Em 2012, foram registrados 219 casos na capital do Tocantins.
Lago de hidrelétrica forma as praias que atraem os turistas.
Pontos turísticos da capital, as praias atraem banhistas que querem se refrescar do calor de mais de 40°C, que faz nesse período do ano. No entanto, os momentos de lazer e diversão nem sempre são tão agradáveis, casos de ataques de piranhas, dentro da água, são frequentes, o que assustam turistas e moradores da cidade. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, no ano de 2012, foram registradas 219 ocorrências de ataques de piranhas.
turistas de todo o Brasil
(Foto: Antônio Gonçalves/Prefeitura
de Palmas)
Troca de telas
As telas foram substituídas em uma parceria entre a Prefeitura de Palmas, Marinha, Exército e Corpo de Bombeiros. "As telas estavam com prazo de validade vencido há cinco anos. Havia vários furos, por isso existiam ataques”, diz o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos de Palmas, Marcílio Ávila, afirmando que neste ano não haverá casos de ataques. “Isso (as telas) é mais do que suficiente, só se o banhista ultrapassar a tela para ser mordido", observa.
Elas foram afixadas em uma profundidade de cinco metros, com estacas na cor amarela para melhor visualização da área delimitada para banho. “Os espaços são menores, não existe como ter ataques”, reafirma o secretário.
O coordenador do Programa de Pós-graduação em Ecologia de Ecótonos da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Carlos Sérgio Agostinho, diz que a tela é uma alternativa para a diminuição dos ataques das piranhas. “Toda ação de manejo adotada, como tela, retirada de macrófita [plantas aquáticas], pesca seletiva, entre outros, deve ser monitorada para que se possa aprender com a ação. Mesmo o fracasso, quando monitorado, é fonte de conhecimento para que a ação seja modificada”, explica.
O professor ressalta que a abundância de macrófitas “parece ser essencial para a manutenção de uma elevada riqueza de espécies e biomassa de peixes”, no entanto, quando em excesso, as plantas aquáticas interferem na produtividade e na qualidade da água. “O excesso de macrófitas, geralmente está relacionado ao uso do reservatório e de seu entorno. É sabido que a degradação da mata ciliar, a entrada de esgoto doméstico não tratado e a premente criação de peixes em tanques são atividades com grande potencial de alteração da qualidade da água do reservatório.”
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