura de Precisão, ganha relevância. Mais do que simplesmente utilizar menos insumos, trata-se de aplicar o que é necessário, na dose adequada, no local e no momento corretos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) define a Agricultura de Precisão como um conjunto de ferramentas e tecnologias voltadas ao gerenciamento da variabilidade espacial e temporal da unidade produtiva, com o objetivo de aumentar o retorno econômico e reduzir impactos ambientais. Entre essas ferramentas estão a amostragem georreferenciada, os mapas de diagnóstico e recomendação, a aplicação em taxa variável e os sistemas de posicionamento e monitoramento.

A primeira etapa, portanto, é conhecer a variabilidade existente dentro da propriedade. Informações de solo, relevo, produtividade, imagens e histórico de manejo podem revelar diferenças importantes entre regiões de um mesmo talhão. Quando essas diferenças são agronomicamente relevantes e estáveis, podem ser utilizadas para definir estratégias específicas de manejo.

Na fertilização, por exemplo, uma dose uniforme pode resultar em excesso onde a fertilidade já é suficiente e em deficiência onde a necessidade é maior. Um estudo realizado durante cinco safras em dois pomares comerciais de citros de 25 hectares, em São Paulo, avaliou justamente os efeitos da fertilização em taxa variável. Os pesquisadores utilizaram mapas de fertilidade do solo e de produtividade para estabelecer as recomendações.

Os resultados mostraram redução de 34% e 29% na energia incorporada aos fertilizantes nos dois pomares e diminuição de aproximadamente 20% a 70% no excedente de nutrientes, dependendo do nutriente analisado. O resultado econômico, porém, foi diferente entre as áreas: houve aumento de 34,7% no lucro em um pomar, enquanto no outro ocorreu redução de 8,5%. O estudo foi publicado na revista Biosystems Engineering, em 2020.

Esse resultado é importante porque mostra que tecnologia não é sinônimo automático de economia. A existência de variabilidade, por si só, não basta. É preciso que ela seja diagnosticada com qualidade, que exista uma recomendação agronômica capaz de tratá-la e que o benefício obtido seja suficiente para compensar o custo da tecnologia.

A mesma lógica vale para a semeadura. Em experimentos conduzidos pela Embrapa em propriedades comerciais de Mato Grosso e Paraná, a quantidade de sementes foi ajustada de acordo com características distintas dos talhões, utilizando ferramentas de Agricultura de Precisão. Na safra de 2023, os experimentos registraram ganhos de produtividade de até 8% no milho e 3% no algodão. O trabalho foi conduzido no formato on-farm, em condições reais de produção, em parceria entre unidades da Embrapa e a Bosch.

Análise detalhada

O dado mais importante, entretanto, não é o percentual de ganho isoladamente, mas o princípio por trás dele: aumentar a população de plantas em toda a propriedade não significa necessariamente produzir mais. A estratégia de precisão, segundo a instituição de pesquisa, busca identificar onde determinado material ou população apresenta maior capacidade de resposta e adequar a quantidade de sementes a esse potencial.

Depois do diagnóstico e da prescrição, vem uma etapa igualmente importante: a execução. Um mapa pode estar tecnicamente correto, mas não produzir o resultado esperado se a máquina não conseguir reproduzi-lo no campo. GNSS e RTK permitem maior precisão de posicionamento e repetibilidade das operações. Controladores de taxa variável transformam a prescrição em comandos para o equipamento, enquanto sensores de vazão, pressão, rotação e população ajudam a acompanhar o que está acontecendo durante a operação.

A telemetria e os mapas do tipo as-applied acrescentam outra camada importante: a possibilidade de verificar o que realmente foi executado. Isso muda a forma de enxergar a regulagem das máquinas. A calibração deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a fazer parte da gestão do desperdício. Um dosador desregulado, um sensor impreciso, um bico desgastado ou uma diferença entre a velocidade real e a informada pelo sistema podem comprometer uma prescrição que, no papel, estava correta.

Na pulverização, essa precisão assume outra dimensão. Não basta acertar a dose do produto. É necessário fazer com que a calda alcance o alvo de maneira adequada. Tamanho de gotas, ponta, pressão, velocidade, altura da barra e condições meteorológicas interferem no resultado. A Embrapa trata a regulagem e a calibração dos pulverizadores, a manutenção dos equipamentos e o controle de perdas por deriva e evaporação como elementos importantes da tecnologia de aplicação.

Pesquisas também mostram como pequenas mudanças na configuração do equipamento podem alterar o comportamento da pulverização. Estudo publicado na Pesquisa Agropecuária Brasileira avaliou a deriva e o espectro de gotas de dicamba aplicado com diferentes pontas e formulações e demonstrou que a interação entre esses fatores interfere nas características da pulverização.

Por isso, falar em tecnologia de aplicação é falar de um sistema. Não adianta ter um bom mapa se a máquina não consegue executá-lo. Da mesma forma, não adianta contar com equipamentos sofisticados se a recomendação agronômica foi construída a partir de um diagnóstico inadequado.

A integração entre máquinas e sistemas de gestão tende a ampliar ainda mais essa capacidade. A norma ISO 11783 estabelece padrões para a comunicação entre tratores, implementos e sistemas eletrônicos, incluindo a troca de informações entre o Task Controller e os sistemas de gestão agrícola.

Evolução tecnologica

A próxima fronteira está na utilização de sensores em tempo real, algoritmos e inteligência artificial para reduzir o intervalo entre observar uma condição, tomar uma decisão e executar uma ação. Um estudo publicado em 2023 na revista Computers and Electronics in Agriculture avaliou um sistema automatizado que utilizava espectroscopia visível e infravermelha próxima para estimar a fertilidade do solo em tempo real e ajustar a taxa de semeadura.

No experimento, o sistema apresentou 87,5% de eficiência no controle da taxa de sementes desejada. A semeadura variável utilizou 86,4 mil sementes por hectare, contra 90 mil no sistema uniforme, e resultou em aumento de 4,4% na produtividade e de €91 por hectare na margem bruta. Os autores ressaltam que se tratou de um experimento realizado em uma única área e em um único ano, portanto os resultados não devem ser extrapolados automaticamente para outras condições.

Mas a evolução tecnológica traz também uma responsabilidade: não confundir automação com inteligência agronômica. Um sistema pode executar uma prescrição com enorme precisão e, ainda assim, produzir um resultado ruim se a recomendação estiver errada. Por isso, a principal mudança proporcionada pela tecnologia de aplicação não está simplesmente na capacidade de aplicar mais rápido ou utilizar menos produto. Está na possibilidade de medir, decidir, executar e avaliar.

O produtor passa a ter condições de saber não apenas quanto aplicou, mas onde aplicou, por que aplicou determinada quantidade e qual foi o resultado obtido. Isso permite substituir decisões baseadas exclusivamente em médias por estratégias construídas a partir da realidade de cada área.

A tecnologia de aplicação, nesse sentido, começa antes da máquina. Começa na qualidade da informação utilizada para tomar a decisão. E, quanto melhor essa informação, maior a possibilidade de colocar cada quilo de fertilizante, cada litro de produto ou cada semente exatamente onde pode gerar retorno agronômico. É assim que a Agricultura de Precisão deixa de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passa a ser, de fato, uma ferramenta de gestão do desperdício.

*Químico Industrial, Mestre em Agronomia e Químico de Pesquisa e Desenvolvimento da Sell Agro.

 



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Marcelo Hilário, químico responsável da Sell Agro
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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
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Entre a colmeia, a onça e o bando: poeta mineira Thaís Campolina lança “enxame” na Livraria Ponta de Lança e na Bienal do Livro de São Paulo

 



Poeta mineira apresenta novo livro, publicado pela editora orlando, que investiga as relações entre corpo, casa, natureza e animalidade

“enxame” é o novo livro de poesia de Thaís Campolina (editora orlando), autora de “eu investigo qualquer coisa sem registro” e “estado febril”. Na obra, ela constrói uma poética na qual o espaço doméstico e o instinto selvagem se fundem com naturalidade, transformando a casa e o próprio corpo em ecossistemas vivos e pulsantes. O blurb é assinado pela escritora Dia Bárbara Nobre, o texto de orelha pela também escritora Bárbara Mançanares e o posfácio é de Maria Emanuelle Osório Prates, escritora, educadora popular, ativista ambiental, etnoecóloga e doutoranda em Biodiversidade e Uso dos Recursos Naturais.

O livro será lançado em São Paulo no dia 9 de setembro, quarta-feira, às 19h, na Livraria Ponta de Lança. A programação contará com um bate-papo sobre atmosfera do sonho, corpo e poesia, com a participação da poeta Laura Redfern Navarro, autora da plaquete Um sonho lúcido, também publicada pela editora orlando, e mediação da jornalista Marcela Güther, da editora. Em seguida, no dia 12 de setembro, Thaís realiza sessão de autógrafo na Bienal do Livro de São Paulo, às 11h, no espaço da orlando no estande Escreva, Garota!.

Com uma linguagem precisa e madura, Thaís utiliza metáforas zoológicas e anatômicas para mapear inquietações. O livro é dividido em seções que evocam diferentes agrupamentos animais — “A Colmeia”, “A Onça”, “O Bando”, “Rotas Migratórias” e “O Zumbido” — e cada uma delas investiga, à sua maneira, a intrincada relação entre o humano e o bicho. “Um fóssil não é uma ossada, é uma cicatriz preservada do movimento de um corpo caindo”, escreve a poeta, definindo o tom de uma obra que se debruça sobre vestígios, memórias e transformações.

A poeta Ana Estaregui, no poema que abre o volume, define o gesto central do livro: “um poema não termina / até que encontre no ouvido / de quem lê / o outro que o habita / duas vozes / à procura do enxame”. É essa busca por uma voz múltipla, que se desdobra em enxame, que guia os versos de Thaís Campolina. “um pássaro sozinho é só um pássaro sozinho / uma revoada de pássaros é muito maior que isso”, lê-se em um dos poemas, ecoando a ideia de que a potência está no coletivo, no agrupamento, na comunhão entre espécies.

Dia Bárbara Nobre destaca que “mais do que um livro de poesia, é um convite irrecusável para nos deixarmos devorar de dentro para fora”. Já a escritora Bárbara Mançanares ressalta a potência luminosa da escuridão como prerrogativa para o retorno ao sonho: “cada poema é um fóssil de beleza estarrecedora”. A orelha do livro aponta ainda para a figura da voz poética como uma “Indiana Jones mineira”, que nos convida a romper a casca e adentrar a língua.

“venho do faroeste mineiro / onde grande parte do ano / o céu parece derramar prosecco / na população / que sem abandonar / as britadeiras busca na terra / alguma coisa que não seja / poeira”, escreve Thaís, ancorando sua poesia na paisagem de Minas Gerais e na experiência de quem habita um território de britadeiras e poeira, mas também de afetos e bichos. A mineiridade, no entanto, não é um fim em si mesma, mas um ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre o corpo, a memória e a animalidade que nos constitui.

O corpo, em “enxame”, é território de conflito e acolhimento. A poeta investiga desde a memória celular de um peixe abissal até a gestação de um teratoma, passando pela pele de lagartixa e pelas garras de gata. “sou uma praga / acostumada a se atacar / para nunca ficar / sem o que roer”, afirma um dos versos, numa imagem que a posfaciadora Maria Emanuelle Osório Prates conecta às doenças autoimunes, lembrando que as mulheres são 78% das pessoas afetadas por esse tipo de condição. A leitura de Thaís, segundo Prates, “para além da dimensão ecológica e contemporânea de seus versos, me leva a reflexões imunológicas”.

“enxame” chega ao público em um momento de efervescência da poesia brasileira contemporânea, trazendo a voz de uma autora que já se consolidou como uma das vozes mais instigantes de sua geração. O livro é dedicado a Tagore e Adelaide, seus gatos, numa homenagem que já anuncia o tom afetuoso e selvagem que percorre toda a obra.

Sobre a autora

Thaís Campolina (Divinópolis, 1989) é autora dos livros de poesia “eu investigo qualquer coisa sem registro” (Crivo Editorial, 2021) e “estado febril” (Macabéa, 2024), além das plaquetes “noticiosas”, “línguas soltas” (Primata, 2024) e “frigideira” (Tato Literário, 2024). Publicou também o conto “Maria Eduarda não precisa de uma tábua ouija” (2020) em formato ebook. É mediadora de leitura nos clubes Cidade Solitária, Leia Mulheres Divinópolis e Casa das Poetas, e curadora da página Bafo de Poesia.

Sobre a orlando


A editora orlando, fundada pelos jornalistas Karol Lopes, Marcela Güther e Vincent Sesering (também sócios da agência de comunicação literária com.tato), nasceu para dar voz a escritores independentes com qualidade e profissionalismo. Com o lema “Histórias que desafiam o tempo”, oferece serviços completos de edição, revisão, design e divulgação, além de catálogos organizados em selos específicos: ziguezague (infantil), dobradura (poesia), espiral (ficção) e brecha (não ficção). Mais que publicar livros, aposta em estratégias de visibilidade para conectar autores e leitores. Saiba mais em editoraorlando.com.br e no Instagram @editoraorlando

AGENDA

Lançamento de “enxame” em São Paulo
Quando: 9 de setembro, quarta-feira, às 19h
Onde: Livraria Ponta de Lança, São Paulo (SP)
Programação: bate-papo sobre atmosfera do sonho, corpo e poesia com a poeta Laura Redfern Navarro, autora de Um sonho lúcido, e mediação da jornalista Marcela Güther, da editora Orlando.

Bienal do Livro de São Paulo
Quando: 12 de setembro, sábado, às 11h
Onde: Espaço da Editora Orlando no estande Escreva, Garota!
Programação: sessão de autógrafos com Thaís Campolina.


"Caí no golpe do Pix, e agora?": Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger

 


Vitru Educação


"Caí no golpe do Pix, e agora?": Dia do Cliente acende alerta para fraudes digitais e uso de inteligência artificial; saiba como se proteger


Com o aumento das compras online durante as promoções da data, especialista da UNIASSELVI detalha os principais golpes, o uso do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e as formas de recuperar o dinheiro


Com o aumento das compras online durante as promoções da data, fique atento aos principais golpes,

Todo consumidor que aproveita as promoções do Dia do Cliente (15 de setembro) para fazer compras online precisa reforçar a atenção com as finanças digitais. O aquecimento do comércio eletrônico vem acompanhado de um salto nas tentativas de fraudes e abordagens de engenharia social. Para orientar a população e promover a cidadania digital, a UNIASSELVI preparou um guia prático sobre como prevenir e agir diante dos novos golpes envolvendo o Pix.

Kamila Mendes, advogada especialista em Direito do Consumidor e professora do curso de Direito da UNIASSELVI, aponta que o avanço dos pagamentos instantâneos exige novos hábitos de segurança no dia a dia. “Com o avanço do Pix e dos pagamentos digitais, o consumidor precisa redobrar os cuidados com a segurança das suas informações. É importante conferir o nome do destinatário antes de realizar qualquer transferência, não compartilhar senhas, códigos ou dados bancários e desconfiar de links, mensagens e contatos suspeitos. Também é fundamental manter os aplicativos e dispositivos atualizados e utilizar os mecanismos de segurança oferecidos pelos bancos”, alerta a especialista.

Golpes com Inteligência Artificial

A evolução tecnológica trouxe camadas extras de sofisticação para os crimes virtuais. Recursos como deepfakes e clonagem de voz permitem que golpistas simulem conversas reais com alta precisão.

“A inteligência artificial permite reproduzir a voz, a imagem e até a forma de falar de uma pessoa. Com isso, o criminoso pode se passar por um familiar, amigo, funcionário de banco ou até mesmo por uma autoridade. Por isso, atualmente não basta confiar apenas na voz ou na imagem: é necessário confirmar a identidade por outro meio antes de realizar qualquer pagamento”, explica Kamila.

 

Principais fraudes em circulação

Entre as abordagens mais frequentes no comércio eletrônico e nas redes sociais estão:

  • Falso funcionário de banco: ligações ou mensagens que simulam centrais de atendimento para solicitar dados ou confirmações de transações;
  • Golpe do Pix enviado por engano: criminosos alegam transferência incorreta e pedem o estorno para uma conta diversa;
  • Falsas ofertas e QR Codes adulterados: anúncios patrocinados em redes sociais que direcionam a páginas clonadas ou geram pagamentos para terceiros;
  • Falso parente: mensagens urgentes no WhatsApp pedindo transferências imediatas.

 

Como agir e canais de recuperação

Ao identificar uma fraude, a agilidade do consumidor é vital para tentar reaver o valor pago. A orientação principal é contatar imediatamente o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) — ferramenta criada pelo Banco Central para bloquear e recuperar valores em transações fraudulentas via Pix.

Além do acionamento bancário, o consumidor deve registrar o Boletim de Ocorrência e guardar todas as provas disponíveis, como comprovantes de transferência, capturas de tela (prints) de conversas, números de telefone, e-mails e links de anúncios falsos.

Sobre a responsabilidade das instituições financeiras em transferências feitas voluntariamente pela vítima, Kamila esclarece os limites jurídicos.

“É necessário analisar cada caso concreto, verificando se houve falha na segurança ou na prestação do serviço bancário e se a instituição adotou os mecanismos de prevenção e segurança esperados. O banco pode adotar medidas para tentar bloquear ou recuperar os valores, inclusive por meio dos mecanismos específicos existentes para situações de fraude. Entretanto, não existe uma garantia de devolução em todos os casos”, ressalta.

A especialista recomenda ainda consultar as diretrizes de prevenção à fraude disponibilizadas na página da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) para manter hábitos seguros na navegação digital.

 

Sobre a UNIASSELVI

A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação e Profissionalizantes, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Luciana Messa – lmessa@webershandwick.com | Telefone: (11) 9 9155-7742

Paulo Lima – plima@webershandwick.com | Telefone: (11) 9 8879-1711

 


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Caminhoneiros entregam mais de 60% da produção nacional e assim cresce a relevância dos treinamentos para ampliar a segurança nas estradas

 


No Dia Nacional do Caminhoneiro, 16 de setembro, a Air Products destaca competições de direção, simuladores virtuais e outras iniciativas de treinamento e reconhecimento dos profissionais que transportam gases pelo país com extrema habilidade e segurança

São Paulo, setembro de 2026 – Mais de 60% da produção nacional circula pelas estradas, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Por trás desse fluxo estão caminhoneiros que, diariamente, levam alimentos, medicamentos, gases e outros insumos essenciais a diferentes regiões do Brasil. Para uma categoria indispensável ao funcionamento da economia e presente todos os dias nas rodovias, valorização e segurança caminham juntas e a Air Products, líder global em gases industriais, desenvolve treinamentos cada vez mais rigorosos e desafiadores para garantir seus baixíssimos índices de ocorrências nas estradas.

A categoria de caminhoneiros no Brasil reúne mais de 700 mil transportadores apenas autônomos, de acordo com o estudo Transporte em Foco, da Confederação Nacional do Transporte (CNT). A segurança desses profissionais passa pelo cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê ao menos 11 horas de descanso a cada 24 horas, mas vai além das normas. Treinamentos contínuos, tecnologia, conscientização e prevenção ajudam a preparar quem está ao volante e a tornar as estradas mais seguras para todos. Para as empresas, investir nessas frentes é também uma forma de valorizar profissionais essenciais para o transporte de cargas no país.

Na Air Products, a preparação dos motoristas contratados que atuam na operação começa antes mesmo de o caminhão entrar em circulação. A rotina envolve o Diálogo Diário de Segurança (DDS), a inspeção nos equipamentos por antes da saída e o planejamento da rota segura. Treinamentos teóricos e práticos, assim como o suporte de tecnologia com simulador móvel e óculos de realidade virtual completam a capacitação em segurança dos motoristas.

Cristiano Meireles, gerente de segurança, meio ambiente, saúde e qualidade da companhia, explica que o acompanhamento dos motoristas é feito por meio do sistema de câmeras instalado nos caminhões e também por instrutores de motoristas e multiplicadores com o objetivo de certificar o cumprimento dos procedimentos e treinamentos recebidos. “Outra medida é o registro de APT (Técnica Preditiva de Acidente) onde cada motorista é o responsável pela segurança registrando no sistema qualquer risco que seja identificado em nossas unidades e clientes. Todos os profissionais são treinados e orientados a cumprir com nossos procedimentos internamente e em nossos clientes. Estas ações fazem parte da nossa rotina voltada à segurança e à valorização de quem está diariamente nas estradas, garantindo que cada motorista volte para sua casa da mesma forma que aqui chegaram”, finaliza o gerente.

Essa rotina de preparação e segurança também se reflete em iniciativas de treinamento e reconhecimento dos motoristas. Entre elas está uma competição de direção segura que leva situações da rotina dos profissionais para provas de precisão, conhecimento e condução. Neste ano, a companhia realizou no Brasil sua primeira edição regional da América do Sul, reunindo 12 finalistas de seis países nas categorias de caminhões rígidos e articulados.

Para chegar à etapa regional, os motoristas foram avaliados por critérios como histórico de segurança, conhecimento de procedimentos e da legislação de trânsito, assim como desempenho em manobras. Os participantes também deveriam estar há 12 meses sem multas ou acidentes preveníveis.

“Dedicamos uma parte muito relevante do nosso tempo para aumentar a segurança na operação. O evento é uma oportunidade de reconhecer os motoristas, mas também de dar visibilidade àqueles que seguem os procedimentos e realmente vivem a segurança no dia a dia”, afirma Daniel Oliveira, gerente de supply chain da Air Products para a América do Sul.

A preparação também incorpora novas tecnologias. Os motoristas têm contato com simuladores de condução e realidade virtual, recursos usados para aperfeiçoar procedimentos e preparar novos integrantes da frota. A tecnologia permite que profissionais mais experientes acompanhem o treinamento à distância, identifiquem falhas e orientem correções, além de possibilitar a repetição dos procedimentos para aprimorar a execução.

Para a companhia, investir nesses recursos também é uma forma de valorizar quem coloca o aprendizado em prática diariamente. “É uma forma de mostrar aos motoristas e às suas famílias que a organização prestigia e valoriza o trabalho indispensável que eles realizam, levando gases essenciais a setores como indústria, hospitais e laboratórios”, afirma Marcus Silva, vice-presidente e gerente geral da companhia na América do Sul, ressaltando que em uma atividade que convive constantemente com os desafios do transporte rodoviário, treinamento, prevenção e reconhecimento ajudam a colocar a segurança no centro da jornada: antes, durante e depois de cada viagem.

Sobre a Air Products

Líder em soluções de gases, a Air Products está presente em diversos segmentos industriais em todo o mundo. Com uma história de inovação e excelência em seus produtos e serviços, a companhia fornece soluções que contribuem para a produtividade e crescimento sustentável de seus clientes e parceiros.






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Engaje! Comunicação

Elisa Reis
elisa.reis@engajecomunicacao.com
(11) 99288-3695

NÃO TINHA COMO TER UM RESULTADO DIFERENTE

 

por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Esta semana me sobrou um tempinho e, por isso, dei um pulo no sebo de que sou freguês de longa data para dar uma olhadela nas velhas novidades que lá havia. Para minha felicidade, encontrei o livro Meretrizes e Doutores: saber médico e prostituição no Rio de Janeiro (1840–1890), de Magali Engel. Ao folheá-lo, tenho uma grata surpresa: o referido livro tinha pertencido à minha ex-professora Terezinha Saldanha — que Deus a tenha.

Sempre que podia, levava meus filhos comigo a sebos, livrarias e bibliotecas. Hoje raramente faço isso, pois atualmente eles vão por conta própria e, às vezes, para minha alegria, são eles que me convidam para fazer um tour entre estantes de livros novos e usados.

Amo livros. Não vivo sem eles. E o gozado nessa paixão é que ela surgiu em mim antes mesmo do gosto pela leitura germinar. Quando criança, passava muitas e muitas vezes a tarde toda na biblioteca do colégio. Lendo livros? Não. Admirando-os nas estantes, pegando um e outro para folheá-los e, é claro, para contemplar as ilustrações. Bah! Não foram poucos os mundos que criei em minha imaginação a partir das imagens em que fixava os meus traquinos olhos de menino.

Quando adolescente, fui para um colégio agrícola e lá, de forma similar, vez por outra fazia o mesmo. Não tanto na biblioteca do colégio, que dispunha de um acervo mirrado, mas sim na biblioteca municipal, que era anexa à prefeitura. O ambiente possuía belas estantes de madeira, mesas sólidas para estudo e era muito bem organizada. Batia altos papos com a bibliotecária e até pegava alguns livros emprestados, mas não os lia. A mosca azul da leitura não havia me mordido ainda, pois até aquela idade escolar eu não havia conhecido uma viva alma devotada à leitura para me inspirar na direção desta devoção.

Isso mesmo! Ler, de certa forma, é um ato devocional que, para ser assimilado e cultivado — além da instrução e de uma e outra admoestação —, precisa do exemplo vivo de um leitor; de uma pessoa que lê um livro não porque o professor mandou, ou porque sua leitura é necessária para passar em uma prova, vestibular ou algo que o valha, mas porque a leitura é uma atividade integrada em sua personalidade da mesma forma que o é jogar bola ou ir para a balada na de outras.

Graças a Deus, conheci muitas pessoas em minha mocidade que me inspiraram e, com seu exemplo, me arrastaram para o multiverso de Gutenberg, onde seguimos em nossa jornada sem fim entre páginas e letras.

E em se falando de letras, livros e litros, saiu o resultado do PISA e todos, em alguma medida, ficaram estarrecidos com os números apresentados, tanto no Brasil quanto no mundo de um modo geral. Motivo: houve um retrocesso danado, e não foi apenas por aqui que se constatou que a capacidade leitora ficou esmilinguida. Diante desse resultado, pergunto: era preciso aguardar a divulgação do PISA para constatar o óbvio ululante de que estamos caminhando a passos largos para a beira do abismo? Não, não carecemos disso para saber que, se continuarmos nesta toada, iremos, muitíssimo em breve, parar muito mais longe nesta longa marcha da vaca para o brejo.

Dito de outro modo, como nossos estudantes poderão obter um melhor desempenho nos estudos se, de um modo geral, nós temos um refinado desprezo pelo amor ao conhecimento? Sem dúvida alguma, temos um afeto danado pelos títulos, pelo status, pelos rendimentos que estes nos podem regalar; mas quantos de nós, realmente, amam o conhecimento não apenas por seu valor instrumental, mas pelo seu valor em si? Tempo! Tic-tac! Tic-tac! E a resposta é essa mesma.

Se nossos jovens estudantes estão entre os piores do mundo, talvez seja porque nós, adultos de um modo geral, estamos bem longe de ser bons exemplos em que as tenras gerações possam se espelhar. Ora, se nós, adultos, não somos capazes de demonstrar um amor sincero pelo conhecimento, é mais do que certo que as crianças irão desprezá-lo com o mesmo despudor e intensidade com que o desprezamos em nosso dia a dia — tendo em vista que os infantes são excelentes imitadores nossos, logo, não adianta nada resmungar.

*
 
(*) professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “NAS ENTRANHAS DO LEVIATÔ, entre outros livros.

Manutenção preventiva é forte estratégia para garantir qualidade da semeadura

 



Aliança Crucianelli Piccin

Manutenção preventiva é forte estratégia para garantir qualidade da semeadura

Revisão antecipada de componentes mecânicos, hidráulicos e eletrônicos, além da calibração dos sistemas de distribuição, ajuda a evitar paradas no campo e falhas no estabelecimento da lavoura

Segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 360,8 milhões de toneladas de grãos nesta safra, em uma área estimada em 83,5 milhões de hectares. Em uma operação realizada dentro de uma janela cada vez mais ajustada, falhas mecânicas ou de regulagem podem comprometer o ritmo de semeadura e aumentar os riscos de perdas no estabelecimento da lavoura, portanto a revisão das máquinas agrícolas ganha importância para evitar paradas não programadas.

Para Guillermo Zegna, gerente comercial da Crucianelli, fabricante argentina de máquinas agrícolas, a revisão deve ser realizada antes de a plantadeira ou semeadora chegarem ao campo. “A manutenção deve ser feita pensando na máquina como um sistema completo: estrutura, sistema hidráulico e elétrico, dosagem e agricultura de precisão”, afirma.

No caso do modelo Plantor, um dos primeiros pontos de atenção está na estrutura. A recomendação é verificar chassi, cilindros, mecanismos de dobramento, pinos, buchas, travas, mangueiras e engates. Os rodados centrais, rodas dianteiras e rolamentos também devem ser avaliados, principalmente porque suportam parte relevante do peso do equipamento durante o transporte.

Regulagem interfere diretamente na plantabilidade

Depois da revisão mecânica, hidráulica e elétrica, a regulagem da máquina é outro fator capaz de determinar a qualidade da semeadura. De acordo com Zegna, o primeiro cuidado deve ser garantir que o chassi esteja nivelado e que todas as linhas acompanhem corretamente o terreno.

A partir daí, entram ajustes como profundidade de semeadura, contato das rodas de controle de profundidade com o solo, atuação do disco de corte, pressão das rodas compactadoras e funcionamento do sistema firmador de sementes.

A importância desses parâmetros também é apontada em estudos técnicos da Embrapa. A instituição destaca que a plantabilidade não está relacionada apenas à população final de plantas, mas também à uniformidade na distribuição longitudinal e vertical. Falhas, linhas duplas e diferenças na emergência aumentam a competição dentro da lavoura e podem limitar o potencial produtivo.

Outro ponto de atenção é a velocidade de deslocamento. Aceleração excessiva pode comprometer a uniformidade da profundidade de semeadura, aumentar a ocorrência de falhas e duplas e prejudicar a emergência das plantas. Em soja, as recomendações técnicas reforçam a importância de trabalhar dentro da faixa de velocidade indicada para cada semeadora. “A dosagem deve ser calibrada com o lote de sementes que será utilizado. É necessário regular o vácuo, o dosador pneumático e o singulador e verificar a população, a ocorrência de duplas e falhas”, explica Zegna.

Ainda de acordo com o especialista, os testes também precisam reproduzir as condições reais de trabalho. “Uma regulagem correta em condição estática pode apresentar outro comportamento no campo. Por isso, o teste deve ser repetido na velocidade real de operação”, destaca.

Eletrônica amplia precisão, mas exige integração

À medida que as plantadeiras incorporam recursos de agricultura de precisão, o preparo antes da safra passa a envolver também a comunicação entre diferentes sistemas. Na Plantor, a integração envolve recursos como monitoramento da operação, controle de distribuição, aplicação localizada e ajuste da pressão sobre as linhas.

Antes da operação, a recomendação é testar o carregamento de limites e prescrições, a posição e orientação da máquina, o corte linha a linha, as alterações de taxa, a leitura dos sensores, os alarmes e a resposta dos sistemas hidráulicos e eletrônicos.

Também é necessário avaliar se o trator tem capacidade para atender às demandas do equipamento. Conforme as configurações apresentadas no material técnico da Plantor, determinadas versões exigem sistema hidráulico de centro fechado, quatro válvulas de controle remoto, vazão mínima de 185 litros por minuto e pressão de 200 bar ou 2.900 psi.

Em sistemas equipados com DeltaForce, a pressão hidráulica é ajustada linha a linha de acordo com as condições do solo. “Uma pressão abaixo da necessária pode causar variações na profundidade, enquanto o excesso pode compactar as paredes do sulco e dificultar o desenvolvimento inicial das raízes”, cita o especialista da Crucianelli.

O operador também passa a exercer papel central nesse processo. Não basta que os sistemas estejam conectados: é preciso interpretar os dados fornecidos pelos equipamentos e reagir rapidamente diante de eventuais problemas. “A tecnologia está realmente integrada quando a máquina funciona, as informações são confiáveis e o operador sabe transformá-las em uma decisão agronômica”, conclui Zegna.



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Ruralpress

Kassi Bonissoni
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Relógios inteligentes ampliam monitoramento de saúde, mas dados não substituem avaliação profissional

 

Vitru Educação


Relógios inteligentes ampliam monitoramento de saúde, mas dados não substituem avaliação profissional


Novos smartwatches da Apple chegam com recursos que acompanham frequência cardíaca, sono e outros indicadores; professora da UNIASSELVI explica limites do uso dessas informações


Novos smartwatches não substituem avaliação profissional de saúde

Apresentados no último dia 9 de setembro, os novos relógios inteligentes da Apple prometem transformar o pulso do usuário em uma fonte contínua de informações sobre saúde e bem-estar. Os dispositivos Apple Watch Series 12 e Apple Watch Ultra 4, que realizam a coleta de vários dados como frequência cardíaca, qualidade do sono e até uma estimativa de “idade da saúde” do usuário, chegam em meio às discussões do Setembro Amarelo, mês dedicado à saúde mental. A tecnologia pode ajudar o usuário a acompanhar sinais do próprio organismo, mas não substitui avaliação médica nem permite, por si só, fechar diagnósticos, alerta a professora de Biomedicina da UNIASSELVI, Michele Cristina Michels.

Os novos modelos incorporam recursos voltados ao acompanhamento mais detalhado de indicadores fisiológicos. O sistema de monitoramento de frequência cardíaca, por exemplo, passa a realizar leituras em intervalos menores, enquanto a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), indicador relacionado à resposta do organismo ao estresse e à recuperação, também ganha maior acompanhamento. Outro recurso anunciado é o Readiness, que cruza informações sobre atividade física, sinais vitais e sono para estimar o nível de preparo do corpo para as atividades do dia.

A tendência não se restringe aos lançamentos da Apple. Alguns dos ‘wearables’ mais avançados incluem sensores de atividade eletrodérmica (EDA), que detectam microvariações na temperatura e transpiração da pele, outro sinal de ativação do sistema nervoso simpático; a frequência respiratória, que pode se elevar ou se tornar irregular durante situações estressantes; e a qualidade do sono, cuja duração, regularidade e intermitências podem servir de alerta para a saúde mental.

Segundo a professora, esses são dados importantes, mas que não podem ser vistos isoladamente. A frequência cardíaca de uma pessoa pode se elevar momentaneamente por causa de um café ou de uma subida de escada, por exemplo. “Nosso organismo é dinâmico: frequência cardíaca, sono e outros parâmetros podem mudar ao longo do dia por diversos fatores. Uma única medição pode representar apenas uma alteração momentânea. Quando acompanhamos esses dados ao longo de dias ou semanas, conseguimos conhecer melhor o padrão habitual da pessoa e perceber mudanças persistentes ou fora desse padrão. Isso torna a informação mais útil para o acompanhamento da saúde”, ressalta.

Acompanhamento contínuo é mais relevante

As informações fornecidas pelos relógios podem funcionar como uma ferramenta de acompanhamento, mas precisam ser interpretadas dentro de um contexto mais amplo. “A própria ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta que os dados fornecidos por esses dispositivos devem ser vistos apenas como informações complementares. Eles não são suficientes para diagnosticar ou excluir doenças, orientar tratamentos, modificar o uso de medicamentos nem substituir exames e avaliações realizados por profissionais de saúde. Um alerta emitido pelo relógio não significa necessariamente que existe uma doença. Da mesma forma, a ausência de alertas não garante que tudo esteja perfeito. A principal limitação é que esses dispositivos ainda não apresentam a mesma robustez dos exames laboratoriais”, afirma Michele.

No caso da saúde mental, a atenção é ainda maior. Alterações no sono, frequência cardíaca e outros parâmetros fisiológicos podem estar associadas a diferentes situações, incluindo estresse e mudanças na rotina, mas não indicam necessariamente a presença de um transtorno ou problema de saúde específico.

“Um alerta de estresse alto, por exemplo, indica que o algoritmo identificou alterações fisiológicas compatíveis com aquilo que foi programado para reconhecer como estresse. Ele não determina a causa dessas alterações e não avalia, sozinho, os aspectos emocionais, sociais e clínicos da pessoa. O mesmo padrão pode ocorrer durante atividade física, febre, ansiedade, dor, privação de sono ou até uma situação de entusiasmo. O diagnóstico de transtornos como ansiedade ou depressão exige avaliação clínica realizada por profissional habilitado”, destaca a professora da UNIASSELVI.

Excesso de monitoramento pode trazer prejuízos

A biomédica alerta que o monitoramento constante e o alto número de dados coletados pelos relógios e anéis inteligentes podem provocar efeito contrário na saúde da pessoa. “Precisamos lembrar que o nosso organismo não funciona com números fixos: frequência cardíaca, sono e outros parâmetros variam naturalmente ao longo do dia. O acompanhamento constante desses dados pode fazer com que algumas pessoas fiquem excessivamente atentas a qualquer alteração nos seus indicadores. Isso pode gerar ansiedade e até criar um ciclo vicioso: ela vê uma alteração, fica preocupada, essa preocupação modifica alguns parâmetros fisiológicos e, ao perceber uma nova alteração no relógio, fica ainda mais ansiosa”.

A profissional afirma, no entanto, que os aparelhos que monitoram a saúde do usuário são importantes. “Acredito que o papel mais interessante da tecnologia seja o de conscientizar e estimular o autocuidado, a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, regular o sono. Ela pode funcionar como um sinal para a pessoa olhar para si mesma, conversar sobre saúde mental e, quando necessário, procurar ajuda profissional. O dispositivo pode sinalizar que algo mudou, mas quem consegue avaliar o conjunto, como sintomas, histórico e contexto daquela pessoa, é o profissional de saúde”.

 

Sobre a UNIASSELVI

A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação e Profissionalizantes, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.

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Novos smartwatches não substituem avaliação profissional de saúde
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