Dia 4 de janeiro é comemorado o dia mundial do braile
Com a chegada da interatividade, a geração Z, que engloba os nascidos em meados da década de 1980, aumentou o maior envolvimento com as plataformas digitais, mas o braille permanece como importante meio de comunicação para as pessoas cegas. Com a absorção rápida de informação que as novas tecnologias permitem, as crianças crescem divididas entre a vida real e virtual, mas Regina Oliveira, coordenadora de revisão braille e cega desde os 7 anos, enfatiza a importância do braille na alfabetização.
Para ela, a alfabetização por meio do braille deve ser incentivada desde a idade escolar. "É preciso o estímulo dos professores e familiares para o uso do braille para alfabetização da criança para que ela não adquira uma cultura só pelo ouvir. Caso ela não tenha o contato direto com a simbologia vai ser muito difícil aprender matemática, química, física e biologia, por exemplo".
Segundo o vice-presidente da Federação Nacional de Cegos dos EUA - FNC, Frederic Schroeder, há um dado alarmante: 90% das crianças cegas estão crescendo sem saber ler e escrever, pois as novas ferramentas possibilitam um tipo passivo de leitura. Ao contrário do braille, que permite uma leitura mais ativa, onde o cérebro absorve as letras, a pontuação, a estrutura do texto e outros aspectos.
"É importante lembrar que, mesmo com avanços tecnológicos, as pessoas que enxergam, ainda são alfabetizadas na forma convencional de escrita e leitura, o computador não substituiu a escrita a lápis ou à caneta, então, vale considerar que para as pessoas cegas, o braille é importante para o desenvolvimento cognitivo", finaliza Regina.
Neste dia 04 de Janeiro, a Fundação Dorina convida a todos a celebrar a criação deste método que abre tantas portas e horizontes da informação para aqueles que não enxergam.
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