JORNAL S REGIÃO
A fabricação de fogos de artifício clandestinos na Bahia está na mira da operação Brincar com Fogo. Além de apreender mais de 6 mil unidades e inutilizar 150 quilos de material produzido irregularmente, a força-tarefa colheu elementos para inquérito sobre a única fábrica na Bahia com autorização.
As equipes estiveram nesta semana em Olindina e Nova Soure, no nordeste baiano, onde identificaram venda e fabricação de fogos ilegais. Há quatro anos, os órgãos do setor se reúnem em ações preventivas no período que antecede as festas juninas, pico da demanda por fogos.
Na operação desta semana, três empresas e uma fazenda foram vistoriadas. Foram colhidas informações, documentos e provas para a adoção de medidas judiciais. Os desdobramentos da força-tarefa devem se dar nos próximos dias à medida que os dados colhidos sejam processados.
Uma das empresas fiscalizadas foi a G. Fogos Contoplianos (Novo Campeão), única autorizada pelo Exército a fabricar pirotécnicos na Bahia. Apesar de estar com o Certificado de Registro (CR) ativo, as equipes identificaram que ela funciona em condições precárias.
Não há empregados registrados, nem são adotadas medidas básicas de segurança na produção. O Ministério do Trabalho e Emprego ainda avalia a possibilidade de interdição do estabelecimento, com base no que foi identificado no local e na análise da documentação recolhida.
Durante a fiscalização a força-tarefa verificou que a Novo Campeão compra clorato de potássio em quantidades incompatíveis com a produção. Esse é um produto controlado pelo Exército, que não emitiu nenhuma autorização para a empresa. Ela é suspeita de fornecer insumos para os clandestinos.
A maior apreensão aconteceu ao lado da fábrica Novo Campeão, numa loja pertencente à mesma família, com o nome G Fogos, de José Gerfson Moreira Leite Júnior. Lá, os fiscais encontraram cerca de seis mil unidades de produtos pirotécnicos clandestinos, que foram apreendidas e serão incineradas.
Outro local fiscalizado foi a fazenda que sediava a empresa José Vieira dos Santos EPP, da marca de Fogos Confiável. Apesar de extinta e com o Certificado de Registro cancelado pelo Exército desde 2012, a marca ainda circula no mercado.
A equipe flagrou o comércio ilegal de fogos sendo feito por Luiz Vieira dos Santos, irmão do antigo dono. Foi encontrada grande quantidade de material armazenado em condições irregulares e sem notas fiscais, além de produtos sem rótulos e identificação. 150 quilos de fogos foram inutilizados no local.
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