JORNAL A REGIÃO
Oito famílias do assentamento Mário Covas, em São Simão, na região metropolitana de Ribeirão Preto, tiveram a vida transformada nesta semana com a entrega de moradias construídas pelo Governo de SP. Algumas famílias viviam em moradias precárias, com chão de terra batida, e agora estão abrigadas em casas feitas com inovação.
As construções feitas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) são fruto de uma parceria da Companhia com o Instituto de Terras de São Paulo (Itesp). CDHU e Itesp assinaram convênio no fim de 2024 para atender 630 famílias de assentamentos rurais e comunidades quilombola no Estado.
As moradias são construídas com tecnologias industrializadas modulares offsite, a partir de um chamamento público da CDHU para estimular métodos inovadores de produção. Após análise de propostas, aquelas que atendiam às exigências estão sendo submetidas a provas de conceito, etapa que resultou nessas moradias.
Com o offsite, as casas são produzidas fora do canteiro de obras e montadas depois, no lugar onde serão instaladas. Essa tecnologia permite a fabricação dos componentes em uma fábrica, reduzindo o tempo e os resíduos de construção, além da emissão de poluentes.
Em São Simão, as tecnologias empregadas são Woodframe, Light Steel Frame, Lightwall, Impressão 3D, Steel Panel, Fibra de Vidro, Placa de PVC com estrutura de aço e Painel de Concreto.
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, destacou a variedade de tecnologias. “Estamos vistoriando as oito moradias já construídas para verificar a qualidade e conforto da construção, que são alguns dos aspectos a serem observados no nosso chamamento".
"Também vamos levar em conta os custos de cada modalidade, além da capacidade de produção em escala. É um processo muito técnico e inovador, então é um aprendizado comum para as empresas e para as equipes da CDHU”. Após a visita técnica, as casas foram liberadas para os novos moradores.
Zilda Clara dos Santos, uma trabalhadora rural de 58 anos, mãe de quatro filhos, sempre sonhou em ter um lar digno para sua família. Moradora do assentamento Mario Covas, onde chegou em 1996, enfrentou diariamente as dificuldades de viver em uma casa precária, sem condições adequadas.
“Era um desafio todos os dias”, diz dona Zilda. “A casa era pequena e muito quente, não tinha ventilação adequada e o telhado vaza”, relembra emocionada ao apontar para um antigo barracão de madeira. “Foi onde eu criei meus quatro filhos.”
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