Há 56 anos atuando no Brasil, Aldeias Infantis SOS coleciona histórias de sucesso entre participantes dos serviços de acolhimento Cuidado diferenciado e individualizado são duas características marcantes no atendimento oferecido pela Aldeias Infantis SOS, Organização que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, a crianças e adolescentes que, por alguma razão, perderam o cuidado parental. Segundo o Sistema Nacional de Adoção e de Acolhimento (SNA) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mais de 32 mil meninos e meninas estão afastados do convívio familiar, em serviços de acolhimento em todo o país. Somente em 2023, cerca de 465 crianças e adolescentes receberam cuidados pela Organização. Embora esse serviço de proteção integral seja de alta complexidade, o trabalho também revela histórias inspiradoras e de superação entre os egressos que deixam o acolhimento, como é o caso de Júlio Silva Novaes Melo. Hoje com 26 anos, o jovem foi separado de sua família aos 11 e iniciou uma jornada que o levou a dois diferentes sistemas de acolhimento. Durante três anos, Júlio residiu em um abrigo estadual no interior de São Paulo, antes de ser transferido para uma Casa Lar da Aldeias Infantis SOS, um espaço familiar e acolhedor para crianças e adolescentes afastados do vínculo familiar. A Organização, que atua globalmente em mais de 130 países e está presente em 32 localidades do território brasileiro, oferecendo também programas de apoio à juventude, como orientações educacionais e vocacionais, que visam à autonomia. O acesso a esse conhecimento foi transformador e despertou em Julio o interesse pela tecnologia. Com determinação, o então adolescente iniciou sua carreira aos 16 anos como jovem aprendiz, impulsionado pelos cursos realizados na Aldeias Infantis SOS. Dedicado aos estudos, se preparou ao longo de quatro anos para realizar o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), que garantiu vaga na universidade e, posteriormente, o título de gestor de TI. Atualmente, ele desempenha a função de especialista I no Santander, consolidando uma trajetória de cinco anos na instituição. Além disso, mantém contato regular com sua família extensa, incluindo tios, primos e seu irmão biológico. Casado e planejando ter filhos, Julio reconhece os diferenciais que caracterizam o acolhimento oferecido pela Aldeias Infantis SOS. "Apesar de contar com uma boa estrutura por ter apoio do Governo, o sistema estadual é diferente de uma Casa Lar da Aldeias Infantis SOS, que dispõe de um ambiente bem mais acolhedor”, ressalta Júlio sobre a diferença marcante entre as experiências nos dois tipos de acolhimento. Dados apresentados em “Vozes (in)escutadas e rompimento de vínculos”, pesquisa realizada pela Aldeias Infantis SOS este ano, revelam a magnitude do desafio enfrentado por Júlio e milhares de jovens no Brasil. Assim como ele, outros 60% entrevistados no estudo viveram em mais de um serviço de acolhimento, evidenciando a complexidade da trajetória desses jovens. A negligência foi apontada como o motivo mais comum para o afastamento de sua família de origem, ressaltando a necessidade de abordar as causas profundas, muitas vezes relacionadas à falta de acesso a políticas públicas básicas, como vagas em creches e insegurança alimentar. A história de Júlio Silva Novaes Melo é um exemplo vivo de que, com apoio adequado e oportunidades, é possível superar os desafios impostos pelo acolhimento institucional. Seu percurso ilustra a importância de promover ambientes acolhedores e investir em iniciativas que capacitam os jovens a construírem um futuro promissor. O modelo de acolhimento com Casa Lar, frequentado por Júlio, abriga até nove crianças e, no caso da Aldeias Infantis SOS não há a separação de irmãos biológicos, que permanecem na mesma casa. As crianças recebem orientações, respeitando a origem familiar, as raízes culturais e a religião de cada um sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar composta por uma mãe social, profissional responsável habilitada pelos cuidados dos acolhidos, coordenador, assistentes sociais e psicólogos, cada criança recebe atenção individualizada para seu cuidado e projeto de vida. As crianças e os adolescentes acolhidos são encaminhados à Organização via Vara de Infância, após receber denúncias de situação de desproteção ou risco. Sobre a Aldeias Infantis SOS A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e famílias. A organização lidera o maior movimento de cuidado do mundo e atua junto a meninos e meninas que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de desenvolver ações humanitárias. Fundada na Áustria, em 1949, está presente em mais de 130 países. No Brasil, atua há 56 anos e mantém mais de 80 projetos, em 32 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer cuidados alternativos para crianças e adolescentes que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha. Para saber mais, acesse o site. Informações à Imprensa Máquina Brenda Torssami 11 95396 5047 |
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