Arrisco
uma análise para explicar a razão dessa relevância prolongada: os
cimentícios e terrosos têm o poder das coisas reconhecíveis, ligadas à
memória, capazes de criar identificação imediata. O cinza simboliza a
paisagem urbana, ou seja, o mundo construído pela espécie humana, e está
conectado à história de nossos feitos e conquistas; a terra, por sua
vez, representa a natureza — é a fonte da vida e a raiz da
ancestralidade. Aplicados na arquitetura e na decoração, esses tons
evocam lembranças boas e, em consequência, geram conforto emocional. Na
realidade conturbada de hoje, é tudo de que precisamos.
Além
dos aspectos relacionados ao bem-estar, os cimentícios e terrosos
também se destacam pelas possibilidades de reinvenção. A prova está na
série de porcelanatos Guache, um dos lançamentos apresentados pela
Eliane em Bolonha, Itália, onde acontece a Cersaie. De cara, o nome da
linha revela seu caráter artístico e sua beleza de inspiração artesanal —
imagine uma nuance de concreto que recebeu pigmentos para se tornar
mais calorosa e versátil sem deixar de ser moderna e minimalista. Entre
as opções de produtos, o Guache Argila e o Guache Terracota trazem tons
terrosos, num sinal de que o desejo por aconchego e proximidade com a
natureza seguirá em alta no universo da casa. |
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