MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 5 de abril de 2015

Consumidores criticam cobrança de até 10 centavos por nova sacolinha


Nova lei passou a vigorar neste domingo com fiscalização e multa.
Algumas redes decidiram não repassar o custo da embalagem.

Tatiana Santiago Do G1 São Paulo
Cartaz sobre as novas sacolinhas em supermercado de São Paulo. (Foto: Tatiana Santiago/G1)Cartaz sobre novas sacolinhas no Futurama: rede sugere uso da versão reutilizável. (Foto: Tatiana Santiago/G1)
O primeiro dia da nova “lei das sacolinhas” em São Paulo foi marcado por reclamações de consumidores que, na maioria dos casos, agora precisa pagar pelas novas embalagens biodegradáveis. O repasse do custo é opção de algumas redes na cidade e não é uma determinação da legislação.
A proibição das sacolinhas plásticas comuns foi sancionada em 2011 e somente foi regulamentada em 7 de janeiro e passou a valer neste domingo. Os novos modelos devem ser utilizados na destinação de lixo reciclável e orgânico.

Com a nova regra, os supermercados só podem oferecer as sacolinhas em modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.

Pão de Açúcar, Extra, Futurama, Carrefour e Bergamini confirmaram que as lojas localizadas na cidade de São Paulo vão cobrar pelas embalagens.
Eu acho que não tinha necessidade de cobrar, porque o mercado já ganha tanto"
Maria Luiza Ferrara,
empresária
A maioria das grandes redes da capital está cobrando entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cada embalagem fornecida ao consumidor. Os supermercados alegam que, antes da mudança, o custo por unidade era de R$ 0,04.
As redes Mambo e Záffari vão distribuir as sacolinhas gratuitamente em suas lojas.
“Eu acho que não tinha necessidade de cobrar, porque o mercado já ganha tanto”, reclama a empresária Maria Luiza Ferrara, de 54 anos.
Ela, que é proprietária de uma rotisseria, conta que fornece sacolas biodegradáveis em seu estabelecimento há 3 anos e não cobra o valor dos clientes.
Casal reclama da cobrança por sacolinhas em supermercados. (Foto: Tatiana Santiago/G1)Casal reclama da cobrança por sacolinhas em supermercados. (Foto: Tatiana Santiago/G1)
A copeira Alexandra Oliveira, de 31 anos, concorda com a troca das embalagens devido aos benefícios ao meio ambiente, mas condena o repasse do custo.
“A cobrança é um absurdo. Do jeito que as coisas andam caras e a gente tem que pagar pelo custo da sacola. Eu não acho justo”, afirmou ela, que levou sacolas retornáveis de casa.
Seu marido, o caseiro Roberto de Oliveira, de 34 anos, acredita que já paga pelo valor da embalagem. “É bacana porque não polui tanto, mas sobre a cobrança acho que não é merecido. A gente já paga muito imposto e quando a gente compra o produto o custo da sacolinha já está embutido”, disse.
A dona de casa Lara Matos, de 45 anos, compartilha da mesma opinião. “Já tá embutido no preço do supermercado, é tudo para roubar a gente”, reclamou.
Dependendo da compra acho que não faz tanta diferença e a maioria das pessoas tem aquela sacola retornável. Eu já vou deixar a minha no carro pra não ter que pagar nas próximas compras"
Fabiana Lomba,
pedagoga
Alguns consumidores foram surpreendidos com a mudança. É o caso do carpinteiro Manoel Ferreira, de 62 anos. “Fazer o quê?”, questionou ele, ao ser informado que teria que pagar R$ 0,20 para conseguir carregar suas compras.
Para a pedagoga Fabiana Lomba, de 22 anos, a cobrança não terá um grande impacto no orçamento. “Dependendo da compra acho que não faz tanta diferença e a maioria das pessoas tem aquela sacola retornável. Eu já vou deixar a minha no carro pra não ter que pagar nas próximas compras”, disse.
Na tentativa de amenizar o impacto negativo, alguns supermercados, como o Pão de Açúcar do Sumaré, que distribuía sacolas biodegradáveis gratuitamente neste domingo, decidiu adiar para a próxima segunda-feira (6) a cobrança dos consumidores. A rede Carrefour também está fornecendo as embalagens grátis neste domingo.
Caixas de papelão
Alguns consumidores adotaram medidas alternativas, como o uso de caixas de papelão, carrinhos de feira ou sacolas retornáveis.
Outras redes, como o Mambo e Záffari, não irão cobrar pela embalagem. “Eu acho que se for de graça vale a pena. É um benefício que o supermercado tem que dar, eu estou comprando e tenho que carregar. Se eu não tiver como carregar não compro”, disse o superintendente de shopping Ricardo Leça, de 52 anos.
Leça acomodava sua compra em caixas de papelão e decidiu pegar as novas sacolinhas após ser informado pela reportagem que eram fornecidas pelo estabelecimento.
Acho que temos que trazer sacolas ou essas caixinhas de plástico como que eu trago"
Fátima Coifman,
juíza
Mesmo recebendo a sacola de graça, a juíza Fátima Coifman, de 63 anos, prefere levar sua embalagem de casa.
“Acho que temos que trazer sacolas ou essas caixinhas de plástico como que eu trago”. Ela diz que não terá dificuldade para se adaptar, já que faz a coleta seletiva há mais de dez anos.

Sacolinhas
Pelas novas determinações, as sacolinhas derivadas de petróleo devem ser trocadas por modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.
As sacolas verdes devem ser usadas para descartar o lixo reciclável e as cinzas, para resíduos orgânicos e rejeitos. Tanto o comércio pode ser multado por não distribuir as sacolas corretas quanto o consumidor pode ser penalizado caso não faça a reutilização adequadas.
As multas mais altas são para o comércio: vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.
Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), o objetivo da lei não é multar. “Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo", explicou.
 

Kirchner torna pública informações secretas sobre Guerra das Malvinas


Foto: Reprodução
Presidenta da Argentina Cristina Kirchner
A presidenta Cristina Kirchner anunciou a abertura das informações secretas da Guerra das Malvinas hoje (2), na cerimônia oficial do 33º aniversário da conflito em Ushuaia. A presidenta também anunciou a criação do Arquivo Oral das Memórias das Malvinas. A abertura será feita por decreto, assinado ontem, no qual a informação será desclassificada como de segurança. O texto diz: “Suspenda-se a classificação de segurança para toda documentação de caráter não público relacionada com o desenvolvimento da guerra no Atlântico Sul.” Cristina detalhou que, pelo Decreto 503, ordenou-se que se deslassifique “toda a informação que há sobre as Ilhas Malvinas nos arquivos das Forças Armadas”. O Ministério da Defesa terá 30 dias úteis para disponibilizar a documentação para consulta pública. O Decreto 200, de fevereiro de 2012 havia avançado a respeito da desclassificação da Comissão de Análise e Avaliação de Responsabilidade do Conflito do Atlântico Sul, conhecido como Informe Rattenbach. O trabalho identificou uma quantidade importante da documentação elaborada após a finalização do informe, em dezembro de 1983. Toda a documentação encontra-se nos arquivos das Forças Armadas e tem valor histórico e cultural. Ao avançar sobre o tema, permite-se abordar a investigação das violações dos direitos humanos cometidos durante o conflito.
Agência Brasil
POLITICA LIVRE

Oposição baiana prega falta de credibilidade de Dilma Rousseff


Foto: Dida Sampaio / Estadão
Presidenta Dilma Rousseff
A pesquisa do Ibope divulgada na última quarta-feira (1o), que mostrou que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tem a aprovação de apenas 12% dos entrevistados, caiu como uma luva para a oposição, que a tem utilizado para atestar o que já vinha pregando: a falta de credibilidade da mandatária do País. Para o presidente do PMDB na Bahia e ex-ministro da Integração Nacional na gestão de Lula, Geddel Vieira Lima, a maior surpresa dessa pesquisa é “o fato dela ainda ter esses 12% de aprovação”. “Nós já falávamos isso. A economia vai mal, o povo vai mal, temos visto casos de estelionato. Lógico que as pessoas perderam a confiança na presidente”, afirma. No entanto, ele acredita que a constante queda na aprovação do governo da petista, este ano, é fruto das “promessas” feitas no período eleitoral e que não foram cumpridas nos três primeiros meses de 2015. “A população comprou uma candidata e recebeu outra na presidência. Essa pesquisa de agora é fruto da incompetência e falta de credibilidade dela. As pessoas ainda têm muito viva na memória a promessa de que ela não ia aumentar a gasolina. Mas aumentou. De que não tinha roubo na Petrobras, mas tem. E as pessoas acharam que ela faria diferente. Mas a economia está degringolando”, acrescenta. Segundo Geddel, que também já foi deputado federal, a crise de credibilidade da presidente está “completamente” atrelada ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Claro que o povo atrela a presidente ao PT. Mas, principalmente, ao ex-presidente Lula”, pontua. O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) tem opinião parecida à de Geddel. “Ela e Lula perderam a confiança da população, que descobriu que foi enganada em diversos aspectos. Perdeu-se o respeito. É o troco pela falta de credibilidade. Ela (Dilma) e seu criador (Lula) estão perdendo a confiança do povo brasileiro”, diz. POLITICA LIVRE

Hieros Vasconcelos Rego, Tribuna da Bahia

Primeiro-ministro de Israel diz que Irã tem como único objetivo a bomba atômica


O acordo de princípio alcançado na quinta-feira (2) sobre o programa nuclear iraniano é uma etapa “numa direção muito perigosa”, disse hoje (3) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusando Teerã de ter como único objetivo a bomba atômica. “O acordo é um passo numa direção muito, muito perigosa”, disse aos jornalistas o porta-voz do governo israelense Mark Regev, acrescentando que o “único objetivo” do Irã é conseguir fabricar a bomba atômica. “Não só deixa o Irã com uma infraestrutura nuclear dispendiosa como falha no fechamento de uma única instalação nuclear iraniana. Deixa o Irã com milhares de centrifugadoras para continuar a enriquecer urânio”, acrescentou Regev. Segundo Israel, o acordo permite ao Irã “investigar, desenvolver e construir novas e melhores centrifugadoras”. O grupo “5+1″ (que inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, China, França, Rússia, Reino Unido – e a Alemanha) e o Irã chegaram na quinta-feira a um acordo de princípio para resolver a questão do programa nuclear iraniano. O acordo final com os aspetos técnicos e legais tem de ser concluído até 30 de junho. O pacto permitiria ao Irã manter um programa nuclear muito reduzido e debaixo de estrito controle em troca de vários apoios econômicos e políticos. POLITICA LIVRE

Agência Brasil

Operação Cala-Boca, por Veja



Em novembro passado, o juiz Sergio Moro determinou a prisão de executivos de oito empreiteiras acusadas de saquear os cofres da Petrobras e, com o dinheiro roubado, pagar propina a políticos alinhados ao governo, sobretudo do PT, PMDB e PP. Se o mensalão resultara na prisão da antiga cúpula petista, o petrolão levava à cadeia, sob a suspeita de corromperem agentes públicos, destacados financiadores de campanhas eleitorais. Batizada de Juízo Final, essa etapa da Operação Lava-Jato era a aposta dos investigadores para chegar ao comando do maior esquema de corrupção do país. Em depoimentos formais, delatores e operadores já haviam dito que os cofres da empresa eram surrupiados como forma de levantar recursos para comprar apoio partidário ao governo. O quebra-cabeça estava quase montado. Faltava, no entanto, que um grande empreiteiro informasse quem ordenara essa transação criminosa. Faltava a identificação do chefe, do cabeça, do responsável pelo desfalque bilionário. Para esclarecer essa dúvida, o Ministério Público começou a negociar acordos de delação premiada com executivos de construtoras. Já o governo colocou ministros em campo a fim de mantê-los em silêncio. Essa queda de braço se desenrola há quase cinco meses. Investigadores e advogados de defesa compartilham da mesma análise: quanto mais o tempo passa, maior a probabilidade de um empreiteiro de primeira linha contar o que sabe e, portanto, maior a agonia do governo. Mas essa agonia, ao que parece, está perto de acabar. POLITICA LIVRE
Revista Veja

Erenice será investigada na Operação Zelotes


Foto: Divulgação
Ex-ministra Erenice Guerra
A ex-ministra Erenice Guerra está de volta ao noticiário. Novamente, sob suspeição. Nos próximos dias, a ex-braço direito de Dilma Rousseff será incluída no rol de investigados da Operação Zelotes. A Polícia Federal e a Procuradoria da República apuram a atuação de uma quadrilha que comercializava decisões Carf, reduzindo ou cancelando multas aplicadas pea Receita Federal. O prejuízo é estimado em R$ 19 bilhões —uma cifra que deixa a roubalheira da Lava Jato no chinelo. O Carf é uma espécie de tribunal no qual são julgados os recursos contra multas aplicadas pelo fisco. Integram-no representantes do governo e dos contribuinte. Em troca de gordas propinas, um grupo de lobistas, advogados e membros do próprio conselho vinham conseguindo obter veredictos favoráveis, em prejuízo da Receita. Entre os documentos apreendidos nas batidas policiais deflagradas há duas semanas, há uma procuração que levou os investigadores até Erenice, informam os repórteres Rodrigo Rangel e Robson Bonin. O documento revela que a ex-ministra mantinha uma parceria com um personagem que os investigadores acreditam ser um destacado membro da quadrilha do Carf, o advogado José Ricardo da Silva. Ele ocupou um assento no conselho de recursos da Receita até fevereiro do ano passado. Apreendeu-se também um contrato firmado entre Erenice e a subsidiária brasileira da Huawei, empresa chinesa da área de telecomunicações. Leia mais no Blog do Josias. POLITICA LIVRE
Josias de Souza, Blog do Josias

Diplomacia dos EUA confirma participação de Obama na Cúpula das Américas


O Departamento de Estado norte-americano confirmou hoje (4) a participação do presidente Barack Obama na reunião da Cúpula das Américas, marcada para os dias 10 e 11 de abril, na cidade do Panamá. De acordo com a diplomacia dos Estados Unidos, durante o encontro Obama deve interagir com o presidente de Cuba, Raul Castro, embora não esteja programada uma reunião bilateral. “Ao decidir participar da reunião, o presidente Barack Obama sabia que Cuba tinha sido convidada e que haveria uma interação. Os dirigentes estarão juntos a maior parte do tempo. Haverá, portanto, um intercâmbio com Raul Castro”, declarou a secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson. Segundo ela, além do encontro bilateral com o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, nenhuma outra reunião está programada. “Portanto, não sei exatamente que tipo de interação ocorrerá”, acrescentou a diplomata. A Cúpula das Américas, com a presença de 34 chefes de Estado, assume um destaque particular por ocorrer após o anúncio histórico, em 17 de dezembro, da restauração das relações diplomáticas entre Washington e Havana, depois de meio século de tensões herdadas da Guerra Fria. Em janeiro, fevereiro e março, representantes dos dois países participaram de encontros oficiais para o restabelecimento das relações diplomáticas e reabertura das embaixadas. A intenção do governo norte-americano era reabrir a chancelaria em Havana antes da Cúpula das Américas. Cuba faria o mesmo com a embaixada nem Washington. Entretanto, o Departamento de Estado indicou ser pouco provável que as respetivas embaixadas sejam reabertas até a realização da reunião. POLITICA LIVRE
Agência Brasil

Comissão ouve Temer e presidentes de partidos sobre reforma


Foto: Agência Brasil
Presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer
O presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, participa na terça-feira (7), às 14h30, na Comissão Especial da Reforma Política da Câmara, de audiência pública sobre um novo sistema político a ser votado pelo Congresso. Temer foi convidado pela comissão e confirmou presença para falar de sistemas eleitorais e financiamento de campanhas. Também na terça-feira pela manhã, os deputados da comissão debaterão o tema com os presidentes do PRB, Marcos Pereira; do PPS, Roberto Freire; do PSOL, Luiz Araújo; e do PHS, Eduardo Machado. De acordo com o relator da reforma política na comissão, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), autor do requerimento para audiência, os debates têm como objetivo o fortalecimento dos partidos políticos. Segundo ele, não seria razoável deliberar sobre um novo sistema político-partidário “sem ouvir os dirigentes nacionais dos partidos políticos com representação no Congresso Nacional”. A comissão marcou para quinta-feira (9), às 9h, nova audiência pública com o cientista político Bruno Speck, que debaterá com os deputados a reforma política, com destaque para sistemas eleitorais e financiamento de campanhas. POLITICA LIVRE

Iolando Lourenço, Agência Brasil

STF retoma julgamento sobre lei que regulamenta organizações sociais


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta semana, após o recesso de Páscoa, o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei das Organizações Sociais (9.637/98), na ação impetrada pelo PT e PDT, em 1998, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Os partidos questionaram, principalmente, a dispensa de licitação em contratos entre a União e organizações sociais. Na época, os partidos alegaram que a lei é inconstitucional e transfere responsabilidade do Poder Público para particulares, ofendendo os princípios da legalidade e do concurso público na gestão de pessoal. O processo tem dois votos a favor da derrubada de parte da lei. O julgamento será retomado com voto vista do ministro Marco Aurélio. Também estão pautadas para as próximas sessões propostas de súmulas vinculantes e de ações diretas de inconstitucionalidade que aguardam julgamento, depois de pedidos de vista. Foram pautados até o momento cerca de 50 processos para as sessões de quarta (7) e de quinta-feira (8). Entre eles, somente um trata de assunto penal. O plenário deve julgar um recurso do ex-deputado federal Romeu Queiroz, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, para ter direito a cumprir regime aberto, sem o pagamento da multa aplicada no julgamento.
André Richter, Agência Brasil

Maioria dos pilotos com depressão esconde doença das empresas


A maioria dos pilotos que sofrem de depressão oculta a doença das companhias e das autoridades aéreas, segundo um estudo divulgado hoje (5) pelo jornal alemão Bild. O problema veio à tona após a queda do avião da Germanwings, com 150 pessoas a bordo, no último dia 24, na região dos Alpes franceses. O copiloto da companhia, Andreas Lubitz, que teria deliberadamente derrubado avião, que fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Dusseldorf (Alemanha), sofria de depressão e, segundo a investigação em curso, fez buscas na internet sobre métodos de suicídio na véspera da viagem. Segundo o estudo divulgado pelo Bild, o caso de Andreas Lubitz não é único entre os pilotos, que procuram esconder os problemas de saúde dos seus superiores. A análise, do diretor do Departamento de Medicina da Organização Civil Internacional da Aviação, Anthony Evans, datada de novembro de 2013, revela a existência de déficits graves no acompanhamento dos pilotos em matéria de saúde mental. De acordo com o estudo, cerca de 60% dos pilotos que sofrem algum tipo de depressão decidem continuar a voar sem comunicar aos empregadores. Com base na análise de 1.200 casos de pilotos com depressão, o trabalho de Evans revela que cerca de 15% dos profissionais optam por tratar-se em segredo com medicamentos que conseguem por seus próprios meios, e apenas 25% declaram ao empregador que está fazendo tratamento. POLITICA LIVRE

Agência Brasil

Quem paga pelos erros da Dilma? Você! Agora, governo aumentará PIS e COFINS!


Dilma Rousseff erra, você paga. Essa passou a ser a regra. A novidade foi aumentar também PIS e COFINS para o ajuste de contas - diante do descontrole do governo.

Kindle
ihrapaz
Leiam trecho de reportagem do Estadão, por Adriana Fernandes:
“Para reforçar o caixa, o governo prevê arrecadar, até o final do ano, R$ 2,7 bilhões com o aumento do PIS e da Cofins sobre as receitas financeiras de empresas em 2015. A medida afetará 80 mil empresas em todo o País, segundo nota da Receita Federal publicada nesta quinta-feira.”
Não se trata apenas de “reforçar o caixa”, mas sim tentar ajustar as contas depois do próprio governo cometer tantos erros. O desastre na política econômica praticamente obriga a isso, fazendo com que os cidadãos paguem pelos tropeços de Dilma. Resultado: as empresas mais oneradas precisarão cortar gastos, o que provavelmente significa mais desemprego.
Tenhamos forças.

Governo de Minas nomeia mais dois que são réus por corrupção


Pimentel não quer nem saber. Se é petista, vai logo nomeando.
Deu em O Tempo
O Governo de Minas nomeou, na terça-feira (31), dois políticos envolvidos em escândalos de corrupção para ocuparem cargos na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor). José Benedito Nunes (PT), ex-prefeito de Janaúba e que integrará a pasta na região do Vale do Mucuri, é acusado de desviar R$ 300 mil do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais quando comandava a administração municipal. Ele, que chegou a ser preso pela Polícia Federal durante a operação Violência Invisível, realizada em 2013, ainda responde ao processo.
As ações continuam em curso na Comarca de Janaúba e, atualmente, se encontram em fase de instrução. José Benedito Nunes também foi denunciado, em 2013, por ter imposto um dano ao erário de R$ 3,5 milhões. Na época, os promotores acusaram Benedito de ser um dos chefes do esquema criminoso de falsificação e venda de títulos falsos da dívida pública federal. Ele teria, inclusive, falsificado um documento da Receita Federal.
Outro nomeado no governo Fernando Pimentel que possui histórico criminal é o ex-vice-prefeito de São Romão Herbert Levi Pereira Nunes (PCdoB), que chegou a ser cassado, em 2013, por abuso de poder. Na época, Herbert foi acusado, junto com o então prefeito Leonardo Ribeiro (PMN), de ter entregue dinheiro a eleitores em troca de votos na eleição municipal de 2012. Além disso, eles teriam contratado o ex-prefeito da cidade Lúcio José Resende dos Santos (PMN) para realizar serviços de topografia em período vedado, fato que beneficiaria a candidatura de Leonardo Ribeiro. No ano passado, o TRE decidiu por afastar a sanção de inelegibilidade, mantendo apenas a denúncia a respeito da contratação ilegal.
PRÁTICA USUAL
Não é a primeira vez que o governo estadual nomeia pessoas com perfis polêmicos para esta secretaria. No início de março, o blog Aparte denunciou a nomeação do ex-prefeito de Virgem da Lapa Averaldo Moreira Martins (PT), que responde a processo por improbidade administrativa e chegou a ter os bens bloqueados a pedido do Ministério Público, como diretor do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais.
Questionada a respeito das nomeações de José Benedito Nunes e de Herbert Nunes, a Sedinor informou, por meio de nota, que “não há nenhum impedimento jurídico para as nomeações citadas”. Além disso, a secretaria afirma que, com a absolvição de Herbert na ação de inelegibilidade, em 2014, ele está apto para assumir qualquer função pública. A pasta informa ainda que José Benedito já apresentou todas as provas de que desconhecia qualquer irregularidade n a aquisição de títulos da dívida pública federal pelo município.
“A Sedinor afirma que todas as nomeações atendem a critérios técnicos e políticos e que, pela capacidade de gestão já comprovada, ambas as indicações apresentam plenas condições de exercício dos cargos”.
(texto enviado pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)

Não somos “contribuintes”, somos eternamente “extorquidos”


https://meninadenegocios.files.wordpress.com/2013/12/charge-ir.jpgPedro Ricardo Maximino
Só não ouve a voz das ruas quem acha cômodo se fazer de surdo. Neste período de declaração do Imposto de “Renda” da pessoa física (atingindo o fruto do trabalho e único meio de sobrevivência a duras penas), é evidente que vivenciamos uma tributação regressiva, em que um trabalhador comum paga caro e não vê retorno no nosso fraudulento “estado de bem estar social”.
Somando-se aos demais tributos e aos constantes desvios, não nos sentimos contribuintes, mas extorquidos, violentados, currados de um lado por juros exorbitantes e de outro por tributação injustificável para manter os luxos da nobre e soberba corte da roubalheira que exploram os três Poderes.
Todos gritam que devem ser cortados os gastos excessivos com cargos comissionados para agradar amigos e amantes, eliminando-se também os privilégios típicos de uma corte absolutista, que faz uma incrível e desavergonhada farra com nosso dinheiro, inclusive por meio de empréstimos privilegiados via BNDES (que não mais fomenta desenvolvimento econômico e social, dedicando-se a fraudes de locupletamento ilícito e pessoal).
INCENTIVO À PRODUÇÃO
Carecemos, sobretudo, de um ambiente menos massacrante para os empreendedores, com incentivo aos empresários, para que possa haver aumento da concorrência, principal fonte de regulação autêntica de preços e de elevação da qualidade. Não vivemos em um ambiente liberal, mas num protetorado estatal de pequenos grupos oligárquicos, semelhantes aos russos pós-privatizações da década de 1990, com surgimento de verdadeiras máfias, envolvidas e protegidas pelo aparelhamento estatal, sempre voltadas para o assalto e o enriquecimento pessoal.
Temos um Estado que não garante sequer a ordem pública e se finge de prestador de serviços, que mais servem ao favorecimento pessoal e aos desvios de recursos. Estamos cansados deste modelo. Queremos industrialização e tecnologia de ponta, também no meio rural, abrindo espaço para estudiosos e empreendedores brasileiros, seguindo os comprovados caminhos para o desenvolvimento nacional, que não necessita de um Estado pesado, ladrão, patrimonialista, ultraintervencionista (para beneficiar pequenos grupos e enriquecer ligados ao primeiro escalão) e conservador do atraso.
Não precisamos dessa república velha, oligarca, defensora dos interesses da própria corte e de seus amigos. Interessada na manutenção da condição subalterna e colonial do Brasil. Parem de esmagar os brasileiros e eles, sozinhos, alcançarão o desenvolvimento.

Governo Dilma não consegue ter apoio nem mesmo no PT


Carlos Newton
Nunca antes, na História deste país, se viveu uma situação política desse tipo, com um início de mandato presidencial marcado por uma confusão absoluta, em que a aprovação do governo cai a níveis jamais imaginados e a base aliada se deteriora, enquanto o principal partido da coalizão entra em transe e passa a criticar abertamente as mais importantes decisões administrativas. Nem mesmo o genial Glauber Rocha conseguiria bolar uma enredo como este, em que a realidade suplanta qualquer ficção.
O PT está completamente acéfalo, seu presidente Rui Falcão não manda mais nada e nem mesmo Lula, com todo o seu carisma e sua liderança, consegue restabelecer a ordem no partido. Na última quarta-feira, o grupo PMB (Partido que Muda o Brasil), maior força interna do PT, divulgou um manifesto de críticas ao modelo de ajuste fiscal proposto pelo governo petista de Dilma Rousseff (PT).
Elaborado para o 5º Congresso do PT, que será realizado em junho, o documento questiona por que não houve uma consulta prévia sobre as medidas a serem adotadas. “Essas práticas foram em grande parte responsáveis pelo mal-estar de muitos movimentos sociais que lutaram pela eleição da presidente e que, hoje, se encontram perplexos e frustrados com as primeiras medidas”, assinala o manifesto, lamentando que o peso das medidas econômicas tenha “recaído mais sobre os trabalhadores do que sobre outros setores das classes dominantes”.

IMAGEM ABALADA

O texto também reconhece que as recentes denúncias de corrupção “acabaram por golpear duramente a imagem da legenda” e defende que a sigla “não pode cair nessa vala comum”.
“É imprescindível que a continuada ação dos poderes da República e a própria vigilância do partido cortem a corrupção na sua raiz, se necessário na própria carne. O PT necessita sair das páginas policiais do noticiário e ficar apenas naquelas dedicadas à política”, ressalta o manifesto do grupo majoritário, ao qual pertencem Rui Falcão e o próprio Lula.
Na verdade, o governo Dilma Rousseff perdeu mesmo o apoio das bases do PT, porque as outras alas partidárias também repudiam o ajuste fiscal. Um documento divulgado pela tendência Mensagem ao Partido, a segunda maior força interna, diz que “o segundo governo da presidente se iniciou com uma clara inflexão conservadora na gestão macroeconômica, contraditória com o programa eleito”.
“É preciso superar esse impasse ou o segundo governo trabalhará, na melhor das hipóteses, com um cenário de baixo crescimento [da economia] e eventual crescimento do desemprego”, ressalta.
Traduzindo tudo isso: ninguém aguenta mais o governo Dilma Rousseff. Nem mesmo o PT.                      

Queda de Dilma no Ibope atrapalha Lula para 2018


Pedro do Coutto
Reportagem de Washington Luiz, edição de O Globo de 2 de abril, revela os resultados da mais recente pesquisa do Ibope destacando os índices de reprovação e aprovação do governo Dilma Rousseff. A reprovação atingiu 64 pontos e a aprovação apenas 12%, muito baixa. O levantamento inclui a parcela de 24% que optou por considerar regular o desempenho. Esses números coincidem com o da pesquisa do Datafolha recentemente divulgada através da Folha de São Paulo. A pesquisa do Ibope foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria.
É claro que o resultado incomodou o Palácio do Planalto, como a reportagem de O Globo assinala, comprovando a necessidade de a Presidente da República mudar o rumo central de sua administração. Sobretudo porque o índice negativo encontrado pela pesquisa é o mais baixo de todos desde 1995.
Isso prejudica não só o atual governo, mas também o projeto político do PT, uma vez que o ex-presidente Lula já anunciou publicamente sua candidatura às eleições presidenciais de 2018. Essa possibilidade, entretanto, para ser concretizada depende do desempenho de sua antecessora, pois a onda de impopularidade atual, se for mantida, abala seu projeto de Lula retornar ao Planalto.
ELEVAÇÃO DE IMPOSTOS
Some-se a isso a perspectiva de elevação de impostos admitida pelo ministro Joaquim Levy, como revelam Marcelo Correa e Cristiane Bonfanti no Globo do dia 3. O aumento de impostos atingiria o PIS/COFINS sobre aplicações financeiras e comercialização de diversos produtos. O tributo, que desde 2004 encontra-se na tarifa zero, passaria a 4,6%. Evidentemente tal elevação seria repassada aos preços a serem pagos pelos consumidores, o que logicamente terminaria afetando o mercado de consumo. O projeto do ministro da Fazenda, revelaram Marcelo e Cristiane, está embutido no esquema do ajuste fiscal, cuja aprovação depende do Congresso Nacional.
Os repórteres verificaram a composição percentual do chamado ajuste fiscal: 2/3 decorrentes da elevação de tributos e 1/3 decorrente do corte de despesas. O aumento de impostos, como classificou o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, seria uma espécie de pagamento de contas, pelo atual governo, das dívidas contraídas ao longo do governo passado.
REFLEXOS POLÍTICOS
Ocorre que a presidente da República é a mesma e que os reflexos políticos serão acrescentados à sua conta em matéria de credibilidade e aprovação popular. O resultado será, pelo menos, a manutenção dos 12% revelados pelo IBOPE, ou os 13% assinalados pelo Datafolha. A diferença estatística significa muito pouco para quase todos.
Menos para o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva que seria o principal afetado pela manifestação popular nas urnas de daqui a três anos. Motivo bastante forte para as críticas que vem fazendo ao Governo, especialmente aos ministros Aloízio Mercadante e Pepe Vargas, aos quais atribui a origem de rumos equivocados que se chocam com a realidade da opinião pública, vale dizer com o eleitorado, que lhe deu quatro vitórias consecutivas para presidência da República.
QUINTA ELEIÇÃO
Lula espera atingir a quinta eleição, mas sabe que seu projeto depende da aprovação ou desaprovação do governo daquela que o sucedeu na alvorada de um projeto de reeleições sucessivas, instituído por Fernando Henrique Cardoso em cujos desdobramentos inesperado, naquela ocasião, terminou beneficiando e quase eternizando a supremacia do PT nas urnas.
Mas esta visão está desaparecendo em função principalmente dos escândalos da Petrobrás e do envolvimento da legenda nas revelações cada vez mais intensas e sucessivas. Somando-se a isso a reprovação atual de Dilma Rousseff, torna-se difícil a Lula obter a quinta vitória da série do poder. Assim ele está dependendo de uma mudança nos rumos do governo. Sem essa mudança, a quinta vitória passa a ser, como disse o poeta, um sonho de uma noite de verão.

Lula e Dilma no papel de “Exterminadores do futuro”



Fernando Canzian
Folha
O ex-presidente Lula e sua criatura, Dilma Rousseff, vêm acusando cada vez mais o golpe que se auto-infligiram nos últimos anos, com escândalos no campo criminal e atrocidades na economia.
“O PT não pode ficar acuado diante dessa agressividade odiosa”, disse Lula nesta semana. E conclamou dirigentes do partido a aprofundar relações com movimentos sociais como CUT e MST.
O isolamento de Lula e do PT fica evidente quando apelam a movimentos que defendem justamente o contrário do que a presidente diz que vai fazer.
Dilma recriada pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda) agora promete um “grande corte” nos gastos públicos. E só, não passa disso. “Agora é nossa vez, vamos conter os gastos”, diz a presidente.
É a mesma pessoa que em 2005 (na Casa Civil) tachou de “rudimentar” proposta de equilibrar o déficit público no longo prazo e que, nos últimos 12 meses, permitiu que ele dobrasse.
TAMANHO DO ATRASO
Os movimentos de Lula e Dilma mostram o tamanho do atraso político e econômico em que estão metidos. Como ficaram ultrapassados e estão caindo de podres.
Anacronismo de Lula ao apelar para o “exército” datado do MST de João Pedro Stedile em oposição a manifestações de rua gigantescas; e derrota total de Dilma ao enterrar sem cerimônia toda e qualquer agenda sua para dar carta branca a um ministro que considera que ela age “não da maneira mais efetiva”.
No caso da presidente, a “tomada de poder” por Eduardo Cunha (na Câmara) e Renan Calheiros (no Senado) tem menos a ver com sua irrisória popularidade do que com um vácuo total de agenda e ideias para o país.
Depois de 30 anos de redemocratização e 20 de estabilização econômica é como se chegássemos no futuro voltando ao passado. E sem projeto de futuro.

10 comments

  • Fazem deste país uma zona, é impressionante a cara de pau destes canalhas, ainda aparecem na mídia como se nada tivesse acontecido, metem a mão em fortunas, enviam para paraísos fiscais e vivem vida de nababo, eles e seus familiares, são verdadeiros “VAMPIROS” do povo brasileiro, mas vejo um corporativismo claro em todos os setores, executivo, legislativo e judiciário, agora mesmo, vejo um judiciário vergonhoso, não se preocupam com o cidadão, se vai morrer ou se até o processo findar se estará vivo, é um absurdo termos uma justiça conivente com este sistema, tudo no Brasil tem uma lógica, a politicagem, fazem leis para ferrar e sugar o sangue do povo, pobre povo que ainda acredita nestes crápulas.
  • DIA 12 PRÓXIMO, ESPONTANEAMENTE,
    TODOS NAS RUAS E PRAÇAS DO BRASIL !
    LEVE MAIS UM, OU MAIS DOIS, OU MAIS TRÊS, OU MAIS . . .
  • Li agora no 247 que o atual ministro da Educação, em 2009, já recomendava a união PT-PSDB… deve ser o começo… tão iguais… vai ser divertido…
  • Mauro Julio Vieira
    É de vomitar as tripas quando esse criminoso , chefão da quadrilha no poder, que é a própria encarnação do ódio, reclama do ódio contra os crimes de seu partido.
  • Mauro Julio Vieira
    O ódio da esquerda à classe média “burguesa”
    Rodrigo Constantino (Blog Veja)
    Em sua coluna de hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli defende a importância da classe média (ou classes médias, pois é impossível considerá-la algo monolítico) para o avanço da democracia. Usando como pano de fundo a conhecida declaração de Marilena Chaui sobre seu ódio à classe média, Demétrio combate a tentativa de parte da esquerda de condenar toda uma classe para impedir as críticas legítimas ao seu governo.
    Os “coxinhas”, como ele lembra bem, foram os responsáveis por vários movimentos históricos que desafiaram regimes opressores e tirânicos. Diz Demétrio:
    Chaui, uma professora de classe média, odeia seus colegas, seus alunos, seus amigos –e a si mesma. Entretanto, ela não entende a classe média, nem no registro sociológico, nem no histórico.
    Sociologicamente, a classe média não é una, mas diversa. O crescimento econômico e a modernização social acentuam a diversidade das classes médias (assim, no plural), borrando as fronteiras que as separam dos trabalhadores assalariados. Nas democracias opulentas do Ocidente, esses segmentos compõem a maioria da população.
    Como explicou Timothy G. Ash, a mensagem das revoluções de 1989 no leste europeu era “queremos também ser de classe média, no mesmo sentido em que os cidadãos da metade mais afortunada da Europa é de classe média”. A tentativa de definir a classe média por uma coleção de adjetivos derrogatórios é uma prova, entre tantas, dos efeitos obscurantistas do pensamento ideológico.
    E a ideologia pode ser mesmo uma máquina de destruição de fatos. Indivíduos de todo tipo compõem a tal classe média, mas se há algum denominador comum, como observa Demétrio, é a relativa autonomia em relação ao poder estatal, em contraste com os grupos organizados típicos da esquerda radical. “Daí o incontido ódio da filósofa: as classes médias não se amoldam à caixinha dos partidos que anunciam a salvação do povo”, resume.
    O pensamento classista atende aos interesses ideológicos do revolucionário pois lhe permite olhar para o próximo de carne e osso como nada menos do que um representante da classe inimiga. Ajuda na hora de agredi-lo ou mesmo exterminá-lo, com menos peso na consciência. Não é o João ou a Maria que se está atacando, mas “o burguês”. Os nazistas adotaram a mesma tática com “os judeus”.
    Já mostrei aqui que somente o indivíduo é o agente da história, ao contrário do que “pensam” os marxistas, vidrados no conceito de classe. Publiquei também um ótimo texto de Flavio Morgenstern sobre a farsa das “classes sociais”. O ódio da esquerda radical à “classe média”, associada por ela à “burguesia”, é uma forma abjeta de trocar gente de carne e osso, com todas as suas complexidades, por abstrações vazias que servem ao propósito dos revolucionários sedentos por poder. Roger Scruton, em Pensadores da Nova Esquerda, foi direto ao ponto:
    Supõe-se que a burguesia seja um tipo de agente moral coletivo, que realiza e sofre ações em conjunto, e que pode por estas ações ser louvada ou culpada. Sem esta suposição, torna-se incoerente acusar a burguesia de injustiça ou ressentir-se de seu domínio. Também se torna incoerente – e, na verdade, imoral – ressentir-se, punir ou (por exemplo) expropriar alguém como membro da burguesia. Em outras palavras, sem o pressuposto da burguesia como um agente corporativo, a torrente de emoção radical fica obstruída. O fluxo livre de ressentimento radical requer a personificação da burguesia.
    […]
    Ademais, ser um proletário ou um burguês torna-se um atributo moral, parte de seu caráter: você é considerado virtuoso ou corrupto por pertencimento a sua classe social. (Para se chegar a essa conclusão emocional, a consciência socialista precisa evitar uma série de fatos desconfortáveis: por exemplo, o fato de que uma pessoa pode ser ao mesmo tempo empregador e empregado, ou ser empregado hoje e empregador amanhã; e o fato de que a ordem “burguesa” madura lança toda propriedade num fluxo de titularidade mutável; e estabelece uma recompensa para o desenvolvimento de qualquer habilidade. Reconhecer estes fatos, no entanto, é olhar além do mito da “luta de classes”.)
    […]
    Foi a inspiração nestes sentimentos “classistas” que levou ao “massacre dos kulaks”, à “revolução cultural”, e à “purificação” da ordem social exercida por Pol Pot, no Camboja. Apesar disso, o charme da teoria permanece absoluto e avassalador.
    E quem poderia negar isso observando o comportamento de Marinela Chaui e de tantos outros petistas? Como discordar de Scruton quando vemos a grande quantidade de gente que simplesmente evita olhar para os manifestantes nas ruas, enxergar os diversos críticos do governo Dilma, preferindo aderir ao rótulo pejorativo de “coxinhas”, uma mera adaptação do velho “burguês”?
    Rodrigo Constantino
  • 30 anos de democracia e 20 planos econômicos. O último dos quais estava indo para o brejo em 2002, com uma inflação de 12,5%aa, dolar à R$ 4,00, FMI com aportes semestrais, desemprego na faixa de 20%, salário mínimo abaixo de US$ 100,00. Mas, graças a Deus e ao PT, fomos salvos. Hoje com o mundo todo às voltas com problemas economicos, o Brasil está seguro, com reserva, investimentos em todas as áreas. Caos, fim do mundo, onde?
  • Só
    se for em Cuba.
  • Alguem tem de defender os petralhas. Afinal, toda unanimidade é burra.

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Rombo na caverna do Ali Babá


Carlos Chagas
A febre privatizante dos tempos do governo Fernando Henrique chegou às raias da irresponsabilidade, conforme afirmação de um de seus ministros. Era preciso facilitar o financiamento de grupos privados empenhados em adquirir patrimônio público, já que dinheiro eles tinham muito pouco. O BNDES abriu seu cofre, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, também, mas mesmo assim não dava. Os compradores queriam comprar patrimônio público com dinheiro público, um negócio pirata que nenhuma CPI conseguiu investigar, porque quem mandava no Congresso eram os tucanos.
Para fechar a lambança, alguém lembrou dos fundos de pensão das estatais, verdadeiras fortunas amealhadas com a poupança de dezenas de milhares de funcionários que todos os meses contribuíam com parte de seu salário, imaginando dispor de uma aposentadoria mais justa, complementar. Era o governo que designava os gestores desses fundos, tornando-se fácil que se dispusessem a aplicar o vasto montante sob seu controle onde o palácio do Planalto mandasse, como nas privatizações.
A PRÁTICA CONTINUOU
Veio o governo do PT, passando a nomear companheiros para presidir os fundos, e a prática continuou. Claro que não mais para impulsionar as privatizações, mas para onde o Lula e sua turma indicassem. Acudir projetos oficiais, ajudar grupos em dificuldades e, certamente, partidos políticos. Não se tratava apenas de encontrar boa destinação para garantir o futuro dos funcionários das estatais, pois os empréstimos produziam juros, mas, em especial, socorrer empreitadas duvidosas e amigos em dificuldade. Com a eleição de Dilma, tudo continuou como antes. Os fundos de pensão eram a caverna do Ali Babá, onde os detentores do poder iam encontrar recursos mais do que vultosos, destinando-os às suas aventuras e fracassos.
O escândalo estourou semana passada. Os fundos dos funcionários dos Correios, da Petrobrás, da Caixa Econômica, do BNDES, do Banco do Brasil e de muitas outras empresas públicas investiram em bancos falidos, obras inviáveis e aventuras descabidas, até no exterior, tudo por ordem lá de cima. Resultado: estão falidos. O dinheiro das aposentadorias sumiu. Os funcionários atuais precisarão contribuir com adicionais extras, também   tirados de seus salários, para tentar a recuperação de seu futuro. O total do rombo ultrapassa os 30 bilhões de reais.
Trata-se de um logro monumental. Uma vigarice que nada fica a dever a mensalões e petrolões. Com a diferença de que a Polícia Federal e o Ministério Público não podem entrar nesse sistema fechado de previdência complementar. A lei dispõe que os fundos são investidores de longo prazo, correndo riscos como os demais. Azar de seus funcionários…

E agora, camaradas, vamos seguir o exemplo de Cuba?


Percival Puggina
Os governos do Brasil, Argentina e Venezuela, entre outros que dançavam ciranda-cirandinha com Cuba no Foro de São Paulo, devem estar atônitos.
Toda essa turma dos partidos de esquerda da América Latina formou seus quadros e suas milícias com corações e mentes seduzidos pelo lero-lero de Fidel Castro. Cuba, mais que o modelo, era a inspiração. Era o ponto final da peregrinação. Era Roma, Santiago de Compostela, Jerusalém, Meca das esquerdas ibero-americanas.
Por ali foram e por seus fundamentos andaram os governos de Chávez, Maduro, Kirchners, Evo Morales, Rafael Correa, Lula, Dilma e muitos outros. Depois de uma década, há mais burros n’água do que fora d’água. Aqui na nossa volta, onde a gente acompanha melhor, os três países mencionados acima, os mais ruidosos e ativos no neocomunismo, estão com as respectivas economias aos pandarecos e os governos com o prestígio no chão. Exatamente como Cuba, há mais de meio século, para quem a conhece.
Imagino, então, a surpresa de todos ao verem que os negócios daquela ilha pertencente à firma Castro&Castro Cia. Ltda. passam a ser feitos com o Império, com os ianques, com o grande satã do Norte, sob cujo guarda-chuva passaram a se abrigar os proprietários de Cuba. A imagem da charge acima é simplesmente brilhante!

Sindicalistas passaram a defender apenas interesses próprios


Jair Meneghelli ganha mais de R$ 70 mil no Sesi
Roberto Nascimento
Sinto vergonha e desprezo pelas atuais lideranças sindicais, que acreditam na falácia de pertencerem ao governo. Todos sabem que cumprem apenas um papel secundário. Quando vier a oposição de viés mais conservador, como farão para arregimentar seus filiados para a luta? Os trabalhadores perderão no futuro tanto quanto estão perdendo agora. Perda dupla, por falta de conscientização e visão do poder e suas consequências.
A passeata dos vermelhos e sindicalistas oficiais no dia 13 de março foi um rotundo fracasso. Depois, as centrais sindicais também experimentaram novo malogro, quando chamaram a classe para a luta contra a terceirização. Esse mal vem ocorrendo desde a terrível gestão de Collor, o pior governo para o trabalhador, seguido por FHC.
Então, só agora as centrais trazem o tema a lume? Isso deveria ser uma luta permanente, e não agora para criar fatos, em meio à falta de credibilidade de líderes pelegos e sem um verdadeiro compromisso com o emprego e melhoria de renda de seus filiados.
SEM PROTAGONISMO
Nunca em tempo algum, desde o governo João Goulart, quando a classe laboral tinha um protagonismo no cenário das relações entre o capital e o trabalho, os representantes do lumpesinato tiveram um sentimento de pessimismo com os inexpressivos líderes das centrais. Esse é o mal do Brasil, poucos sindicalistas estão preocupados com a melhoria das condições de vida da população. A maioria busca a carreira política e empresarial, em benefício próprio, é claro, como Jair Meneghelli, que ganha mais de R$ 70 mil mensais no Sesi, já fez operação plástica e tudo o mais.
E como fica o ajuste fiscal? O povo é penalizado com as medidas restritivas, enquanto os Poderes não param de criar despesas. Isso é incrível, fantástico e extraordinário. Um verdadeiro absurdo. O ministro da Fazenda fala aos borbotões e depois vem a público dizer que foi mal interpretado pela imprensa. Não tem coragem de taxar os ricos e as remessas de lucros, mas ainda quer que o povo aceite as medidas duras do ajuste fiscal nas costas de quem trabalha ou é aposentado?

Escândalo da Petrobras agravou a incompetência do governo



http://www.jornalnh.com.br/_midias/jpg/2015/02/11/sinovaldo_para_1202_2015_cmyk-595665.jpgJoão Valadares
Correio Braziliense

A lama de corrupção que desgastou o fim do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff e quase custou sua reeleição, após revelações bombásticas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, se avolumou nos 100 primeiros dias da segunda gestão da petista. A bola de neve dos desvios bilionários na maior estatal do país, impulsionada por novas informações sobre doações de campanha provenientes de propina, causou a paralisia completa do governo e inflamou o desejo oposicionista de tentar o impedimento da presidente.
O slogan “governo novo, ideias novas”, repetido exaustivamente durante a campanha eleitoral, foi engolido pelo fantasma da corrupção que tem assombrado o Palácio do Planalto. Em pouco mais de três meses, Dilma ainda patina para se livrar do tormento causado pelos sucessivos escândalos.
Bombardeada por todos os lados e com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no centro das denúncias, a presidente decidiu mergulhar logo após a vitória apertada no pleito de outubro do ano passado. Passou calada os 27 primeiros dias do novo governo. Nesse período, a Operação Lava-Jato parecia não ter fim. A cada dia, novas revelações minavam a base aliada do governo. Ao quebrar o silêncio após a eleição, a presidente fez um discurso frio para destacar a atuação da equipe econômica e a necessidade dos ajustes para o Brasil voltar a crescer.
Ao falar sobre corrupção, entrou em rota de colisão com procuradores da República que investigam os desvios na Petrobras, ao mencionar que era preciso combater a corrupção preservando as empresas.
“Ser capaz de combater a corrupção não significa, não pode significar, a destruição de empresas privadas. As empresas têm de ser preservadas. As pessoas que foram culpadas é que têm que ser punidas, não as empresas”, disse.
Na contramão do discurso presidencial, o Ministério Público Federal ajuizou em 20 de fevereiro cinco ações de improbidade administrativa cobrando a devolução aos cofres públicos de R$ 4,47 bilhões das empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia, Engevix e de seus executivos. A motivação da devolução são desvios de recursos de contratos surperfaturados da Petrobras investigados pela Operação Lava-Jato. Outras ações, desta vez por formação de cartel, estão sendo preparadas.
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É preciso tirar as pessoas da miséria, mas sem se aproveitar delas


Antonio Fallavena
Aqueles que dizem defender as camadas mais necessitadas da sociedade agora falam em ódio social. É a forma de se defenderem dos equívocos que cometeram na busca de ajudar os irmãos, fizeram tudo só para si e fugiram de suas reais responsabilidades.
Primeiro, eram contra os governos que “distribuíam esmolas”. Lula até denunciou isto. Quando chegaram ao poder, porém, não apenas mantiveram a prática que maldiziam, mas aumentaram as “esmolas” e não deram seguimento a segunda etapa que também cobravam dos outros: a reciprocidade. Diziam que era necessário oportunizar a melhoria cultural e intelectual dos carentes como única maneira destas camadas se livrarem das esmolas. Mas quantas famílias foram recuperadas? Basta pegar o cadastro atual e compará-lo com as relações dos últimos 15 anos.
ESCADA PARA O PODER
Para o PT, os pobres servem de escada para o poder. Alimentar os carentes e mantê-los vivos é a tarefa de primeira necessidade, para ambos os atores: os beneficiados com o “bolsa” e os beneficiados com os votos.
O discurso do ódio quem fomentou e fez crescente foi o próprio PT. Afinal, o que os petistas querem? Mais Petrobras? Mais BNDES? Mais urnas eletrônicas inconfiáveis? Mais vagas no Judiciário?
É preciso que os petistas façam um exame de consciência e assumam sua parte na corrupção que aí está. Há quem não tenha participado? Claro que sim, até acredito. Mas todos ajudaram a construir a máquina que se apoderou do Estado brasileiro para fundir a corrupção à estrutura pública e tudo o mais. Esta é a realidade.
Hoje, não basta tirar Dilma Rousseff. É muito pouco. Quem assumir terá de se comprometer com uma devassa no setor público nacional. E o mesmo deverá ser feito nos estados e municípios. É o que se espera.

PELOS MORTOS NOS CONFRONTOS COM O TERRORISMO



(Texto proferido pelo Gen Ex Armando Luiz Malan de Paiva Chaves antes da Bênção Final da Missa em Ação de Graças pela Reconciliação Nacional, celebrada pelo Coronel-Capelão Chefe do SAREX José Eudes da Cunha em 31 Mar 2015, na Catedral Militar de Brasília)
A data de hoje lembra a contrarrevolução irrompida em 1964. Porém não estamos aqui para festejá-la – embora razões haja.
A motivação que nos congraça não são festejos. É a piedade. É a lembrança e o preito de saudade, de homenagem, de oração, que prestamos aos muitos sacrificados nos embates por seu ideal, fosse no cumprimento do dever, fosse na conquista de objetivos políticos. Ou aos inocentes que pereceram na voragem dos confrontos, sem saberem o porquê de sua imolação.
A vocação brasileira para a paz e a harmonia foi combalida pela violência dos entrechoques, comparável em mínima escala aos vitimados em outros países de muito menor população. Ainda assim os números comovem. Foram mais de meio milhar os mortos, somando os de ambas as partes e os alheios a qualquer compromisso. É a eles, sem distingui-los, que elevamos nossas preces.
Conhecemos, muito de perto, na família, o ideal de jovens que, em seu entusiasmo de juventude, se deixaram levar para o confronto. Muitos pereceram na luta armada, na plenitude de seus verdes anos, alguns pelas mãos dos próprios companheiros. Não cabe hoje julgá-los, mas nos apiedarmos. Oremos por suas almas.
Camaradas de armas que prezamos foram levados a aprender a lutar em combate muito diferente do que lhes fora ensinado em sua formação. Por dever de ofício, enfrentaram conterrâneos, não inimigos estrangeiros, purgando, no fundo da alma, pela luta contra irmãos. Pagaram o preço de seu sangue e da própria vida. Assim também policiais civis e militares, embora treinados para enfrentar a contravenção. Roguemos ao Altíssimo por seu descanso eterno.
Que essa missa, de iniciativa da Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, possa nos iluminar o caminho da fraternidade. Que leguemos ao olvido nossas mágoas e caminhemos, se não para o perdão, para o esquecimento, a anistia que os poderes concederam mas os homens não aceitaram.
Gen Ex Armando Luiz Malan de Paiva Chaves

Com a assinatura de Dilma


Documentos e testemunha mostram que a presidente Dilma avalizou o contrato de montagem do Estaleiro Rio Grande, envolvido desde a sua origem em esquemas fraudulentos e por onde escoaram mais de R$ 100 milhões em propinas para os cofres do PT e aliadosPor Claudio Dantas Sequeira - claudiodantas@istoe.com.brA Operação Lava Jato já concluiu que, a partir de 2010, pelo Estaleiro Rio Grande, escoaram propinas de cerca de R$ 100 milhões para os cofres do PT e aliados. A constatação foi extraída a partir de delações premiadas, dentre elas a do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, e de Gerson Almada, vice-presidente da Engevix. A partir das próximas semanas, o Ministério Público terá acesso a um outro capítulo sobre as falcatruas que envolvem o estaleiro e, pela primeira vez, um documento com a assinatura da presidente Dilma Rousseff será apresentado aos procuradores que investigam o Petrolão. Trata-se do contrato que deu início a implementação do Estaleiro Rio Grande, em 2006. Dilma, na época ministra da Casa Civil, assina como testemunha. Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e hoje na cadeia, assina como interveniente, uma espécie de avalista do negócio.

O documento será entregue aos procuradores por um ex-funcionário da Petrobras que resolveu colaborar com as investigações, desde que sua identidade seja preservada. Ele atua há 30 anos no setor de petróleo e durante 20 anos trabalhou na Petrobras. Além do contrato, essa nova testemunha vai revelar aos procuradores que desde a sua implementação o Estaleiro vem sendo usado para desviar recursos púbicos e favorecer empresas privadas a pedido do PT. Na semana passada, a testemunha antecipou à ISTOÉ tudo o que pretende contar ao Ministério Público. Disse que o contrato para a implementação do Estaleiro é fruto de uma “licitação fraudulenta, direcionada a pedido da cúpula do PT para favorecer a WTorre Engenharia”. Afirmou que, depois de assinado o contrato, servidores da Petrobras “foram pressionados a aprovar uma sucessão de aditivos irregulares e a endossarem prestações de contas sem nenhuma comprovação ou visivelmente superfaturadas”. Um mecanismo que teria lesado a estatal em mais de R$ 500 milhões.
O contrato que os procuradores irão receber foi assinado em 17 de agosto de 2006. O documento tem 43 páginas e trata sobre a construção física do estaleiro. De acordo com as revelações feitas pelo ex-funcionário da Petrobras, para escapar do rigor da lei das licitações, a estatal incumbiu a Rio Bravo Investimentos DTVM de conduzir a concorrência. O processo licitatório, segundo a testemunha, foi dirigido de modo que a WTorre superasse outras gigantes do setor e fechasse um negócio de R$ 222,9 milhões para erguer a infraestrutura física do estaleiro adequado à construção de plataformas semi-submersíveis. “A Camargo Corrêa chegou a oferecer uma proposta melhor do que a da WTorre, mas depois a retirou e apresentou outra com valor muito maior”, lembra o ex-funcionário da estatal. “A gente ouvia que a WTorre estava ajudando o PT em São Paulo e deveria ficar com a obra. Havia uma forte pressão da cúpula do PT”. O ex-funcionário da Petrobras não diz nomes, mas os procuradores da Lava Jato têm informações de que o ex-ministro Antônio Palocci seria o consultor da WTorre nessa operação. Tanto Palocci como a empreiteira negam. A WTorre afirma que participou de uma concorrência absolutamente regular, cumpriu com sua parte no contrato e posteriormente vendeu os direitos de exploração do estaleiro.
Finalizada a concorrência para a montagem do Estaleiro, a Rio Bravo voltou à cena, segundo a testemunha, tornando-se gestora do negócio e adquirindo os direitos decorrentes da construção e do contrato de locação por dez anos. “A Rio Bravo converteu esses direitos em quotas do fundo imobiliário que foram adquiridos pela Petrobras (99%). Deu-se então outra operação heterodoxa: uma emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), gerando assim uma receita antecipada para os envolvidos na negociação. Em contratos públicos, normalmente a empreiteira só recebe após a comprovação de que realizou determinada etapa de uma obra. Nesse caso, o dinheiro caiu antes na conta”, afirma a testemunha. De acordo com o ex-funcionário, “a Petrobras assumiu todo o risco e bancou 80% do empreendimento”. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho, toda a operação precisa ser apurada. “A presidente Dilma referendou um contrato repleto de suspeição, fruto de uma operação extremamente nebulosa, ao lado de um ex-diretor da Petrobras que foi preso pela Operação Lava-Jato. Caberá à CPI e à força-tarefa da Lava-Jato se debruçar sobre esse fato”, disse o parlamentar. Mendonça Filho ressalta que o contrato entre a Rio Bravo e o Estaleiro Rio Grande “é o primeiro documento nas investigações da Petrobras com a assinatura da então ministra e hoje presidente Dilma”. Para o líder parlamentar, a Petrobras foi “irresponsável”. “Tudo isso mostra uma relação absolutamente promíscua, que claramente lesa o interesse da própria empresa e repete a conexão de alimentação ilegal do sistema político”, afirmou.
Ao revelar o que sabe para os procuradores da Lava Jato, a nova testemunha vai complicar a situação de Renato Duque e de Pedro Barusco. Segundo o ex-funcionário da estatal, em sua delação premiada Barusco omitiu o que ocorrera antes da venda do Estaleiro pela WTorre a Engevix, que conduziu as negociações para a compra dos navios-sonda, que renderam propinas de R$ 40 milhões ao PT. “A delação do Barusco se refere a algo posterior, depois que o estaleiro foi vendido pela WTorre para a Engevix e o Funcef. Mas, não sei por que razão, ele preferiu não dizer o que aconteceu antes disso”, disse o funcionário. Barusco, segundo a testemunha, acompanhou a obra do estaleiro desde a assinatura do contrato de 2006. “Tivemos algumas reuniões com ele. Era muito gentil e objetivo. Fazia perguntas técnicas sobre o projeto”, lembra. Para o trabalho “político”, o sub de Renato Duque também tinha um sub, o gerente de Implementação de Projetos, Antonio Carlos Alvarez Justi, apelidado de Barusco do Barusco.
Outra fraude, revelada pelo ex-funcionário da Petrobras se refere a aditamentos milionários. De agosto de 2006 a setembro de 2010, segundo a testemunha, foram assinados 12 aditivos, tanto para reajuste do valor do contrato como para o alargamento de prazos. Alguns desses aditivos, de acordo com a testemunha, foram justificáveis, outros não. “Sempre a decisão política prevaleceu sobre a técnica”, diz. Em 2007, a Petrobras anunciou que encomendaria ao estaleiro, além das plataformas submersíveis, cascos de navios-sonda. Com isso, o projeto precisou ser ampliado. Foi firmado um novo contrato de R$ 216,8 milhões, totalizando R$ 440 milhões. Em 2008, a WTorre entrou com pedido de um aditivo de R$ 365 milhões. “Criou-se uma comissão de negociação para avaliar o pleito e o Justi cobrou uma solução rápida. Ele estipulou o prazo de 30 dias para a comissão analisar o pleito e elaborar a minuta do contrato, algo humanamente impossível”, revelou a testemunha. Justi, de acordo com o funcionário, resistia a que o tema fosse levado ao Departamento Jurídico da Petrobras por não querer questionamentos. Nesse caso, porém, uma comissão interna da estatal reagiu. Providenciou uma auditoria nas planilhas de custos apresentadas pela WTorre revelando que pelo menos R$ 150 milhões do total do aditivo solicitado eram injustificáveis. “Eram valores sem comprovação. Custos forjados para superfaturar o valor do contrato”, afirmou o ex-funcionário. Mas o alerta feito pela comissão interna da Petrobras não surtiu o efeito desejado. Dois anos depois, conforme planilhas da Rio Bravo, o valor da obra alcançou R$ 711,6 milhões. E, graças a uma nova suplementação de recursos, ao final, a obra foi orçada em R$ 840 milhões.
Em 2010, foi anunciada a venda do Estaleiro Rio Grande para a Ecovix, uma companhia criada pela Engevix em parceria com o Funcef. Embora o negócio só tenha sido oficializado em junho, há indícios de que a transação já estava acertada nos bastidores desde o início do ano. A testemunha conta que Gerson Almada, vice-presidente da Engevix atualmente preso pela PF, foi comemorar o acerto num bar bastante reservado, localizado no interior de uma loja de bebidas no Centro do Rio. “Ele estava muito animado. Todos que estavam na mesa riam muito”, lembra. Para formalizar o negócio da Engevix com a Funcef, segundo a testemunha, Almada teria recorrido novamente aos préstimos de “um cacique do PT”. “O Almada nunca escondeu que contava com o apoio da cúpula do partido”, afirma a testemunha. À imprensa, a Engevix anunciou que todo o negócio envolvendo a compra do Estaleiro custou R$ 410 milhões. Para o ex-funcionário da estatal, “o valor real foi pelo menos o dobro.”
Com as revelações dessa nova testemunha, o Ministério Público deverá aprofundar a investigação em torno dos negócios envolvendo o Estaleiro Rio Grande. Os procuradores, no entanto, não poderão dar maior atenção ao fato de Dilma ter assinado o contrato. Caso encontrem indícios de crime no documento, todas as provas serão submetidas ao STF, dado ao foro privilegiado da presidente, que não pode ser investigado em primeira instância. No universo político a reação é outra. O deputado Mendonça Filho já adiantou que pedirá que a CPI entre no caso. A construção do Estaleiro Rio Grande já havia motivado requerimentos dos deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Eliziane Gama (PPS-MA). Valente pedirá prioridade na convocação do ex-ministro Antonio Palocci, depois que reportagem publicada na semana passara por ISTOÉ revelou que ele teria intermediado repasses ao PT a partir de consultorias para a WTorre.
O fato de assinar o contrato não implica nenhum malfeito ou crime à presidente Dilma Rousseff. No entanto, especialistas ouvidos por ISTOÉ criticam o modelo de contratação do negócio e a participação da Petrobras como interveniente no contrato assinado por Dilma. O advogado Roberto Schultz, especialista em contratações públicas, acha que é importante analisar, no conteúdo do contrato, em que base se deu a participação da Petrobras. Segundo ele, é incomum ver uma empresa estatal ou de economia mista entrando como um terceiro num contrato entre empresas privadas. Esse interveniente geralmente é um “avalista” do acordo para casos de descumprimento de obrigações contratuais. “É muito raro. É difícil imaginar que alguém de uma empresa do porte da Petrobras colocaria seu carimbo em um contrato. Quando algo é muito feio você não diz que é feio, você diz que é diferente. Acho que é o caso”, afirma. A presença de Dilma e da Petrobras no contrato, segundo ele, espelharia o nível de envolvimento desses agentes com o projeto. “Mostra que as empresas envolvidas têm muita força, muita influência política”, diz. Schultz ressalta que “não faz sentido Dilma subscrever o contrato nem como ministra da Casa Civil nem como presidente do Conselho de Administração da Petrobras”. “Conselheiro não é um cargo de administração.”
Também atuante na área de contratos empresariais, a advogada Suelen Santos avalia como “atípica” a participação de autoridades públicas como “testemunhas” no contrato. No caso, apenas “sócios” ou administradores legitimamente constituídos deveriam avalizar o negócio. Ela lembra que a presença de testemunhas é um requisito para casos de litígio. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou através de nota que a “instalação do Estaleiro Rio Grande é parte do programa de desenvolvimento da indústria naval brasileira. A produção no Brasil de equipamentos e bens para a exploração do pré-sal constitui uma grande ação de governo, gerando emprego e renda, ampliando as condições de crescimento da economia”.

Com reportagem de Josie Jeronimo

Anos de chumbo.


Cel Av MacielDevido à sua extensão ao redor do mundo, os ingleses diziam: “O sol nunca se põe no Império Britânico”. Diziam. Com a queda do “Muro de Berlim”, o comunismo acabou na Europa. Mas sobrevive na América Latina, travestido num comunismo tupiniquim, que lutamos tanto, mas inutilmente, para nos livrar. Tudo em vão. Ontem recebi um recado de um coronel-aviador dizendo para que eu deixasse de jogar merda no ventilador, e que reconhecesse que dona Dilma está ficando magra devido tanta luta e incompreensão das elites brasileiras.

Em 64 o Brasil estava uma verdadeira zona; mas não uma zorra total e do mais alto meretrício como hoje. Passamos alguns anos tentando consertar. Nada adiantou. Hoje são milhares ou milhões os que imploram nossa volta. Valeria a pena fazer tudo de novo? Sofrer novamente a ira da Igreja Católica? Dos nossos “artistas”; da imprensa; dos “intelectuais”, todos com medo da “volta dos anos de chumbo”?
Adaptar-se, ou morrer. Impossível remar contra a força da maré; contra a força de lavagem cerebral que sofrem nossos filhos, nossas maiores esperanças, ensinados a rezar pela cartilha comunista, desde as escolas mais humildes, às maiores universidades.
Enquanto isso, dona Dilma exige mais e mais sacrifícios dos brasileiros (dos pobres...), mas continua enviando milhões, bilhões de “dólares” para Cuba e outros assemelhados.
Não vejo luz no fim do túnel.