MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 31 de janeiro de 2015

Harmonizando vinho e música


 
 
Harmonização: arte de combinar um determinado vinho com os alimentos mais adequados para o mesmo (ou vice-versa), conseguindo assim uma fusão perfeita de aromas, sabores, texturas e inclusive cores. É uma técnica utilizada há muitos anos.
Sem dúvida, uma harmonização exige mais que somente alguns pratos… É preciso de momento, ambiente e boa companhia.
Cada variedade tem o seu estilo? Isso foi o que uma universidade tentou demonstrar em seu último estudo. Podemos ver o exemplo no artigo publicado no blog El Gran Catador, a Universidad Heriot Watt, de Ebimburgo, na Escócia, desvelou as conclusões de seu estudo sobre a percepção do vinho em função da música que escutamos. Nesse estudo vão mais além e demonstram, inclusive, que cada variedade de uva tem suas “preferências musicais”. Assim, por exemplo, a Cabernet Sauvignon nos mostrará todo o seu potencial com uma música forte, enquanto que uma balada tranquila nos ajudará a descobrir as virtudes da uva Merlot.
Verdade? Acredito que o vinho harmonizará com aquela música que você gosta. Muitas pessoas relaxam escutando um Jazz, outras com rock ‘n roll, outras com uma balada romântica, MPB, entre muitos outros estilos musicais.
Minha opinião é a seguinte: o momento que o vinho precisa é aquele em que você pode estar em sintonia com ele, quando você sente toda a sua expressão e tira proveito de cada taça. Às vezes, devemos simplesmente entender o vinho. Uma dica é que a música seja agradável, tranquila e não seja demasiado alta. É importante viajar, sentir, tocar com a língua, deixar o vinho fluir na sua boca e fazer uma simples pergunta: “Como eu estou me sentindo agora?”. Se a resposta for “ótimo”, “feliz” e/ou “completo”, então conseguimos a harmonização do vinho e da música ideais.
Como não sou de ferro e fã desse tipo de harmonização, vou agora mesmo descer e degustar o Rural R2, um belo corte espanhol de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tempranillo acompanhado de Gipsy Kings. Quer me acompanhar?
Um ótimo final de semana e muito sabor e vinhos a todos!
Wanderson Brasil, Eno-Sommelier
Instagram: @wandersonbrasil
WhatsApp: (62) 8193-9608
Apoio:
La Bona Paella Restaurante Espanhol
Rua 30, nº 177 – Setor Marista – Goiânia.
Reservas: (62) 3548-1271
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Tudo por um pudim


Além do sabor tradicional de leite condensado, outros ingredientes enriquecem a iguaria
 
 
Jaísa Gleice
GASTRONOMIA pudimlaranja
Inovar é desnecessário quando se trata de pudim. Um clássico tradicionalíssimo e uma unanimidade do quesito sobremesas. Mas não falta quem ouse experimentar um ou outro ingrediente na tentativa de tornar ainda mais excepcional o que já é extremamente delicioso. O modo de fazer é praticamente o mes­mo. A alternância de ingredientes não altera o resultado final: suave e cremoso como um suflê, doce como caramelo e ideal para todo tipo de evento. O que muda é mesmo o sabor.
O mais comum costuma ser o de leite condensado, de queijo ou de pão banhados na calda de caramelo. Outros ingredientes foram uma adaptação à receita original, dos portugueses, que levava apenas leite, ovos e açúcar. Então, doce de leite, suco de frutas cítricas como laranja e limão, vinho do porto, pistache, ovomaltine, fava de baunilha e outros incrementos para quem almeja um sabor gourmet, ou seja, diferenciado, estão por aí a encantar o paladar.
Há algum tempo pudim também virou negócio. Empresas se especializaram em fabricar e vender sob encomenda uma iguaria até então restrita aos âmbitos caseiros ou da panificadora. Em Goiânia, a confeiteira Nádilla Cardoso Alves prepara bolos em pote para vender em três diferentes feiras na cidade. Há algum tempo o pudim começou a ganhar espaço entre as encomendas. “É um doce muito popular, coisa de família mesmo; todo mundo gosta”, justifica Nádilla, para quem, profissionalmente, preparar pudins é um grande prazer.
Quanto às encomendas, a maioria fica mesmo entre os tradicionais de leite condensado e de queijo. “Trabalho com uma linha de produtos mais simples, porém experimentei recentemen­te substituir o ovo pelo leite de coco na receita tradicional e o resultado foi excepcional. O gosto lembra sutilmente o de manjar”, explica a confeiteira para quem não se trata, nesse caso, de uma opção gourmet.
A maior parte das encomendas tem como objetivo incrementar o almoço ou jantar com a família e os amigos. Mas tem muita gente que encomenda para a festa das crianças, por exemplo. Afinal, os pudins são um hit. E há aqueles ainda que presenteiam os amigos com a iguaria. Alguém tem coragem de rejeitar? Quem não quer errar deve prestar atenção no cozimento e na calda.
Essa última é fácil de fazer – basta misturar açúcar a água – mas para que deixe o pudim mais saboroso e úmido, algumas dicas são fundamentais. O caramelo pode ser feito diretamente na forma. Ponha o açúcar e adicione água suficiente apenas para molhar. Cozinhe sem mexer até se transformar num caramelo e em seguida passe com um pincel pelas laterais da forma. Segundo os experts, o banho-maria distribui melhor a temperatura e cozinha por igual. O ideal é colocar água até dois terços da altura da forma.
Receitas gourmet fáceis de fazer. Para todas elas, a forma de preparar o caramelo é a mesma
GASTRONOMIA pudim-de-leite-035
Pudim de Fava de Baunilha
Ingredientes
Base:
1 lata de leite condensado
1 e 1/2 medida da lata de leite condensado de leite integral
3 ovos
1 unidade de fava de baunilha
1 xícara de açúcar
Modo de preparo:
Abrir a fava de baunilha em 2 e, com uma faquinha, raspar as sementinhas. Adicionar tudo ao leite e fazer uma infusão. Acrescentar o leite condensado e deixe descansar por meia hora, ou se preferir um sabor mais acentuado, deixe de um dia para o outro. Bata os ovos e adicione a mistura anterior. Coe e reserve.
Caramelo:
Coloque o açúcar numa panela e adicione uma quantidade de água suficiente para molhá-lo. Cozinhe até virar um caramelo e coloque numa forma de pudim (18cm de diâmetro).
Cozimento:
Adicione a base do pudim à forma com caramelo e cozinhe em banho-maria no forno a 150˚C por aproximadamente 1 a 1 hora e meia ou até o centro do pudim estar firme.
Pudim de laranja ou limão siciliano
Rende: 1 forma de 18 cm de diâmetro ou dez porções
Ingredientes: (Base)
450 ml de leite integral
Casca de 1 laranja (ou as cascas de 2 limões sicilianos)
1 lata de leite condensado
2 ovos
4 gemas
Calda de caramelo
150 de açúcar
Água suficiente para molhá-lo
Modo de preparo
Base:
Para preparar essa infusão, misture o leite e a casca de laranja. Leve ao fogo até que ferva e desligue. Passe para um recipiente, adicione o leite condensado ao leite com laranja (ou limão), cubra e deixe descansar por meia hora. Retire a casca e reserve. Se preferir um sabor mais acentuado, deixe a infusão repousar na geladeira de um dia para o outro.Depois disso, bata os ovos e as gemas com um fouet em uma tigela e os incorpore à mistura já preparada. Coe e reserve.
Calda de caramelo:
Ponha o açúcar em uma panela e adicione água suficiente para molhá-lo. Mexa antes de ligar o fogo, para uniformizar a mistura, e limpe as paredes da forma com um pincel molhado, para evitar a formação de cristais. Cozinhe, sem mexer, até se transformar em caramelo. Despeje a calda na forma para pudim. Se preferir, faça esse procedimento diretamente na forma.
Cozimento:
Preaqueça o fogo a 150°C. Adicione a base do pudim à forma com caramelo. Cubra com papel-alumínio, para evitar que a superfície do doce fique queimada, e cozinhe em banho-maria no forno de 1 hora a 1 hora e 30 minutos ou até que o centro do pudim esteja firme.

Eles também estão entre nós


Ainda que não sejam estrelas de primeira grandeza, coadjuvantes surgidos na Era de Ouro Hollywoodiana continuam vivos
 
 
Adalberto Araújo
Embora só 11 dos astros e estrelas mais famosos da Era de Ouro de Hollywood estejam vivos, como mostrado na edição da última quarta-feira (28) e continuado hoje, alguns dos atores e atrizes coadjuvantes, muito ou pouco reconhecidos, mas ainda assim talentosos e também alguns “forasteiros” que desembarcaram na meca do cinema vindos da Europa ainda estão entre nós. Ativos ou recolhidos, todos na casa dos 80 ou 90 anos, merecem menção pela sua história, talento, obra e contribuição à Sétima Arte.
Nesta edição, reparamos um erro cometido na quarta, ao deixar de fora a atriz Joanne Woodward, vencedora do Oscar de melhor Atriz de 1957, por As Três Máscaras de Eva. Forjada na Era de Ouro de Hollywood, a esposa do reconhecido ator Paul Newman não despontou por causa da fama do seu cônjuge. Sempre teve talento próprio e, aos 84 anos, continuava na ativa até 2013, quando filmou sua última obra, emprestando sua voz para a produção Lucky Them, como Doris. Woodward tanto tem talento que, além do Oscar de Melhor Atriz que recebeu em 1957 como melhor intérprete feminina principal, foi indicada ao mesmo prêmio em 1968, por Rachel, Rachel; em 1973, por Lembranças, e em 1990, por Mr. & Mrs. Bridges – Cenas de Uma Família.
Uma das mais injustiçadas atrizes coadjuvantes do cinema, a espetacular Angela Lansbury, de 89 anos, é outra da Era de Ouro que dá voltas na morte. Dotada de um senso de humor particular, que ela aplica em sua atuações, de carisma, atitude e talento ímpar, a eterna atriz secundária nunca teve oportunidade de estrelar um papel superlativo como protagonista de filmes A.
A britânica é mais conhecida como a detetive Miss Marple, dos livros de suspense de Agatha Christie transpostos para o cinema, mas notabilizou-se com seus papeis em Morte Sobre o Nilo (1979), como a paciente camareira de Bette Davis, e nos seus papeis que lhe valeram as indicações de Melhor Atriz Coadjuvante, em 1944 (À Meia Luz), em 1945, por O Retrato de Dorian Gray e em 1962, por Sob o Domínio do Mal. Foi mal sucedida em todas as nominações, mas foi especialmente reconhecida mundialmente em 2012, com um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra, que soma 105 produções como atriz. Sua última aparição nas telas foi em 2011, em Os Pinguins de Papai.
Eva Marie Saint e Dorothy Malone, ambas de 90 anos e Shirley Jones, de 80, também sentiram o gostinho do que restava do anos dourados do star system e seguem vivas. As três ganharam o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, o que as firmou no métier. Marie Saint em 1954, por Sindicato de Ladrões; Malone em 1956, por Palavras ao Vento e Jones em 1960, por Entre a Cruz e o Pecado. Das três, apenas Dorothy continua inativa, pois sua última aparição nas telas foi em 1992, em Instinto Selvagem. Marie Saint pôde ser vista recentemente em Avatar – A Lenda de Korra, e Jones está em plena produção, tendo filmado obras que são previstas para estrear no ano que vem e em 2017, como as ainda sem título no Brasil, porque não foram lançados aqui, On The Wing e Johnny Blue.
Quatro belas mulheres que brilharam na Era de Ouro hollywoodiana estão aí, firmes e fortes. Maureen O’Hara, 93, (Depois do Vendaval), Rhonda Fleming, 91 (Os Sinos de Santa Maria), Gina Lollobrigida, 87 (Trapézio) e Zsa Zsa Gabor, 97 (Moulin Rouge). O’Hara fez seu canto de cisne em 2000; Fleming, em 1990; Lollobrigida em 1997 e Gabor em 1996. Por que será que as mais belas saem de cena mais cedo?
Dos atores que beberam o restinho das gotas que escorriam da Era de Ouro de Hollywood, merecem menção a eterna Jeannie, de Jeannie É Um Gênio, Barbara Eden, 83, mas que despareceu das telas e telinhas em 2009 e Jane Powell, 85, (Sete Noivas Para Sete Irmãos). Também resistem Carol Burnett, 81 (Annie), Glynis Johns, 91, (Mary Poppins) e Piper Laurie, 82 (Carrie, a Estranha e Desafio à Corrupção), além de Brigitte Bardot, 80 (E Deus Criou a Mulher…) e Cicely Tyson, 81 (Lágrimas de Esperança,Tomates Verdes Fritos e Histórias Cruzadas).
Entre os homens, dos atores principais e/ou coadjuvantes, estão vivos, dos que viveram a Era Dourada de Hollywood, Jerry Lewis, 88 (Ou Vai Ou Racha), Christopher Lee, 92 (saga O Senhor dos Aneis) e Dyck Van Dyke, 89 (Uma Noite no Museu). E ainda George Chakiris, 80 (Amor, Sublime Amor), George Kennedy, 89 (Rebeldia Indomável) e Stuart Whitman, 86 (The Mark) e Robert Duvall, 83 (O Juiz).

Aumenta número de casos de câncer de pele em Santa Catarina


Estado aparece nas primeiras posições do ranking nacional, o que acende alerta para cuidados ao curtir o sol


Aumenta número de casos de câncer de pele em Santa Catarina Diorgenes Pandini/Agencia RBS
A maneira mais eficiente de prevenir é se proteger corretamente do sol Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS
Ainda garoto, Luiz Ekke Moukarzel ia muito à praia em Florianópolis e não tomava qualquer tipo de cuidado. Naquela época, não havia muita divulgação sobre os riscos do câncer de pele. Agora, aos 61 anos, sente os efeitos cumulativos do sol e já teve que fazer a retirada de manchas que representavam o início da doença.

Casos como o de Moukarzel são mais comuns a cada ano. Mesmo com mais informações e campanhas de conscientização, a taxa de incidência da doença cresce de forma significativa, principalmente em Santa Catarina, que aparece nas primeiras posições do ranking nacional. Os fatores para a incidência no Estado estão na descendência europeia, que resultou em pele muito clara, e na cultura de ir à praia.

Daniel Holthausen Nunes, presidente da regional catarinense da Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirma que, como os homens costumam ser mais expostos constantemente ao sol, caso de agricultores e pescadores, a incidência é bem maior.

— A taxa de detecção cresceu 20% nos últimos 10 anos no Estado. O grande problema do câncer de pele é que, como a lesão é mais visível, o diagnóstico é precoce, então a chance de complicação é menor, por isso as pessoas se preocupam menos. Mas câncer é câncer e, se demorar, pode precisar de procedimento que deixa cicatriz ou mutilação – diz Nunes.

Embora os tumores costumem aparecer após os 40 anos, eles geralmente são resultado da exposição crônica ao sol ou daquela queimadura de anos atrás:

— O sol é bonzinho, demora um tempo para mostrar os efeitos. Então, aquela queimadura que você teve na infância vai aparecer lá depois dos 40. Por isso é fundamental os cuidados desde criança – explica Márcia Purceli, consultora em dermatologia do programa Bem Estar, da Rede Globo.

Para evitar a doença, o mais importante é priorizar a fotoproteção e usar protetor solar toda vez que sair ao ar livre.

— Se não mudarmos a consciência dos adultos sobre fotoproteção, não iremos mudar este cenário — afirma Márcia.


Aplicativo ajuda a monitorar

Além de cuidar da proteção constante contra o sol, é fundamental acompanhar o surgimento e a alteração de manchas. Há uma regra básica de autoexame chamada de ABCD ( assimetria, borda, cor e dimensão): mancha assimétrica pode ser tumor maligno, assim como a com borda irregular, de dois ou mais tons e maior di que seis milímetros.

Para auxiliar neste pré- diagnóstico, o coordenador do Curso de Ciência da Computação da Universidade Regional de Blumenau ( Furb), Aurélio Hoppe, e o ex- estudante do curso, Thiago Pradi, começaram a desenvolver o aplicativo iMelanoma em 2012. O usuário cadastra a mancha para histórico, tira uma foto da lesão com a câmera do próprio celular e pressiona o botão de diagnóstico e, em segundos, o aplicativo retorna o resultado ( lesão benigna ou maligna).

— Porém, é importante ressaltar que o objetivo não é substituir o especialista e sim, auxiliá- lo. O nível de acerto do aplicativo é em torno de 90% — diz Hoppe.

Nos últimos dois anos, o trabalho de desenvolvimento continuou. Fizeram a portabilidade do aplicativo para a plataforma Android – a iOS já está pronta – e incluíram uma interface para fazer o mapeamento corporal das lesões cutâneas, que serve para acompanhar as modificações.

— Pretendemos disponibilizar o aplicativo, no início, gratuitamente. Mas, antes disso, precisamos conseguir algumas autorizações legais, como do Conselho de Ética — explica o coordenador.
::: Fique por dentro
Tipos
Carcinoma basocelular (CBC)
É o mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. O CBC surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Tem baixa letalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce. Os CBCs surgem mais frequentemente em regiões mais expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.
Carcinoma espinocelular (CEC)
Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol. É duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Normalmente, têm coloração avermelhada, e apresentam-se na forma de machucados ou feridas espessos e descamativos, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente.
Melanoma
Tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, o melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Em geral tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, quando se trata de melanoma, a "pinta" ou o "sinal" em geral mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento. Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita.
Sinais e sintomas
O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:
Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Como prevenir
Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias. Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.
Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto com fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.
Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

DIÁRIO CATARINENSE

Grécia: entenda a crise e conheça o novo governo


O guia definitivo para entender, com perguntas e respostas, a crise da Grécia e o novo governo de esquerda do Syriza. Por Gianni Carta
por Gianni Carta — publicado CARTA CAPITAL
LOUISA GOULIAMAKI / AFP
Tsipras-Syriza
Tsipras entre apoiadores do Syriza, no último domingo 25

Em meio à maior crise econômica de sua história, os gregos foram às urnas no último domingo 25 e colocaram o país nas mãos de Alexis Tsipras, líder da legenda radical de esquerda Syriza. A partir das perguntas e respostas abaixo, entenda de forma simples e direta a dimensão da crise grega, quem é Tsipras e seu partido, o Syriza, e quais são as implicações para o povo grego e a Europa em geral com a ascensão da esquerda radical ao poder no país:
Como explicar a crise na Grécia?
A crise teve início com a recessão, seis anos atrás. Os socialistas (Pasok) cederam a uma política econômica de austeridade imposta pela chamada “troika” (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional). Assim, obtiveram 110 bilhões de euros em 2010. No entanto, a situação do povo é desastrosa. Déficits públicos, desemprego, pobreza, queda de produtividade etc. No plano político, um dos resultados foi a demissão do premier socialista George Papandreou, do Pasok, a legenda dominante no pós-Segunda Guerra Mundial. Papandreou, filho de Andreas Papandreou, fundador do Pasok, deixou o cargo em novembro de 2011. O governo conservador do ex-primeiro-ministro Antonis Samaras, da Nova Democracia, em coalizão com o Pasok, continuou as reformas draconianas para manter a Grécia na Zona do Euro. Samaras achava que o programa de austeridade eventualmente renderia frutos. Não foi o caso. Eis um motivo importante: a taxa de juros tem sido mais elevada do que a de crescimento. Por essas e outras, Alexis Tsipras, líder da legenda radical de esquerda Syriza, venceu as legislativas de domingo 25. A prioridade do premier Tsipras é renegociar a dívida com os credores internacionais, e pôr um fim na política de austeridade.
A crise grega é mesmo assim tão profunda? Quais são os números que a comprovam?
Comecemos pela dívida. Após o já citado primeiro empréstimo de 110 bilhões de euros em 2010, houve um segundo, em março de 2012, de 130 bilhões de euros. Portanto, a dívida é de 240 bilhões de euros, ou 175% do PIB. No entanto, após cinco anos de empréstimos da troika à Grécia ficou claro que o programa de austeridade não funciona. A Grécia sofreu uma queda de produtividade de 25%, tem um nível de desemprego de 26% –entre 25 e 35 anos chega a 50%. Mais de 30% da população está mergulhada na miséria. E os impostos, inclusive o IPTU, têm um enorme impacto na classe média.
O Syriza tem maioria no Congresso para implementar suas medidas?
Sim, o Syriza tem maioria no Congresso. Surpreendeu como Tsipras forjou uma aliança com tamanha velocidade. E eis outra surpresa: o partido radical de esquerda angariou 36,3% dos votos, e, graças ao “bônus” de 50 assentos garantidos ao primeiro partido pela lei eleitoral da Grécia, obteve 149 cadeiras. Com esse resultado, precisava de apenas duas para obter uma maioria absoluta. Para obter mais de 151 cadeiras, forjou uma aliança com os Gregos Independentes (Anel), que obtiveram 13 assentos. Trata-se de uma legenda direitista e populista. Numerosos eleitores ficaram decepcionados com a escolha, mas ambas legendas lutam contra a austeridade, e querem renegociar a dívida. Embora as agremiações não tenham afinidades ideológicas, Tsipras foi hábil na escolha. E, mais uma vez, revelou seu pragmatismo.
Com a vitória do Syriza, há chances reais de a Grécia melhorar sua situação?
O voto no Syriza foi de protesto. Tratou-se de um referendo contra a austeridade, para que a economia possa, assim, ser relançada. Embora sejam atraentes as propostas da legenda radical de esquerda, numerosos eleitores da sigla sabem que várias delas não serão cumpridas. O objetivo-mor de Tsipras é conferir maior poder aquisitivo ao povo. Por exemplo, o premier diz que vai aumentar o salário mínimo de 580 para 750 euros por mês. Oferecerá 13º salários para aposentados que recebem menos de 700 euros mensais. Introduzirá isenções ficais, e políticas de bem-estar para os menos favorecidos. Abolirá a Enfia, o IPTU, o que levou cidadãos de classes mais endinheiradas a votar em Tsipras.
Essas medidas têm um preço, especialmente em um país que não consegue quitar suas dívidas.... como resolver essa equação?
De fato, o preço é alto: 12 bilhões de euros. Ademais, desde o final de 2014 a Grécia espera uma fatia de ajuda financeira dos credores internacionais no valor de 7,2 bilhões de euros. Como se isso não bastasse, terá de reembolsar 4 bilhões de euros aos credores europeus até março, e mais 8 bilhões de euros até julho e agosto. Stan Draenos, analista político e biógrafo de Andreas Papandreou, disse a CartaCapital que Tsipras pretende usar “dinheiro que não existe”. No entanto, o economista Georges Stathakis disse ao vespertino Le Monde que o governo receberá 6 bilhões de fundos europeus, e mais 3 bilhões de euros oriundos da luta contra a fraude fiscal. Segundo Stathakis, agora no novo gabinete de Tsipras, não será difícil levantar os restantes 3 bilhões de euros. Todos esses cálculos, é claro, dependem da negociação da dívida.
Como o novo governo negociará a dívida, e quais são os maiores obstáculos?
Tsipras é habilidoso. Diz, por exemplo, estar em busca de um compromisso, não de um confronto. O premier quer, afinal, que a Grécia continue na Zona do Euro. Os credores dizem que não haverá amortização da dívida, mas algumas vozes da troika já falam em uma possível reestruturação. Dois ministros europeus consideram uma extensão das parcelas de pagamentos da dívida. Neste ano, a Grécia terá de desembolsar 20 bilhões de euros. É importante observarmos como se comportaram os líderes europeus para avaliar com quem Tsipras lidará. Por exemplo, embora prudentes, o presidente francês, François Hollande, e o premier italiano, Matteo Renzi, estiveram entre os primeiros a parabenizar Tsipras. Tanto Hollande quanto Renzi querem servir de mediadores entre a esquerda e a direita europeia. Outros líderes, e em primeiro lugar a chanceler conservadora alemã Angela Merkel, estão inquietos. No início deste mês de janeiro, Merkel disse ao semanário Spiegel que não seria uma “catástrofe” se a Grécia deixasse a União Europeia. Após a vitória de Tsipras a chanceler alemã observou: “Toda nossa política visa a permanência da Grécia na Zona do Euro”. No entanto, observadores sabem que, nas negociações, Merkel será inflexível.
Caso a Grécia decrete o calote da dívida, o país não pode sofrer sanções? Não é pior para a população?
A maior sanção seria a saída da Grécia da Zona do Euro, e da União Europeia. Um calote de Atenas significaria se isolar de outros mercados europeus. Mais: o país não teria acesso aos mercados financeiros. Isso sim seria uma catástrofe, inclusive para o povo grego.

Syriza-tsipras
O novo premier chega para seu primeiro dia de trabalho, na última quarta-feira 28
O Syriza é comunista, bolivariano, ou algo assim?
Em língua grega Syriza é acrônimo para Coalizão da Esquerda Radical. Criada em 2004, a sigla aglutina formações de diferentes inclinações esquerdistas. Na verdade, o partido central para a formação do Syriza foi a sigla Synapismos, também formado de movimentos esquerdistas e ecológicos. Tsipras, vale lembrar, foi o líder da ala jovem do Synapismos. O Syriza, como diz o nome, é de esquerda radical. Em suma, rema contra uma política de austeridade em uma economia de mercado. Acredita que o Estado deva intervir na economia, que não seria regulada pela “mão invisível”. No entanto, se Tsipras quiser continuar na Zona do Euro, ele não poderá ser o líder do único país de inspiração Keynesiana no mercado livre a reinar na União Europeia. Tsipras está se revelando mais social-democrata do que radical de esquerda, e, portanto, mais próximo de Renzi, o primeiro-ministro italiano. Por essas e outras, tem dificuldades em lidar com cerca de 30% de filiados do Syriza contrários a deixar a Grécia na Zona do Euro. Vale anotar que Tsipras deu o nome a um de seus dois filhos de Orphée-Ernesto, uma homenagem a Ernesto Ché Guevara.
A vitória do Syriza na Grécia pode ajudar em outros bons desempenhos da esquerda Europa afora?
Sem dúvida. O Podemos, também esquerdista radical na dianteira nas legislativas de fim de ano na Espanha, ficou mais motivado. O partido de Pablo Iglesias, de 36 anos, já superou o lendário Partido Socialista (PSOE). O premier espanhol Mariano Rajoy tem razões para estar preocupado com a vitória do Syriza. Na Alemanha, o partido de esquerda radical Die Link, líder de uma aliança no estado da Turíngia, parabenizou Tsipras. Embora não seja muito popular na França, o fundador da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, disse ao saber da vitória do Syriza: “Somos todos gregos nesta noite”. O Partido Comunista Francês também parabenizou Tsipras.
A extrema-direita pode se fortalecer em resposta ao Syriza?
E como. A Aurora Dourada, partido de extrema-direita grego, obteve 17 cadeiras, ou o terceiro lugar no pleito de domingo 25. Empatou com o To Potami (O Rio), de centro-esquerda e pró-europeu. A Aurora Dourada perpetra uma violência inaudita contra imigrantes. Vários de seus líderes estão na cadeia, inclusive o presidente da sigla, Nikos Michaloliakos. E mesmo com uma campanha fraca, por falta de liderança, a legenda obteve o terceiro lugar. Por sua vez, Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, na França, apoiou o Syriza. Isso a despeito do fato de Tsipras querer permanecer na Zona do Euro, e Le Pen querer cair fora. Seria uma contradição? Nada disso, sustenta Le Pen. “Trata-se de o povo reassumir a luta contra o totalitarismo da UE.”
Há algum paralelo entre a situação na Grécia e o Brasil ou entre o Syriza e alguma agremiação política brasileira?
O paralelo, no sentido econômico, seriam aqueles anos em que o Brasil teve de negociar com o FMI. No entanto, embora o governo grego tentará negociar com a troika como o brasileiro fez com o FMI, existe uma grande diferença: a Grécia faz parte de uma comunidade chefiada por líderes favoráveis ao mercado livre. Portanto, Tsipras não terá de negociar somente com o FMI, mas também com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, e com líderes inflexíveis como Angela Merkel. Quanto aos partidos, não há ainda no Brasil um partido de esquerda radical com um líder que possa chegar aonde chegou Tsipras. E nem um partido esquerdista com a estrutura do Syriza. O Partido dos Trabalhadores pode ter sido uma formação mais moderada a aglutinar diferentes inclinações esquerdistas, mas nunca foi radical. E agora, sob Dilma Rousseff, adotou uma política neoliberal. Ademais, a ascensão do Syriza, fundado em 2004, foi meteórica. A do PT foi mais lenta.

Gasolina subirá a partir deste sábado, e etanol ficará atraente


Bruno Porto - Hoje em Dia


Hoje em Dia
abastecimento
Abastecer o tanque do veículo ficará mais caro

A partir deeste sábado se inicia um novo ciclo para o setor de etanol, com impactos importantes para a indústria e para o consumidor. Quem for abastecer já poderá encontrar em alguns postos o preço do etanol mais competitivo do que o da gasolina – isso ocorre quando o valor do álcool for de até 70% o da gasolina.
 
Para a indústria, um conjunto de medidas que gradualmente entrarão em vigência, com início no sábado, vai assegurar ao setor sucroalcooleiro um 2015 de inversão de tendências. Se desde 2007 o cenário era de fechamento de usinas e corte de empregos, o ganho de competitividade projetado para o etanol no primeiro trimestre deste ano vai garantir que, nas bombas, o álcool seja mais vantajoso que a gasolina. 
 
Além do aumento da incidência de PIS/Cofins sobre a gasolina, válido a partir deste domingo e com impacto de R$ 0,22 por litro, para segunda-feira (2) é aguardado o anúncio do aumento da mistura do álcool anidro sobre a gasolina, de 25% para 27%.
 
Em março entrará em vigência a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre o etanol em Minas Gerais. A alíquota vai cair de 19%para 14%, com impacto de redução do preço do etanol nas bombas em R$ 0,12 por litro. 
 
Depois, em maio, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), voltará a incidir sobre o combustível fóssil, o que terá impacto de R$ 0,10 no litro da gasolina. Em paralelo, porém, o PIS/Cofins vai cair para manter a elevação de tributos em R$ 0,22 por litro. 
 
A previsão da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) é dobrar o consumo de etanol no Estado ainda este ano. “As coisas vão melhorar aos poucos. Esse aumento da gasolina amanhã não vai necessariamente deixar o etanol vantajoso, porque isso depende da estratégia comercial de cada posto. Podem aparecer oportunidades isoladas. No entanto, em março, com a redução do ICMS isso será mais facilmente percebido nas bombas e nas usinas, que voltarão a pensar em investimentos”, disse o presidente da Siamig , Mário Campos.
 
Ele destaca que, na segunda-feira (2), caso se confirme o aumento da mistura do álcool anidro na gasolina, isso pode reduzir o preço deste produto porque o anidro vai baratear o custo de produção.
 
Campos ainda destacou que o período atual é de entressafra no campo, o que acarretou uma leve alta nos preços do etanol nas últimas semanas, adiando um pouco a competitividade do combustível nas bombas.
 
Conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço, em janeiro, foi de R$ 2,19 por litro na primeira semana do mês para R$ 2,21 até sexta-feira. Com o preço da gasolina em 3,03, na média estadual, o etanol custa 73% do valor da gasolina. 
 
Usineiros pensam em retomar projetos de expansão
 
Os postos de gasolina de Belo Horizonte ainda não definiram qual será o aumento da gasolina, mas já informam que o repasse será integral e não se restringirá ao reajuste de impostos. Ao preço dos combustíveis ainda será acrescido o reajuste cobrado pelo frete dos produtos, uma vez que o diesel também sofrerá aumento, com impactos no valor da distribuição.
 
O aumento do diesel virá da correção dos valores de Pis/Cofins, que deixará o litro desse combustível R$ 0,15 mais caro. Na segunda-feira, os postos renegociarão os valores do frete, e ele será incorporado ao preço dos combustíveis.
 
O gerente do Posto Seguro, na avenida Presidente Carlos Luz, no Caiçara, em Belo Horizonte, Nilson Ribeiro Marques Júnior, observa que ainda não realizou os cálculos, incluindo o frete, para definir a nova tabela de preços. “As distribuidoras vão renegociar o frete na segunda-feira. O aumento de impostos será repassado integralmente ao consumidor, e ainda preciso saber o novo preço do frete e fazer cálculos para chegar a um valor”, afirmou.
 
No Posto São Sebastião, situado à avenida Silviano Brandão, no bairro Floresta, também na Capital, a tributação maior da gasolina também será totalmente paga pelo consumidor.
 
Em outros casos, como no Posto Gerais, na rua Gastão Demétrio Maia, no bairro Floramar, o etanol já é mais competitivo do que a gasolina. A um custo de R$ 1,939 o litro de etanol, a relação com a gasolina, que tem preço de R$ 2,839 por litro, é de 68,2%. A elevação do preço da gasolina, nesse caso, assegurará ao álcool uma folga vantajosa.
 
Em algumas outras revendas o etanol tem preço entre 71% e 73% do valor da gasolina, e qualquer aumento no derivado do petróleo fará o biocombustível mais competitivo. Isso deve começar a ser percebido amanhã ou no decorrer da semana, conforme o estoque de cada posto.
 
Esse ganho de atratividade do etanol faz o setor pensar em retomada em 2015. Além de colocar fim às demissões que se tornaram comuns nos últimos anos com o encerramento de atividades de algumas usinas, a estratégia é dobrar o consumo de etanol em Minas Gerais.
 
O presidente da Siamig, Mário Campos, informou que atualmente para cada 100 litros de gasolina comercializado são vendidos 15 litros de etanol. “Até dezembro vamos aumentar para 30 litros essa relação da parte do etanol. Temos produção suficiente, esse ano a safra será mais direcionada para álcool do que para açúcar, e o cenário melhor nos fará retomar investimentos”, disse.
 
A moagem da safra 2014 foi de um total de 59 milhões de toneladas de cana. Foram 2,6 bilhões de litros de etanol produzidos em Minas Gerais. No entanto, o mercado mineiro consumiu 1,7 bilhão, e o restante foi direcionado para São Paulo. A safra foi 57% de etanol e 43% de produção de açúcar. A nova safra, que se inicia em abril, deverá atingir o percentual de 60% direcionados para a fabricação de álcool, tanto anidro (misturado com a gasolina) como hidratado (vendido nas bombas).

Estudo questiona o prejuízo causado pela TV no aprendizado das crianças


por
iG São Paulo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Thinkstock
Pesquisadores aplicaram testes em crianças para determinar nível de aprendizado de linguagem de sinais através de vídeos
Pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, demonstraram que bebês menores de dois anos expostos a vídeos educativos que ensinavam a linguagem de sinais tiveram um bom desempenho em testes de aprendizado.
De acordo com o estudo, publicado no site do periódico Child Development, a performance das crianças que aprenderam a partir de vídeos foi muito semelhante ao desempenho apresentado pelos bebês que foram ensinados pelos pais, de maneira presencial.
Método
Ao todo, participaram do estudo 92 crianças de 15 meses de idade. Elas foram divididas em quatro grupos: um que assistiu a vídeos comerciais que ensinavam linguagem de sinais sozinhos; outro que foi submetido à mesma atividade, em condições iguais com apenas uma diferença: para esses bebês, a linguagem de sinais foi ensinada próprios pais, de forma presencial; outros bebês assistiram aos vídeos com o auxílio dos pais, que podiam direcionar a atenção dos bebês para momentos importantes que apareciam nas imagens; no último grupo as crianças não foram submetidas a nenhuma forma de aprendizado. Os vídeos foram mostrados às crianças quatro vezes por semana, por três semanas.
Depois dos vídeos, os pesquisadores aplicaram testes aos bebês. Eles mostraram fotos que os pequenos nunca tinham visto de objetos comuns – cuja correspondência em linguagem de sinais eles haviam aprendido no vídeo – e então pediram o sinal correspondente. Outro teste consistia no caminho contrário: era pedido que as crianças selecionassem a foto equivalente ao sinal feito pelos pesquisadores.
Nestes testes, os grupos que assistiram aos vídeos sozinhos, os que assistiram junto com os pais e os que foram ensinados pelos pais de forma presencial tiveram desempenhos muito próximos.
Depois de uma semana sem instrução alguma, os testes foram aplicados novamente. Os bebês ainda se mostraram capazes de reproduzir os sinais previamente aprendidos, mas os pertencentes ao grupo que recebeu ensino dos pais puderam reter e produzir um número maior de sinais.
Segundo uma das líderes da pesquisa, Soshana Dayanim, o estudo foi capaz de isolar o efeito do vídeo de instrução por focar em uma habilidade que as crianças menores de dois anos não estariam expostas em outras áreas de sua vida.
Academia Americana de Pediatria
A conclusão de que crianças menores de dois anos são capazes de aprender por meio de vídeos questiona uma recomendação da Academia Americana de Pediatria que aconselha os pais a não permitir que seus filhos assistam a programas de televisão ou DVDs, nem mesmo os educativos, até completar dois anos de idade.
Justamente para esclarecer essa orientação, os pesquisadores responsáveis pelo estudo alertam que os resultados não devem ser visto como um aval para as crianças assistirem a vídeos ou televisão antes da idade considerada adequada pela organização americana.
“Nós não podemos falar dos efeitos cognitivos de curto ou longo prazo da exposição de crianças a vídeos em geral. Só apontamos o potencial para instrução” diz Laura Namy, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, em release divulgado no site da universidade.
Ela ressalta que o estudo demonstrou que vídeos podem ser uma ferramenta de ensino efetiva para crianças menores de dois anos, sob as circunstâncias certas.

Pai desenvolve aparelho para tirar adolescentes do vício da internet


por
LeiaJá
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Para conseguir que seu filho adolescente deixasse redes sociais e outros passatempos da web de lado para realizar tarefas domésticas e lições escolares, um pai decidiu criar um aparelho que desacelera a velocidade da conexão, trazendo uma navegação semelhante à da internet discada. A novidade trata-se do VexBox, ideia que pretende sair do papel através do financiamento coletivo no Kickstarter.
O VexBox é um pequeno cubo que se conecta ao roteador Wi-Fi de uma residência e permite que pais ou responsáveis tenham controle total, através de um aplicativo, sobre a velocidade para aparelhos conectados a rede doméstica.
É possível, por exemplo, escolher que um smartphone conectado a rede Wi-Fi da casa receba apenas 56 Kbp/s, velocidade equivalente a dos primeiros modems domésticos, que foram popularizados na década de 1990. Nessa lentidão, seriam necessários quase dez minutos para baixar um MP3 de 4 MB.
“Meu filho Jonas é uma típico adolescente que adora sair com os amigos e, por vezes, se esquiva de suas responsabilidades. No passado, isso era um problema. Desde que comecei a usar o VexBox, as brigas por causa das tarefas não realizadas são uma coisa do passado”, explica o criador da ferramenta, Sean ORiordan.
O VexBox será fabricado por uma empresa chinesa e deve chegar ao mercado em maio por US$ 79 (aproximadamente R$ 200). Atualmente, o produto custa US$ 49 (R$ 126) para os primeiros 250 investidores e US$ 54 (R$ 159) para o restante.

Carta de amor de menina de 11 anos tem resposta surpreendente do garoto


por
Acorda Cidade
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Está circulando nas redes sociais o caso de uma menina de 11 anos que tomou coragem e escreveu para o menino "amado", segundo postagem da suposta mãe dela no site de compartilhamento de imagens Reddit.
"Você gosta de mim? ( ) Sim ( ) Não"
De acordo com informações do Correio, o menino paquerado respondeu, com incrível maturidade:
"Eu não sei, eu não me conheço bem ainda. Além disso, estou sob forte estresse em casa. Assim, não posso responder. P.S.: Você não se conhece bem até fazer 18 anos."
Os nomes das crianças envolvidas na pequena história de amor frustrada não foram divulgados, segundo o "Daily Mirror".

Gasolina pode chegar a mais de R$ 4 no sul da Bahia


Se pagar cerca de R$ 3,30 pelo litro da gasolina já estava difícil, a situação vai ficar ainda pior a partir do próximo domingo (1), quando entra em vigor o novo pacote de reajuste sobre a gasolina, etanol e diesel. Com a mudança, o preço do combustível deve aumentar cerca de R$ 0,40, segundo estimativa do sindicato dos postos de combustíveis do estado da Bahia (Sindicombustívies). “É um dos maiores aumentos da história dos combustíveis no Brasil (…) Tenho posto desde 1994 e nunca vi o governo promover uma alta deste nível nos preços de venda aos postos, penalizando empresários e consumidores”, disse o presidente do sindicato, José Augusto Costa, ao jornal A Tarde em publicação desse sábado (31). Segundo levantamento da entidade, com o aumento, os preços em Salvador podem chegar a R$ 3,69, e em municípios do sul do estado, onde os postos comercializam o litro do produto por até R$ 3,85, o valor pode chegar a R$ 4,25. (A Tarde)

Aeroporto de Salvador volta a encabeçar lista de privatizáveis


por
Albenísio Fonseca
Publicada em  TRIBUNA DA BAHIA
Após investimentos da ordem de R$ 100 milhões para obras de reformas para a Copa do Mundo de 2014, ainda não concluídas, o Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, voltou a encabeçar a lista de 11 dos aeroportos do país passíveis de serem privatizados pelo Governo Federal no próximo leilão.
A Secretaria da Aviação Civil (SAC), dirigida pelo ministro Eliseu Padilha, encaminhou a relação à presidente Dilma Rousseff na semana passada quando, dos dois aeroportos definidos para concessão à iniciativa privada, ficou previamente definido, além do aeroporto de Salvador, o Salgado Filho, de Porto Alegre.
Embora o leilão não tenha data definida, a presidente, de acordo com reportagem publicada na edição de ontem do jornal Valor Econômico, autorizou o ministro a avançar no estudo. As notícias de privatização do Luís Eduardo Magalhães vêm circulando nos meios de comunicação desde 2011.
Em avaliação promovida pela SAC junto aos usuários e passageiros em transito, referente ao terceiro trimestre de 2014, o aeroporto baiano ficou posicionado em 7ª posição no ranking do sistema aeroportuário nacional. A Infraero “não comenta sobre privatização de aeroportos”.
Os itens mais mal avaliados são oferta de transporte público, instalações do estacionamento, qualidade da Internet (wi-fi), velocidade na restituição de bagagem, valor dos produtos comerciais, valor dos produtos de lanchonetes e restaurantes e o custo do estacionamento.
Entre os bem avaliados estão tempo de fila no check-in (autoatendimento), cordialidade dos funcionários da emigração e da inspeção de segurança e disponibilidade de carrinhos de bagagem, entre outros.
As obras programadas para maio do ano passado, visando contemplar a movimentação de passageiros durante a Copa, agora têm conclusão e adequação do terminal de passageiros previstas para maio de 2015.
Conforme a assessoria, a obra não tem como objetivo a ampliação da capacidade do terminal, e sim aumentar os níveis de conforto, segurança e processamento de passageiros e demais usuários.
Atualmente, o aeroporto tem um movimento diário de 25 mil passageiros, número que na alta estação cresce cerca de 10% e chega a atingir, em média, 35 mil pessoas durante os dias de Carnaval.
A capacidade do Luís Eduardo Magalhães está estipulada pela Infraero em 13 milhões de embarques e desembarques por ano, sendo que em 2014 registrou a circulação de 8,8 milhões de passageiros.
Com base em números extra-oficiais, a movimentação de cargas e mala postal girou em torno das 150 mil toneladas, também em 2014.
O ministro da Aviação, Eliseu Padilha, afirmou, durante entrevista coletiva na quinta-feira (29), que a satisfação dos passageiros é a prioridade nos serviços aeroportuários prestados no Brasil. O evento reuniu jornalistas que cobrem o setor e teve o objetivo de divulgar a mais recente pesquisa de satisfação dos passageiros, coordenada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC).
“Elegemos a satisfação dos passageiros como prioridade nos serviços aeroportuários prestados no Brasil e a pesquisa deve funcionar como um guia para nossos parceiros - concessionários, empresas, órgãos públicos - aprimorarem estes serviços. O que nos interessa é saber o que pensa o usuário sobre a qualidade dos serviços aeroportuários. Nos últimos dez anos, por exemplo, reduzimos o preço da passagem em 48% e triplicamos o número de brasileiros que voam”, afirmou.

Nunca antes neste país



 Merval Pereira
30.01.2015 09h20m  O "maior superávit que for possível produzir", na promessa do ministro-chefe do Gabinete Civil Aloísio Mercadante, transformou-se em um déficit primário de R$ 17 bilhões, o maior em 20 anos. A nova equipe econômica, que teve o ônus de anunciar o recorde negativo, terá portanto que partir desse déficit histórico para chegar ao prometido superávit primário de R$ 66 bi este ano, a fim de recuperar a credibilidade do Tesouro Nacional.
Para se ter uma ideia do ritmo em que andaram os desmandos no governo, em janeiro, o superávit oficial prometido era de R$ 116,1 bilhões. No meio do ano, em agosto, já se via que esse número seria inatingível para as condições da economia e o superávit foi revisto para R$ 80,8 bilhões. Um mês depois, nova redução para RS 49,1 de bilhões.
Finalmente, no final do ano, para não ser acusada de crime de responsabilidade, a presidente Dilma mandou um projeto para o Congresso mudando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para permitir ao governo descumprir a meta fiscal do ano, e inclusive ter um resultado negativo (déficit), como aconteceu.

Enquanto isso, o ex-ministro Guido Mantega, que passou meses garantindo que não haveria déficit, dedicava-se a barrar no Conselho de Administração da Petrobras a possibilidade de o balanço divulgado revelar o montante do prejuízo da estatal com a corrupção desenfreada que nela se instalou.

O impressionante é que o Palácio do Planalto teria comemorado a não divulgação do prejuízo da corrupção, numa demonstração clara de que já não há mais uma estratégia para proteger a Petrobras, mas sim o governo, mesmo às custas do prejuízo da estatal, cujas ações caíram 11% na quarta e mais um pouco ontem. Uma decisão política, portanto, como as que vêm orientando os passos da estatal desde que o ex-presidente Lula decidiu que a Petrobras poderia ser um instrumento político no sentido mais baixo do termo, tanto financiando a base partidária como gerando imagens e mensagens que, mesmo não correspondendo à verdade, serviam para propaganda governista.

A autossuficiência do petróleo foi apenas o começo de uma série de demagogias que culminaram na alteração do marco regulatório para a exploração do pré-sal, o tal bilhete premiado que o país teria recebido de Deus. A Petrobras passou a ser responsável por no mínimo 30% da exploração de todas as áreas do pré-sal, como se isso garantisse que "o pré-sal é nosso". Mas não há dinheiro para mais essa megalomania, e ontem a presidente Graça Foster anunciou que reduzirá ao"mínimo necessário" a exploração de petróleo.

Também ontem, como consequência da divulgação do balanço que, mesmo sem os prejuízos contabilizados já mostrou uma queda do lucro da Petrobras e um endividamento recorde, fornecedores denunciaram que não estão recebendo em dia e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, ameaçou cortar o regime especial de recolhimento de impostos no estado que privilegia a Petrobras caso ela continue sem pagar os royalties a que o Rio tem direito.

Com a redução do preço do petróleo o Estado do Rio já vem recebendo menos pelos royalties, e a estatal em vez de pagar o que deve, faz depósitos em juízo. Outro governador, Camilo Santana do Ceará, está em pé de guerra com a decisão da Petrobras de desistir da refinaria que seria construída no seu estado.

Foi uma decisão pessoal do ex-presidente Lula, para agradar aos irmão Gomes, contra a diretriz da empresa na época, que considerava a decisão antieconômica. Juntamente com a do Ceará, para 300 mil barris/dia, foi autorizada a Refinaria Premium do Maranhão, com previsão de refino de 600 mil barris/dia, a maior do país, para agradar à família Sarney.

Ambas foram agora descartadas, justamente por não serem viáveis economicamente. Essa carteirada de Lula provocou um prejuízo de R$ 2,7 bilhões à Petrobras, sendo que o governador do Ceará reclama que já foram gastos R$ 600 milhões. No Maranhão, foram jogados no lixo R$ 2,1 bilhões em terraplanagem que não servirá para nada.
Para coroar o dia, a presidente da Petrobras, Graça Foster - que deve ser a campeã de máscaras de Carnaval este ano, rivalizando com a do Cerveró, que tenta inutilmente barrar na Justiça o uso de seu olho caído na folia - disse que o prejuízo da estatal pode ser muito maior do que se presume, pois ainda serão analisados os prejuízos em novos projetos e datas.

Durma-se com um barulho desses...

PIOR DOS MUNDOS




PIOR DOS MUNDOS
Economista Marcos Coimbra
Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.
            No último debate ocorrido nas eleições presidenciais do ano passado, a então candidata Dilma declarou: “as suas medidas, candidato Aécio, nós já conhecemos bem. São aquelas do PSDB. As mesmas de sempre... O senhor irá aumentar impostos e cortar verba na educação, além de mexer no direito dos trabalhadores e isso eu não vou fazer nem que a vaca tussa”. E a vaca tossiu. De início, a presidente reeleita nomeou como ministro da Fazenda o economista Joaquim Levy, o qual havia participado da campanha do senador Aécio e foi classificado por Christiane Lagarde como: “Ele é um Davos Man”. E ainda mais: “Eu estou encantada de ver o novo ministro da Fazenda e estou encantada com o fato de ele ser um ex -funcionário do FMI. Ele é muito competente.”
            Setores mais radicais do PT já começaram a disparar contra o novo ministro, acusando-o de ser um “neoliberal” e criticaram duramente Dilma, acusando sua administração de adotar uma postura defendida pelo candidato dito de oposição, “derrotada nas urnas”. E os primeiros dias da nova/velha administração petista estão sendo de amargar para o sofrido povo brasileiro. O “pacote de maldades” é mais cruel, porque o exemplo deveria vir de cima. Ou seja, é moral e eticamente inaceitável, a concessão de generosos reajustes para integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, enquanto o “ajuste econômico” consiste em “sugar quem vive do trabalho e salário. Todas as medidas lançadas para aumentar a arrecadação do governo ou redução dos seus gastos configuram uma política antissocial”, segundo o respeitado jornalista Jânio de Freitas.

           Se não vejamos: 1- o veto à correção de 6,5% da tabela  de imposto de renda aprovada pelo congresso, já qualificado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco  Aurélio como confisco, pois implica em redução de salários; 2 – O triplo aumento da energia; 3 – o aumento tríplice de impostos que incidem sobre os combustíveis, que provocará o acréscimo nos preços da gasolina e do diesel, diminuindo o poder de compra dos usuários dos transportes públicos, além do prejuízo aos proprietários de veículos particulares; 4 – a minirreforma previdenciária, através da edição de medidas provisórias (MPs) que tornarão mais rigoroso o acesso da população a uma série de benefícios previdenciários, entre eles seguro-desemprego, auxílio doença  e pensão por morte.

Quanto aos dois primeiros, de fato era correto coibir excessos e abusos, causados principalmente pela ausência de controle adequado. Porém, no caso da pensão por morte, o remédio foi exagerado. O segurado, que já pagou contribuição até sobre 20 salários mínimos (SM) e atualmente por 10 SM, possui o direito de questionar a validade de sua contribuição ao INSS, pois já é prejudicado quando recebe de aposentadoria mais de 1 SM. Exemplificando, no ano em curso será reajustado em 5,7%, abaixo da taxa oficial de inflação, enquanto os beneficiários da “bolsa família” foram agraciados com um aumento real, pois tiveram seus benefícios aumentados em 10%.  Aqueles que recebem 1 SM tiveram um reajuste de 8,8%. Como este processo acontece todos os anos, já há muito tempo, a tendência é a de que todos os segurados do INSS percebam ou 1 SM ou pouco mais do que isto, tenham contribuído ou não para a previdência oficial.

Agora, tungam até as viúvas, inclusive cortando suas pensões, com base em critérios altamente discutíveis e reduzindo para a metade a miséria que irão receber por ora, dependendo dos humores das futuras administrações. Paga o justo pelo pecador, por causa das fraudes.  O mais correto seria então facultar ao trabalhador a possibilidade de não descontar obrigatoriamente para o INSS, desde que receba mensalmente também  a contribuição do empregador, ficando sob sua responsabilidade a aplicação destes recursos em fundos capazes de garantir sua sobrevivência na aposentadoria. Quem aceitasse as regras voláteis dos sucessivos “governos” permaneceria no sistema em vigor, continuando a ser explorado.

E a lista de maldades continua, reforçada pelas administrações estaduais e municipais, as quais, baseadas no exemplo maior, correm a reajustar exageradamente as tarifas dos transportes públicos, tributos e outros, bem acima da inflação anunciada. Não é possível sua análise individual neste espaço limitado. Mas revolta constatar que quem paga a conta é o trabalhador. Enquanto isto, os banqueiros se locupletam apropriando-se do impressionante volume de R$ 1,002 trilhão de reais para o pagamento de juros e amortizações da dívida, em 2014, sacrificando todas as demais rubricas orçamentárias, segundo a Auditora Maria Lucia Fattorelli. E seus lucros aumentam a cada ano. É a “bolsa banqueiro”.

Ex-governadores usufruem de polpudas aposentadorias, sem a devida contribuição, além de segurança e carros oficiais. Dilma poupa 18 bilhões de reais com a “minirreforma previdenciária” e concede 4 bilhões aos cartórios, no mesmo dia. Os gastos em publicidade oficial extrapolam todos os limites no ano eleitoral. Os 39 ministérios e assemelhados continuam a subtrair recursos da saúde, da educação, da segurança, dos transportes etc., em nome do “presidencialismo de coalizão”.   Estima-se que a corrupção, computando-se o “mensalão”, o “petrolão” e os escândalos que vão surgir envolvendo “doações” a empreiteiras nacionais, generosas contribuintes de campanhas eleitorais, em obras no exterior para sistemas políticos “companheiros”, que nunca serão ressarcidos, atinja a cifra de um trilhão de reais. Apagão de energia e falta de água. Extermínio da esperança. Que país é este? Falta vergonha. A oposição sumiu? Está insuportável!

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 27.01.15-MM).

E nada impede que possa piorar



Luiz Carlos Azedo - Nas entrelinhas - Correio Braziliense -29/01/15
• Dilma Rousseff age em relação à Petrobras como se os interesses do governo e do partido dela estivessem acima dos interesses dos cidadãos brasileiros, os verdadeiros donos da empresaAs ações da Petrobras fecharam em queda ontem, com perda de 11,21% das ações preferenciais, cotadas a R$ 9,03; e de 10,48% das ordinárias, a R$ 8,63. Durante o pregão da Bovespa, chegaram a perder quase 12%. Foi a maior queda desde outubro de 2014, em valores nominais — uma desvalorização da ordem de R$ 13,9 bilhões da empresa num único dia.
Na tarde de terça-feira, em reunião ministerial, a presidente Dilma Rousseff tratou os problemas da empresa como se a crise estivesse controlada, pelo simples fato de que depende apenas de sua caneta a manutenção ou não da atual diretoria da Petrobras, que vive a correr atrás dos fatos negativos. Na madrugada de ontem — ou seja, na calada —, a diretoria da estatal divulgou o balanço trimestral do ano passado sem considerar o rombo causado pelo esquema de corrupção flagrado pela Operação Lava- Jato, da Polícia Federal.


A Petrobras é uma empresa pública, o governo é o acionista majoritário, mas deve seguir as regras do jogo das sociedades anônimas. Na Bolsa, tem papéis ordinários e preferenciais. As ações ordinárias dão ao acionista poder de voto em assembleias, enquanto as preferenciais dão prioridade na distribuição de dividendos, porém sem direito a voto. Os investidores estão de olho no balanço, que determina o preço das ações, e podem recorrer à Justiça caso sintam-se lesados. É o que ocorre nos Estados Unidos e que pode resultar em multas pesadíssimas.

ChantagensDilma Rousseff age em relação à Petrobras como se os interesses do governo e do partido dela estivessem acima dos interesses dos cidadãos brasileiros, os verdadeiros donos da empresa, e dos direitos dos acionistas minoritários. Estão mais do que evidentes as chantagens que está sofrendo dos ex-diretores da empresa envolvidos na Operação Lava-Jato. A direção da empresa nunca se antecipa às denúncias, age sempre reativamente.

A divulgação do balanço trimestral na madrugada de ontem chega a ser um escárnio. A diretoria da Petrobras havia prometido contabilizar as perdas decorrentes do esquema de propina descoberto pela Lava- Jato. O relatório encaminhado pela diretoria da empresa ao Conselho de Administração da Petrobras, presidido pelo ex-ministro Guido Mantega, indicava a necessidade de uma baixa contábil de R$ 88,6 bilhões nos ativos da companhia referentes às perdas com corrupção ligadas à Operação Lava-Jato.

Mantega e a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, que também faz parte do conselho, porém, questionaram os números e barraram a inclusão das perdas no balanço trimestral. O discurso oficial é de que a metodologia adotada para o cálculo não era adequada. A estatal supostamente não sabe como calcular as perdas com corrupção, “pois o ajuste seria composto de diversas parcelas de naturezas diferentes, impossível de serem quantificadas individualmente”.

A desculpa dada pela presidente da estatal, Graça Foster, sobre o ocorrido na reunião, depois de 12 horas de discussão, é meio esfarrapada: “Aprofundaremos outra metodologia que tome por base valores, prazos e informações contidos nos depoimentos em conformidade com as exigências dos órgãos reguladores (CVM e SEC), visando a emissão das demonstrações contábeis revisadas”.

Enquanto não se chega a um acordo sobre o rombo causado pela corrupção, as notícias negativas sobre a empresa se sucedem. No próprio balanço de ontem, a Petrobras comunica que duas refinarias Premium que não saíram do papel, no Ceará e no Maranhão, geraram uma baixa contábil de R$ 2,707 bilhões: R$ 2,111 bilhões da Premium I e R$ 596 milhões, da Premium II. Só isso seria suficiente para derrubar a diretoria, quando nada por incompetência.

O lucro líquido da Petrobras no trimestre passado foi de R$ 3,087 bilhões, valor 38% inferior ao segundo trimestre deste ano. Se fossem contabilizados os US 88,6 bilhões de prejuízos causados pelo esquema de corrupção investigados pela Lava-Jato, a estatal desmentiria a famosa frase de John D. Rockfeller, o dono da lendária Standard Oil Company , monopólio que a Suprema Corte dividiu em 34 empresas: “O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada; o segundo melhor, uma empresa de petróleo mal administrada”.

Petrobras desmente Dilma


Por Merval Pereira – O Globo – 29/01/15
Assim como a bronca que a presidente Dilma deu no operador do teleprompter revelou aos mais desavisados que aquela fala coloquial na reunião ministerial nada tinha de espontânea, estava toda escrita por ghost writer com viés de marqueteiro, também a revelação do balanço incompleto da Petrobras demonstrou o que provavelmente a maioria já suspeitava: a situação da maior estatal brasileira é caótica, e ninguém sabe qual é o número verdadeiro do rombo que o petrolão causou.
A própria Graça Foster, presidente da empresa, admitiu por escrito "ser impraticável" a quantificação destes valores "indevidamente reconhecidos" (uma variação do famoso "dinheiro não contabilizado" eternizado pelo tesoureiro do PT Delúbio Soares no mensalão).
Sem uma avaliação de auditores independentes, que se recusaram a endossar os números, o balanço do 3 trimestre fez virar pó toda a propaganda lida por Dilma sobre a Petrobras que, segundo ela, "já vinha passando por um rigoroso processo de aprimoramento de gestão" antes do escândalo, e no entanto não foi capaz de dimensionar o verdadeiro buraco nas contas da empresa.
Há informações de que na reunião do Conselho de Administração que aprovou o balanço divulgado, houve pressão de ministros da antiga administração que se opuseram à adoção de critérios para definir as perdas, por considerarem que nem tudo nos 31 projetos que tiveram redução no valor do ativo estava relacionado com perdas por corrupção, mas havia também outros fatores como ineficiência dos projetos ou até atrasos por causa de problemas climáticos.
Como se vê, está longe o dia em que a Petrobras terá, como prometeu a presidente Dilma em seu discurso na reunião ministerial, "a mais eficiente estrutura de governança e controle que uma empresa estatal, ou privada já teve no Brasil". O que impressiona é que o balanço da Petrobras tenha sido divulgado na mesma noite em que a presidente fez seu discurso na reunião ministerial.
Não apenas por que a divulgação foi à noite, quase às escondidas, mas principalmente por que revela um desencontro inacreditável entre o que a presidente disse e o que a estatal mostrou no seu balanço. Um mínimo de coordenação no governo impediria que a Petrobras desmentisse a presidente tão diretamente.
A presidente Dilma também saiu da realidade quando disse que a Petrobras, "a mais estratégica para o Brasil e a que mais contrata e investe no país", teria que continuar a apostar no modelo de partilha para o pré-sal, e dar continuidade à vitoriosa política de conteúdo local.
O problema é que, horas depois, o balanço da empresa, mesmo feito de maneira incorreta, mostrou que a Petrobras terminou o trimestre com um endividamento líquido de R$ 261,4 bilhões, um aumento de 18% (ou R$ 40 bilhões) em relação ao fechamento de 2013, a maior parte dessa dívida em dólar.
Do investimento total, apenas R$ 62 bilhões foram próprios, o restante veio de investidores externos. Isso demonstra que a aposta no sistema de partilha, que obriga a Petrobras a bancar pelo menos 30% de todos os investimentos no pré-sal, é simplesmente inviável, além do fato de que a política de conteúdo nacional nada tem de vitoriosa.
Ela obriga a estatal a comprar equipamentos muito mais caros, além de bancar a ineficiência de empresas criadas para fabricar equipamentos de conteúdo nacional, como a Sete Brasil criada em 2011 para a contratação de sondas marítimas. A Petrobras indicou o comando executivo da empresa, e Pedro Barusco, o executivo que se comprometeu a devolver U$ 100 milhões na Operação Lava-Jato, foi colocado lá.
Agora, a empresa, uma união da Petrobras com bancos como o Pactual BTG e fundos de pensão, está quebrada e teve que ser socorrida pelo BNDES. O desencontro entre as promessas presidenciais e a realidade está cada vez maior, e isso é preocupante.

Ar-condicionado de UTI para de funcionar após roubo de fios no Norte


Ocorrência foi registrada no Hospital Regional de Joinville.
Furto foi descoberto durante a instalação de um aparelho compressor.

Do G1 SC
ar-condicionado (Foto: Reprodução/RBS TV)Furto de ar-condicionado foi descoberto no início da semana (Foto: Reprodução/RBS TV)
Um dos quatro aparelhos de ar-condicionado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Joinville, no Norte de Santa Catarina, parou de funcionar depois que criminosos furtaram parte da fiação que abastece os equipamentos. Cerca de cinco metros de fio de cobre foram levados da tubulação.
De acordo com a assessoria do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, o furto foi descoberto no início da semana, quando técnicos faziam a instalação de um aparelho compressor. A manutenção não foi concluída devido à falta da fiação.
Um boletim de ocorrência foi feito pela instituição para dar continuidade ao processo de recolocação do material. Conforme o hospital, a reposição dos fios foi orçada em R$ 2,1 mil. O ar-condicionado deve voltar a funcionar na semana que vem, após aprovação do orçamento.
Problema recorrente
A falta de ares-condicionados é um problema antigo na instituição. Reportagens veiculadas em dezembro no Jornal do Almoço, da RBS TV, mostraram que alguns equipamentos ficaram sem funcionar durante alguns dias em algumas alas do hospital. Na época, familiares dos pacientes levaram ventiladores para a instituição para conter o calor.
No dia 21 de janeiro, os funcionários do Hospital Regional de Joinville pararam as atividades para pedir uma solução para a falta de climatizadores. Segundo o sindicato da categoria, a falta de aparelhos de ar-condicionado agrava a saúde dos pacientes.
Medida paliativa
A assessoria da unidade de saúde informou nesta sexta (30) que uma central de refrigeração será alugada nos próximos dias. Os aparelhos portáteis estarão disponíveis como medida paliativa por 90 dias.
Outra ação será a parceria entre o Hospital Regional e a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) no programa de eficiência energética estadual. A adesão representa a substituição dos equipamentos. A troca deve ser feita dentro do prazo em que a central de refrigeração estiver em vigência.
Segundo reportagem da RBS TV, mais de 100 novos climatizadores também devem ser destinados ao hospital por meio de decisão judicial. O material deve ser entregue por uma empresa de Joinville e não tem prazo para ocorrer.

Embarcações são convidadas para Carnaval no mar em Florianópolis


Inscrições são gratuitas e são permitidas qualquer tipo de embarcações. Haverá queima de fogos e show com a Banda Swing Maneiro.

Do G1 SC
Carnamar reúne embarcações enfeitadas (Foto: Gabriel Heusi/Acatmar)Carnamar reúne embarcações enfeitadas (Foto: Gabriel Heusi/Acatmar)
A programação de Carnaval em Florianópolis não é apenas em terra. Embarcações são convidadas também para o Carnamar 2015, uma folia no mar que ocorre neste sábado (31).
De acordo com o Iate Clube Veleiros da Ilha e a Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar), que promovem o evento, as inscrições são gratuitas e qualquer tipo de embarcação pode participar.
Ainda conforme os organizadores, o pedido é que todas as embarcações sejam customizadas com o tema Carnaval. O ponto de partida é a sede central do Iate Clube, às 17h30.
As embarcações vão em em direção ao trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, onde haverá queima de fogos e parada para o embarque da rainha e das princesas do Carnaval, além do Rei Momo.
Depois de desfilar as embarcações, o grupo retorna ao Iate Clube, onde ocorre um show com a Banda Swing Maneiro.
"Este é um evento tradicional do Carnaval de Florianópolis e serve para celebrar as ações do setor náutico para o desenvolvimento de novas atividades esportivas e de lazer na Ilha da Magia", afirma o presidente da Acatmar, Leandro 'Mané' Ferrari.
Haverá premiação para as embarcações mais enfeitadas e para a turma mais animada. Para participar da festa é preciso inscrever o barco e os participantes.
As inscrições devem ser feitas pelo e-mail eventos@icsc.com.br ou pelo telefone 48 3225 7799.

Itajaí cancela desfile de Carnaval e diz que investirá no combate à dengue


Os R$ 400mil destinado às agremiações serão utilizados para a saúde.
Segundo Dive, ao menos 20 casos da doença foram confirmados.

Do G1 SC
Em Itajaí, blocos animaram a avenida na noite de domingo (Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação)Esquenta Carnaval será mantido
(Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação)
A Prefeitura de  Itajaí confirmou na quarta-feira (28) que não haverá desfile de Carnaval neste ano na cidade e os R$ 400 mil que seriam destinados às agremiações serão utilizados para o combate à dengue no município. A festa não ocorrerá porque a prestação de contas da Super Liga das Escolas de Samba do município não foi aprovada. Ao menos 20 casos da doença foram comprovados em Itajaí, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica Estadual (Dive).
Conforme a Secretaria de Turismo, as contas da Super Liga referentes aos gastos do ano passado foram rejeitadas pela Controladoria do Município, por irregularidades. A Liga é a organização que reúne as entidades carnavalescas da cidade e é a responsável por promover os desfiles.
Será mantido o Esquenta Carnaval, evento promovido pela Secretaria de Turismo que tradicionalmente ocorre na noite do dia 13 de fevereiro, junto ao Mercado Público Municipal. Neste ano, o Esquenta Carnaval deve iniciar às 20h, com animação da Volare’s Band.
Os recursos municipais serão redirecionados à intensificação das ações de combate à dengue em Itajaí. Segundo relatório da Dive divulgado na quarta, o município é o que registra mais casos da doença. Conforme o documento, havia 20 casos confirmados e 17 aguardando resultado.
Aedes (Foto: Reprodução)Itajaí é a cidade catarinense com mais casos de
dengue confirmados (Foto: Reprodução)
Dengue em Itajaí
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 67% da cidade registra focos positivos do mosquito transmissor da doença. Os bairros São Vicente, Cordeiros, Cidade Nova e São João são os que estão em situação mais crítica.
Conforme a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Jaqueline Kock, quem sentir os sintomas da doença deve procurar uma unidade de saúde. “Se a pessoa estiver sentindo febre alta durante dois ou mais dias, dores no corpo, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e ou manchas avermelhadas, ela deve imediatamente procurar a unidade de saúde e fazer uma consulta”, explica.
A prefeitura também pede que os moradores ajudem a combater a proliferação do transmissor da dengue eliminando água parada de latas, embalagens, pneus, vasos, sacolas plásticas, lixeiras e demais objetos que possam abrigar os focos do mosquito.
A presença do mosquito é o que explica a concentração da doença em Itajaí. De acordo com a gerente de vigilância de zoonoses da Dive, Suzana Zeccer, uma reunião entre a entidade e a prefeitura na quarta fechou estratégias para tentar revertar a situação. Serão enviadas a Itajaí equipes da Dive, três agentes de São José, na Grande Florianópolis, e agente comunitários da saúde passarão orientações à população de como previnir a proliferação do mosquito.

Não é característico da espécie do Aedes aegypti a necessidade de deslocamento muito longe do local onde nasceu. Caso o inseto tenha alimento, na forma de sangue humano, e local para depositar os ovos, a tendência é de permanência no mesmo local.