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| Queimando dinheiro como mato. |
O
economista Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES e suposto
liberal, nada viu na péssima gestão petista de década e meia no banco da
propina, cujo corolário simbólico são os irmãos Esley. Que vá lamber
sabão junto com os petistas. A propósito, segue post de Ricardo
Bergamini, publicado no blog de meu amigo Paulo Roberto de Almeida:
Questionado
sobre o que encontrou no BNDES, ao assumir a presidência do banco há um
mês e meio, o economista Paulo Rabello de Castro diz ter encontrado
"muito talento" e desmistifica o que ele chama de "ranço" de
"brasileiros que se dizem liberais" contra o que eles consideram ser
"fomento demais, desenvolvimento demais"; ele rebate afirmações de Marco
Antonio Villa, da Jovem Pan, de que o negócio do banco com a JBS tenha
dado prejuízo; "Você é um historiador, não pode ficar falando as coisas
como está falando aí pelo microfone sem fazer uma investigação", disse.
BNDES, o banco da propina, precisa de uma Lava Jato.
O PT
usou a agência de fomento para afagar aliados políticos e empresariais,
como a JBS, transformada em gigante à custa do banco. É hora de
enfrentar todos esses esqueletos
À medida
que a Lava Jato foi avançando, era comum ouvir de integrantes da
força-tarefa que não havia por que duvidar que esquemas similares de
corrupção tivessem sido estabelecidos em outras empresas do governo.
Nada justificaria a existência de desvios somente na Petrobras. A única
diferença é que essa era a única meada que já apresentava um fio bem
visível. O MPF está puxando há três anos e ainda parece não ter fim.
A delação da JBS reforça essa tese. Escancara outro poço em que é necessário tapar o nariz e mergulhar a fundo: o BNDES.
O
escândalo da Odebrecht já dava as linhas centrais de como o banco de
fomento transformou-se em banco de propina nos anos do petismo. Uma
estrutura de financiamento público criada para acelerar o
desenvolvimento do país foi transformada em fonte para afagar aliados,
camuflar doações ilegais e irrigar contas petistas.
O caso
da JBS, contudo, é mais grave. A Odebrecht pode dizer que já era gigante
sem os financiamentos camaradas para investir no exterior. A JBS, não.
De porte médio, passou a campeã nacional com projeção fora do país. Teve
sua escalada patrocinada por dinheiro público em troca de propina,
mediante financiamentos bilionários com comissões clandestinas graúdas
repassadas a agentes políticos. Concorrência desleal temperada com
corrupção.
A JBS
lucrou tanto à custa do BNDES que seu dono não hesitou em despejar,
segundo sua delação, U$ 150 milhões em contas no exterior para Lula e
Dilma, para ficar em apenas um exemplo. Bolada que faz parecer troco de
pinga a cesta de Natal de R$ 17 mil pedida por Guido Mantega.
Joesley
Batista acostumou-se tanto à porta escancarada pelo PT no BNDES que
avançou em direção ao Cade, à Receita Federal e aos ministérios.
Certamente não foi o único. Para não correr o risco de perder a
boquinha, despejou milhões nas campanhas de Dilma e Aécio em 2014. E
quando viu seus interesses escusos sob ameaça, pressionou para que
Henrique Meirelles lhe estendesse o tapete vermelho na Fazenda e para
que Maria Silvia, bem menos leniente que o antecessor Luciano Coutinho,
fosse substituída.
A JBS é
apenas um caso de polícia dentro do BNDES. Tem a Odebrecht, a OAS, a
Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa. Os estádios da Copa. Todos os
PACs. Os financiamentos sigilosos de obras em países alinhados
ideologicamente ao PT. O império X de Eike Batista.
Se o
Brasil transformou-se em propinocracia sob Lula e Dilma, o BNDES foi o
grande financiador desse sistema de governo espúrio. Arrancar os
esqueletos de todos os armários do banco é fundamental para consertar o
muito mal feito que ficou para trás. E permitir ao BNDES cumprir o papel
adequado do estado: o de financiador de áreas em que a sociedade é
incapaz de se desenvolver sozinha. Não o de patrocinador da perpetuação
de projetos de poder e a consolidação desleal de empresas que se
sujeitam a jogar o jogo sujo.

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