Por Werique Franca
Reduzir o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) é um dos resultados mais promissores de qualquer empresa, o qual pode ser conquistado através da otimização de campanhas, melhora da segmentação de mídia ou aumento da taxa de conversão de landing pages, por exemplo. Embora essas iniciativas continuem relevantes, um fator passou a ganhar espaço na estratégia das empresas, viabilizando essa conquista: o Open Gateway.
Muito além de um novo conjunto de APIs, ele representa uma forma de aproximar aplicações digitais da infraestrutura das operadoras de telecomunicações. Dessa forma, ao invés de tratar a rede apenas como um meio de transporte de dados, as empresas passam a acessar capacidades que, antes, estavam restritas às operadoras, como verificação de número de telefone, validação da troca de SIM Card, confirmação da qualidade da conexão e autenticação baseada na própria rede móvel.
O resultado é uma mudança importante na relação entre as partes: processos que, antes, dependiam de etapas adicionais de validação, passam a acontecer de forma transparente para o usuário, aumentando sua confiança e credibilidade com a marca. Isso, além de reduzir um dos maiores inimigos da conversão: o atrito.
É comum, por exemplo, encontrar jornadas onde o cliente precisa informar um código recebido por SMS, responder perguntas de segurança ou repetir informações apenas para comprovar sua identidade. Cada etapa adicionada representa uma nova oportunidade de abandono. Mas, com APIs como Number Verification, por exemplo, uma empresa consegue confirmar que aquele dispositivo realmente pertence ao número informado, sem exigir nenhuma ação adicional do usuário. O processo se torna praticamente invisível.
Quanto mais difícil fica identificar se um usuário é legítimo, maior será o investimento necessário para validar cadastros, combater fraudes e recuperar abandonos de jornada. Esse custo quase nunca aparece isolado nas planilhas de marketing, mas impacta diretamente o CAC. Nesse sentido, ter menos etapas que encurtem a jornada eleva as chances de conversão daquele potencial cliente.
Ainda, de todos esses benefícios, talvez o maior impacto esteja na redução das fraudes. Setores como bancos, fintechs, seguradoras, varejo, marketplaces e concessionárias convivem, diariamente, com tentativas de criação de contas falsas, tomada de identidade e golpes envolvendo troca indevida de chips telefônicos. Além do prejuízo financeiro, cada fraude aumenta o custo operacional e obriga empresas a investir mais em mecanismos de prevenção.
O Open Gateway muda essa lógica ao permitir consultas em tempo real sobre eventos críticos da linha telefônica, como alterações recentes de SIM Card. Isso reduz, significativamente, ataques que exploram exatamente esse tipo de vulnerabilidade, reduzindo as perdas corporativas e bloqueios para clientes legítimos.
Hoje, muitas empresas endurecem processos de autenticação para impedir ataques, o que apenas aumenta a fricção para todos os usuários, inclusive aqueles que nunca representaram qualquer risco. Mas, quando a validação se torna mais inteligente, é possível oferecer uma experiência mais simples, sem abrir mão da segurança, assegurando um equilíbrio que favorece, diretamente, o CAC.
Há ainda outro aspecto pouco discutido: a qualidade dos dados. Campanhas de marketing frequentemente desperdiçam investimento tentando adquirir usuários inexistentes, cadastros duplicados ou números inválidos. Quanto mais cedo essas inconsistências são identificadas, menor o desperdício de mídia e maior a eficiência das campanhas. Aqui, o Open Gateway deixa de ser apenas uma tecnologia de autenticação, e passa a atuar como uma camada de inteligência para toda a jornada digital.
Isso muda também a forma como empresas pensam na inovação. Ao invés de desenvolverem soluções isoladas para cada problema de segurança, identidade ou conectividade, torna-se possível consumir essas capacidades como serviços padronizados, disponíveis para qualquer aplicação que deseje utilizá-las. Esse é, justamente, um dos principais objetivos do Open Gateway: transformar funcionalidades complexas das redes móveis em APIs abertas, interoperáveis e escaláveis.
Nos próximos anos, a discussão deixará de ser "quem utiliza Open Gateway" para se tornar "quais jornadas ainda não utilizam Open Gateway". Porque, no fim, reduzir o CAC nunca foi apenas gastar menos em mídia, sempre foi eliminar tudo aquilo que impede um cliente legítimo de concluir sua jornada. E é exatamente nesse ponto que essa iniciativa pode se tornar uma das mais relevantes para aquisição digital na próxima década.
Werique Franca é Product & Business Manager na Pontaltech.
Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, WhatsApp, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana.
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