MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Milho transgênico: os EUA proíbem e o Brasil autoriza


Mauro Santayana
Hoje em Dia
A EPA, a agência de proteção ambiental dos EUA, deve aprovar, ainda neste ano, a proibição da utilização de milho transgênico em alguns lugares dos Estados Unidos, depois do desenvolvimento, pela lagarta da raiz do milho, de resistência contra as proteínas secretadas por essas plantas, que são tóxicas para os insetos que se alimentam das plantações.
A medida deverá atingir duramente os negócios da Monsanto, da Dupont e da Dow Chemical, que vendem milhões de toneladas de sementes geneticamente modificadas nos Estados Unidos e em outros mercados.
Enquanto, por lá, isso está ocorrendo, no Brasil, a CNTBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, acaba de aprovar, em reunião realizada, agora, no último dia 5 de março, a livre comercialização de dois novos cultivares de milho transgênico.
O primeiro, justamente da Monsanto, tolerante aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônia, e o outro, com tolerância a outros herbicidas, entre eles o 2,4-D, por “coincidência”, da também da Dow Agroscience, uma das outras empresas cujos produtos estão para ter seu uso limitado nos EUA.
SEM NOVIDADE
A liberação de produtos sob suspeita em países do Primeiro Mundo não é novidade no Brasil, onde muitos agrotóxicos, por exemplo, já proibidos em outras regiões do mundo, ainda são utilizados, em enorme quantidade, contaminando nosso solo, nossos rios, nossos agricultores e os próprios consumidores.
O que não dá para entender é que a CNTBio o faça com relação ao milho geneticamente modificado, com relação às mesmas empresas e ao mesmo tipo de produto, que, justamente neste momento, se encontram ameaçados de limitação de seu uso em grandes áreas dos EUA.
Compreende-se que estas empresas, sob risco de perda ou diminuição de seu bilionário faturamento por lá, estejam buscando uma maneira de substituí-lo, abrindo espaço no Brasil, o segundo maior mercado do mundo, por país, para esse tipo sementes transgênicas.
O que não se entende é como uma comissão de alto nível voltada justamente para a biossegurança, de uma nação com a importância da nossa na agricultura e no agronegócio mundial, não tenha conhecimento do que está ocorrendo nos Estados Unidos, neste exato momento, com relação a essas mesmas empresas e a esse mesmo tipo de semente.
SEM INTERCÂMBIO?
Será que o CNTBio não tem intercâmbio com instituições congêneres de outros países, como a EPA – Environment Protection Agency, e a EFSA, a Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos?
Na Europa, a liberação de um produto transgênico para plantio, pode levar 15 anos, ou mais, e custar mais de 11 milhões de euros, o que fez, por exemplo, que a Monsanto retirasse os pedidos de liberação de produtos geneticamente modificados da empresa que estavam na fila para aprovação na União Européia.
No Brasil, o tempo para aprovação é muitíssimo menor, e, como vemos, não leva em consideração o que ocorre lá fora.

PT, PSol e PCdoB vão ao Supremo contra maioridade penal


Marcella Fernandes
Correio Braziliense
A discussão sobre a redução da maioridade penal no país, um tema que divide opiniões e provoca debates acalorados em um país com 581.507 presos, teve um passo importante ontem na Câmara dos Deputados. Depois de mais de 21 anos parada, a Proposta de Emenda à Constituição nº 171, de 1993, que altera a maioridade de 18 para 16 anos, foi aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) com 42 deputados a favor do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) — favorável à admissibilidade da proposta — diante de 17 votos contra. O texto segue para análise de uma comissão especial criada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), horas após a decisão da CCJ. O grupo tem até 40 sessões para discutir o tema antes de ir para o plenário.
Partidos contrários à redução da maioridade, como o PT, o PSol e o PCdoB, estudam entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a tramitação da PEC. De acordo com o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a proposta deveria ser arquivada por alterar uma cláusula imutável da Constituição. “O artigo é muito claro ao dizer que não será apreciada proposta de emenda tendente a abolir direitos e garantias individuais e foi isso que se fez aqui hoje”, afirmou Molon.
O parlamentar alertou ainda que a decisão pode abrir portas para reduzir a maioridade ainda mais. “No fundo, o que a CCJ decidiu é que basta uma idade penal mínima qualquer, ainda que ela seja de seis meses de idade”, completou.
DIREITOS INDIVIDUAIS
O deputado Marcos Rogério defende a redução da maioridade para 16 anos e afirma que a medida não fere direitos individuais e é necessária devido a mudanças históricas. “Não estamos abolindo uma garantia. Estamos modificando um texto para se tornar mais adequado para a realidade do Brasil (…) o jovem de hoje não é o mesmo da década de 1940. Os jovens estão amadurecendo mais cedo”, afirmou. A deputada Keito Otta (PSB-SP), que teve o filho de 8 anos assassinado em 1997, afirma que a PEC dá voz às vítimas de violência e atende aos pedidos das ruas. “Estamos dando uma resposta a 93% da população brasileira que clama por esse momento. É o reflexo do pavor de serem vítimas desses menores infratores que fazem barbaridades.” Para ela, esse é um grande passo para acabar com a impunidade no país.
“Ela (a PEC) visa reduzir um direito individual, o que é expressamente proibido”, afirmou o deputado Luiz Couto (PT-PB), relator após o parecer original na CCJ, contrário à admissibilidade da proposta, vencido por 43 a 21 votos. Ele também destacou a ineficácia da medida para reduzir a violência. Segundo dados do Ministério da Justiça, menos de 1% dos homicídios foram cometidos por menores de 18 anos. Do total de jovens que cumprem medidas socioeducativas, a maioria cometeu crimes patrimoniais, como furto e roubo (43,7% do total), e envolvimento com o tráfico de drogas (26,6%).

A culpa é das empreiteiras ou dos políticos?


Francisco Menezes
Estão aos poucos desviando a verdadeira culpa dos malfeitos na Petrobras, tentando atribuí-la exclusivamente às empreiteiras. A estratégia é pintar o cenário como se as construtoras fossem ambiciosas, ladronas, só pensam no lucro. Portanto, multá-las é a salvação. Quanto aos políticos, são vítimas da pressão que a burguesia faz…
Ora, é justamente o contrário. As empresas são forçadas a entrar no jogo sujo dos políticos. Ou entram ou fecham as portas. Os políticos dominam os cargos angulares para colocar a corda no pescoço dos que produzem riqueza neste país.
O Brasil pode viver muito bem sem dois terços dos políticos, pelo menos, mas não aguenta nada sem a força produtora das empresas. Botem os políticos na cadeia, rasguem os processos das empresas. Cada construtora dessas gera milhares de empregos diretos e milhões indiretos, pagam bilhões em impostos… Que emprego um político gera? Que imposto um político paga?
E OS BISPOS?
Quanto à CNBB: aqui neste espaço sempre defendo duramente todo e qualquer comentário contrário ao cristianismo e a sua mora. Agora, precisamos ser sinceros: a postura da CNBB é lamentável. Os bispos, pelo menos os que estão no comando da CNBB, perderam a coragem, vivem com medo da esquerda, fazem de tudo para não ofender qualquer que seja ideia da esquerda…
Estes bispos há muito que adotaram ao discurso da Teologia da Libertação. Infelizmente, a Santa Igreja sempre foi e continua sendo administrada, em grande parte, por homens que usam a medida do próprio nariz como padrão maior em detrimento da libertação humana a que o Evangelho se propõe: “Vós fariseus andais mares e mares pra encontrar um prosélito e quando o encontram o fazem ser pior do que vocês”.

A madrasta da crise era a mãe do PAC

Bernardo Mello Franco
Folha
Alguém se lembra do PAC? Somadas, essas três letrinhas formavam o Programa de Aceleração do Crescimento. Turbinaram o segundo mandato de Lula e o ajudaram a vestir a faixa presidencial na pupila Dilma Rousseff.
Há sete anos, em março de 2008, Lula chamou sua então ministra de “mãe do PAC”. “É ela que cuida, acompanha, que vai cobrar junto com o Márcio Fortes [então ministro das Cidades] se as obras estão andando ou não estão”, disse, em visita a uma favela do Rio.
Dilma seguiu o script à risca. Para aparecer nas ruas, viajou o país e tirou fotos com chapéu de operário. Para aparecer nos jornais, apagou as luzes do palácio e pilotou sonolentas apresentações de PowerPoint, cheias de tabelas com números e cronogramas de obras.
A oposição dizia que o PAC era um slogan eleitoreiro e que a ministra fazia campanha antes da hora. A imprensa mostrava que as obras estouravam prazos e orçamentos. Não tinha importância. A economia estava crescendo. Os empreiteiros estavam felizes, naquele tempo lava jato era só o lugar onde alguém lavava seus carros. A mãe do PAC, que nunca havia disputado uma eleição, virou presidente da República.
PATINANDO
Desde que Dilma assumiu, a economia patina. Os números divulgados na sexta-feira mostram que o PIB médio de seu primeiro mandato foi o menor desde a catástrofe do governo Collor. O ano passado, com crescimento de 0,1%, foi o pior de todos. O ministro Joaquim Levy avisou que 2015 será ainda pior. Nas palavras dele, o país deu uma “desacelerada forte”. Se o trem estava parado, isso significa que começou a andar de marcha a ré.
O arrocho não poupa nem o programa-símbolo de Dilma, que teve suas verbas cortadas em fevereiro. A mãe do PAC virou madrasta da crise. A sorte dela é saber que não será mais candidata em 2018. O azar pode ter passado para Lula, que contava os dias até a próxima eleição.

'El País': Sindicalista argentino avisa que protestos podem se intensificar


Facundo Moyano diz que greve é alerta para sucessor de Cristina em caso de ajuste como do Brasil

Hugo Moyano é o sindicalista mais conhecido da Argentina. Já liderou quatro greves contra o governo de Cristina Kirchner. Seu filho, Facundo, também sindicalista, secretário-geral do sindicato de pedágios e deputado da oposição, resume o significado da greve atual. Acontece quatro meses antes das eleições primárias, e é um aviso não apenas para Kirchner, já de saída, mas especialmente para o novo governo, já que são esperados fortes ajustes como o vivido atualmente no Brasil. Facundo Moyano deixa claro em entrevista ao jornal espanhol El País que a greve é uma demonstração de que o caminho do próximo governo não será fácil.
Moyano diz que o objetivo principal da greve não é mandar um aviso ao novo governo em 2016 “mas claro que também pode ser vista dessa forma. Esta greve será acompanhada pela Casa Rosada, mas também por todos os presidenciáveis, que estão atentos. É uma mensagem clara: se num momento assim, com o movimento sindical dividido, fazemos esta greve, este protesto seria muito mais forte com um ajuste generalizado como o do Brasil. Agora sabem que vão ter que sentar e conversar”.
O sindicalista afirma que o atual governo, que tem maioria no Congresso “age como se a realidade não existisse”. Porém, ele diz que esses tempos vão acabar em breve. “Todas as pesquisas deixam claro que o novo Congresso vai estar dividido, sem uma grande maioria. Vão ser obrigados a sentar e conversar com o movimento sindical”.
Hugo Moyano diz que o ajuste já existe mesmo antes das eleições deste ano. “A inflação é um método de ajuste. Está sendo ajustado por ação ou omissão. Em 2014 houve uma perda de 5% do poder aquisitivo. A metade dos trabalhadores recebe 5.500 pesos (cerca de 1.950 reais). Acreditamos que vá a ocorrer uma desvalorização, em uma economia tão dependente do Brasil, o tipo de câmbio tira nossa competitividade. É preciso organizar os subsídios e uma série de fatores. Mas tudo deve ser feito com diálogo, sem que afete o bolso dos argentinos”.
Sobre a disputa política, o sindicalista diz que o legado de Juan Perón não pertence só ao governo. “A Frente para a Vitória (partido de Kirchner) quer tomar para si o monopólio do peronismo”. Segundo ele, há muito peronismo fora do governo e cita seu candidato Sergio Massa e ex-chefe de gabinete de Kirchner como também sendo peronista.
 Sobre a greve, o sindicalista diz que ela é um sucesso: “é marcante, especialmente porque até a CGT [a parte do sindicato fiel à Kirchner] deu liberdade a seus afiliados.

Oi demite 1.070 pessoas para programa de reorganização da empresa


A empresa de telefonia Oi irá demitir 1.070 empregados diretos como parte de um plano implantando no último trimestre de 2014 para reorganizar e tornar sua estrutura bem mais simples do que é. As demissões significam 6% do quadro de funcionários da empresa e irão alcançar todos os níveis dentro da própria corporação. No ano passado 150 diretores e gerentes também foram demitidos como parte do programa da empresa.
A estratégia de ajustar o quadro é do atual presidente da empresa, Bayard Contijo, para fortalecer a saúde financeira da empresa – que atualmente possui um grande endividamento – somado em cerca de R$ 34, caso seja somado os empréstimos que a empresa tem. Com o corte a empresa informou que irá cortar 20% do seu gasto relacionados ao capital humano.
Em comunicado oficial a Reuters, a Oi informou o ano de 2015 será “desafiador” para a empresa, mas que mesmo com a redução no número de funcionários a empresa de telefonia irá assegurar a produtividade. "O ano de 2015 é desafiador em todo o contexto macroeconômico do país e também no setor de telecomunicações. Considerando este cenário e os próprios desafios da companhia, a Oi desenvolveu um plano orçamentário para 2015 para assegurar ganhos de produtividade e de rentabilidade"
A Oi não é a única empresa a diminuir seu quadro de funcionários, segundo a Fenattel a Telefônica Brasil
  grupo do qual a Vivo faz parte – demitiu 1 mil pessoas em fevereiro. E no mês de março a Nextel também cortou 1 mil funcionários somente em São Paulo.

Barusco entrega provas de pagamento de propina da Odebrecht


Comprovantes indicam pelo menos 10 depósitos feitos por offshore da empreiteira

O ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, disponibilizou a investigadores da Operação Lava Jato comprovantes de depósitos feitos pela offshore Constructora Internacional Del Sur, empresa que, de acordo com os investigadores, era controlado pela Norberto Odebrecht para fazer pagamentos de propina ao esquema de corrupção na estatal.
Barusco teria recebido dinheiro da offshore em uma conta bancária aberta por ele em 2008, em nome da offshore Pexo Corporation. De acordo com ele, a Odebrecht teria depositado quase US$ 1 milhão nesta conta. Os comprovantes dão conta de pelo menos dez depósitos feitos pela offshore da Odebrecht à offshore de Barusco, em 2009.
O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, também recebeu propina por meio da mesma offshore no Principado de Mônaco. Segundo informações de O Estado de S. Paulo, a conta que era controlada pelo ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras no Principado de Mônaco recebeu em novembro de 2009 dois depósitos da offshore Constructora Internacional Del Sur S.A., no valor total de US$ 875 mil. A conta de Duque foi aberta em nome da offshore Milzart Overseas Holdings Inc., do Panamá.
Em depoimento à Justiça Federal, o doleiro Alberto Youssef disse que a Odebrecht pagava propina e apontou a Construtora Internacional Del Sur como offshore usada para remessas ao exterior. Ele informou ainda que teria recebido pagamentos por meio dessa empresa "umas duas ou três vezes".

Onde está a repulsa da sociedade com escândalo da fraude no Carf?

Não há repulsa porque falta o PT?

Se forem verdadeiras as acusações de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que estão sendo vistas pelo povo, pelos responsáveis pela segurança, pelos responsáveis pela vida pública, por todo segmento do Executivo, Legislativo e Judiciário, elas atingem um nível que faz inveja aos últimos acontecimentos da ladroeira de segmentos importantes da vida pública brasileira.
Empresas de todos os segmentos de negócios - bancos, siderúrgica, escritório de advocacia - estariam protagonizando escândalos com cifras impressionantes, e até agora não houve nenhuma manifestação pedindo CPI, ou pedindo a prisão, ou a punição ou mesmo o apressamento da PF em apontar este desvio de quase R$ 19 bilhões do erário público.
O que mais atormenta é que a instituição Receita Federal não está atingida. Seus funcionários, pela dignidade que sempre serviu de exemplo para o país, não são os responsáveis. O que se lê é que a responsabilidade vem de um conselho basicamente indicado por segmentos empresariais.
Uma pequena reflexão se faz necessária: se a denúncia fosse feita contra a Receita, com o delegado da Receita indicado por um partido político desses que mais vem sendo apontado como responsável pela grande corrupção, o teto brasileiro já teria caído.
Se for verdadeiro o roubo, as proporções indicadas são 100 vezes maiores que o mensalão e quase dez vezes maiores que o Lava Jato. Mesmo assim, não se vê, não se lê e não se ouve nada a respeito, a não ser o noticiário arroz-com-feijão.

Hospital de Betim recolhe ovos de chocolate que serão entregues para crianças internadas


Sara Lira - Hoje em Dia


Sxc.hu/Divulgação
Ovo de Páscoa 1 - sxc.hu

Para tirar o foco das injeções, remédios e dores, nem que seja por um breve momento, uma campanha recolhe ovos de chocolate para serem entregues aos pequenos internados na unidade pediátrica do Hospital Público Regional de Betim, na Grande BH.
A 'Páscoa Solidária' acontece pela primeira vez e a doação dos ovos (tamanho 15) pode ser feita até esta quinta-feira (2), na gerência de Pediatria, que fica no primeiro andar, ou na recepção geral, a qualquer horário (o funcionamento é 24h).
O hospital fica na avenida Edmeia Matos Lazzarotti, 3800, no bairro Ingá.
Atualmente 38 crianças de 0 a 13 anos estão hospitalizadas na unidade. A entrega dos ovos ocorrerá no próximo domingo (5), data de comemoração da Páscoa. Mais informações pelo telefone 3539-8268.

Hoje é o Dia Mundial da Mentira; confira as que mais bombam na rede


Clarissa Carvalhaes – Hoje em Dia


Celebrado como o Dia Mundial da Mentira, o 1º de abril é um bom pretexto pra gente lembrar aquelas farsas que se espalharam pela internet como rástlho de pólvora.
Ninguém sabe como começa, às vezes, nem como termina. Muitas são tão mal feitas que dá logo pra desconfiar, mas existem outras tão realistas que conseguem enganar o mais cético dos internautas.
Relembre a seguir um top 5 dos trotes que mais bombaram na rede. Sim, é bem provável que você tenha caído em ao menos um deles:
Turista no lugar errado
Turista no lugar errado
Aqui está uma das primeiras e maiores mentiras que ganharam fama mundial na internet. A foto mostra uma pessoa (conhecido mais tarde como "Tourist Guy") que, supostamente, estava em cima do World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001. O homem da foto é, na verdade, um turista húngaro que esteve no local durante uma viagem a Nova York em 1997. Logo após o atentado, ele fez uma montagem e enviou para alguns amigos, mas alguém resolveu compartilhar e pronto! A foto ganhou repercussão internacional.
Solidariedade, mas
Solidariedade, mas
Durante muito tempo quem viu circular pela internet essa foto ficava comovido. E não era à toa. A imagem vinha acompanhada por um texto tocante que dizia que durante um confronto entre policiais e professores em São Paulo, um dos manifestantes deixou a ideologia de lado e carregou um militar ferido no colo para salvar a sua vida, mas... Hã! Hã! A imagem é, na verdade, de um policial à paisana que tratou de ajudar um companheiro de profissão.
O maior cão do mundo
O maior cão do mundo
Em 2007, a imagem de um cão gigante passou a ocupar todas as caixas de e-mail de que se tem notícia. Chamado “Hercules”, o cachorro pesaria mais de 90 quilos e teria quase um metro só de pescoço (!!!) – praticamente um filhote de girafa! Pois sim: de tão impressionante, mas tão impressionante a notícia era que só poderia ser mentira. A imagem nada mais é do que uma montagem.
Bieber com câncer
Bieber com câncer
Um dos bambas do mundo pop da atualidade, o músico teen Justin Bieber por pouco não descabelou suas admiradoras mais fanáticas. Ou melhor, não arrancou o cabelo de todas elas. É porque em 2012 circulou na rede que o garoto estava com câncer e, claro, que não demorou muito para que fãs enlouquecidas ficassem carecas em solidariedade ao astro. A imagem utilizada no trote, para convencer as mocinhas é essa acima, em que o astro aparece careca. A foto foi feita em um programa de entrevista americano e, não, ele não ficou careca: apenas usava uma touca.
Enem cancelado
Enem cancelado
Enem cancelado 2
Eis uma mentira virtual que por muito pouco não deu um prejuízo e tanto pra muita gente. Em 2012 um usuário engraçadinho fez muitas pessoas acreditarem que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tinha sido cancelado. Tudo começou com a hashtag #ENEM2012cancelado no Twitter (veja foto). O auê foi tanto que o próprio Ministério da Educação precisou entrar na trama e desmentir publicamente e valendo-se de várias ferramentas, como o próprio Twitter, para acalmar os ânimos. E sim, em 2012 teve Enem.

Fizemos um top 10 das mentirinhas cotidianas que todo mundo conta.
Ah! Vai! Só de vez em quando...
1 - Não vou contar pra ninguém
2 - Juro que não estava sabendo
3 - Isso é para o seu próprio bem
4 - Eu liguei, mas ninguém atendeu
5 - Estou te vendendo a preço de custo
6 - Eu nem reparei que você usava peruca
7 - Não contém aditivos químicos
8 - Eu não sou candidato
9 - Isto vai doer mais em mim do que em você
10 - Dinheiro não traz felicidade
 

Arqueólogos encontram cemitério da Idade Média na Universidade de Cambridge, no Reino Unido


Mais de 400 esqueletos e quase mil partes de corpos foram encontrados no subsolo da universidade
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Arqueólogos anunciaram, nesta quarta-feira (1º), a descoberta de um cemitério hospitalar da Idade Média sob o campus da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. De acordo com os pesquisadores, mais 400 esqueletos foram encontrados no local, além de quase mil partes de corpos.
(Foto: Divulgação/Cambridge University)
As escavações começaram em 2010, na Od Divinity School, na faculdade de Saint John. No local funcionava o Hospital de St John Evangelista. Nas imagens divulgadas é possível ver esqueletos do século XIII e XV. A maioria dos corpos está enterrados sem caixões, em fileiras.

De acordo com o líder da equipe de pesquisas, Craig Cessford, todo material encontrado será armazenado na unidade de arqueologia da universidade para que novas pesquisas possam ser realizadas.
(Foto: Divulgação/Cambridge University)

Começa amanhã Operação Semana Santa da Polícia Rodoviária Federal

Policiais reforçarão a fiscalização em trechos estratégicos em rodovias federais de todo o país
Agência Brasil
Começa amanhã (2) a Operação Semana Santa, feita anualmente pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para prevenir a violência no trânsito durante o feriadão. Na ação, que vai até a segunda-feira (6), policiais reforçarão a fiscalização em trechos estratégicos em rodovias federais. Todo o efetivo da PRF, inclusive policiais que estão trabalhando na área administrativa da entidade, foi convocado para atuar no período.
Fiscalização PRF
Em rodovias de pista simples, a PRF vai restringir o horário de circulação de veículos de grandes dimensões, para aumentar a fluidez do trânsito (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Na Semana Santa do ano passado foram registrados 2.837 acidentes, sendo 417 graves. Ao todo, 140 pessoas morreram nestes acidentes.
Um dos principais objetivos da operação é coibir comportamentos de risco dos motoristas como ultrapassagens indevidas, excesso de velocidade e a mistura de álcool e direção. Os estados de Minas Gerais, Bahia e Paraná, onde ocorreram mais de 40% das mortes no feriado do ano passado, receberão apoio para o planejamento, a execução e a supervisão da operação, com reforço no efetivo, viaturas e equipamentos.
Para aumentar a fluidez do trânsito nas rodovias de pista simples, maior parte da malha viária nacional, a corporação vai restringir o tráfego de caminhões com dois reboques, veículos com dimensões excedentes e caminhões cegonha em alguns momentos. Esses veículos não poderão transitar nas rodovias de pista simples, independentemente de estarem descarregados ou possuírem Autorização Especial de Trânsito, na quinta-feira das 16h às 24h, na sexta-feira, das 6h às 12h, e no domingo, entre as 16h e as 24h.
Segundo a PRF, o motorista que descumprir a determinação será multado. A infração é média, gera multa de R$ 85,13 e quatro pontos na CNH. Além disso, o condutor será obrigado a permanecer com o veículo estacionado até o final do horário de restrição.
A ação deste ano também terá enfoque na conscientização dos motoristas. Em alguns postos, o condutor que for flagrado cometendo alguma infração será abordado e, enquanto aguarda a notificação, será convidado pelos policiais a assistir vídeos que mostram comportamentos inadequados no trânsito e as consequências dessas condutas.
Aos motoristas, a PRF aconselha que façam uma revisão atenta no veículo antes de viajar, que verifiquem principalmente pneus (inclusive o estepe), palhetas dos limpadores de para-brisa e itens de iluminação e sinalização. Além disso, a dica da entidade é lembrar de programar paradas em locais adequados para alimentação, abastecimento e descanso e sempre respeitar a sinalização e os limites de velocidade.

Aprenda a receita da Tapioca do Chefe


A fécula de mandioca, único ingrediente da tapioca, não contém gordura, sódio e nem glúten

Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Divulgação/Ilustração
Ingredientes:
-- 1 kg de goma de tapioca fresca
-- ½  kg de queijo coalho
-- 400 g de carne de seca desfiada vapza
-- 2 cebola picadinha
-- 4 dentes de alho picado
-- 100 ml de manteiga
-- 2 ramos de coentro picadinho
-- Sal a gosto
Modo de preparo:
Leve ao fogo uma frigideira antiaderente para esquentar. Vá peneirando a goma em círculos até ficar com o formato de um disco no fundo da frigideira. Vire a massa ao contrário para assar o outro lado. Reserve.
Em uma frigideira junte a manteiga e deixe esquentar, acrescente a cebola, o alho e deixe refogar, em seguida junte com carne e deixe refogar bem até a carne fica um pouco frita, reserve.
Arrume a tapioca no meio do prato, por cima do disco acrescentem a carne seca desfiada Vapza que já estar pronta.
Rala o queijo no ralo grosso, reserve.
Na mesma frigideira leve ao fogo e deixe aquecer e acrescente o queijo até formar um círculo, deixe dourar um pouco e arrume por cima da carne. Decore com um ramo de coentro.

Confira 14 sinais que o corpo dá quando contamos uma mentira


O corpo denuncia a mentira em forma de gestos e expressões involuntárias. Veja quais são elas

por
Fernanda Maranha, iG São Paulo
Publicada em tribuna da bahia
Foto: Thinkstock
O mentiroso busca sempre ser o mais convincente possível ? suas histórias são cheias de detalhes
Todo mundo conta uma mentirinha de vez em quando. Apesar de ser vista como vilã, amentira muitas vezes nos ajuda a conviver em sociedade, já que confrontar a verdade nem sempre é necessário.
Mas imagine se fosse possível detectar quando alguém está mentindo para você? Pesquisadores vêm tentando descobrir formas infalíveis de pegar mentirosos no flagra há muito tempo.
O polígrafo, aparelho também conhecido como detector de mentiras, já esteve em alta. Hoje em dia, a aposta é na detecção de microexpressões, sinais quase imperceptíveis e involuntários que enviamos todo tempo quando estamos nos relacionando, e que dizem muito mais do que as palavras que saem de nossa boca.
Usando as técnicas corretas, seria possível ler na face e no corpo sinais que contradizem o que está sendo falado. Descubra abaixo alguns deles e fique atenta.
-- O mentiroso busca sempre ser o mais convincente possível – suas histórias são cheias de detalhes.
-- Quem mente fica com as cordas vocais mais esticadas que o normal. Isso deixa a voz mais fina e fraca. Para compensar, a pessoa tenta falar mais alto.
-- O mentiroso desvia o olhar enquanto conta a sua mentira e depois passa a olhar atentamente, querendo observar se conseguiu enganar.
-- Mãos suadas indicam tensão. Quando secas, mostram que a pessoa está calma ou relaxada.
-- Em função de uma reação da adrenalina, o mentiroso fica com a garganta e boca secas, sendo comum se engasgar ou engolir seco.
-- Morder ou lamber os lábios pode ser um forte indício de mentira.
-- A palma da mão voltada para as pessoas é sinal de sinceridade, assim como os braços abertos, com as palmas voltadas para fora.
-- Erguer levemente um dos ombros pode ser sinal de mentira.
-- O mentiroso pode tocar o nariz várias vezes. Em momentos de tensão a sensibilidade da mucosa nasal aumenta, fazendo o nariz coçar.
-- Olhar para cima à direita significa que está acionando a área criativa do cérebro, portanto pode estar inventando uma mentira. Já olhar para cima à esquerda demonstra a tentativa de lembrar um fato.
-- Encobrir parcialmente a boca: traduz uma vontade de amordaçar-se. Tende a ser um gesto rápido porque exprime um conflito: uma parte do mentiroso não quer calar-se e sim continuar a mentir.
-- Falsear uma expressão facial: quando somos genuínos, usamos os músculos faciais certos para expressar uma emoção. Num sorriso moderado e falso, não aparecem os pés de galinha, as bochechas não são levantadas e os olhos ficam menos apertados.
-- Quando a pessoa fala algo positivo e nega com a cabeça ao mesmo tempo, normalmente é o corpo quem demonstra o que é verdade.
-- Responder uma pergunta com a mesma pergunta pode significar que a pessoa está tentando arrumar tempo para inventar uma história.

Moradores de Buerarema relatam coceira intensa


Depois de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, moradores de Buerarema, no sul da Bahia, também se queixam de manchas na pela e coceira intensa. A dona de casa Maria das Graças, de 54 anos, está há quatro dias sofrendo com coceiras no corpo. Ela foi ao posto saber se é dengue, por conta das manchas vermelhas na pele, mas não teve febre, um dos principais sintomas. "Estou com meu corpo coçando, mas não tive nem febre e nem dor de cabeça. Mas eu estou toda empolada", afirma. As pessoas que procuram os postos médicos da cidade com esses mesmos sintomas têm sido medicadas com soro e antialérgico, além de deixar amostra de sangue para análise. O próprio bioquímico do posto se queixou deste mesmo sintoma. "Uma coceira, empolamento. Não faço ideia. Fiz todos os exames e não deu dengue", diz Henrique da Silva. Segundo os médicos, o conjunto de sintomas que as pessoas apresentam não é compatível com casos de dengue ou da febre chikungunya. "Os casos que nós estamos diagnosticando de febre só após quatro, cinco dias, não é o típico de dengue. Dengue geralmente vem com a febre desde o início", comenta o médico Hélio Vidal. A Secretaria de Saúde de Buerarema disse que os exames enviados para o Laboratório Central em Salvador não indicaram nenhuma nova doença. "A gente está colhendo, de segunda a sexta, sorologia, encaminhando as notificações. Há um cuidado, há um zelo muito grande. A gente espera que venha informações e orientações mais precisas por parte da Dires [Diretoria Regional de Saúde] e da Sesab [Secretaria Estadual da Saúde]", relata Sara Spínola, coordenadora de Controle e Avaliação. A Sesab disse que está acompanhando os casos, mas ainda não tem um resultado definitivo do que pode estar causando o problema. As suspeitas A Vigilância Epidemiológica e a Secretaria de Saúde de Camaçari apontam duas hipóteses para explicar a doença que tem acometido os moradores: roséola e parvovírus-B19, cujos sintomas combinam com os apresentados pelas pessoas que procuraram as unidades de saúde do município. Entre os sintoma destacam-se pintas, dores e coceira pelo corpo. De acordo com o diretor da Vigilância Epidemiológica de Camaçari, Celso Joélio, até o dia 24 de março, 39 casos da doença ainda não diagnosticada foram registrados oficialmente na cidade. Amostras de sangue coletadas de alguns pacientes foram enviadas para laboratórios do Paraná e Rio de Janeiro. "Não há na Bahia laboratórios apropriados para fazer o diagnóstico da roséola e do parvovírus-B19, por isso faremos os exames fora do estado", afirma. A Secretaria de Saúde de Camaçari diz que as pessoas que apresentarem os sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para serem orientadas. (G1)

1º de abril: Dia dos Políticos?


População considera a classe política como a que mais faz lembrar a data da Mentira

por
Yuri Abreu
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Nesta quarta-feira, dia primeiro de abril, é celebrado, em todo mundo, o Dia da Mentira. Certamente, alguma vez, você já saiu contando aquela mentirinha por aí apenas para brincar com os amigos ou ouviu uma lorota bem grande. Em Salvador, os políticos foram os mais citados quando o assunto foi lembrado. Mas teve também quem criticasse a desigualdade social no país.
Quando perguntados sobre o tema, populares nem pensaram duas vezes sobre qual seria o principal foco. “Acho que é a nossa presidente dizer que está tudo sobre controle, que está tudo bem e não há motivo para preocupação”, disse o funcionário público, Otoni Gonçalves. “Não tenho a menor dúvida de que a nossa maior mentira seja o governo federal”, enfatizou a aposentada, Glória Araújo.
“Este é, sem dúvida, o dia dos políticos. Eles que, antes das eleições, dizem que vão fazer um monte de coisas, mas, quando assumem os cargos, não fazem é nada” reclamou um vendedor de assessórios para celular que não quis se identificar. Por outro lado, tem quem ache mentira falar de que o país está cada vez mais igual. “É só discurso dizer que há igualdade social, econômica e de gênero no Brasil. Acho que essa é a nossa maior mentira nos dias atuais”, falaram as estudantes do curso de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Letícia Melo e Elisane Barbosa.
INÍCIO
Dentre as muitas teorias existentes quanto ao surgimento da data, uma delas diz que tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano. Naquela época, século XVI, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos.
Segundo historiadores, antes da mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, no entanto, não gostaram da mudança no calendário e continuaram a celebrar a data como era antes. Isso acabou virando motivo de chacota por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data.
Por isso, elas passaram a fazer brincadeiras com os mais radicais, enviando-lhes convites de festas que não existiam. Porém, tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, daí o surgimento do dia 1º de abril como Dia da Mentira. Aqui no Brasil, a data começou a ser difundida em Minas Gerais, onde circulou o jornal “A Mentira”. Logo na sua primeira edição, do dia 1º de abril de 1828, foi noticiada a morte do então imperador Dom Pedro I.

Salvador e Região Metropolitana têm maior taxa de desemprego


Duzentas e vinte e sete mil pessoas estão sem emprego em Salvador e região metropolitana

por
Albenísio Fonseca
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Duzentas e vinte e sete mil pessoas estão sem emprego em Salvador e região metropolitana, segundo dados do IBGE. O índice deixa a RMS com a maior taxa de desemprego do país. O desemprego na região pulou de 9% em fevereiro do ano passado para 10,8% em fevereiro deste ano. Segundo a pesquisa do IBGE, a construção civil está entre os setores que mais demitiram trabalhadores.
Segundo Joilson Rodrigues, coordenador do IBGE, em reportagem do G1, “os problemas na economia tiveram influência direta na construção civil”. Os números citados por ele, no entanto, são inferiores aos mencionados pelo presidente do Sinduscon-Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia, Carlos Passos. Conforme Rodrigues, em fevereiro de 2014 havia 12 mil postos de trabalho a mais na construção civil do que em fevereiro deste ano.
Segundo Passos, com base no Caged-Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para o mesmo período, o desemprego alcançaria 20 mil trabalhadores em Salvador e RMS. Há divergências, ainda, entre os números apresentados pelo sindicato e pelo IBGE, no que tange aos números verificados há cinco anos. Ambos coincidem ao estipular em 180 mil os empregados no setor atualmente. Para o IBGE, Salvador e região metropolitana teriam um número 20% maior em 2010. Segundo Carlos Passos, naquele ano existiria a “metade dos atuais contratados”.
Conforme a pesquisa do IBGE, apesar do aumento no desemprego, o salário médio real do trabalhador subiu R$ 34 em Salvador. O salário médio passou de R$ 1.667 para  R$ 1.702. Já o salário médio do brasileiro caiu 5%, sendo a maior perda desde maio de 2005.
Conforme o Sintracom-Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil foram feitas 15.105 homologações, em 2014, para trabalhadores com mais de um ano de carteira assinada. O presidente da entidade, José Ribeiro, teme novas demissões no setor: “Quando você está em uma obra em acabamento e vê novos lançamentos, aí você sabe que o emprego é sustentável. Mas quando só vê o acabamento, sem novos lançamentos, é preocupante”, diz.
Mercado imobiliário e construção civil 
Para o presidente do Sinduscon os setores imobiliário e construção civil estão “reféns da Câmara de Vereadores, na expectativa de que o Executivo e a Câmara cheguem a um consenso e a votação da Outorga Onerosa seja logo viabilizada”, disse. Para Carlos Passos, “a situação de desemprego já era esperada na medida em que o setor vem sendo desaquecido desde meados de 2012 e, diante da judicialização do PDDU- Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano  e da Louos-Lei de Ordenamento do Uso do Solo Urbano, em 2013, quando a Prefeitura suspendeu as emissões de licenças para empreendimentos na cidade”.
O projeto de lei 201/2014, que altera o cálculo da Outorga Onerosa e prevê a extinção do Fundurbs-Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano de Salvador segue em debate e sem previsão de data para votação. O projeto de lei teve parecer favorável pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e aguarda votação em plenário.
A expectativa do Sinduscon é de que “somente dentro de oito a 10 meses o mercado imobiliário volte a promover novos lançamentos e a gerar contratações”. Conforme Passos, o setor é o “segmento que mais produz obras e gera empregos, em 80% da construção civil, em Salvador e região metropolitana”.
Para ele, diante da conjuntura desfavorável a “percepção de risco do empresariado aumentou”. Quando há aumento do risco “se aumenta também o preço e o custo, mas ocorre que o consumidor não paga e o mercado pára”, avalia.
Carlos Passos atribui a crise no setor, ainda, à “cobrança do Imposto de Transmissão Intervivos – 3% do valor – 30 dias após a aquisição do imóvel, e não quando da transmissão de fato da propriedade ao comprador”. Ele mencionou, nesse sentido, a “política de fiscalização ostensiva” adotada pelo Município; lembrou o boom imobiliário ocorrido de 2009 a 2011 e estimou “entre seis a sete mil” o números de imóveis disponíveis no mercado, nesse momento.
Minha Casa- Minha Vida 
O presidente do Sinduscon mencionou o programa habitacional do Governo Federal, Minha Casa-Minha Vida, “criado para atender à demanda habitacional das classes mais carentes da população (até três salários mínimos) e para superar a crise nos mercados imobiliários e da construção civil”. Recordou que, apenas a Caixa contratou a construção de 151 mil unidades habitacionais para Salvador e região metropolitana, entre 2010 e 2013.
Dessas, “88 mil já foram entregues e 62.700 estão em construção, mas, em 2014, foram contratados apenas sete mil empreendimentos e, em 2015, nenhuma nova operação”. Passos supõe que, “certamente, em decorrência do ajuste fiscal do governo e à redução do ritmo ou paralisação de obras como o Estaleiro Enseada, a Fiol-Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul”. O cenário no horizonte, para ele, diante da ausência de fatos que acenem com novos empreendimentos residenciais e industriais, é de que “não se perde só empregos, mas também empresas”.

Deputado condena abuso na taxa da vistoria do Detran-Ba


O deputado estadual Augusto Castro, líder do PSDB classificou como abusivas as novas taxas cobradas pela vistoria veicular na Bahia, principalmente as​ realizada​s​ por empresas terceirizadas. Há cerca de uma semana, o valor do serviço teve um aumento de 128%, saltando de R$ 35,10 para R$ 80,00, chegando até a R$ 150,00 nas terceirizadas. Para o líder, o reajuste, aprovado em dezembro de 2014 pela Assembleia Legislativa e que passou a vigorar este mês, é mais um golpe no bolso dos baianos. “Foi um presente de grego que o governo do Estado deu a população no último natal, nosso povo não aguenta mais tantos aumentos e não dá para ficar omisso diante dessa situação”, pontua Augusto Castro. O deputado acusa as terceirizadas de arrochar os proprietários de veículos e questiona a forma como essas empresas são contratadas pelo Estado, sem a realização de processo licitatório. Em toda a Bahia, já estão em funcionamento 437 empresas de vistoria. Para Augusto, esse número demonstra como o serviço se tornou um filão de mercado atraente para gente interessada em faturar com as taxas abusivas que são cobradas. ​Para o parlamentar é​ necessário​ uma maior fiscalização sobre a atividade dessas empresas e apoia a proposta d​os​ deputados oposicionistas em entrar na justiça contra o aumento da taxa cobrada pela vistoria. “Espero que o diretor do Detran​, com toda sua competência​, consiga reverter essa situação, até mesmo porque sabemos que 90% desse valor volta para o Estado”, declara Augusto Castro.

Há 51 anos, Brasil sofria o Golpe Militar. Veja as manchetes


Há 51 anos, o Brasil dava os primeiros passos rumo aos anos sombrios da ditadura. O Golpe de Estado em 1964 começou no dia 31 de março, culminando no dia 1º de abril, com o fim do governo do presidente democraticamente eleito João Goulart. Militares derrubaram o governo no Dia da Mentira, e o Brasil passou por cinco presidentes militares que se sucederam até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1964. Morto antes da posse, seu vice José Sarney assumiu a presidência. Veja, a seguir como os principais jornais do país noticiaram o Golpe de 1964 no dia 1º de abril. Na primeira página do Estado de S. Paulo, o assunto não tem destaque, cabendo à página 3 as matérias sobre o golpe. O Globo destaca "Empossado Mazzilli na presidência", com editorial "Ressurge a Democracia!". A Folha de S. Paulo diz "II Exército domina o Vale do Paraíba" e "Calma é completa no Estado de São Paulo", enquanto que o Jornal do Brasil trazia "S. Paulo adere a Minas e anuncia marcha ao Rio contra Goulart", e ainda "Juscelino faz apelo para a paz." (JB)

Ibope: aprovação a Dilma cai para 12%


Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º) mostra que a administração da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 12% dos entrevistados, no percentual que reúne os que avaliam o governo como “ótimo” ou “bom”. Em dezembro, no último levantamento do Ibope, 40% aprovavam a gestão da petista. A pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada entre os dias 21 e 25 de março e ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os que julgam o governo “ruim” ou “péssimo”, segundo o Ibope, são 64%. Para 23%, o governo é “regular”. O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte: Ótimo/bom: 12%; Regular: 23%; Ruim/péssimo: 64%; Não sabe/não respondeu: 1%. Na pesquisa de dezembro, 27% consideravam dos entrevistados avaliaram a administração Dilma "ruim" ou "péssima". Já 32% consideraram a gestão "regular". O nível de confiança da pesquisa é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. Confiança - Segundo a pesquisa divulgada nesta quarta pela CNI, 24% dos entrevistados disseram ter confiança na presidente Dilma Rousseff; 74% afirmaram não confiar na petista; e 3% não souberam ou não opinaram. Maneira de governar - O percentual dos eleitores que aprovam a maneira de governar de Dilma também caiu no levantamento do Ibope: passou de 52% para 19%. Outros 78% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar, e 4% não quiseram ou não souberam responder. Conforme a pesquisa, para 76% dos entrevistados, o segundo governo Dilma está sendo pior que o primeiro, enquanto para 18% está sendo igual. Outros 4% consideram a administração no segundo mandato melhor. O levantamento mostra ainda que 14% da população acredita que o restante do segundo governo será ótimo ou bom. Outros 55% consideram que será ruim ou péssimo, 25% acham que será regular e 5% não quiseram ou não souberam responder. (G1)

Eis que surge o verdadeiro coordenador político de Dilma: Joaquim Levy!


Eita! Eis que, não mais que de repente, surge um coordenador político no governo. É o mais improvável de todos eles: Joaquim Levy, ministro da Fazenda. Aquele que estreou no comando da economia classificando de tosca a forma como o governo Dilma desonerou a folha de pagamentos; aquele que disse num seminário fechado que é genuína a vontade da presidente de endireitar o Brasil, embora ela seja pouco efetiva; aquele que previu recessão, quando, na sua posição, esperavam que se calasse; que tem um ar, assim, meio “nerd”, com uma aparência algo alienada dos problemas mundanos; que é chamado pelos petistas e pelas esquerdas de “neoliberal”; que parece preferir se esconder em olhos miúdos, tornados ainda menores pelas lentes da miopia; que semelha ter uma certa obstinação alheia às vicissitudes do mundo real… Eis que este senhor foi o único capaz de dar ao menos uma freada na máquina de moer Dilma em que se transformou o Congresso.
Atenção! A presidente da República tem nada menos do que nove coordenadores políticos. Por isso mesmo, o que ela mais colhe são desastres. Lembram aquela piada de quantos petistas são necessários para trocar uma lâmpada? Resposta: nove! Um para segurar a dita-cuja e oito para girar a escada.
Levy falou neste terça na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Convenceu os parlamentares a adiar para a próxima terça-feira a votação que obriga o governo a renegociar a dívida dos Estados e municípios, conforme lei já aprovada pelo Congresso e sancionada por Dilma.
O ministro propôs que o novo índice de correção da dívida só comece a ser aplicado a partir de 1º de fevereiro do ano que vem, quando, então, se saberá se o governo terá ou não cumprido a meta fiscal. O que, a partir de agora, for pago segundo a lei anterior seria posteriormente ressarcido. Rio e São Paulo, as duas cidades mais interessadas nas novas regras, concordaram com o adiamento.
Levy falou longamente sobre a necessidade de “endireitar” a economia, para usar palavra sua, e fez ver aos senadores que o eventual malogro do ajuste fiscal levará as agências de classificação de risco a rebaixar o país, o que seria catastrófico. Sua intervenção foi bem recebida por governistas e oposicionistas.
O ministro obteve numa conversa o êxito que os nove trapalhões de Dilma não obtiveram, a despeito de sua frenética movimentação. Isso demonstra que o Congresso pode, sim, ser suscetível a um bom argumento e à honestidade de propósitos. Ninguém precisa gostar de Levy ou de suas medidas. Mas ele é um homem correto.
Dilma mãos de tesoura
Em entrevista à Agência Bloomberg, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo “prepara um grande corte” de gastos. Estima-se que o Orçamento possa ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões menor.
Dados divulgados nesta terça-feira mostraram que o Governo Central, no mês, teve um déficit de R$ 7,357 bilhões, com um acumulado negativo de R$ 24,9 bilhões em 12 meses.
Se esse ritmo não mudar, o país não conseguirá cumprir a meta de superávit primário de 2015: 1,2% do PIB — ou R$ 66 bilhões. O que fará Dilma Mãos de Tesoura? Bem, agora ela tem um coordenador político, não é? Coloque Levy para negociar. Se ele não conseguir, melhor dizer adeus às armas…
Por Reinaldo Azevedo

SALVE O 31 DE MARÇO!


Por Maynard Marques de Santa RosaA esquerda brasileira tenta sepultar a memória do 31 de março, com o mesmo artifício revisionista que a esquerda francesa utilizou para esquecer o 18 Lá, a ameaça de volta do terror e o anseio por estabilidade criaram o consenso que erradicou a República e implantou o regime do Consulado, embora à custa das conquistas revolucionárias.Aqui, o caos do desgoverno e a anarquia de inspiração ideológica, no início dos anos 1960, empurravam o País para o cenário da Guerra Civil Espanhola, tornando inevitável a intervenção militar.A diferença é que o governo Castello Branco não tinha aspirações napoleônicas. E os jacobinos de lá eram nacionalistas, enquanto os daqui usavam o internacionalismo proletário para justificar o patrocínio estrangeiro.
Digam o que quiserem os revisionistas, a intervenção de 1964 veio com apoio popular, sob o consenso das forças políticas e respaldada no princípio constitucional de que “todo o poder emana do povo”.
Na França de 1799, seguiu-se o projeto de glória de um homem só. No Brasil, tomou corpo o ideal de uma geração de militares, iniciado com os “jovens turcos” que retornaram da Alemanha de Guilherme II, trazendo a inspiração de Kemal Ataturk, de que é possível reverter o atraso secular de um povo, quando se combinam patriotismo, espírito renovador e liderança. O tenentismo de 1930 ressurgiu, renovado, no projeto desenvolvimentista de 1964.
Graças ao planejamento estratégico, a economia teve um crescimento contínuo e sem precedente, durante vinte anos, a despeito da subversão comunista e das crises do petróleo de 1973 e 1978.
Uma liderança honesta e empreendedora, com um projeto nacional, reverteu as bases rurais da sociedade, consolidou a industrialização, integrou o País e resgatou a Amazônia da crise em que se debatia desde o colapso do mercado A redemocratização foi gradual e civilizada, conduzida sob o princípio da conciliação, consagrado no instituto da anistia. Aqui, não houve restauração sob a ameaça de forças estrangeiras. Entretanto, a politização que se seguiu trouxe de volta os atavismos da corrupção, da incompetência e da desarmonia.
A ausência de um projeto de futuro, após o ciclo revolucionário, deu espaço às políticas errantes de cunho populista que vêm transformando o Brasil em uma autarquia clientelista de fundo fascista.
A lei do progresso, porém, é inexorável. O despertar visível da juventude pensante trará a onda renovadora, que haverá de varrer a inércia atávica e as raízes ideológicas de desarmonia, fazendo raiar luminosas esperanças.
O marco histórico do 31 de março volta a suscitar nos corações patrióticos o apelo ao compromisso de união de todos em torno do ideal de um Brasil progressista, justo e fraterno, berço da liberdade e coração do mundo.

Aos que não viveram a Contra-Revolução de 31 de março de 1964


* Por Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref do EB
Hoje, 31 de março de 2015, faz 51 anos que foi deposto o Presidente da República, João Goulart.
Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros de tomada do poder, alguns outros de Revolução de 1964. Eu prefiro considerá-lo como a Contra-Revolução de 31 de março de 1964.Vou lhes explicar o meu ponto de vista ao longo deste artigo. Espero que ao final vocês tenham dados suficientes para julgar se estou certo.Vocês foram cansativamente informados por seus professores, jornais, rádios, TV e partidos políticos :- que os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas;- que para combater os "generais que usurparam o poder" os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela "redemocratização" do país;- que os militares assim agiram a mando dos Estados Unidos, que temiam o comunismo instalado no Brasil;- que jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura e pela redemocratização do país.Com quantas inverdades fizeram a cabeça de vocês! E por que essas mentiras são repetidas até hoje? Foi a maneira que eles encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês no Brasil.
Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Vocês que não viveram essa época acreditam piamente no que eles dizem e se revoltam contra os militares.
Vamos aos fatos, pois eu vivi e participei dessa época.
Em março de 1964 eu era capitão e comandava uma bateria de canhões anti-aéreos do 1º Grupo de Artilharia Anti-Aérea, em Deodoro, no Rio de Janeiro.
A maioria dos oficiais que serviam no 1º Grupo de Artilharia AAé, entre eles eu, teve uma atitude firme para que o Grupo aderisse à Contra-Revolução.
Eu era um jovem com 31 anos. O país vivia no caos. Greves políticas paralizavam tudo: transportes, escolas, bancos, colégios. Filas eram feitas para as compras de alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. Revolta dos marinheiros no Rio; revolta dos sargentos em Brasília. Na minha bateria de artilharia havia um sargento que se ausentava do quartel para fazer propaganda do Partido Comunista, numa kombi, na Central do Brasil.
Isto tudo ocorria porque o governo João Goulart queria implantar as suas reformas de base à revelia do Congresso Nacional. Pensava, por meio de um ato de força, em fechar o Congresso Nacional com o apoio dos militares "legalistas".
Vocês devem estar imaginando que estou exagerando para lhes mostrar que a Contra-Revolução era imperativa naqueles dias. Para não me alongar, vou citar o que dizem dois conhecidos comunistas:
- depoimento de Pedro Lobo de Oliveira no livro "A esquerda armada no Brasil" - "muito antes de 1964 já participava na luta revolucionária no Brasil na medida de minhas forças. Creio que desde 1957. Ou melhor, desde 1955". "Naquela altura o povo começava a contar com a orientação do Partido Comunista".
- Jacob Gorender - do PCBR, escreveu no seu livro "Combate nas Trevas": "Nos primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe direitista se definiu, por isso mesmo, pelo caráter contra-revolucionário preventivo. A classe dominante e o imperialismo tinham sobradas razões para agir antes que o caldo entornasse".
Diariamente eu lia os jornais da época: O Dia, O Globo, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias, etc... Todos eram unânimes em condenar o governo João Goulart e pediam a sua saída, em nome da manutenção da democracia. Apelavam para o bom senso dos militares e até imploravam a sua intervenção, para que o Brasil não se tornasse mais uma nação comunista.
Eu assistia a tudo aquilo com apreensão. Seria correto agirmos para a queda do governo? Comprei uma Constituição do Brasil e a lia seguidamente. A minha conclusão foi de que os militares estavam certos ao se antecipar ao golpe de Jango.
Às Forças Armadas cabe zelar para a manutenção da lei, da ordem e evitar o caos. Nós não tinhamos que defender o governo; tinhamos que defender a nação.
O povo foi às ruas com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, no Rio, São Paulo e outras cidades do país. Todos pedindo o fim do governo João Goulart, antes que fosse tarde demais.
E, assim, aconteceu em 31/03/1964 a nossa Contra-Revolução.
Os jornais da época (Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil; Tribuna da Imprensa e outros ) publicaram, nos dias 31/03/64 e nos dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude dos militares. Os mesmos jornais que hoje combatem a nossa Contra- Revolução.
Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta fraticida, pensando que lutavam contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos acreditam nisso até hoje. Na verdade, tudo já estava se organizando. Em 1961, em pleno governo Jânio Quadros, Jover Telles, Francisco Julião e Clodomir dos Santos Morais estavam em Cuba acertando cursos de guerrilha e o envio de armas para o Brasil. Logo depois, alguns jovens eram indicados para cursos na China e em Cuba. Bem antes de 1964 a área do Araguaia já estava escolhida pelo PC do B para implantar a guerrilha rural.
Em 1961 estávamos em plena democracia. Então para que eles estavam se organizando? Julião já treinava as suas Ligas Camponesas nessa época, que eram muito semelhantes ao MST de hoje. Só que sem a organização, o preparo, os recursos, a formação de quadros e a violenta doutrinação marxista dos atuais integrantes do MST.
E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas.
Então, começou a luta armada.
Foram vários atos terroristas: o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o consulado americano; o assassinato do industrial Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler; seqüestros de embaixadores estrangeiros no Brasil .
A violência revolucionária se instalou. Assassinatos, ataques a quartéis e a policiais aconteciam com freqüência.
Nessa época, eles introduziram no Brasil a maneira de roubar dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje.Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China.
As polícias civil e militar sofriam pesadas baixas e não conseguiam, sozinhas, impor a lei e a ordem.
Acuado, perdendo o controle da situação, o governo decretou o AI-5, pelo qual várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitário mas necessário. A tênue democracia que vivíamos não se podia deixar destruir.
Para combater o terrorismo, o governo criou uma estrutura com a participação dos Centros de Informações da Marinha (CENIMAR), do Exército (CIE) e da Aeronáutica (CISA). Todos atuavam em conjunto, tanto na guerrilha rural quanto na urbana. O Exército, em algumas capitais, criou o seu braço operacional, os Destacamentos de Operações de Informações ( DOI). Para trabalharem nos diversos DOI do Brasil, o Exército seleciononou do seu efetivo alguns majores, capitães e sargentos. Eram, no máximo, 350 militares, entre os 150 mil homens da Exército.
Eu era major, estagiário da Escola de Estado Maior. Tinha na época 37 anos e servia no II Exército, em São Paulo. Num determinado dia do ano de 1970, fui chamado ao gabinete do comandante do II Exército, general José Canavarro Pereira, que me deu a seguinte ordem: "Major, o senhor foi designado para comandar o DOI/CODI/II Ex. Vá, assuma e comande com dignidade".
A partir desse dia minha vida mudou. O DOI de São Paulo era o maior do país e era nesse Estado que as organizações terroristas estavam mais atuantes. O seu efetivo em pessoal era de 400 homens. Destes, 40 eram do Exército, sendo 10 oficiais, 25 sargentos e 5 cabos. No restante, eram excelentes policiais civis e militares do Estado de São Paulo. Esses foram dias terríveis! Nós recebíamos ameaças freqüentemente.
Minha mulher foi de uma coragem e de uma abnegação total. Quando minha filha mais velha completou 3 anos de idade, ela foi para o jardim da infância, sempre acompanhada de seguranças. Minha mulher não tinha coragem de permanecer em casa, enquanto nossa filha estudava. Ela ficava dentro de um carro, na porta da escola, com um revólver na bolsa.
Não sómente nós passamos por isso! Essa foi a vida dos militares que foram designados para combater o terrorismo e para que o restante do nosso Exército trabalhasse tranqüilo e em paz.
Apreendemos em "aparelhos" os estatutos de, praticamente, todas as organizações terroristas e em todos eles estava escrito, de maneira bem clara, que o objetivo da luta armada urbana e rural era a implantação de um regime comunista em nosso país.
Aos poucos o nosso trabalho foi se tornando eficaz e as organizações terroristas foram praticamente extintas, por volta de 1975.
Todos os terroristas quando eram interrogados na Justiça alegavam que nada tinham feito e só haviam confessado os seus crimes por terem sido torturados. Tal alegação lhes valia uma redução na pena ou a absolvição no Superior Tribunal Militar. Então, nós passamos a ser os " torturadores".
Hoje, como participar de seqüestros, de assaltos e de atos de terrorismo passou a contar pontos positivos para os seus currículos eles, posando de heróis, defensores da democracia, admitem ter participado das ações. Quase todos continuam dizendo que foram torturados e perseguidos politicamente. Com isso recebem indenizações milionárias e ocupam elevados cargos públicos. Nós continuamos a ser seus " torturadores" e somos os verdadeiros perseguidos politicos. As vítimas do terrorismo até hoje não foram indenizadas.
O Brasil com toda a sua população e com todo seu tamanho teve, 119 mortos identificados, que foram assassinados por terroristas, 43 eram civis que estavam em seus locais de trabalho ( estima-se que existam mais cerca de 80 que não foram identificados ); 34 policiais militares; 11 guardas de segurança; 8 militares do Exército; 3 agentes da Polícia Federal; 3 mateiros do Araguaia; 2 militares da Marinha; 2 militares da Aeronáutica; 1 major do Exército da Alemanha; 1 capitão do Exército dos Estados Unidos; 1 marinheiro da Marinha Real da Inglaterra.
A mídia fala sempre em "anos de chumbo", luta sangrenta, noticiando inclusive que, só no Cemitério de Perus, em São Paulo, existiriam milhares de ossadas de desaparecidos políticos. No entanto o Grupo Tortura Nunca Mais reclama um total de 284 mortos e desaparecidos que integravam as organizações terroristas. Portanto, o Brasil, com sua população e com todo o seu tamanho, teve na luta armada, que durou aproximadamente 10 anos, ao todo 403 mortos.
Na Argentina as mortes ultrapassaram 30.000 pessoas; no Chile foram mais de 4.000 e no Uruguai outras 3.000. A Colômbia, que resolveu não endurecer o seu regime democrático, luta até hoje contra o terrorismo. Ela já perdeu mais de 45.000 pessoas e tem 1/3 do seu território dominado pelas FARC.
Os comunistas brasileiros são tão capazes quanto os seus irmãos latinos. Por que essa disparidade?
Porque no Brasil dotamos o país de leis que permitiram atuar contra o terrorismo e também porque centralizamos nas Forças Armadas o combate à luta armada. Fomos eficientes e isso tem que ser reconhecido. Com a nossa ação impedimos que milhares de pessoas morressem e que esta luta se prorrogasse como no Peru e na Colômbia.
No entanto, algumas pessoas que jamais viram um terrorista, mesmo de longe, ou preso, que jamais arriscaram as suas vidas, nem as de suas famílias, criticam nosso trabalho. O mesmo grupo que só conheceu a luta armada por documentos lidos em salas atapetadas e climatizadas afirma que a maneira como trabalhamos foi um erro, pois a vitória poderia ser alcançada de outras formas.
Um membro do Alto Comando do Exército, há muitos anos passados,  declarou,  que: " a ação militar naquele período não foi institucional. Alguns militares participaram, não as Forças Armadas. Foi uma ação paralela".
Alguns também nos condenam afirmando que, como os chefes daquela época não estavam acostumados com esse tipo de guerra irregular, não possuíam nenhuma experiência. Assim, nossos chefes, no lugar de nos darem ordens, estavam aprendendo conosco, que estávamos envolvidos no combate. Segundo eles, nós nos aproveitávamos dessa situação para conduzir as ações do nosso modo e que, no afã da vitória, exorbitávamos .
Mas as coisas não se passavam assim . Nós que fomos mandados para a frente de combate nos DOI, assim como os generais que nos chefiavam, também não tínhamos experiência nenhuma. Tudo o que os DOI faziam ou deixavam de fazer era do conhecimento dos nossos chefes. Os erros existiram, devido à nossa inexperiência, mas os nossos chefes eram tão responsáveis como nós.
Acontece que o nosso Exército há muito tempo não era empregado em ação. Estava desacostumado com a conduta do combate, onde as pessoas em operações têm que tomar decisões, e decisões rápidas, porque a vida de seus subordinados ou a vida de algum cidadão pode estar em perigo.
Sempre procurei comandar liderando os meus subordinados. Comandei com firmeza e com humanidade, não deixando que excessos fossem cometidos. Procurei respeitar os direitos humanos, mas sempre respeitando, em primeiro lugar, os direitos humanos das vítimas e, depois, os dos bandidos. Como disse em meu primeiro livro "Rompendo o Silêncio ", escrito com a finalidade de desmascarar e  desmentir as declarações da então deputada federal Bete Mendes, terrorismo não se combate com flores. A nossa maneira de agir mostrou que estávamos certos, porque evitou o sacrifício de milhares de vítimas, como aconteceu com os nossos vizinhos. Só quem estava lá, frente a frente com os terroristas, dia e noite, de armas na mão, pode nos julgar.
Finalmente, quero lhes afirmar que a nossa luta foi para preservar a democracia. Se o regime implantado pela Contra-Revolução durou mais tempo do que se esperava, deve-se, principalmente, aos atos insanos dos terroristas. Creio que, em parte, esse longo período de exceção deveu-se ao fato de que era preciso manter a ordem no país.
Se não tivéssemos vencido a luta armada, hoje estaríamos vivendo sob o tacão de um ditador vitalício como Fidel Castro e milhares de brasileiros teriam sido fuzilados no "paredón" Em Miami, foi inaugurado por exilados cubanos, um Memorial para 30.000 vítimas da ditadura de Fidel Castro).
Hoje temos no poder muitas pessoas que combatemos e que lá chegaram pelo voto popular e esperamos que eles esqueçam os seus propósitos de 51 anos passados e preservem a democracia pela qual tanto lutamos.
* CARLOS ALBERTO BRILAHNTE USTRA- O autor é coronel reformado do Exercito . Foi Comandante do DOI/CODI/II Exército ( 29/09/1970 - 23/01/1074) - Instrutor Chefe do Curso de Operações da antiga Escola Nacional de Informações (1974)  - Chefe da Seção de Operações do CIE (1975 - 1977) - Comandante do !6º GAC - Adido do Exército junto à Embaixada do Brasil, no Uruguai.
- Escreveu dois livros:Rompendo o Silêncio, em 1987 -  esgotadoA Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - hoje na 10ª edição