MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Título de eleitor muda a partir deste mês e terá QR Code no lugar da assinatura

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação
Título de eleitor brasileiro ganha novo formato a partir deste mês de maio
Por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o título de eleitor brasileiro ganha novo formato a partir deste mês de maio. A nova configuração do documento prioriza o ambiente digital e traz os dados do eleitor, filiação e um código de validação ou QR Code no lugar da assinatura. Para ativar a versão digital do título de eleitor basta baixar o aplicativo e-Título no celular (disponível gratuitamente para download em dispositivos Android e iOS) e inserir os dados na página inicial. A versão impressa do título continua, mas agora em papel sulfite branco -as versões anteriores, em verde e branco, utilizam papel-moeda, que será substituído à medida que acabarem os estoques. Assim como a versão atual, o novo título de eleitor é gratuito e emitido na hora. Segundo resolução do TSE, o modelo do título eleitoral anterior a essas alterações permanece válido. Quem reside no estado de São Paulo e vai tirar o título pela primeira vez ou atualizar seus dados na Justiça Eleitoral já terá acesso ao novo formato a partir desta quinta (2). Segundo a assessoria de comunicação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) paulista, a emissão no estado começa pelas unidades do Poupatempo que prestam serviços eleitorais -Itaquera, Lapa, Santo Amaro e Sé, na capital paulista, além de Carapicuíba, Diadema, Franca, Guarulhos, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, Sorocaba e São Bernardo do Campo.
Folhapress

Fachin arquiva inquérito contra Maia e Calheiros

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação
Edson Fachin
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um inquérito da Lava Jato que tinha como alvo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e também o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O inquérito havia sido aberto com base na delação premiada de ex-executivos da empresa Odebrecht, que relataram o pagamento de R$ 7 milhões em propina a diversos políticos na Câmara e no Senado para a aprovação, em 2013, de medidas provisórias em benefício da companhia e de suas subsidiárias. Na parte que se refere a Maia e Calheiros, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que as investigações não encontraram indícios suficientes para justificar o prosseguimento do caso, motivo pelo qual deveria ser arquivado. Ante a solicitação de arquivamento feita pela PGR, Fachin destacou ser “obrigatório o deferimento do pedido, independentemente da análise das razões invocadas”, embora tenha ressalvado que o inquérito poderá ser reaberto “caso surjam novas evidências”. Foram arquivadas também, em parte, menções ao ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) no inquérito. Parte das suspeitas contra ele, porém, foram enviadas para a Justiça Federal do Distrito Federal, uma vez que foi em Brasília que “as tratativas espúrias teriam ocorrido”, escreveu Fachin. O ministro também enviou à Justiça do Distrito Federal menções feitas aos ex-senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Eunício Oliveira (MDB-CE). À época em que os depoimentos da Odebrecht vieram à tona, todos os políticos citados negaram com veemência as acusações.
Agência Brasil

Extrema-imprensa desavergonhadamente comemora a “resistência” de Maduro

Sem uma gota sequer de vergonha na cara, políticos e jornalistas brasileiros estão celebrando a manutenção no poder na Venezuela do facínora Nicolás Maduro.
Para proteger e justificar discursos ideológicos contra o Governo Bolsonaro aqui no Brasil, covardemente celebram o crime, a violência, as ruas banhadas de sangue e fumaça e as barrigas repletas de vento na nação vizinha.
Festejam a socialização da miséria e da desgraça.
Demonstram a falta de humanidade que sempre os guiou. É ideologia para fins criminosos e só. Não por acaso, o verbo "demonstrar" vem da palavra-raiz "monstro".
São os nossos monstros do Século XXI.

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista
*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

“Fuerza” Venezuela contra o narco ditador Nicolas Maduro


Se havia ainda algum resquício de dúvida sobre o significado e a atuação do narco ditador Nicolás Maduro na Venezuela, essas dúvidas se dissiparam.
A partir das 10 da manhã desta terça-feira (30.04), encurralado com as forças militares que ainda o apoiam, pagas literalmente a peso de ouro roubado da nação venezuelana, Maduro é apenas um criminoso que se defende e se agarra ao poder das armas.
Só das armas.
E é só um criminoso.
O mundo livre, unânime, reconhece em Juan Guaidó o legítimo presidente da Venezuela.
O povo sai às ruas em peso na chamada fase final da ‘Operação Liberdade’, momento histórico para o país.
Militares da Guarda Nacional que apoiam Guaidó capturaram em Caracas soldados chavistas de Maduro sem resistência.
Pouco depois, A Colombia e o Chile, através de seus presidentes, apoiaram o movimento de Guaidó para derrubar o criminoso que reluta em deixar o que lhe resta de poder.
Maria Corina, Leopoldo Lópes e Henrique Capriles também estão nas ruas em apoio à Guaidó e ao fim da narcoditadura que assola a Venezuela.
Pouco depois do meio dia, Jair Bolsonaro, reunido com Mourão, apoiou oficialmente a luta venezuelana pela liberdade:
‘O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos(...)’ declarou o presidente brasileiro.
Nos EUA, o secretário de Estado americano Mike Pompeo anunciou pleno apoio ao movimento contra a ditadura do criminoso Maduro.
Que neste momento ainda resiste, atirando seus tanques contra o povo.
Mas cairá.
Nicolás Maduro é o retrato vivo da falência do socialismo no mundo.
Isso é cristalino hoje, mais do que nunca.
E não há forma ou possibilidade alguma de esconder isso do mundo.
Maduro deve cair em breve.
Mas o povo venezuelano sobreviverá, e reconstruirá a nação, com a liberdade e dignidade que o comunismo lhe negou.
Estamos juntos, brasileiros e venezuelanos, irmãos.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

Presidente do Coaf defende a permanência do conselho no ministério de Moro



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Charge do Vascoli (Folha da Manhã)
Jailton de Carvalho
O Globo

Há quatro meses no cargo, o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, foi escalado para numa missão especial: defender a permanência do órgão no Ministério da Justiça. Numa entrevista exclusiva ao Globo, Leonel disse que, depois da transferência do Ministério da Economia para a Justiça, o Coaf terá um aumento de 36 para 70 funcionários até julho e, com isso, terá ganho operacional. Ou seja, poderá vigiar melhor as movimentações financeiras
Apesar de oficialmente divulgar ser favorável, neste momento, à manutenção do Coaf no Ministério da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro já admitiu negociar a retirada do órgão das mãos de Moro. Os comentários do presidente são uma resposta a um forte movimento no Congresso Nacional, que exige o retorno do Coaf ao guara-chuva anterior do Ministério da Economia (Fazenda).
Parlamentares querem transferir o Coaf para o Ministério da Economia. O senhor é contra ou a favor?
Desde o início destas notícias ficou bem claro aqui nossa divisão de tarefas. O Coaf vai responder perguntas técnicas, porque é importante seguirmos a mesma diretriz que o dr. Moro está estipulando ou defendendo em relação à permanência no Ministério da Justiça. Com a vinda do Coaf para o Ministério da Justiça, houve importantes melhoras em termos de estrutura de pessoal e estrutura física. A questão política fica a cargo do ministro tratar. Não vamos discutir decisão do Congresso. Vamos respeitar.

Os deputados e senadores dizem que no Ministério da Justiça o Coaf fica muito exposto à ação política.  O que o senhor diz sobre isso?
Desde 1998, nós temos o mesmo arcabouço legal que não mudou em nada a nossa atividade operacional. A questão do sigilo bancário continua a mesma. A questão do sigilo das nossas operações, que a gente atua, ou que fazemos análise de inteligência financeira, continuam os mesmos procedimentos, sem mudança nenhuma. A vantagem do Coaf ter mudado para o Ministério da Justiça foi o aumento do número de funcionários. Vamos dobrar o número de pessoas trabalhando no Coaf até o final deste semestre. Eram 37. Nós vamos chegar a 70. Tivemos um aumento no número de funções. Com a estruturação, foi um dos poucos órgãos que mais que dobrou o número de funções. Muitas das pessoas que nós estamos trazendo são experientes na área. Além disso, na medida provisória, tivemos a prerrogativa de requisição de servidores.

A situação melhorou…
Então, vindo para o Ministério da Justiça melhorou a questão operacional. Agora, trabalho o Coaf sempre teve tecnicamente e vai continuar tendo. Temos que respeitar a nossa lei. Basicamente duas, a 9.613 e a lei complementar 105 de 2001. Só com base nessas duas leis é que trabalhamos. Aumento poderia ocorrer em qualquer área, inclusive no Ministério da Economia. Tudo é governo. Seja no Ministério da Justiça o qualquer outro ministério, se manter a prerrogativa de requisição, a resposta seria sim. Muda inclusive a sua pergunta. O sr perguntou sobre interferência política. Não iria ter, mesmo mudando de ministério, porque o Coaf tem que trabalhar dentro da lei, tecnicamente.

Os parlamentares alegam que a transferência do Coaf para o Ministério da Justiça concede superpoderes ao ministro Moro.
Não, porque o nosso trabalho continua sendo com as autoridades policiais, lá do estado x, lá do Ministério Público do estado y. O ministro não tem acesso a nenhuma informação, não pode interferir, não pode direcionar um trabalho, mesmo porque nossas comunicações são 14 ou 15 mil diárias, chega a três milhões de comunicações ao ano. É impossível você trabalhar manualmente. Não tem como haver uma intervenção humana e dizer: vamos puxar esse daqui.
Mas como o ministro da Justiça direciona a atuação do Coaf?
Agora, por exemplo, ele está treinando 25 ou 27 policiais no Rio de Janeiro. Não é isso? Cada estado direciona sua força de trabalho ao que desejar. Imaginemos que o estado do Ceará queira montar uma delegacia especializada em combate à corrupção no estado, e ele quiser por 27 policiais lá. O estado do Ceará vai ter 27 policiais nessa atividade. Essas pessoas, que exercem investigação, podem habilitar-se no Coaf para intercambiar informações sobre lavagem de dinheiro. Alguns dizem que aqueles que não querem a transferência do Coaf para o Ministério da Justiça não querem que se investigue lavagem de dinheiro. Vamos imaginar o que o Coaf fez nos últimos 19 anos. Ele fez análise financeira, elaborou e comunicou os RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) de grandes casos que ocorreram. Por ser órgão de inteligência financeira, muitas informações estão como informação de inteligência. Então o Coaf sempre atuou dessa maneira. Nunca fizemos investigação policial.

Ano passado o Coaf produziu uma série de relatórios de inteligência  sobre funcionários da Assembleia do Rio, entre eles o Fabrício Queiroz, ex- assessor do senador Flávio Bolsonaro. Além daqueles relatórios, outros relatórios foram produzidos este ano? Houve alguma pressão?
Já falamos para outros (jornalistas), por ser um órgão de inteligência financeira, não estamos aqui numa atividade ostensiva. Nós não falamos de casos específicos. Os relatórios são produzidos conforme recebemos as comunicações. Se entra uma comunicação nova a respeito de um determinado caso, aquele relatório de inteligência financeira, encaminhamos esse para as autoridades financeiras que estão investigando. Seja um caso que envolva um político, um Pep (pessoa politicamente exposta), seja um empresário, um narcotraficante ou um sequestrador.

Nesse caso houve alguma pressão?
Houve comentários… Qualquer um pode fazer comentários, mas de interferência não tivemos nada. Nunca tivemos nenhuma interferência política aqui no Coaf desde 1998.

Se tivesse?
Reagiríamos.

As áreas de compliance criadas ou ampliadas depois da Lava-Jato estão dando resultados?
A Lava-Jato mandou muita gente para a prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Depois desses cinco anos de Lava-Jato, houve uma diminuição da lavagem de dinheiro? Realmente, em alguns setores há uma preocupação. Joalherias, lojas de bem de luxo estão se preocupando. E nós temos uma área específica que procura verificar se estão cumprindo as obrigações. As grandes operações, não só a Lava-Jato, trouxeram uma preocupação maior de vários setores que estavam aí à margem, quietinhos, sem cumprir suas obrigações de lavagem, e sendo usados, ainda que passivamente.

Há um resultado positivo em relação à essa questão da movimentação do dinheiro?
Pelo que temos observados, creio que sim.

Não é só marketing?
Nós temos que averiguar essa situação. Faz parte da nossa área de supervisão. Tivemos, só esse começo de ano, 2.594 novos cadastrados aqui para fazer comunicações. São setores obrigados pelo Coaf. São lojas de bens de luxo, joalherias ou factoring.

Governo Bolsonaro prioriza agenda de costumes, enquanto a economia afunda



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Charge do Senna (Arquivo Google)
Rosana Hessel
Correio Braziliense

Enquanto o novo governo procura se preocupar mais com a questão de costumes da população, a economia patina feio. O desemprego voltou a subir com força diante da desconfiança de empresários e de consumidores em relação à capacidade do governo de reativar a atividade econômica do país. A taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2019 saltou para 12,7%, conforme dados divulgados nesta terça-feira (30/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último trimestre de 2018, essa taxa era de 11,6%.
A piora nos dados de emprego reflete a paralisia na indústria e no comércio e as incertezas em relação ao avanço das reformas, principalmente, a da Previdência. 
CRESCIMENTO? – Não por acaso, os especialistas já falam em queda do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e crescimento inferior a 1% no acumulado de 2019. Esse desastre, reforçam, é reflexo da opção do presidente Jair Bolsonaro em priorizar a agenda de costumes em vez de ações concretas para estimular a produção, os investimentos, o emprego e o aumento da renda.
Foram registrados 13,4 milhões de desempregados de janeiro a março, dado que cresceu 10,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2018 (de 12,2 milhões). O número de pessoas subutilizadas também cresceu no mesmo período, somando 28,3% milhões, alta de 5,6% na mesma base de comparação, de acordo com o IBGE. A taxa de subutilização da força de trabalho, de 25% no primeiro trimestre do ano, é recorde da série histórica iniciada em 2012, com alta de 1,2%.
PESSIMISMO – “Os dados do emprego divulgados pelo IBGE confirmam o cenário mais pessimista em relação ao PIB do primeiro trimestre”, afirmou André Perfeito, economista-chefe da Necton. Ele prevê estagnação no PIB dos primeiros três meses do ano e de apenas 0,9% no acumulado no ano.
O economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, destacou que o desemprego continua elevado porque o cenário de crescimento e de investimento no país é medíocre. Ele avaliou que a composição dos novos empregos “continua sendo de baixa qualidade”, pois o emprego formal está crescendo muito pouco, 0,2% e o informal aumentou 4,4%.  Pelas contas de Ramos, 1,59 milhão de novos postos de trabalho criados a partir do ano passado foram impulsionados, em grande parte, por aqueles que trabalham no setor informal (466 mil) e autônomos (879 mil).

Delta desiste de patrocinar evento em homenagem a Bolsonaro em Nova York


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Hotel Marriot aceitou sediar a homenagem a Bolsonaro
Deu na Folha
A companhia aérea Delta desistiu nesta terça-feira (30/4) de patrocinar o evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) será homenageado com o prêmio “Pessoa do Ano”, segundo a rede de TV CNN. O evento tem sido objeto de polêmica desde que foi anunciado pela entidade. Há duas semanas, o Museu de História Natural de Nova York anunciou que não iria mais sediá-lo.
A instituição recebeu fortes críticas da comunidade científica e de seus frequentadores por supostamente coadunar-se com valores de Bolsonaro que o público considera ser racistas, misóginos e homofóbicos.
PREFEITO PRESSIONOU – O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, por sua vez, pediu ao museu que não recebesse Bolsonaro e criticou o discurso do presidente brasileiro sobre a Amazônia.
Após desistência do museu, o hotel New York Marriott Marquis aceitou receber o jantar de gala, que costuma ter cerca de mil convidados, com entradas ao preço individual de US$ 30 mil (cerca de R$ 118 mil).
A consultoria Bain também desistiu de patrocinar o evento. Em um comunicado, afirmou que “encorajar e celebrar a diversidade é um princípio nuclear” da empresa, mas que continuaria apoiando a Câmara de Comércio Brasil-EUA. A Delta não comentou sua decisão.
DESDE 1970 – A premiação é concedida há 49 anos pela entidade e tem objetivo de reconhecer sempre dois líderes, um brasileiro e um americano, que trabalham pela aproximação e relação entre os dois países.
Além de Bolsonaro, o evento vai homenagear o secretário de Estado do governo americano, Mike Pompeo. ​

TJ-BA acolhe pedido que extingue ação contra Zé Ronaldo sobre contratação emergencial

POLITICA LIVRE
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O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM)
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu, por unanimidade, acolher pedido da defesa do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), relativo a uma ação movida pelo Ministério Público, que trata da contratação emergencial de uma cooperativa para manter serviços essenciais de saúde no município, em 2013, início do seu terceiro mandato. Na prática, a decisão extingue o processo. Segundo os advogados do ex-prefeito o Ministério Público não indicou prejuízo ao erário, na referida contratação. “Não há consequência patrimonial para o órgão público”, afirma a defesa. Ao assumir o mandato, em 2013, José Ronaldo encontrou a cooperativa (COOPERSADE) prestando os serviços sob contrato emergencial efetuado na gestão do seu antecessor, Tarcízio Pimenta. Na oportunidade, Zé Ronaldo determinou a realização de licitação pública de imediato (a primeira daquela gestão), mas o processo foi interrompido por questões alheias à vontade da administração municipal. Enquanto não se concretizou a licitação, o então prefeito de Feira de Santana renovou contrato emergencial com a prestadora dos serviços, uma vez que se tratava de atendimento essencial que não poderia ser interrompido, a saúde de milhares de feirenses.

Golpe foi derrotado e todos os envolvidos devem se render, diz Maduro

POLITICA LIVRE
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou, em pronunciamento à TV estatal na noite desta terça-feira (30), que o lider oposicionista Juan Guaidó foi derrotado. “Nunca nos renderemos às forças imperialistas”, disse, em referência aos Estados Unidos, que apoiam o opositor. Maduro disse ainda que os perpretadores do movimento para depô-lo do poder, que ele chama de golpe, estão sendo interrogados. “Isto não pode ficar impune”, disse ele, “todos os envolvidos devem se render”. O ditador também afirmou que seu regime continuará a ser vitorioso. Segundo ele, os atos da oposição foram detectados às 4h15 da madrugada desta terça e liderados por Leopoldo López, a quem chamou de fascista. Enquanto fez seu pronunciamento, Maduro esteve sentado a uma mesa rodeado das principais lideranças militares do país, que foram aplaudidas por sua atuação firme durante os eventos do dia. O ditador reforçou a lealdade dos militares ao seu regime, em claro contraste com as declarações da oposição de que um grande movimento de deserção estaria em curso.
Folhapress

STF suspende regra da reforma trabalhista e proíbe grávida em local insalubre

POLITICA LIVRE
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Grávidas e mães que amamentam não podem trabalhar em local insalubre
Grávidas e mães que amamentam não podem trabalhar em local insalubre. A proibição, que havia sido suspensa pela reforma trabalhista, volta a valer por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). A corte vetou nesta terça-feira (30) uma regra da reforma do governo Michel Temer (MDB). O ministro Alexandre de Moraes proibiu uma regra que autorizava grávidas e lactantes de trabalharem em atividade insalubre. “Trata-se da primeira decisão do STF, ainda que em caráter liminar [provisório], que é contrária à reforma trabalhista”, diz Ricardo Calcini, professor de direito do trabalho da FMU. O caso ainda precisa ser analisado pelos ministros da corte. Não há previsão para o julgamento. O pedido de suspensão das novas normas foi feito pela CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos). A reforma está em vigor desde novembro de 2017. Com a mudança na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), as mulheres seriam afastadas das atividades de risco com grau médio ou mínimo durante a gestação somente após a recomendação de um médico de sua confiança. O trabalho das gestantes é vetado em atividade de grau máximo. Após a reforma, as lactantes passaram a precisar também de atestado médico para serem dispensadas das atividades insalubres em quaisquer desses graus. Antes das mudanças de 2017, a lei dizia que gestantes ou lactantes deveriam ser afastadas das funções perigosas. O trabalho seria exercido em local seguro. Não havia exigência de atestado. “O correto é que, em tais situações, para preservar a situação do nascituro, a mulher seja readaptada para o exercício de atividade salubre”, afirma Calcini.
Folhapress

Assange é condenado a 50 semanas de prisão por violar medida de coação

POLITICA LIVRE
Foto: Arquivo/REUTERS/Henry Nicholls/Direitos Reservados
Julian Assange foi preso em Londres
O fundador da Wikileaks, Julian Assange, foi condenado ontem (30) a 50 semanas de prisão por ter violado uma medida de coação no Reino Unido. Ele foi sentenciado por ter violado uma medida de coação de liberdade condicional há quase sete anos, tendo aproveitado esse tempo para se refugiar na Embaixada do Equador em Londres, em 2012. Agora, a justiça britânica condenou o fundador da Wikileaks a 50 semanas de prisão no Reino Unido. A decisão surge quase um mês depois de Assange ter sido detido pela justiça britânica, depois de o presidente do Equador, Lenín Moreno, ter anunciado, no último dia 11, que iria retirar asilo diplomático ao ativista australiano.
Agência Brasil

Maduro perdeu o respeito das Forças Armadas, diz Guaidó

POLITICA LIVRE
O líder opositor Juan Guaidó disse que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, não tem o apoio e o respeito das Forças Armadas de seu país, mas que todos sabiam que não seria fácil derrubá-lo. “Hoje é um dia histórico para a Venezuela, o início da última fase da Operação Liberdade”, afirmou ele em um vídeo divulgado na noite desta terça-feira (30) pelas redes sociais. Foi a primeira manifestação do opositor desde o início da tarde, quando se intensificaram os confrontos entre manifestantes que o apoiam e as forças leais a Maduro. As imagens não identificam seu paradeiro. Ele defendeu a tática adotada pela oposição e disse que “pressão e protestos geram resultados”. Guaidó chamou as manifestações desta terça de “uma rebelião pacífica” e negou que a ação tenha sido uma tentativa de golpe. Chamando o regime de “farsa” e Maduro de “tirano”, ele também convocou novos protestos para esta quarta (1º) e pediu que a população vá às ruas contra o ditador.
Folhapress

Lula, Boulos, Manuela no fundo invejam o autoritarismo de Maduro


Que a Venezuela, ainda que não hoje, reencontre a liberdade.
O socialismo do século XXI passa por cima, literalmente, de seus adversários. Sempre foi e sempre será assim com esta ideologia nefasta.
Por aqui, terra onde os paladinos morais tiveram a ousadia de batizar um partido juntando socialismo e liberdade, vai tudo bem: Lula dá entrevista a dois espantalhos, autorizado por outro espantalho chefe do Judiciário, Dias Toffoli, tudo bancado por nós, pagadores de impostos, e com a maior tranquilidade não fez uma crítica a Maduro e a Chávez. Disse que este era "muito voluntarioso". Nota-se como o regime é voluntariosamente genocida.
Lula, Boulos, Manuelas e similares no fundo, no fundo invejam o autoritarismo sem maquiagem, a ditadura escancarada, o socialismo raiz, que se assume com presos políticos e torturados, com assassinato de mulheres, jovens, idosos, um socialismo sem preconceito na hora de matar. Um socialismo como este o é de fato: impiedosamente sanguinário.
Os socialistas do Baixo Gávea, que não sobreviveriam a um chope quente nas horas vagas, hoje torcem para que um país continue refém de um ditador cruel e seus asseclas, para que este país continue faminto, mas socialista. Afinal, a fome e liberdade são detalhes. O querem por diversão. Para serem fiéis aos seus ideias políticos. Precisam trotar junto com a manada.
Se esta postura covarde serve para alguma coisa, é para nos lembrar do que nos livramos. E para não nos esquecermos, nunca, do que a extrema-esquerda é capaz de fazer quando no poder.
A turma do "menos ódio, mais amor" é incapaz de sentir compaixão verdadeira.
Que a Venezuela, ainda que não hoje, reencontre a liberdade.

João Ferreira

O medo dos "professores" doutrinadores é de que os alunos pensem

Salas de aula são locais PÚBLICOS.
O professor é responsável por menores de idade que são OBRIGADOS a estarem ali.
O professor, também, é pago para lecionar uma determinada matéria. Se está utilizando seu tempo de aula para expor suas opiniões políticas, então não é digno do salário que recebe.
A filmagem do que acontece em sala de aula não deveria ser permitida, deveria ser OBRIGATÓRIA.
Honestamente, não entendo o medo. Na minha época de faculdade não existiam os smartphones modernos. Mas eu utilizava um gravador nas aulas de determinados professores, que davam explicações mais detalhadas, para que pudesse estudar a matéria, depois. Como eles estavam apenas cumprindo as suas funções e ensinado a matéria que lhes cabia, nunca tive problemas.
Antes que venham me dizer que estou antagonizando professores, vou lembrar que a minha avó é professora pública aposentada e a minha mãe é professora pública atuante.
A minha crítica é aos MAUS professores, que usam o público cativo dos alunos para DOUTRINÁ-LOS.
Em momento algum defendo que não deva existir o debate político dentro das escolas. Os alunos têm o DIREITO de conhecerem os FATOS e formarem SUAS PRÓPRIAS opiniões.
O que não pode é que canalhas travestidos de "educadores" OMITAM a verdade e apresentem, somente, uma versão tendenciosa.
Só quem MENTE tem medo do contraditório.
Escola sem pensamento crítico não é escola.
Escola com doutrinação NÃO TEM pensamento crítico.

Felipe Fiamenghi

O Brasil não é para amadores.

O “amante” pressionou a OAS para contratar empresa do marido da “amante”, revela delator


É público e notório que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possivelmente mantinha um relacionamento amoroso com Rosemary Noronha.
Sobre o caso, a Revista IstoÉ chegou a publicar uma minuciosa matéria de capa, descrevendo a atual situação da mulher e tratando-a como ex-amante de Lula.
“As novas encrencas da ex-amante de Lula”
Neste início do mês de maio, uma nova nuance do relacionamento Lula e Rose é revelada.
Lula era um amante terrivelmente “canalha”, que ‘usava’ a mulher, mas ajudava o marido, utilizando para tanto o poder que detinha.
Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, afirma em sua delação premiada que o ex-presidente pressionou a construtora para que contratasse os serviços de uma empresa denominada New Talent, cujo proprietário era João Vasconcelos, o marido de Rose Noronha, o cônjuge da 'amante'.
O relato do conteúdo da delação foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo.
Veja abaixo:
“O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro disse em seu acordo de delação premiada que foi pressionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a construtora baiana contratasse a empresa do marido de Rosemary Noronha, que foi assessora especial do petista e trabalhou com ele durante décadas.
(...)
Léo Pinheiro afirmou em sua delação que, em 2012, o executivo Ricardo Flores, então presidente da Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), lhe pediu para que a OAS contratasse a New Talent Construtora, empresa de João Vasconcelos, marido de Rosemary Noronha, para obras da Invepar, empresa controlada pela construtora baiana. A Previ era sócia da OAS na Invepar.
O ex-presidente da OAS disse que repassou a orientação para Carlos Henrique Lemos, então superintendente da empreiteira em São Paulo. A New Talent Construtora foi contratada para as obras de duplicação da rodovia Raposo Tavares, feitas pela Cart (Concessionária Autoestrada Raposo Tavares). A Cart pertence à Invepar, que reúne os investimentos da OAS na área de transportes. Os serviços realmente foram prestados pela New Talent Construtora.
Em 2014, segundo Léo Pinheiro, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, disse a ele que a New Talent havia tido prejuízo no contrato com a OAS e por isso pediu que a construtora desse uma nova oportunidade para a empresa do marido de Rosemary Noronha.
Léo Pinheiro disse, em depoimento, que novamente conversou com o diretor Carlos Henrique Lemos para que a New Talent fosse mais uma vez contratada pela OAS. Mas a contratação demorou.
O ex-presidente da OAS disse que em outubro de 2014, num encontro com Lula e Okamoto no Instituto Lula, ele foi pressionado pelo ex-presidente da República, que teria se mostrado profundamente irritado com a demora na contratação e disse para que esquecessem o pleito.”
Carlos Henrique Lemos foi cobrado novamente por Léo Pinheiro, segundo a delação, sobre a nova contratação da New Talent. Em 5 de novembro de 2014, o então presidente da OAS reuniu-se com Rosemary Noronha e João Vasconcelos para garantir que as pendências seriam resolvidas.
Antes do ano chegar ao fim, a New Talent assinou contratos com a companhia baiana para realizar obras num empreendimento de revitalização da favela do Real Parque, na zona sul da capital paulista.
da Redação

Marqueteiro que produziu ataques de Alckmin contra Bolsonaro é pego pelo COAF

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) emitiu um relatório em que cita Antônio Lavareda, cientista político que trabalhou nas campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso.
Segundo o relatório, há motivos claros e suficientes para investigar as contas de Lavareda, por supostos crimes de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial. Aponta ainda que, em julho de 2014, a conta do cientista político teve 15 transações fracionadas suspeitas em dois dias, com o total de movimentações no valor de R$139 mil.
Com base nisso, o Coaf sugere a quebra do sigilo fiscal de Lavareda, das empresas em que participa e dos supostos "laranjas" associados a ele, visto que ele teria um grupo de enorme amplitude com atuações financeiras suspeitas.
É importante ressaltar que, além de FHC, Lavareda foi consultor de Temer na presidência e também já prestou serviços ao partido Democratas. Ele também é apontado como o autor da ideia, que não deu certo, de que Geraldo Alckmin utilizasse a estratégia de bater em Jair Bolsonaro na eleição presidencial.
Após o relatório apontar supostos indícios de crimes, o Ministério Público está no comando da investigação mais aprofundada sobre a origem dos recursos e a "tentativa de burla aos controles" do poder público.
da Redação

Com um simples “despacho” governo encerra falcatrua que virou marca registrada do PT

A Advocacia-Geral da União, por meio de seu ministro-chefe André Mendonça, encaminhou nesta segunda-feira (30.04) a todos os bancos públicos e órgãos de controle um ofício com o parecer do presidente Jair Bolsonaro, assinado na semana passada, retirando integralmente o sigilo dos empréstimos realizados com dinheiro público dos cidadãos brasileiros pagadores de impostos.
A partir de agora, o Tribunal de Contas da União - TCU, a Polícia Federal - PF, o Ministério Público Federal - MPF e a Controladoria-Geral da União vão ter acesso às condições dessas operações de crédito, os critérios utilizados para a concessão, as vantagens de cada empréstimo, o cumprimento das cláusulas e todos os demais detalhes dos contratos.
"Ao ter que divulgar quem recebeu e por que recebeu, o BNDES e outros bancos terão que mostrar se as taxas de juros concedidas são semelhantes entre as empresas. Por exemplo: emprestamos para a JBS com as mesmas condições que emprestamos para a concorrente? É transparência e isonomia", escreveu André Mendonça.
Esse sigilo criminoso foi marca registrada dos governos do PT.
Começamos a abrir a caixa de pandora.
Sigamos em frente!

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista
*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

Depois de reunião de emergência, Bolsonaro incentiva apoio à deposição de Maduro



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No centro de Caracas, um carro blindado atropelou manifestantes
Talita Fernandes
Folha

O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião de emergência nesta terça-feira (30) para discutir a situação da Venezuela. O encontro teve a presença do vice-presidente, general Hamilton Mourão, do presidente e dos ministros Augusto Heleno (GSI), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa).
Após a reunião, o presidente divulgou uma nota na qual encoraja outros países a apoiarem o movimento para depor o ditador Nicolás Maduro. 
SOLIDARIEDADE – Em uma rede social, Bolsonaro afirmou que o “Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos”. “Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia.”
Líderes da oposição do país vizinho, Juan Guaidó e Leopoldo López foram no início da manhã desta terça até a base aérea de La Carlota, em Caracas, para anunciar o apoio de militares dissidentes na luta contra o regime do ditador Nicolás Maduro.
“Hoje soldados que são valentes vieram até aqui porque nosso primeiro de maio começou hoje. Estamos chamando as Forças Armadas para acabar com a usurpação hoje.” Guaidó deu as declarações por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, no qual aparece cercado de militares que o apoiam, armados, e ao lado de López.
APOIO DO BRASIL – Guaidó foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto no fim de fevereiro, pouco tempo depois de ter feito juramento na Assembleia Nacional como “presidente interino” da Venezuela.
O governo brasileiro apoia a oposição venezuelana contra o regime de Maduro, mas militares e o próprio presidente têm negado qualquer iniciativa de intervenção no território do país vizinho, deixando que os próprios venezuelanos resolvam seus problemas internos.

Guedes faz “tradução” da entrevista de Cintra e diz que não aumentará impostos



O ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Reprodução/GloboNews
Guedes alega que não entenderam direito a entrevista de Cintra
Alexandro Martello
G1 — Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (30) que não o governo não fará aumento de impostos. Segundo Guedes, liberais, como definiu os integrantes da equipe econômica, podem reduzir ou fazer substituição tributária, mas não elevar impostos. A declaração foi dada após almoço com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e motivada por uma entrevista do secretário-especial da Receita Federal, Marcos Cintra, ao jornal “Folha de S.Paulo”. Na entrevista, Cintra disse que, com o imposto sobre pagamentos pretendido pela área econômica do governo, até mesmo fiéis de igrejas serão tributados quando contribuírem com o dízimo.
“Vamos deixar absolutamente claro: nós somos liberais. Os liberais não aumentam impostos, eles simplificam, reduzem ou fazem substituição tributária”, declarou Paulo Guedes.
BOLSONARO NEGOU – A entrevista de Cintra motivou uma reação do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que não haverá aumento de impostos nem tributação de igrejas. O tributo em discussão no âmbito de uma proposta de reforma tributária incidiria sobre todas as movimentações financeiras, está em estudo pelo governo. O objetivo seria colocá-lo no lugar da contribuição previdenciária das empresas, a fim de aumentar a geração de empregos.
Nesta segunda-feira, porém, a informação de que as igrejas e seus fiéis pagariam mais tributos foi negada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. “Essa informação não procede. Em nosso governo, nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas” declarou Bolsonaro em vídeo publicado em uma rede social.
Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o que o secretário da Receita quis dizer é que, em “um futuro próximo”, o governo gostaria de “desonerar totalmente a folha de pagamentos”.
DESONERAR? – “Uma obsessão nossa de desonerar. E nesse esforço uma das considerações alternativas é um imposto sobre pagamentos, que o Marcos Cintra namora há muitos anos”, afirmou.
Guedes ainda brincou, dizendo que preferia que o secretário da Receita tivesse dito que o novo tributo também será pago por “bandidos”, ao incidir sobre movimentações financeiras.
“Eu preferia que ele tivesse falado que os bandidos vão pagar, que os traficantes vão pagar. Ele falou logo em igreja. Deu azar porque quem vai pagar é bandido, traficante, todo mundo que faça pagamentos. Então, essa que era a ideia dele”, declarou.
IMUNIDADE – O ministro da Economia ainda afirmou que as igrejas continuarão com imunidade tributária, ou seja, isentas do Imposto de Renda e do imposto sobre propriedade. “Todas as imunidades que elas têm, ninguém vai mexer com isso. O que se está pensando é em tributar um espaço novo, sobre pagamentos, e ter uma base boa para você desonerar as folhas de pagamentos”, declarou.
O ministro Paulo Guedes também confirmou que um novo plano de ajuda aos estados, em estudo pelo governo há meses, já está quase pronto e será apresentado ao Congresso Nacional quando a área política julgar conveniente, assim como a discussão do pacto federativo, que distribuirá mais recursos da extração de petróleo às unidades da federação.
Sobre o programa de ajuda aos estados, ele explicou que o governo buscará antecipar recursos aos estados que se comprometerem a ajustar as contas. “Já que eles [os governadores] são forçados agora a ajustar as finanças estaduais e municipais, a gente antecipa alguns recursos para que eles possam sobreviver um, dois anos, enquanto fazem os ajustes”, explicou.

Governo confirma que 25 militares venezuelanos pediram asilo na embaixada brasileira



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Governo brasileiro ainda não confirmou se concederá os asilos
Por G1 — Brasília
O porta-voz da Presidêancia da República, Otávio Rego Barros, confirmou nesta terça-feira (30) que 25 militares venezuelanos pediram asilo na embaixada brasileira na Venezuela. A informação foi publicada primeiramente no blog da jornalista Míriam Leitão. Rego Barros foi questionado sobre o assunto e confirmou a informação.
Já de acordo com o jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, os militares venezuelanos que pediram asilo ao governo brasileiro não são de alta patente. E Rego Barros não informou se o Brasil vai conceder asilo a eles.
TUMULTOS – Nesta terça, as ruas de Caracas, capital da Venezuela, foram tomadas por confrontos horas após o presidente autoproclamado, Juan Guaidó, ter convocado a população a se manifestar contra o regime de Nicolás Maduro.
Guiadó anunciou o apoio de militares para derrubar o governo e deu início à fase final da chamada Operação Liberdade.
Maduro acusa os oposicionistas de tentativa de golpe. Ele postou que militares demonstraram “total lealdade ao povo, à Constituição e à Pátria”. Também convocou às ruas a população que o apoia. “Venceremos”, escreveu o chavista em rede social.
Ainda pela manhã, grupos de manifestantes tentaram entrar na principal base aérea do país, a Generalísimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota. O local foi escolhido como ponto de apoio a Guaidó.

Para aprovar reforma, Bolsonaro vai trair Moro e entregar a Guedes o controle do Coaf



Paulo Guedes fala a CCJ...#charge #cartum #cartoon #humor #política #desenho #art #caricatura #caricature #jornal #opovo #jornalismo #illustration #ilustração #editorialcartoon #politicalart #politicalcartoon
Charge do Clayton (O Povo /CE)
Carlos Newton
É uma questão de sobrevivência. Para atrair o então juiz federal Sérgio Moro e fazê-lo aceitar o Ministério da Justiça, o presidente eleito Jair Bolsonaro teve de enfeitar o bolo, como se dizia antigamente, entregando ao futuro ministro a mais potente arma contra a corrupção, o Conselho e Controle de Atividades Financeiras – Coaf, até então subordinado ao Ministério da Fazenda. Moro aceitou a oferta e a nomeação, pediu exoneração do cargo de juiz e meteu mãos à obra, criando o mais avançado programa de leis contra o crime já adotado no mundo.
O chamado pacote anticrime foi encaminhado à Câmara os Deputados pelo Planalto, até aí tudo bem, o neoministro Moro jamais imaginou que fosse sofrer tanta resistência e tanto boicote. Mas de repente o sonho de Moro acabou.
BANCADA DA CORRUPÇÃO – O Congresso desde sempre vem sendo dominado pela bancada da corrupção, que é amplamente majoritária. As principais lideranças já decidiram tirar o Coaf do Ministério da Justiça, para evitar a influência de Moro, e entregá-lo à pasta da Economia, dominada por Paulo Guedes, que não somente fala a mesma língua desses congressistas, como também está sob investigação no caso do rombo dos fundos de pensão, tendo inclusive se esquivado de prestar depoimento ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
O que Moro não esperava era a facada pelas costas, porque o presidente Bolsonaro, para ganhar votos na reforma da Previdência, resolveu aceitar a transferência do Coaf para a pasta da Economia, como arma de barganha.
Moro protesta, dá entrevistas, procura lideranças na Câmara, mas o sinal está fechado para ele.  Não há mais a menor possibilidade de o Coaf continuar vinculado ao Ministério da Justiça, esta hipótese tem o mesmo valor de uma nota de três dólares.
VITÓRIA DE PIRRO – Bolsonaro pensa (?) que essa concessão que está fazendo ao Congresso – digo, à bancada da corrupção – vai fazer com que a reforma da Previdência seja aprovada, mas é um engano colossal. Os parlamentares não precisam do governo para transferir a Coaf, isso é decisão deles, já acertada, e com apoio entusiástico de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, que não querem nem ouvir falar em Controle de Atividades Finaceiras.
O presidente deveria fazer exatamente o contrário e se manifestar contra a transferência do Conselho para a pasta da Fazenda, até mesmo para afastar a suspeita (ou certeza) de que ele e seus filhos sejam beneficiados no caso das “rachadinhas” de Queiroz & Cia., levantado exatamente pelo Coaf.
Mas Bolsonaro cometeu um ato falho e admitiu que poderia apoiar a ida do Conselho para a órbita de Guedes, que atua na mesma frequência da bancada da corrupção, quando o assunto é ganhar dinheiro ilicitamente.

Governo depende do Congresso para pagar aos aposentados e pensionistas do INSS



Charge sem assinatura, reproduzida do site Ameba Negra
Pedro do Coutto
A afirmação que se encontra no título é, ao mesmo tempo, tão impressionante quanto impressionista. A perspectiva encontra-se com grande destaque na edição de ontem de O Estado de São Paulo, reportagem de Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli. A situação aponta para a falta de recursos financeiros em decorrência da máquina pública estar praticamente paralisada, em consequência da pouca vitalidade do Executivo na arrecadação fiscal do país.
O governo Bolsonaro está diante — acentuam as repórteres — de um impasse representado pelos efeitos de uma recessão.
AUMENTAR RECEITA? – A equipe econômica tem se voltado para buscar receitas e reduzir despesas, porém sua atuação aponta mais para a redução das despesas do que para o aumento de receita. Este tem sido, a meu ver, o caminho para assegurar as obrigações do governo. A equipe econômica luta para conseguir liberar 800 milhões de reais, para evitar o não pagamento de pensões e aposentadorias a partir do mês de junho.
O país necessita de ato do Congresso liberando os recursos que se elevam a 4 bilhões se considerarmos os compromissos financeiros com organismos internacionais. Só com a ONU a dívida brasileira situa-se no patamar de 2 bilhões de reais.
Há necessidade de o Congresso liberar um aval para atender a emergência sem comprometer a medida de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. É preciso agir rápido para que o Executivo não fique na mão de deputados e senadores, sobretudo no momento em que o Palácio do Planalto pratica um lance de dados para aprovar a reforma da Previdência.

SEM RECURSOS – A escassez de recursos estende-se também ao pagamento da Bolsa Família e ao pagamento do benefício de prestação continuada. O Executivo, se não obtiver o aval parlamentar corre o risco de ser acusado de pedaladas fiscais, no estilo das que marcaram o final do governo Dilma Rousseff. Na minha opinião o panorama destacado pelo O Estado de São Paulo resulta de uma queda de consumo que atinge a população do país.
Sem salários capazes de fazer face à inflação, não há saída possível, porque o consumo cai e a receita, também.

Total de trabalhadores subutilizados no país chega a 28,3 milhões, um recorde sinistro



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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Nicola Pamplona
Folha

A taxa de subutilização da força de trabalho brasileira bateu recorde no primeiro trimestre de 2019. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), chegando a 25%. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam ou trabalharam menos do que gostariam no período. É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, iniciada em 2012.
Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, houve alta de 5,6%, ou 1,5 milhão de pessoas.
SEM COMEMORAÇÃO – “Amanhã é dia do Trabalho e 28 milhões de pessoas não vão ter condições de comemorar”, comentou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, durante entrevista para anunciar os resultados nesta terça (30). Entre eles, estão os desempregados, desalentados e aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana.
No primeiro trimestre de 2014, antes do início da crise no mercado de trabalho, a taxa de subutilização chegou a 15,5%. O crescimento reflete tanto a alta do desemprego quanto a alta do desalento – quando a pessoa está impossibilitada de procurar emprego por falta de dinheiro ou por acreditar que não encontrará vaga, por exemplo.
O número de pessoas desalentadas cresceu 3,9% no primeiro trimestre de 2019 (em comparação com o trimestre anterior), chegando a 4,8 milhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, a alta foi de 5,6%. A taxa de desalento chegou a 4,4%, o maior para o período desde o início da pesquisa.
SUBUTILIZAÇÃO – O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 6,8 milhões no primeiro trimestre, estável em relação ao trimestre anterior e 10,2% maior do que a verificada nos três primeiros meses de 2018.
“A subutilização da força de trabalho é o indicador em que os gestores têm que pensar para planejar em políticas públicas”, disse Azeredo. “É a fotografia mais precisa, o diagnóstico mais preciso, aquele que a gente tem que olhar e dar mais atenção.”
No primeiro trimestre sob o governo Jair Bolsonaro, a taxa de desemprego no país foi de 12,7%. Ao todo, 13,4 milhões de brasileiros procuravam emprego no período, alta de 10,2% com relação ao trimestre encerrado em dezembro. Nos últimos três meses, segundo o IBGE, 1,2 milhão de pessoas a mais passaram a procurar emprego no país. E Azevedo lembra que, no quarto trimestre, há eventos que estimulam o emprego, como festas de fim de ano, Natal, Black Friday e férias.
DISSE BOLSONARO – No início do mês, Bolsonaro questionou a metodologia da pesquisa, que considera desempregado a pessoa que procurou emprego no período em análise. “É uma coisa que não mede a realidade”, disse o presidente, em entrevista à TV Record.
Na ocasião, o IBGE respondeu que a metodologia segue recomendações da OIT (Organização Internacional do Trabalho). As críticas geraram no mercado preocupações sobre possível intervenção política no órgão.
“É uma das pesquisas mais elogiadas do mundo. Nenhum país tem o que a Pnad Contínua tem, em termos de detalhes”, afirmou nesta terça Azeredo.

Investigação do caso Queiroz e Flávio Bolsonaro completa 16 meses sem conclusão



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Queiroz sumiu e alega que está fazendo tratamento em São Paulo
Deu na Folha
A apuração criminal sobre a movimentação atípica de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), completou nesta semana um total de 16 meses sem uma conclusão. Policial militar aposentado, Queiroz era uma espécie de chefe de gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, e o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que o menciona junto com outras dezenas de assessores de políticos chegou no dia 3 de janeiro ao Ministério Público do estado.
Inicialmente, tinha havido a produção de uma série de relatórios, e a investigação formal foi instaurada em 30 de julho do ano passado. Ela tramitou até janeiro no gabinete do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, em razão do foro especial a que Flávio tinha direito como deputado estadual.
PRIMEIRA INSTÂNCIA – O caso depois foi remetido à primeira instância da investigação porque, ao ser eleito senador, ele perdeu o foro em casos que envolvem seu mandato anterior na Assembleia Legislativa, isso baseado em uma decisão tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A Folha mostrou em fevereiro que a apuração sobre o caso Queiroz perdeu velocidade durante a campanha eleitoral. O procurador-geral de Justiça afirmou à época que um dos motivos para isso foi a preparação de operações que prenderam prefeitos e vereadores em cidades do Rio de Janeiro.
A investigação atualmente é tocada pela Promotoria de Justiça, com apoio no âmbito criminal do Gaecc (Grupo de Atuação Especializada em Combate à Corrupção). Há também investigação na área cível para analisar eventual improbidade administrativa.
EM SIGILO – A investigação está sob sigilo, motivo pelo qual não é possível saber o estágio em que se encontra nem que medidas foram tomadas até agora. Em fevereiro, Queiroz admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele disse que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do deputado e filho do presidente da República.
Como começou a investigação? A apuração que atingiu Flávio Bolsonaro tem origem em etapa da Lava Jato do Rio que tinha deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) como alvo. Em 2017, três deles, incluindo o então presidente da Casa, Jorge Picciani, do MDB, foram presos. Há outros 22 procedimentos criminais e cíveis abertos envolvendo outros políticos e seus assessores, como o presidente da Assembleia, André Ceciliano (PT).
Um relatório do Coaf feito no âmbito dessa investigação mencionava movimentações financeiras atípicas dos assessores dos deputados estaduais, incluindo Fabrício Queiroz, que até outubro foi funcionário comissionado de Flávio na Alerj.
INVESTIGAÇÕES – Em 2018, o Ministério Público do estado recebeu dados dessa operação e, em novo desdobramento, abriu investigações criminais para apurar essas suspeitas.
O que é o Coaf? O Conselho de Controle de Atividades Financeiras é um órgão de inteligência que atua contra a lavagem de dinheiro e, mais recentemente, o financiamento ao terrorismo. No novo governo, migrou do antigo Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça.
O que é movimentação financeira atípica? As instituições financeiras são obrigadas a informar ao órgão todas as operações consideradas suspeitas, como repasses ou saques fracionados.
CRITÉRIOS – Há dezenas de critérios para que uma movimentação seja enquadrada nesse perfil, como transações de quantias significativas por meio de conta até então pouco movimentada ou mudança repentina e injustificada na forma de movimentação de recursos.
Movimentação atípica, porém, só se torna crime se a origem do dinheiro for ilícita.  Segundo o Coaf, Fabrício Queiroz, que era policial militar e uma espécie de chefe de gabinete informal do filho de Bolsonaro, movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 a janeiro de 2017 —entraram em sua conta R$ 605 mil e saíram cerca de R$ 600 mil.
Além do valor, considerado incompatível com o patrimônio de Queiroz, chamaram a atenção dos investigadores o volume de saques (que chegaram a cinco em um mesmo dia) e o fato de ele ter recebido repasses de oito funcionários do gabinete de Flávio. Queiroz se apresentava como motorista do gabinete.
MOVIMENTAÇÃO – Quais eram as origens e o destino dos valores? Chegaram à conta de Queiroz R$ 216 mil por meio de depósitos em dinheiro e R$ 160 mil em transferências vindas, em boa parte, de funcionários da Assembleia.
Nathalia Queiroz, filha do policial militar e ex-assessora de Flávio na Assembleia e de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, depositou R$ 84 mil. O destino dos valores sacados também chamou a atenção do Coaf. Quase metade do valor, R$ 324 mil, foi sacada de uma agência que fica na Assembleia do Rio.
O que Queiroz fala sobre a movimentação? Em entrevista ao SBT, em dezembro, Queiroz atribuiu a movimentação a negócios particulares, como a compra e venda de automóveis.
OUTRA VERSÃO – Em fevereiro, o ex-assessor adicionou outra explicação em petição ao Ministério Público. Afirmou que recolheu parte dos salários de funcionários do chefe para distribuir a outras pessoas para que trabalhassem pelo então deputado estadual, ainda que não formalmente empregadas.
O objetivo, segundo ele, era aumentar o número de assessores a fim de aproximar Flávio de sua base eleitoral. Na petição entregue à Promotoria, ele diz que o então deputado não tinha conhecimento da prática. Até o momento, contudo, Queiroz não informou quem eram os assessores informais do senador.
Qual o elo da movimentação financeira com o presidente Jair Bolsonaro? Entre as transações de Queiroz, está um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, a atual primeira-dama.
EMPRÉSTIMO – Em entrevistas após a divulgação do caso, Jair Bolsonaro disse que a primeira-dama recebeu o cheque porque o ex-assessor estava pagando parte de uma dívida de R$ 40 mil que tinha com ele.
Essa dívida não foi declarada no Imposto de Renda. O presidente afirmou ainda que os recursos foram para a conta de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”.
Qual foi a movimentação total nas contas de Queiroz? O relatório do Coaf que deu início ao caso abordava apenas um período de 2016 a 2017. Reportagem do jornal O Globo, porém, afirma que, além dos R$ 1,2 milhão inicialmente revelados, passaram por sua conta corrente mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios anteriores, totalizando R$ 7 milhões.
SEM RESPOSTA – Por que motivo Jair Bolsonaro emprestou dinheiro a alguém que costumava movimentar centenas de milhares de reais?  De que forma foi feito esse empréstimo pelo presidente e onde está o comprovante da transação?
 Onde estão os comprovantes da venda e compra de carros alegadas por Queiroz? Por que Queiroz ainda não entregou às autoridades a lista das pessoas que recebiam como assessores informais de Flávio?
 Se Flávio possui apenas uma empresa, que foi aberta em seu nome em 2015, como ele obteve R$ 4,2 milhões para comprar dois imóveis de 2012 a 2014? Por que Flávio fracionou o dinheiro da venda do imóvel, se poderia ter depositado de uma só vez?

'Bolsonaro é apenas uma peça no xadrez de Trump', diz chanceler venezuelano

BOCÃO NEWS
['Bolsonaro é apenas uma peça no xadrez de Trump', diz chanceler venezuelano]
30 de Abril de 2019 às 23:32 Por: Pedro Ladeira/Folhapress Por: Folhapress
O chanceler venezuelano Jorge Arreaza afirmou, em entrevista exclusiva à Folha de S.Paulo, que os fatos ocorridos nesta terça (30) em Caracas são "mais um capítulo do golpe de Estado que está em processo desde 23 de janeiro no país". Na data, o deputado Juan Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela.
Ele também acusa o presidente americano, Donald Trump, de incentivar um levante contra o governo de Nicolás Maduro."Pela primeira vez os EUA não estão por trás de um golpe na região. Eles estão à frente do golpe", afirma. "Trump está chamando os militares venezuelanos a trair a Constituição e a reconhecer um presidente que não foi eleito constitucionalmente", diz.
"O que há aqui é uma disputa dos norte-americanos e da elite venezuelana pela riqueza petroleira. De um lado estão eles, do outro está Maduro e o povo". Ele afirma, ainda, que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é "conservador e neofascista", mas uma figura menor na tentativa de golpe: "Ele é apenas uma peça no xadrez de Trump".
"Entendemos que Bolsonaro faz o que Trump manda. O povo brasileiro deve rechaçar. Não deve se deixar confundir pelo governo brasileiro nem pelos meios de comunicação", diz. "A tolerância deve ser a característica das relações internacionais. E não a imposição de um pensamento único. A Venezuela tem problemas, o Brasil tem problemas, a Argentina também. Cada um deve buscar a sua solução", segue.
O chanceler afirma ainda confiar na neutralidade das Forças Armadas brasileiras diante das seguidas tentativas de "golpe" no país vizinho. "Os militares brasileiros, até agora, têm mandado mensagens diretamente ao alto comando venezuelano afirmando que não vão intervir militarmente na Venezuela", afirma ele.
Diz ainda que, diante de uma ameaça de intervenção, "nós responderemos". Arreaza afirma que o vice-presidente Hamilton Mourão, apensar de ter sido adido militar no país, "não conhece nada da Venezuela". O general disse que o que ocorre no país é um caminho sem volta.
O chanceler diz que, além dos militares, funcionários da diplomacia brasileira também teriam enviado recados no mesmo sentido, de não ingerência no país. "Não vamos revelar seus nomes. Mas muitos deles estão envergonhados do governo brasileiro. O Itamaraty sempre foi uma cátedra da diplomacia. E hoje não é referência para nada no mundo."
Ele diz ainda que, apesar de todos os esforços e mobilização do governo americano, "pela primeira vez eles estão fracassando em um golpe" na América Latina. Arreaza afirma que os EUA não têm medido esforços na tentativa de derrubar Maduro. "Estão roubando o dinheiro venezuelano para dar aos conspiradores", diz, referindo-se ao congelamento de bens de estatais da Venezuela nos EUA.
Militares estariam recebendo oferta de dinheiro ao redor do mundo para trair Maduro. "Agentes da CIA procuram as pessoas em nossas embaixadas e oferecem visto nos EUA, dinheiro, propriedade para que elas traiam a Venezuela." Diz que isso já ocorreu inclusive no Brasil.
Questionado se a saída do líder Leopoldo López de sua casa, em que estava em prisão domiciliar, com tanta facilidade não revelava que o governo Maduro já não tem o mesmo controle sobre a situação, o chanceler voltou a falar em dinheiro. "Com 10 mil dólares, você compra um policial", afirma.
O fato de Leopoldo López já ter pedido asilo à embaixada do Chile demonstraria de forma cabal, segundo ele, que "o golpe fracassou". Questionado se o país poderia impedir López de sair da embaixada rumo ao Chile, ele afirmou: "Ele é um homem condenado judicialmente. O governo e a Justiça vão avaliar".
O chanceler afirmou ainda que a "revolução bolivariana" é vítima de uma conspiração há mais de vinte anos, quando Hugo Chávez chegou ao poder "e a riqueza do petróleo passou a ser investida em políticas sociais". Ele disse lamentar que o Brasil esteja envolvido na tentativa de derrubada de Maduro. "Apesar das diferenças, sempre nos demos bem com todos os governos brasileiros."

Guaidó convoca oposição para novos protestos hoje


O líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, fez um novo apelo para que as pessoas saiam às ruas para protestar neste feriado mundial de 1 de maio. Segundo Guaidó, hoje é a “fase definitiva da Operação Liberdade”. (Ansa)

25 ANOS SEM O AYRTON SENNA DO BRASIL.