MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 1 de abril de 2023

Dia Nacional de combate ao Bullying é lembrado com palestra gratuita dia 02/04

 

 

Dia Nacional de combate ao Bullying

é lembrado com palestra gratuita dia 02/04

Para que se tenha uma sociedade consciente, justa e saudável, é importante voltarmos o olhar para temas sociais e urgentes, como bullying e ciberbullying. Com qual consciência olhamos para essas questões, tão presentes nas escolas, nas redes sociais, em aplicativos de mensagem? É sabido que a violência tem aumentado, tolhendo e gerando transtornos físicos, psicológicos, familiares, sociais, sem falar de outros malefícios e muitas vezes culminando em perdas de vidas.

Nesse contexto e em lembrança ao Dia Nacional de Combate ao Bullying, a Brahma Kumaris realiza a palestra gratuita "Bullying - e se fosse com você?", que acontece de forma online no domingo (02/04). A apresentação será feita por Núblia Hübner, educadora e coordenadora do Programa Vivendo Valores na Educação no Brasil e Waldete Bazzo, professora de arte, música e meditação, terapeuta floral e ayurveda.

7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola e foi

instituído como uma iniciativa para chamar a atenção para os problemas causados pelo bullying e estimular a reflexão sobre o tema. Sancionada no exato dia do massacre em Realengo, ocorrido cinco anos antes (2011), a Lei nº 13.277/2016 estabelece e reforça o apelo por mais empenho em medidas de conscientização e prevenção ao bullying.

A Brahma Kumaris, que acredita no bem comum, independente de raça, religião, condição social, opção sexual e área de atuação, faz parte de uma rede ampla que reflete sobre esses temas, propondo ações e intervenções que envolvam a sociedade.

PALESTRA

02/ABRIL (DOMINGO)

BULLYING - E SE FOSSE COM VOCÊ?

Núbia Hübner

Educadora e Coordenadora do Programa Vivendo Valores na Educação no Brasil

Waldete Bazzo

Professora de Arte, Música e Meditação, Terapeuta Floral e Ayurveda

Horário: 18:30h

Conexão pelo Youtube e Instagram @brahmakumarisbrasil

Sobre a Brahma Kumaris - Fundada na Índia em 1937, a ONG Brahma Kumaris está presente em mais de 130 países. No Brasil desde 1979,

conta com sedes nas principais capitais e em cidades do inteior, além de

possuir um centro nacional virtual, que oferece vasta agenda de palestras e

encontros sobre desenvolvimento pessoal e bem-estar.

Para mais informações e agendamento de entrevistas, favor entrar em contato com:

Fabie Spivack - (11) 98831.0733 (celular/whatsapp) ou fabiespivack63@gmail.com

Ricardo Skaf – (11) 97233-0044 (celular/whatsapp) ou info@br.brahmakumaris.org

Emprego despenca em todo sul da Bahia

 

jornal a região

A geração de empregos no sul da Bahia já era ruim desde que Lula, do PT, se elegeu pregando a revogação das leis que modernizaram o trabalho e o aumento de impostos sobre vários setores. Nos últimos três meses piorou e a tendência vista em fevereiro é de ficar cada vez pior.

Itabuna, por exemplo, já tinha eliminado 261 empregos em janeiro e agora cortou mais 276. Nos primeiros três meses fechou 710 vagas, anulando quase todas as criadas em junho, julho e agosto do ano passado. Todos os setores perderam postos de trabalho, liderados pela Indústria, com menos 140.

O setor de Serviços, o que mais empregava antes, perdeu 51 vagas, o Comércio outras 44, a Construção 38 e a Agropecuária, 3. A maior perda de emprego foi de quem tem ensino médio, na faixa de 30 a 49 anos. Ilhéus seguiu na mesma toada, mas teve um setor com saldo positivo, a Indústria, que abriu 7 vagas.

O resultado de fevereiro foi de perda de 53 empregos, depois de eliminar 139 em janeiro. A Construção fechou 24 vagas, o Comércio 16, o setor de Serviços eliminou 15 e a Agropecuária outros cinco. Só teve emprego para homens, com curso superior e idade acima dos 40 anos.

Na Bahia, fevereiro fechou com saldo positivo de 8.043 empregos criados e somente um setor negativo, o do Comércio, que fechou 189 postos de trabalho. Os Serviços abriram 4.858 vagas, a Construção 1.212, a Agropecuária 1.128 e a Indústria 1.034. A maioria dos empregos foi para quem tem ensino médio e 18 a 24 anos.

coluna malha fina - jornal a região - 01/04/202

 

Multidão de um reclamou

Depois da nota sobre a exumação do corpo de Gelado Simões para ser candidato em 2024, teve petista chiando. "É mentira que Geraldo só tem dois amigos!" berrou o único que reclamou. "Ele é um líder", completou. Mas ser líder dele mesmo não dá voto a ninguém, muito menos a quem está morto.

Encolhendo de 4 em 4

Só para lembrar, o "líder" perdeu para Isaac, que não tinha estrutura alguma, com 2 mil votos a menos e quase fica atrás de Charliane. Só não ficou porque o MDB não levou a candidatura dela a sério. O finado Gelado encolheu de 8 mil votos em 2016 para 5 mil em 2020. Vai ter 2 mil em 2024...

Arroz de festa animadão

Os petistas estão se descabelando de desespero com o vice festivo Geraldo Junior, que está aproveitando ao máximo a viagem do poste Jera à China para lacrar. Já agendou entrevista com todo mundo e saiu correndo para inaugurar até casa de boneca em nome do governo. 

 

 


O ano que nunca acaba

Mas espere, tem mais... O ano letivo começou nas escolas menores. Nas quatro maiores ele só inicia "quando Deus quiser". Como a lei exige 200 dias de aulas, ninguém sabe quando o ano letivo vai terminar. Talvez em 2024. O MP, tão "preocupado" com a Educação, não entra no mangue.

"O importante é salvar vidas"...

A Câmara aprovou a convocação do sinistro Ruim Costa para explicar a compra de 11 móveis de luxo, sem licitação, para o cafofo oficial de Ludrão, no Palácio da Alvorada. A compra foi de R$ 379 mil. Ruim até hoje não explicou a compra dos respiradores fantasmas, vai ser difícil explicar a dos móveis...

Como Marcola julgado pelo PCC

Por falar nele, agora a gente entendeu porque Ruim Costa ganhou ministério. A manobra obrigou o ministro Og Fernandes, conhecido por ser duro com corruptos no STJ, a transferir o inquérito da fraude com respiradores para o STF, braço jurídico do PT que passa pano em tudo que é vermelho.

O governo racista do PT

Um levantamento da Defensoria Pública do Estado mostra que 92% das mulheres presas pela polícia da Bahia são negras e somente 8% são brancas. Não deixa de ser interessante lembrar que o estado e a polícia são chefiados há 16 anos pelo PT, aquele partido que diz "proteger" os negros e negras...

 

 

Pânico no galinheiro

Mal voltou ao país e o presidente Bolsonaro já deixa a esquerda alvoroçada. Petistas conhecidos quase tiveram um infarto ao saber que o deputado estadual Diego Castro indicou o "mito" para receber a Comenda 2 de Julho, maior honraria da Bahia, na visita que deve fazer ao estado.

Vendas de Lexotan disparando

"É uma forma de reconhecermos o seu empenho em promover o desenvolvimento do Brasil, em especial da Bahia, que tem um papel estratégico na economia e na manutenção dos valores do país", afirmou Diego. A visita, anunciada para breve, deixa os petistas almoçando Lexotan e jantando Diazepan.

Vai romper com ele também?

Para horror de ACM Neto, o Pardo, sua criatura Bruno Reis disse que mantém uma ótima relação com João Roma e pode compor com ele nas eleições de 2024. Neto rompeu amizade de anos com Roma quando ele aceitou ser ministro do presidente Jair Bolsonaro. Trocou de mal, com dedinho e tudo...

Neto perdeu mais que Roma

No fim, Roma foi um excelente ministro, criando o Auxílio Brasil e ajudando os desabrigados do sul da Bahia na enchente de 2021. Se tornou o líder da direita na Bahia e saiu da eleição maior que que entrou. Já Neto perdeu para um poste anônimo do PT mesmo depois de liderar por meses. 

 



"Dá uma mãozinha aí, Xi"

Também vai tentar que os chineses resgatem a abandonada obra do VLT do Subúrbio, um dos inúmeros fracassos dos 16 anos de PT na Bahia. Jera ainda quer convencer a BYD a ocupar a fábrica da Ford que Rui perdeu. Tudo isso de forma amadora e sem especialistas na comitiva.

Planejamento aleatório

A viagem foi tão bem planejada que Jera nem sabe quantos dias fica por lá. Os encontros oficiais duram uma semana, mas o poste diz que pode ficar "mais uns dias" se o chefe da facção, Dilmo, confirmar sua viagem no dia 11. Ele só começa os encontros no dia 13. O que Jera vai fazer durante cinco dias?

Vai treinar no Cobra Kai?

É bom lembrar que somos nós que estamos pagando pela viagem de Jera, que estava orçada em mais de R$ 200 mil para durar uma semana. Agora ninguém sabe. Mas a gente vai pagar diárias caras para ele ficar cinco dias sem fazer nada. Talvez tome aulas de kung-fu, talvez fique tomando chá... 

 

 

Canetada pra todo lado

Mas a maior dor de cabeça de Jera é com o vice-poste. Aprendiz de raposas como Geddel e Lúcifer, o vice Geraldo Junior vai ficar com a caneta do estado coçando na mão por vários dias. Vaidoso e sem noção, ele pode aproveitar para aparecer com decretos indesejáveis para o PT.

Armando e se dando mal

Jeba Moraes armou tanto que se deu mal. Emplacou seu poste na eleição da nova Mesa da Câmara de Ilhéus, mas a Justiça acaba de anular a votação, feita com cédulas escritas à mão, como nos tempos dos velhos coronéis do cacau. De quebra a Câmara ganhou sua primeira presidente, Ivete Maria.

Dessa vez vai, juro...

Agora vai! Depois de prometer a reabertura do Centro de Cultura Adonias Filho em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021 e três vezes em 2022, o governo do estado "garante" que até maio termina a interminável reforma, que já dura oito anos. Dava para construir uma cidade inteira.

Sessão na brinquedoteca

A sessão da Câmara para debater o transporte em Itabuna, onde as queixas vão se acumulando, não deu em nada. A Atlântico parecia que estava respondendo a alunos do primário. Classificou os problemas como "normais" e jogou a culpa dos ônibus quebrados nas "ruas cheias de buracos".

Tá queimando seu filme

Teve gente da Prefeitura que não gostou da atitude da empresa, jogando a culpa para ela, como se não tivesse colocado asfalto novo justamente nos corredores de ônibus. Também se irritou quando a Atlântico disse que não consta ar-condicionado no contrato com Itabuna. Saiu como se não tivesse ido.

PT incentiva o cordeiro

Prevendo mais uma derrota acachapante em Salvador, o PT está, sutilmente, incentivando Lídice da Mata a sair candidata à prefeitura no ano que vem. Lídice já teve uma passagem desastrosa pelo cargo em 1992 e, como boa esquerdista, culpou os outros por seu fracasso retumbante. 

 

 

Ninguém merece um replay

Lídice terminou sua péssima gestão enfrentando manifestações nas ruas, bloqueios de recursos por cometer irregularidades, e até o risco de prisão por não pagar o salário dos servidores. Agora ameaça voltar à Prefeitura e repetir o fiasco. Ainda bem, para os moradores, que ela não tem chance.

Cada um no seu quadrado

Ao contrário de ACM Neto, o Pardo, que flerta com o PT sempre que acha interessante, o líder da direita na Bahia, João Roma, deixou claro de que lado está: "quem escolher caminhar abraçado com Lula e o governo do PT, não contará com meu apoio ou com o apoio do PL". Talkou...

Margareth deve a Margareth

Perguntar não ofende... três meses depois de assumir o Ministério da Cultura, será que Margareth Menezes já pagou a dívida que sua produtora tinha com a pasta, por não prestar contas de verbas que pegou pela Lei Rouanet? Ou a ministra Margareth perdoou a produtora Margareth?

Deprôma di educassão física

Nas décadas passadas, vários secretários da Prefeitura de Itabuna com, digamos, uma extensa folha corrida de espertezas, compraram diploma em uma universidade supostamente instalada em Coaraci, que o MEC nem sabia que existia. O diploma era para ter cela especial em caso de azar.

Tanto "esforço" para nada

Não adiantou nada, porque o STF derrubou a cela especial para quem tem curso superior. Não que faça diferença para essa turma. A compra do diploma foi com nosso dinheiro e não tiveram que frequentar as aulas. Uma secretária nem poderia, porque não passaria na porta nem lubrificando... 

 

 

 

Andando de ladinho

carangueida O aluno de Canavieiras está condenado a ser mais um semi-analfabeto. A Câmara de lá autorizou os milhões pedidos pelo prefeito Carangueida, que só anda de lado, para reformar as escolas. Isso em 2021, mas só agora esle está reformando. Resultado: ano letivo começando em 20 de março.

 

Perdido na cidade grande

jerafanhoto A manutenção da viagem de Jera até a China, mesmo sem a caravana da alegria de 200 pessoas montada pelo Ludrão, pode ser um fiasco. Mal planejado e sem poder de fogo, o poste de Rui Costa vai pedir a eterna ponte Salvador-Itaparica que, segundo Jaques Wagner, foi inaugurada em 2013.

 Pode ser uma imagem de 1 pessoa, carro, ao ar livre e texto

Teor do biodiesel divide opiniões entre lideranças governamentais e o setor de transportes

 

BLOG  DO CAMINHONEIRO

A cada ano, o transporte rodoviário de cargas vem se comprometendo a cumprir com a responsabilidade de ajudar no combate à poluição do meio ambiente. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), até 2021, 95% das empresas brasileiras já contavam com governança ambiental, social e corporativa (ESG) como prioridade em sua agenda organizacional.

Visando continuar estudando as melhores práticas para contribuir com a causa, empresas como a TKE Logística, localizada no sul de Santa Catarina, está adotando posturas e planejamentos diferentes para seguir corretamente.

“Considerando as características de nossas operações e a infraestrutura do nosso país, realizamos avaliações constantemente nas operações sobre como podemos diminuir o impacto que temos ao meio ambiente. Procuramos uma renovação constante de nossa frota; buscamos motores mais modernos e menos poluentes — sendo inclusive cossignatários do programa DESPOLUIR, que disponibiliza vistorias constantes em nossos veículos –, além da manutenção preventiva e corretiva desses motores; e reutilizamos produtos (quando possível) que evitam o desperdício de matéria-prima como um todo”, descreve o gerente administrativo da TKE Logística, Franco Gonçalves.

Esse engajamento por parte das organizações em conjunto com as entidades e com órgãos governamentais e particulares do setor vem sendo crucial para que haja menos poluição durante as operações. Porém, apesar de todos estarem colaborando com essa responsabilidade, algumas decisões impostas pelas lideranças que regem o transporte talvez não sejam tão benéficas aos olhos de quem realmente presta esse tipo de serviço.

Um grande exemplo disso é o aumento do teor do biodiesel que será aplicado a partir de 1° de abril: o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu adotar um período de transição para viabilizar o teor de 15% de biodiesel no óleo B com o intuito de diminuir a poluição pelas estradas, já que o biodiesel é considerado, em teoria, um combustível sustentável.

Mesmo entendendo esses pontos e o ganho ao meio ambiente, as transportadoras enxergam de outra maneira e argumentam que isso acarretará mais consumos de outros materiais e que, consequentemente, continuará emitindo poluição.

Para Franco, o biodiesel atual proporciona ainda mais os desgastes dos veículos e manutenções diárias: “O biodiesel utilizado no país hoje, conforme pesquisas do setor, gera problemas como criação de borra (com alto teor poluidor), além de danificar peças em veículos, bombas de abastecimento e geradores, entre outros produtos, que acabam tendo um maior consumo de combustível por não estarem trabalhando corretamente e gastando mais em peças que precisarão ser trocadas precocemente — um desperdício extra em matéria-prima”.

Essa restrição por parte das organizações, e até mesmo de instituições importantes como a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que divulgou uma nota recentemente contra a decisão do aumento, não acontece por elas serem contrárias aos ganhos em sustentabilidade, mas sim por entenderem que essa atitude pode gerar efeitos contrários.

Franco finaliza ponderando com uma solução que as lideranças podem adotar e que seja boa para os dois lados: “A solução, hoje, seria a substituição desse biodiesel, de primeira geração, de base éster, pelo diesel verde (HVO), que utiliza a mesma matéria-prima, mas é fabricado por outro processo. Assim, não prejudica os equipamentos, pode usufruir de toda a infraestrutura de distribuição que temos no diesel atualmente e também ser utilizado nos veículos mais antigos, além de ser aplicado em países da Europa e América do Norte”.

Medida provisória que suspende multa por falta de exame toxicológico é prorrogada

 

BLOG  DO CAMINHONEIRO

Nesta quinta-feira, 30 de março, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco prorrogou por 60 dias 15 medidas provisórias. Entre elas, a MP 1.153/2022, que suspende até 2025 a aplicação de multa a motoristas sem exame toxicológico.

Publicada no Diário Oficial da União de 30 de dezembro de 2022, a Medida Provisória suspende a aplicação de multa para motorista profissional que não realizar o exame toxicológico previsto no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 1997) até 2025.

A Lei 14.071, de 2020, incluiu no Código de Trânsito a previsão de realização do exame para condutores habilitados nas categorias C, D ou E (caminhões, ônibus e trailers).

Caso o motorista fosse flagrado descumprindo a norma, seria aplicada multa por infração gravíssima e determinada a suspensão do direito de dirigir por três meses.

A exigência do exame é regulamentada pelo Conselho Nacional do Trânsito, que, desde julho do ano passado, já tinha estabelecido prazos para a sua realização conforme a data de vencimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Com a medida provisória, a aplicação da multa e das demais penas ficam adiadas para 1º de julho de 2025.

As Medidas Provisórias que foram prorrogadas podem ser consultadas no link https://senado.leg.br/2023/03/30/pacheco-prorroga-prazos-de-15-medidas-provisorias.


Redução nas entregas de caminhões novos fazem motoristas procurarem outros setores

 

BLOG  DO CAMINHONEIRO

Centenas de caminhões novos eram movimentados todos os dias, para entregas a clientes no Brasil e também em rotas Mercosul. Eram, porque os motoristas que realizavam essas entregas dizem que o movimento caiu drasticamente a partir de janeiro.

Um dos motoristas que conversou com o Blog do Caminhoneiro nesta semana relatou que até o final de 2022 chegava a fazer quinze entregas mensais de caminhões. Neste ano, o movimento caiu para três ou quatro por mês, o que fez com que buscasse oportunidade em outra área.

Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores mostram que as vendas de caminhões no Brasil, em 2022, chegaram a 124.584 unidades, um média mensal de 10,3 mil unidades.

Em janeiro desse ano, as vendas ficaram em 10.215 unidades, dentro da média, mas caíram para 7.825 unidades em fevereiro. Os números referentes a março devem ser divulgados na próxima semana.

A própria Fenabrave estima que o mercado de caminhões no Brasil não cresça nesse ano, como vinha acontecendo nos últimos dois.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) mostra que a exportação de caminhões, muitos com destino ao Mercosul, fechou 2022 com 25.455 unidades exportadas, uma média de 2.121 mensais.

Em janeiro foram exportados 1.026 caminhões, e em fevereiro, 1.650.

Com os números mais baixos, as empresas que realizam as operações de transporte de caminhões novos, geralmente em carretas prancha ou rodando, estão priorizando os motoristas contratados, e aqueles terceirizados, sendo muitos Micro Empreendedores Individuais (MEI), acabam ficando sem oportunidades, o que reduziu muito o faturamento.

Consequentemente, esses motoristas tem procurado outras colocações no mercado, em transportadoras, ou mesmo em outros setores, para evitar depender de um serviço que agora é considerado incerto.

De acordo com um caminhoneiro que fazia esse transporte, agora ele busca uma colocação como motorista de uma transportadora, para atuar em rotas que já fazia com os veículos novos, inclusive Mercosul.

Isso porque, além da redução do trabalho, viagens mais longas, que consequentemente pagam mais, quase não acontecem nesse ano para os terceirizados.

Agrale vai lançar cavalo mecânico 6×4 com 460 cavalos de potência

 

BLOG  DO CAMINHONEIRO

Neste dia 1º de abril, a Agrale confirmou a entrada em um novo segmento. A montadora gaúcha atua na produção de caminhões leves, médios e semipesados, e decidiu investir em uma nova operação, apresentando uma linha de caminhões voltados ao transporte de cargas mais pesadas para rotas de longas distâncias. Os cavalos mecânicos, inicialmente serão vendidos em versões 6×4, voltados ao transporte de cargas em composições do tipo bitrem.

De acordo com a montadora, a motorização de 13 litros vai garantir 460 cavalos de potência, com torque de 2.600 Nm. Graças ao torque superior, o caminhão obtém uma média de consumo muito alta, o que reduz significativamente o custo total de operação do veículo.

Outra vantagem do modelo é a possibilidade de compra com opções de caixa de câmbio manual e automatizada, sendo com 16 ou 12 marchas, respectivamente. Na versão manual, usa-se a famosa caixa seca, que equipava modelos Ford e International, e que não usa anéis sincronizadores. Além de uma manutenção simplificada, esse tipo de câmbio tem fama de inquebrável.

Para atender a norma Euro 6, a montadora de Caxias do Sul usa uma combinação de sistemas SCR e EGR, que usa Arla 32 e recirculação dos gases do escapamento. O consumo de Arla 32 é reduzido, por conta da combinação das duas tecnologias.

Para o caminhoneiro, o modelo oferece espaço interno amplo, o que garante facilidade na movimentação dentro da cabine. O painel virá com possibilidade de receber uma central multimídia, que vai trazer opções de entretenimento e informações sobre o veículo. Além disso recebe geladeira de gaveta e muitos espaços para armazenamento.

A cama tem 60 cm de largura e colchão de alta densidade, garantindo conforto extra nas paradas para descanso.

Outra vantagem são os retrovisores de amplo alcance, que reduzem os pontos cegos. O modelo conta até mesmo com retrovisores frontal sobre o para-brisa e lateral sobre a porta do passageiro, garantindo segurança nas manobras e ao dirigir em centros urbanos.

Grade e faróis formam um conjunto moderno na dianteira, ostentando o grande logotipo da marca logo abaixo do para-brisa. O caminhão ainda poderá receber, como opcional, carenagens laterais, defletor de ar lateral e de teto, rodas de alumínio e outros acessórios.

O que você achou do caminhão? Prestou bastante atenção nas imagens?

É claro que se trata de uma brincadeira de 1º de Abril. A Agrale atua fortemente na produção de chassi de ônibus, tratores, motores industriais e até utilitários militares, e sempre foi conhecida pela fabricação de caminhões leves e médios, mas nunca produziu um cavalo mecânico.

O caminhão das imagens é um Qingdao Jiefang JH6 AMT, produzido na China, e que é um grande sucesso por lá e em outros países asiáticos e da África. Ele tem mesmo os 460 cavalos de potência, e é fabricado em versões 6×2 e 6×4.

Mas o que você achou da ideia da Agrale entrar no segmento pesado, produzindo e comercializando cavalos mecânicos?

Alto custo: acidentes geram perda total em carros elétricos

 

Alto custo: acidentes geram perda total em carros elétricos

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Foto: Patrick Fallon/Zuma.

Os carros elétricos ainda são como um abissal inexplorado, pois, só agora o mundo está aprendendo o que acontece com ele ao chegar a 10 anos e, pior, mais nitidamente o que ocorre em caso de acidente.

Não estamos falando em incêndios incontroláveis ou explosões de suas células de baterias, mas do que dá para recuperar em um acidente. A resposta é clara: nada. É perda total na maioria das vezes.

O problema está no alto custo de baterias, módulos de controle eletrônico e motores elétricos, que praticamente tornam inviável recuperar um carro BEV em caso de um acidente similar ao de um carro a combustão.

No entanto, desses três elementos, notadamente a bateria é o grande vilão, pois, ela representa até 60% da composição de preço de um carro elétrico.

Ainda que o custo das baterias de lítio tenha caído de US$ 1.355/kWh em 2008 para apenas US$ 153/kWh em 2022, ele ainda não está no patamar ideal, que é abaixo de US$ 100 por kWh.

Células LFP ou lítio-fosfato de ferro, estão ajudando a baixar o preço, mas mesmo assim, na média continua muito alto e isso impacta na hora de uma eventual reposição em caso de acidente.

Remaining Time 4:02

Amassados que podem comprometer a autonomia ou, pior, a segurança, com vazamento de componentes químicos internos ou mesmo do líquido de refrigeração, exigirão a reposição.

Então, numa automóvel elétrico com alguns anos de uso, isso se torna impraticável, bem como em modelos mais recentes, pois, também é preciso considerar a reparação do próprio carro.

Nos EUA, muitos carros elétricos até com baixa quilometragem estão sendo leiloados ou vendidos como sucata para recuperação de peças e componentes pelo mercado de autopeças usadas.

As seguradoras não querem arcar com a cara e difícil reparação de baterias, levando boa parte dos sinistros direto para o ferro-velho.

Mesmo assim, a reciclagem desses carros ajudará à indústria se for feito em uma escala maior e organizada, pois, as baterias podem ser recicladas, voltando ao ciclo de produção de novos.

Gasolina: ICMS único de R$ 1,45 disparará preços nas bombas

 

Gasolina: ICMS único de R$ 1,45 disparará preços nas bombas

combustiveis etanol gasolina diesel

O Confaz, Conselho Nacional de Fazenda, publicou hoje no Diário Oficial da União que a partir de 1 de julho de 2023, haverá alíquota única de ICMS para gasolina em todos os estados no valor de R$ 1,45.

A alíquota é maior que a média nacional atual que, segundo a Petrobrás, é de R$ 0,96. Dessa forma, o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ficará R$ 0,49 mais alto que agora.

Segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), o aumento médio nos preços da gasolina, a ser verificado nas bombas de combustíveis, será de 11,45%.

A Fecombustíveis diz que o aumento do ICMS na gasolina resulta em uma alíquota de 27,5% sobre o produto, maior que o teto verificado em outros bens de consumo, que é de 18%.

O aumento real no preço da gasolina, considerando hoje, variaria de R$ 0,22 no Piauí até R$ 0,60 em estados como Amapá, Goiás e Rio Grande do Sul, segundo a ANP, Agência Nacional de Petróleo e Gás.

Remaining Time 4:08

Isso terá um impacto enorme nos bolsos dos consumidores e das empresas, mas um acordo entre os governos estaduais e o STF (Supremo Tribunal Federal) alterará os cronogramas de implantação do novo modelo de cobrança do ICMS para os combustíveis.

Os estados devem ainda rever a nova alíquota da gasolina, que ficou bem mais alta do que os valores cobrados atualmente. O aumento do ICMS ainda gerará um impacto de 0,5% na projeção do IPCA para 2023.

Nos estados de Sergipe, Amapá, Roraima, Pará, Bahia, Piauí, Maranhão e Rondônia, estão as maiores alíquotas de ICMS sobre combustíveis e a ideia é aliviar o impacto da alíquota única nessas regiões inicialmente.

Para conter esse impacto, estados e STF concordaram em uma redução do imposto antevendo a implantação do mesmo em julho.

“O modelo atual de cobrança do ICMS era criticado pelo setor por retroalimentar os aumentos de preço nas refinarias: após a alta nas bombas, os estados elevam o preço de referência para cobrança do imposto, gerando novo repasse ao consumidor final”, segundo a Fecombustíveis.

[Fonte: Fecombustíveis]

Volkswagen confirma chegada do SUV elétrico ID.4 para o segundo semestre

 


Marcelo Jabulas
@mjabulas
HOJE EM DIA
 (Foto: VW/Divulgação)

(Foto: VW/Divulgação)


A Volkswagen completou 70 anos de operações no Brasil, nesta quinta-feira (23). E para marcar a data, a alemã anunciou a chegada do SUV elétrico ID.4.

Trata-se do modelo elétrico global da Volks, lançado em 2020. Hoje a VW conta com um portfólio com cinco modelos elétricos, mas o ID.4 é o que tem mais apelo de vendas, pelo fato de ser SUV.


Sua estreia está marcada para o segundo semestre. Mas sem data certa. Os preços também são mistério, mas o modelo deverá custar entre R$ 260 mil e R$ 340 mil, faixa de valor em que figuram a maioria dos elétricos do mercado.

“O ID.4 introduz na Volkswagen do Brasil uma tecnologia de altíssima eficiência energética e que tem forte potencial para a descarbonização. Ele é parte da ofensiva de 15 modelos elétricos e flex que iremos lançar na nossa região até 2025. Com ele, conectamos o Brasil à estratégia global de eletrificação da marca Volkswagen”, explica o COO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom.


O SUV

Construído sobre a plataforma MEB, exclusiva para modelos elétricos, o jipinho é equipado com motor de 204 cv (montado no eixo traseiro), que garante aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 8,5 segundos, que garantem excelente comportamento ao modelo. Há também uma versão de motorização dupla e quase 300 cv combinados. 

Como todo elétrico moderno, o seu kit de baterias de 77 kWh é acomodado no assoalho do ID.4. O berço ocupa todo o assoalho e as pilhas permitem autonomia de até 520 quilômetros. Em estação de recarga, regenera carga para 320 quilômetros em apenas 30 minutos.

Por dentro o modelo oferece acabamento sofisticado com destaque para o quadro de instrumentos e multimídia flutuantes. O ID.4 também conta com pacote farto de assistências à condução

Chevrolet Equinox Premier não é nenhum novato, mas se destaca pelo conjunto da obra

 


Marcelo Jabulas
@mjabulas
HOJE EMDIA
 (Marcelo Jabulas)

(Marcelo Jabulas)


Nos últimos cinco anos, testamos o Chevrolet Equinox pelo menos quatro vezes antes deste último contato. E novamente podemos afirmar (como em 2018) que o SUV é o melhor GM desde o Omega.

Após testarmos a versão RS, da linha 2023, conferimos a topo de linha Premier. Um carro que custa R$ 230 mil. Não é barato e cabe no bolso de uma parcela ínfima da população.

Mas para o consumidor que pode gastar essa quantia, é uma opção a se considerar diante de outros modelos na mesma faixa de preço. Isso porque esse Chevrolet oferece um conjunto bem resolvido.

A começar pelo fato de ser SUV, que tem apelo de vendas muito superior às demais categorias. Particularmente prefiro um sedã a qualquer SUV, mas não há como negar a praticidade desse tipo de


O segundo é que o Equinox oferece um conjunto mecânico muito bem acertado. A troca do motor 2.0 de 262 cv pelo 1.5 de 172 cv não fez mal ao SUV. Pelo contrário, deixou ele mais eficiente. Nossa média (ele só consome) no trajeto urbano e rodoviário girou em torno de 11,3 km/l.

Os 28 kgfm de torque garantem muita força em baixa rotação e vigor nas ultrapassagens. Tudo isso auxiliado por uma transmissão automática de seis marchas e sistema de tração integral sob demanda. 

Essa tração não faz do Equinox um explorador como o Bronco Sport e o Compas Trailhawk, mas garante estabilidade e dirigibilidade em condições de baixa aderência. A pista ficou escorregadia de um momento para o outro? O conjunto passará a distribuir o torque para cada uma das rodas de forma independente a fim de manter o carro sempre na trajetória correta.

A suspensão também é um ponto de destaque. O Equinox é baixinho. Raspa a ponteira do para-choque com facilidade em rampas e lombadas. Mas o acerto é ótimo. Ele utiliza conjunto independente nos dois eixos. McPherson (frente) e multilink (traseira), o que oferece ótimo comportamento dinâmico. Na estrada dá um baile no Bronco e no Compass.

Conteúdos

O pacote de conteúdos é farto, com bancos revestidos em couro, sendo que assento do motorista tem ajustes elétricos, ar-condicionado digital de duas zonas, computador de bordo, multimídia (com Android Auto e Apple CarPlay, sem fio), câmera de ré, 4G embarcado, roteador WiFi, assim com assistente OnStar

Ele ainda oferece teto solar panorâmico, abertura elétrica do porta-malas, carregamento por indução, portas USB e repetidores de ventilação no console central, rodas de liga leve aro 19 e faróis Full LED. Já a seara da segurança conta com seis airbags, assistentes de condução com frenagem emergencial, monitores de permanência em faixa, ponto cego e tráfego cruzado em ré, assim como o alerta de colisão.

O espaço interno é generoso e leva quatro ocupantes com sobra. Três atrás compromete um pouco o espaço dos ombros, mas dá para viajar. E seu porta-malas comporta 468 litros. 

Ou seja, o Equinox, apesar de não ser o SUV mais badalado da praça, é uma das opções mais acertadas para quem busca esse tipo de automóvel, é uma das melhores escolhas. Qualquer um vira o patrão dentro dele.

Ford Explorer elétrico é apresentado na Europa e leva para vida real vislumbre do cinema

 


Marcelo Jabulas
@mjabulas
HOJE EM DIA
 (Ford/Divulgação)

(Ford/Divulgação)


Além dos raptores, do T-Rex e do valente Dr. Grant, um dos protagonistas do longa-metragem “Jurassic Park" (1992) foi o Ford Explorer. O SUV da Ranger tinha acabado de chegar ao mercado para concorrer com o Jeep Cherokee. 

E para mostrar o carro para o mundo, a Ford escalou o SUV para o filme de Spielberg. Na trama, o Explorer era um carro elétrico, que se deslocava sobre trilhos. Uma espécie de bondinho off-road. 

O SUV protagoniza uma das cenas mais dramáticas do filme. Quem não se lembra do cabrito que serviu de aperitivo para o T-Rex? E da cena que o gigante empurra o SUV para um barranco? E a fuga dos personagens pelos galhos da árvore, enquanto o utilitário despencava sobre suas cabeças? Era o Explorer.

Agora o SUV ganha sua primeira geração elétrica, como no filme. Mas desta vez não será alvo do réptil de 160 milhões de anos. O Explorer a pilha chega justamente para deixarmos de queimar “suco de dinossauro”. 

O modelo foi revelado na Europa e chega por lá ainda este ano como linha 2024. No Velho Mundo, o Explorer elétrico será vendido a partir de 45 mil euros (algo em torno de R$ 250 mil). 

O modelo compartilha base e conjunto mecânico com a linha ID, da Volkswagen. Faz parte da dobradinha entre as duas marcas. A VW pegou o chassi da nova Ranger para montar a segunda geração da Amarok e agora a Ford utiliza o ID.4 para construir o Explorer. Lembra a Autolatina, mas só que de forma muito mais competente.

A marca não deu detalhes técnicos do SUV. O que se espera é que ele deverá utilizar o conjunto de dois motores e 300 cv, assim como o pack de baterias de 77 kWh e 520 km de autonomia (no ciclo europeu). Ou seja, se o dinossauro resolver aparecer, dará para fugir numa boa.

Bingo! Por R$ 44,5 mil, um EV sete vezes mais econômico que o Kwid

 


Homero Gottardello
Especial para o Hoje em Dia
HOJE EM DIA
Novo compacto da Wuling pode ganhar a marca Chevrolet e atravessar a Grande Muralha da China (Divulgação)

Novo compacto da Wuling pode ganhar a marca Chevrolet e atravessar a Grande Muralha da China (Divulgação)


Hoje, o brasileiro que tem R$ 70 mil na conta bancária tem pouquíssimas opções para a compra de zero-quilômetro. Na verdade, as escolhas se resumem ao paupérrimo Mobi (a partir de R$ 64 mil), da Fiat, e ao franciscano Kwid, da Renault (a partir de R$ 69 mil). São valores aviltantes, diante da pobreza, da insegurança e da tecnologia ultrapassada de ambos os modelos – aliás, são preços tão aviltantes que as vendas da dupla andam em baixa. Mas existe uma luz no fim do túnel e, nela, brilha uma estrela amarelinha.

Esta estrela reluz sobre compactos muito mais modernos e em conta, maiores e, o melhor, até sete vezes mais econômicos que o ‘duo’ nacional, tudo isso por menos de o equivalente a R$ 45 mil (59.800 yuans). Estamos falando do novíssimo Wuling Bingo, que acaba de estrear na China para brigar pela liderança entre os EVs, no maior mercado do mundo!

Com estilo diferentão e 3,95 metros de comprimento, o Bingo é quase 30 cm maior que o Kwid. Mais largo (10 cm) e alto (11 cm) que o Renault, o EV chinês também leva ampla vantagem em espaço interno, com uma distância entre-eixos quase 15 cm superior.

Seu porta-malas de 310 litros, capacidade volumétrica que vai a 790 l com o encosto traseiro rebatido, completa a cartela de um modelo que, se não faz frente aos do médios-compactos da Honda e da Toyota, atende perfeitamente todas as necessidades de um casal com duas crianças – e cabe sublinhar que, comparado ao Yaris XL 1.5, o lançamento sai por menos da metade do preço.

A grande vantagem do Wuling Bingo em relação a Kwid, Mobi e Yaris, além do City hatchback, está na motorização 100% elétrica, que representa a emancipação de seu feliz proprietário ao posto de combustíveis. A unidade de 50 kW, equivalente a 68 cv, não é um portento em termos de potência, mas seu torque instantâneo de 15,2 mkgf é igual ao do médico-compacto da Honda, cujo propulsor 1,5 litro 16V desenvolve 126 cv.

Na prática, o EV chinês acelera mais rápido que qualquer modelo do quarteto nacional e, no trânsito das grandes cidades, é isso que importa. Mas o Bingo deixa todo mundo para trás no consumo.

Abastecendo o Painel do Wuling Bingo (Divulgação)

Abastecendo o Painel do Wuling Bingo (Divulgação)

R$ 45 por mês
Suas baterias de íon de lítio (LFT) têm capacidade de 31,9 kWh e autonomia de 333 quilômetros, sem necessidade de recarregamento. Por falar nisso, a recarga completa do pacote leva intermináveis nove horas e meia, numa tomada de energia convencional, mas com uma estação rápida (doméstica, mesmo) dá para alcançar 80% de carga, em apenas 35 minutos.

Na ponta do lápis, o novo EV faz o equivalente a 77,5 km/l, o que significa um custo por quilômetro rodado sete vezes menor que o do Kwid. Apenas para o leitor ter uma ideia, se o infeliz proprietário do subcompacto da Renault gasta R$ 300 por mês, para seus deslocamentos, a despesa cairia para algo em torno de R$ 45, com o Bingo – a economia anual seria de mais de R$ 3.000.

Painel do Wuling Bingo (Divulgação)

Painel do Wuling Bingo (Divulgação)

Por dentro, o novo EV traz dois níveis de acabamento e conteúdo. A versão de entrada é bem espartana, mas, a partir dos modelos intermediários, há duas telas que agrupam o quadro de instrumentos e as funções de infotainment, com direito a reconhecimento de voz e outros mimos – a maior delas tem 10,2 polegadas.

Espaço interno do Wuling Bingo (Divulgação)

Espaço interno do Wuling Bingo (Divulgação)

Tanto os faróis, quantos a lanternas traseiras, são em luzes diodos (LEDs) e, completíssimo, o Wuling Bingo sai por R$ 54.855, o que pode ser considerado um verdadeiro achado, diante dos valores indecentes que Renault e Fiat praticam no Brasil para a dupla formada por Kwid e Mobi, respectivamente.

Neste primeiro momento, o lançamento do Bingo é exclusivo para o mercado chinês, mas há planos de exportação para mercados asiáticos e europeus. Por aqui, a esperança é que a General Motors possa aplicar a marca Chevrolet no EV e importá-lo, no futuro. Especular sobre preços seria um exercício de futurologia, mas, pelo menos tecnicamente, não existem empecilhos neste sentido.

A Wuling faz parte da SGMW Automobile, joint venture que compõe junto com a estatal chinesa SAIC e a própria GM. Olhando assim, dá para sonhar com o primeiro popular "brasileiro" 100% elétrico...

Wuling Bingo (Divulgação)

Wuling Bingo (Divulgação)