MEDIÇÃO DE TERRA

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domingo, 30 de março de 2025

Com prejuízo de 7 bilhões, inadimplência cresce em 2024, gerando impactos para condomínios e moradores

 

Com prejuízo de 7 bilhões, inadimplência cresce em 2024, gerando impactos para condomínios e moradores

Levantamentos recentes indicam um crescimento expressivo na inadimplência tanto no setor de locação quanto nos condomínios brasileiros, acendendo um alerta entre administradores e moradores.

De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, a taxa de inadimplência de aluguéis no Brasil subiu de 3,20% em novembro para 3,46% em dezembro de 2024. Esse é o maior índice registrado no segundo semestre do ano, embora ainda abaixo do pico de 3,86% observado em fevereiro e abril. A região Norte lidera com a maior taxa de inadimplência (7,05%), seguida pelo Nordeste (5,02%), Centro-Oeste (3,67%), Sudeste (3,13%) e Sul (2,73%).

Entre os estados, a Paraíba apresentou a maior taxa (15,77%), enquanto Santa Catarina registrou a menor (1,97%). Nos imóveis residenciais, aluguéis de até R$ 1.000 tiveram a maior inadimplência (5,43%). Já nos imóveis comerciais, a maior taxa também foi registrada na faixa de até R$ 1.000 (6,75%). No Ceará, o índice de inadimplência encerrou o ano em 4,11%, acima da média nacional.

Luciana Lima, CEO da Gestart Condomínios, alerta que o aluguel dificilmente é o primeiro gasto a ser cortado, pois a moradia é uma necessidade básica. Dessa forma, a inadimplência locatícia é um forte indicativo de que a sociedade, principalmente entre as classes mais baixas, vem enfrentando maiores dificuldades para honrar com seus compromissos, até mesmo os mais básicos.

Impacto nos condomínios

A inadimplência também tem reflexos diretos na gestão condominial. Segundo os dados, a falta de pagamento das taxas condominiais gera um prejuízo anual de aproximadamente R$ 7 bilhões. Quando a arrecadação é insuficiente para cobrir as despesas, os moradores adimplentes acabam sendo penalizados, seja com o aumento das taxas ou com a redução de serviços essenciais.

Luciana Lima explica que a quota condominial funciona como uma espécie de colaboração coletiva para cobrir os custos do empreendimento. Quando um percentual significativo dos condôminos deixa de pagar, o condomínio precisa compensar de alguma forma, afetando todos os moradores.

Consequências e soluções

A persistência da inadimplência pode levar a medidas drásticas, como ações judiciais e até a penhora ou leilão do imóvel. Por isso, é fundamental que administradores e moradores busquem soluções conjuntas para mitigar os impactos financeiros e garantir a sustentabilidade dos condomínios. “Os síndicos podem partir para uma negociação mais amigável e que caiba nas condições do morador, como acordos e Parcelamentos – Oferecer opções flexíveis para condôminos em dificuldades financeiras, evitando acúmulo de dívidas”, aponta Luciana.

O cenário exige atenção e medidas proativas para evitar que a inadimplência comprometa ainda mais o setor imobiliário e a qualidade de vida nos condomínios brasileiros.



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