MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 1 de maio de 2016

Mulheres Sateré Mawé apostam no empreendedorismo para gerar renda


Grupo organizou associação no AM para luta pelos direitos das mulheres.
Indígenas investem no artesanato para conquistar mercado de trabalho.

Ive RyloDo G1 AM
Peças são expostas pelas indígenas Sateré Mawé no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), em escolas e universidades de Manaus (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Peças são expostas pelas indígenas Sateré Mawé no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), em escolas e universidades de Manaus (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
“Com o artesanato, a cultura indígena vive, fica conhecida no mundo todo e é da onde eu consigo renda”, disse a artesã indígena da etnia Sateré Mawé, Maria do Carmo Vieira do Nascimento, 60, ou Hary. Após trocar a aldeia - as margens do rio Andirá, próximo ao município de Barreirinha – pela capital, ela viu no artesanato uma forma de garantir o sustento. A história de Hary é semelhante a de dezenas de outras indígenas que apostaram no empreendedorismo para gerar renda e garantir para a permanência feminina no mercado de trabalho. 

“Depois que deixei a aldeia e vim para Manaus, fiz artesanato para viver. Me vesti de  uma guerreira que veio para a cidade procurar sobrevivência e uma coisa melhor”, disse Hary.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 eram 52.178 ocupados e que contribuíram para o instituto de previdência oficial, em qualquer trabalho no Amazonas. Dos quais, 29.826 são homens e 22.352 mulheres.
Esculturas de madeira em forma de animais da fauna regional são os preferidos dos turistas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Esculturas de madeira em forma de animais que compõem a fauna regional são os preferidos dos turistas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)


Desde quando chegou a Manaus, há 42 anos, Hary apostou no artesanato para se sustentar. Hoje a comercialização das peças é responsável por 50% do ganho da família.

“Expomos nossas peças no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) e em feiras em escolas. Temos uma pequena lojinha na Associação também. Mas vejo que precisamos de mais espaço e divulgação”, disse.

Além atuar nas vendas, a indígena trabalha na produção das peças inspiradas na arte Sateré. “Minha peça preferida para confeccionar é coruja na madeira, que traz o simbolismo da sabedoria. As esculturas são as mais vendidas. As pessoas gostam do tatu, jabuti, pássaro, carranca que mexe a cabeça”, disse.

Ela lembra que começou a “mexer” com artesanato, já nos primeiros anos de vida, por incentivo da mãe.  "Comecei com o artesanato desde quando comecei a comer. Com 7 anos já era profissional, minha mãe me ensinou a arte, que veio dos nossos antepassados, dos nossos avós”, disse.

No início, reunir sementes, ossos e penas, era uma brincadeira incentivada pelas mães da aldeia, para que as crianças se entretecem. “Nossa criação foi assim, não tinha brinquedos. A mãe dava uma folha de embaúba e a gente brincava. Mãe colocava a gente sentada do lado dela e aprendendo as coisas com ela. Fomos desde cedo aprendendo as coisas com os mais velhos", lembrou-se.
Aneis, colares, bijuterias e adornos são fabricados pelas indígenas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Aneis, colares, bijuterias e adornos são fabricados pelas indígenas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)


As aulas geraram frutos. Hoje Hary e mais nove indígenas da etnia Sateré Mawé viram nos ensinamentos da aldeia uma oportunidade de negócio.

Elas fazem parte da Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawé (Amsim), que foi fundada em 1996. No local, com sede no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, as indígenas se reúnem para realizar inúmeras atividades, além da produção de artesanato visando o mercado consumidor. Juntas, as indígenas apostaram no empreendedorismo para garantir o sustento. 

“O artesanato me ajudou, dá para levar a vida e melhorou muito. Fico feliz de ter conquistado um espaço e poder me sustentar de forma digna. A gente faz (as peças) e oferece a mercadoria. Minha sobrinha me chamou para fazer parte da Associação e estamos juntando parentes que vão chegando”, afirmou a indígena.
Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawe (Amsim), no bairro Compensa, Zona Oeste, reúne artesãs de todas as idades (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawe
(Amsim), no bairro Compensa, Zona Oeste, reúne
artesãs de todas as idades (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
Além de Hary, a associação reúne mais 10 indígenas que têm buscado fonte de renda com a produção de esculturas e joias da floresta. “Minha mãe foi a fundadora da associação, ela faleceu e estou assumindo. Com o dinheiro do artesanato eu consegui cuidar dos meus filhos. Nenhum virou marginal e hoje, cursam a faculdade. Eu continuo nessa ideia, porque pra mim foi bom. E, se para mim deu certo, acho que para outras mulheres vai dar certo”, disse a  presidente da Associação, Sônia da Silva Vilácio, 42 anos, Sateré Mawé.

Em Manaus, 30 mulheres da etnia Sateré participam da associação, das quais 10 envolvem-se especificamente com a produção e comercialização da arte indígena. Sônia explicou que quando as mulheres deixam a aldeia para vir morar na capital, encontram grandes dificuldades para conseguir emprego. A maioria trabalha como doméstica em casas de família ou tenta garantir a renda com a produção das peças.

“Com a Associação, a gente pode expor o artesanato e fazer a mulher ganhar dinheiro e ajudar na renda da família. É um trabalho que ela faz em casa, olhando os filhos. O artesanato nos dá a oportunidade de trabalhar em casa e não descuidar da criação dos filhos”, disse.

Com a renda das peças, Sônia – que se dedica a arte desde os 16 anos – teve condições de sustentar os quatro filhos. “Com o trabalho consegui criar meus filhos de maneira digna”, orgulha-se.
Coruja em madeira é produzida por artesãs (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Coruja em madeira é produzida por artesãs (Foto: Ive Rylo/G1 AM)


Matéria prima e dificuldades
O material utilizado para compor as obras de arte é importado das aldeias Sateré, nos municípios de Parintins, Barreirinha e Maués. Sementes, ossos, madeira e penas: tudo é aproveitado pelos artistas indígenas.

"Aproveitamos até os ossos dos bichos. É só colocar para lavar e eles ficam branquinhos. A gente nunca estraga nada, os ossos, escama e pena. Se mata uma galinha ou pato, usa as penas para o trabalho. Colar, cocar, carranquinha,maraca. O molongó, que é a madeira, vem do baixo Amazonas,  da comunidade Porto Alegre, no Rio Andirá, no município de Barreirinha. Essa madeira a gente tira de ano em ano, do fundo d’água e só aproveita as mais bonitas”, explicou a indígena Hary.

A produção das peças é quase que 90% destinada aos turistas brasileiros e estrangeiros.
Indigenas se organziaram em associação para articular a comercialziação de produtos (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Indigenas se organziaram em associação para articular a comercialziação de produtos (Foto: Ive Rylo/G1 AM)

De acordo com a presidente da Associação, Sônia Vilácio, em meses com bom movimento, a renda pode chegar a um salário mínimo. O mercado competitivo, somada a crise econômica e a falta de espaços para exposição são apontados como vilões para a expansão do negócio.

“Nós da associação não temos um ponto fixo para vendas. Trabalhamos com eventos, expomos em escolas e faculdades. Seria importante que tivesse uma boa política do governo federal ou estadual voltada para essa parte. Nossa maior dificuldade é porque não tem onde expor, o governo não criou um espaço para nós indígenas”, disse Sônia.

IBGE
Diferentes cores e modelos compõe as bijuterias indígenas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Diferentes cores e modelos compõe as bijuterias
indígenas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
No Brasil são 621.381 indígenas, dos quais 313.142 possuem idade superior a 10 anos e estão economicamente ativas. Entre os não economicamente ativos, são 308.239 de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Amazonas são 115.770 indígenas, sendo 53.810 ativos profissionalmente e 61.959 inativos. O que corresponde a 1,97% ativos e 2,27% não ativos.  O conceito do IBGE para “economicamente ativo”, abrange pessoas que trabalhavam ou estavam em busca de trabalho.

De acordo com dados do IBGE, em 2010 eram 52.178 ocupados e que contribuíram para o instituto de previdência oficial, em qualquer trabalho no Amazonas. Dos quais, 29.826 são homens e 22.352 mulheres.

O Instituto levantou também que entre os indígenas ocupados, as mulheres tem rendimento menor que os homens.  Do total de 23.985, 15.103 homens tinham rendimento médio mensal de R$583,61 e 8.882 mulheres  R$ 417,26.

Irmãs trabalham juntas para garantir 'renda extra' no Dia do Trabalhador


Costura e artesanato uniram Lucineia e Lucikelly em emprego no Amapá.
Dupla participou de feira durante programação neste domingo (1º).

Fabiana FigueiredoDo G1 AP
Lucineia Duarte e Lucikelly Duarte, artesanato, irmãs, costura, emprego, renda extra, Dia do Trabalhador, Amapá, (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)Lucineia Duarte (preto) e Lucikelly Duarte investem no negócio juntas, no AP (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
As irmãs Lucineia Duarte, de 37 anos, e Lucikelly Duarte, de 34 anos, que já trabalham juntas há 7 anos, tentaram garantir uma renda extra no feriado do Dia do Trabalhador, celebrado neste domingo (1º). As duas, que são costureiras e artesãs, expuseram os produtos que confeccionam em uma feira durante programação gratuita em Macapá.
"Nesse momento de crise, nós começamos a trabalhar com artesanato há pouco tempo. Nós já confeccionávamos roupas. Tivemos essa oportunidade de trabalhar no Dia do Trabalhador, expor nosso trabalho e quem sabe angariar uma renda a mais", comentou Lucikelly.
artesanato, emprego, renda extra, Dia do Trabalhador, Amapá, (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)Feira de empreendedorismo local aconteceu
durante programação (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
A dupla produz ursos de pelúcia, pesos de porta, bonecas, almofadas, bolsas e outros itens que, segundo elas, são mais em conta de produzir e o público procura bastante.
"Nós montamos uma loja para chamar mais a atenção. Todo dia vendemos algo e vai dando para sustentar nossas famílias. É bacana trabalhar juntas. Nos tornamos mais amigas trabalhando juntas. Convivemos bem e ainda trabalhamos em casa", falou Lucineia.
Dia do Trabalhador
As irmãs participaram de uma feira organizada para uma programação dedicada ao Dia do Trabalhador neste domingo. O evento ofereceu gratuitamente cerca de 80 serviços no Estádio Olímpico Milton de Souza Corrêa, o Zerão, localizado na Zona Sul de Macapá. Foram atendimentos ligados à saúde, beleza, cidadania e vendas, além de torneios esportivos.

Liminar autoriza shoppings de Maceió a abrirem no feriado de 1° de maio


Desembargador do TRT-AL considerou a crise econômica para decisão.
Sindicatos dos trabalhadores falam que norma coletiva proíbe o labor na data.

Do G1 AL
Conusmidores terão agora acesso ao valor dos impostos na nota fiscal (Foto: Waldson Costa/G1)Conusmidores terão agora acesso ao valor dos impostos na nota fiscal (Foto: Waldson Costa/G1)
Uma liminar concedida neste sábado (30) pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), o desembargador Pedro Inácio da Silva, autoriza os três shoppings de Maceió a abrirem regularmente neste feriado de 1º de maio, data que se comemora o Dia do Trabalho.

A decisão foi proferida no julgamento de mandados de segurança impetrados pelas administrações do Maceió Shopping e Parque Shopping Maceió contra decisões de 1º grau favoráveis ao Sindicato dos Empregados do Comércio do Estado de Alagoas, que impediam o funcionamento dos estabelecimento no feriado do Dia do Trabalho.

Os representantes dos lojistas alegaram que apesar de haver uma norma coletiva que proíbe o labor no feriado do Dia do Trabalho, dispositivos da Lei 605/49, regulamentada pelo Decreto 27.48/49, asseguram o direito do comércio varejista funcionar aos domingos e feriados, independentemente de autorização sindical.

Além disso, argumentaram que o fechamento dos estabelecimentos no dia 1º de maio trará dano irreparável, por inviabilizar o incremento salarial dos trabalhadores.

Ao decidir, o desembargador Pedro Inácio afirmou que as decisões atacadas, embora fundamentadas em dispositivos legais, não observaram outras possibilidades de interpretações justificáveis e possíveis, que levam em conta as consequências sociais e econômicas que gravitam em torno da questão.

“É público e notório que o país está vivendo uma crise sem precedentes na sua história, o que tem levado a números alarmantes de desemprego e encerramento de atividades empresariais”, afirmou, lembrando que os postos de trabalho que vêm resistindo à crise também têm sofrido déficit salarial impactante. E nesse grupo se incluem em larga escala os trabalhadores que ganham por comissão, que é o caso dos comerciários, porque são os que mais sofrem com a estagnação das vendas”, complementou.

O magistrado lembrou ainda que embora a crise econômica produza impacto direto no bolso do consumidor, o Dia das Mães – a ser comemorado no domingo seguinte ao Dia do Trabalho – continua sendo a segunda data mais importante para o comércio no ano.

“Sem sombra de dúvida houve uma completa desfiguração do panorama inicial previsto pelas partes quando pactuaram a ausência de labor no feriado do Dia do Trabalhador e isso, por si só, autoriza a revisão do acordo, seja pela aplicação da Lei 605/49, que permite o labor em domingos e feriados, seja pela aplicação analógica do disposto no artigo 480 do Código Civil, que permite a parte prejudicada pleitear a modificação do que foi pactuado, para evitar prejuízo excessivo”, justificou.

O desembargador ainda registrou em sua decisão que o tema não é novo e que diversos magistrados do Regional já proferiram decisões entendendo que não deveria haver trabalho neste dia. “Porém, o que desponta nos autos é que se cuida de uma situação limite, de difícil solução, a exigir fundamentação de quem decide, seja qual for a conclusão, pois o que está em jogo vai além da forma e tradição”, afirmou.

Acre deve diagnosticar 870 novos casos de câncer em 2016, diz estudo


Estimativa faz parte de estudo elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer.
Mama, colo de útero e próstata são os tipos mais incidentes no estado.

Caio FulgêncioDo G1 AC
Dados fazem parte de levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Foto: Reprodução/Inca)Dados fazem parte de levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Foto: Reprodução/Inca)
Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) estima que 870 novos casos de câncer sejam diagnosticados no Acre durante este ano. Conforme o estudo "Incidência de Câncer no Brasil", 71% dos casos são estimados na capital do estado, Rio Branco, correspondendo a 620 diagnósticos.
De acordo com o instituto, a maior parte dos casos no estado deve incidir sobre homens, 440 no total, correspondendo a uma taxa de risco de 116,11 para cada 100 mil habitantes do sexo masculino. A abrangência na capital acreana para homens é de quase 73%, ou seja, 320 possíveis diagnósticos.

Em relação ao sexo feminino, são esperados 430 casos dos mais diversos tipos de câncer, representando um risco de 114,43 para cada 100 mil pessoas do grupo. Quase 70% devem ocorrer em Rio Branco - 300 novos diagnósticos.
O tipo de câncer com maior incidência em homens, segundo a pesquisa, é o de próstata, com a estimativa de 110 novos casos descobertos durante este ano. Já nas mulheres, os de maior predominância são de mama e de colo de útero, cada um com 70 possíveis diagnósticos.
Outros destaques, como aponta o Inca, nos tipos de câncer são o de estômago e ainda o de traquéia, brônquio e pulmão, que juntos totalizam 110 novos casos em 2016. O Inca afirma que a divulgação do levantamento tem a função de, com as estimativas, impulsionar a tomada de decisões estratégicas para os tratamentos.
"Essas informações têm o objetivo de apoiar o gestor, na medida que permitem a apropriação do conhecimento da realidade sobre a qual se deseja intervir e/ou modificar, com a possibilidade de olhar para especificidades regionais em relação aos problemas que afetam a saúde da população, relacionadas à questão do câncer no Brasil", diz o órgão.
Hospital do Câncer fechou 2015 atendendo 676 pacientes no AC
Dados do Hospital do Câncer em Rio Branco, solicitados pelo G1, mostraram que a unidade fechou o ano de 2015 com o atendimento de 676 pacientes em diversos tipos da doença. O número de mulheres assistidas foi de 330 e o de homens chegou a 307. Os outros 39 casos foram identificados em crianças e adolescentes.
Entre pessoas do sexo feminino, a maior parte dos casos atingiu a faixa etária entre 45 e 49 anos e, em conformidade com a estimativa do Inca, os tipos mais incidentes são de colo de útero (78) e mama (62).
Nos homens, a faixa etária mais atingida é acima de 75 anos, tendo maior abrangência o câncer de próstata e o de estômago. O hospital existe desde 2007 e, desde então, contabiliza mais de 5 mil prontuários abertos.

Mulher sai do emprego, investe em novidade e vende ‘festa na caixa’


Caixa pode vir com bolo, salgados, doces, além de ser personalizada.
Autônoma diz que lucro com vendas chega até R$ 1,2 mil por mês.

Iryá RodriguesDo G1 AC
Festa na caixa é vendida de R$ 60 a R$ 200 e mulher diz que lucra até R$ 1,2 mil  (Foto: Arquivo pessoal)Festa na caixa é vendida de R$ 60 a R$ 200 e mulher diz que lucra até R$ 1,2 mil (Foto: Arquivo pessoal)
Contando com coragem e criatividade, a autônoma Eliza dos Reis da Silveira, de 27 anos, decidiu largar o emprego de secretária e investir em uma novidade para atrair consumidores do Acre. Ela resolveu juntar tudo que é necessário para uma festa e colocar dentro de uma caixa. A 'festa na caixa' é vendida de R$ 60 a R$ 200 em Rio Branco.
A ideia de ser autônoma e investir na venda de doces e salgados começou há pouco mais de um ano, quando Eliza era secretária de uma fazenda e vendia bem-casados nas horas vagas. "Vi que o negócio estava dando certo e percebi ainda que estava ganhando quase o mesmo que meu salário. Então, decidi sair do meu trabalho para me dedicar e viver disso", conta.

Com a venda de festa na caixa, Eliza conta que tem lucrado até R$ 1,2 mil por mês. Segundo a empreendedora são nas datas comemorativas, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, que a novidade faz ainda mais sucesso. As caixas são personalizadas com bolo, salgadinhos, doces e refrigerante de acordo com a temática escolhida pelos clientes.
Mesmo o "carro chefe" sendo a venda de bem-casados, a empreendedora viu a necessidade de lançar algo novo no mercado. "Sempre procurei fazer coisas diferentes, porque acredito que o diferente é o que dá certo. E aí vi que já tinha cesta de café da manhã, e eu queria fazer algo para ganhar dinheiro. Pesquisei e cheguei a essa ideia de fazer uma festa comum, só que dentro de uma caixa. ", diz.
O valor cobrado pela festa na caixa varia de acordo com os itens inseridos. Eliza explica que além de caixas para festas de aniversários, existe bastante procura por casais para comemorar data de namoro e casamento.
"Com a crise, está difícil fazer festa de aniversário ou outras comemorações e na caixa, eu já ofereço tudo. Além disso, é muito mais prático, porque não deixa de ser um presente bonito, criativo e divertido. As pessoas têm adorado", afirma a empreendedora.

Farol da Barra tem ato por direitos de trabalhadores e contra impeachment


Grupo se reúne em Salvador desde o final da manhã deste domingo (1º).
Segundo os organizadores, no local é realizado um ato político e cultural.

Do G1 BA
1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)
Um grupo de manifestantes se reúne no Farol da Barra, em Salvador, desde o final da manhã deste domingo (1º), em um ato político e cultural contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a favor da democracia e em homenagem ao Dia do Trabalhador.
Por volta das 16h30, os organizadores estimavam a participação de 10 mil pessoas. Já a Polícia Militar calculava a presença de 1,2 mil manifestantes. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-BA), Cedro Silva, diz que o protesto é organizado pela entidade sindical e pelos movimentos sociais Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.
1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)1º de maio em Salvador: protesto no Farol da Barra
(Foto: Juliana Almirante/G1)
Desde o final da manhã, os manifestantes permanecem reunidos próximo ao Farol, sob sol forte, vestindo vermelho e carregando faixas e cartazes com mensagens de "não vai ter golpe". Políticos e representantes de centrais sindicais discursam em um trio elétrico.
Grupos musicais como a banda "Catadinho do Samba" e o cantor de forró Gereba se apresentaram no início da tarde.
A militante Ana Maria Assis diz que o protesto deste domingo quer impedir a perda de direitos conquistados pelo trabalhador. "Viemos aqui para lutar na conquista de nossos ideais que não podemos perder. Vai ter que ter luta contra o golpe", afirmou.
A professora Catarine Rea disse que esteve presente no protesto deste domingo para defender a democracia. "As conquistas em relação a gênero e sexualidade correm risco se o impeachment for aprovado", afirma.
Por meio de comunicado enviado à imprensa na tarde deste domingo, a Prefeitura de Salvador afirmou que o evento "não está licenciado, nem conta com a autorização dos diversos órgãos municipais". Já a assessoria da CUT na Bahia diz que "A Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo encaminhou os ofícios" necessários para a autorização.
1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)
1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)Protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)

1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)1º de maio em Salvador: protesto a favor da democracia e pelo direito dos trabalhadores no Farol da Barra (Foto: Juliana Almirante/G1)

Por que sentir-se uma 'fraude' pode não ser tão ruim assim


Especialistas na 'síndrome do impostor' explicam como duvidar de si próprio pode na verdade ser um indicador da sua capacidade.

Oliver BurkemanBBC
Escrevi 11 livros e toda vez penso: ‘Agora vão descobrir’”, declarou, famosamente, a escritora americana Maya Angelou. "Enganei todo mundo e agora vão me desmascarar."
Morta em 2014 aos 86 anos, Angelou é autora do best seller Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola. Foi indicada para o prestigioso Pulitzer Prize de literatura e ganhou cinco Grammys, entre outros prêmios, por suas obras.
Se você se sente inadequado(a), ou sente que um dia vai ser ”desmascarado(a)” no trabalho, saiba que não é o único ou a única. Esse tipo de sentimento tem até um nome. Chama-se síndrome do impostor, ou síndrome da fraude, e é bastante comum.
No caso de Angelou, a adoração do público não anulava a sensação de que, lá no íntimo, ela era uma fraude e não tinha a menor ideia do que estava fazendo.
A maioria de nós sente isso de vez em quando. Mas um elemento crucial da síndrome do impostor é a convicção que a pessoa tem de que é a única a sofrer do problema. Portanto, talvez não seja consolo para você saber que Maya Angelou também se sentia assim.
“Ela achava que era uma fraude?”, você talvez se pergunte. ”Pois eu não acho, eu sou. E, cedo ou tarde, vou ser descoberto(a).”
'Patrulha da fraude'
Se você se identificou, está longe de ser o único a ter essa experiência. Descobri que ela é compartilhada por autores, artistas, músicos, homens de negócio – e até um especialista em cérebros.
"Uma parte de você sabe que você não é tão bom quanto diz ser”, diz o neurocirurgião britânico Henry Marsh, autor do livro de memórias Do No Harm.
"Mas você tem de dar a impressão de que é autoconfiante e relativamente competente.”
A escritora britânica Frances Hardinge, que no ano passado ganhou um Costa Book Award pelo livro infantil The Lie Tree, disse que a cada novo projeto uma parte do seu cérebro lhe diz: ”Esse é o livro onde vou decepcionar todo mundo e as pessoas vão ver a fraude que eu sou”.
Essas ideias, explicou a cantora americana Amanda Palmer, são acompanhadas por um medo, sempre presente, de que “alguém vai bater na sua porta e dizer: ‘Descobrimos a verdade e vamos levar tudo embora’”, disse. ”Chamo essas pessoas imaginárias de ‘patrulha da fraude.’”
Especialistas há muito observam que as mulheres tendem a ser afetadas por essa síndrome com mais frequência e de forma mais aguda do que os homens – provavelmente por causa de estereótipos machistas que colocam em dúvida sua competência profissional.
Além disso, de acordo com a psicóloga Valerie Young, as mulheres estão mais propensas a atribuir problemas e fracassos à sua falta de habilidade, enquanto os homens tendem a responsabilizar fatores externos.
Sem solução?
Mas, homem ou mulher, ninguém está imune. E segundo psicólogos, apesar de ter sido identificada na década de 1970, na sociedade atual, -e economicamente insegura, o fenômeno está cada vez mais relevante.
“Apesar das evidências inquestionáveis de suas habilidades, as impostoras as descartam como resultado de sorte, momento oportuno, ajuda externa, charme – até erros de computador”, Young escreveu no seu livro The Secret Thoughts of Successful Women (em tradução livre, Os Pensamentos Secretos das Mulheres de Sucesso).
“Elas acham que, de alguma maneira, conseguiram entrar por uma brecha e, no seu íntimo, é só uma questão de tempo até que sejam desmascaradas.”
A grande ironia é que melhorar seu desempenho no trabalho não vai fazer esse sentimento desaparecer. Quanto mais conhecimento você adquire, quanto mais altos os cargos que você ocupa, maiores são as chances de você se encontrar em territórios desconhecidos – e, portanto, achar que você está blefando e que, na verdade, não sabe o que está fazendo.
Um fato fundamental sobre a mente humana que talvez ajude a explicar a síndrome do impostor é: nós só sabemos o que acontece dentro da nossa própria cabeça. Ouvimos nossos constantes monólogos internos de autoquestionamentos, mas nunca ouvimos os dos outros, o que nos leva a pensar que ninguém mais duvida de si próprio.
Nós comparamos o que somos por dentro com o que os outros são por fora e, como consequência, nos sentimos em desvantagem.
As redes sociais, que nos incentivam a apresentar ao mundo os “melhores momentos” das nossas vidas – deixando de lado a realidade complexa do que realmente vivenciamos intimamente – também contribui para exacerbar esses sentimentos.
Por outro lado, a ideia de que não apenas você mas todo mundo está blefando também é aterrorizante. Queremos desesperadamente acreditar que existem adultos no comando, especialmente em áreas como o governo e a medicina.
Há quem argumente, inclusive, que é por isso que tanta gente acredita em teorias conspiratórias absurdas. De certa forma, é reconfortante acreditar que um complô sinistro está manipulando o curso da história. Pelo menos, alguém está no controle.
Diálogo e honestidade
Existe alguma chance de escaparmos desses sentimentos?
Falar abertamente sobre o problema ajuda, disse Valerie Young. E os profissionais que ocupam cargos mais altos também podem ajudar sendo honestos com os iniciantes.
Mas também é uma questão de, aos poucos, ”trabalhar os seus pensamentos”. E correr riscos apesar da voz interior lhe dizer que você vai fracassar, ela aconselhou.
"Faça a coisa que mais te assusta e descubra que você sobreviveu – ou que deu tudo errado… Mas você deu tudo de si.” Você não precisa erradicar o sentimento de impostor, mas tampouco precisa obedecê-los, disse Young.
“Estou orgulhosa de mim mesma por ter conseguido ficar amiga da minha própria patrulha da fraude”, disse Amanda Palmer. Ela sabe que a patrulha existe, mas não deixa que controle sua vida.
Na verdade, talvez você deva se preocupar mais se alguém lhe disser que nunca se sentiu uma fraude, sugerem alguns especialistas. Essas pessoas superconfiantes talvez sejam simplesmente incompetentes demais para perceber quão incompetentes elas são. Esse fenômeno é conhecido como o efeito Dunning-Kruger.
Ele foi estudado pelos psicólogos Justin Kruger e David Dunning, da Cornell University, em Nova York, em 1999. Os dois queriam investigar se pessoas que não dispõem de determinado talento ou habilidade também estariam mais propensas a não ter percepção de sua falta de habilidade.
Efeito Dunning-Kruger
Usando testes de raciocínio lógico e gramática, os pesquisadores avaliaram a capacidade das pessoas de analisar suas próprias aptidões.
Os testes revelaram que as pessoas que tiveram pior desempenho também foram aquelas menos capazes de avaliar suas próprias habilidades.
Um exemplo clássico de como o efeito Dunning-Kruger funciona é o caso do ladrão de banco que ficou perplexo ao ser pego. Ele tinha passado suco de limão no rosto – algo que, ele acreditava, faria com que ficasse invisível às câmeras de segurança.
A ideia era estúpida – e ele, estúpido demais para perceber isso.
Em resumo: os verdadeiros incompetentes raramente se preocupam com o fato de serem incompetentes.

Vendendo banana frita há mais de 20 anos, homem emprega filhos no AC


Camelô diz que essa foi uma das formas de não deixar os filhos sem emprego.
Banana frita salgada é vendida a R$ 2,50 e doce custa R$ 3.

Quésia Melo Do G1 AC
Segundo proprietário, alguns clientes compram banana todos os dias no local (Foto: Quésia Melo/G1)Segundo proprietário, alguns clientes compram banana todos os dias no local (Foto: Quésia Melo/G1)
Banana frita salgada, doce simples ou coberta de leite condensado são as opções encontradas pelos clientes quando param no carrinho do camelô Francisco das Chagas, 47 anos, que fica localizado no Centro de Rio Branco. Para ajudar nas vendas, ele contratou os dois filhos um de 22 e outro de 21, e conta também com o auxílio de um sobrinho que se dividem na hora de cortar, fritar, embalar e vender a banana.
Conhecido na região, Chagas conta que se estabeleceu no local há 20 anos quando ainda tinha apenas 19 anos. O proprietário conta que não faz um levantamento dos lucros mensais, mas em cerca de 30 minutos, em que a reportagem ficou no local, foram vendidos ao menos R$ 100 de banana frita.
Filhos e sobrinho ajudam nas vendas de bananas fritas ' (Foto: Quésia Melo/G1)Filhos e sobrinho ajudam nas vendas de bananas fritas no Centro de Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)
A banana frita salgada e a doce simples, apenas com açúcar, custa R$ 2,50. Já a guloseima coberta de leite condensado custa R$ 3, e mesmo sendo a mais cara é a mais vendida, segundo ele. Chagas relata que decidiu não passar o aumento no preço da banana e do óleo para os clientes, pois o produto chegaria a R$ 5 e a clientela poderia reduzir.
"Saiu uma pesquisa dizendo que o Acre é um lugar onde tem muita gente obesa e acho que o motivo é que eles gostam muito de doce. Tem gente que se tiver só a salgada acaba não levando, só procura a doce. O preço de tudo subiu muito, se a gente aumentar os clientes vão reclamar e até diminuir a freguesia, a crise bateu aqui, a gente sentiu a diferença, mas decidimos manter os preços e não há prazos para um reajuste", destaca.
Banana doce é a mais pedida, segundo proprietário, apesar de mais cara os clientes sempre pedem leite condensado (Foto: Quésia Melo/G1)Banana doce é a mais pedida, segundo proprietário, apesar de mais cara os clientes sempre pedem leite condensado (Foto: Quésia Melo/G1)
Com o tempo, o proprietário conquistou alguns clientes fiéis que compram a guloseima todos os dias. Para permanecer no ponto ele paga uma taxa ao estacionamento, onde fica o carrinho, e também ao Sindicato dos Camelôs de Rio Branco. Apaixonado pelo que faz, Chagas diz que a receita do sucesso é bem simples "basta fazer um produto de qualidade".
"Rodei em alguns cantos para poder chegar nesse ponto onde estou hoje. Não sei informar quanto ganho por mês nem tenho a mínimia ideia de quantos quilos de banana usamos por dia. Se as pessoas compram é porque procuro fazer um produto de qualidade, tudo com bastante perfeição e também gosto muito do que faço", ressalta.
Com venda de bananas, o proprietário investiu em uma colonha onde um dia pretende ter uma plantação da fruto (Foto: Quésia Melo/G1)Com venda de bananas, o proprietário investiu em uma colônia onde um dia pretende ter uma plantação do fruto (Foto: Quésia Melo/G1)
Filhos e sobrinho ajudam nas vendas
Para que os filhos não ficassem desempregados, Chagas decidiu os contratar e paga um diária, o valor não foi divulgado. Bruno Ferreira Oliveira, 21 anos, conta que trabalha ao lado do pai há sete anos e lembra da infância quando saía da escola e ficava no local às vezes ajudando e outras apenas comendo.
"Estudava aqui perto e quando saía meu pai ia me buscar, ficava esperando minha mãe, ajudando e comendo. Gosto de trabalhar aqui, nem procurei outra profissão, sou feliz com o que faço. Meu irmão trabalha na parte da manhã e fico no período da tarde. Tem muitas pessoas que passam aqui todos os dias, já nos conhecem", conta.
Bruno passou a trabalhar ao lado do pai há sete anos  (Foto: Quésia Melo/G1)Bruno passou a trabalhar ao lado do pai há sete anos (Foto: Quésia Melo/G1)
Para o futuro, Oliveira pensa em investir na casa própria, carro e também em uma faculdade, ou até em uma colônia como o pai. "Meu pai disse que quer passar o bastão para a gente, mas ainda temos que conversar sobre isso. Mais para frente quero construir minha vida, ter minha casa própria, carro e uma faculdade", disse.
O pai relata que até 2018 pretende passar toda a administração do carrinho para os filhos e se dedicar a uma colônia de ao menos 17 hectares onde investiu boa parte do dinheiro. No local, ele pretende criar uma plantação de banana, porém, inicialmente apenas para o consumo próprio. "Não planejo abrir outra barraca ou ir para outro local, só penso em ir embora para a minha colônia", finaliza.
Banana salgada é vendida a R$ 2,50 no Centro de Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)Banana salgada é vendida a R$ 2,50 no Centro de Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)
 

Cubanos fazem marcha neste 1º de Maio pela flexibilização econômica


Somente em Havana participaram 600 mil pessoas, segundo o governo.
Eles expressaram seu apoio aos governos do Brasil e da Venezuela.

Da France Presse
Cubanos mostram fotografias do ex-presidente Fidel Castro e do atual, Raúl Castro, na festa do 1º de maio (Foto: Adalberto Roque / AFP)Cubanos mostram fotografias do ex-presidente Fidel Castro e do atual, Raúl Castro, na festa do 1º de maio (Foto: Adalberto Roque / AFP)
Milhares de trabalhadores cubanos marcharam neste domingo pelo 1º de Maio em apoio às medidas de flexibilização econômicas de Raúl Castro, que presidiu a cerimônia em Havana.
Os manifestantes também expressaram seu apoio aos governos do Brasil e da Venezuela.
Como todos os anos, empregados e estudantes desfilaram em vários pontos da ilha para celebrar o Dia do Trabalho.
Somente em Havana participaram 600 mil pessoas, segundo a imprensa estatal, aos gritos de apoio ao socialismo.
"Este 1º de maio é um dia também para denunciar as manobras dirigidas para debilitar os processos de integração regional de nossa América, revertir os avanços alcançados nas políticas sociais e desestabilizar os governos de esquerda e progressistas no poder", afirmou Ulises Guilarte, secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba.
Durante seu discurso, Guilarte, membro do poderoso Birô Político do Partido Comunista de Cuba, mencionou em particular os governos do Brasil, Venezuela, Brasil, Bolívia, Equador e El Salvador.
Os trabalhadores também saudaram a "atualização do modelo econômico" promovido desde 2008 pelo governo de Raúl Castro, e que inclui uma cautelosa abertura para o setor privado e investimentos estrangeiros.

Filha de Obama terá ano sabático antes de ir para Harvard


Jovem de 17 anos deve entrar na universidade apenas em 2017.
Universidade estimula esse tipo de experiência.

Do G1, em São Paulo
Presidente Barack Obama e a filha mais velha, Malia, caminham para entrar no Air Force One, em Chicago, em abril de 2016 (Foto: Kevin Lamarque/Reuters )Presidente Barack Obama e a filha mais velha, Malia, caminham para entrar no Air Force One, em Chicago, em abril de 2016 (Foto: Kevin Lamarque/Reuters )
A Casa Branca informou neste domingo (1º) que a filha mais velha do presidente Barack Obama, Malia, vai entrar na universidade Harvard apenas no outono de 2017 (no hemisfério norte), ou seja, depois que o pai deixar a presidência dos Estados Unidos. Michele e Barack estudaram direito na universidade.

A jovem de 17 anos vai pegar um ano sabático, opção que tem se tornado cada vez mais comum entre os estudantes que concluem o ensino médio, como observou o jornal americano The New York Times. O objetivo é ter experiências diferentes da sala de aula, muitas vezes em regiões distantes, antes de ingressar na Harvard, que estimula esse tipo de experiência.

O casal Obama procura evitar que as filhas fiquem muito expostas nesse período em que Obama está no poder. 

Além de Harvard, a jovem visitou várias outras faculdades, o que fez com que várias especulações aparecessem. Ao acompanhar o pai em uma viagem para a Califórnia, surgiram rumores de que ela estava sondando a possibilidade de estudar na Universidade de Stanford.

Até, então, a Casa Branca se recusava a falar sobre as decisões de Malia sobre seus estudos.

Grupo faz ato na Zona Oeste do Rio a favor de Jair Bolsonaro


Organizadores dizem que manifestação a favor de Bolsonaro reuniu 200.
Deputado fez selfies, exibiu cartazes e discursou dizendo estar emocionado.

Alba Valéria MendonçaDo G1 Rio
Grupo faz ato em frente à casa de Jair Bolsonaro na Zona Oeste do Rio (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Grupo faz ato em frente à casa de Jair Bolsonaro na Zona Oeste do Rio (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Um grupo de aproximadamente 200 pessoas, segundo os organizadores, fez na manhã deste domingo (1º) um protesto a favor do deputado federal (PSC-RJ) Jair Bolsonaro em frente à sua residência na Avenida Sernambetiva, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Com faixas, cartazes, um boneco inflável do ex-presidente Lula e um rock que diz no refrão "Bolsonaro guerreiro, orgulho brasileiro" os manifestantes prestaram apoio ao deputado. Segundo um dos integrantes do movimento, Yan Barbosa, o grupo foi prestar solidariedade contra o ato da semana passada, quando opositores sujaram a porta do condomínio do parlamentar.
Durante a manifestação, o deputado exibia um cartaz com a seguinte frase: "Tortura é saúde, educação, corrupção, crise e desemprego". (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Deputado exibia  cartaz com a seguinte frase:
"Tortura é saúde, educação, corrupção, crise e
desemprego" (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
O deputado fez dezenas de selfies, exibiu cartazes, se enrolou numa bandeira de Israel e discursou dizendo estar emocionado.
"Pior que a sujeira que fizeram aqui na semana passada foi o cheiro de mortadela que ficou. Tentaram me constranger. Ustra não é nada perto da canalhada que está no poder e o que estão fazendo com o meu querido Brasil", disse o deputado pra quem o pré-sal só foi possível graças ao governo militar de Médici.
Bolsonaro falou à plateia que depois tirar Dilma Rousseff da presidência vai lutar para tirar Michel Temer também e que pretende se candidatar em 2018. "A direita tem cara, tem voz, tem propostas e vai chegar lá. Somos a maioria silenciosa, respeitamos a família, a criança na escola. Na questão racial serei daltônico porque todos somos iguais. Meu coração é verde e amarelo. Não tenho a obsessão de chegar à presidência. Tenho uma missão de chegar à presidência. E missão se cumpre", disse Bolsonaro, sempre efusivamente aplaudido sob os gritos de "não vai ter cuspe".
Bolsonaro segura bandeira de Israel (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Bolsonaro segura bandeira de Israel
(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Bolsonaro que subiu no carro de som do "Movimento Direita Já" ao lado do filho Flávio, pré-candidato à prefeitura do Rio, disse que é favorável à propriedade privada, que vai revogar a lei do desarmamento para que todo brasileiro tenha o direito de ter uma arma em casa e que os proprietários possam ter um fuzil em sua fazenda. "Cartão de visitas para marginais do MST que invadem propriedade privada tem de ser cartucho de 762".
Protesto contra o deputado
Como mostrou o G1, no dia 24 de abril, exatamente uma semana depois de o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra em seu voto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ativistas fizeram uma manifestação contra o parlamentar.
Os manifestantes seguiram pela orla da Barra da Tijuca, chamando o deputado de "Bolsomonstro". Um deles estava fantasiado de Adolf Hitler, associando Bolsonaro ao ditador nazista alemão.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) anunciou que iria ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a cassação do mandato de Bolsonaro após sua "homenagem".
Jair Bolsonaro acompanha ato em frente à sua residência no Rio (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Jair Bolsonaro acompanha ato em frente à sua residência no Rio (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Coronel Brilhante Ustra
Chefe do DOI-Codi do II Exército em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura militar, Brilhante Ustra morreu em outubro de 2015. Durante o período em que Ustra chefiou o DOI-Codi, de 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade
Ustra foi o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante a ditadura (1964-1985). Na ação, os ex-presos políticos César Augusto Teles, Maria Amélia de Almeida Teles, Janaína de Almeida Teles, Edson Luis de Almeida Teles e Criméia Alice Schmidt de Almeida acusavam o coronel de exercitar violência e crueldade contra prisioneiros ao longo da década de 70.

Iniciada a perfuração de treze poços artesianos em Itabuna


Iniciada neste domingo, a perfuração dos poços artesianos em Itabuna os quais irão contribuir para o fornecimento de água para a população. O primeiro poço a ser perfurado foi na região de Nova Ferradas nos condomínios Jubiabá e Gabriela. Ação realizada através do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (CERB), em parceria com a Prefeitura Municipal de Itabuna e Emasa. Os equipamentos e maquinários chegaram no sábado a tarde e as atividades de campo foram iniciadas acompanhadas por dois Géologos da CERB e pelos Engenheiros Ricardo Campos - Presidente da Emasa e João Bittencourt - Gerente de Produção e Distribuição de Água.Os poços serão perfurados nas Zonas rural e urbana, inicialmente foram mapeadas treze áreas atendendo a estudos prévios de Geologia. Dentre as áreas estão previstas Serrado, Ferradas, Nova Ferradas nas proximidades dos condomínios habitacionais Jubiabá/Gabriela e São José, condomínios habitacionais Jorge Amado, Pedro Fontes I e II e Jardim América, bairros São Caetano, Califórnia, Fátima e outros. Esta ação é de vital importância para ampliar o atendimento a população. Após perfurados a logística de distribuição de água será acompanhada pela Emasa.
Conforme já informado pela Emasa, este longo período de estiagem levou as estações de captação do Rio do Braço Ilhéus e Ferradas Itabuna a operarem em níveis críticos, sendo obrigada a acionar o sistema alternativo de captação em Castelo Novo em Ilhéus, que fica próximo à cota do nível do mar e que vem garantindo, através de manobras técnicas, o aba stecimento da cidade, evitando assim o colapso do sistema. Muitos esforços estão sendo empreendidos pela Emasa, nestes nove meses de estiagem na região como: instalação de 170 tanques em bairros da cidade abastecidos através de carros pipas, contratação emergencial de carros pipas, aquisição de água doce junto a Embasa nas cidades de Ubaitaba e São José da Vitória, ampliação na captação de Castelo Novo com a finalidade de reduzir o período de intermitência no abastecimento de água a população. A estiagem tem trazido graves impactos ao município de Itabuna e região como as cidades de Almadina, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Coaraci, Ibicuí, Itajuípe, Itaju do Colônia, Ibicaraí, Santa Cruz da Vitória, Uruçuca, Ubaitaba, Firmino Alves, Nova Canaã e Pau Brasil.

Maduro cria comissão que vai verificar assinaturas para referendo


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite de ontem (29) que o governo criou uma comissão para verificar “uma a uma” as rubricas dos eleitores que assinaram o pedido para a realização de um referendo sobre a revogação do seu mandato. “Designei uma equipe especial para verificar uma a uma a listagem de todas as assinaturas que vão ser entregues pela direita, para que cumpram todas as margens legais”, disse.Maduro falou em Caracas durante um evento sobre turismo. “O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) decidirá o que tiver que decidir, estou pronto para sair vencedor”, ressaltou. O presidente venezuelano informou que o socialista e presidente do município de Libertador, Jorge Rodríguez, dirigirá a equipe que vai verificar as assinaturas da oposição.Jorge Rodríguez assegurou que “não foi ativado nenhum mecanismo de referendo” e explicou que, segundo o regulamento do CNE, “se uma organização política quer solicitar um processo de referendo deve apresentar 1% (das assinaturas) do Registro Eleitoral”. “No dia em que esse 1% for apresentado no CNE, solicitaremos que nos permitam fiscalizar e dar garantia da certificação das pessoas, de forma pública”, afirmou. A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática, da Venezuela, anunciou ontem que já recolheu as assinaturas necessárias para ativar o referendo com o objetivo de revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro. “Em apenas horas, conseguimos a tarefa que seria de 30 dias e o governo sabe disso. Eles sabem o que aconteceu, a contundência dessa jornada que teve início na quarta e terminou na quinta-feira”, disse o ex-candidato presidencial Henrique Capriles Radonski.
Agência Brasil

33% acham senadores melhor preparados para julgar impeachment


Foto: Dida Sampaio
Uma pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada ontem (30) informa que 33% dos brasileiros consideram que os senadores são mais bem preparados do que os deputados para avaliar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com a pesquisa, 25% acham que senadores são tão preparados quanto deputados, 22% acham que nenhum dos dois estão preparados, 7% acham os senadores menos preparados e 14% não quiseram opinar.Uma comissão do Senado está analisando a admissibilidade da abertura do processo de impeachment na Casa. O processo precisa ser votado na comissão e no Plenário do Senado antes de ser aberto e Dilma ser otificada e afastada do cargo por 180 dias para sua defesa.A pesquisa foi encomendada pela CUT para avaliar como está sendo conduzido o processo de pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Congresso. A pesquisa foi feita entre os dias 27 e 28 de abril e foram entrevistadas 1.523 pessoas em 97 municípios de quase todos os estados e do Distrito Federal. O único estado que não foi pesquisado foi Roraima.A grande maioria dos entrevistados (70%) acredita que o Senado vai aprovar o impeachment. Apenas 20% acreditam em um resultado positivo para a presidenta Dilma Rousseff.Para 61% dos entrevistados, a melhor alternativa para o Brasil no caso de um impeachment da presidenta é a realização de eleições diretas este ano. Para 21%, o melhor seria Dilma permanecer no cargo, 11% acham que é melhor Temer assumir e 7% não souberam responder. POLÍTICA LIVRE
Agência Brasil

Liminar impede estudantes da UFMG realizarem assembleia sobre impeachment


Uma liminar concedida na sexta-feira (29) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), entidade representativa dos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de prosseguir com a realização de uma assembleia para discutir o posicionamento dos alunos diante do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Foi fixada uma multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento.A decisão, assinada pela juíza Moema Miranda Gonçalves, provocou revolta entre estudantes que ficaram até as 22h de ontem na instituição discutindo medidas a serem tomadas.Em seu despacho, a juíza Moema Miranda alega que “a pauta da Assembleia Geral Extraordinária divulgada como sendo o posicionamento dos alunos da Faculdade de Direito da UFMG perante ao impeachment e as consequentes ações decorrentes desse posicionamento fogem ao objetivo estatutário da entidade estudantil.” Para ela, o interesse primordial a ser defendido pela entidade é o direito à educação e seus eventos teriam como finalidade complementar e aprimorar a formação universitária.Segundo a presidenta do CAAP, Ana Carolina Oliveira, a decisão é uma censura e fere a liberdade de expressão. Para ela, o movimento estudantil sempre tomou posições políticas. “A diretoria do CAAP tirou uma posição contra o impeachment, mas sabemos que os estudantes da faculdade apresentam diversas opiniões. Por isso, discutir o assunto em assembleia me parece fundamental para que todos possam se manifestar e construir um posicionamento com mais legitimidade. Ainda mais se tratando de um processo que é tão jurídico quanto político. E justamente estudantes de direito não podem discutir o tema?”, disse. POLÍTICA LIVRE
Agência Brasil

Detran faz campanha de conscientização da Lei Seca na Micareta de Feira de Santana


Foto: Divulgação
Os foliões que participavam da Micareta de Feira de Santana, no sábado (30), foram surpreendidos no circuito por um grupo que exibia bafômetros e mensagens de conscientização para motoristas. Tratava-se da equipe do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) promovendo a campanha educativa da Lei Seca. ” É uma festa que reúne milhares de pessoas, onde temos uma grande oportunidade de chamar a atenção para a luta contra a epidemia do trânsito, que mata quase 50 mil brasileiros por ano”, disse a servidora do Detran, Marcelle Andrade. Por meio da simulação do uso do bafômetro, os foliões foram orientados sobre as punições para quem dirige sob o efeito de bebidas alcoólicas, como a suspensão do direito de dirigir e até três anos de prisão. Situações que a auxiliar administrativa Naiane Dias Fontoura, 23 anos, pretende evitar. “No primeiro dia da micareta, eu vi o pessoal do Detran distribuindo material, mas fiquei com vergonha de fazer o teste porque tinha bebido. Hoje, eu vou dirigir e quero ter certeza de que se for parada na blitz não terei problemas. Essa simulação deixa a gente mais tranquila para assumir o volante”, afirmou. Na entrada do circuito, a fiscalização do Detran realizou o teste real de alcoolemia em condutores de trios e carros de apoio. O motorista Ivan Machado Silva, 64 anos, aprovou a medida. “Eu não me incomodo em soprar o aparelho porque a minha consciência está tranquila, mas sei que ainda existem muitos motoristas irresponsáveis”, disse. A suspeita de seu Ivan não se confirmou. Os 52 condutores abordados foram aprovados no bafômetro.  POLÍTICA LIVRE

Novas formas de trabalho precisam de regulação, defendem especialistas

Agência Brasil
Com a evolução acelerada da tecnologia, o perfil do trabalho no mundo está mudando. O trabalho a partir de casa, horários flexíveis e vínculos menos formais são exemplos de alteração nas relações entre empregadores e contratados. Segundo relatório de 2015 da Organização Mundial do Trabalho (OIT), trabalhadores em arranjos que destoam do padrão representam três quartos dos empregados no mundo. Para especialistas, as novas formas de trabalho precisam de regulação.
“[As mudanças na forma de trabalho] incluem o aumento do emprego temporário e da jornada parcial. Além disso, [é preciso considerar] situações de emprego mais ambíguas, como o emprego por resultado, os contratos de zero horas [tipo de contrato em que não há um mínimo de horas de trabalho estipulado] e outros cuja ascensão está sendo facilitada pelo avanço tecnológico”, diz Steven Tobin, do Departamento de Pesquisa da OIT. Segundo Tobin, essas mudanças representam um “desafio”.
“Isso significa segurança de trabalho reduzida, ganhos irregulares e inelegibilidade para proteção social e representação de categoria”, afirma. Segundo ele, é necessário trabalhar em uma regulação atualizada para as novas formas de trabalho, construída por meio de diálogo social.
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, acredita que o bem-estar do trabalhador deve ser preservado. “Aquele modelo fordista acabou. Não há dúvida que tem de haver um outro conceito. Mas não um conceito que signifique que a gente tem que se render ao estresse, às más condições de trabalho”, afirma.
Para Ganz Lúcio, o Estado tem de assumir o papel de regular os arranjos não tradicionais de trabalho. “Se o trabalhador que trabalha a partir da sua residência tem um acidente, como se separa se é pessoal ou de trabalho? Isso exigirá um nível de regulação por parte do Estado, imaginando essas situações e dando uma proteção coerente com o tipo de trabalho que a sociedade está exigindo. Não se pode transferir o ônus e a responsabilidade para o trabalhador”, defende.
Para ele, a resposta do Poder Público às mudanças precisa ser estratégica. “O uso de tecnologia no corte da cana acaba com milhares de postos. Nós achamos que está correto, pois o trabalho é desumano. Agora, a política econômica tem que ter uma estratégia para gerar novos postos de trabalho. Esse equilíbrio é que tem que ser buscado o tempo todo”, pondera.
O diretor do Dieese afirma ainda que é preciso separar a necessidade de regulação de novas formas de trabalho de alterações que resultem em precarização. “Muitas vezes, o empresário diz que quer flexibilizar e o que ele quer é aumentar a exploração sobre o trabalho”, critica.

Movimentos sindicais reúnem cerca de duas mil pessoas em protesto em BH


Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUte) e políticos do PT manifestam na tarde deste domingo (1°), Dia do Trabalhador, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a perda de direitos trabalhistas num eventual governo Michel Temer.
Eles caminharam desde a Praça Afonso Arinos, passando pela rua da Bahia, em direção a Praça da Liberdade, onde farão um acampamento permanente pela democracia. De acordo com representantes dos movimentos, cerca de 200 pessoas devem ficar acampadas na praça. "Vamos ficar até conseguirmos nossa liberdade", diz Aline Ruas, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Com carro de som, faixas e bandeiras estendidas no coreto e por toda a praça, os manifestantes gritavam "Não vai ter golpe, vai ter luta" e "Golpista, recua, o povo está na rua". A presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, garantiu que a "luta será longa", independente do resultado da votação no Senado. "Fascistas e golpistas não passarão. Viemos para a Praça da Liberdade, pelo nome da praça, porque a liberdade pertence do povo". Segundo ela, este é o maior ato de 1° de maio em Minas da última década.
O deputado Rogério Correia (PT) comparou o momento atual do país com o da ditadura militar. "Depois de mais de 40 anos temos que lutar para ter liberdade de novo".
Confronto
Mais cedo, um homem foi preso na Praça da Liberdade por desobediência à Polícia Militar. Segundo o sargento Hoed, que o levou para a 4ª Companhia de Polícia, ele teria confrontado cerca de 30 manifestantes do grupo Direita Minas que protestavam contra a corrupção e a favor do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O homem teria desobedecido a ordem de um militar de não provocar os manifestantes.
O boneco inflável batizado de Pixuleco foi montado na praça durante o ato. Com a aproximação dos manifestantes pró Dilma, o grupo se retirou do local. "Eles nunca vieram para a Praça da Liberdade. Hoje decidiram vir e tivemos que sair. A polícia não conseguiu frear os manifestantes para que eles não chegassem a praça. Um petista veio bater boca com a gente e foi levado", contaram Annelise Álvares, de 53 anos, e Márcia Peluso, 54, integrantes do grupo Patriotas que apoiavam o ato a favor de Bolsonaro.
Segundo a PM, cerca de duas mil pessoas protestaram contra o impeachment. A Frente Brasil Popular calcula que dez mil pessoas participaram da manifestação.
Paralisação
Representantes do MST, da CUT, do MAB e das Brigadas Populares anunciaram uma paralisação nacional no dia 10 de maio, véspera da votação da admissibilidade do processo de impedimento no Senado. "Vamos parar as rodovias, as fábricas, vamos parar o Brasil. Vai ser um recado aos senadores", disse um integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Joceli Andreoli.

Dilma anuncia reajuste de 9% do Bolsa Família e correção de 5% do IR


Dilma participa de evento do Dia do Trabalho promovido pela Cut, no Vale do Anhangabaú
Dilma participa de evento do Dia do Trabalho promovido pela Cut, no Vale do Anhangabaú
A presidente Dilma Rousseff anunciou neste domingo (1º), em ato promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o reajuste de 9% para os beneficiários do Programa Bolsa Família - o aumento entrará em vigor ainda em 2016. Dilma Rousseff anunciou também correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para o próximo ano; a contratação de, no mínimo, 25 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida e a extensão da licença-paternidade de cinco para 20 dias aos funcionários públicos federais.
“Quero lembrar que essa proposta [de reajuste do programa Bolsa Família] não nasceu hoje. Elas estavam previstas quando enviamos o Orçamento em agosto de 2015 para o Congresso. Essa proposta foi aprovada pelo Congresso. Diante do quadro atual, tomamos medidas que garantam a receita para este ano e viabilizar tudo isso sem comprometer o cenário fiscal”, disse a presidente Dilma, no evento em comemoração ao Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, na capital paulista.
O ato é promovido, em conjunto, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Intersindical. O lema este ano é Brasil: Democracia + Direito, contra o processo de impeachment da presidente. Segundo a CUT, o ato reúne mais de 60 entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. As centrais sindicais realizam o ato "em defesa da democracia, contra o golpe e contra a retirada de direitos."
Bolsa FamíliaImpeachment
No discurso, Dilma reiterou que não cometeu crime de responsabilidade ao ter emitido decretos com crédito suplementares, fato apontado na denúncia que originou o processo de impeachment. Segundo Dilma, no governo de Fernando Henrique Cardoso foram editados 101 decretos desse tipo. “Para ele [Fernando Henrique Cardoso], não era nenhum golpe nas contas públicas. Para mim, é golpe nas contas públicas. Dois pesos e duas medidas. Eles não têm sobre o que me acusar, é constrangedor”, disse a presidente.
“Não tenho conta no exterior, jamais usei recurso público em causa própria, não recebi propina e nunca fui acusada de corrupção. Eles tiveram que inventar um crime”, disse, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que responde a processo no Conselho de Ética da Câmara acusado de ter mentido sobre contas no exterior e responde a processo por envolvimento no esquema de propina da Petrobras.
A presidente chamou o processo de impeachment, que tramita no Senado, de golpe. “Não é um golpe com armas, tanques na rua, não é golpe militar que conhecemos no passado. Eles rasgaram a Constituição do país. Fazem isso porque há 15 meses eles perderam uma eleição direta”, disse. “Vou resistir e lutar até o fim”, acrescentou Dilma.
Bolsa Família
O governo adiou no início da tarde a entrevista coletiva de imprensa da ministra Tereza Campello para dar detalhes sobre a correção dos valores do Bolsa Família. Segundo nota do Palácio do Planalto, a entrevista será remarcada para data ainda não definida. Não foi divulgado motivo oficial para o adiamento. No entanto, segundo fonte do Palácio do Planalto, é estudada a edição de um decreto para só depois ocorrer o detalhamento do reajuste.
Para este ano, o Bolsa Família tem R$ 28,11 bilhões. O montante é superior aos R$ 26,41 bilhões gastos em 2015. Durante as discussões do Orçamento deste ano, a Comissão Mista de Orçamento tentou cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família, alegando que o atendimento aos atuais beneficiários não seria prejudicado, mas o governo negociou para reverter a proposta.

Shopping de BH recebe corrida de bebês em evento dedicado aos Jogos Olímpicos 'Rio 2016'


Iniciativa visa aproximar público do shopping da realidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos
Iniciativa visa aproximar público do shopping da realidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos
Uma iniciativa do Boolevard Shopping invadiu com fofura a praça de eventos do local nesta tarde de sábado. Foram 30 bebês de seis meses a um ano, divididos em cinco baterias com premiação para os três vencedores de cada uma delas, participando de uma Corrida de Bebês. A atividade faz parte do projeto Arena Rio 2016
Além da corrida, os bebês participantes ganharam brindes no ato da inscrição. Segundo o gerente de Marketing do shopping Paulo Ceratti, a Corrida de Bebês foi apenas mais uma atividade de uma programação ainda maior com foco nos Jogos Olímpicos Rio 2016. ” As crianças se divertem e quem assiste curte ainda mais. Com isso, atraíamos também mais público para a Arena Rio 2016, que está muito interessante”.
Arena Rio 2016
A Arena Rio é uma atração que ficará no Boulevard Shopping BH até o dia 1º de maio. O espaço promove várias atividades e traz informações sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontecerão em agosto no Rio de Janeiro. Além disso, uma exposição sobre as Olimpíadas está disponível para visitação. O espaço tem entrada gratuita e está montado na Praça de Eventos do shopping, no Piso 1, durante todo o horário de funcionamento.
Durante três semanas, o público que visitar o espaço terá uma experiência interativa com todo o cenário. No local, o visitante encontrará vídeos sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016; um teste de personalidade que indica qual o esporte mais combina com o perfil do participante; e uma exposição que inclui o uniforme oficial do Time Brasil, a marca da delegação brasileira em diversas competições esportivas.
A Arena Rio 2016 acontece na Praça de Eventos do Boulevard Shopping (Av. dos Andradas, 3.000), até o dia 01/05, das 14h às 20h e tem visitação gratuita.

Câmbio e volatilidade dificultam recuperação da exportação de têxtil


Setor aguardava alta nas exportações devido à valorização do dólar, mas efeito ainda não foi percebido
Setor aguardava alta nas exportações devido à valorização do dólar, mas efeito ainda não foi percebido
O cenário de alta volatilidade cambial começa a ameaçar os planos dos empresários do setor têxtil para as exportações, quando eles inicialmente esperavam que este ano seria mais propício para as vendas externas com o câmbio depreciado. Se por um lado o patamar atual do câmbio ainda tem estimulado a substituição de importação, por outro a queda no consumo doméstico impede um efeito mais significativo para a produção nacional.

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, considera que a alta volatilidade coloca alguns empreendedores em estado de maior cautela antes de investir para atender o mercado externo. A expectativa da Abit era de que empresários se preparassem melhor para as exportações e que um cenário mais positivo se desenharia com uma continuidade do patamar cambial favorável. "O câmbio tem um efeito enorme na questão das vendas externas, de forma quase que imediata, em termos de geração de novos negócios. O conturbado cenário atual está atrapalhando esse processo", afirmou, referindo-se ao atual momento político do País.

Mesmo com a depreciação do real ao longo de 2015, as exportações de têxtil recuaram 8,2%, para US$ 1,08 bilhão. A explicação estaria numa capacidade de reação mais lenta, na necessidade de ajustes operacionais para se atender as vendas externas.

Nos dois primeiros meses de 2016, conforme dados da Abit, o saldo negativo da balança comercial do setor têxtil encolheu, sobretudo em razão de uma redução nas importações. O saldo atingiu US$ 571 milhões de déficit ante US$ 1,075 bilhão de déficit no primeiro bimestre do ano passado. As importações saíram de US$ 1,224 bilhão para US$ 714 milhões, enquanto as exportações também caíram de US$ 149,201 milhões para US$ 142,832 milhões.

A apreciação recente da moeda brasileira, associada ao desenrolar do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, é vista como mais uma fonte de instabilidade para o setor.

Para o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, o cenário atual é de incerteza também do ponto de vista de demanda por produtos nas principais economias do mundo. "Além do processo político, há também o fato de a recuperação das principais economias internacionais ainda não estar muito nítida". Cagnin cita principalmente os Estados Unidos, que são um dos principais mercados para têxteis. A tendência de continuação da alta volatilidade pode implicar na liquidação de alguns ativos, como fechamento de fábricas ou venda para outros grupos, segundo ele.

Já no mercado interno, as grandes redes de varejo, que em média tinham cerca de 25% a 30% de produtos importados em seu portfólio, têm reduzido esse patamar e procurado mais fornecedores nacionais. O diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), Edmundo Lima, afirma que o patamar de dólar em torno dos R$ 3,50 é insuficiente para estimular uma corrida para a importação. "O produto nacional ainda se viabiliza", diz Lima. Para ele, as varejistas não devem mudar de plano já que a previsibilidade é baixa. "A volatilidade dificulta o planejamento das coleções, que são desenvolvidas com muita antecedência", acrescenta.

Esse movimento de substituição de importações esbarra, porém, na demanda doméstica fraca. O vice-presidente administrativo da Confederação Nacional de Comércio, Bens e Serviços (CNC), Darci Piana, espera que o comércio nacional tenha uma nova queda de vendas neste ano ante 2015 entre 8% a 9%. Em 2015 ante 2014, o recuo foi de 9%.

Para Lima, o efeito de redução das importações pode não perdurar caso a demanda doméstica volte a se aquecer. Ele considera que a capacidade de produção da indústria nacional não tem aumentado, o que geraria falta de oferta na hipótese de um reaquecimento das vendas no varejo.

Consulado dos Estados Unidos em BH só emitirá visto em 2017


Tamanho do prédio do Consulado dos EUA em BH provocou a prorrogação do prazo da entrega da obra
Tamanho do prédio do Consulado dos EUA em BH provocou a prorrogação do prazo da entrega da obra
Previsto para ser inaugurado no primeiro trimestre deste ano, o Consulado Geral dos Estados Unidos em Belo Horizonte teve a abertura adiada para meados de 2017. De acordo com um porta-voz da Embaixada norte-americana, o tamanho da estrutura do prédio e a queda na demanda de solicitações de visto em Minas foram os principais impeditivos para a entrega da obra na data prevista.
Enquanto isso, pedidos de emissão de passaporte registrados pela Polícia Federal aumentaram no Estado. Foram 57.715 de janeiro a março deste ano, 5.898 a mais que no mesmo período de 2015.
Anunciado em 2014, ocasião em que a embaixadora Liliana Ayalde veio a BH para assinar o contrato de locação do edifício no bairro Santa Lúcia, na região Centro-Sul, o Consulado espera emitir 8 mil vistos mensalmente. O espaço foi reservado para o governo dos Estados Unidos por dez anos, prorrogáveis por mais 20.
De acordo com o porta-voz, o Consulado-Geral de Porto Alegre, prometido em 2015, está com seus preparativos bem mais avançados, inclusive na contratação de pessoal. A justificativa é a de que se trata de um prédio menor, que demanda menos trabalho para implantação do sistema de segurança antiterrorismo protocolar em qualquer representação diplomática dos Estados Unidos.

Com o atraso, mineiros que pretendem tirar o visto norte-americano vão continuar precisando se deslocar para o Rio de Janeiro para fazer a entrevista. A coleta de impressões digitais, porém, é feita em Belo Horizonte desde 2012, quando foi inaugurado o Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) no bairro Santa Efigênia.
Estão isentos da entrevista apenas brasileiros menores de 15 e maiores de 65 anos.
Demanda
A queda na procura por viagens internacionais é observada em todo o país. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a demanda por passagens recuou 0,68% em março, depois de dois anos ininterruptos de crescimento.
As companhias aéreas seguiram o movimento de queda. Inaugurada em novembro do ano passado com três vôos semanais, a rota BH/Orlando (EUA) operada pela Azul foi suspensa no início de março. A decisão foi motivada pela alta do dólar, que afetou as receitas e aumentou gastos cotados na moeda, como com combustível.
Emissão de passaporte

Há 50 anos, Tostão tinha a sua primeira vez pela Seleção no Maracanã


Tarde de 1º de maio de 1966, um domingo. Durante a bagunçada preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Inglaterra, os quatro times (verde, azul, branco e grená) do técnico Vicente Feola fariam jogos-treino contra o Atlético e a Seleção Gaúcha no Maracanã.
Na equipe verde, a primeira a entrar em campo, às 15h30, para enfrentar o Galo, carregava o peso de ser o único mineiro na lista de 47 nomes de Feola o então garoto Tostão, na época com 19 anos.
Apesar de não ter vestido a camisa amarela, que depois o consagrou, era a primeira partida do menino revelado no campinho do conjunto IAPI, na Avenida Antônio Carlos, pela Seleção num grande estádio.
times
A programação dos jogos de 1º de maio de 1966 que foi publicada no "Jornal do Brasil"
E não era um estádio qualquer, era o Maracanã, que pela primeira vez via Tostão esbanjar a sua genialidade em seu gramado.
Ele marcou um gol diante do maior rival do Cruzeiro, mas talvez até pela emoção de pisar um palco sagrado, sua atuação não mereceu tanto destaque nas notas do “Jornal do Brasil”.
“TOSTÃO – Não foi o mesmo das outras vezes, preferindo lançar de longe, como meia-de-ligação, a ir auxiliar Célio na área. No entanto, com a bola dominada, não esconde suas virtudes de jogador habilidoso”, era a análise no “Jornal do Brasil” de 3 de maio de 1966.
Nos dois meses seguintes, a genialidade de Tostão lhe garantiu uma vaga na lista final de 22 nomes de Vicente Feola. O sonho de disputar uma Copa do Mundo e de jogar ao lado de Pelé se transformava em realidade. E o momento da estreia no Maracanã, pela Seleção, que ele não recordava, está resgatado.

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Bispo
A presença de Tostão entre os 47 nomes convocados por Vicente Feola em 28 de março de 1966, para a preáração de quase três meses para a Copa do Mundo da Inglaterra, provocou revolta em Minas Gerais.
Não pela presença do camisa 8 do Cruzeiro, que naquele momento, mesmo com 19 anos, já era um dos grandes craques do futebol brasileiro. Mas pela ausência de outros jogadores do futebol mineiro, sendo que Dirceu Lopes e Bougleaux, autor do primeiro gol do Mineirão, eram os mais reclamados.
E até Dom Serafim Fernandes de Araújo, na época Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, reclamou da falta de mais mineiros na lista de Vicente Feola. E na sua crônica no jornal católico “O Diário” ele tratou exclusivamente de futebol, afirmando que além de Tostão, merecia estar na Seleção Dirceu Lopes (Cruzeiro) e Buião e Bougleaux (Atlético).
A crônica de Dom Serafim ganhou espaço no “Jornal do Brasil”, que noticiou a crítica do bispo à convocação de Vicente Feola.
bispo
A matéria sobre a crônica de Dom Serafim no "Jornal do Brasil"
Índio
Vários casos curiosos marcaram a passagem de Tostão pela Seleção Brasileira, principalmente nas suas idas e vindas a Belo Horizonte durante o período de preparação no Brasil. Nenhum supera o do dia em que ele se preparava para embarcar para o Rio de Janeiro, para se apresentar à comissão técnica, e foi confundido por um índio do Araguaia com um deputado.
Ao ver Tostão de terno, cercado pela imprensa e pelo público, o índio Oruma pediu ao “deputado” uma ajuda financeira à sua tribo, que passava por necessidades.
Chegando ao Rio de Janeiro, uma surpresa desagradável. Seu pai, Seu Oswaldo Andrade, que foi levá-lo ao Aeroporto da Pampulha, despachou sua mala no voo errado. E quando o jogador desembarcou, em companhia de Luís Lopes da Costa, Superintendente da Federação Mineira de Futebol (FMF), foi informado do problema.
Apelido
Na primeira volta a Belo Horizonte, depois dos exames médicos no Rio de Janeiro, Tostão foi recebido no Aeroporto da Pampulha pelo pai e por um vizinho. Cercado pela imprensa, falava da sua impressão pelos primeiros dias na Seleção Brasileira.
Segundo registram os jornais da época, quando comentava sobre o apelido de Fernandel (referência ao ator e cantro francês) que lhe foi dado por Garrincha, o vizinho que acompanhava seu pai o repreendeu.
arte