Desde 1º de abril, o Planserv passou a restringir o número de exames de imagem dos servidores. O plano enviou nota a eles avisando que cada pedido poderá conter, no máximo, dois exames de Doppler e três ultrassonografias, "desde que haja compatibilidade clínica entre os procedimentos".
O Planserv diz que se trata de um “aprimoramento da organização assistencial” com “maior eficiência à análise das solicitações”. Para os servidores e médicos, a decisão faz parte do sucateamento do plano, que há anos apresenta problemas crônicos no acesso a consultas e exames, em especial no interior.
Na maioria das cidades o segurado não conta com médicos em várias especialidades, tendo que se locomover para outros municípios se precisar de uma consulta. O Planserv atende cerca de 500 mil beneficiários com contribuição média de R$ 304 por pessoa. 30% dos usuários têm mais de 59 anos.
Ao invés de resolver os gargalos, a gestão de Luiz Eduardo Perez adotou uma política de restrição dos serviços. Segundo entidades de médicos e prestadores de serviços, “a economia de hoje pode se transformar em uma explosão de custos amanhã”.
Muitos pacientes acabam tendo seu problema agravado pela falta ou atraso de exames e tratamentos. Na prática, a nova regra faz com que o servidor que precisa de três exames seja obrigado a entrar com três solicitações ou apresentar um “relatório médico circunstanciado”.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diz que as operadoras não podem limitar, por questões administrativas, o número de exames solicitados pelo médico. Com O Tabuleiro.
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