MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 1 de junho de 2019

COLUNA MALHA FINA - JORNAL A REGIÃO - 01 / 06 / 2019

Deslumbramento

Deslumbrado por acreditar que é a única opção do PT para concorrer a presidente em 2022, o governador Rui Costa precisa antes chegar lá. Se depender do Ministério Público, ele pode ficar pelo caminho, abatido por pecado passado.

Showmício proibido

O MP abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades na contratação, da banda Aviões do Forró e do cantor sertanejo Jonas Esticado, para fazer shows durante a inauguração da Policlínica de Guanambi, em novembro de 2017.

1.108 bolsas família

Rui Costa gastou R$ 277 mil de dinheiro do contribuinte com os shows, que animaram um evento público onde ele inaugurava um equipamento também público. A ação inclui shows iguais em outras inaugurações, Jequié e Ilhéus.

Andou ou parou?

ponte nova Os politiqueiros precisam combinar melhor suas malandragens. Nesta semana, a Prefeitura de Ilhéus soltou nota elogiando o avanço da obra da ponte. Três dias depois, o governador Rui Costa soltou outra reclamando do atraso.

Coincidencia...

Os carros já deviam estar passando pela ponte desde setembro do ano passado, data prometida por Rui para entregar a obra. Hoje em 65%, ela só deve ser inaugurada em 2020, ano eleitoral nas prefeituras. Até parece jogo combinado...



Matemática política

Um ônibus que fazia transporte escolar em Ilhéus pegou fogo. A Prefeitura de Ilhéus soltou uma nota dizendo que, como o serviço é feito por dois ônibus, nenhum estudante seria prejudicado. Como, se precisa de dois e só tem um?

Filme velho

Mais um espetáculo circense vai ser encenado pela Câmara de Itabuna. Convocaram o secretário da Saúde, o procurador e o controlador do município. Como em outras convocações, o resultado será uma "moção de aplausos".



Eleitor sem cabresto

bolsonaro Binho Shalon não entendeu, até hoje, que os apoiadores de Bolsonaro não são os eleitores do PSL nem dele. Criticou a manifestação do domingo passado porque teve a participação de políticos, do mesmo lado, de olho na prefeitura.

Atitude antiga

Esqueceu que ele mesmo é um político de olho na prefeitura e promotor de uma manifestação separada. O que ele não entendeu é que a outra foi espontânea, de cidadãos sem ligação com os políticos. A dele foi a da "velha política".

Hospitaleiro

Gregory Cruz, que organizou o ato na Alameda da Juventude, rebateu lembrando que deixou o grupo de Binho entrar na manifestação da Beira Rio e o convidou a subir no trio, "pagos com nosso dinheiro e não com grana de políticos".

Penetra ingrato

"Depois do nosso tratamento cordial e amistoso, saíram falando mal, tal qual um penetra que invade a sua festa, bebe e come do que você gastou e depois sai criticando", diz Gregory. "Não têm legitimidade aqui em Itabuna", detona...



Pulando a fogueira

Dizem que a briga está feia na disputa pelos cargos do governo do estado. O governador vive marcando data para distribuir as bocas, mas continua adiando. Agora deixou para o segundo semestre, depois dos festejos de São João.

Pinto no lixo

Quem está gostando da enrolação de Rui Costa é o deputado Rosemberg Pinto, que controla todos os cargos no sul da Bahia, por enquanto intocáveis. Os outros deputados estaduais e federais estão p... da vida e já querem o Pinto fora.



Vai pra panela

Dizem que Rosemberg Pinto gosta de se vangloriar que "domina o governador", só que não é assim que Rui Costa fala dele para os deputados. É só questão de tempo para o deputado Rosemberg receber o dele. Não chega nem a frango.



Um supremo mico

Apesar de ganhar no STF, os advogados da Prefeitura de Ilhéus pagaram um mico nacional ao ter que pedir desculpas à Corte. Citaram que o município estava cumprindo o decreto assinado por Nazal... que o prefeito considerou ilegal.

O "aperto" de Rui

Quando o governador Rui Costa falou que ia "dar um aperto na OAS" muita gente perto dele não disfarçou o riso. Todo mundo lembrou dos "apertos" que seu partido (PT) dava nas empreiteiras para receber propinas, sítio, triplex...

Com tração dianteira, Novo BMW Série 1 2020 surge na Europa


Com tração dianteira, Novo BMW Série 1 2020 surge na Europa
Se inverter a grade de duplo rim da BMW, ele vai parecer um X2. Essa é mais ou menos a impressão que temos do Novo BMW Série 1 2020 (F40), que surge agora na Europa e logo estará no Brasil. O hatch médio alemão perde a tração traseira da geração F20, utilizando agora a plataforma UKL2, que por sua vez já é usada no BMW Série 1 Sedan, feito na China.
Assim, com 4,319 m de comprimento, 1,799 m de largura, 1,434 m de altura e 2,670 m de entre eixos, o mesmo do sedã teuto-chinês, o Novo BMW Série 1 2020 encerra um ciclo iniciado em 2004 com seu lançamento e passa para uma nova fase, onde o hatch muda sua principal característica de condução.
Com tração dianteira, Novo BMW Série 1 2020 surge na Europa
Com frente volumosa e dotada de grade maior, o Novo BMW Série 1 2020 não copiou o sedã, se aproximando mais do X2. Os faróis duplos de LED ostentam luzes diurnas em semicírculos, enquanto o para-choque da versão M135i xDrive tem entradas de ar verticais e molduras adicionais na grade inferior.
A linha de cintura vai elevando-se em direção às colunas C, que não possuem vigias. As portas traseiras chamam atenção pelos grandes quebra-ventos falsos. As lanternas em LED são bem grandes e com feixes em forma de gancho. Assim como no capô com centro rebaixado, o teto na traseira também segue a proposta.
Com tração dianteira, Novo BMW Série 1 2020 surge na Europa
Nesta versão esportiva, o Novo BMW Série 1 2020 tem saídas de ar laterais e protetor central em preto brilhante com difusor de ar e duas bocas cromadas. Por dentro, a BMW foi mais ousada ao incluir um cluster digital e a multimídia BMW ConnectedDrive com telas de 10,25 polegadas cada. Os difusores de ar com display de climatização ao centro também se destacam.
No túnel, a BMW não rebaixar tanto o console, permitindo assim o uso de uma alavanca joystick num conjunto com modos de condução, partida, freio de estacionamento e navegação de entretenimento. No M135i xDrive, os bancos esportivos são bem envolventes. O volante de três raios com múltiplos comandos também é novo.
Com tração dianteira, Novo BMW Série 1 2020 surge na Europa
Outro detalhe é o HUD colorido de 9,2 polegadas de área. O Novo BMW Série 1 2020 conta com todos os pacotes de segurança que o mercado europeu exige, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, alertas de faixa e ponto cego, entre outros.
Nas versões normais, o Novo BMW Série 1 2020 tem para-choque com molduras em preto brilhante nas laterais, enquanto o traseiro é bem liso, mas com aplique Black Piano na parte inferior e escape cromado único bem visível. O hatch alemão mantém a motorização anterior, mas agora com três câmbios.
Com tração dianteira, Novo BMW Série 1 2020 surge na Europa
Um manual de seis marchas, um dupla embreagem com sete velocidades e um automático de oito marchas. Este último só disponível nas versões 118d e 120d, bem como a esportiva M135i. Esta, por sua vez, tem o novo motor 2.0 TwinPower Turbo com 306 cavalos e tração nas quatro rodas, indo de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos (4,7 no Performance Package).

Citroën prepara SUV compacto na Índia que pode chegar ao Brasil


Citroën prepara SUV compacto na Índia que pode chegar ao Brasil
A PSA decidiu focar no mercado indiano com a marca parisiense Citroën. Parte da nova estratégia global, a retirada da Peugeot em prol de sua irmã possibilitará ao grupo francês ter novas oportunidades neste importante mercado e uma delas é estar dentro do segmento abaixo de 4,00 m.
Nesse caso, a ideia é ter um SUV compacto dentro dessa categoria, conforme revelado pela revista inglesa Autocar Índia. O novo projeto é baseado no C3 e deverá surgir por volta de 2021. A estratégia é torna-lo global, sendo exportado ou produzido em outras regiões, sendo que a América Latina aparece como alvo prioritário.
A plataforma não será a mesma do C3 atual, ou seja, a PF1 está descartada. Então, qual seria? A PSA tem no momento a CMP, desenvolvida em parceria com a Dongfeng e que sustentará todos os carros compactos do grupo francês, assim como do fabricante chinês. Segundo a publicação, será uma base “feita sob medida para a Índia”.
Esta pode ser a CMP encurtada, o que beneficiaria também o desenvolvido em um sucessor para o Citroën C1 na Europa, ainda preso ao Toyota Aygo. Embora o baixo custo seja a primeira ordem do dia na Índia, os projetos mais recentes nessa categoria já estão de acordo com padrões rígidos globais, tendo como exemplos Honda WR-V, Ford EcoSport e o mais recente Hyundai Venue.
Citroën prepara SUV compacto na Índia que pode chegar ao Brasil
Por isso, uma modular CMP menor seria ideal para se obter um produto específico para a Europa ou mesmo o próprio projeto indiano, a exemplo do já citado crossover coreano. O projeto da Citroën terá até 95% de índice de nacionalização e terá motores Puretech 1.2 com 82 ou 110 cavalos (turbo), além de um diesel 1.5 BlueHDi com algo em torno de 100 cavalos.
Espera-se por uma caixa manual de seis marchas e uma opção automática mais adiante. E aqui? Se o projeto for de fato globalizado, o Brasil seria um destino importante para um novo crossover da Citroën, que colocaria um fim ao Aircross e até preencheria até o espaço do C3, eliminado assim o hatch. A produção brasileira seria desejável igualmente.
No mundo, a Citroën tem uma gama interessante de utilitários esportivos, a começar pelo C3 Aircross europeu (fotos), que ainda dispõe de uma versão longa na China. Lá, a marca francesa ainda desfila com o C3 XR, outro crossover compacto feito sobre a PF1. Isso sem contar o C4 Cactus, que é vendido na Europa e no Brasil, onde o Aircross ainda resiste.
[Fonte: Autocar Índia]

Renault-FCA pagará pelas tecnologias de Nissan e Mitsubishi


Renault-FCA pagará pelas tecnologias de Nissan e Mitsubishi
A aliança Renault-Nissan não é uma união harmônica, apesar de parecer. Um casamento de 20 anos, celebrado pelo agora preso Carlos Ghosn, foi abalado recentemente pelo escândalo envolvendo o executivo brasileiro, que ficou detido no Japão. No entanto, essa relação entre as duas marcas ganha um novo capítulo que pode mudar muita coisa.
De acordo com a Reuters, que cita duas fontes com conhecimento do assunto, uma fusão entre Renault e Fiat Chrysler poderá levar custos extras para o uso de tecnologia de carros elétricos da Nissan e mesmo da Mitsubishi, caso as duas empresas europeias decidam utiliza-las.
Atualmente, a Renault paga royalties à Nissan para utilizar suas tecnologias de carros elétricos e sistemas de redução de emissões. Só que a francesa paga menos por isso, enquanto a japonesa precisa dispor de um percentual maior para obter certas tecnologias de sua parceira do losango.
Essa desigualdade no pagamento de royalties é um dos pontos de discórdia entre as duas partes da aliança e pode gerar problemas para uma futura fusão entre Renault e FCA. A Nissan já deu sinal de que não irá interferir no processo de união das duas empresas do velho continente, mas segundo o apurado.
Renault-FCA pagará pelas tecnologias de Nissan e Mitsubishi
A fonte é da Nissan, que confirmou a exigência de pagamento de royalties também por parte da Fiat Chrysler, se esta se unir à Renault: “Sempre que a Nissan transfere plataforma, powertrain ou outra tecnologia para a Renault, há uma margem ou royalties que a Renault tem que pagar pelo uso dessa tecnologia”.
A fonte ainda completou, em um tom animador: “Nesse sentido, a FCA, se tudo desse certo, se tornaria outro ‘cliente’ nosso e isso é bom. Mais negócios para nós.” Numa fusão, a Nissan terá 7,5% das ações com direito a voto. Hoje, ela não tem esse privilégio, mesmo tendo 15% da Renault, enquanto esta detém 43,4% da japonesa e com poder de decisão.
Com linhas bem distintas, Renault e FCA terão de cortar muitos gastos para haver uma sinergia, ainda mais com o envolvimento da Nissan e da Mitsubishi. Segundo analistas de mercado, a fusão é um caminho sem volta na indústria automotiva e, nesse caso específico, a complexidade será enorme diante de tantas plataformas, motores e tecnologias.
[Fonte: Reuters]

Ford voltará à Frankfurt para mostra seus novos SUVs incluindo Puma


Ford voltará à Frankfurt para mostra seus novos SUVs incluindo Puma
A Ford não iria ostentar seu logotipo no enorme pavilhão de exposições de Frankfurt, que ocorrem a cada dois anos, sendo ele considerado o salão automotivo mais importante do mundo.
A marca americana segue uma tendência de retirada deste tipo de evento por parte de grandes fabricantes de veículos. O altíssimo custo e a resposta baixa em vendas oriundas da mostra desestimulam sua presença.
Ela ficou de fora dos salões de Genebra e Paris, que ocorreram no ano passado e também não estaria no de Frankfurt, mas algo importante parece ter mudado a política da empresa.
Até poucos dias, alguns sites europeus davam como certa a ausência da Ford na edição 2019 do evento alemão. No entanto, de acordo com o site Automotive News Europe, a montadora de Detroit vai mesmo aparecer na mostra de Hesse, que este ano terá um número de participantes significantemente menor que o de 2017, segundo os organizadores.
Ford voltará à Frankfurt para mostra seus novos SUVs incluindo Puma
Um porta-voz da Ford Europa teria dito que a empresa não é contra eventos desse tipo, mas que agora a política é destacar apenas novos produtos. O objetivo na Alemanha é divulgar a nova gama de utilitário esportivos, centrada nos modelos Edge e Kuga (Escape), mas a sensação deverá ser mesmo o Ford Puma.
O SUV compacto da Ford é a principal arma da montadora para elevar as vendas no mercado e compensar a saída de várias minivans. O utilitário esportivo já foi mostrado parcialmente em um evento na Holanda, mas deve ser revelado totalmente ao público em setembro.
A Ford continua com sua política de lançamentos de produtos que estão em evidência no mercado mundial, como crossovers e SUVs, retirando os carros de baixa rentabilidade. O Puma será um intermediário entre o EcoSport e o Escape, devendo medir em torno de 4,30 m e com motorização EcoBoost 1.0 e diesel 1.5.

Sem alarde, Novo Toyota RAV4 chega híbrido e parte de R$ 165.990

Sem alarde, Novo Toyota RAV4 chega híbrido e parte de R$ 165.990
Sem alarde, o Novo Toyota RAV4 chega ao mercado nacional com preços a partir de R$ 165.990, sendo nesse preço, oferecido na versão S Hybrid. Na SX Hybrid, o valor sobe para R$ 179.990. O utilitário esportivo da marca japonesa agora se apresenta em sua quinta geração, feita sobre a plataforma TNGA, que sustenta o Novo Corolla.
O Novo Toyota RAV4 chega com visual mais parrudo, quadradão e menos fluido que o anterior. Mas, a cara atarracada deste SUV esconde mais tecnologia que a geração que saiu de cena, tendo como destaque o propulsor 2.5 Dual VVT-i com dupla injeção (direta e indireta), operando em conjunto com três motores elétricos.
Sem alarde, Novo Toyota RAV4 chega híbrido e parte de R$ 165.990
Estes permitem que o Novo Toyota RAV4 tem tração integral com variação que chega a 20:80 de relação de força entre os eixos, enquanto o anterior era de 60:40, por exemplo. O SUV também utiliza uma transmissão CVT com engrenagens planetárias para melhor saída, mantendo a linearidade em cruzeiro.
Com bateria de níquel-hidreto metálico de 11 kWh, o Novo Toyota RAV4  tem autonomia de 1.000 km com um tanque de 55 litros, fazendo 12,8 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada. Sem precisar recarregar em fonte externa, o SUV nipônico tem baixa emissão de CO2 e quatro modos de condução: Normal, Eco, Sport e EV.
Sem alarde, Novo Toyota RAV4 chega híbrido e parte de R$ 165.990
Equipado com rodas aro 18 polegadas, o utilitário esportivo possui faróis de LED, lanternas em LED e luzes diurnas em LED. Por dentro, o ambiente conta com multimídia com tela de 7 polegadas e reprodução de DVD, tendo ainda navegador GPS e câmera de ré. Ar condicionado dual zone e entrada e partida sem chave, por exemplo, fazem parte do pacote.
Na SX, o Novo Toyota RAV4 dispõe de paddle shifts para trocas manuais, bem como teto solar panorâmico, tampa do porta-malas com acionamento elétrico e também por pé, carregamento indutivo para smartphones e o pacote Toyota Safety Sense (TSS), que inclui ACC, alerta de ponto cego, faróis HID, alerta de faixa e sistema pré-colisão.

O custo do recheio: andamos no HR-V Touring, com motor turbo


SÃO PAULO (SP) – Depois do anúncio da linha 2020 do Honda HR-V, em que o destaque foi o retorno da versão Touring, por inacreditáveis R$ 139.900, a marca japonesa resolveu chamar a imprensa para explicar o posicionamento de preço e mostrar as virtudes da versão. O HR-V Touring passa a ser equipado com o motor 1.5 turbo de 173 cv, o mesmo que é utilizado na versão mais sofisticada do Civic, que custa cerca de R$ 10 mil a menos.
O argumento da Honda é que a versão, apesar de o modelo ser um SUV compacto, se posiciona num degrau acima, onde orbitam os utilitários de porte médio, como o Jeep Compass. O reposicionamento é justificado pelo pacote de conteúdos como partida sem chave, teto solar panorâmico, sensores dianteiros e traseiro, assim como a câmera de auxílio para manobras, instalada no retrovisor direito, o LaneWatch.
Os executivos da Honda explicam que a versão equivale aos rivais de porte maior pelo desempenho do motor e surge com uma opção para aquele consumidor que busca o refinamento de um SUV médio, mas considera mais prático o porte compacto do Honda. Ou seja, o HR-V Touring é aquele pão de queijo recheado com calabresa, bem mais caro que o similar sem recheio, apesar de ser bem menor que um quibe que custa o mesmo preço.
O carro
Analogias de lanchonete à parte, fato é que levamos o carro para a estrada. Num teste de aproximadamente 300 quilômetros, com direito a engarrafamentos no Centro de São Paulo e trecho rodoviário. O HR-V sempre foi um automóvel bem acertado, com boa montagem, acabamento caprichado e isolamento acústico impecável. No entanto, o jipinho japonês sempre careceu de mais vigor. A unidade 1.8 de 140 cv nunca foi uma sinônimo de performance atlética, apesar de cumprir bem o seu papel.
Com a unidade turbo, o HR-V ficou esperto. Os 22,4 mkgf de torque estão disponíveis a partir dos 1.500 rpm, o que garante força ao utilitário a qualquer momento. Mas para receber o motor apimentado, a Honda precisou fazer ajustes no carro, o que contribuiu para elevar o preço.
Junto do motor turbo, ele também recebeu nova transmissão, herdada do Civic Touring. A unidade CVT Large, que conta com conversor de torque como uma caixa automática convencional, foi aplicada para atender ao maior torque e potência do motor. Sua programação conta com sete posições que simulam as marchas de uma caixa com engrenagens.
Outro ajuste foi a instalação de um novo abafador central, de maior volume. Para suportar o fluxo maior do escapamento, ele ganhou corpo mais largo e está posicionado na lateral do jipinho. Isso porque o tanque de combustível do HR-V fica abaixo dos bancos dianteiros e não sob o banco traseiro. É por isso que ele permite diversas configurações de rebatimento para aumentar o volume de carga.
Em termos de consumo, a unidade registrou média de 13,2 km/l. Lembrando que, como no Civic, a unidade turbo só pode ser abastecida com gasolina, uma vez que motor e transmissão são importados.
Todas as mudanças impactaram no preço do carro, mas que ainda assim é exagerado. Mesmo considerando o lastro que a marca Honda tem no mercado brasileiro e a relação de fidelidade dos consumidores, trata-se de um valor além de seu segmento. Colocar o pão de queijo recheado na prateleira da coxinha de catupiry não fará com que ele deixe de ser pão de queijo.

BMW Série 1 chega à terceira geração sem aquele diferencial (literalmente)


Quando a BMW apresentou o Série 1, em 2004, o modelo hatch era uma resposta ao bem-sucedido Audi A3 – que ajudou a ampliar a participação da marca das quatro argolas em diversos mercados, inclusive no Brasil. Na prateleira de engenharia da BMW não havia um conjunto mecânico com motor transversal e tração dianteira, como no hatch da Audi.
Mas os acionistas queriam um compacto e os executivos foram cobrar da engenharia. Afinal, até a Mercedes tinha o simpático Classe A (o monovolume). A solução foi pegar a mecânica do Série 3 e encaixar no dois volumes.
Ou seja, ele saiu com tração traseira e motor longitudinal, o que fazia dele um hatch bem apimentado, principalmente na versão 130i, equipada com o famoso bloco seis cilindros em linha, que fazia do hatch algo quase diabólico.
Em termos marketing, o modelo valorizava os dogmas da Casa de Motores da Bavária. Mas em termos de praticidade, o enorme cofre do motor roubava espaço para passageiros e bagagem.
Mas tudo isso ficou no passado. A nova geração do Série 1 chega com a mesma receita do Audi A3 e também do Mercedes-Benz Classe A, com tração dianteira, motores compactos e melhor aproveitamento do espaço interno. Por outro lado, ele passa a contar com tração integral.
Heresia
A BMW já tinha rompido com os dogmas de fidelidade com a tração traseira e os motores longitudinais quando lançou a minivan Série 2 Active Tourer. O modelo utilizava a atual plataforma modular do Mini Cooper (UKL) e não tardou para ser aplicado nos utilitários X1 e X2, além do Série 1 Sedan, exclusivo (por hora) ao mercado chinês.
No entanto, há uma funcionalidade no uso dos motores transversais e a tração dianteira. Esse conceito ganhou popularidade em 1959, quando o Mini chegou ao mercado. Não demorou muito para Volkswagen e demais fabricantes e compactos aderirem à solução.
No Série 1, o remanejamento do conjunto mecânico elevou o porta-malas para 380 litros, cerca de 20 a mais que o anterior e ampliou o espaço para quem viaja nos assentos traseiros, tanto em altura quanto na distância para as pernas.
Motores
Se o “seis canecos” foi tirado de cena, a BMW tenta compensar com a unidade 2.0 turbo remapeada para 306 cv e 45,9 mkgf de torque, combinada com caixa automática de oito marchas e tração integral.
A unidade equipará a versão M135i. Num degrau abaixo, o 118i recebe a unidade três cilindros 1.5 de 140 cv e 22,4 mkgf de torque, presente no Mini Cooper, e transmissão de dupla embreagem e sete marchas, além de tração dianteira. Para o mercado europeu há três opções diesel.
Por fora
O novo Série 1 ganhou desenho moderno, com linha de cintura alta, lanternas afiladas. Trata-se de um resultado bem mais interessante que o da geração passada. No entanto, os designers carregaram na tinta, ao desenhar a grade de duplo rim. O “focinho” se mostra tão exagerado quanto o dos irmãos Série 7 e X7.
Conteúdos
O modelo passa a contar com quadro de instrumentos digital, como no Z4, além de projeção de informações no painel (head-up display) e até mesmo assistente pessoal, como o MBUX da atual geração do Mercedes Classe A.

Vale a pena ver de novo: Ford apresenta EcoSport FreeStyle 2020, mais uma vez


Enquanto a indústria tem avançado em motores turbo, mais eficientes para seus utilitários-esportivos (SUV’s), a Ford vem rebolando para manter o EcoSport no radar dos consumidores. No entanto, os sete anos de idade do modelo já demonstram cansaço. E sem grandes novidades para oferecer, a montadora acaba de apresentar o EcoSport FreeStyle 2020, que parte de R$ 87.290.
Pode soar como déjà-vu. E é. A norte-americana lança pela segunda vez a versão como linha 2020. Em fevereiro, a Ford tinha antecipado a linha do próximo ano, com destaque para a versão Titanium, sem o estepe na tampa traseira. Agora, meio que à prestação, ela faz festa para a versão mais simples e possivelmente deverá dar sequência a uma sucessão de estreias de versões.
O grande barato do EcoSport FreeStyle 2020 (e meio) é a pintura em dois tons (com teto em preto). A marca resolveu aderir ao modismo que chegou ao Brasil há cerca de três anos com o Jeep Compass e foi derramando nos demais utilitários, como Captur, Vitara e até mesmo no aventureiro Tiggo 2.
Entre os conteúdos, a versão se destaca por oferecer direção elétrica, ar-condicionado, multimídia SYNC 2.0 (com tela de sete polegadas), controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa.
E o turbo?
Com um leque de modelos que utilizam motores turbo de baixo deslocamento, o consumidor pode até questionar porque a Ford não aplica de uma vez por todas a unidade EcoBoost 1.0, que teve uma passagem tímida por aqui, equipando o finado Fiesta. Mas fato é que a Ford tem apostado fichas no motor Dragon 1.5 de três cilindros, que entrega impressionantes 137 cv, mas com torque modesto de 16 mkgf.
Na versão FreeStyle, o propulsor pode vir combinado com caixa manual ou automática de seis velocidades, que eleva o preço do cheque para R$ 93.290.
Ka FreeStyle
Para não dizer que a montadora em Camaçari não trouxe novidades, a Ford também apresentou a versão FreeStyle para o Ka, que também esbanja o teto em tonalidade preta, contrastando com o restante da carroceria. A versão é combinada com o motor 1.0 de 85 cv e torque de 10,5 mkgf. Com estilo aventureiro, ele segue o mesmo padrão visual da versão com motor 1.5.
Com preço sugerido de R$ 56.690, sua cesta de conteúdos contempla direção elétrica, ar-condicionado, multimídia SYNC 2.5, controles de estabilidade e tração, além de rodas de liga leve e faróis de neblina.
Resta saber se com sol a pino, o teto preto retendo calor é uma ideia inteligente!

Teste: Renegade turbodiesel é caro, mas não refuga


Quem acompanha o HD Auto conferiu na edição passada a seleção de seis utilitários-esportivos (SUV’s) compactos com motores turbo e transmissões automáticas oferecidos no mercado brasileiro. Alguns leitores questionaram a ausência do Jeep Renegade na listagem. A bronca tem justificativa: o SUV norte-americano tem versão turbo. Mas bebe diesel, conta com tração 4x4, com bloqueio de diferencial, reduzida e seletor de terreno. Elementos que colocam o Jeep numa seara distinta: a dos veículos com capacita-ção off-road.
Testamos a versão Longitude 4x4, da linha 2019, que passou por uma leve mudança visual, concentrada na grade e nos para-choques. Por dentro, houve troca do monitor do sistema multimídia, que passou a contar com tela de 8,4 polegadas, bem mais generosa que a telinha 5 polegadas, a linha original.
Outra mudança foi a disposição dos instrumentos off-road. Seletor de tração, assim como as teclas do bloqueio de diferencial e assistente de descida de ladeira e acionamento da reduzida ficam numa única peça, liberando espaço para um porta-objetos. Na hora de procurar o controle do portão, é uma bênção.
No restante, o Renegade segue sendo o mesmo, com o excelente conjunto mecânico que faz dele a melhor opção para quem busca um carro para uso urbano e capaz de encarar trilhas pesadas e não pode queimar um apartamento.
O preço de R$ 127 mil da versão pode assustar, mas ele é o utilitário 4x4 com motor diesel menos salgado do mercado. A opção mais próxima é o Troller T4 (R$ 136.674), e o irmão Compass Longitude 4x4, custa assustadores R$ 157 mil, podendo chegar a R$ 177 mil na versão Trailhawk. Daí pra cima, a coisa piora, com Toyota SW4 (R$ 258 mil) e Mitsubishi Pajero Sport (R$ 266 mil).
Ou seja, investir esse montante é um bom negócio se o consumidor realmente faz uso de seu conjunto mecânico e todas suas habilidades para trafegar depois que o asfalto termina. É impressionante como ele se mantém firme em trilhas acidentadas e como a carroceria segue rígida, sem nenhum estalo de reclamação.
No entanto, caso a ideia seja ter o Renegade apenas pelo visual bacana, sem querer enfiar o carro na lama, com essa grana o consumidor leva a versão Limited 1.8 flex completa por R$ 113.670. O senão fica por conta do motor 1.8 de 139 cv, que não é nenhum exemplo de eficiência.
Raio-x Jeep Renegade Longitude 2.0 4x4
O que é?
Utilitário-esportivo (SUV) compacto de cinco lugares.
Onde é feito?
Produzido na unidade de Goiana (PE).
Quanto custa?
Testado R$ 127.990
Com quem concorre?
O Renegade é o único SUV compacto que combina motor turbodiesel e tração 4x4. As demais opções com esse tipo de tração usam motores flex como Ford EcoSport Storm 2.0 4WD (R$ 108.390 ), Renault Duster Dynamic 4x4 (R$ 81.690), Mitsubishi ASX AWD (R$ 122 mil) e Suzuki Vitara 4Style 1.4 4x4 (R$ 127 mil).
No dia a dia
O Renegade é um automóvel confortável e com ótimo nível de acabamento, com direito a bancos, painéis de porta, volante e manopla revestidos em couro, assim com material emborrachado na “zona de tato”.
Apesar de o espaço interno ser limitado, oferece bom nível de conforto para quatro adultos. O senão fica por conta do porta-malas, que oferece apenas 260 litros.
Os 4.22 metros de comprimento podem fazer falta na hora da bagagem, mas fazem desse Jeep um carrinho fácil de se virar na cidade e acomodá-lo em vagas estreitas.
Já o pacote de conteúdos conta com ítens como direção elétrica, ar-condicionado automático de duas zonas, multimídia (Com Apple CarPlay, Android Auto, USB, Bluetooth e câmera de ré), trio elétrico (vidros, travas e retrovisores elétricos), freio de estacionamento eletrônico, sensor de estacionamento traseiro, luzes diurna (DRL) e rodas em liga leve aro 18.
Motor e transmissão
O motor turbodiesel 2.0 de 170 cv e 35,7 mkgf de torque garante ao Renegade força de sobra para a compacta carcaça. Aliado à transmissão de nove marchas e tração 4X4, com opção de reduzida, seletor de tipo de piso e bloqueio de diferencial, o Renegade é capaz de encarar qualquer tipo de terreno e até mesmo ladeiras da capital, onde a grande maioria dos automóveis não consegue subir ou nem mesmo descer.
Como bebe?
O consumo combinado entre urbano, rodoviário e trechos fora de estrada foi de 10,4 km/l.
Suspensão e freios
A versão utiliza suspensão independente nas quatro rodas com acerto para uso fora de estrada, o que penaliza o conforto. Por outro lado, praticamente ignora lombadas e se a situação exigir, meio-fio também.
Para facilitar as frenagens, o SUV conta com freios a disco nas quatro rodas, além de controle de partida em rampa (Hill Holder), freio de estacionamento eletrônico, HDC ( Controle eletrônico de velocidade em descidas), controles de estabilidade (ESC), tração, estabilidade para trailler (com uso de engate Mopar) e anti capotamento.
Pontos positivos
Estilo
Robustez
Consumo
Pontos negativo
Preço
Porta-malas

Garagem do Jabulas: O garanhão elétrico da Ferrari se chama SF90 Stradale


A eletrificação dos automóveis é algo inevitável. Modelos elétricos terão maior participação daqui em diante. Mas antes que os motores a combustão desapareçam por completo, os híbridos ainda terão grande espaço no mercado do automóvel. Eles serão a ponte dessa metamorfose. Se há pouco tempo carros como Prius e Volt eram os representantes, a tendência migrou inclusive para marcas de supercarros, como a Ferrari.
A marca do Cavallino Rampante acaba de apresentar SF90 Stradale. Trata-se de uma berlinetta de motor central traseiro, que combina a conhecida unidade V8 biturbo 4.0 de 780 cv com três módulos elétricos de 220 cv, que resultam numa potência combinada de 1.000 cv e torque de 81,6 mkfg. Trata-se da Ferrari mais potente de todos os tempos, com aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
Ela supera a poderosa LaFerrari, que entrega 963 cv na combinação do V12 6.3 com um módulo KERS, que oferece acréscimo de torque temporário. No SF90 os motores atuam de forma contínua.
União
Uma das notícias que marcaram o noticiário automotivo e também econômico foi a proposta enviada pela FCA à Renault. As duas podem formar o terceiro maior grupo automotivo do planeta. O grupo ítalo-americano enviou uma proposta de união ao grupo francês. O foco do conglomerado ítalo-americano, sediado em Londres, é acelerar no desenvolvimento de motores elétricos, tecnologia que os franceses já dominam e comercializam no mercado global.
Se FCA e Renault se unirem, as duas se tornaram o terceiro maior fabricante de automóveis, com um volume anual na casa de 8,7 milhões, ficando atrás apenas da líder Toyota e do Grupo Volkswagen. Caso o namoro também englobe Nissan e Mitsubishi, a produção combinada chegaria a 15 milhões de carros ao ano. Vale lembrar que a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi vive uma tensão envolvendo o ex-presidente do grupo, Carlos Ghosn, preso por acusação de sonegação ao fisco japonês.
Em contrapartida, a FCA pode oferecer tecnologia para o desenvolvimento de veículos 4x4 para as marcas controladas pelos franceses (Renault, Dacia, Lada e Renault- Samsung). Atualmente, os utilitários franceses carecem de robustez para o fora-de-estrada e uma união poderia fortalecer sua presença no nicho que mais cresce no mercado global. Nos termos do acordo, cada uma das partes teria 50% do controle acionário. De acordo com a francesa, a proposta será estudada com bastante interesse.

Brasil é o país de maior potencial de crescimento, mas seus governantes atrapalham



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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)
Carlos Newton
Essa disputa político-ideológica que atinge atualmente o Brasil e outros países só interessa às classes mais privilegiadas, que incluem não somente a elite do empresariado e seus executivos, como também a nomenklatura dos três Poderes e seus quadros acessórios. Na verdade, a disputa ideológica é uma enganação.
DESIGUALDADE – Na França, por exemplo, os levantes organizados pelos coletes amarelos  não terão reflexo algum no que verdadeiramente interessa – a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres, ou a diferença entre os maiores e os menores salários.
É ridículo rotular os participantes dessa disputa como comunistas, liberais, capitalistas, democratas, socialistas, conservadores ou progressistas, nada disso interessa, porque as ideologias já morreram, esses militantes estão sendo usados para que, na essência, nada mude, exatamente como está ocorrendo no Brasil, com manifestações que não servem para nada.
CRIATIVIDADE – O fato concreto é que todos os grandes ideólogos da humanidade acabaram tendo desmentidas as suas teorias. Nenhuma delas resistiu à criatividade do dia a dia dos homens. Para ficarmos nos extremos, nem o comunismo de Marx e Engels nem o capitalismo de Adam Smith e Milton Friedman podem ser levados a sério na atual etapa da evolução humana. É preciso adaptar essas teorias aos dias de hoje, mas os fanáticos ideológicos não o fazem.
Chega a ser ridícula a ressurreição da extrema-direita em várias nações, inclusive no Brasil, ainda há quem acredite no poder mágico do liberalismo radical, a pobreza intelectual dessa gente chega a ser constrangedora.
Os países com melhor qualidade de vida são os nórdicos, que  conseguiram aproveitar o que há de melhor no capitalismo e no socialismo. Com essa hábil alquimia ideológica, conseguiram um patamar civilizatório mais avançado, mas ainda enfrentam graves problemas.
CONFLITOS SOCIAIS – Os países nórdicos têm conflitos internos, devido à necessidade de atrair imigrantes para fazer os serviços pouco qualificados na escala profissional. Como suas populações estão se reduzindo e não se miscigenam com os imigrantes, o resultado é que se formaram  guetos étnicos nas cidades, onde nem a Polícia consegue entrar, como acontece em Estocolmo, capital da Suécia.
Em tradução simultânea, isso significa que ainda não há paraíso na Terra. Há apenas algumas ilhas da fantasia, que protegem suas populações e marginalizam os forasteiros. Por isso, as desigualdades sociais permanecem. 
NADA MUDA –Aqui na sucursal Brazil, Jair Bolsonaro foi eleito para fazer um país grande, como aconteceu com Donald Trump na matriz USA. Acontece que lá é mais fácil, porque o governo opera em dólar, a moeda que ainda domina o mundo, embora esteja começando a entrar em decadência.
Assessorado por Paulo Guedes, que ainda acredita em Adam Smith e Milton Friedman, o presidente Bolsonaro vai vender todas as estatais, e não irá acontecer nada de bom ao país.
Guedes parece um disco rachado, fica repetindo que a reforma da Previdência vai resolver tudo. É uma tremenda ilusão. Diante do despreparo de Guedes em conduzir a economia, dá até para sentir pena dele, que se tornou o retrato do “inocente útil”, que Bolsonaro, em sua falta de cultura, chama de “idiota útil”, ao denominar aqueles que defendem teorias equivocadas.

Em um só discurso, Bolsonaro consegue atacar o Supremo, a classe política e a imprensa



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Falando de improviso, Bolsonaro é uma metralhadora de fogo amigo
José Carlos Werneck
Numa declaração polêmica e considerada profundamente infeliz por políticos, jornalistas, advogados, juízes e vários segmentos da sociedade, o presidente Jair Bolsonaro criticou hoje, em Goiânia, durante encontro da “Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira”, a hipótese do Supremo Tribunal Federal tipificar a homofobia como crime de racismo. Além disso, afirmou que os políticos têm fama de “mentirosos” e atacou a imprensa, dizendo que o Governo tem resistido a pressões e se empenhado para cumprir as promessas de campanha:
MENTIROSOS – “Nossa fama, dos políticos, governador, presidente, Legislativo, é de mentiroso. A nossa fama é de mentiroso. É generalizar? É. Tem um monte de gente boa? Tem. Mas é nossa fama. E a imprensa começou a debochar de mim (na campanha eleitoral), dizendo que, sem mentir, não chegaria à Presidência. Nós, mais uma vez, mostramos que a imprensa estava errada. Estamos fazendo de tudo para que tudo aquilo que foi prometido durante a campanha seja efetivamente realizado ao longo do mandato. Outro político no meu lugar dificilmente resistiria às pressões. Aquela tentativa de mudar o governo e o resto continuar como sempre esteve… Resistimos a isso. Não é por mim, é pelo país”, afirmou.
Em suma, num só discurso, Bolsonaro conseguiu atacar o Supremo, dizendo que o tribunal está “legislando”; criticou a classe política em geral, dizendo que todos têm fama de “mentirosos”; e atacou a imprensa, que teria “debochado” dele na campanha, porque não dizia mentiras aos eleitores.
Como essa metralhadora giratória, será que Bolsonaro ainda sonha em fazer pactos com os poderes que ele mesmo ataca???

Economistas e ideólogos liberais devem explicações ao país sobre o fiasco do PIB



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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Marcos Augusto Gonçalves
Folha
O resultado do PIB do primeiro trimestre e a perspectiva de mais um ano de estagnação, a essa altura já contratada, cobra explicações aos economistas e ideólogos ditos liberais que apregoaram a rápida recuperação da economia brasileira após a deposição da presidente Dilma Rousseff. Estaríamos, então, no limiar de um espetáculo de reversão de expectativas, que levaria à expansão do PIB, ao encaminhamento do ajuste fiscal, com redução de despesas e iminente aprovação de uma reforma da Previdência.
Agora, alguns desses profetas do mercado falam pouco e evocam superstições: haveria alguma coisa anormal na economia brasileira, alguma aberração, um elemento invisível ou matéria escura que eles não sabem bem identificar. É como se uma circunstância metafísica misteriosa regesse a lógica econômica nesse considerável pedaço do sistema global.
DOIS ASPECTOS – Talvez os sacerdotes desse tipo escolar e fortemente ideológico de liberalismo que grassa no país devessem olhar para dois aspectos: o tipo de articulação política que promoveram (pegaram o primeiro cavalo oportunista que passou, caíram, e pegaram outro mais xucro) e a inexistência de uma estratégia pragmática de saída da estagnação. É mentira velha e surrada que empresários e investidores nos inundarão com um tsunami de investimentos tão logo aprove-se a reforma da Previdência.
Claro que se trata de medida necessária, dentro de parâmetros razoáveis, mas por si vai representar apenas um relativo alívio na avaliação do cenário futuro. Para sair do buraco em que nos metemos talvez fosse útil abandonar a ideia de que abdicar de uma política econômica ativa e não fazer nada (sim, em termos) seja a melhor solução. Lembremos que os EUA, o país do capital e da iniciativa privada, reagiram e saíram da crise de 2008 com massiva atuação governamental, por meio da injeção de recursos de proporções bíblicas. Passada a tormenta, retiraram os estímulos e a vida segue – aliás já muito bem desde o final do mandato de Obama.
NO LONGO PRAZO? – O ponto aqui é o seguinte: não se vai sair de uma crise dessa dimensão apenas com terapias indicadas para o longo prazo. Façamos uma comparação, digamos, psiquiátrica.  Ainda que alguém acredite que a psicanálise seja a melhor opção terapêutica para a busca do autoconhecimento e do equilíbrio emocional, não parece rcomendável levar diretamente ao divâ, na expectativa de cura, um psicopata em surto ou um alcoólatra em crise, na sarjeta. Melhor que essas pessoas passem antes por uma terapia de recuperação para que possam ficar em pé, caminhar e, enfim, estarem capacitadas minimamente a seguir prescrição mais duradoura.
No nosso debate econômico, entretanto (insisto, altamente ideologizado), não se admitem terapias de transição. É proibido, por exemplo, elevar tributação, mesmo que transitoriamente (sobre ricos então, nem pensar!); é pecado criar estímulos; é heresia mobilizar investimentos do Estado; é, enfim, quase que escandalosa a ideia de fazer política econômica com alguma gota de ativismo governamental – e isso, por favor, não é nova matriz econômica.
ESPERAR A REFORMA – Devemos, então, segurar a respiração e esperar pela reforma da Previdência e depois pela reforma tributária e depois pela reforma fiscal… Até lá, não se sabe bem quando, vamos continuar culpando Janot, greve dos caminhoneiros e forças ocultas pelos nossos males, à espera que se materialize, enfim, o dom Sebastião liberal das expectativas, que nos salvará – se estivermos vivos.
Seria demais pedir um pouco de pragmatismo para enfrentar essa crise brutal à espera de fôlego e demanda? Sintomático que agora Guedes fale em liberar FGTS. Mas será que é esse o único plano para organizar a transição da sarjeta para o divã?

‘Será que não está na hora de termos um ministro evangélico no STF?’, sugere Bolsonaro



Jorge William / O Globo
Bolsonaro leva a Presidência na brincadeira e só fala bobagens
Marco Grillo
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal ( STF ) enquadrar a homofobia como crime de racismo e sugeriu que é o momento de o país ter um ministro da Corte declaradamente evangélico . Em encontro da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira, em Goiânia, afirmou que o STF, ao tratar do tema, “ao que parece, quer legislar”.
Já há maioria no Supremo a favor da criminalização da homofobia, mas o julgamento foi interrompido e deverá ser retomado na semana que vem. Durante a semana, Bolsonaro e o presidente do STF, Dias Toffoli, se encontraram em três oportunidades: quando anunciaram a intenção de firmar um pacto pelo “crescimento”, no café da manhã com os presidentes do Supremo, da Câmara e do Senado; no lançamento da Frente da Marinha Mercante, no Clube Naval, em Brasília, no café da manhã oferecido a deputadas.
ESTADO LAICO — O Supremo Tribunal Federal agora está discutindo se homofobia pode ser tipificada como racismo. Desculpem, ministros do supremo tribunal federal, a quem eu respeito, e jamais atacaria um outro Poder. Mas, ao que parece, estão legislando. O Estado é laico, mas eu sou cristão. Como todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, existe algum, entre os 11 ministros, evangélico, cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que quero misturar Justiça com religião. Será que não está na hora de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal evangélico? – disse Bolsonaro, sendo bastante aplaudido pelos presentes.
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‘O ESTADO É LAICO’, ADVERTE MARCO AURÉLIO
Carolina Brígido   
   /       O Globo

O ministro Marco Aurélio Mello , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), lembrou nesta sexta-feira que o Estado é laico – e a Corte, como parte do Estado, não poderia ser formada segundo critérios religiosos. Para o ministro, os integrantes do tribunal devem ser escolhidos pela a formação jurídica e a defesa da Constituição Federal. A declaração foi em resposta ao presidente Jair Bolsonaro que questionou em discurso se não era o momento de se nomear um ministro evangélico para o tribunal.
— Não sabemos se alguém professa Evangelho. Temos católicos e dois judeus (Luiz Fux e Luís Roberto Barroso). Mas o importante é termos juízes que defendam a ordem jurídica e a Constituição. O Estado é laico. O Supremo é Estado — disse o ministro.
Entretanto, Marco Aurélio não criticou a fala de Bolsonaro. Considerou o discurso um “arroubo de retórica”, parte do direito à liberdade de expressão. “Foi a visão dele, potencializando o lado religioso. Foi um discurso, um arroubo de retórica, algo permitido numa democracia, em que é assegurada a liberdade de expressão” — ponderou.
VAGA DE MORO? – Recentemente, Bolsonaro anunciou que a próxima vaga do STF, esperada para o fim de 2020, será preenchida pelo ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça.
— Não se sabe se ele é evangélico, mas quem sabe? Talvez ele se converta agora — brincou Marco Aurélio.
Bolsonaro fez a observação quando se referia ao julgamento sobre a criminalização da homofobia. Seis dos onze ministros já votaram a favor. O presidente considera que o placar demonstra vontade do Judiciário para legislar. Marco Aurélio ainda não votou. Mas, durante as discussões em plenário, ressaltou que é tarefa do Congresso Nacional criar lei específica para punir a homofobia.

STF suspende decisão sobre retorno dos servidores de Ilhéus


O Superior Tribunal Federal determinou, na tarde desta sexta feira (31), a suspensão da decisão da desembargadora Silvia Zarif, do Tribunal de Justiça da Bahia, que ordenou o retorno imediato dos servidores não estáveis afastados no dia 7 de janeiro deste ano. “Por todas essas razões, compreendo que é caso de concessão da ordem de suspensão, para suspender as decisões proferidas, sem prejuízo de que o Município, no cumprimento da sentença, oportunize aos servidores desligados o contraditório, a fim de que possam tais interessados eventualmente demonstrar que não se enquadram na situação descrita em sentença ou que possuem direitos outros (que não a manutenção do vínculo) a lhes serem assegurados em função do tempo em que exerceram o cargo público. A suspensão do STF, mantém a decisão do Juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, Dr. Alex Venicius Campos Miranda, que determinou o desligamento de todos os servidores públicos admitidos entre 05 de outubro de 1983 e 05 de outubro de 1988.

Boto é encontrado morto em praia de Ilhéus


Um boto foi encontrado morto em Ilhéus nesta quarta-feira (29). O animal foi localizado na Praia do Ponta. Segundo o Projeto A-mar, que atua na conservação marinha, a ocorrência se deu durante monitoramento diário da equipe do projeto. Conforme o site G1, cinco botos foram achados mortos só neste ano no litoral de Ilhéus. Não foi informado o destino do corpo do animal marinho. Além de botos, tartarugas também foram encontradas mortas em Ilhéus. A última, uma da espécie verde, foi achada na praia de São Domingos no dia 14 de abril. Do começo do ano até agora, cerca de 60 tartarugas foram encontradas mortas no estado.

Bandeira tarifária das contas de luz em junho será verde


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou hoje (31) que a bandeira tarifária para junho de 2019 será a verde, sem cobrança extra nas contas de luz. Em maio, foi acionada a bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A Aneel disse que, embora junho seja um mês típico da estação seca nas principais bacias hidrográficas do país, "a previsão hidrológica para o mês superou as expectativas, indicando tendência de vazões acima da média histórica para o período" e que, por isso, o cenário foi favorável para a retirada da cobrança extra nas contas de luz. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Segundo a agência, o cenário favorável reduziu o preço da energia para o seu patamar mínimo, o que "diminui os custos relacionados ao risco hidrológico e à geração de energia de fontes termelétricas", possibilitando a manutenção dos níveis dos principais reservatórios próximos à referência atual. (Agência Brasil)

FRANCISCO : O PAPA VERMELHO



A cartinha “amorosa” dirigida pelo  Papa  Francisco ao presidiário  Lula da Silva, num flagrante desrespeito à Justiça e ao povo brasileiro, parece demonstrar de forma inequívoca que no infeliz momento em  que  “Sua (nem tanto) Santidade” escreveu  essa carta ,suas mãos não estariam sendo guiadas por Deus, porém inspiradasem motivos “diabólicos”.
Sabe-se que na sua longa  marcha pela civilização , nem sempre a Igreja  assumiu o papel espiritual e religioso  com as virtudes que dela seria de se esperar ,por  tudo que ela representa nas crenças  cristãs.
 A própria história da Igreja Católica registra várias “manchas” que abalaram a verdadeira pregação de Cristo. Dentre elas salienta-se aomissão e cumplicidade  com a “Santa Inquisição”, cuja crueldade contra os considerados “hereges” redundou  inclusive na  cruel pena  de queimá-los vivos até à morte.
Portanto não foi nada “santa” a marcha da Igreja em algumas etapas da sua longa trajetória.
Outros tempos que mancharam  a  história  da Igreja podem ser encontrados  durante o  domínio da família “Bórgia”,uma das mais poderosas da  época do Renascimento, principalmente na Espanha e Itália.
A família “Bórgia” usou durante muito tempo os  recursos do  suborno, do nepotismo, do sexo,dos bacanais ,da perversão dos costumes , dos assassinatos e múltiplos outros “pecados” ,assim conseguindo  dominar a  Igreja e  eleger dois Papas do seu próprio “sangue”,mais precisamente,o Papa Calisto III (Afonso Bórgia), e o Papa Alexandre VI (Rodrigo Bórgia).
Passados alguns séculos, fica cada vez mais evidenciado que a Igreja  novamente  caiu nas mãos de impostores da pregação  de Cristo, tanto quanto antes, durante a “Santa Inquisição”,e na época da família dos “Górgia”.
A cada dia fica mais nítido  que a “deposição”,sob o artifício de “renúncia”, ou ”abdicação”, do Papa Bento XVI ( J.A.Ratzinger),em 28.02.2013, não passou  de um GOLPE  do “globalismo”, da Nova Ordem Mundial, do multibilionário  Jorge Soros ,“et caterva”, consorciadapoliticamente com a ESQUERDA MUNDIAL, e com o próprio “Colégio dos Cardeais”,  para colocar no trono máximo da Igreja de Cristo um dos “seus”  cardeais  ,mais precisamente,o  argentino Jorge Mario Bergoglio ,o Papa “Francisco”.
Quem pensa que os “mencheviques” foram suplantados pelos “bolcheviques”,que sob a liderança de Lenin venceram   na Rússia a Revolução  de  Outubro de 1917,se engana redondamente.
Os bolcheviques  de lá para cá  “morreram”. Mas os mencheviques continuam vivos. E mais que nunca  E  agora são reforçados pela  doutrina comunista  na versão do italiano Antonio Gransci,o “gramscismo”, muito “íntimo” dos esquerdistas brasileiros.
Quem se der ao trabalho de observar  de perto as realidades políticas,ideológicas  e econômicas  que atualmente dão as diretrizes do mundo,com certeza constatará a inimaginável  ALIANÇA pactuada entre a ESQUERDA e o (grande) CAPITAL, fenômeno  jamais cogitado nem mesmo pelo idealizador  do socialismo científico e comunismo ,Karl  Marx.
Nesse acordo espúrio ,em última análise entre o “capital” e  o “trabalho”,  as “competências” são bem distribuídas e equilibradas . A economia mundial continua  comandada pelos “capitalistas”,pelos “donos dos meios de produção”, ao passo que em contrapartida a esquerda passa a comandar o poder político. Cada qual ,reciprocamente, se torna o “salvaguarda”, um do outro. O capital protege a esquerda, e a esquerda protege o capital.
Nesse acordo ,o trabalhador fica na posição de  um estranho.  Só  será lembrado  pelo seu voto  nas eleições, talvez  caindo  como um “patinho” na armadilha  que a esquerda lhe preparou.
Os primeiros mandam na economia ;  os segundos na política. E talvez o resultado mais importante: a esquerda  fecha os seus olhos  para a “mais-valia”,que favorece o capitalista ,na mesma medida em que o “capital” não vai impugnar  a corrupção na política.
Como deixar de acusar o Papa Francisco de estar agindo  em conluio com a esquerda e,  portanto, com a Nova Ordem Mundial, por intermédio das  suas reiteradas atitudes de apoiar  ditadores genocidas e políticos corruptos de esquerda, como Nicolás Maduro,o facínora do povo venezuelano , os “Kirchner”,da Argentina, e “os” Lula da Silva, do Brasil? O que não dizer do Papa aceitar de bom grado do Presidente boliviano “cocaleiro” um presente consistente no sacrilégio de um crucifixo em madeira com Cristo sobre uma foice e um martelo?
Todos esses episódios que marcaram até agora o pontificado de Francisco levam a concluir que, apesar dele jamais ter admitido ser um  socialista, um comunista, ou um esquerdista, suas atitudes,suas pregações,suas práticas  e seus costumes, necessariamente  têm essa direção.
Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo