MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 30 de março de 2025

Organizações que atuam em defesa das mulheres são as que mais contribuem com políticas públicas, aponta pesquisa

 




Levantamento mostra que 63% das entidades têm presença em conselhos de participação e de controle social; 57% já se inscreveram em editais de fomento ou em processos de ações e programas governamentais.


Estudo recente da Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de conhecimento do PT, aponta que as organizações que se dedicam à luta das mulheres são as que mais participam de conselhos, de editais e de políticas públicas. O levantamento foi realizado pelo Projeto Reconexão Periferias, iniciativa que integra a instituição e busca estreitar relação com movimentos sociais e fortalecer o debate de pautas dos coletivos periféricos com a sociedade, a partir de temas voltados à cultura, ao trabalho e à violência.


Para tanto, entre 2018 e 2024 houve consulta a 1 mil entidades periféricas e movimentos sociais espalhados por todo o país. As informações coletadas e analisadas deram origem ao relatório “Participação institucional e periferias – Informe a partir do Mapeamento de movimentos sociais e coletivos das periferias brasileiras”. Desse total, 467 organizações (47%) não têm presença em conselhos de participação e de controle social e 464 (46%) não buscam editais de fomento nem se inserem em processos de produção de políticas públicas para manterem sua atuação.


CONTRAPONTO FEMININO – Os dados obtidos têm uma mudança bastante significativa quando se observam as entidades que se declaram atuantes na defesa das mulheres, as quais representam 13% (130) da amostragem original. No caso, 63% (82) delas têm presença junto a conselhos de participação e de controle social face a 53% (530) do universo total.


O conjunto de entidades ligadas às mulheres se mobiliza mais nesses espaços de interlocução do Estado. Essa diferença pode estar ligada a uma série de fatores, entre eles a histórica luta dos movimentos feministas para a visibilidade de sua agenda, a institucionalização dessa agenda no Estado, o fortalecimento de conselhos de mulheres nas últimas décadas, além do maior interesse em compor esses espaços, com maior oportunidade para acessá-los”, explica Victoria Braga, pesquisadora do Projeto Reconexão Periferias.


A mesma tendência verifica-se em relação aos editais de fomento e aos processos de produção de políticas públicas, ainda que em margem menor: 57% (74) dos coletivos periféricos voltados à causa feminina participam desses mecanismos em contrapartida a 54% (540) do conjunto de organizações e movimentos sociais.


Embora a diferença não seja tão significativa, o que se constata é que quando se trata de editais, que envolvem repasse de recursos, e de parcerias mais estruturadas com o Estado na produção de políticas públicas, tanto as organizações voltadas à luta das mulheres como as outras, de modo geral, enfrentam diversas barreiras e dificuldades. Assim, quanto ao fomento e às parcerias estruturadas com o Estado, ainda há entraves na interlocução das organizações periféricas com as instituições políticas”, aponta Paulo Ramos, coordenador do Projeto Reconexão Periferias.


O resultado completo do relatório “Participação institucional e periferias – Informe a partir do Mapeamento de movimentos sociais e coletivos das periferias brasileiras”, com o informe específico sobre a situação das entidades que atuam em defesa das mulheres, pode ser consultado no link https://fpabramo.org.br/wp-content/uploads/2025/03/PARTICIPACAO-INSTITUCIONAL-E-PERIFERIAS-2.pdf



Mais informações:

Assessoria de imprensa da Fundação Perseu Abramo

(11)    5571-4299

(11) 9 5062-3332

(11) 9 9905-1396

(11) 9 9986-3602

Nenhum comentário:

Postar um comentário