Chapéus e faixas ajudam a torcida a transmitir força ao México (Foto: Katherine Coutinho / G1)
A criatividade para demonstrar o amor pela seleção mexicana é uma das
características marcantes dos torcedores que compareceram, nesta segunda
(23), à Arena Pernambuco, no Grande Recife, para acompanhar a partida
contra a Croácia. Chapolin Colorado, Chaves, guerreiros aztecas, Fridas
Kahlo, personagens do Mucha Lucha foram algumas das fantasias usadas
pela torcida. O som dos mariachis, escutado logo na entrada do estádio,
junto com um coro de mexicanos, contribuíram para animar a festa antes
do início do jogo.
O mexicano David Dominguez trouxe um boneco do Chapolin Colorado para a
Arena Pernambuco. “Ele é um herói nacional, um símbolo de luta. 'Não
contavam com a nossa astúcia', mas vamos chegar à final do Mundial,
vocês vão ver”, afirmou. O mesmo motivo levou Laura Sanz a se vestir
também como o colorido personagem. “Ele representa o México e é muito
querido em toda a América do Sul”, acredita a estudante.
Quando esteve no Brasil de férias há alguns anos, Rafael Delgado se
surpreendeu ao saber que Chaves era tão querido aqui quanto é em sua
terra natal. Por isso, para torcer pela seleção, escolheu se fantasiar
como o famoso personagem. “É um presente também para os brasileiros, uma
forma de homenageá-los é se vestir como ele”, disse.
David Dominguez acredita que a força de Chapolin vai guiar o México (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Os amigos Juan Sobrino e Yaciel Brito deram vida a Chaves e Kiko. Na
primeira visita ao Brasil, ficaram surpresos com a quantidade de pessoas
que os pararam para tirar foto ao reconhecer os personagens. “É muito
divertido, não sabia que eram tão famosos aqui. No México, estamos
acostumados a vê-los desde muito pequenos”, explicou Juan.
A típica bebida mexicana, a tequila, foi a inspiração de Pepe Hans, que
vestiu-se de limão para torcer pelo seu país. Junto com um grupo de
amigos de Guadalajara, esse é o seu primeiro jogo na Arena Pernambuco.
“Acreditamos na vitória, vai ser 2x0 para o México”, aposta Hans.
Amigos se transformaram em bandeira do México (Foto: Katherine Coutinho / G1)
O engenheiro mexicano Miguel Angelo Torres convenceu os amigos a formar
uma gigantesca bandeira, no melhor estilo carnaval de Olinda. O grupo
logo virou atração e vários conterrâneos se aproximavam deles, bradando
gritos de apoio à seleção e querendo tirar fotos com o símbolo nacional.
Fantasiados de 'Super Chilis', típicas pimentas mexicanas, Armando
Gonzalez e Antônio Gonzalez estão na sua terceira Copa do Mundo. Antes
do Brasil, eles estiveram na África do Sul e Alemanha. “Todo mexicano
come chili, é algo tradicional. Escolhemos nos transformar em 'heróis'
para dar superpoderes a nossa seleção e toda a nossa torcida”, relatou
Armando.
A professora mexicana Gaby Bermudez Ruiz escolheu a roupa com cuidado,
buscando trazer diversos elementos da cultura de sua terra natal. “É a
minha terceira Copa do Mundo, estive nos dois últimos mundiais. Acho
importante mostrar para o resto do mundo as cores e costumes do meu
país”.
Oziel Torres acredita que os aztecas vao ajudar o México (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Laura Sanz vê o Chapolin como herói nacional (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Juan Sobrino e Yaciel Brito ficaram surpresos com a receptividade brasileira (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Sombreros personalizados fazem parte do uniforme da torcida mexicana (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Los Super Chilis esperam transmitir 'poderes' à selecao do México (Foto: Katherine Coutinho / G1)
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