
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Decálogo do populismo
Artigo do historiador e editor Enrique Krauze, publicado por Letras Libres:
Crise humanitária na Ucrânia se agrava, com maior risco de trauma e exploração para crianças
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Como cuidar do cabelo crespo e cacheado no verão
Especialista do Atelier dos Cachos dá dicas de como ajudar a manter hidratação dos fios que ficam mais fragilizados com o sol, água do mar e piscina
Foto: Luara CarvalhoCabelos crespos e cacheados ficam mais fragilizados no verão. O sol intenso e a mistura com água do mar e piscina podem danificar bastante a estrutura desses fios, que já tem mais dificuldade de manter a oleosidade natural por causa da sua curvatura em espiral. Para manter os cabelos crespos e cacheados mais saudáveis e cheios de brilho no verão, os fios precisam de cuidados extras. Eliza Estrela, especialista em cabelos crespos e cacheados do Atelier dos Cachos dá algumas dicas dos principais cuidados:
1. Dar preferência aos shampoos liberados
Shampoos liberados são aqueles sem a presença de sulfatos, petrolatos e silicones na composição, elea ajudam porque agridem menos os fios. O uso de sulfato, por exemplo, pode potencializar ainda mais o ressecamento dos fios. Já o petrolato, os silicones e os óleos minerais, quando usados em excesso, podem causar entupimento dos folículos e, com isso, o enfraquecimento dos fios.
2. Importante fazer algumas lavagens com co-wash
Pra quem vai passar uma temporada entre banho de mar e piscina é importante alternar a lavagem usando shampoo com o co-wash, que é uma lavagem apenas com condicionador. Isso ajuda a manter os fios mais macios e hidratados.
3. Fazer cronograma de hidratação, nutrição e reconstrução com mais frequência.
É importante manter os cuidados de hidratação (repor a água dos fios); nutrição (componentes com óleos vegetais) e reconstrução (repõe a proteína e massa dos fios). "Caso esteja em alguma viagem e seja complicado manter essa rotina, use produtos que combinem e potencializem os cuidados com os fios, como a Hidronutrição, que tem em sua composição ativos hidratantes e à base de óleos, uma boa opção é a linha vegana de Side Black", completa Eliza Estrela.
4. Cuidado com uso de óleo direto no cabelo
Evite aqueles que contêm óleo mineral na composição, pois não nutre e gruda nos fios criando uma película que dificulta qualquer outro produto penetrar nesse fio. "Óleos vegetais são os melhores, mas também devem ser usados com moderação e não substituem o creme de pentear com filtro solar", afirma a especialista do Atelier dos Cachos. Se seu creme já for à base de óleos naturais, também não precisa colocar mais óleo direto nos fios.
5. Dar preferência aos produtos que contenham filtro solar
Os raios ultravioletas são raios bem agressivos, tanto para pele quanto para fibra capilar. Eles podem causar envelhecimento, ressecamento, opacidade da fibra e também do couro cabeludo. Por isso a importância de usar produtos com filtro UV.
6. Lembrar que os cabelos com luzes precisa de atenção redobrada
Cabelos descoloridos e com luzes, estão ainda mais frágeis pelo processo químico envolvido. Então é imprescindível tomar todos os cuidados anteriores e ainda proteger mais os fios com chapéus, lenços, etc.
Os perigos do uso constante de laces e tranças durante a transição capilar
Brunna Gonçalves, do BBB22, tirou os fios artificiais e o trançado e chocou ao dizer: ficou um mês sem lavar os cabelos!
Foto: DivulgaçãoNos últimos tempos, cada vez mais mulheres optam por passar pela transição capilar, que nada mais é do que resgatar a textura original dos fios. O desejo de abandonar as químicas transformadoras como alisamento, relaxamento, a famosa progressiva, é até as requintadas e modernas perucas lace, para assumir a beleza natural do cabelo, cresce a cada dia. É um processo em que a pessoa deixa de usar métodos artificiais para alisar o cabelo e aceita a forma natural, seja o cacheado, ondulado ou crespo.
Esse movimento da transição ganhou ainda mais força quando artistas e famosos passaram a divulgar que estavam passando pelo processo. A influenciadora e bailarina Brunna Gonçalves, participante do BBB22, passa pela transição capilar há mais de 2 anos. Fã das laces, ela não costuma ficar mais do que duas semanas com o mesmo visual.
A peruca de tela, aliás, está se tornando a queridinha das famosas, principalmente internacionais, como por exemplo, Beyoncé. Na mala que fez para o programa, a dançarina levou sua coleção de laces e prometeu mudar de visual por lá a cada 15 dias.
Mas, na véspera do paredão ao qual foi indicada, a mulher da cantora Ludmilla resolveu radicalizar. Na manhã de segunda, 21/2, Brunna tirou os fios artificiais e assumiu seu cacheado. Isso para ficar mais livre e poder mergulhar à vontade na piscina da casa (coisa que até então não tinha feito, preocupada com os cuidados das laces). E mais! Enquanto tirava as tranças que estavam por baixo do lace, com a ajuda de Linn da Quebrada, Brunna comentou que estava há um mês sem lavar os cabelos!
Antes, outras participantes da atual edição do Big Brother Brasil também optaram por exibir os cabelos ao natural. Foi o caso das cantoras Maria e Linn, e da designer de unha Natália Deodato. Elas chegaram exibindo o cabelo trançado, mas acabaram tirando o penteado para ficar com o visual natural. Tendência, aliás, cada vez mais forte... E muito mais saudável para os fios e couro cabeludo.
Alertas sobre o uso de laces
Muito na moda hoje em dia, as laces, como as de Brunna Gonçalves, viraram uma espécie de acessório para muita gente. Seja para ter looks sempre diferentes, por imposição profissional (no caso de atores, por exemplo), ou para passar pelo complicado período da transição capilar. Mas é preciso muito cuidado e seguir regrinhas básicas de higiene ao optar pelo uso da peça.
De acordo com a médica tricologista Dra. Luciana Passoni, de São Paulo, é importante deixar o couro cabeludo respirar quando se usa lace ou tranças, além da higiene dessa região ser essencial. “Um dos problemas de usar a lace ou tranças frequentes é ficar com o cabelo sujo, o que gera claro, o acúmulo de resíduos e do próprio sebo produzido pelas glândulas capilares. Isso provoca a obstrução dos poros e pode interferir no crescimento saudável dos fios”, alerta a médica.
Outro ponto importante é nunca colocar a peruca com o couro cabeludo e os fios molhados, para evitar o surgimento de fungos naquela região.
Também é recomendado o uso de produtos, cosméticos específicos, se possível profissionais, para lavar as laces. “Lave-a semanalmente, deixando secar por completo. Procuramos indicar shampoos que têm ação detox, com tecnologia para agir diretamente na raiz dos fios. E um alerta: não use o acessório 24 horas por dia e não durma com a peça! Seja por gosto pessoal ou exigências da profissão, alguns hábitos acabam comprometendo a raiz dos cabelos”, aconselha a Dra. Luciana.
A qualidade das laces e onde são colocadas é mais um item que deve ser levado em conta. A tricologista diz que é preciso ter muita atenção na qualidade da cola utilizada. Afinal, o produto pode ser tóxico para a haste do fio, o que poderá ocasionar a queda.
“Também é preciso ter muito cuidado com a chamada dermatite de contato, que pode ser ocasionada pela cola no couro cabeludo. A paciente acaba coçando e tracionando a haste capilar, contribuindo para a quebra dos fios. O distanciamento entre a cola e a raiz do cabelo, para evitar a dermatite alérgica, e uma rotina de cuidados para lavar o cabelo com frequência e manter o couro cabeludo limpo, é importantíssimo!”, explica a médica.
O perigo das tranças
Para que a lace fique bem adaptada à cabeça, a maioria das pessoas que a utilizam faz um trançado nos cabelos, como é o caso de Brunna. Só que ter essas tranças muito apertadas, seja para usar a peruca ou mesmo para exibir um visual diferente (e até disfarçar o período de transição), também pode ser prejudicial aos fios e ao couro cabeludo.
“Os penteados muito apertados, o uso de apliques podem ser considerados fatores de risco para a alopecia de tração. A diminuição parcial de fios, nesses casos, ocorre mais próxima à testa ou acima das orelhas. Trança boxeadora, trança unicórnio, drealocks, rastafári e os coques das bailarinas estão, geralmente, associados aos danos capilares”, diz a especialista, ressaltando que tranças comuns, mais soltinhas, não provocam nenhum malefício, apenas aquelas muito apertadas e que puxam a raiz.
Ao começar qualquer tipo de trança, é importante estar com os cabelos completamente secos para evitar a proliferação de fungos e bactérias. “As dores de cabeça e a descamação do couro cabeludo também são sintomas que podem surgir ao realizar as tranças com os fios úmidos”, alerta a especialista.
Dicas ao soltar os fios
Bem, aí a pessoa cansou da lace, das tranças e quer soltar os cabelos e exibir os fios originais, cacheados, assim como fez Brunna, Linn, Maria e Natália lá no Big Brother Brasil. Até mesmo nesse processo, a Dra. Luciana explica que é preciso ter muito cuidado e não sair arrancando tudo, de forma desordenada.
“Não puxe, jamais, as raízes, quando for desfazer as tranças para evitar a queda. Também não tracione os fios para não quebrá-los. Tenha em mente que eles estarão mais frágeis por terem ficado presos por muito tempo”, explica a tricologista.
Outra dica muito importante e que vai garantir um cabelo mais
saudável é que, ao soltar os fios e desfazer o trançado, se invista em
hidratações com produtos específicos para revigorar e nutrir,
massageando sempre o couro cabeludo. “Se as tranças forem mantidas por
cerca de três a seis meses, dê intervalos de um mês entre um penteado e
outro. E atenção, novamente: independentemente do tipo, se a trança
estiver muito apertada ou for usada durante um longo tempo pode, sim,
causar queda de cabelo. Portanto, tenha bastante cuidado!”, pontua a
doutora.
Vinícola UVVA será inaugurada no dia 7 de março, em Mucugê
Empreendimento representa um marco para o desenvolvimento da Chapada Diamantina e do enoturismo brasileiro
Foto: André FofanoAmantes do vinho terão, a partir de 2022, motivos a mais para incluir a Chapada Diamantina em seus roteiros de viagem. A Vinícola UVVA está afinando os últimos detalhes para apresentar ao público o resultado de mais de uma década de trabalho intenso, que envolveu um time de especialistas em uma jornada de estudos minuciosos e investimentos no que há de mais atual em tecnologia.
A vinícola, que abrirá suas portas oficialmente no dia 7 de março, colocará à disposição dos entusiastas do vinho sete rótulos de uma linha composta por brancos e tintos. Para conquistar os apreciadores da bebida, a promessa é apresentar produtos com uma identidade própria e genuína, além de experiências exclusivas para quem visitar a UVVA pessoalmente. Os rótulos da marca estarão disponíveis inicialmente via e-commerce próprio e os interessados poderão efetivar reservas para visitações e compras através do site oficial: www.vinicolauvva.com.br. O público também poderá acompanhar as novidades através do perfil oficial da vinícola no Instagram: @vinicolauvva.
A UVVA chega para ampliar o espectro de atuação da Fazenda Progresso, empresa que possui DNA familiar e aposta numa visão de negócio inovadora para alavancar os potenciais da Chapada Diamantina. Tradicional no agronegócio baiano, desde a década de 1980 vem contribuindo com o desenvolvimento da região e investindo no cultivo de batata inglesa e cafés especiais, produtos amplamente reconhecidos pelo mercado. O vinho representa um passo decisivo rumo à indústria do turismo e a implantação do projeto traz mais um impacto positivo à cadeia produtiva local, com a criação de mais de 200 novos postos de trabalho.
“Não existe fórmula mágica. Temos a natureza a nosso favor, mas nada é certo quando estamos falando de novas iniciativas, o pioneirismo implica uma parcela enorme de responsabilidade. Não se trata simplesmente de plantar uva, é preciso saber se de fato existe viabilidade. Para isso é necessário muita pesquisa, trabalho e determinação”, avalia Fabiano Borré, que representa a terceira geração da família e ocupa o posto de CEO da Fazenda Progresso.
TERROIR ÚNICO COMO MARCA – Localizada na cidade baiana de Mucugê, a cerca de 450 quilômetros de Salvador, a Vinícola UVVA possui uma área de 52 hectares de vinhedos plantados em uma inusitada forma de círculo, conhecida como pivot. Parcelas de diferentes formatos e tamanhos se integram em um leiaute surpreendente, que abriga pelo menos dez tipos de uva, com destaque para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Chardonnay e Sauvignon Blanc.
Ali os frutos absorvem características peculiares do clima tropical de altitude, que garante boa amplitude térmica 1.150 metros acima do nível do mar, em um solo franco-argilo-arenoso típico da região. Associado à técnica da dupla poda, que realinha o ciclo da videira para permitir a maturação plena das uvas e uma colheita estratégica, as condições climáticas são responsáveis pela formação de um terroir único. Junte-se a isso o trabalho de excelência do enólogo Marcelo Petroli, que comanda a equipe técnica da Vinícola UVVA, trazendo na bagagem mais de 20 anos de experiência.
Essa essência está traduzida na marca da vinícola, que apresenta uma
estrutura dividida em três partes. A logo tem um formato triangular que
remete, ao mesmo tempo, ao cacho de uvas e a um diamante lapidado,
referência aos tempos áureos da Chapada Diamantina. Grafado com dois
“vês”, o nome UVVA forma uma silhueta que também faz alusão geográfica a
Serra do Sincorá, que se projeta no horizonte. A marca ainda ganha o
reforço da assinatura “Cepas Diamantinas”, que resume um leque de
significados ligados à identidade dos vinhos.
Carnaval: cidades cancelam festas públicas e liberam as privadas
Para muitos dos foliões que gostam de curtir o Carnaval de rua o clima atual não é assim tão festivo.
Foto: DivulgaçãoEm centenas de municípios, a festa popular, aberta ao público, foi cancelada por oferecer riscos à saúde diante da pandemia de Covid-19. Em grandes capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo, no entanto, ainda é possível participar de festas, mas só pagando. A depender do que o evento oferece, a entrada pode ser mais barata ou mais cara. Para um grande festival no Rio, com a apresentação de artistas como a dupla sertaneja Maiara e Maraísa, os ingressos vão de R$ 180 a R$ 710, por exemplo.
Cada festa deve cumprir com protocolos de saúde determinados pela cidade, o que está entre as justificativas das prefeituras para a liberação unilateral. As determinações distintas para festas públicas e privadas dividiu opiniões.
Nas redes sociais, alguns criticam a existência de um Carnaval 'só para quem pode pagar', enquanto outros afirmam sentir mais segurança em locais que pedem teste de Covid-19 negativo e comprovante de vacinação.
Os grandes desfiles de escola de samba também foram impactados pela pandemia. Em alguns lugares, as apresentações foram canceladas, e no Rio de Janeiro e São Paulo, locais que recebem milhares de pessoas na ocasião, foram adiados para abril.
Na opinião de Kaxitu Ricardo Campos, presidente da Federação Nacional das Escolas de Samba (Fenasamba), as restrições específicas causam segregação. "O 'povão' é obrigado a ficar em casa, mas quem tem dinheiro pode ir para as festas que acontecerão em todo o Brasil", diz Campos.
"Todo o segmento da cultura, que sofreu bastante na pandemia, pôde se reorganizar e está retomando as atividades aos poucos. Mas com as restrições atuais, as escolas de samba ainda têm muita dificuldade em vários aspectos, desde a organização de ensaios até a angariação de fundos com patrocinadores e a vendas de fantasias. Acredito que há um preconceito contra as atividades do Carnaval e das escolas de samba, que está ligado ao racismo estrutural."
De acordo com Campos, a ideia de criar a federação surgiu por ele e outros memblros observarem o fortalecimento de movimentos políticos conservadores no começo da última década.
"Percebemos que algumas ideologias passaram a afetar os desfiles, seja por parte de alguma prefeitura retirando apoio financeiro ou por narrativas religiosas, que dizem que o Carnaval infringe os ensinamentos de Deus, refletindo um preconceito com religiões de matrizes africanas e com culturas diferentes. Agora, a narrativa é a covid, e temos medo que no ano que vem aconteça o mesmo."
Com aglomeração, nenhuma festa é totalmente segura
A ômicron é a variante do coronavírus predominante no Brasil atualmente, e por sua alta capacidade de transmissão, o melhor é evitar qualquer aglomeração, dizem especialistas.
"A doença é transmitida quando pessoas sem máscara ficam a menos de um metro de distância no período de dois dias antes até cinco dias depois do aparecimento dos sintomas", diz a infectologista Viviane Maria de Carvalho Hessel Dias, professora e pesquisadora da PUCPR.
"O que acontece nessas festas, sejam elas de rua ou privadas, é que para comer ou beber, as pessoas tiram as máscaras. Independentemente do protocolo estabelecido, nada dá garantia total de proteção."
A pesquisadora lembra ainda que os testes de covid-19 podem apresentar falsos negativos.
Ela também alerta para o fato de que pessoas com comorbidades ou sem o esquema de vacinação completo estão mais vulneráveis a desenvolver casos graves da doença. "Se acabar se infectando, talvez quem você tenha em casa esteja mais vulnerável tenha mais dificuldade para superar a doença. Ir a um evento de Carnaval com muitas pessoas, seja ele público ou privado, é assumir riscos." Se a maior transmissão do vírus acontece, isso também favorece o aparecimento de novas variantes.
"Quando alguém é infectado, o processo de replicação viral feito pelo Sars-Cov-2 para se espalhar pelo corpo está sujeito a pequenos erros. De 'cópia em cópia', esse pequenos erros vão se juntando até formarem um erro maior, e assim surgem as mutações que chamamos de variantes de preocupação, como a delta e a ômicron", explica a médica.
Fonte: BBC Brasil
80 brasileiros escaparam da Ucrânia; outros 100 permaneceram
Servidores do Itamaraty foram mobilizados para localizar brasileiros na Ucrânia e auxiliar na saída para países do entorno.
Foto: Daniel LEAL / AFPO Ministério das Relações Exteriores informou neste domingo, dia 27, que já auxiliou 80 brasileiros a escaparem da guerra na Ucrânia, provocada pela invasão militar da Rússia, há quatro dias. Os principais destinos da comunidade brasileira foram a Polônia e a Romênia, países fronteiriços.
O Itamaraty disse que a embaixada em Kiev, capital da Ucrânia, possui registros em lista de outros 100 brasileiros, que permanecem em território ucraniano. Antes da invasão russa, a comunidade brasileira na Ucrânia era estimada em aproximadamente 500 pessoas, um grupo pequeno, conforme dados do governo federal
Servidores do Itamaraty foram mobilizados para localizar brasileiros na Ucrânia e auxiliar na saída para países do entorno. Parte deles foi deslocada de outros postos para reforçar os trabalhos de assistência consular no Leste Europeu, em auxílio às embaixadas brasileiras na Romênia e na Polônia, além da situada em Kiev.
Na capital ucraniana, o objetivo é "verificar a situação pessoal de todos, condições de segurança nos locais onde estão abrigados e possibilidade de eventual evacuação". Segundo o Itamaraty, os resgates estão sendo feitos "quando as condições permitirem", dentro do plano de contingência elaborado pela embaixada em Kiev, atualizado no mês passado. "Nos primeiros dias, ante a falta de condições de segurança, estamos implementando a evacuação segura e ordenada", disse o Ministério das Relações Exteriores.
O ministério informou que há funcionários da embaixada brasileira em Chernivtsi, perto da fronteira ucraniana com a Romênia. A embaixada do Brasil na Romênia providenciou um ônibus para transladar brasileiros da fronteira ucraniana para a Romênia. A embaixada também estabeleceu um posto avançado na fronteira com a Moldávia, que fica no caminho entre Kiev e a Romênia, para recepcionar os brasileiros que porventura cheguem de forma avulsa àquela região fronteiriça, como os diversos brasileiros que deixaram a zona de guerra por conta própria.
A embaixada brasileira em Varsóvia, na Polônia, também tem auxiliado brasileiros em rota de fuga da guerra. O Ministério das Relações Exteriores enviou oito servidores a Varsóvia, capital da Polônia, para auxiliar brasileiros em fuga da Ucrânia A embaixada em Varsóvia está em contato direto com nacionais que se encontram nas cercanias de Lviv. Já estão naquela área ônibus providenciados pela embaixada brasileira para traslado à capital.
Pela orientação da pasta, os cidadãos do Brasil que estão próximos da fronteira da Polônia devem entrar em contato com o plantão da embaixada brasileira no país, sediada em Varsóvia. Representantes do governo brasileiro se encontram na região de fronteira em contato regular com autoridades polonesas.
Fonte: Estadão Conteúdo
Segundo o Itamaraty, "o governo brasileiro aguarda manifestação dos interessados no sentido de retornarem para o Brasil, onde foram colocadas à disposição duas aeronaves da Força Aérea Brasileira". Os aviões ainda estão no Brasil. O governo não deixou claro para onde as aeronaves KC-390 vão se deslocar, a fim permitir o embarque de brasileiros e outros cidadãos sul-americanos.
Nos últimos dias, residentes brasileiros na Ucrânia têm tido dificuldade para deixar o país. Neste domingo, a embaixada do Brasil em Kiev - a capital da Ucrânia, que está sofrendo cerco das tropas da Rússia - deu orientação para que ninguém saia de casa "sob nenhuma hipótese pelo menos até as 8h de amanhã (28/2), enquanto dura o toque de recolher". Segundo a embaixada, até lá "não há possibilidade de embarque em trens ou qualquer outro meio de transporte".
Para brasileiros ainda localizados na Ucrânia, o Itamaraty recomenda a "todos que tenham condições de segurança que procurem deixar a Ucrânia por meio de trens, em direção oeste". Segundo o ministério, ainda que com alguns atrasos, os trens têm funcionado de forma bastante frequente e segura na maior parte do país. A ressalva é que os horários muitas vezes só são confirmados de última hora. Por isso, a embaixada aconselha aos brasileiros que "se dirijam às estações centrais de trem quando não houver toque de recolher e esperem os anúncios lá".
Pela orientação da pasta, os brasileiros que forem às estações de trem "devem tentar ter consigo água e comida suficientes, porque as viagens até fora da Ucrânia demoram (às vezes 1 ou 2 dias, dependendo da origem), e também porque há a possibilidade de atrasos".
Embaixada brasileira: "deve-se deixar Kiev de trem na 1ª oportunidade"
Orientação é para brasileiros que estão na capital ou em Kharkiv
Foto: Reuuteres / Bernadett Szabo / Direitos ReservadosA
Embaixada do Brasil em Kiev divulgou hoje (28) comunicado com
orientações a brasileiros que ainda se encontram nas duas maiores
cidades da Ucrânia, Kiev e Kharkiv. A principal recomendação é para que
deixem o país prontamente, assim que considerarem seguro se deslocar até
a estação central de trens dessas cidades.
A rota de saída
recomendada é em direção oeste, rumo às cidades de Lviv e Chop, das
quais é possível pegar conexões para a Hungria ou a Polônia. Outros
destino recomendado é Chernivtsi, a partir de onde se pode alcançar as
fronteiras com Moldávia ou Romênia.
A embaixada orientou que os horários para a saída dos comboios têm sido definidos de última hora. A orientação é ir às estações centrais “na primeira oportunidade” e aguardar as partidas de lá. Há toques de recolher vigentes em ambas as cidades, que devem ser respeitados. Segundo o comunicado, não há cobrança de passagens.
Não foram divulgados detalhes sobre como garantir a segurança no trajeto até as estações. Foi recomendado, contudo, que seja avaliada a situação caso a caso, e que sejam evitadas ao máximo as saídas desnecessárias à rua.
Segundo aviso divulgado pela prefeitura de Kiev, supermercados e transportes públicos funcionam desde as 8h, e o metrô também circula, embora com frequência bastante baixa.
“A noite foi relativamente tranquila, com algumas escaramuças, mas as pessoas devem estar atentas a mudanças na situação de segurança local. Há risco em quase todos os bairros. Sair apenas em caso de emergência - para comer, comprar alimentos ou remédios”, informa o aviso, de acordo com tradução enviada pela embaixada em Kiev.
Para quem estiver de carro, recomenda-se evitar se dirigir a Lviv, na divisa com a Polônia, onde a passagem pela fronteira encontra-se bastante embaraçada.
“A embaixada reitera sua recomendação de que não deve ser tentada a travessia na fronteira terrestre com a Polônia (seja a pé, carro ou ônibus). As condições lá continuam extremamente difíceis, com riscos diretos para a saúde dos viajantes”, diz o texto.
Confira abaixo as recomendações completas divulgadas pela Embaixada do Brasil em Kiev.
Recomendações gerais para partida da Ucrânia
Recomendamos
a todos que tenham condições de segurança que procurem deixar a Ucrânia
por meio de trens, em direção oeste. Ainda que com alguns atrasos, os
trens têm funcionado de forma bastante frequente e segura na maior parte
do país. Os horários, muitas vezes, só são confirmados de última hora,
assim aconselhamos que se dirijam às estações centrais de trem quando
não houver toque de recolher e esperem os anúncios lá.
Kiev
A partir de hoje, segunda, o toque de
recolher na cidade passa a valer como anteriormente, das 22h às 8h.
Tendo isso em conta, a partir de hoje os trens deverão funcionar
normalmente durante o dia. A embaixada recomenda que as pessoas se
dirijam à estação central na primeira oportunidade, estando atentos à
situação de segurança local.
Recomenda-se os trens para Lviv, Chop ou Chernivtsi. A partir de Lviv há opções de trens diretos para a Polônia (Varsóvia e Chelm), bem como trens para Chop, onde há conexão fácil para a Hungria. A partir de Chernivtsi há possibilidade de apoio local para se chegar à fronteira (Moldávia ou Romênia, a depender da situação no momento). Há informações de que em Lviv, no momento, está sendo dada prioridade ao embarque de mulheres e crianças.
Não aconselhamos tentar passar a pé ou de carro pelos postos de fronteira entre Lviv e a Polônia, onde ainda há enormes dificuldades. Para os que tem meio de locomoção próprio, os pontos de passagem na Moldávia (exceto perto de Odessa) são boas opções. O tempo de espera na Eslováquia é também favorável.
Kharkv
Há trens partindo da estação. Quem estiver
em Kharkiv deve estar especialmente atento à situação de segurança
local antes de deslocar-se à estação de trem.
Se forem para as estações de trem, os viajantes devem tentar ter consigo água e comida suficientes.
Todos os trens são gratuitos, não é necessário comprar bilhetes (em Chop talvez seja necessário comprar bilhete para os destinos na Hungria).
Aviso da prefeitura de Kiev
Supermercados e transportes públicos abrem em Kiev. O metrô funciona, mas com muito menos frequência do que o normal.
Por favor, não saia e não se movimente pela cidade desnecessariamente.
A noite foi relativamente tranquila, com algumas escaramuças, mas as pessoas devem estar atentas a mudanças na situação de segurança local. Há risco em quase todos os bairros. Sair apenas em caso de emergência - para comer, comprar alimentos ou remédios.
Na capital, as brigas de rua continuam em quase todos os bairros. Portanto, saia apenas em caso de emergência - quando precisar comprar alimentos ou remédios.
Observe que a partir de hoje continua a haver toque de recolher das 22h às 7h.
Apoio na Estação de Kiev
Um centro humanitário
foi instalado na Estação Ferroviária Central de Kiev. Há pontos de
aquecimento e uma cozinha. Há também 60 voluntários que falam línguas
estrangeiras. A assistência psicológica está disponível no local.
Também há grupos que ajudam no embarque dos trens.
Fronteira com a Polônia
A embaixada reitera sua
recomendação de que não deve ser tentada a travessia da fronteira
terrestre com a Polônia (seja a pé, carro ou ônibus). As condições lá
continuam extremamente difíceis, com riscos diretos para a saúde dos
viajantes.
Fonte: Agência Brasil
EUA fecham embaixada em Belarus e recomendam deixar a Rússia
Cidadãos americanos em Belarus devem partir imediatamente
Foto: EyePress News / Direitos ReservadosOs Estados Unidos fecharam sua embaixada em Minsk e permitiram que funcionários não emergenciais e familiares deixassem sua embaixada em Moscou nesta segunda-feira (28), enquanto a Rússia avançava com a invasão da Ucrânia pelo quinto dia.
"Tomamos essas medidas devido a questões de segurança decorrentes do ataque não provocado e injustificado das forças militares russas na Ucrânia", disse o secretário de Estado Antony Blinken.
Uma foto postada nas redes sociais pela embaixadora dos EUA em Belarus Julie Fisher na segunda-feira mostrou a equipe da missão baixando a bandeira americana. Todos os funcionários americanos deixaram o país, disse Fisher.
Cidadãos americanos em Belarus também devem partir imediatamente, disse o Departamento de Estado em comunicado.
Os Estados Unidos já haviam transferido suas operações da embaixada na Ucrânia da capital Kiev para a cidade de Lviv, no oeste, há duas semanas, enquanto as forças russas se reuniam nas fronteiras da Ucrânia.
As últimas evacuações ocorrem depois que o presidente russo, Vladimir Putin, colocou as forças nucleares da Rússia em alerta máximo no domingo (27), diante de uma enxurrada de represálias ocidentais por sua guerra contra a Ucrânia.
No domingo, o Departamento de Estado dos EUA disse que os cidadãos americanos deveriam considerar deixar a Rússia imediatamente em voos comerciais, citando um número crescente de companhias aéreas cancelando voos e países fechando seu espaço aéreo para a Rússia após a invasão da Ucrânia.
A Rússia proibiu na segunda-feira as companhias aéreas de 36 países de usarem o espaço aéreo russo.
As nações europeias e o Canadá se moveram no domingo para fechar seu espaço aéreo para aeronaves russas. Os Estados Unidos estão considerando uma ação semelhante, mas ainda não tomaram uma decisão final, disseram autoridades americanas.
Autoridades norte-americanas alertaram que a Belarus também enfrentará consequências por seu papel em ajudar a Rússia no ataque, enquanto Washington e seus aliados intensificam severas sanções econômicas a Moscou. A União Europeia (UE) também alertou que imporia novas sanções ao país esta semana.
Fonte: Agência Brasil
ONU: países pedem cessar-fogo russo e solução pacífica para conflito
Assembleia Geral da ONU debate hoje a situação da guerra na Ucrânia
Foto: Reuters / Yana Paslkova / Direitos ReservadosPublicado em 28/02/2022 - 14:27 Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil - Brasília
No
quinto dia da ofensiva russa contra a Ucrânia, a sessão emergencial da
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque,
foi aberta nesta segunda-feira (28), pelo presidente Abdulla Shahid,
com um pedido de um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do
confronto.
Com o respaldo dos chefes da entidade de que o conflito fere a lei internacional, Shahid defendeu um cessar-fogo imediato. “Temos que parar a guerra imediatamente”, frisou. Ele também disse que as consequências humanitária dos conflitos “serão devastadoras”.
Ao lembrar a reunião de delegações entre a Rússia e a Ucrânia na fronteira com Belarus, que ocorre hoje paralelamente à reunião da ONU, Abdulla Shahid avaliou que “abriu-se uma janela para o diálogo, uma sombra de esperança”. “Temos que dar uma oportunidade para a paz. Armas são melhores quando não são usadas”, discursou o presidente da Assembleia Geral da ONU.
Também durante a reunião, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lamentou o momento que a Ucrânia tem vivido, com civis como alvos e agradeceu os países que acolheram refugiados. “Essa situação é completamente inaceitável. Os soldados devem sair das trincheiras e os líderes buscarem a paz”, defendeu. Em uma sequência de duras críticas à Rússia, por ter invadido o território ucraniano e promovido uma série de bombardeios nos últimos cinco dias, Guterres condenou o emprego de forças nucleares de Vladimir Putin. “Estamos encarando na Ucrânia uma tragédia. Colocar forças nucleares é repugnante. Nada deve justifica um conflito nuclear”, condenou.
Guterres pediu moderação e defendeu que a reunião realizada hoje entre Ucrânia e Rússia se transforme em um efetivo fim da guerra. “Espero que se construa uma solução diplomática”, afirmou.
Ucrânia
Ao discursar na reunião, o embaixador da
Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, afirmou que a Rússia teria cometido
crimes de guerra durante os combates. Segundo ele, civis, hospitais,
escolas, orfanatos e até ambulâncias foram alvejados pelos russos. “Os
conflitos têm paralelos que podem ser feitos com a 2ª Guerra Mundial. A
Rússia comete crimes de guerra”, disse Sergiy Kyslytsya. Segundo ele, há
pelo menos 5 mil mortos, entre civis e soldados.
O diplomata ucraniano cobrou a intervenção da ONU para conter a ações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e para exigir que as forças russas saiam imediatamente da Ucrânia. “O momento de agir é agora. Se a Ucrânia não sobreviver, a paz mundial não sobreviverá. Não se iludam”, disse. Outro ponto colocado foi um pedido de punição para Belarus. Sob o comandado do ditador Aleksandr Lukashenko, o país cedeu a fronteira para a invasão russa e também fez ataques à Ucrânia.
Rússia
Na sequência do diplomata ucraniano, foi a
vez do embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, falar. Ele rebateu
as falas da Ucrânia e disse que há uma guerra de informação contra o
país. Na versão russa, o conflito começou após “sabotagens” ucranianas a
acordos entre os dois países. “A Ucrânia está pedindo sua adesão à Otan
[Organização do Tratado do Atlântico Norte] rompendo [leis da ONU] e
colocando a Rússia em risco”, ressaltou. Para Nebenzya, a operação da
Rússia “exerce o direito pela autodefesa.”
O representante russo na ONU acrescentou que o “Ocidente tem incitado os ucranianos” e lembrou os vários pedidos da Rússia para que a Ucrânia não entrasse na Otan. “Estendemos a nossa mão, mas fomos ignorados”, afirmou.
Ele desmentiu o embaixador ucraniano e negou que forças russas estejam atacando áreas civis. “A infraestrutura ucraniana não está sendo atacada”, destacou. Sobre o veto à resolução do Conselho de Segurança, o diplomata disse que o documento “não é equilibrado”. Votamos contra por um artigo que defendemos não ter sido colocado [no texto]”, explicou.
Apesar de aumentar as tropas e os bombardeios e ameaçar usar “força nuclear”, a Rússia defendeu uma solução pacífica com intermédio da ONU.
Histórico
A Rússia e a Ucrânia vivem um embate
por causa da possível adesão ucraniana à Otan, grupo militar liderado
pelos Estados Unidos. Para a Rússia, uma possível entrada do vizinho na
organização é uma como uma ameaça à sua segurança. A relação entre
Rússia, Belarus e Ucrânia começou antes da criação da União Soviética
que existiu entre 1922 e 1991.
Fonte: Agência Brasil
Conselho de Direitos Humanos da ONU debaterá guerra na Ucrânia
Proposta foi aprovada por 29 votos, inclusive do Brasil
Foto: Reuters / Denis Balibouse / Direitos ReservadosO Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou hoje (28) a realização de debate sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. A sessão ocorrerá na próxima quinta-feira (3) em Genebra (Suíça).
Pedida pela delegação ucraniana, a realização do debate foi aprovada por 29 votos favoráveis, cinco contrários e 13 abstenções. O Brasil votou a favor da proposta. Entre os votos contrários,estão Rússia, China e Cuba.
Em discurso, a alta comissária para Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, pediu que “os direitos e as aspirações da população mundial sejam colocados no centro” dos debates. Segundo ela, não existem vencedores nem perdedores na situação atual, e os confrontos estão criando “necessidades humanitárias em uma escala que ultrapassa a capacidade existente de fornecer assistência”.
Bachelet lembrou que a Carta da ONU precisa ser respeitada e pediu que o Conselho de Direitos Humanos faça mais para prevenir conflitos e crises. Ela pediu ainda que os países-membros superem a polarização, discutam diferenças e unam-se para o avanço dos direitos fundamentais de todos os seres humanos.
O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, enviou mensagem destacando que os direitos humanos estão sob ataque em todo o planeta, com “autocracias em ascensão” e “populismo, nativismo, racismo e extremismo minando sociedades. Guterres iria à sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, mas cancelou a viagem por causa do agravamento do conflito na Ucrânia.
O secretário fez um apelo para a retomada do diálogo e garantiu que as agências humanitárias da ONU aumentarão as operações na Ucrânia. Guterres citou outras crises atuais, como a pandemia de covid-19, as divisões digitais, a desinformação e os ataques cibernéticos, a crise climática e os conflitos em vários países, como Afeganistão e Mianmar.
Fonte: Agência Brasil
ONU: clima está mudando mais rápido do que o previsto
Mudanças climáticas terão efeitos irreversíveis, diz relatório
Foto: ONU NewsRelatório publicado hoje (28) pelas Nações Unidas alerta que os impactos das mudanças climáticas estão sendo “muito mais rápidos” do que o previsto pelos cientistas, causando “perturbações perigosas e generalizadas na natureza”. De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental sobre Especialistas em Mudanças Climáticas (IPCC), os esforços que estão sendo feitos no sentido de mitigar esses efeitos não são suficientes. E, como consequência, há efeitos danosos para a vida de bilhões de pessoas, em especial povos indígenas e comunidades locais.
“Tenho visto muitos relatórios científicos na minha vida, mas nada como isso”, disse o secretário-geral geral da ONU, António Guterres, logo ao abrir seu discurso, durante a entrevistas coletiva para divulgar o documento. “O relatório do IPCC apresentado hoje é um atlas do sofrimento humano e uma indagação sobre danos e sobre o destino de nossas lideranças climáticas. Fato a fato, esse relatório mostra que pessoas e planeta estão afetados pelas mudanças climáticas”, disse.
“Neste momento, praticamente metade da humanidade vive em zona perigosa. Neste momento, muitos ecossistemas chegaram a um ponto sem retorno. E neste momento, o alcance descontrolado da poluição corrente força uma vulnerabilidade global que está em marcha para a destruição. Os fatos são inegáveis. Essa abdicação de nossas lideranças é criminosa. Os grandes poluidores continuam sendo os culpados por prejudicar nosso único lar”, acrescentou.
Segundo o presidente do IPCC, Hoesung Lee, “este relatório traz um sério alerta sobre as consequências da inação”, uma vez que mostra que as mudanças climáticas são uma “ameaça cada vez mais séria ao nosso bem-estar e à saúde do planeta”.
Injustiça climática
De acordo com a diretora do
Programa Ambiental das Nações Unidas, Inger Andersen, a mensagem que o
relatório envia é clara: “mudanças climáticas já são nossos oponentes”.
“As chuvas estão aí, prejudicando bilhões de pessoas”, disse.
“Temos visto destruições perigosas em todo o mundo natural. Espécies em migração vivem em condições mais vulneráveis, e há mortes ocorrendo por inundações causadas por tempestades”, disse ela, ao lembrar que, na última década, pessoas vulneráveis que vivem em países de menor desenvolvimento têm 15 vezes mais chances de morrer em decorrência de inundações, secas ou tempestades.
O risco, segundo a diretora da ONU, atinge particularmente povos indígenas e comunidades locais. “O nome disso é injustiça climática”, sentenciou, ao defender que o retorno à natureza é a melhor forma de a humanidade se adaptar e diminuir as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, promover empregos que potencializar economias.
“Temos a obrigação de dedicar pensamentos e fundos para transformar e adaptar os programas tendo a natureza em seu centro. A humanidade passou séculos tratando a natureza como seu pior inimigo. A verdade é que a natureza pode ser nossa salvação, mas apenas se nós a salvarmos primeiro”, completou.
O relatório destaca que, nas próximas duas décadas, o planeta enfrentará vários perigos climáticos inevitáveis, caso o aquecimento global chegue a 1,5°C. Alguns deles terão efeito irreversível. Os riscos são cada vez maiores e terão consequências para infraestruturas e para assentamentos costeiros de baixa altitude.
Financiamento, tecnologia e compromisso
O estudo
alerta que, em algumas regiões, o “desenvolvimento resiliente ao clima
será impossível”, caso o aquecimento global aumente mais de 2°C. Neste
sentido, o levantamento destaca “a urgência de implementar a ação
climática, com foco particular na igualdade e justiça”, o que implica em
“financiamento adequado, transferência de tecnologia, compromisso
político e parcerias que aumentem a eficácia da adaptação às mudanças
climáticas e à redução de emissões”.
António Guterres lembrou que a ciência tem reiterado que o mundo precisa cortar 45% de suas emissões até 2030, para atingir zero emissão de gases até 2050. “No entanto, os atuais acordos indicam que as emissões vão aumentar em quase 14% durante esta década. Isso representa catástrofe, e vai destruir qualquer chance de mantermos vivos os compromissos”.
Ele acrescentou que os combustíveis fósseis têm grande responsabilidade nesse cenário, e criticou os países que têm descumprido acordos multilaterais sobre o tema. “A presente combinação global sobre [emissões de] energia está quebrada, e os combustíveis fosseis continuam causando danos, choques e crises econômicas, de segurança e geopolíticas”, disse.
“Agora é tempo de acelerar a transição energética para um futuro de energia renovável, porque combustível fóssil representa impasse para nosso planeta, para a humanidade e, sim, para as economias. A transição imediata para uma fonte renovável de energia é a único caminho para garantir a segurança energética, o acesso universal e para os empregos verdes que nosso mundo precisa”, acrescentou.
A adaptação, visando o uso amplo de energia limpa, não é algo barata, ainda mais no caso de países menos desenvolvidos. Tendo em vista essas dificuldades, Guterres convocou países desenvolvidos, bancos multilaterais de desenvolvimento, financeiras privadas e outras corporações a fazerem coalizões de forma a incentivar, desenvolver e dar acessos ao uso de energia limpa.
O levantamento da ONU cita relações diretas entre as mudanças climáticas e exposição de pessoas a situações de insegurança alimentar e hídrica aguda, especialmente na África, Ásia, América Central e do Sul, bem como em pequenas ilhas e no Ártico.
Atraso é morte
“Precisamos ajudar países a se
adaptarem às novas necessidades. Precisamos de dinheiro para salvar
vidas, porque atraso é morte. Todos bancos multilaterais sabem o que
precisa ser feito: trabalhar com governos para desenvolver caminhos para
projetos visando a obtenção dos recursos públicos e privados
necessários. Todo planeta precisa cumprir o acordado para conseguirmos,
de fato, reduzir as emissões”, argumentou.
Guterres acrescentou que o G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta, precisa liderar esse caminho. “Caso contrário, a humanidade pagará um preço alto, com um número ainda maior de tragédias. Pessoas em todos lugares estão ansiosas e furiosas. Eu também. Agora precisamos transformar essa fúria em ação. Toda voz pode fazer diferença. E cada segundo conta”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil
Presidentes da UE pedem negociações para Ucrânia entrar no bloco
Oito países da Europa Central e Oriental manifestaram apoio à Ucrânia
Foto: Reuters / Irakli Gedenidze / Direitos reservadosOs presidentes de oito países da Europa Central e Oriental pediram nesta segunda-feira (28) aos Estados membros da União Europeia que concedam imediatamente à Ucrânia o status de país candidato à UE e abram as negociações de adesão, de acordo com uma carta aberta publicada hoje.
"Nós, os presidentes dos Estados membros da UE: a República da Bulgária, a República Checa, a República da Estónia, a República da Letônia, a República da Lituânia, a República da Polônia, a República Eslovaco e a República da Eslovênia fortemente acredito que a Ucrânia merece receber uma perspectiva imediata de adesão à UE", dizia a carta.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, assinou nesta segunda-feira um pedido oficial para que seu país seja aceito na União Europeia.
Outros países já declararam apoio às pretensões ucranianas, em meio a crise que o país atravessa com a invasão de seu território pela Rússia.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, afirmou nesta segunda que o desejo da Ucrânia de ingressar na União Europeia é legítimo.
"Acho que o pedido ucraniano para ingressar na UE é um pedido legítimo", disse Di Maio em entrevista à televisão estatal RAI. "Estou convencido de que na Ucrânia os cidadãos europeus estão morrendo e sofrendo sob as bombas russas. Temos que estar do lado deles."
Fonte: Agência Brasil
A difícil escolha de Putin
A propaganda russa faz-me lembrar o seguinte ditado soviético: “Não irá haver guerra, mas terá lugar uma luta tão intensa pela paz que não ficará pedra sobre pedra”. José Milhazes para o Observador:
