Tenho convicção,e até certo ponto torço para que isso acontecesse ,que aquele bando de lacaios do Senado vai entrar numa tremenda “fria”, se porventura ousar o expurgo de Bolsonaro do Palácio do Planalto,através do competente “impeachment”,como aconteceu antes com Collor e Dilma Rousseff.
Na crise política e econômica vivida pelo Brasil de hoje ,seria muito mais importante evitar a volta da esquerda ao poder,com toda aquela quadrilha de ladrões, do que insistir pela permanência do atual Presidente até o final do seu mandato,mesmo a sua reeleição. Com Mourão assumindo o lugar de Bolsonaro , o golpe que está sendo preparado hoje com o impeachment de Bolsonaro teria o mesmo efeito de um tiro que saiu pela culatra,atingindo em cheio a “cara” da esquerda, e seus comparsas do “centrão”.
Mas a esquerda e a parte do centrão que a apoia provavelmente vai desistir a tempo do impeachment de Bolsonaro ,porque sabe que com Mourão será muito pior para ela. A oposição não teria coragem de “pintar e bordar” com o General Hamilton Mourão ,como faz com Bolsonaro. É por esse motivo que Bolsonaro não teria nenhuma moral para considerar uma vitória sua a desistência do seu impeachment . A vitória do não-impeachment de Bolsonaro seria mais de Mourão,pelo maior respeito,se não for pelo “medo”,que a sua pessoa causa na oposição.
Por outro lado tenho convicção que Bolsonaro não acionou o comando do artigo 142 da Constituição (Intervenção Constitucional),porque sabe que não teria uma resposta satisfatória no meio militar. E com Mourão,como seria,se fosse o caso?
Sinceramente, tenho certeza que Mourão imporia maior respeito ao Governo do Brasil,do que Bolsonaro,que não tem o direito de reclamar falta de respeito em relação à Presidência,simplesmente porque na reciprocidade Sua Excelência procede igual,ou talvez pior. Bolsonaro não respeita ninguém,nem mesmo os seus mais graduados colaboradores. E que Sua Excelência não se iluda que as tais “motociatas” que ele tanto adora teria força suficiente para mantê-lo ou reelegê-lo Presidente em outubro de 2022. Não é muita gente que tem poder aquisitivo para comprar as potentes “máquinas” que acompanham o Presidente nas tais “motociatas”.
São por essas razões que o Senado está mais ou menos naquela determinada situação da música “Homem com H”,interpretada por Ney Matogrosso:”Se ficar o bicho pega; se correr o bicho come”. Certamente eles querem tirar Bolsonaro,mas o “troco”dessa atitude poderia lhes custar muito caro.Teriam que enfrentar Mourão como novo Comandante Supremo das Forças Armadas.E daí?
Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo
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