MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

UFSB abre Concurso Público para 52 vagas



A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) publicou, nesta quarta-feira (31), o Edital nº26/2016 referente ao Concurso Público para Servidor Técnico-Administrativo. O Concurso oferece 52 vagas para os cargos de nível superior e médio.

Para nível superior, o concurso oferece vagas para Administrador, Analista de Tecnologia da Informação, Arquiteto e Urbanista, Assistente Social, Auditor, Bibliotecário – Documentalista, Contador, Enfermeiro, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Eletricista, Médico Psiquiatra, Médico, Nutricionista e Técnico em Assunto Educacionais. Para este nível, a remuneração é de $ 4.326,21.

Já para o nível médio, as vagas são para Assistente em Administração, Técnico de Laboratório – Análises Clínicas, Técnico de Laboratório – Química, Técnico de Tecnologia da Informação e Tradutor de Intérprete de Libras, e a remuneração é de R$ 2.752,81. Para os dois níveis, ainda podem ser solicitados incentivo à qualificação e à capacitação.

O candidato deverá realizar sua inscrição entre os dias 20/10 e 06/11/2016, pela internet, através do link disponibilizado no endereço http://ufsb.edu.br/concursos/.O valor da taxa de inscrição é de R$ 110,00 para nível superior, e R$ 90,00 para nível médio.

As provas serão realizadas no dia 20/11/2016, nas cidades de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, das 8h às 12h para nível superior e das 14h às 18h para o médio.


O resultado do Concurso será divulgado até o dia 16/12/2016.

Para mais informações, os candidatos podem procurar um posto de atendimento, das 9 às 17 horas, nos seguintes endereços:

  • Itabuna - Rua Itabuna, s/n, Rod. Ilhéus - Vitória da Conquista, km 39, BR 415, Ferradas, Itabuna-BA
  • Porto Seguro - Rodovia Porto Seguro - Eunápolis-BA; BR-367 - km 10 -
  • Teixeira de Freitas - Praça Joana Angélica, 250, bairro São José

Ou encaminhar e-mail para a Diretoria de Gestão de Pessoas “dgp@ufsb.edu.br”, com o assunto “CONCURSO TAE 2016”.

Sessão Especial destaca avanços e desafios das pessoas com albinismo


Para:


Em atenção aos 15 anos de fundação da Associação das Pessoas com Albinismo da Bahia (Apalba), o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) promove, na sexta-feira (02/09), às 9h30, no Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma Sessão Especial que além de homenagear, vai debater os avanços e desafios enfrentados pela Apalba nos 15 anos de luta por inclusão social e acessibilidade das pessoas com albinismo.

“É importante tratar das questões de saúde que afetam esta parcela da sociedade como tratamento e prevenção do câncer de pele e da cegueira, assim como, as ações de governo, dentre elas o Programa Estadual de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Albinismo, os Projetos de Lei, em tramitação na Casa, que tratam das políticas para pessoas com albinismo, e a Política Nacional de Proteção dos direitos da Pessoa com Albinismo”, destaca Rosemberg Pinto.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB), no Brasil estima-se que a cada 40 mil nascimentos, uma pessoa nasce com albinismo. Na população afrodescendente, a incidência aumenta para uma pessoa albina a cada 17 mil nascimentos. O Programa Estadual de Atenção Integral às Pessoas com Albinismo tem como principal objetivo garantir assistência integral às pessoas com albinismo.

O Albinismo

O albinismo é um distúrbio congênito que se caracteriza pela ausência total ou parcial da melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, pelos e olhos. A patologia se apresenta através de sinais visíveis desde o nascimento, não sendo necessário teste para o diagnóstico. Todo casal, de qualquer cor, sexo ou idade, desde que seja portador do gene do albinismo, pode ter filhos albinos. As pessoas com albinismo correm o risco de desenvolver câncer de pele e cegueira e por isso devem evitar a exposição solar direta ou indireta, usar óculos escuros com proteção para os raios solares (prescrito por oftalmologista), usar acessórios como chapéus com abas, sombrinhas e roupas de tecido com trama bem fechada, e usar protetor solar constantemente. É importante também fazer visitas periódicas ao oftalmologista e ao dermatologista.

"O poder público e a sociedade não conseguiam nos enxergar e perceber que precisávamos de um cuidado mais especializado, e então foi fundada a Apalba, para dar visibilidade à questão do albinismo e lutar pelos direitos das pessoas com a patologia", conta Joselito Luz, representante da Apalba.

Dentre os convidados representações do Governado do Estado, o deputado federal Jorge Solla (Membro Titular da Comissão de Saúde, Seguridade e Família da Câmara dos Deputados Federais), deputados estaduais, Secretários de Estado, Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Defensoria Pública do Estado da Bahia, autoridades médicas, vereadores, Instituto de Cegos da Bahia, Associação de Cegos da Bahia, entre outras representações da sociedade civil.


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Ascom Deputado Rosemberg Pinto
71 3115-7283

terça-feira, 30 de agosto de 2016


Associação defende na Câmara criação de novo tributo para combustíveis


Em setembro de 2015, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 30/2015, que incluiu o transporte na lista de direitos sociais do cidadão.

por
Agência Brasil
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) defendeu hoje (30), na Câmara dos Deputados, a criação de um novo tributo municipal sobre o valor dos combustíveis. “A ideia é retirar dos ombros do usuário individual que está bancando todo o custo do transporte e dissolver com a sociedade”, disse o presidente da NTU, Otávio Cunha.
Para ele, o transporte público influencia na cadeia produtiva, então não é justo que seu custo recaia apenas sobre a tarifa. Em setembro de 2015, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 30/2015, que incluiu o transporte na lista de direitos sociais do cidadão.
 Isso abriu caminho para a proposição de outras leis para destinação de recursos ao setor de transportes, como ocorre em outras áreas como saúde, educação e moradia.
A associação promoveu hoje um café da manhã para deputados, junto com a Frente Parlamentar do Transporte Público, para apresentar uma pesquisa sobre transporte público e levantar a discussão sobre soluções de financiamento para melhoria da qualidade da infraestrutura e do transporte público e redução do preço das passagens.
Uma das propostas da associação é a criação de um tributo específico sobre os combustíveis, destinado aos municípios. “Quem vai pagar por ele é o usuário do automóvel.
E um efeito de 30% a menos no valor da tarifa é muito maior que a inflação de 5% na gasolina. Você está deixando no bolso da população esse dinheiro”, disse o presidente da associação. “E com um transporte público de qualidade, está dando ao usuário do automóvel a oportunidade de pensar e decidir”.
A ideia do novo tributo, segundo Otávio Cunha, é da Frente Nacional de Prefeitos, que está defendendo a proposta na comissão especial da Câmara que está estudando mudanças na distribuição dos recursos da Cide dos combustíveis; cerca de 70% dos recursos vão para a União.
Para o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), presidente Frente Parlamentar do Transporte Público, os fabricantes de veículos também poderiam contribuir. “Não precisa aumentar os impostos, basta criar os fundos para a transferência de um percentual pequeno e que não vai impactar os segmentos que estão contribuindo. Mas o volume final é muito grande e vai melhorar muito na qualidade do transporte”, disse.
Outra ideia da NTU é o subsídio das gratuidades. “Dezessete por cento das pessoas que usam transporte não pagam passagens. Não estamos discutindo o direito das pessoas, mas a fonte de financiamento dessas gratuidades. Hoje, quem paga a gratuidade é o usuário que paga a passagem cheia, mas é possível fontes extra-tarifárias para bancar o custo e tirar esse peso do preço da passagem”, disse Cunha.
O dirigente da associação citou o Fundo Nacional da Educação e o Fundo Nacional do Idoso como fontes de recursos para subsidiar a gratuidade dos estudantes e dos idosos.

Em reuniões com aliados, Rui se refere a Neto como "Golpinho"


O governador Rui Costa (PT) passou a se referir ao prefeito ACM Neto (DEM), de forma sempre irônica, como "Golpinho"

por
Raul Monteiro
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Divulgação
Nas reuniões que realiza desde o início oficial da campanha com correligionários para avaliar a sucessão municipal, o governador Rui Costa (PT) passou a se referir ao prefeito ACM Neto (DEM), de forma sempre irônica, como “Golpinho”.
Como na primeira vez em que usou a expressão para criticar Neto provocou gargalhadas desabridas no grupo, o termo simplesmente pegou, fazendo com que Rui o utilize toda vez que se refere ao prefeito.
Trata-se de combinação entre o fato de o prefeito formar entre os que apóiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que petistas como Rui chamam de golpe, e a palavra “Grampinho”, que adversários coloram em Neto por causa da criação de uma rede de grampos telefônicos atribuída a seu avô ACM até o momento de sua chegada à Prefeitura, quando se tornou inconteste liderança oposicionista na Bahia.

Aliados da Bahia não acreditam em retorno de Dilma


Embora elogiem a defesa feita ontem no Senado por Dilma Rousseff (PT), aliados da presidente afastada na Bahia se mostram pessimistas sobre um possível retorno da petista

Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Embora elogiem a defesa feita ontem no Senado por Dilma Rousseff (PT), aliados da presidente afastada na Bahia se mostram pessimistas sobre um possível retorno da petista ao comando do país. Para o vereador Gilmar Santiago (PT), que participou de uma manifestação contra o impeachment realizada ontem no Iguatemi, a própria configuração do Senado já evidenciaria uma indisposição “contra a democracia”.
“Temos um Senado composto por uma maioria de homens brancos, ricos, só Paulo Paim que é negro. Tem poucas mulheres também. E quando vamos ver a renda das pessoas que estão lá, tem uma relação grande com o empresariado e o latifúndio”, comentou. “Considerando isso, é muito difícil que a presidenta Dilma reverta o processo, mas não cabe senão a resistência e lutar até o fim. É isso que Dilma está fazendo, mostrando que esse processo não foi pacífico, assim como os escravos não aceitaram pacificamente a escravidão”, completou.
O petista fez questão de reiterar que o processo de impeachment é um golpe contra o “frágil” sistema democrático brasileiro. “Esse momento é diferente dos golpes militares, mas é um golpe branco, parlamentar, que cassa os direitos políticos de alguém que não cometeu crime”, prosseguiu, acrescentando que as eleições municipais manterão uma estreita relação com o cenário nacional, já que alguns partidos que estão no pleito teriam ajudado a “tramar o golpe”.
Presidente municipal do PSB, Waldemar Oliveira concorda com Santiago, e é categórico ao dizer que não tem expectativa na absolvição da presidente. “Dilma dificilmente retornará, os partidos de centro-direita já estão articulados para manter o voto. Não acredito em volta”, reforçou, acusando o PSDB e o DEM de terem articulado a deposição. “É evidente que foi golpe dado contra as instituições. Partidos conservadores, que estavam há muito tempo fora do poder, aproveitaram o momento ruim da economia e urdiram o golpe. Não houve crime, ela não se apropriou de recursos públicos. O que estou dizendo é o que vários juristas e entidades internacionais já disseram”, argumentou.
Aliado do prefeito ACM Neto (DEM), o presidente do PV na Bahia, Ivanilson Gomes, acredita que a ida de Dilma e de outros membros do PT ao Senado confirma o “entendimento” do partido sobre a legitimidade do processo. “Sem dúvida que há esse entendimento, isso veio se mostrando ao longo da semana. Ficou muito claro que impeachment não é golpe, mas um instrumento da Constituição brasileira. Dilma fez um discurso apelando para o emocional, mas não vai mudar a posição dos senadores sobre a situação que vivemos”, defendeu.
“Valerá a lei do mais forte”, diz dirigente
Na avaliação do presidente municipal do PSB, Waldemar Oliveira, o Brasil enfrentará uma era de retrocesso social quando o impeachment da presidente Dilma Rousseff se concretizar, com supressão de direitos humanos e trabalhistas. “Na área social, conquistas serão retiradas dos trabalhadores, direitos garantidos pela CLT.
As convenções coletivas dos patrões terão mais força. Valerá a lei do mais forte. Os trabalhadores só serão contratados se eles aceitarem as condições que serão impostas. E, considerando o nível de desemprego, todos aceitarão”, ponderou. “Haverá também cortes na área de educação, cortes no Fies, no financiamento das universidades públicas, das cotas”, acrescentou.
O presidente estadual do PV, Ivanilson Gomes, discorda, apontando que Michel Temer (PMDB) busca a “unidade nacional para sair da crise”.

Inesperada polêmica a respeito de pensamentos de uma jovem do século XIX



Gregorio Vivanco Lopes
 

Num último artigo(*) publiquei alguns textos da jovem francesa da Lorena, Marie-Edmée Pau (1845-1871), extraídos de seu diário (**) e os fiz acompanhar de brevíssima nota biográfica.
Para minha surpresa, ao lado de manifestações de benevolência de leitoras, recebi também expressões de profundo desagrado. Embora pouco numerosas, estas últimas me fizeram refletir. Por que esse desagrado, com um evidente fundo de irritação?
Não se trata de um agastamento com o meu artigo, pois ele praticamente nada tinha de minha autoria, mas sim azedume provocado pelos pensamentos da jovem lorena, nele transcritos.
Por que então essa animadversão em relação a pensamentos que, a meu ver, provêm de uma alma inocente e tocam o sublime?
A hipótese que me ocorre é que, involuntariamente, o diário de Marie-Edmée põe em evidência uma oposição entre o modelo feminino de jovem católica, pura, combativa por um ideal, que ainda se encontrava no século XIX, com o modelo artificialmente criado pelas feministas ao longo de século XX, e que se espraia pelo atual, de jovem autossuficiente, livre de compromissos morais e religiosos, voltada unicamente para a realização de seus caprichos pessoais. As jovens que ainda hoje admiram o modelo Marie-Edmée, e que podem ser numerosas, elogiaram o artigo. As outras o abominaram.
Será correta minha hipótese? Opine livremente a leitora, o leitor.
Para ajudá-las(los) a formar sua própria opinião a esse respeito, transcrevo abaixo mais alguns pensamentos de Marie-Edmée. E com isso encerro a série.
Fé  viva
“A vida seria realmente um labirinto sem saída, um problema sem solução, se não tivéssemos no Catecismo alguns ensinamentos cuja profundidade apenas há poucos dias eu consegui penetrar: ‘Deus nos criou para conhecê-Lo, amá-Lo, servi-Lo, e por esse meio ganhar a vida eterna’. Esse é verdadeiramente o fim dessa sucessão de anos, de alegrias e de sofrimentos. Oh! por que não temos nós sempre presente essa verdade? Por que tantos desvios numa rota que é importante seguir sem demora?
“Na capela da Visitação, vi num canto a Virgem do Carmo, que estendia seu manto sobre as ordens religiosas. Sua fisionomia pálida e seu gesto místico me levavam à contemplação enquanto eu meditava, no fundo de meu coração, sobre o estranho e terrível mistério desta doçura sem fraqueza, desta força sem excesso, desta energia sem rudeza, deste zelo sem violência.
“Eu me lembro das cerimônias na admirável igreja de Saint-Nicolas de Port. Eu tinha 4 ou 5 anos e não sabia ainda rezar corretamente o meu Rosário, mas exultava de alegria ao chamado dos sinos para a prece da tarde. A poesia de minha infância está lá, escondida sob os pilares dessa catedral. [...] Oh! como tu és bela, minha santa Religião.
Senso psicológico
“Uma grande mansão cinzenta, na praça Mangin, recebia de vez em quando nossa visita [de Marie-Edmée e de seu irmão mais novo, Gérard Pau, futuro general Pau]. Após ter subido os três degraus da escada, tocávamos a campainha e a porta se abria. Depois, sempre silenciosamente, seguíamos o empregado que, após nos ter anunciado, nos deixava na entrada de um grande aposento, no qual reinava uma perpétua penumbra. Meu primo, que eu olhava como um personagem misterioso, velho e curvado no seu robe de chambre, meneando a cabeça e sorrindo com um sorriso que me fazia arrepiar de medo, estava sentado junto à lareira, numa ampla poltrona de doente.
“No lado oposto, sua bela e ainda jovem esposa trabalhava, sentada junto à janela, enquanto sua irmã, a senhorita Amélia, junto a uma mesinha coberta de pequenos trabalhos de mulher, tricotava fazendo meias.
“Nós, Gérard e eu, éramos instalados num canto junto a outra janela, de onde podíamos ver a praça; dois livros de gravuras eram abertos sobre nossos joelhos, e nossa prima mandava trazer bandejas cheias de doces e bombons, com os quais a senhorita Amélia abarrotava nossos bolsos. Sempre amei loucamente as gravuras, mas prestava bem pouca atenção àquelas de minha prima. Para mim, a grande sala formava um quadro muito mais interessante, e eu observava. Examinava as pinturas insertas em grandes molduras, que guarneciam as paredes, e os personagens das enormes tapeçarias que se misturavam às pessoas vivas.
“Eis, sem dúvida, o que comunicava aos componentes desse trio as cores misteriosas das quais eles sempre se revestiram aos meus olhos. [...] Tudo isso se instalara em minha imaginação como um sonho no qual adquiriam vida duas ou três gerações, misturando-se aos vivos. Tanto é assim que minha prima tão bela e desafortunada, meu primo quase decrépito, a senhorita Amélia com suas histórias russas, impressionavam-me tão a fundo como se fossem verdadeiros fantasmas.”
Pensamentos vários
“Minha divisa: ‘Quem sabe morrer não pode ser vencido’”.
[Sobre seus contemporâneos:] “Aos pés da Cruz eu os acho tão culpados, tão absurdos, que compreendo o furor de Moisés e o chicote do qual Jesus, doce e humilde, se serviu para expulsar os vendilhões do templo.
“A flor-de-lis é para mim o radioso símbolo da inocência e da liberdade moral; emblema da pureza, dessa virtude sublime que nos liberta da vergonhosa escravidão à matéria.”
[Dia 21 de janeiro, aniversário da morte do Rei Luís XVI, guilhotinado pelos revolucionários de 1789, e do martírio de Santa Inês:] “Aniversário de uma grande vergonha francesa, de um duplo martírio: o de um rei bom, santo e nobre, guilhotinado por seus súditos, e o de uma bela jovem romana, nobre, pura como uma estrela, e como ela resplandecente: Santa Inês.”
[Sobre a perseguição aos católicos poloneses e ao Papa Pio IX, em seu século:] “Há almas que, apesar de boas e acessíveis ao bem, não fazem eco aos nobres infortúnios e às grandes dores. Tudo quanto se passa fora do lugarzinho onde moram, do círculo de seus íntimos, dos conhecidos de sua família, e mesmo por vezes fora de sua pessoa, é para elas como não acontecido, não existe. A essas almas, o que lhes importam a Polônia, o Papa e o restante dessa grande falange de heróis e de mártires contemporâneos, que combatem por sua fé, por uma ideia ou pela pátria?”
[Falando dos que se calavam diante da perseguição aos católicos da Polônia:] “Nem por isso eu creio menos na justiça e no direito dessa causa, porque eu sei que foi em nome da lei de Moisés que Jesus foi condenado, eu sei que os onze se escondiam em Jerusalém e que Pedro renegava seu Mestre, eu sei que o último brado de Joana d’Arc no tribunal que a condenou foi dirigido ao infame bispo de Beauvais. Ah! quantas coisas eu tenho no coração a esse respeito...”
Alma sofredora e combativa
“Se fosse necessário que eu permanecesse sempre tão tranquilamente feliz como neste momento, eu acabaria por definhar e morrer de tristeza; minha vontade amoleceria como a corda molhada de um arco; no repouso minha alma perderia o vigor. Eu me sinto melhor sofrendo e lutando. [...] Não trocaria meu futuro pelo de alguma outra moça rica, que se casa com alguém para tornar-se alguma coisa: uma senhora cuja vida se passa a conversar futilidades e a vestir-se.”
[Ao saber que iria iniciar-se uma guerra entre a França e a Prússia (1970):] “Nós [franceses] temos largamente merecido essa punição que começa. Mais do que os outros crimes, a covardia não se lava a não ser no sangue. Ó Polônia, teu abandono [pela França] clama por vingança. [...] Creio que a dor, para a sociedade como para o indivíduo, é destinada a reerguer a natureza humana, purificando-a, mas com a condição de ser compreendida. [...] Se a guerra é vista apenas como uma decapitação de porcos, nós recuaremos alguns passos e prepararemos nossa cama para ir novamente dormir. Antes morrer do que presenciar tal coisa!”
[Previsão de castigos e regeneração da humanidade, antes das aparições de Fátima:] “Em nosso tempo, nas aspirações inquietas dos espíritos, na dúvida e na obscuridade que nos cercam do lado do futuro, em certos brados de aflição que escapam aos Noés de nossa época, eu creio com muitos outros numa revelação mais terrível que a do Sinai, mais fecunda do que aquela feita a Pedro no dia de Pentecostes, creio num cataclismo semelhante ao que pôs fim ao Império Romano e na regeneração que fundou a Idade Média. E clamo do fundo do coração: ‘Senhor, santos! dai-nos santos!’”.
_________________________________
(*) Aos interessados em ler o artigo anterior, ver:
http://ipco.org.br/ipco/oh-civilizacao-crista/#.V7qFCY-cHDc
(**) Marie Edmée Pau, Le Journal de Marie-Edmée, Plon, Paris, 1876.

                      Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

  
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

Livro denuncia montagem “verde” contra agricultores e pecuaristas


 


Luis Dufaur (*)
 

Richard Jakubaszko

“Questões ambientais não são de causa antropogênica, ou seja, não foram causadas pela ação humana”: é o que concluiu o jornalista Richard Jakubaszko após longos anos de estudo e análise. Ele expôs suas conclusões num substancioso livro: “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”.
Nele explica que “depois de mais de 8 anos estudando a fundo quase todas as ‘acusações’ e ‘ameaças’ dos ambientalistas, acabei por me deparar diversas vezes com a aversão humana ao debate de ideias, manifestada por contestações”.
“Os grupos ambientalistas exercem patrulhamento e pressão impensáveis, dignas dos tempos de difícil convívio humano”, escreve Jakubaszko. A “Inquisição verde” está ativa. Os cientistas honestos e objetivos são suas vítimas previamente apontadas, julgadas e condenadas sem direito de defesa.
Nesse ambiente, a ciência é manipulada e desvirtuada com intuitos ideológicos pela utopia marxista e por seus postuladores habilmente infiltrados em órgãos públicos e internacionais, além de ONGs militantes e na grande mídia.
O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko

E Jakubaszko testemunha: “uma das principais acusações que provocaram contrariedades em minha ótica de perceber e avaliar a questão ambiental está no comportamento das ONGs e de alguns de meus colegas jornalistas que, de forma insistente e até mesmo radical, continuam culpando produtores rurais como os principais criminosos ambientais do planeta. (...)
“Mas além dessa falsa acusação contra agricultores e pecuaristas somam-se outras, como a prática de trabalho escravo, trabalho infantil, contaminação do solo, dos rios e dos alimentos por uso de agrotóxicos e fertilizantes, além da derrubada de árvores”.
É a velha pregação da luta de classes contra os patrões feita outrora pela “vanguarda do proletariado” e hoje por certas ONGs militantes que se arrogam a representação dos estratos inferiores da organização material para condenar os superiores.
          ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM
 
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

Após morte de criança em MT, Anvisa suspende lote de achocolatado


A decisão da Anvisa foi publicada no Diário Oficial desta segunda e diz respeito ao lote "21:18" da bebida, fabricado pela Itambé Alimentos S/A

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira, 29, em todo o Brasil, um lote do achocolatado da marca Itambé, após a morte de uma criança em Cuiabá (MT), na última quinta-feira, 25. A Polícia Civil de Mato Grosso investiga se a morte do menino de dois anos está relacionada à ingestão do produto.
A decisão da Anvisa foi publicada no Diário Oficial desta segunda e diz respeito ao lote "21:18" da bebida, fabricado pela Itambé Alimentos S/A e que tem validade até 21 de novembro de 2016. A resolução, que vigora por 90 dias, atende ao pedido da Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Estado de Mato Grosso.
De acordo com informações da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá, a família do menino informou que recebeu o achocolatado de um vizinho. Até a noite desta segunda, o homem ainda não havia sido encontrado pela polícia para prestar depoimento.
Em depoimento, a mãe informou que, no dia da morte, a criança estava resfriada, soltando coriza pelo nariz, mas sem febre. Ela disse ainda à polícia que o menino pediu algo para comer e, então, deu uma caixinha do achocolatado.
Minutos após ingerir o líquido, o menino teria apresentado falta de ar, ficando com o corpo mole e com princípio de desmaio. Levada ao hospital em Cuiabá, a criança não resistiu. Ainda segundo a polícia mato-grossense, a mãe e o tio do menino teriam provado da bebida e também passaram mal, sentindo tonturas e náuseas. De acordo com a polícia, a família da criança já foi ouvida e agora espera pelos resultados do laudo sobre a causa da morte.
Resposta da empresa
Em nota, a Itambé informou que já realizou análises laboratoriais internas do lote de produção mencionado na notificação, não identificando qualquer problema em sua composição. Outras análises estão sendo feitas em laboratórios externos e no Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
De acordo com a empresa, não houve qualquer notificação de outros casos similares relativos ao achocolatado. A nota termina dizendo que o produto "está no mercado há mais de uma década, e nunca apresentou qualquer problema correlato. A empresa reitera seu compromisso com a qualidade de seus produtos e continua trabalhando com os órgãos oficiais para que os fatos sejam esclarecidos o mais rapidamente possível."

Gisele Bündchen fatura mais de 98 mi de reais e é a modelo mais bem paga de 2016


Segundo a publicação americana, só em 2016, a top gaúcha faturou US$ 30,5 milhões de dólares

por
Estadão Conteúdo
Publicada em  TRIBUNA DA BAHIA
Como nos últimos 14 anos, Gisele Bündchen encabeça a lista de modelos mais bem pagas do mundo feita anualmente pela revista Forbes.
Segundo a publicação americana, só em 2016, a top gaúcha faturou US$ 30,5 milhões de dólares, aproximadamente R$ 98 milhões, fruto de seus contratos com empresas como Chanel, Carolina Herrera, Pantene, Arezzo, Sky e Colcci. Isso, sem contar sua marca própria de lingeries, a Gisele Bündchen Intimates.
Além da übermodel, integram a lista as brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrósio (em segundo e décimo quarto lugar, respectivamente), as angels da Victoria's Secret Rose Huntington-Whiteley, Candice Swanepoel e Doutzen Kroes, e as rainhas do Instagram Kendall Jenner, Gigi Hadid e Cara Delevingne.

Aécio diz que oposição não é responsável pelo crime cometido


"A presidente da República acusa a oposição como fator desestabilizador do seu governo", afirmou

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
A fala do senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu as críticas dos senadores oposicionistas e da presidente Dilma Rousseff ontem. Ele ressaltou que a oposição não é responsável pelo crime cometido. "A presidente da República acusa a oposição como fator desestabilizador do seu governo", afirmou.
Em referência ao governo do presidente em exercício, Michel Temer, Aécio afirmou que o Brasil precisa de um conjunto de reformas estruturantes que demandarão coragem, ousadia e determinação do próximo governo. "Estaremos ao seu lado para construir um tempo de esperança e confiança. O que vai ficar de tudo isso é um país com esperança e que volta a acreditar no seu futuro", garantiu Aécio.
O senador citou indicadores econômicos para falar que a maior consequência das ações da presidente afastada é a crise econômica. "Existe uma consequência muito mais perversa e danosa, a consequência desses atos ilegais é a perda de credibilidade do País", disse.
O senador que concorreu junto com Dilma à presidência nas últimas eleições ressaltou ainda que o papel dos senadores num dia como hoje é serem juízes dessa causa. "Nada superará a verdade, nada falará mais alto que os autos que estamos julgando", disse.
Ao falar dos crimes pelos quais a presidente está sendo julgada, Aécio disse que a Constituição precisa ser alterada, pois não permite que um governante seja acusado por crimes em mandatos anteriores. Ao final de seu discurso, o senador afirmou que foram os "brasileiros que, nas ruas, disseram que esse governo não tinha mais credibilidade para governar".
No início do seu discurso, o senador elogiou a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. O presidente assistiu aos elogios atentamente. "Me sinto honrado em poder ter participado dessa sessão sob a presidência de vossa excelência", afirmou.

Que amanhã seja a última exibição da imoralidade petista


Analisando os últimos acontecimentos no Senado, vilipendiado pela escória petista, editorial do Estadão - título: "Os imorais" - afirma, com justiça, que os documentaristas a soldo do lulopetismo tentarão converter o julgamento num dramalhão épico. Ótimo, ficará na história "a vocação dos petistas para fraudar a realidade":


O julgamento da presidente Dilma Rousseff já não tem a menor importância, em si, para os petistas que a defendem no Senado. Por se tratar de um processo essencialmente político, as favas já estão para lá de contadas. Portanto, os senadores do PT estão ali com o único objetivo de encenar a “paixão de Dilma”: diante das câmeras de documentaristas simpáticos à causa lulopetista, encarregados de registrar os estertores de Dilma na Presidência, esses histriões querem converter o julgamento em um dramalhão épico, numa tentativa de ditar a história deste triste período.

Pode-se imaginar que o roteiro cinematográfico do “martírio” de Dilma preveja como clímax a presença da presidente no Senado para se defender, amanhã. Consta que a petista trará uma comitiva de três dezenas de pessoas, entre as quais vários correligionários que foram seus ministros, que certamente se comportarão, diante das câmeras, como devotados apóstolos. E há ainda uma chance de ver Lula da Silva, a prima-dona da companhia, que planeja aparecer no Senado para testemunhar o calvário de sua criatura. Como Lula jamais será coadjuvante, em especial quando contracena com a inexpressiva Dilma, pode-se deduzir que sua intenção seja roubar a cena – é ele, afinal, quem julga ter um legado e uma história a defender, ao passo que Dilma, todos sabem, é apenas um pedaço de sua costela.

Todos esses atores, portanto, estão a desempenhar o papel que não lhes cabe: o de vítimas. Como Lula e grande elenco jamais admitiram responsabilidade pelos grosseiros erros dos governos petistas, muito menos pela corrupção sistêmica que carcomeu o Congresso e a administração pública nos últimos dez anos, qualquer acusação de roubalheira ou de irresponsabilidade só pode ser interpretada como campanha anti-PT.

Se o documentário sobre o impeachment de Dilma fizer uso da técnica do flashback, poderá lembrar que, quando estourou o escândalo do mensalão, Lula tratou de negar tudo. Confrontado com evidências acachapantes do esquema de corrupção, Lula chegou a pedir desculpas ao País – para salvar a pele, como sempre, o chefão petista não titubeou em jogar vários de seus homens ao mar. Mais tarde, porém, diante do crescente desgaste de seu partido, Lula tratou de mudar o discurso mais uma vez, dizendo que o PT não era mais corrupto do que os outros partidos e que seus principais dirigentes estavam sendo alvo de processos graças a uma perseguição deliberada contra os petistas em geral. Tudo isso para salvar a pele dos corruptos de outros partidos e aniquilar o “governo popular” do PT.

É com esse script, reescrito para as circunstâncias, mas muito bem ensaiado, que os senadores petistas pretendem constranger o Congresso perante as câmeras. “Qual é a moral deste Senado para julgar a presidenta da República?”, perguntou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), conspurcando a Casa para a qual ela mesma foi eleita. O evidente desrespeito à democracia não passou despercebido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que, na condição de presidente da sessão, admoestou a senadora quando ela insistiu, numa segunda ocasião, em colocar todos os senadores no mesmo saco da imoralidade petista. “Não vou admitir esse tipo de frase num julgamento como esse. Não volte a mencionar essa expressão”, disse Lewandowski. Mas Gleisi, que afinal não estava preocupada com nenhum julgamento, e sim com a construção da “narrativa” para a história, disse que “esta Casa conspirou contra a presidenta Dilma”.

Eis então que representantes do partido que protagonizou o mensalão e o petrolão, que tem três tesoureiros enrolados na Justiça, que teve vários de seus principais dirigentes processados e presos e cujo grande líder, Lula, acaba de ser indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica julgam-se à vontade para questionar a moral dos demais parlamentares.

Tudo tem um propósito claro: se todos são imorais, então ninguém é – e se apenas os petistas são condenados, então isso só pode ser “golpe”. É muito bom que tudo isso esteja sendo registrado em filme – que servirá como precioso documento da incansável vocação dos petistas para fraudar a realidade.
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Depois da orgia petista, o bom senso econômico.


Rolf Kuntz escreve sobre as mudanças depois do  impeachment de Dilma, a desastrada e irresponsável "presidenta" dos idiotas que assim a denominam (ancorados na linguística vagabunda do Grotão):


Marco político, a conclusão do impeachment poderá ser também um ponto de inflexão para a economia brasileira. Afastada a presidente Dilma Rousseff, o novo governo terá melhores condições para apontar um rumo de recuperação e estimular a produção e o investimento. Mantida a presidente, empresários ficarão à espera de uma possível metamorfose, de um quase milagre de conversão, antes de se dispor a investir em máquinas, equipamentos e construções.

Com ou sem conclusão do julgamento, no dia 31 de agosto os brasileiros poderão conhecer o primeiro balanço oficial do primeiro semestre. Saberão quanto encolheu o produto interno bruto (PIB) na primeira metade do ano, se os negócios bateram no fundo do poço e se os sinais positivos observados até agora, um tanto vagos, foram prenúncio de uma virada.

O último bom sinal foi divulgado na sexta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): o investimento produtivo aumentou 0,38% do primeiro trimestre para o segundo. A variação foi puxada principalmente pela produção de bens de capital (máquinas e equipamentos), acompanhada de um aumento da importação em junho. Apesar da melhora, o indicador ainda ficou 9,2% abaixo do nível do segundo trimestre do ano passado. Nos primeiros três meses, a mesma comparação havia indicado uma retração de 17,5%.

Seria exagero falar de uma retomada. Em julho as fábricas ainda produziram utilizando, em média, somente 65% da capacidade instalada, de acordo com a última sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 2011, no começo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, a ocupação atingiu 75% do potencial, em alguns momentos. Os níveis caíram quase continuamente nos anos seguintes.

Tanto pela ociosidade quanto pela insegurança, a disposição de investir continuou muito baixa em agosto, de acordo com a mesma sondagem. Apesar de algum aumento, o indicador de intenção ficou em 42 pontos, bem abaixo, portanto, da linha de 50 pontos, divisória das opiniões e expectativas pessimistas e otimistas.

Confiança será essencial para o setor privado voltar a investir. Antes disso poderá haver algum aumento de produção, até porque o excesso de estoques foi eliminado, ou muito reduzido, nos últimos três meses. Contratações de pessoal só deverão ocorrer mais tarde, como observa, em geral, nos primeiros tempos depois de uma recessão.

Mas a confiança dependerá, em primeiro lugar, de fatores políticos. A mudança de governo poderá ajudar, mas será insuficiente. O presidente Michel Temer precisará demonstrar, juntamente com seus ministros, um compromisso muito claro com a correção dos enormes desajustes da economia brasileira. Além disso, propósitos bem definidos e consequentes serão necessários para atrair capitais privados para os projetos de infraestrutura. Esses projetos poderão proporcionar o impulso mais forte, nos primeiros tempos, à normalização da atividade empresarial e às decisões estratégicas de maior alcance.

A economia deverá crescer 1,6% no próximo ano, segundo as novas projeções anunciadas pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Isso deverá resultar em maior arrecadação de impostos e contribuições.

Mas a proposta orçamentária para 2017 incluirá também, como já foi antecipado, receitas obtidas na outorga de concessões. Serão receitas extraordinárias e nenhum governo sensato basearia um ajuste fiscal duradouro nesse tipo de arrecadação. Será um dinheiro bem-vindo numa fase de muita dificuldade, mas os leilões de infraestrutura deverão, acima de tudo, marcar um retorno ao bom senso e ao realismo, abandonados durante anos.

Nessas concessões, como em todos os demais componentes da política econômica, o governo deverá renegar claramente o pensamento mágico predominante na fase petista. Esse pensamento, ainda exercitado por muitos defensores da presidente Dilma Rousseff e de seus companheiros, inclui, entre outros, os seguintes pressupostos: riqueza cai do céu, basta gastar para produzir resultados e, além disso, rótulos bonitos valem tanto quanto planos, programas e projetos bem elaborados e bem executados. Governar como se essas premissas fossem verdadeiras levou ao fracasso a administração da presidente Dilma Rousseff - e teria levado mesmo sem a maquiagem das contas fiscais e as pedaladas financeiras.

Se alguém estranhar ou achar excessiva a referência a esses pressupostos, pense por alguns momentos em alguns componentes muito importantes do debate político brasileiro. Nesse debate, dá-se mais importância ao volume do chamado gasto social do que aos seus efeitos, mensuráveis nos testes educacionais, na qualidade da mão de obra e na eficiência das políticas de saúde.

Além disso, no pensamento mágico recursos fiscais são ilimitados e qualquer esforço de controle do gasto é manifestação de preconceito neoliberal. Esse pensamento leva também à rejeição de juros altos, como se fosse possível uma política monetária independente da inflação, ou como se o Tesouro pudesse fixar livremente o custo de rolagem de sua dívida.

Disfarçado por belas intenções, o pensamento mágico tem sido uma importante marca do populismo, do discurso de muitos empresários, da fala de políticos ditos de esquerda e de escritos econômicos classificados como progressistas.

Já se escutam arengas desse tipo contra as primeiras tentativas de correção do desarranjo fiscal, como se fosse possível manter por tempo indeterminado um déficit público nominal - com inclusão dos juros, portanto - próximo de 10% do PIB. Isso é mais que o triplo da média observada na União Europeia. Mas detalhes como esse devem ser pouco importantes, quando intelectuais e políticos ligam a Lava Jato e o processo de impeachment a uma conspiração para entregar o pré-sal aos gringos.
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Lula em Brasília para tentar segurar o poste: outro tiro no pé.


Dilma, Lula e Haddad: fim de festa.
O tiranete vai participar de um jantar com a assombração do Alvorada, Dilma Rousseff, acompanhado do stalinista Rui Falcão, que preside o partido totalitário. Não há o que salve o pobre diabo em que se transformou a presidente afastada, que demonstra cada vez mais não ter o mínimo senso de realidade. Quanto à Lula, há cela em sua espera:


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao Palácio da Alvorada no final da tarde deste domingo a fim de se reunir com a presidente afastada, Dilma Rousseff, na véspera do depoimento da petista no Senado no julgamento do processo de impeachment. Lula também foi arrolado na lista de acompanhantes de Dilma no Senado.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Lula vai participar de um jantar com Dilma e com o presidente do PT, Rui Falcão, os líderes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), João Pedro Stédile, e os ex-ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Katia Abreu (Agricultura) e Nelson Barbosa (Fazenda).

O depoimento de Dilma está marcado para começar às 9 horas. Ela terá 30 minutos para fazer uma exposição inicial, tempo que pode ser prorrogado. Em seguida, os senadores terão cinco minutos para fazer suas perguntas. A presidente não tem um tempo delimitado para as respostas.

Senadores da base aliada do governo do presidente em exercício, Michel Temer, se reuniram na manhã deste domingo para discutir como vão abordar a presidente afastada e a ordem de quem vai fazer as perguntas. Eles escalaram nomes de mais representatividade para serem os primeiros.

Até agora, 47 dos 81 senadores estão inscritos para fazer perguntas durante o depoimento da petista. A primeira será feita pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma. Do lado favorável ao impeachment, falará primeiro a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Segundo Aécio Neves, as perguntas se delimitarão aos assuntos técnicos dos motivos do impeachment, como a edição de decretos suplementares e as chamadas pedalada fiscais, que são atrasos no repasse a bancos públicos. Ele disse que quem dará o tom será a presidente.

“Vamos tratar a presidente afastada com todo respeito que ela merece como pessoa e como presidente, mas não vamos aceitar provocações. Se existirem, serão respondidas à altura”, disse o senador José Agripino (DEM-RN). (Veja.c0m). 
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A visão delirante de Dilma


Repito o que disse no Twitter: Dilma não é apenas caso de impeachment, mas de internação em instituição psiquiátrica. Sua visão é simplesmente delirante, conforme editorial do jornal O Globo publicado agora à tarde:


O pronunciamento de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff serve para resumir a visão parcial que têm ela e companheiros do processo de deterioração da economia e do quadro social do país, de que são responsáveis.
Na visão de Dilma, a crise surge do nada em 2015, com a consequente queda da arrecadação. Na sua versão dos fatos não existe o estelionato eleitoral praticado por ela e aliados, na campanha de 2014, jogando para debaixo do tapete a gravidade da situação fiscal e mantendo a inflação artificialmente baixa, por meio do condenável represamento de tarifas.

Como esperado, Dilma recusa a acusação de que atropelou o Congresso na edição de decretos de gastos,sem a aprovação do Legislativo, e argumenta, como fez sua defesa durante todo o processo, que seu governo cumpriu a meta estabelecida para 2015. Esquece-se, como sua defesa, que a meta teve de ser alterada no final do ano. Ou seja, alterou-se o tamanho do gol para a bola entrar, depois do jogo iniciado e prestes a acabar.

Dilma também não consegue se defender da acusação das “pedaladas”, o artifício de transferir rombos do Tesouro para bancos oficiais, ao não ressarci-los pelos subsídios distribuídos, uma operação mascarada de crédito à União, vetada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Um ato, bem como os créditos abertos sem aprovação do Congresso, considerado crime de responsabilidade, punido por impeachment.

A presidente afastada desafia a prudência ao misturar momentos históricos muito diversos, ao se comparar a Getúlio Vargas, a Juscelino Kubitschek e a João Goulart. Mas vale tudo para insistir na farsa do “golpe”. Também é insensata a tentativa da presidente afastada em comparar o julgamento pelo qual passou na Justiça Militar, na ditadura, com o atual, tramitando dentro de todas as normas estabelecidas em leis e na Constituição.
Dilma sequer enrubesceu ao insistir na farsa, mesmo na presença do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

O pronunciamento da presidente afastada visa também a reforçar uma “narrativa” pela qual, aprovado, o impeachment terá sido uma conspiração das “elites” feita sob o “silêncio cúmplice da mídia”. Trata-se de um delírio conveniente, para encobrir o desrespeito, comprovado de forma sólida, da Constituição e da Lei de Responsabilidade.

Ora, tudo transcorre dentro do estado democrático de direito, substituindo-se, pelo Congresso, e garantido todo o direito de defesa, uma presidente que cometeu crimes de responsabilidade pelo seu vice, eleito em chapa única pelos mesmo 54 milhões de votos. Simples assim.
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Aos fatos: Dilma roubou. Dilma é corrupta.


Artigo de João Cesar de Melo, publicado no Instituto Liberal, vai na jugular de Dilma:


O processo do impeachment, como sabemos, é motivado pela fraude fiscal que Dilma cometeu. Seu afastamento é uma punição descrita na constituição. Todo o rito do processo, que tramita há quase nove meses no congresso, foi avalizado pelo STF. Ou seja: A fraude, por si mesmo, é razão mais do que suficiente para enxotarmos Dilma da presidência, já que a maquiagem fiscal foi feita com o único objetivo de esconder a real situação da economia.

Dilma mentiu para se reeleger. Fraudando as contas públicas, gerou o maior período de recessão de nossa história, com efeitos terrivelmente reais na vida dos trabalhadores mais pobres, que perderam o emprego e o poder de compra. Mas parece que esse argumento é pouco.

Petistas de diversos partidos acreditam que isso não basta para tirá-la do poder, afinal, ela é uma comunista eleita democraticamente. Dizem que Dilma é honesta. Que Dilma não roubou. Que Dilma não participou dos esquemas de corrupção.

Aos fatos:

Em depoimentos à justiça, Delcídio do Amaral, petista que era o líder do governo no senado, afirmou que as campanhas de Dilma em 2010 e 2014 receberam R$ 45 milhões desviados das obras da usina de Belo Monte.

Delcídio foi preso por tentar comprar o silêncio de Nestor Serveró, ex-diretor da Petrobrás que, por sua vez, afirmou que Dilma sabia que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, por um valor muitas vezes superior ao que realmente valia, era nada mais do que uma forma de favorecer determinadas empresas em troca de propina para o PT e para as campanhas eleitorais da petista.

Nestor Cerveró também afirma que algumas despesas pessoais de Dilma foram bancadas com dinheiro de propina.

Delcídio afirma que cumpriu ordens da presidente de república ao tentar comprar o silêncio de Serveró.

O mesmo Delcídio entrega a Polícia Federal gravações telefônicas nas quais o petista Aloysio Mercadante, um dos ministros mais próximos de Dilma, tenta suborná-lo para que ele não assinasse uma delação premiada. Nas gravações, Mercadante diz que o acordo entre eles seria amparado por Dilma, que atuaria junto ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e ao presidente do Senado, Renan Calheiros, para que ele fosse favorecido nas decisões sobre seu processo referente a operação Lava Jato.

O assessor de Delcídio, Diogo Ferreira, afirmou em depoimento que Dilma nomeou Marcelo Navarro como ministro do STJ com a missão de interferir na operação Lava Jato e mandar soltar o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

No dia 07 de maio, a revista IstoÉ publica trechos da proposta de delação premiada de Marcelo Odebrecht, na qual o executivo afirma que foi pressionado pelo então presidente do BNDES Luciano Coutinho e o pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega a doar dinheiro para a campanha de Dilma de 2014.

Marcelo Odebrecht confirma que a nomeação de Navarro foi uma tentativa de livrá-lo da cadeia.

Os marqueteiros João Santana e sua esposa-sócia Mônica Moura confirmam, em diversos depoimentos, todas as afirmações de Delcídio sobre as campanhas de Dilma terem sido financiadas com dinheiro de propina. Santana vai além e diz que tratava dos pagamentos com a própria presidente da república, que tinha pleno conhecimento da origem do dinheiro.

Segundo matéria publicada em 30 de junho pela revista Veja, na delação premiada de João Santana também consta informações de que Dilma pressionava o diretor-presidente da Caixa Econômica a pedir dinheiro às agências de propaganda em retribuição aos contratos firmados com o banco estatal.

Santana e Moura eram as pessoas mais próximas à Dilma. Eram amigos. Tinham credenciais permanentes para entrada irrestrita nos palácios da Alvorada e do Planalto.

No dia 05 de agosto, o TSE revela que 1/3 dos gastos da campanha de 2014 de Dilma foram com 43 empresas de fachada, criadas especialmente para lavar dinheiro de propina. Ao todo, foram R$ 133 milhões pagos a empresas que sequer tinham funcionários.

Na proposta de delação premiada de Leo Pinheiro, vazada pela revista Veja, consta que sua empresa, a OAS, também pagou propina para a campanha de Dilma por meio de contratos fictícios.

Outro executivo, Otávio Marques de Azevedo, da construtora Andrade Gutierrez, também afirma ter pago propina à campanha de 2014 de Dilma em função dos contratos firmados para as obras da usina Belo Monte, para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e também para a Usina Nuclear Angra 3.

Otávio Marques Azevedo revelou também que, sob o conhecimento de Dilma, a Petrobrás aprovou gastos de R$ 26 bilhões em diversos projetos mesmo sabendo que não teria retorno. Os projetos eram concebidos apenas para justificar pagamentos de propina.

Praticamente todas as pessoas que trabalharam diretamente com Dilma estão implicadas de alguma forma pela operação Lava Jato; e todas elas dependiam hierarquicamente da aprovação de Dilma para viabilizar os esquemas.

Uma característica de toda organização criminosa é que o chefe não suja as mãos. Ele apenas manda seus capangas coagir, extorquir, sequestrar, torturar e matar as pessoas, o que não significa que ele não praticou esses crimes. Os líderes de todas as ditaduras da história e que deram liberdade para seus subordinados torturar e matar pessoas também são tão torturadores e assassinos quanto seus subordinados – talvez mais.

Um chefão da máfia ou um ditador viabiliza diversos tipos de crime com um objetivo: Manter sua boa vida, seus luxos, seu poder sobre os demais. Foi o que Dilma fez. Dilma roubou. Dilma é corrupta. Dilma organizou ou no mínimo deixou as “coisas” acontecerem porque ela seria diretamente beneficiada com um salário de R$ 34 mil, dezenas de serviçais, viagens em avião executivo, hospedagens em hotéis caríssimos, a vida de luxo num palácio e o prazer de olhar para baixo e ver todos submissos a ela.

Dilma deixou que suas campanhas fossem financiadas com dinheiro de corrupção porque ela queria ter a vida que teve. Queria mais 4 anos de nobreza. Dilma roubou. Cada centavo de seu salário é sujo. Cada uma de suas noites no Palácio da Alvorada foi financiada com dinheiro roubado. Dilma é tão suja quanto Eduardo Cunha.

É hora da sociedade perder o pudor chamá-la do que ela é: CORRUPTA!
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No último discurso, apenas ficção e pieguice.


Editorial do Estadão faz um bom resumo do último discurso da presidente que até amanhã deverá sofrer impeachment. Foi um desfecho melancólico para quem levou o país ao buraco. A história é impiedosa, Dilma: você só será lembrada pela desgraça que produziu:


Num discurso de 50 minutos feito ontem perante o Senado Federal, com o qual pretendeu se defender das acusações pelas quais será julgada nas próximas horas pelos senadores, a presidente afastada Dilma Rousseff produziu uma peça de ficção entremeada por lances de pieguice explícita. Foi um fecho melancólico do itinerário político de uma chefe de governo que, simplesmente, fez tudo errado e levou o País para o buraco. Tudo consequência do autoritarismo e da soberba de um projeto de poder irresponsavelmente populista, agravado pela incompetência gerencial e pela inapetência para o jogo político reveladas pela criatura imposta por Lula para revezar com ele a cadeira presidencial.

O argumento central da defesa de Dilma, repetido à saciedade ao longo de todo o processo do impeachment que chega agora a seu desfecho, é que, alimentados pelo ódio e pela intolerância, seus adversários, ao verem “contrariados e feridos nas urnas os interesses da elite econômica e política”, assacam contra ela acusações infundadas. E protestou: “As provas produzidas deixam claro e inconteste que as acusações contra mim dirigidas são meros pretextos, embasados por uma frágil retórica jurídica”. Dilma tem todo o direito de pensar o que quiser sobre o julgamento no qual é ré, mas não é a ela, e sim aos juízes, constitucionalmente investidos de autoridade jurídica e política para tanto, que caberá decidir se ela é ou não culpada. Essa é uma responsabilidade atribuída ao Congresso Nacional. E até agora, seja no âmbito da competência dos deputados, seja na dos senadores, Dilma perdeu sempre.

A presidente afastada sabe que perderá até o amargo fim e, portanto, nada mais lhe resta senão apelar para o ilusionismo retórico e as lágrimas de crocodilo em desesperada tentativa de reverter os votos de senadores que imagina que ainda possam ser persuadidos a absolvê-la e de convencer a opinião pública de que merece um lugar de destaque e honra na história que se escreverá. Foi certamente com essa intenção que Dilma reiterou com insistência, ao longo de sua fala, dois pontos: as “marcas da tortura” de que foi vítima quando pegou em armas para combater a ditadura militar e o fato de que “não há crime” nos crimes que lhe são imputados pela acusação.

Dilma classificou sua reeleição como “rude golpe a setores da elite conservadora brasileira”. Na verdade, foi um tremendo golpe para todos os brasileiros. É que, durante a campanha presidencial, ela fez tudo para dissimular a grave situação das contas públicas e a forte retração da atividade econômica, atribuindo aos adversários a intenção de praticar todas as “maldades” que ela própria, tão logo reeleita, tentou em vão implantar para aliviar a crise.

Dos argumentos de que a presidente afastada lançou mão em sua arenga, o mais ridículo é o de que, primeiro “é uma desproporção” mover um processo de impeachment por crimes como os que constam da acusação – ou seja, de pequena monta. Dilma protestou contra a tentativa de “criminalizar” o Plano Safra, quando em momento algum a acusação emitiu juízo de valor sobre aquele plano de subsídio à agricultura, limitando-se a denunciar que a forma de efetivação do financiamento violou a lei, pois o governo – controlador de bancos públicos – fez operações de crédito com essas instituições, numa prática vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Dilma ainda teve de fazer malabarismos para não entrar em choque com o PT, que acaba de rejeitar sua ideia de, caso seja reconduzida à Presidência, convocar um plebiscito para decidir sobre a antecipação das eleições presidenciais: “Chego à última etapa desse processo comprometida com a realização de uma demanda da maioria dos brasileiros: convocá-los a decidir, nas urnas, sobre o futuro de nosso país. Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia”.

Como era inevitável, Dilma protestou também contra o fato de estar sendo julgada pelo “conjunto da obra”. De fato, a profunda crise em que ela afundou o País agrava sua situação. Mas o julgamento em curso é, por definição, também político. E dessa perspectiva é impossível ignorar o “conjunto da obra”.
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