MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 1 de março de 2020

O impacto global do coronavírus


Diversas multinacionais cuja cadeia de produção passa pela China e por outros países asiáticos, como o Japão e a Coreia do Sul, já foram afetadas e tiveram de desacelerar suas atividades, com fechamento de fábricas. Editorial da Gazeta:

Por mais que a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não tenha classificado o avanço mundial do coronavírus como uma pandemia, limitando-se a elevar para “muito alto” o risco de impacto da nova doença, chamada Covid-19, não será absurdo se os órgãos internacionais revisarem essa avaliação mais adiante. Afinal, a própria OMS já alertou que o vírus está se propagando rapidamente e em breve todos os países do mundo devem apresentar casos da doença, quando não surtos – o conceito de “pandemia” descreve uma situação em que toda a população do planeta esteja exposta ao vírus, mas o diretor-geral da OMS afirmou ainda haver chance de conter o avanço do coronavírus.
Até o momento, embora 94% de todos os casos registrados no mundo estejam concentrados na China, há confirmações de pessoas doentes em todos os continentes (à exceção da Antártida) e mortes na Europa e no Oriente Médio. O impacto da doença sobre a população mundial continua a ser avaliado, levando-se em conta as características do vírus – se por um lado sua letalidade tem sido mais baixa que a de outras doenças que causaram preocupação recentemente, ele é altamente contagioso e se beneficia do fato de a população mundial ter uma mobilidade muito maior que até poucas décadas atrás, o que facilita a propagação do Covid-19. Mas, ainda que as previsões otimistas da OMS se concretizem e seja possível frear a expansão do coronavírus, o estrago na economia já está feito.
Diversas multinacionais cuja cadeia de produção passa pela China e por outros países asiáticos, como o Japão e a Coreia do Sul, já foram afetadas e tiveram de desacelerar suas atividades, com fechamento de fábricas. Os setores de transporte – especialmente aéreo –, turismo e eventos também estão sendo duramente atingidos. Empresas suspenderam voos para a China assim que o surto começou naquele país, parques temáticos foram fechados, grandes feiras comerciais foram canceladas na Ásia e na Europa, e competições esportivas ocorrem com portões fechados ou nem mesmo são realizadas. Um membro do Comitê Olímpico Internacional afirmou que, embora as preparações para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no fim de julho, estejam correndo normalmente, não se pode descartar completamente um cancelamento, dependendo do ritmo da propagação do coronavírus nos próximos três meses.
O Fundo Monetário Internacional já reduziu a previsão de crescimento do PIB chinês neste ano, e aponta também para uma desaceleração global. Até agora, essa revisão consiste em décimos de ponto porcentual, mas se a curva de contágio não se reverter logo os efeitos serão mais intensos – a Sars, em 2003, tirou dois pontos porcentuais do crescimento chinês daquele ano. No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, já fez afirmação semelhante, e os efeitos no mercado financeiro se intensificaram logo após a confirmação do primeiro caso no país – um paciente que esteve na Itália –, com queda abrupta na bolsa de valores de São Paulo e novos solavancos no câmbio, que já vinha sendo afetado por outros fatores, como a redução na taxa de juros.
A prioridade, sem dúvida, é conter a espiral de transmissão da doença para evitar uma escalada nas contaminações e mortes. Quando o pior momento do Covid-19 tiver passado, o mundo terá uma noção melhor do estrago econômico deixado pelo coronavírus e do que será preciso fazer para recuperar a produção industrial, o fluxo de comércio e os demais setores prejudicados pela epidemia. Mesmo antes de os surtos se espalharem pelo mundo, já havia apelos por estímulo econômico devido ao desempenho global abaixo do esperado, mas, com muitos países praticando juros baixíssimos, pode haver pouca margem para ações mais enérgicas. No Brasil, o Copom já havia indicado que o ciclo de queda da Selic estava no fim, mas a última reunião ocorreu antes de a doença se espalhar internacionalmente. Como lembrou o colunista da Gazeta do Povo Guido Orgis, qualquer nova redução nos juros teria de ser cuidadosamente planejada para não disparar outros efeitos indesejáveis, e talvez a retomada mais forte do crescimento acabe ficando para 2021.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Bolsonaro vai a Montevidéu para posse de novo presidente uruguaio


Luis Lacalle Pou assume hoje mandato de cinco anos

Tribuna da Bahia, Salvador
01/03/2020 14:13 | Atualizado há 4 minutos
   
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro embarcou hoje (1º) por volta das 9h para a capital uruguaia, Montevidéu. O presidente vai participar, durante a tarde, da cerimônia de posse de Luis Lacalle Pou, novo presidente do país.
Além de Jair Bolsonaro, também participarão do evento o rei da Espanha, Felipe VI; o presidente do Chile, Sebastián Piñera; do Paraguai, Mario Abdo Benítez; e da Colômbia, Iván Duque, entre outras autoridades.
A cerimônia de posse será em três locais distintos. Começará, às 14h, no Palácio Legislativo, com uma sessão solene de Compromisso de Honra e Declaração de Fidelidade.
Às 15h15, na Praça Independência, será feita a transmissão de mandato, com o presidente que passa o cargo, Tabaré Vázquez, passando a faixa presidencial para Lacalle Pou. Será realizada também a posse dos novos ministros.
E, finalmente, no Palácio Estevez, às 18h15, serão dados os cumprimentos protocolares dos chefes de delegações oficiais ao novo mandatário.
Na agenda de Bolsonaro, há ainda um jantar, às 19h, que será oferecido pelo embaixador do Brasil no Uruguai, na residência oficial. O presidente voará ainda hoje para Brasília, às 21h45.
Vitória
Lacalle Pou, político de centro-direita (Partido Nacional), venceu as eleições presidenciais do ano passado, em segundo turno, em uma disputa acirrada contra Daniel Martínez, candidato da coalizão de esquerda, Frente Ampla.
A vitória de Lacalle Pou representa alternância de poder, após 15 anos de governos de esquerda no Uruguai.
No segundo turno, Lacalle Pou construiu uma coalizão "multicolorida". Isso porque ele, que é do Partido Nacional, aliou-se aos candidatos Ernesto Talvi, do Partido Colorado, e Guido Manini Ríos, do Cabildo Aberto. Com a coalizão, conseguiu virar o jogo e vencer Daniel Martínez.
Bandeiras
O dia amanheceu ensolarado em Montevidéu e a temperatura deve chegar aos 29º no início da tarde. Em diversos pontos da cidade, há vendedores ambulantes vendendo bandeiras e bandeirolas do Uruguai, do Partido Nacional e do Partido Colorado (que faz parte da coalizão multicolorida).
Lacalle Pou, que tem 46 anos, já exerceu os cargos de deputado e senador. De uma família de políticos, ele é filho da ex-senadora Julia Pou e de Luis Alberto Lacalle, ex-presidente do país, que governou de 1990 a 1995. É bisneto de Luis Alberto de Herrera, um dos políticos mais influentes da história do Partido Nacional.
Relações bilaterais
A ida de Bolsonaro ao Uruguai pode representar uma nova etapa na relação com o país vizinho.A expectativa do governo brasileiro é que o novo governo uruguaio seja um aliado nas questões de comércio, em especial no Mercosul. O Brasil pretende reduzir a tarifa externa comum do bloco, além de impulsionar novos acordos comerciais. E o novo presidente do Uruguai já deu demonstrações de que também pretende avançar numa agenda mais liberalizante do bloco.s
Vale ressaltar que o novo chanceler uruguaio, Ernesto Talvi, que também foi candidato nas últimas eleições, é economista liberal e doutor em economia pela Universidade de Chicago.
Nenhuma descrição de foto disponível.

A difícil tarefa de ser honesto no Brasil


Amigo, se você é brasileiro, vou te falar uma verdade: Caso você pretenda crescer no Brasil, mais do que uma boa ideia e um cérebro privilegiado, você vai ter que ter estômago.
Há décadas vivemos numa “democracia” em que o Estado quer controlar tudo e não te facilita a vida em nada. Se você quiser empreender, prepare-se para ser ilegal, mesmo que você não queira isso.
O controle do Estado é o maior gargalo que existe para se montar qualquer negócio. Não adianta Sebrae e outras enganações que te prometem mundos e fundos, porque você vai encontrar barreiras cada vez mais altas.
Alguém tem dúvida por que é que tem tanta gente desempregada? Porque o Estado não facilita as coisas. E quando eu falo o Estado, não me refiro só ao Governo federal, e sim aos estaduais e municipais.
Eu vou dar um exemplo: Experimente montar uma microempresa individual no ramo de transporte turístico. Você vai ver o sofrimento que é.
Até que na esfera federal a coisa vai bem. Você se formaliza como MEI e, se cumpridas as exigências do Ministério do Turismo, recebe o selo pertinente à atividade que vai desenvolver. Já pode trabalhar? Não. Aí vem as exigências estaduais. Milhares de documentos, correrias e taxas, você já pensa que está apto a trabalhar. Está? Não. Aí vem as exigências municipais, que são completamente contraditórias em relação às outras duas esferas. Tome-lhe mais taxas, e taxas e taxas. Mesmo assim até o teu espirro cai em exigência. Parece que nunca estão satisfeitos com nada.
E por que isso acontece? Simples... Cada vez que muda um diretor de cada órgão envolvido, este, pra mostrar serviço, baixa portarias completamente loucas e restritivas que contradizem as portarias dos outros órgãos, que por sinal também são contraditórias entre si. É uma salada de leis estúpidas.
No final das contas o pretendente a empreendedor fica nadando perdido no meio de uma sopa de letrinha de leis, portarias, resoluções e cagadas, e simplesmente desiste de legalizar a coisa. Aí vai trabalhar na "informalidade", ou seja, ilegal.
E aquele empreendedor é o cara que futuramente poderia gerar empregos, mas até isso é difícil! É uma burrocracia estúpida contratar alguém, porque o governo tem que fazer o controle de tudo. Afinal, que raio de país é esse que não te permite crescer e que inviabiliza qualquer tentativa de você ser um empresário?
Não é atoa que muitas empresas morrem ainda na gestação.
Assim é com tudo. Raul Seixas bem definiu essa cultura estúpida do controle excessivo:
"Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum! Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado se quiser voar! Pra Lua: a taxa é alta, pro Sol: identidade; mas já pro seu foguete viajar pelo universo É preciso meu carimbo dando o sim sim, sim, sim"
Porém, quem melhor falou a respeito foi Ayn Rand, em 1920:
“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”
Vivemos num país de merda onde pagamos os altos salários daqueles que deveriam facilitar nossa vida, mas que na verdade servem como pedras no nosso caminho.
Aí, na hipótese de você conseguir, com muito custo, muita dor e paciência vencer todos os obstáculos, vai aparecer um esquerdista cretino e incompetente pra dizer que você é um “opressor” porque é patrão.

Marcelo Rates Quaranta

Articulista

A intrigante e providencial separação de Joice Hasselmann e Daniel França, na véspera de um escândalo


Uma bomba com efeitos ainda imprevisíveis estourou há poucos dias.
O médico neurologista Daniel França Mendes de Carvalho, marido da deputada Joice Hasselmann, mantinha um contrato com um hospital no interior do estado de São Paulo.
A empresa Nevro, cujo proprietário é França, foi contratada em novembro de 2018, para efetuar neurocirurgias necessárias no tal hospital.
O contrato reza que a Nevro deveria fornecer “profissional para o atendimento de cirurgias eletivas no centro cirúrgico três vezes por semana; neurocirurgião para visitas médicas diariamente; profissional para atendimento ambulatorial duas vezes por semana; além de coordenador e de neurologista para cobertura a distância 24 horas por dia”.
Entretanto, após quatro meses do início do contrato o hospital não realizou nenhuma neurocirurgia, embora os pagamentos estivessem sendo feitos.
Agravando ainda mais a situação, a denúncia relata que um paciente chegou a ser encaminhado ao hospital para uma neurocirurgia, mas não foi atendido e morreu.
Segundo o contrato, a Nevro recebeu quase R$ 600 mil no período.
O fato intrigante: uma semana antes da bomba estourar, a deputada Joice Hasselmann largou o marido.
A separação foi efetivada no dia 18 de fevereiro.
Tudo indica que Joice tomou a atitude para o escândalo não respingar nela.
A mulher parece ser de portadora de uma indescritível frieza.
da Redação

Extrema-imprensa chega ao fundo do poço e, para atingir Bolsonaro, aventa “infidelidade” de Michelle


Chegaram ao fundo do poço. Não medem mais a sordidez dos ataques.
É o autêntico vale tudo.
A IstoÉ fez a insinuação, os blogs e sites de esquerda a complementação do jogo sujo. A militância insana se esmera na divulgação nas redes.
A nova patifaria insinua um envolvimento extraconjugal da primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-ministro Osmar Terra, de 70 anos de idade.
Para dar lastro a nova ‘sujeira’, mencionam que em julho de 2019, a primeira-dama e os então ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Cidadania, Osmar Terra, assistiram juntos à sessão de cinema em homenagem aos 50 anos do primeiro pouso do homem à lua.
Complementam a fantasia mencionando uma viagem que Michelle fez com Osmar Terra para a Paraíba, quando visitaram crianças com microcefalia. Uma viagem oficial, quando o país se emocionou com a atitude da 1ª dama e no carinho dispensado às pessoas com deficiência.
A cereja do bolo é a demissão de Osmar Terra, que, segundo a infame narrativa, teria sido por ciúmes por parte do presidente.
É o show de horrores da imprensa marrom e da militância esquerdopata.
Matéria publicada em um blog sujo da esquerda
Matéria publicada em um blog sujo da esquerda
da Redação

Bahia inclui povos e comunidades tradicionais no Cadastro Ambiental Rural

Postado em 29/02/2020 7:28DIGA BAHIA!
A inclusão dos Povos e Comunidades Tradicionais (PCT) no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CAR/Cefir) já é uma realidade na Bahia. A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) desenvolveram o Módulo PCT, que viabilizará o cadastro das informações de natureza ambiental preconizadas pelo Código Florestal dos PCT por meio do SEIA/Cefir.
O Módulo irá permitir que os próprios membros das comunidades possam utilizá-lo para dar legalidade e legitimidade ambiental ao território bem como se tornarem aptos ao acesso a políticas públicas, como crédito bancário para suas atividades e atos autorizativos ambientais.
Na Bahia, somente no segmento quilombola, são 747 comunidades e dezenas de outros povos distribuídos em centenas de comunidades tradicionais que se enquadram nas definições legais referendadas pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho da qual o Brasil é signatário. Estes povos são representados por 29 segmentos regulamentados pelo decreto nº 8.750/2016.
Os PCT de todo o país devem efetivar os seus cadastros no SICAR e na Bahia no Cefir, que é o canal tecnológico de acesso ao CAR nacional. “Assim como no restante do Brasil, em nosso estado há uma falta de informações completas sobre estes povos e o cadastro servirá para lhes dar visibilidade e segurança, sobretudo aos seus recursos naturais”, ressalta o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira.
Cadastros – A Bahia já tem em sua base de dados 799.805 imóveis rurais declarados, destes 779.662 (97,4%) são de até quatro módulos fiscais. A área cadastrada já superou os 28 milhões de hectares. O cadastramento dos imóveis no Cefir de pequenos, médios e grandes agricultores já é realizado no estado desde 2012, em meio eletrônico, disponibilizado para toda a sociedade e de forma gratuita.
http://www.meioambiente.ba.gov.br/2020/02/11974/Bahia-inclui-povos-e-comunidades-tradicionais-no-Cadastro-Ambiental-Rural.html

Janela partidária para quem vai disputar eleições começa na quinta

Postado em 01/03/2020 9:45 DIGA BAHIA!
A partir da próxima quinta-feira (5), os vereadores que pretendem disputar a reeleição ou a prefeitura de sua cidade podem mudar de partido sem sofrerem nenhuma punição da legenda. O prazo da chamada janela partidária termina no dia 3 de abril, seis meses antes do pleito. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e o segundo turno no dia 25 do mesmo mês.
Pelo calendário eleitoral, elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições, o prazo é considerado para a justa causa necessária para a mudança partidária dos detentores do cargo de vereador que queiram concorrer às eleições majoritárias (prefeitura) ou proporcionais (reeleição). Ao trocarem de partido, os parlamentares buscam mais recursos e apoio político para as campanhas.
Calendário das eleições
Outras datas previstas no calendário eleitoral devem ser seguidas pelos candidatos e partidos que vão disputar o pleito. No dia 4 de abril, todos os partidos que pretendem disputar as eleições devem estar com registro aprovado pelo TSE.
No mesmo mês, o tribunal vai lançar uma campanha nas emissoras de rádio e televisão para incentivar a participação das mulheres nas eleições e esclarecer o eleitor sobre o funcionamento do sistema eleitoral.
No dia 16 de junho, a Corte deve divulgar o valor corrigido do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), criado pelo Congresso. Conforme o orçamento da União, R$ 2 bilhões estão previstos para o fundo.
Em julho, os partidos estão autorizados a promover as convenções internas para escolha de seus candidatos, que deverão ter os registros das candidaturas apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
No dia seguinte, a propaganda eleitoral está autorizada nas ruas e na internet até 3 de outubro, dia anterior ao primeiro turno.
Em setembro, a partir do dia 19, nenhum candidato poderá ser preso, salvo em flagrante. No caso dos eleitores, a legislação eleitoral também proíbe a prisão nos dias próximos ao pleito. No dia 29, eleitores só podem ser presos em flagrante.
A diplomação dos prefeitos e vices, além dos vereadores eleitos, deve ocorrer até 19 de dezembro.

Projeto TAMAR apresenta exposição Vida Marinha em Ferro

Postado em 29/02/2020 10:17 DIGA BAHIA!
Peças automotivas, catracas de bicicleta, chapas, vergalhões e parafusos recolhidos em oficinas e ferros-velhos ganham um destino inusitado pelas mãos do artista plástico Cau Specht. O material de descarte é transformado em obras de arte e algumas delas estarão reunidas na exposição Vida Marinha em Ferro, que acontece no Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar de 6 de março a 12 de abril de 2020.
São peixes, caramujos, lagostas e tartarugas marinhas feitas a partir de ferros-velhos que são torneados, cortados e soldados, ganhando versatilidade, leveza e movimento. “Utilizo tanques e correntes de motos velhas, betoneiras que são usadas em obras para misturar massa, e é grande o prazer de esculpir e ver esse material de refugo ganhar outra forma”, comenta o artista plástico.
Esta é a segunda vez que o Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar recebe uma exposição de Cau Specht, tendo sido a primeira no ano de 2013. A conexão do trabalho do artista com o Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar se dá pelas formas que ele esculpe, quase sempre inspiradas na vida marinha, como também pelo incentivo ao reaproveitamento de materiais e ao cuidado com a natureza, deixando essa mensagem para o público visitante.
“É muito bom transformar em escultura aquilo que estaria poluindo o ambiente, jogado num terreno baldio, às vezes até juntando água e causando doenças”, reforça Specht, que também trabalha com pinturas em telas, esculturas de madeira e fibras de vidro.
O Projeto TAMAR protege as tartarugas marinhas no Brasil há 40 anos, através de pesquisa e conservação, inclusão social, sensibilização e educação ambiental. Em dezembro de 2019, a entidade comemorou o marco histórico de 40 milhões de tartarugas liberadas ao mar, entre filhotes, juvenis e adultas, nascidas e/ou recuperadas no litoral brasileiro. Para o projeto, a arte é uma das formas de ampliar a mensagem da preservação, e artistas de vários cantos do Brasil participam desse trabalho. Dessa proposta, nasceu o TAMAR CULTURAL, projeto que, nesta edição, tem o incentivo da Lei de Incentivo à Cultura, contexto no qual a Visa se apresenta como um de seus patrocinadores.
I SERVIÇO I
TAMAR CULTURAL apresenta VIDA MARINHA EM FERRO
Abertura: 6 de março, às 19h
Visitação: De 7 de março a 12 de abril de 2020
Local: Espaço de Exposições do Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar – Praia do Forte – BA
Entrada franca
Classificação Indicativa: Livre
Produção executiva: Trevo Produções
Apresentado por: Ministério da Cidadania e Visa
Patrocínio: Visa
Realização: Ministério da Cidadania e Pátria Amada Brasil Governo Federal

O passado colonial não faz de Portugal um país racista


É tão histórica a atitude dos brancos que toleravam o comércio de homens como a dos que passaram a considerá-lo incompatível com a civilização e a olhar os negreiros como Alexandre Herculano os olhava. Artigo de João Pedro Marques para o Observador:

Não estive em directo no último Prós e Contras. A minha participação nesse programa limitou-se a uma pequena intervenção filmada e gravada uns dias antes, na qual eu disse duas coisas: em primeiro lugar que há um exagero na susceptibilidade e reactividade de várias pessoas negras, de forma que qualquer reparo que lhes seja feito é imediatamente visto e sentido como uma manifestação de racismo; afirmei, em segundo lugar, que, num cômputo geral, Portugal não é racista e que é errada a teoria muito difundida segundo a qual o país teria forçosamente de o ser por ter estado longamente envolvido no tráfico transatlântico de escravos e num império colonial. O historiador Francisco Bethencourt, que esteve em directo no Prós e Contras, não gostou dessa minha intervenção. Considerou que ela revelava “enorme insensibilidade ao fenómeno racista” e que era inaceitável por ser um “processo de branqueamento dos problemas racistas”. Seria, além disso, errada por eu (alegadamente) querer “dizer que o passado é o passado e não tem qualquer reflexo no presente”.

Mas Francisco Bethencourt está a ver mal e a pensar pior. O facto de Portugal ter estado envolvido no tráfico de escravos, de ter tido um império colonial e de, em determinado momento da sua história, ter tido uma política orientada segundo ideologias e sentimentos racistas, não significa que os tenha agora. As sociedades podem arrepiar caminho, e muitas vezes fazem-no. Pense-se, por exemplo — e talvez seja esse o melhor exemplo —, nas atitudes ocidentais face à escravatura. Durante três a quatro séculos as sociedades europeias que estabeleceram colónias nas Américas estiveram profundamente envolvidas no tráfico de escravos e na exploração do trabalho de africanos em plantações, minas, etc., e conviveram com isso sem grandes objecções ou questionamentos. Mas a partir do último terço do século XVIII essas mesmas sociedades começaram a inverter a sua visão e a sua prática, no que à escravatura diz respeito. É preciso relembrar mais uma vez que foram as sociedades ocidentais que primeiro a rejeitaram e combateram. Depois da sua abolição houve outras formas de coerção e de exploração violenta do trabalho? Sim, houve. Mas também dessas práticas as sociedades ocidentais se foram demarcando e desviando. Francisco Bethencourt não vê esse lado positivo da História, ou se o vê desvaloriza-o. Já lhe fiz esse reparo em artigos a que preferiu não responder e volto a fazê-lo aqui. Bethencourt acusa-me e a outros de fazermos “branqueamentos” sem se dar conta de que é ele que faz óbvios “escurecimentos”. Não tem a visão calibrada. É uma espécie de permanente advogado de acusação do passado.

De qualquer modo, o que importa dizer e sublinhar é que não ficamos marcados para todo o sempre e de forma indelével por antigas práticas condenáveis. Ao contrário do que Francisco Bethencourt pensa, não estou com isto a rejeitar o peso e a importância da história. Estou apenas a tentar que as pessoas olhem para um quadro mais completo, mais pleno, do que aquele que muitas vezes lhes é mostrado. É que se o tráfico de escravos é história, a sua abolição e os valores que a ela se associaram também o são. É tanto história o navio negreiro que carrega 300 escravos em Luanda como o esforço de um Sá da Bandeira para pôr fim à escravatura. É tão importante a data da chegada dos primeiros escravos negros a Lagos, como aquela em que Portugal começou efectivamente a apresar navios negreiros no mar. É tão histórica a atitude dos brancos que toleravam o comércio de homens como a dos que passaram a abominá-lo, a considerá-lo incompatível com a civilização, e a olhar os negreiros como Alexandre Herculano os olhava, isto é, como criaturas a quem se devia “negar o sal e o lume, a água e a hospitalidade” e das quais se devia fugir “como de empestados”. Francisco Bethencourt estará eventualmente esquecido de que houve gente no século XIX que escreveu nos jornais, discursou e legislou nas Cortes, ou andou nos navios de cruzeiro a combater pela libertação dos escravos negros. Isso também faz parte da nossa história e reverte ou atenua o que de lamentável havia na história anterior.

E o que neste contexto é válido para Portugal é igualmente válido para muitos outros países e situações. Pense-se, por exemplo, no caso alemão. Não é pelo facto de ter existido nas décadas de 1930-40 um regime hitleriano, com todas as suas violências e atrocidades, que a Alemanha tem actualmente de ser nazi. Estou firmemente convencido de que o não é e de os alemães, no seu conjunto, o não são, o que não quer dizer que não existam nazis entre eles. O mesmo se passa quanto ao racismo entre nós. Portugal não é, globalmente falando, um país racista, o que não exclui que existam portugueses que o são. Mas a nossa história colonial não nos condena inapelavelmente ao racismo. Tivemos um império? Sim, mas já não temos. Envolvemo-nos no tráfico de escravos? Envolvemos, mas há muito que já não estamos envolvidos. Tudo isso está no passado. Esse passado deixou marcas? Sim, sem dúvida, mas é preciso perceber que também dinamizou diversas alterações ao nível das ideias, das sensibilidades e dos procedimentos.
Talvez seja por isso que o teor de racismo em Portugal é relativamente baixo a acreditar num recente estudo da União Europeia (Being Black in the EU). Esse estudo passou despercebido porque não resultou naquilo que os auto-proclamados anti-racistas querem ouvir, mas é muito interessante porque mostra que tanto Portugal como o Reino Unido — que também teve um império colonial e um envolvimento extenso e profundo na escravatura —, apresentam níveis diminutos de comportamento racista quando comparados com países como a Finlândia ou o Luxemburgo, que não tiveram impérios coloniais nem envolvimento no comércio negreiro. Ou seja, uma coisa não é necessariamente consequência da outra. É por todas estas razões que Portugal não é nem pode ser prisioneiro das partes negras da sua história. As pessoas demarcam-se, inflectem, rejeitam, mudam, e as sociedades também. Mas para o percebermos é preciso abrir os olhos, pôr o cérebro a trabalhar e pensar fora da caixa, em vez de nos limitarmos a repetir chavões.

PS: Não quero terminar este artigo sem referir que, na sua aparição no Prós e Contras, Francisco Bethencourt foi pouco rigoroso com factos e números, o que é sempre um pecado num historiador. A sua afirmação de que “Portugal esteve envolvido no tráfico de seis milhões de escravos” para as Américas, por exemplo, está errada, como já referi por diversas vezes. Resulta do facto de ter adicionado os quantitativos de Portugal (4,5 milhões) aos do Brasil independente (1,3 milhões) e de ter arredondado para cima, o que mostra bem em que sentido vai o viés ou parcialidade da sua visão. É o tal “escurecimento” da história a que eu me referi acima.
Mas Francisco Bethencourt está a ver mal e a pensar pior. O facto de ter estado envolvido no tráfico de escravos, de ter tido um império colonial e de, em determinado momento da sua história, ter tido uma política orientada segundo ideologias e sentimentos racistas, não significa que os tenha agora. As sociedades podem arrepiar caminho, e muitas vezes fazem-no. Pense-se, por exemplo — e talvez seja esse o melhor exemplo —, nas atitudes ocidentais face à escravatura. Durante três a quatro séculos as sociedades europeias que estabeleceram colónias nas Américas estiveram profundamente envolvidas no tráfico de escravos e na exploração do trabalho de africanos em plantações, minas, etc. Mas a partir do último terço do século XVIII essas mesmas sociedades começaram a inverter a sua visão e a sua prática, no que à escravatura diz respeito. É preciso relembrar mais uma vez que foram as sociedades ocidentais que primeiro a rejeitaram e combateram. Depois da sua abolição houve outras formas de coerção e de exploração violenta do trabalho? Sim, houve. Mas também dessas práticas as sociedades ocidentais se foram demarcando e desviando. Francisco Bethencourt não vê esse lado positivo da História, ou se o vê desvaloriza-o. Já lhe fiz esse reparo em artigos a que preferiu não responder e volto a fazê-lo aqui. Bethencourt acusa-me e a outros de fazermos “branqueamentos” sem se dar conta de que é ele que faz óbvios “escurecimentos”. Não tem a visão calibrada. É uma espécie de permanente advogado de acusação do passado.

De qualquer modo, o que importa dizer e sublinhar é que não ficamos marcados para todo o sempre e de forma indelével por práticas condenáveis. Ao contrário do que Francisco Bethencourt pensa, não estou com isto a rejeitar o peso e a importância da história. Estou apenas a tentar que as pessoas olhem para um quadro mais completo, mais pleno, do que aquele que muitas vezes lhes é mostrado. É que se o tráfico de escravos é história, a sua abolição e os valores que a ela se associaram também o são. É tanto história o navio negreiro que carrega 300 escravos em Luanda como o esforço de um Sá da Bandeira para pôr fim à escravatura. É tão importante a data da chegada dos primeiros escravos negros a Lagos, como aquela em que Portugal começou efectivamente a apresar navios negreiros no mar. É tão histórica a atitude dos brancos que toleravam o comércio de homens como a dos que passaram a abominá-lo, a considerá-lo incompatível com a civilização, e a olhar os negreiros como Alexandre Herculano os olhava, isto é, como criaturas a quem se devia “negar o sal e o lume, a água e a hospitalidade” e das quais se devia fugir “como de empestados”. Francisco Bethencourt estará eventualmente esquecido de que houve gente no século XIX que escreveu nos jornais, discursou e legislou nas Cortes, ou andou nos navios de cruzeiro a combater pela libertação dos escravos negros. Isso também faz parte da nossa história e reverte e atenua o que de lamentável havia na história anterior.

E o que neste contexto é válido para Portugal é igualmente válido para muitos outros países e situações. Pense-se, por exemplo, no caso alemão. Não é pelo facto de ter existido nas décadas de 1930-40 um regime hitleriano, com todas as suas violências e atrocidades, que a Alemanha tem actualmente de ser nazi. Estou firmemente convencido de que os alemães o não são, o que não quer dizer que não existam nazis entre eles. O mesmo se passa quanto ao racismo entre nós. Portugal não é, globalmente falando, um país racista, o que não exclui que existam portugueses que o são. Mas a nossa história colonial não nos condena inapelavelmente ao racismo. Tivemos um império? Sim, mas já não temos. Envolvemo-nos no tráfico de escravos? Envolvemos, mas há muito que já não estamos envolvidos. Tudo isso está no passado. Esse passado deixou marcas? Sim, sem dúvida, mas é preciso perceber que também dinamizou diversas alterações ao nível das ideias, das sensibilidades e dos procedimentos.

Talvez seja por isso que o teor de racismo em Portugal é relativamente baixo a acreditar num recente estudo da União Europeia (Being Black in the EU). Tanto Portugal como o Reino Unido — que também teve um império colonial e um envolvimento extenso e profundo na escravatura —, apresentam níveis diminutos de comportamento racista quando comparados com países como a Finlândia ou o Luxemburgo, que não tiveram impérios coloniais nem envolvimentos no comércio negreiro. Ou seja, uma coisa não é necessariamente consequência da outra. É por todas estas razões que Portugal não é nem pode ser prisioneiro das partes negras da sua história. As pessoas demarcam-se, inflectem, rejeitam, mudam, e as sociedades também. Mas para o percebermos é preciso abrir os olhos, pôr o cérebro a trabalhar e pensar fora da caixa, em vez de nos limitarmos a repetir chavões.
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Witzel viaja com dinheiro público, gazeteia compromisso e prejudica o Rio de Janeiro


Na sexta-feira, 28, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que está em viagem aos Estados Unidos (EUA), chegou à uma reunião na Câmara de Comércio do país um pouco depois do horário marcado.
Ainda dentro do carro que o levou ao local em Washington, ao saber que apenas 6 pessoas o aguardavam para ouvi-lo, o governador decidiu não comparecer.
O evento programado era um café da manhã com analistas e investidores de algumas empresas americanas.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais do Rio de Janeiro, Lucas Tristão, foi então escalado para representar Witzel na reunião. Após isso, sobraram apenas cinco pessoas.
Lucas Tristão foi no lugar de Witzel e discursou por cerca de uma hora e não deu explicações sobre o não comparecimento do governador.
Witzel deixou esperando desde às 8h, representantes das empresas AmCham, Exxon, UnitedHealth Group (Amil), RELX, Patri, e Apple, e foi embora antes de o secretário começar a palestra.
Segundo informações a explicação para pequena quantidade de presentes no local foi porque o evento estava marcada para uma sexta-feira, dia considerado inapropriado para esse tipo de evento.
De qualquer forma, 6 executivos de alto nível compareceram e foram ignorados pelo governador. Atitude inaceitável e pouco inteligente.
Segundo a assessoria de Witzel ele "precisou ir mais cedo para o aeroporto por conta de compromisso em Nova York".
O tempo de voo entre Washington e Nova York é de cerca de uma hora e o engraçado é que o secretário também tinha que viajar à cidade.
da Redação

QUANDO SÓ SE FAZ POLÍTICA

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 O começo foi muito, muito difícil. Cansativo, mesmo. Exigia dedicação exclusiva e intensa. Não era moleza fazer política andando de ônibus, em cima de um Lada com pneus carecas, distribuir panfletos de dia e pichar muros à noite, vender distintivo e bandeirinha para arrumar dinheiro, fazer reunião para programar reunião para organizar reunião, imprimir propaganda em mimeógrafo, infiltrar-se nos seminários, nos jornais, nas escolas e nas universidades, conquistar os sindicatos, cativar um músico aqui, um escritor ali. Difícil!
 Havia padres que cuidavam das paróquias e rezavam missa e padres que faziam política. Professores que davam aula e professores que faziam política. Jornalistas que relatavam fatos e jornalistas que faziam política. Juizes e promotores que operavam a justiça e outros que faziam política. Em quaisquer organizações da sociedade havia os que faziam as coisas acontecer e outros que só faziam política. Com tanta gente fazendo apenas política era inevitável que ela acabasse feita. De fato, ficou tão bem feita que o partido chegou ao poder. E aí, para espanto geral, deixou o governo de lado e continuou fazendo política.
 Os companheiros trocaram os ônibus por aeronaves, abandonaram os Ladas e acorreram às concessionárias de veículos importados do maldito mundo capitalista. Substituíram os mimeógrafos pela policromia das máquinas rotativas e o papel reciclado pelo mais primoroso couché. Montaram uma estrutura capaz de cobrir o Brasil com propaganda em apenas vinte e quatro horas. E dê-lhe política. E veio o mensalão, e veio o petrolão. Fazer tanta política exigia muito dinheiro, exigia comprar os adversários.
De fato, olhando aquilo, os adversários chegaram à conclusão de que a política consistia em fazer política e que o sucesso dependia de só fazer política. E aderiram à fórmula: que se danem o país, o governo, as necessidades das pessoas, o bem comum. O negócio é fazer política! O país ficou muito mal, mas a política andava bem, pagava bem e – melhor de tudo – assegurava sucessivos mandatos.
Observando o comportamento do Congresso Nacional em relação a um presidente que se elegeu sem dinheiro e sem tempo de TV, que quer governar, que escolheu peritos nas respectivas áreas para compor o governo, pilotar a administração e pôr o país nos trilhos, ocorre-me formular a máxima que registro para a ponderação dos leitores: na política da nacional se pode contrariar o interesse de todos, contanto que não se contrarie interesse de quem faz política. Aí a casa cai.
_______________________________
* Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Marinha diz que situação de navio que afunda no litoral do Maranhão é "estável"


Ainda de acordo com o órgão, não há vazamento de óleo ou de minério da embarcação

Tribuna da Bahia, Salvador
01/03/2020 07:00 | Atualizado há 2 horas e 41 minutos
   
Foto: Reprodução

A Marinha do Brasil (MB) informou que, no momento, não há vazamento de óleo ou minério na região em que o navio Stellar Banner está encalhado a cerca de 100 km da costa do Maranhão desde o dia 24 de fevereiro. A situação é considerada "estável". Apesar disso, barreiras de contenção foram lançadas na área do encalhe diante do risco do navio naufragar com 295 mil toneladas de minério de ferro e 5 mil toneladas de óleos.
A nota divulgada pela Marinha diz que está em fase de planejamento o 'Plano de Destanqueio' para retirada de todo o combustível do NM Stellar Banner. "Dois navios especializados em recuperação de derramamento de óleo, o 'C-SAILOR' e o 'C-ATLAS', e quatro rebocadores de apoio, contratados pela Vale, estão na área de ação", diz o texto.
Além disso, mergulhadores estão no local para mensurar a extensão dos danos ocorridos na altura dos tanques de lastro na prova do navio.
Pela manhã, a Marinha informou que foi realizado um novo sobrevoo na área em que o navio mercante encontra-se encalhado e foi constatado que "a situação permanece estável".
"O Navio de Apoio Oceânico 'Iguatemi' permanece na área do encalhe para ações de monitoramento e prevenção, além de recolher dados e amostras de água que irão compor o inquérito administrativo sobre o acidente. Hoje à noite, o Navio Hidroceanográfico 'Garnier Sampaio' chegará à área para incrementar o apoio."

Bolsonaro diz que problemas internos têm ligação a economia mundial


O ICEI avançou pela quarta vez consecutiva neste mês e subiu 0,5 ponto, a 101,4 pontos, na série com ajuste sazonal. "Aos poucos vamos resgatando nosso país", acrescentou o presidente

Tribuna da Bahia, Salvador
01/03/2020 07:00 | Atualizado há 2 horas e 8 minutos
   
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro comemorou na manhã deste sábado, em sua conta oficial no Twitter, a alta do Índice de Confiança da Indústria (ICEI) em fevereiro, dado divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). "O setor industrial volta a investir e gerar empregos", escreveu o mandatário.
O ICEI avançou pela quarta vez consecutiva neste mês e subiu 0,5 ponto, a 101,4 pontos, na série com ajuste sazonal. "Aos poucos vamos resgatando nosso país", acrescentou Bolsonaro, depois de criticar os governos do Partido dos Trabalhadores (PT).
Entre os indicadores divulgados ontem pela FGV, o Índice de Confiança de Serviços (ICS), por outro lado, caiu 1,7 ponto entre janeiro e fevereiro, para 94,4 pontos, na série com ajuste sazonal. Já o Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 2,2 pontos, em igual período, para 115,1 pontos, e se manteve na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos).
Na publicação desta manhã, Bolsonaro também se referiu à economia global. "Nunca podemos esquecer que atrelado a todos os problemas internos atuais e históricos, existe também, uma realidade econômica mundial", escreveu o presidente.

Em evento do Aliança, Bolsonaro diz que apoiador tem '8 arrobas'


Essa foi a maneira como o presidente se referiu a um apoiador da nova legenda partidária, Aliança pelo Brasil, durante evento em Vitória. O homem é negro e conversou com Bolsonaro durante uma chamada de vídeo

Tribuna da Bahia, Salvador
01/03/2020 07:00 | Atualizado há 2 horas e 5 minutos
   
Foto: Fernando Madeira (Eleitor de Bolsonaro conversa com o presidente durante evento em Vitória-ES)

O presidente Jair Bolsonaro participou de um evento do Aliança pelo Brasil, em Vitória, capital do Espírito Santo, neste sábado, 29, por meio de uma videoconferência. Na chamada, interagiu com alguns dos apoiadores e, após receber elogios de um deles, fez um comentário semelhante ao que já lhe rendeu acusações de racismo e processos na Justiça.
"Bolsonaro, sou negão, votei em você e em 2022 vou votar de novo Você é o melhor presidente do Brasil", disse o apoiador, negro, ao presidente. "E você está com oito arrobas", respondeu Bolsonaro, arrancando risadas dos presentes.
A conferência foi feita por meio do telefone celular da advogada Karina Kufa, que articula a criação do novo partido. O áudio da conversa foi reproduzido nos alto-falantes do evento, que reuniu entre 1 mil e 2 mil pessoas em Vitória, segundo os organizadores
Um comentário semelhante já rendeu ao presidente um processo por racismo. Durante uma palestra em abril de 2017, o então deputado federal disse que quilombolas visitados por ele não faziam nada e que o mais leve pesava sete arrobas - unidade de medida usada na pesagem de bovinos e suínos.
Bolsonaro chegou a ser condenado na primeira instância, mas foi absolvido na segunda. Na época, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas destacou que, "durante mais de três séculos e meio, pessoas negras foram legalmente comercializadas como escravas no Brasil, comercializadas inclusive em função da massa corporal que ostentavam".
Na semana passada, durante uma transmissão ao vivo pela internet, Bolsonaro atribuiu a cor do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), que é negro, ao tempo a mais que ele teria passado na barriga da mãe. Em tom de brincadeira, Bolsonaro associou, por meio de uma metáfora, a gestação a um forno, e Hélio teria dado uma "queimadinha" ao demorar dez meses para nascer.
Eleições
Ao dirigir uma mensagem final aos apoiadores capixabas, Jair Bolsonaro ignorou as eleições de 2020 ao dizer que vai "mergulhar" na disputa de 2022, quando pretende eleger deputados federais.
"Com o partido formado, vocês vão se orgulhar de todos aqueles que nós trabalharmos para representar o diretório estadual. Vão ser pessoas realmente com ficha limpa, comprometidas com o futuro do Brasil. E nós mergulharemos em 2022 para, de fato, a gente mudar o destino do Brasil. Faremos uma grande bancada, se Deus quiser", comentou.
A ideia inicial era ter o Aliança viabilizado para o pleito de vereadores e prefeitos deste ano. O núcleo que articula a formação do partido já dá o plano como abortado, como disse ao Estado o segundo-vice presidente do Aliança, Luís Felipe Belmonte.
"Se não der agora, não tem problema, até porque seria um risco. Não haveria tempo de, em duas semanas, formar diretórios, filiar e procurar candidatos em 5.700 municípios."

Cartão de crédito passa a usar cotação do dólar do dia da compra


Quem usa o cartão de crédito no exterior vai poder calcular com mais precisão o custo das compras internacionais. Entra em vigor neste domingo (1º) determinação do Banco Central (Circular nº 3918) que obriga as operadoras de cartão a usar a cotação do dólar do dia da compra – e não mais a do dia de vencimento da fatura – para conversão do valor em real. A mudança pretende dar mais previsibilidade aos consumidores que usam o cartão no exterior ou que fazem compras em sites estrangeiros.
Antes dessa mudança, a cotação da moeda americana usada era aquela do dia do fechamento da fatura. Quando anunciou a mudança na regra, em novembro de 2018, o Banco Central (BC) argumentou que o cliente ficava vulnerável às variações do dólar no mercado financeiro desde a data em que o gasto foi feito até o momento do pagamento da fatura mensal do cartão de crédito.
Com a nova regra, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente.
A partir de agora, deve constar na fatura: a discriminação de cada gasto, a data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda; o valor equivalente em dólar na data do gasto; a taxa de conversão do dólar para reais na data da compra; e o valor em reais a ser pago pelo cliente.
Para que o cliente possa ter informações sobre as melhores taxas de câmbio utilizadas pelos emissores no mercado, os bancos serão obrigados a tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de conversão do dólar para o real utilizada no dia anterior; e publicar informações sobre o histórico das taxas de conversão.
Além de se atentar às taxas de câmbio, os consumidores devem observar que as compras no exterior com cartão de crédito têm incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 6,38%

Bolsonaro anuncia quinta redução seguida no preço do combustível e põe pressão sobre os governadores


O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, anunciou através de suas redes sociais neste sábado, 29, que o preço do combustível baixou pela quinta vez consecutiva em 2020.
O presidente afirmou que a redução foi nas refinarias.
A média de redução ficou em torno de 4.8% nos combustíveis.
Confira a tabela:
  • Gasolina: -4%
  • Diesel comum: -5%.
  • Diesel S500 para térmicas e Diesel marítimo: -5,1%
  • Diesel S10 para térmicas: -5,2%.
Um dos grandes problemas sobre o preço dos combustíveis é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelos estados, que influencia decisivamente no preço final nos postos de combustíveis.
“Seguimos fazendo nossa parte e trabalhando para melhorar a vida dos brasileiros”, comemorou Bolsonaro.
Confira:
Publicações de Jair Bolsonaro no Twitter
Publicações de Jair Bolsonaro no Twitter
da Redação

Com interesses contrariados, Revista IstoÉ pede o impeachment de Bolsonaro e Carlos Vereza responde


A imprensa de uma maneira geral sempre sobreviveu fartamente graças a enxurrada de dinheiro público que sempre inundou suas contas.
E nunca acreditaram que Jair Bolsonaro tivesse realmente coragem suficiente para acabar com isso tudo, quase uma tradição.
Assim, o momento presente é de total desespero. Não se aguentam mais e dão tiros para todos os lados.
Com as redes sociais, são invariavelmente desmentidos, massacrados e desmoralizados.
A consequência é a total falta de credibilidade que amargam atualmente. Ninguém mais acredita no que dizem.
Eis, por exemplo, o que o ator Carlos Vereza fez neste final de semana com a Revista IstoÉ:
“A revista IstoÉ pedindo o impeachment de Bolsonaro, porque, entre outros motivos, ele fez piada com uma jornalista da Folha de São Paulo. E ratifica essa, digamos, reivindicação, citando opiniões de Luciano Huck e a deputada Tábata Amaral.
Ora, sem dúvida foi uma piada de péssimo gosto. Mas pedir o impeachment de um presidente por não saber se controlar verbalmente, parece-me mais uma ação de coadjuvantes golpistas.
Não me recordo dessa indignação democrática por parte dessa revista, quando o inesquecível lula, em momento de rara inspiração poética, classificou as ‘cumpanheiras’ de portadoras de grelo duro, e quando disse que Pelotas era exportadora de viados; ou quando afirmou que o stf era um órgão visivelmente acovardado.
Considero extremamente grave essa posição da Isto É.
Bolsonaro, de quem discordei algumas vezes, exatamente por se expor desnecessariamente com declarações inoportunas, o que apenas oferece pretexto aos adversários, só poderia ser impedido em caso de corrupção ou desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.
E, o que se constata, é que, em um ano e poucos meses de governo, não ter ocorrido um caso sequer de corrupção ou violação das regras econômicas.
E, ainda: o desemprego caiu de 14 milhões para 11,9, a Petrobras teve lucro de $ 40 bilhões, estradas que estavam há mais de 40 anos abandonadas, sendo asfaltadas, a redução nos índices de criminalidade a mais de 20%; o governo apresentou superavit de $ 52, 276 bilhões em Janeiro - Fato que não acontecia há 19 anos.
Indignação seletiva por interesses contrariados.
Sempre que discordar de Bolsonaro o farei. Mas não aceito essa articulação para derrubá-lo sem a menor justificativa, “apenas” porque ele está governando sem que o Erário seja assaltado."
da Redação

A que ponto chegou a apresentadora… Sheherazade é acusada de incitar o assassinato de Bolsonaro


A apresentadora do telejornal SBT/Brasil perdeu definitivamente a cabeça.
A denúncia da deputada federal Carla Zambelli é gravíssima.
Segundo a deputada, Sheherazade está incitando o assassinato do presidente da República.
Nas redes sociais, Zambelli disse o seguinte:
“Não me surpreende que Rachel Sheherazade esteja incitando o assassinato do presidente da República. Matar opositores é da essência do esquerdismo – lembrem-se dos 100 milhões de mortos em regimes comunistas – e nem mesmo esquerdistas recém-convertidos conseguem escapar disso”.
De fato, a atitude de Rachel Sheherazade é gravíssima, notadamente por ser uma jornalista, formadora de opinião e detentora de inúmeros seguidores. Eis o que ela debilmente escreveu:
“Organizadores do #facadafest foram convocados a prestar depoimento à PF de Sérgio Moro por apologia de crime e crime contra a honra de Jair Bolsonaro. Não vamos divulgar o evento nem os cartazes do grupo punk de Belém, taokey? Peço que não retuítem, pela honra do nosso presidente!”
Uma ironia criminosa. Na sequência ela divulgou os tais cartazes, que evidentemente foram freneticamente retuitados pela militância insana.
Zambelli só erra quando diz que a apresentadora é uma “esquerdista recém-convertida”.
Sheherazade não tem ideologia. Nunca foi de direita, nem tampouco é atualmente, de esquerda.
Não é ‘direitista’, nem ‘esquerdista’. Sheherazade é oportunista. Tem sede de holofotes. E para aparecer, não mede consequências.
da Redação

Congresso e imprensa são duas pedras no caminho entre o Planalto e a Democracia


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Pedro do Coutto
Reportagem de Talita Fernandes, Folha de São Paulo de sexta-feira, focaliza a transmissão da mensagem do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, na qual cobra a aprovação pelo Congresso de projetos importantes e ataca a imprensa fortemente.
“Não podemos” – afirmou – “nos envenenar com essa mídia em grande parte podre que nós temos aí”, disse o chefe do governo, que também criticou o que classificou de lentidão do Congresso Nacional. “Gostaria de fazer muita coisa pelo Brasil, mas estou há seis meses com projeto de lei na Câmara aumentando a validade da carteira de motorista de cinco para dez anos que não vai para frente”.
PROJETO NÃO ANDA – Acentuou também que o projeto amplia para 40 pontos a infração que suspende a habilitação e que também não anda.
Jair Bolsonaro negou que esteja criando ambiente público contra os demais poderes, porém critica a demora na votação no Legislativo da agenda econômica do ministro Paulo Guedes, fundamental para o governo dar continuidade ao ajuste fiscal e fazer o Brasil voltar a crescer após longo período de recessão.
Bolsonaro acrescentou não estar fazendo críticas ao Parlamento, mas ressalvou: “Agora tenho de dar satisfação porque o povo cobra muito mais de mim do que ao Congresso e ao Judiciário”.
INSISTÊNCIA – Na sua transmissão para as redes sociais, Bolsonaro mandou um recado para a imprensa: “Não vou desistir, vou buscar fazer tudo aquilo que falei durante a campanha. Temos de insistir e persistir”.
Nesta altura dos acontecimentos, na minha opinião, o projeto da reforma administrativa pode ter incluído na sombra a pedra no caminho entre o poder e o regime democrático. Pois o presidente da República pode estar jogando com a hipótese de a mensagem não ser aprovada para então detonar a crise que as manifestações de 15 de março no fundo insinuam, ameaçam e, em uma visão mais ampla, até fomentam.
LANCE DE DADOS – Portanto, temos aí mais um lance de dados em torno do relacionamento entre o Executivo e o Congresso Nacional. No dia 15 de março, sem dúvida, os termômetros devem assinalar claramente uma próxima etapa no caminho de uma crise capaz de abalar as instituições.
Para conter os efeitos desse episódio, há necessidade de um esforço conjunto preventivo por parte da imprensa, dos parlamentares e dos partidos políticos. O quadro desenha-se assim. É grave a crise.

Para consertar o Brasil, Fernando Gabeira está propondo uma frente ampla social


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Stalin em frente ao caixão de Lenin, ´por Isaak Brodsky
Altamir Tojal
Está difícil unir as oposições. Porém, a coisa muda de figura quando um amigo da democracia como o jornalista Fernando Gabeira escreve que “só uma ampla frente social pode responder a este momento”, certamente expressando o pensamento e o sentimento de outros tantos democratas.
Vale a pena ler o artigo “Yes, nós temos bananas”, de Gabeira, no qual ele comenta o isolamento voluntário de Bolsonaro, lembrando que “historicamente, governos isolados abrem caminho para grandes frentes de oposição, com um acordo básico em torno da democracia”. E acrescenta que o discurso nazista de Roberto Alvim foi um momento especial em que essa possibilidade se mostrou.
CADÊ A MOBILIZAÇÃO? – Do discurso de Alvim para cá, Bolsonaro deu banana para a imprensa, fez piada sexual sobre uma repórter e tenta dar um cavalo-de-pau na investigação da morte de um chefe miliciano que ele tem como herói e que foi condecorado por proposta de um de seus filhos. E quem mais se lembra do discurso nazista? Quem mais topa se mobilizar contra o nazismo no governo?
São recorrentes nas casas, nas ruas, por todo canto e nas redes sociais questionamentos e apelos como este pego no facebook: “Gente, ninguém vai parar este ‘animal’, não? Cadê as entidades de classe como OAB e ABI, cadê os poderes legislativo e judiciário deste país? Cadê os médicos, psiquiatras, psicanalistas, psicólogos ou quem quer que seja habilitado ou capaz de declarar que esta figura precisa ser interditada por não ser mentalmente capaz de presidir um país?
Cadê os políticos de oposição? Cadê o tortura nunca mais? Tem sido ou não uma tortura diária ter esta ‘coisa’ presidindo o Brasil? Que vergonha, gente, que vergonha tenho de ter um presidente assim…
E OS CARAS-PINTADAS? – Cadê os estudantes, os ‘caras-pintadas’ que um dia surgiram como esperança de um futuro melhor para todos nós? Por que não rola a mobilização? Por que não rola a ideia de “união” contra um governo que até já passou da fase de ovo da serpente? Como tantas outras, a resposta está soprando no vento. Muitos querem democracia, muitos querem justiça social, muitos querem liberdade, muitos querem um governo competente e honesto, muitos querem desenvolvimento sustentável, mas não gostam de ser chamados de fascista porque não se ajoelham para o Deus Lula. Muitos não querem indulgência para a ditadura de 64 mas também não querem indulgência para o PT, muitos abominam o fascismo e a extrema direita mas também abominam as ditaduras populistas e comunistas.
Muitos não querem ter de escolher o mal menor porque é a escolha entre o mal e o mal. São faces da mesma moeda
OPOSIÇÃO SEM PT – Na prática, até agora, o que se viu e o que se percebe é que essa gente não quer botar azeitona na empada do lulismo e isso leva a outra questão: é ou não possível fazer oposição a Bolsonaro sem ter de se juntar e se subordinar ao PT?
O petismo tem um projeto destruidor da democracia como o bolsonarismo. O voto interessa até chegar ao governo. “Vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição”, disse José Dirceu na campanha de 2018. Lulismo e bolsonarismo têm o mesmo desprezo pela liberdade de imprensa e opinião, pelo parlamento, pela justiça. O aparelhamento petista é copiado pelo governo miliciano e militarista de bolsonaro. Os seguidores de lula operam um arsenal de fake news, de ódio e de destruição de reputações como os fanáticos por bolsonaro. Os ataques a Cristovam Buarque, um dos grandes líderes petistas no passado, não são diferentes das campanhas bolsonaristas contra ex-aliados.
PINTADO DE VERMELHO – O petismo é o bolsonarismo pintado de vermelho. A propósito, a ilustração deste texto é o quadro “Em frente ao caixão do chefe”, de Isaak Brodsky. Além de Stalin, somente dois dos bolcheviques retratados na cena salvaram-se dos fuzilamentos promovidos pelos expurgos políticos.
Tudo mudou e segue mudando e estamos aqui tendo de enfrentar a falsa dialética entre petismo e bolsonarismo. No seu artigo, Cristovam Buarque enumera as mudanças na tecnologia, na economia, no mundo do trabalho e seus impactos na sociedade e na política. O professor assinala que a esquerda não enxergou que “a classe trabalhadora está dividida entre categorias com privilégios, sem interesses comuns com as massas excluídas. Que a ‘mais-valia’ foi substituída pela ‘desvalia’ sobre os pobres e uma ‘pactuada-valia’ entre capitalistas e trabalhadores especializados. Por isso, os sindicatos representam trabalhadores do setor moderno, não ao povo”.
O TEMPO NÃO PARA – Do discurso nazista de Roberto Alvim para cá, o PT e aliados apostaram numa greve de petroleiros, supondo que provocaria o desabastecimento de combustíveis e depois de comida e tudo mais, como a greve dos caminhoneiros. Talvez imaginando que isso derrubaria ou ao menos enfraqueceria Bolsonaro.
E policiais se amotinaram no Ceará, submetendo a população ao terror, chantageando as autoridades e explicitando o pacto de sangue com milicianos e outras organizações criminosas. Mais um episódio do círculo vicioso de motins e anistias a policiais, rebeliões e fugas de presídios e imunidades a criminosos e suas gangs avalizadas por governadores, parlamentares e juízes, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal.
O que aconteceu com Roberto Alvim? Talvez já esteja empregado em outra repartição pública.
FAZER FIGA – De lá para cá, o povo foi brincar o carnaval. Fez a coisa certa. Agora é fazer figa para se proteger do novo coronavirus. E do desastre político.
A novidade pós-carnaval é a notícia de que o presidente da República compartilhou no zap um vídeo convocando a população para um ato contra o congresso nacional.
O que parece notável neste pandemônio é que as instituições estejam funcionando no país. Apesar da gangrena de parte de seus respectivos titulares, o parlamento e o stf ainda conseguem manter certo equilíbrio entre os poderes, a imprensa segue fazendo jornalismo, setores importantes do governo funcionam e as forças armadas não ousaram até agora, como instituição, trair as suas responsabilidades constitucionais.
LIVRE EXPRESSÃO – As redes sociais continuam livres, até onde permitem os algorítmicos dos provedores e as usinas de fake news e de defesa e promoção de interesses.  Isso, porém, não se deve a favores e muito menos a compromissos nem do governo nem da oposição petista. Muito pelo contrário.
Melhor que escolher um dos polos – escolher o suposto mal menor – é dobrar a aposta na potência da sociedade brasileira. O medo de ‘outro 2013’, o medo da multidão, comum ao bolsonarismo e ao lulismo, é a prova dos nove dessa potência.
A paralisia da sociedade contra a onda fascista é resultado desse enfrentamento suspeito entre adversários que têm tanto em comum. A união dos democratas, se acontecer, terá de enfrentar os dois polos.
“Tuas ideias não correspondem aos fatos / o tempo não para”, cantava Cazuza. “Eu vejo o futuro repetir o passado / eu vejo um museu de grandes novidades” (…) / “Mas se você achar / que eu tô derrotado / saiba que ainda estão rolando os dados”. Os autores da canção são Cazuza e Arnaldo Brandão.
(Artigo enviado por Mário Assis Causanihas)

Congresso analisa terça-feira os vetos que provocaram a polêmica com Bolsonaro


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Alcolumbre quer aprovar as emendas imposiitivas
Amanda Almeida
O Globo

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu marcar a sessão para votar os vetos ao Orçamento de 2020 na semana que vem. O próximo capítulo do embate entre Congresso e Planalto pelo controle de R$ 46 bilhões em emendas à lei orçamentária está previsto para terça-feira. A decisão contraria os interesses do governo, que queria mais tempo para negociar.
Terça-feira será o primeiro dia de votações em plenário depois do carnaval. Para além das tratativas, o governo também apostava no impacto das manifestações convocadas contra o Congresso em 15 de março. O Planalto gostaria que a votação dos vetos ocorresse depois da data.
HAVIA ACORDO – Bolsonaro avisou que não concorda mais com o pacto anunciado há duas semanas que permitiria ao Congresso indicar a prioridade de execução de todos os R$ 16 bilhões de emendas parlamentares e de R$ 15 bilhões dos R$ 30 bilhões aprovados no Orçamento como “emenda de relator”, cuja ordem de execução será indicada por Domingos Neto (PSD).
Em troca, por esse acordo, ficaria afastada a possibilidade de punição ao gestor do Executivo que não cumprisse a execução no prazo de 90 dias. Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, participaram das negociações.
Sem pacto, o interesse do Congresso é acelerar a análise dos vetos para poder começar a controlar a execução das emendas, ainda mais importantes em ano de eleições municipais.
VÍDEO DE GUEDES – À cúpula do Congresso, o relator do Orçamento, Domingos Neto (PSD-CE), tem usado como argumento um vídeo em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, aparece dizendo querer descentralizar os recursos da União “de Brasília para o Brasil”.
Neste domingo, Domingos Neto se reunirá com Alcolumbre e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para combinar a votação. O governo não descarta entrar na Justiça caso os vetos sejam derrubados.

Saber é poder

Positivo

Antonio Djalma Braga Junior*
Com a expressão a “Força do Saber”no samba enredo, a Águia de Ouro foi a grande campeã do Carnaval 2020 de São Paulo e trouxe para o sambódromo uma série de referências históricas e filosóficas sobre o conhecimento humano, digna de análise por parte de toda a população brasileira.
A frase “Saber é Poder” foi atribuída inicialmente a Francis Bacon, um dos maiores pensadores e influenciadores da Revolução Científica Moderna. Ele queria demonstrar que se nós tivermos conhecimento sobre o mundo, teremos poder sobre ele. Essa ideia é fruto daquilo que ficou conhecido como Razão Iluminista e demonstra que o conhecimento adquirido por meio da ciência é uma forma de controlar a natureza e os homens, fazendo-os reagir a condições artificiais criadas pelos sujeitos do conhecimento (os laboratórios são os exemplos mais paradigmáticos para ilustrar isso).
Ao conhecermos o modo de funcionamento de uma bactéria, criaremos mecanismos para diminuir o impacto negativo delas no indivíduo; se conhecermos como funciona nossos órgãos, conseguiremos criar tecnologias para suprir possíveis falhas neles; se soubermos como as sociedades se comportam, poderemos agir sobre elas e criar condições de vida diferentes. E essa lógica de pensamento (saber é poder) pode ser aplicada a qualquer dimensão da vida humana e social (na economia, na política, na medicina, na educação, etc).
Em suma, essa era a crença dos pensadores modernos que assistiam às inúmeras transformações promovidas pelo conhecimento (sobretudo o científico) na Idade Moderna e que influenciou uma série de transformações e revoluções nos séculos seguintes e que continuam influenciando o nosso tempo atual.
O fato é que o saber possui uma força incrível e que pode ser orientada para fins diversos, alguns com características inclusivas e humanas, outras ignorando esse aspecto. A escola de samba Águia de Ouro não ignorou esse viés humano e inclusivo e conseguiu retratar isso de maneira bela e artística, fazendo duras críticas ao processo evolutivo do conhecimento, da idade da pedra aos robôs, sem deixar de ressaltar o lado otimista que esse pode e deve representar para a humanidade, o que lhe rendeu o título de 2020 de maneira merecida.
Com muita perspicácia e criatividade, a “Força do Saber” ganhou vida no voo que a Águia fez sobre a história, demonstrando de maneira brilhante como o Saber traz um grande Poder, capaz de recriar vida e brincar de Deus, e/ou até mesmo de destruir cidades (Hiroshima e Nagasaki), gerar dor, e produzir uma série de exclusões sociais.
Assim, ficou claro que todo e qualquer conhecimento produzido pelo ser humano não pode prescindir de sua característica fundamental: a de que ele existe pelo e para o humano. Se conseguirmos educar as nossas sociedades sem perder isso de vista, certamente veremos a força do saber transformando positivamente a vida de todos os seres vivos (inclusive os não humanos), como deixou claro o exemplo emblemático da figura de Paulo Freire em um dos carros alegóricos da campeã, que defende sempre uma busca pelo conhecimento (educação) com amor e, assim, ser capaz de ousar tornar os seres humanos cada vez mais eles mesmos: sujeitos dotados do poder do saber.
*Antonio Djalma Braga Junior, filósofo e historiador. Doutor pela UFPR. Professor, palestrante, escritor, consultor e coordenador do curso de licenciatura em História e do curso de pós-graduação Lato Sensu “Leadership and Self-knowledge Program” da Universidade Positivo.

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