MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 1 de janeiro de 2022

A VAIDADE DE BOLSONARO EMPURRA A NAÇÃO NO ABISMO DO PT

 


Escrevo-vos como um simples eleitor que com certeza será forçado a votar e votará em Jair Bolsonaro para presidente,em outubro de 2022,se ele prosseguir como candidato,concorrendo com ex-Presidente  e ex-presidiário Lula da Silva,dentre outros candidatos.

Porém, infelizmente,  não tenho qualquer perspectiva eleitoral que o meu candidato possa vencer  essa eleição,pois meu voto não seria suficiente para mudar essa situação.                          

Vencerá Lula,por larga margem,mais por rejeição a Bolsonaro, do que por qualquer outro motivo,tanto quanto o mesmo já aconteceu nas eleições anteriores de 2018,onde “mais” o PT perdeu do que Bolsonaro ganhou,tendo acontecido uma rejeição ao contrário  da que está por vir.

Essa praticamente  certa vitória de Lula em 22 demonstraria inequivocamente como os eleitores têm memória curta,pois o caós da nação,hoje vigente,falsamente  atribuído a Bolsonaro,foi obra exatamente do PT enquanto governou,de 2003 a 2016/18,oportunidade em que aparelhou  o Estado e as leis de tal maneira que esse “entulho” impediu a boa governança de Bolsonaro,boicotado e sabotado por todos os lados ,num governo absolutamente impotente,mas que paradoxalmente agora se apresenta,na maior cara de pau ,como ”salvador da pátria”,e como “inocente” de todo esse  quadro caótico existente: moral,político,social e econômico. E deixado por “eles”...!!!

Não quero que Lula vença. Mas ele vencerá. O meu “querer” perderá para a maioria que manda. Não tenho o direito de estar enganando a mim mesmo,como muitos fazem.

Mas a grande questão que se levanta é saber se Bolsonaro tem,ou não,o direito de levar o povo brasileiro ao sacrifício de ter que “aturar”,não se sabe por  quanto tempo mais, o PT para governá-lo,com certeza reinstalando imediatamente  a roubalheira sistêmica igual ao período de governo anterior,onde esses mesmos ladrões roubaram do erário a estapafúrdia quantia de 10 trilhões de reais,e que apesar de recuperados alguns “centavos”,ficou tudo por isso mesmo,para “gastar” nas eleições de outubro de 2022,uma vez que as maiores autoridades judiciárias do pais estão beijando-lhes os pés.

Permito-me,por conseguinte,parodiar Émile Zola,no “caso Dreyfus”,em “J’accuse”,ou seja,de acusar o Presidente Jair Bolsonaro de ter a maior responsabilidade de enterrar novamente o destino do povo brasileiro na lama política do PT,a pretexto de satisfazer a sua vaidade pessoal de obstinada busca pela reeleição.                                                                                                          

E se Bolsonaro fosse  como reiteradamente afirma,um verdadeiro patriota,e “inteligente”,certamente não titubearia em desistir da reeleição(perdida),dando oportunidade a uma reorganização  da oposição a Lula ,que certamente assumiria a sua posição “privilegiada” de “mais rejeitado”,em benefício de outro candidato qualquer,que muito dificilmente poderia ser “pior”para os mais altos interesses do povo brasileiro do que a candidatura de Lula da Silva representa.                                                                                                                                                         

Será que Bolsonaro pensa que os seus interesses políticos e a sua reeleição estariam acima dos interesses do povo brasileiro? Ou os interesses do povo brasileiro estariam acima dos projetos políticos pessoais do Presidente?

Em síntese: Bolsonaro deve ser absolvido pelo  fracasso do seu governo,mas não terá argumentos  para  ser absolvido se perder a eleição  e devolver o poder ao PT na eleição de outubro de 2022.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo

‘Mr. Big’ ficou pequenininho: acusado de estupro, ator vê tudo desabar.

 



E quase leva junto o fabricante da bicicleta ergométrica que aparece na sequência da série Sex and the City, numa notável e escandalosa reviravolta. Vilma Gryzinski:


Todo mundo já sabe (quem prefere manter o suspense, deve parar de ler): logo no primeiro episódio de And Just Like That, “Mr. Big”, o amante e agora marido de Carrie Bradshaw, a personagem principal da sequência de Sex and The City, cai fulminado por um ataque cardíaco depois de uma sessão de exercício na bicicleta ergométrica da cobiçada marca Peloton.

O que aconteceu em seguida ultrapassou amplamente a ficção e deixou a milhões de quilômetros de distância os comentários sobre a segunda encarnação da série, dominados pela impressão de que os figurinos extravagantes que fizeram a fama do programa tinham ficado datados.

Primeiro, as ações da Peloton caíram 11,7% na bolsa por causa da associação entre o exercício puxado e a morte. A empresa, criada com a brilhante ideia de vender programas de exercício junto com bicicletas ergométricas e esteiras que podem custar mais de 20 mil reais, reagiu rapidamente.

O ator Chris Noth, intérprete de Mr. Big, foi contratado para um vídeo em que aparece sentado diante da lareira ao lado da instrutora de ginástica Jess King. Com voz insinuante, o ator, agora com cabelos elegantemente grisalhos, diz: “Vamos dar mais uma? A vida é muito curta”. A câmera abre e mostra duas bicicletas ergométricas onde ele quer dar mais uma sessão de pedaladas, enquanto o ator Ryan Reynolds, cuja empresa de marketing bolou o vídeo, faz a narração sobre as vantagens do exercício físico para a saúde cardiovascular.

O vídeo viralizou e a Peloton parecia ter dado a volta por cima. Foi aí que o mundo de Chris Noth começou a desabar: o Hollywood Reporter publicou os relatos feitos por duas mulheres sobre fatos separados ocorridos em 2004 e 2015. Nenhuma sabia da outra, mas as histórias eram parecidas.

Por motivos diferentes, foram ao apartamento do ator, uma em Los Angeles e a outra em Nova York, e lá ele as dominou fisicamente e fez sexo contra a vontade delas. Detalhe: em ambas as ocasiões, na frente de um espelho.

A Peloton tirou o vídeo de circulação, as atrizes da série assinaram uma declaração dizendo que todas as mulheres devem ser dignas de crédito e a agência que empresariava Noth o desligou. Ele também foi demitido de outra série, The Equalizer, onde interpretava um ex-diretor da CIA próximo à personagem principal, de Queen Latifah.

O ator disse que tinha feito sexo consensual com ambas, mas é claro que os casos foram aumentando. Chegaram a cinco esta semana, incluindo a última, a cantora Lisa Gentile. Ela disse que se cruzavam num restaurante de Nova York, um dia pegou carona com o ator, ele pediu para conhecer o apartamento dela onde a agarrou com violência, espremeu seus seios e só foi embora depois que ela gritou que não queria aquilo. No dia seguinte, recebeu um telefonema em que Noth a ameaçava de acabar com sua carreira se falasse a respeito.

Fo há quase vinte anos. Lisa Gentile estava acompanhada de uma advogada especialista em acordos vantajosos contra ex-maridos ou homens abusadores.

É justo que Chris Noth seja julgado no tribunal da opinião pública, obviamente sem as proteções garantidas pela justiça, execrado e banido? Ou é um castigo merecido pelos anos em que tratou mulheres de forma agressiva ou, no caso dos estupros denunciados, criminosa?

Justo ou não, é o que acontece. Sem nunca ter sido acusado de penetração forçada, Andrew Cuomo, o ex-governador de Nova York, teve que renunciar em agosto, quando uma investigação pedida por ele mesmo anotou uma série de abusos: passadas de mão, beijos “roubados”, avanços sobre subordinadas e outros absurdos para um homem em sua posição e nos Estados Unidos dos últimos tempos, onde um comentário torto ou mal entendido pode acabar em processo.

Aos 67 anos, Chris Noth dificilmente conseguirá reconstruir sua carreira. Mr. Big – referência ao 1,88 metro do ator e à fortuna do personagem; antes, ele havia ficado conhecido no seriado Law and Order – já havia morrido na ficção. Agora, está enterrado na realidade. Terá tempo de sobra para se exercitar na Peloton.
 
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Voto útil - à esquerda ou à direita - pode decidir a eleição já no primeiro turno

 



Coluna de Merval Pereira para O Globo:


Nunca o voto útil terá tanta importância quanto na eleição presidencial do ano que vem. Isso porque serão vários votos úteis, à esquerda e à direita, que podem decidir a votação logo no primeiro turno, a favor do ex-presidente Lula, ou fortalecer o presidente Bolsonaro para que chegue ao segundo turno com mais chances. Ou mesmo substituir Bolsonaro por um candidato da terceira via (no momento o ex-juiz Sergio Moro parece o mais provável nesse caso).

À medida que surge, segundo as pesquisas de opinião, a possibilidade de Lula vir a ser eleito ainda no primeiro turno, abrem-se dois caminhos. No primeiro, o ex-presidente pode assustar os que temem sua vitória e reforçar os candidatos alternativos. Ou os eleitores podem abandonar Moro e outros menos votados no momento para fortalecer Bolsonaro contra Lula. Os que não querem a continuação de Bolsonaro podem, por outro lado, decidir votar em Lula ainda no primeiro turno, para resolver logo a eleição e evitar que o atual presidente tenha chance de vencer no segundo.

Pode, no entanto, acontecer o contrário. Moro pode ser desidratado no decorrer da campanha, se Bolsonaro se mostrar resiliente, mantendo a esperança de poder enfrentar Lula no segundo turno. A situação mais desconfortável é a de Ciro Gomes, que tem uma história ligada à esquerda e, por isso, encontra um caminho difícil para enfrentar Lula em seu campo. Agora então, que Lula e todo o PT prestaram solidariedade a ele e a sua família pela ação da Polícia Federal contra eles, por suspeita de corrupção, Ciro perdeu o élan para combater Lula.

Mais difícil para Ciro será encarnar uma alternativa de terceira via pela direita. Para vencer Lula, o ex-ministro terá de tirar votos da esquerda e ainda ser visto pelos eleitores de centro-direita como alternativa viável para derrotar Lula e Bolsonaro. Se, o que parece inviável hoje, Ciro chegar em terceiro lugar na reta final, fungando no cangote de Bolsonaro, pode vir a ser um voto útil contra Bolsonaro e Lula.

Mais fácil será Moro encarnar esse papel. Muitos eleitores que hoje apostam em Lula, mas não são petistas, podem virar-se para Moro se ele demonstrar nas pesquisas de opinião que tem condições de superar Bolsonaro para assumir o papel de anti-Lula. Os eleitores de centro-direita, que continuam rejeitando o ex-presidente Lula, podem aderir a Moro, tirando as chances de candidatos do mesmo grupo, como o governador de São Paulo, João Doria, ou outros menos votados.

Caso, no entanto, Doria se recupere ainda no primeiro semestre de 2022, como acredita, ele pode se transformar no voto útil contra Bolsonaro e Moro. Além de estar fazendo um governo muito bom em São Paulo, o que espera ver reconhecido pelos eleitores paulistas à medida que entregar diversas obras públicas já programadas, Doria tem uma estrutura partidária mais forte que Moro, por enquanto.

Se o apoio do União Brasil a Moro se concretizar, essa situação muda de figura, pois o ex-juiz terá uma condição ímpar de tempo de propaganda eleitoral e financiamento partidário. Mas a insistência de Luciano Bivar, presidente do novo partido, em ser vice de Moro está emperrando as negociações. Bivar não tem o perfil ideal para uma chapa que quer representar uma novidade na política e enfraquecerá a imagem de Moro.

A votação em São Paulo é crucial para qualquer candidato à Presidência da República. Bolsonaro em 2018 encarnou os candidatos do PSDB nas eleições anteriores e saiu de lá com uma margem de 10 milhões de votos sobre Fernando Haddad, do PT. Foi a maior margem de vitória de um candidato presidencial em São Paulo. Anteriormente, Fernando Henrique havia saído do estado com cerca de 6 milhões de votos, e Aécio Neves teve cerca de 7 milhões de diferença para Dilma Rousseff. Desta vez, o Estado de São Paulo está mais dividido entre os candidatos, e será difícil que algum deles saia com diferença semelhante em 2022.

Mas Lula mantém larga diferença para Bolsonaro, de 48% a 22%, segundo o último Datafolha. O governador João Doria provavelmente melhorará sua performance no estado que governa. Se confirmar essa vantagem, que teve em 2002 e 2006, quando ganhou as eleições presidenciais, o ex-presidente Lula poderá consolidar sua vitória e abrir espaço para eleger Fernando Haddad governador.
 
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2021, o ano do sarrafo baixo.

 

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Coluna de Ruy Goiaba, publicada pela revista Crusoé:


Pensei em iniciar este texto com “feliz 2032, se sobrevivermos até lá”, “feliz 2020, parte 3” ou alguma das frases típicas do meu otimismo solar, mas lembrei que hoje — para você que me lê — é dia 24, ou depois, e não estou a fim de ser a goiaba azeda na ceia dos distintos leitores da Crusoé. Então, começo narrando uma historinha do folclore dos Beatles (aliás, assista a Get Back, o ótimo documentário dirigido por Peter Jackson, caso você ainda não tenha visto).

Paul McCartney conta que estava no estúdio durante as gravações do Sgt. Pepper’s, em 1967, mostrando a George Harrison e Ringo Starr uma das músicas que ele havia composto para o álbum, a insuportavelmente otimista “Getting Better”. Ao piano, McCartney cantava o refrão para os companheiros de banda: “I’ve got to admit it’s getting better, a little better all the time” (tenho de admitir que as coisas estão melhorando, ficando um pouco melhores o tempo todo). John Lennon chega e, sem nunca ter ouvido a música, canta um contraponto perfeito, em melodia e letra: “It can’t get no worse” (pior é que não pode ficar).

É isso que permite termos um mínimo de esperança de que 2022 seja melhor: o fato de que 2021 pode ser definido como o ano do sarrafo baixo. Uso a expressão como um misto de lembrança da Olimpíada fora de época com homenagem meio torta à grande Joan Didion (1934-2021), a autora de O Ano do Pensamento Mágico, cuja morte foi anunciada horas antes de eu começar a escrever esta coluna. Mas espero que o sentido seja claro: no Bananão, tudo foi nivelado tão, mas tão por baixo neste ano que o próximo terá de caprichar para conseguir ser pior. Principalmente no governo e no Congresso, hoje repleto de espécimes que em outros tempos não passariam ilesos pelo mata-burro e estariam entretidos comendo a grama em vez de alegadamente governar.

Claro: o espírito do tempo (Zeitgeist, que ultimamente está mais para Poltergeist) nos diz que sempre pode piorar e que há o risco de tropeçar no sarrafo e encontrar um alçapão no fundo do poço. A perspectiva para 2022 no Brasil é inflação de dois dígitos e crescimento ridículo, a não ser que você viva e pague suas contas no mundo encantado de Paulo Guedes, cuja conexão com a realidade é zero. Teremos uma eleição em que podemos nos ferrar um pouco mais e, logo depois — fora da ordem habitual das coisas —, uma Copa em que podemos ser eliminados com humilhação ou sem. De bônus, uma legião de pessoas morando na rua e novas variantes do coronavírus correndo soltas por aí.

Mas, como já disse alguém, a vida é teimosa; a arte também. Theodor W. Adorno, talvez um dos caras mais chatos que já transitaram pela Terra, tem aquela frase célebre sobre escrever um poema depois de Auschwitz (“um ato bárbaro”). Décadas depois, comentando a frase em uma entrevista, João Cabral de Melo Neto contestou: “O mundo não se detém e sempre foi violento” — ou seja, poetas continuaram escrevendo poesia, malgrado tudo. A história da humanidade é uma longa narrativa de misérias e massacres entrecortada por momentos de beleza: em meio à barbárie, a arte se faz e, não raro, sobrevive à devastação da paisagem. Quem tem alguma crença religiosa acredita na luz que “resplandece nas trevas” (“e as trevas não a compreenderam”), mas quem não tem pode crer em Leonard Cohen quando ele canta “there’s a crack in everything: that’s how the light gets in” (existe uma rachadura em tudo: é por ela que a luz entra).

Que em 2022 haja luz suficiente para nós, entrando por todas as frestas.

A GOIABICE DA SEMANA

Nada como fechar o ano com uma polêmica tão besta quanto a travada entre o ator Ícaro Silva, esse sir Laurence Olivier notório por obras como Malhação e Verdades Secretas 2, chamando o BBB de “entretenimento medíocre” e Tiago “Sapatênis” Leifert, o filho de ex-diretor da Globo que apresentava o reality show, respondendo algo como “é o BBB que paga o seu salário”. Para pessoas que acham que fazem ARTE, com maiúsculas, deve ser chato admitir que o sucesso do entretenimento medíocre ajuda a Globo a empregá-los, mas assim é a vida. De resto, é uma daquelas discussões que nos desperta imediata empatia pela fala do Mercúcio de “Romeu e Julieta”, pouco antes de morrer em meio à guerra entre Montéquios e Capuletos: que a peste caia sobre vossas duas casas.

AVISO DE FÉRIAS

A tradicional boa notícia do final do texto: como a próxima edição da Crusoé é de perspectivas para 2022 e eu tirarei merecidíssimas férias no início de janeiro, vocês só devem ver Ruy Goiaba por aqui na segunda quinzena do mês que vem. Esta seria a hora de fazer algum trocadilho envolvendo “peru” e “boas entradas”, mas deixo apenas o sincero desejo de um excelente Ano-Novo para todos.

Um sonho de fim de ano

 

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Coluna de Carlos Brickmann, publicada nos jornais de domingo:


E eis que chega o trenó, voando sem piloto: no comando, as quatro renas, por apelido 01, 02, 03, 04. Nada casual: multiplique 01 por 02, o resultado por 03, o resultado por 04, e terá o número mágico 24. Deixe a malícia de lado: é a data em que se comemora o Natal em quase todo o mundo, dia 24.

E cadê o piloto, o Papai Cruel? De acordo com a rena 02, a mais falante, Papai Cruel disse algo como “Chega! Estou de saco cheio, porra! Eu vou é para a praia. E chega de me vestir de vermelho, cor de comunista, talkey?” Papai Cruel estava com o saco cheio, mesmo: presentes para a turma do Centrão se comportar bem, mas, com os bons fluidos do Natal, também para os que falam como inimigos, mas, felizes com os afagos discretos, se comportam direitinho, sem desvios, como amigos secretos.

Papai Cruel, na verdade, está irritado com o vermelho. Não queria vestir vermelho, nem sobrevoar países vermelhos ou avermelhados, tipo China, Estados Unidos, Suécia, Argentina, Venezuela, França, Alemanha, Noruega. Onde já se viu dar presentes para os chilenos que votam em comunistas? E essa maluquice de continuar a combater a pobreza, depois que os pobres já foram derrotados? Gente maluca, essa, que prefere comprar feijão e arroz a gastar seu dinheirinho contado em fuzis e munição, coisa fina, importada!

Papai Cruel tirou férias. Mas volta, ele sempre volta. Ainda mais agora, que falam em apreender suas renas por pastar a grama dos vizinhos.

Cadê a velhinha?

Foi só um sonho, dos tempos em que havia uma Velhinha, em Taubaté, que ainda acreditava no Governo – pelo menos é o que nos garantia seu esplêndido biógrafo, Luís Fernando Veríssimo. É diferente dos dias de hoje, em que algo como 20% dos eleitores brasileiros acreditam nas narrativas do Governo.

Não deviam acreditar: narrativa, que já foi sinônimo de história, hoje está mais para lenda, mito. Mas acreditam – mesmo sabendo que renas não falam. Algumas fritam hambúrguer em redes que vendem apenas frango, outras vivem de sugar rachadinhas. Mas falar, não falam. Só escrevem.

Igualdade

O lema da Revolução Francesa – Liberdade, Igualdade, Fraternidade – é conhecido por boa parte dos nossos políticos. Nem todos são favoráveis à Liberdade e vivem tentando desmontar a democracia. Há quem ache que a Fraternidade é descartável: a morte de parte da população pelo atraso de vacinas e a fome por falta de recursos (desviados para outras finalidades, tais como campanhas eleitorais) não são consideradas importantes. Igualdade é outra coisa: quase todos desejam, principalmente quando lhes é favorável.

O caso do “orçamento secreto”, ou das “emendas de relator”, um esquema de distribuição de verbas que oculta o parlamentar que as distribui, é um ótimo exemplo: os governistas falam a favor, e recebem boas verbas do orçamento secreto; os oposicionistas falam contra, às vezes com veemência, e recebem também boas verbas do orçamento secreto (isso explica como é que Arthur Lira se elegeu presidente da Câmara, como candidato de Bolsonaro, tendo o voto de tantos parlamentares oposicionistas).

Os meus, os nossos

O Globo fez um levantamento de quanto coube de orçamento secreto a cada partido oposicionista. O maior beneficiado foi o PSD, R$ 612 milhões distribuídos entre 44 deputados. O PT recebeu R$ 34 milhões, distribuídos entre três deputados. Diferença das verbas ofertadas ao PSD e ao PT: de 13,9 milhões para 11,3 milhões por pessoa. O feroz oposicionista PSDB faturou R$ 90 milhões, distribuídos entre 17 deputados, ou R$ 5,3 milhões por pessoa. Sérgio Moro é o candidato do Podemos, R$ 72 milhões para oito deputados – R$ 9 milhões cada um. E Ciro Gomes viu seu PDT dividir R$ 59 milhões via onze deputados: R$ 5,6 milhões por pessoa, pouco mais que o atribuído ao PSDB.

Quanto aos partidos governistas, o céu é o limite.

Desvendando segredos

Não se impressione com a enorme quantidade de candidatos à Presidência de que nunca ouviu falar. Tranquilize-se: não ouviu, não ouve, não ouvirá. Só estão ali para marcar presença e não gastarão quase nada das bilionárias verbas de campanha (que, a propósito, é o caro leitor que paga). O objetivo de muitos partidos não é a Presidência, mas a bancada na Câmara Federal. É o tamanho da deputança que define a distribuição do Fundo Partidário pelos partidos. Analisar a trajetória de certos partidos é como investigar crimes: o importante é seguir o caminho do dinheiro.

Mas só até certo ponto: acharam aquele monte de dinheiro no apartamento de um parlamentar baiano, ele foi condenado a 14 anos e dez meses de prisão. Logo obteve prisão domiciliar e em pouco tempo passou a regime semiaberto. Tem de passar a noite em casa.

Outro parlamentar, no momento em que a Federal chegou à sua casa, pôs parte do dinheiro na cueca e outra parte, enroladinha, em um orifício corporal que se imaginava de saída. Foi descoberto. E continua exercendo o mandato.

Alegrias e dissabores liberais

 



O professor Carlos Rodríguez Braun resenha a última edição do Índice de Liberdade Humana, publicado pelo Instituto Cato e Instituto Fraser:


Acaba de aparecer una nueva edición del Human Freedom Index de los institutos Cato y Fraser, que pondera 82 indicadores para clasificar 165 países según su libertad. El resultado es ambiguo para los liberales. No sorprende que entre las naciones más libres figuren Suiza, Nueva Zelanda, Dinamarca, Estonia, Irlanda, Canadá, Finlandia, Australia, Suecia y Luxemburgo. Tampoco llama la atención que la lista de los menos libres incluya China, Arabia Saudí, Irak, Irán, Sudán, Yemen, Siria y Venezuela. Es lógico que España ocupe el puesto 25, y que mi Argentina natal figure en un mediocre sitio 74. Complace ratificar que el relativo mayor liberalismo es bueno para todos, y especialmente para las mujeres, cuyas libertades están más protegidas en América del Norte y Europa Occidental, y menos protegidas en el Medio Oriente, el África septentrional y subsahariana, y el sudeste asiático. Pese a la incesante prédica anticapitalista, los países económicamente más libres siguen siendo aquellos donde los ciudadanos disfrutan de un mayor nivel de vida (aquí el documento completo).

Sin embargo, hay sombras. Comparando con 2008, los datos de 2019, último año con toda la información necesaria disponible, resulta que la libertad del mundo ha disminuido ligeramente. Esa relativa estabilidad oculta una apreciable desigualdad: menos del 15 % de la gente vive en países con más libertad, mientras que más del 40% lo hace en países con menos libertad. Muchos hablan de desigualdad, pero pocos consideran que esta brecha, entre los más y los menos libres, se ha ensanchado en la última década.

Uno de los autores del informe, Ian Vásquez, señala: “La gran mayoría de la población mundial, el 83 %, ha visto disminuir su libertad desde 2008, incluyendo a los diez países más poblados: China, India, Estados Unidos, Indonesia, Pakistán, Brasil, Nigeria, Bangladesh, Rusia y México”. Considerando que esta inquietante tendencia tuvo lugar antes de la pandemia, es razonable compartir la impresión de los investigadores, que estiman que sus futuros estudios revelarán “un deterioro en los indicadores de la libertad global”.

A menudo se nos asegura que Estados Unidos es el paradigma del liberalismo. No es, desde luego, lo que dicen allí los liberales, que más bien alertan en sentido contrario. El Índice de la Libertad Humana coincide: Estados Unidos ocupó el puesto número 7 en 2008, y ha caído hasta el 15 en la última edición.

Este artículo fue publicado originalmente en La Razón (España) el 25 de diciembre de 2021.
 
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2021 foi o ano das previsões erradas

 



Dentre as previsões erradas, as mais indesculpáveis são aquelas que ignoram dados concretos e evidentes que as desmentem de imediato. A mais trágica, sem dúvida, foi a de que a pandemia estava acabando. Diogo Schelp para a Gazeta do Povo:


Dezembro é tradicionalmente o mês em que políticos, economistas e analistas em geral desfilam previsões para o ano seguinte, cientes do grande risco de cometer mais erros do que acertos. Para 2021, as previsões foram tremendamente erradas. A começar pela convicção geral de que não havia como superar 202o em termos de notícias ruins. E, em muitos aspectos, acabou superando. Ficou a lição de que nunca se deve dizer, como fizemos no final de 2020, que não há como o ano seguinte ser pior do que o atual.

Dentre as previsões erradas, as mais indesculpáveis são aquelas que ignoram dados concretos e evidentes que as desmentem de imediato. A mais trágica, sem dúvida, foi a de que a pandemia estava acabando. Essa previsão foi espalhada aos quatro ventos pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2020, sustentada em uma estranha matemática segundo a qual 333.028 é um número menor do que 319.653, conforme relatei aqui.

Até aquele momento, 190.000 brasileiros já haviam morrido de covid-19. Outros 428.000 ainda viriam a morrer ao longo de 2021. A previsão errada de que a pandemia estava chegando ao fim pautou as políticas públicas do governo, tanto nas políticas sociais (com um hiato de vários meses no pagamento do auxílio emergencial), quanto de saúde pública ("a pressa da vacina não se justifica", disse o presidente Jair Bolsonaro na ocasião, após garantir que a pandemia estava acabando).

Na área econômica, foi um carnaval de previsões erradas — com apenas uma possibilidade de acerto importante. A equipe econômica do governo federal previu uma inflação anual de 3,2% em 2021. Acabou fechando o ano com uma prévia de 10,42% (medida pelo IPCA-15), a maior alta inflacionária desde 2015, com os impactos terríveis e conhecidos sobre o poder de compra da população.

Em relação aos juros, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, projetou uma taxa média da Selic em 2,1% para 2021. Com as constantes altas, chegando a 9,25% na última reunião do Copom, diante da necessidade de conter a inflação, a média do ano deve ficar em 3,8%. Bem acima do previsto.

A projeção para o crescimento do PIB, porém, pode se provar acertada — ou errada, mas para melhor. No final de 2020, os especialistas do governo previram um incremento de 3,2% no PIB em 2021. Segundo as últimas pesquisas divulgadas pelo Banco Central, porém, é possível que o resultado seja até superior, de 4,5% — levando o Brasil de volta ao patamar pré-pandemia.

A previsão dos especialistas para 2022, porém, é de estagnação econômica. O que, combinado com a inflação alta, cria um cenário terrível. Mas é melhor não se arriscar em querer saber o que vai acontecer em 2022.

Nem mesmo se vai ou não superar 2021 em más notícias para o país. Só nos resta estar preparados para o que der e vier.
 
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COLUNA MALHA FINA - JORNAL A REGIÃO - 01/01/2022

 

Câmara dando exemplo

A Câmara de Itabuna, pela primeira vez na história, cumpre seu papel de fiscal do município, montando uma comissão para fiscalizar as ações da Prefeitura durante o período de ajuda "pós enchente", formada por Wilmaci, Adão Lima, Kaiá da Saúde e Alex da Oficina.

Câmara errando feio

Mas outra decisão é coisa de quem não tem noção. Convocaram Augusto Castro para "apresentar as ações e prestações de contas". Voce só pode prestar contas quanto tudo acaba. É o óbvio ululante. E tirar ele do trabalho de ajuda aos alagados para fazer apresentação é improdutivo.

De promessas, o inferno...

"Mesmo que não venham recursos federais, o Governo do Estado reconstruirá todas as casas e as cidades", promete Rui Costa hoje. "Se o governo federal não fizer a duplicaçãoda BR-415, eu faço", prometeu em 2014. Não fez. Depois de 7 anos enrolando, lançou uma 43% menor. Ainda no papel... 

 

 

Enchendo o cofrinho

petralhas Parece piada o anúncio do Governo do Estado disponibilizando uma conta bancária para receber doações em dinheiro para as vítimas da enchente. Ainda usou frases dignas de picaretagem, como "É isso mesmo! Agora voce já pode doar em dinheiro!" como se fosse um benefício.

Retrospecto de quadrilha

Uma "ruma" de baianos lembrou que não dá pra confiar dinheiro na mão de uma quadrilha que assaltou a Petrobras, criou o Mensalão, faliu os fundos de pensão, enriqueceu seus caciques e os filhos (como Lulinha), e comprou respiradores fantasmas.

Ladrão é mais honesto

Um internauta resumiu assim: "é melhor entregar o dinheiro direto na mão de traficantes e ladrões profissionais. Pelo menos vai circular na periferia pobre da cidade". A maioria achou que era uma pegadinha, mas o pior é que o governo petista fala sério. 

 

 

O avarento e o sonso

O prefeito Augusto Castro trabalhou sem parar desde que a enchente de Itabuna começou, como é sua obrigação. Mas ninguém viu o finado Gelado Limões mexer um dedo ou dar "uma nica" para ajudar o povo que o elegeu duas vezes para a prefeitura. Nem Capetão Azêdo.

Não devolve o que pegou

O velhaco Cuma sequer se deu ao trabalho de mandar um real que seja para os desabrigados. Passou todos esses dias num condomínio de luxo do litoral. A vingança divina foi alagar o lugar e estragar o descanso do jegue, flagrado em vídeo numa janela, chateado.

Malandragem manjada

O verão está a pino, mas em Ilhéus a segurança nas praias pode não ser a que voce espera. Sem equipamentos novos nem adicional de risco, os salva-vidas resolveram entrar em greve. A Prefeitura diz que vai atender, mas já prometeu e não cumpriu no ano passado.

Era para parecer da PF...

A Câmara de Itabuna vem fazendo um bom trabalho desde que os novos vereadores tomaram posse, mas não se livra de pagar mico. Muita gente anda dizendo que o "colete oficial" criado pela Casa faz as pessoas confundirem os vereadores com guardas de trânsito... 

 

 

Desprezo pelo nosso bolso

O tiranete da Bahia, Rui Costa, anunciou que vai aceitar ofertas como a da Argentina. Ela mandaria 10 homens, com todos os custos por nossa conta (passagens aéreas, hospedagem, transporte, alimentação). Para fazer o que nossos voluntários já fazem, sem custo. Afinal, o dinheiro não é dele...

Dinheiro alheio é pra torrar

Foi esse desprezo com o dinheiro que nós damos a ele que fez Rui comprar respiradores em loja de maconha, com preço superfaturado para bancar a propina. A Bahia (eu e voce) perdeu R$ 48 milhões, mas como não saiu do bolso dele, Rui não liga.

A mentira combinada

Bolsonaro foi a Itamaraju no dia 12, subiu numa caminhonete, percorreu seis cidades alagadas e imediatamente colocou todo o governo federal em ação. Rui Costa só foi aparecer um dia depois. Mas a Globo, o Bnews, Folha, etc, batem em Bolsonaro por "não ir à Bahia"...

Rui mora mais perto

Nenhum presidente que tivermos, desde Sarney, veio à Bahia em situações como esta. Nem se incomodou em colocar como prioridade do governo. Bolsonaro foi o único. Quem merecia críticas é o governador Rui Costa que, mesmo morando no estado, só foi depois. 

 

 

Só foi por despeito

Dizem as más línguas que Rui Costa só resolveu ir a Itamarajú depois que viu Bolsonaro sendo ovacionado nas ruas da cidade, indo ver de perto o estrago das chuvas para poder ajudar. Rui apareceu no dia seguinte e foi xingado nas mesmas ruas.

O desencanto de quem ajuda

voluntarios Os voluntários de Itabuna desistiram de trabalhar, depois de quatro dias dando duro na sede da Secretaria de Esportes. Foram 4 dias arrecadando toneladas de alimentos, água e roupas, montando kits, despachando tudo no fim do dia para os bairros. Tudo ia bem, até...

Manobra parece política

A Prefeitura de Itabuna mudou todos os kits de doações, montados pelos voluntários, da secretaria de Esportes, comandada por Guinho, candidato a deputado pelo grupo de ACM Neto; para o GTC, nas mãos de Andrea Castro, candidata a deputada pelo grupo do PT. 

 

Perdendo onde não pode

Pode ser coincidẽncia, mas que pegou muito mal, pegou. Afinal, ficou parecendo ciúme político, somado a uma "usurpação" do trabalho dos voluntários para fazer marketing de Andreia. Ela não precisava perder esses votos dos voluntários e suas famílias na própria cidade.

Trabalho desprezado

Os voluntários soltaram vídeo nas redes sociais dizendo que a prefeitura não ajudou em nada naqueles quatro dias e que a secretaria de Assistência Social nem atendia o telefone. "Fomos nós, a população de Itabuna, que alimentamos as vítimas, que passamos noites em claro mapeando a fome".

Chutaço de fora da área

O PT pode perder um aliado das últimas eleições. O prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral, ficou "p da vida" com o descaso do Governo do Estado com a cidade, totalmente alagada. "Rui Costa não ajudou as famílias, que estão sem beber água há mais de 24h e sem se alimentar", disparou na quarta. 

 

 

Prefeitura levando pancadas

O vereador Pancadinha se revoltou com a diferença de tratamento na enchente. "Lá no Cidadelle, tiraram o povo de helicóptero, mas ignoraram os moradores ilhados na Fazenda Progresso, bem do lado. Ninguém apareceu para resgatar esse pessoal".

Cobrança ao vivo e a cores

Na revolta de Pancadinha, que conhece a pobreza de perto e faz trabalho social há anos, ele diz que "os secretários são de fora e não fazem nada. A Prefeitura não fala o que está recebendo, não revela o que recebeu. Os secretários não atendem o telefone". 

 

 

Gente que merece cadeia

É nojento saber que, no meio da maior tragédia do sul da Bahia em mais de 50 anos, apareça gente para se aproveitar ou criar pânico. Primeiro foi o boato de que a barragem de Itapé tinha rompido, uma mentira que deixou a população da cidade desesperada.

Bando da camisa vermelha

Depois foi um grupo de ladrões roubando os lojistas quando tentavam salvar seus produtos, tendo que enfrentar a água do Rio Cachoeira e os bandidos ao mesmo tempo. Pelo jeito a quadrilha do "9 dedos" está mais ativa em Itabuna do que a gente pensava...

Lacração sem ética

Um grupo de "adevogados", mais para rábulas, quer lacrar em cima da tragédia de Itabuna. Ao invés de ajudar a Prefeitura a alimentar e agasalhar as vítimas, cobram a "prestação de contas" do dinheiro que ainda está sendo recebido. Mesmo com a prefeitura exibindo os extratos.

 

 

Pode ser uma imagem de carro e ao ar livre

TuSimple testa com sucesso caminhão sem motorista nos Estados Unidos

 


A empresa de tecnologia autônoma para caminhões TuSimple realizou a primeira viagem com um caminhão sem ninguém dentro da cabine no início de dezembro. O caminhão viajou por 80 milhas (128 quilômetros) no estado norte-americano do Arizona.

De acordo com a empresa, esse foi o primeiro teste bem sucedido feito por um caminhão pesado totalmente sem intervenção humana. A viagem aconteceu durante a noite, entre um pátio ferroviário em Tucson, Arizona e terminou em um centro de distribuição em Phoenix. Os testes foram realizados com a aprovação e supervisão do Departamento de Transporte do Arizona e da polícia.

Para garantir a segurança, um veículo viajou 8 quilômetros na frente do caminhão, para intervir na viagem caso fosse detectado algum obstáculo inesperado. Atrás do caminhão, outro carro seguia o bruto, apenas para garantir a segurança da viagem.

De forma totalmente autônoma, o caminhão realizou mudanças de faixa, ultrapassagens, parou em semáforos, e utilizou corretamente as rampas de acesso em viadutos, interagindo de forma natural com outros veículos na rodovia.


“Este teste reforça o que acreditamos ser nossa posição única na vanguarda do transporte autônomo de caminhões, oferecendo tecnologia de condução avançada em escala comercial”, disse o CEO da TuSimple, Cheng Lu.

Para a TuSimple, o motorista dentro da cabine é o principal custo operacional para o transporte rodoviário, e, a longo prazo, o uso da tecnologia autônoma substituindo o motorista reduz consideravelmente os custos. Além disso, a empresa projeta uma economia de 10% no consumo de combustível, já que o sistema opera prevendo as viagens como um todo.

Atualmente, a TuSimple tem 70 caminhões autônomos sendo testados nos Estados Unidos e na China, com mais de 3 milhões de quilômetros rodados por esses veículos.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

RussaKamaz considera usar presidiários para montar caminhões

 

NOTICIAS AUTOMOTIVAS

Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Há escassez de trabalhadores na Rússia. Pelo menos é isso o que a fabricante de caminhões Kamaz está percebendo por lá. Por conta disso, a empresa considera a contratação de presidiários para as linhas de montagem.

Segundo o CEO da Kamaz, Sergei Kogogin, os presidiários podem ser a solução para completar a mão de obra. O executivo disse “Estamos avaliando como aplicar o programa (de trabalho) desenvolvido pelo Serviço Penitenciário Federal”.

Localizada há 900 km a leste de Moscou, Naberezhnye Chelny é a fábrica principal da Kamaz, que reúne atualmente 24.000 funcionários, mas a empresa precisa de mais 4.000 pessoas.

Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Já tendo contratado imigrantes do Uzbequistão, a Kamaz – que tem 47% do controle com o grupo Roztec e 15% da Daimler  – agora pensa em usar a força de trabalho que está ociosa nas prisões russas.

O problema da falta de mão de obra na Rússia se deve às restrições por conta da pandemia de coronavírus, que levou muitos trabalhadores de ex-repúblicas soviéticas a voltar para seus lugares de origem.

Com isso, o governo russo decidiu abrir um programa para usar presidiários como força de trabalho auxiliar no país e a Kamaz tem enorme interesse nesse caso.

O Serviço Penitenciário Federal, contudo, reiterou que o programa não terá características como as dos Gulag´s, que eram os campos de trabalho forçado da União Soviética, geralmente localizados na Sibéria.

Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Moscou também avaliou o uso de presidiários para construir ferrovias pelo país. No entanto, o programa do Serviço Penitenciário Federal não revelou em quais condições os presos serão usados nesses serviços.

A questão do uso de presidiários é um tanto polêmica, especialmente nos EUA, onde várias empresas se utilizam dessa mão de obra, fornecida pelo governo federal e estados.

No Brasil, existe um programa de trabalho de presidiários que tem a redução da pena como contrapartida para o serviço.

[Fonte: Reuters]

Honggié a primeira chinesa a vender carros no Japão

 

NOTICIAS AUTOMOTIVAS

Hongqi é a primeira chinesa a vender carros no Japão

O mercado japonês é dominado por marcas locais e vender carros estrangeiros por lá requer conquistar um consumidor tradicionalista e, podemos dizer assim, ultranacionalista.

Contudo, a corrente dos ventos está soprando da China em direção ao Japão e, nesse caso, de forma suave, mas importante. A marca de luxo Hongqi estabeleceu no país a primeira concessionária.

Hongqi é a primeira chinesa a vender carros no Japão

Trata-se da primeira marca de carros chinesa a se estabelecer no Japão, onde apenas 10% das vendas são de carros estrangeiros. Em Osaka, no distrito de Nanba, a Hongqi apresentou à imprensa nipônica o modelo H9.

Apelidado de “Rolls-Royce chinês”, o Hongqi H9 é o primeiro de cinco modelos que a marca pretende vender no Japão, país que apenas importa ônibus elétricos da China.

Com preços entre 5,5 milhões e 11,5 milhões de ienes, algo entre R$ 271,4 mil e R$ 567,4 mil, em conversão direta, o Hongqi H9 atuará no segmento de luxo para impressionar os japoneses. O H9 tem um V6 3.0 de 283 cavalos e mede 5,08 metros.

Hongqi é a primeira chinesa a vender carros no Japão

Isso será um desafio enorme diante de um mercado onde as marcas locais possuem prestígio de sobra, mesmo que eventualmente ocorram escândalos envolvendo qualidade, como nos casos de Nissan e Mitsubishi, por exemplo.

Um executivo da indústria automobilística japonesa comentou: “o sucesso do Hongqi no mercado japonês depende de realmente haver motoristas que queiram esses carros”. Ela pretende vender a versão híbrida plug-in 2.0 com 252 cavalos.

Realmente será interessante ver esse movimento, embora atualmente os produtos “Made in China” não sejam mais tão associados com bens de baixa qualidade ou baratos.

Hongqi é a primeira chinesa a vender carros no Japão

Nos últimos anos, o Japão passou a importar mais produtos tecnológicos da China. Com 25% das importações do país vindo do vizinho continental, os compradores nipônicos trocaram as roupas de 10 anos atrás por computadores, smartphones e tablets.

Pode ser esse o caminho pelo qual a Hongqi planeja pavimentar pelos sinuosos caminhos do Japão. Prometendo inclusive um SUV de luxo, a marca pretende abrir em 2022 uma revenda em Tóquio.

Ainda não se sabe até onde a chinesa chegará na terra do sol nascente, porém, a entrada de um player num mercado de luxo do Japão é otimista, devido como os fabricantes do gigante asiático estão mais confiantes no mercado mundial.

[Fonte: The Asahi Shimbun]

Ford pretende reviver Escort e outros clássicos na Europa

 POR RICARDO DE OLIVEIRA  /  NOTICIAS AUTOMOTIVAS

Ford pretende reviver Escort e outros clássicos na Europa

A Ford pretende trazer de volta alguns modelos clássicos revividos como elétricos, possivelmente. Um registro de patente da marca americana foi adicionado aos serviços de direitos industriais na União Europeia e Reino Unido.

Nomes como Capri, Cortina, Escort, Granada e Orion foram registrados novamente e podem indicar um retorno destes como produtos no futuro.

Ford pretende reviver Escort e outros clássicos na Europa

Ainda que o registro de patente seja também como uma proteção de direitos para que outras marcas não venham a utilizá-las no mercado europeu e Grã-Bretanha.

 

Contudo, a Ford tem pelo menos dois modelos que podem receber tais nomes, como uma versão europeia do Evos e o crossover elétrico baseado na plataforma modular MEB da Volkswagen.

Ford pretende reviver Escort e outros clássicos na Europa

Destes nomes, o mais popular sem dúvidas é o Escort, tendo sido um player europeu inicialmente, lançado em 1968, alcançando mercados globais nos anos 80, inclusive com produção no Brasil.

Após gerações feitas na Europa, EUA e América do Sul, o Ford Escort foi revivido na China como um sedã médio barato, que usava a base anterior do Focus.

Ford pretende reviver Escort e outros clássicos na Europa

Na Europa, a Ford reviveu o nome Puma no SUV compacto baseado no Novo Fiesta. Os nomes relacionados podem também adicionar produtos relacionados com suas origens.

No caso do Capri, um cupê elétrico pode surgir com esse nome e o Evos chinês não seria nada estranho nessa proposta. O Cortina foi um sedã nos anos 60 a 80 que fez sucesso por lá também, sendo sucedido pelo Sierra.

Ford pretende reviver Escort e outros clássicos na Europa

Ainda não se sabe se a Ford pretende adicionar mais algum sedã ou liftback no mercado europeu no segmento D para suceder o Mondeo, um nome bem conhecido.

O Ford Granada foi um sedã grande vendido na região e na última geração, era uma versão do Scorpio no Reino Unido e Irlanda. Também não se tem ideia do que a marca pode fazer no futuro.

Por fim, o Orion foi a versão sedã do Escort e que chegou a ser produzido na Argentina, porém, já em fim de carreira.

[Fonte: Cars UK]

VW Goldeixa a Argentina por falta de controle de estabilidade

 

VW Gol deixa a Argentina por falta de controle de estabilidade

A Volkswagen Argentina anunciou o fim da comercialização do modelo Gol no mercado local. Com 30 anos de vendas no país, o hatch popular sai de cena por não dispor de controle de estabilidade.

O item passa a ser obrigatório no vizinho do sul e impede a venda de modelo popular, fabricado em Taubaté. Como não há planos para introduzir o equipamento no compacto, o mesmo abandona o mercado argentino.

Diferente de modelos como o Chevrolet Joy (Onix anterior), que passou a dispor de controle de estabilidade, o Gol desiste do dispositivo de assistência à segurança por causa de seu fim de carreira.

Programado para sair de linha no final de 2022, o Gol não terá mais quaisquer novidades técnicas até sua saída de linha no Vale do Paraíba. Na Argentina, o Polo passa a dispor de uma nova versão de entrada para ocupar o lugar do hatch.

Nesse caso, o Polo já terá quatro airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e bloqueio eletrônico de diferencial.

Tendo sido fabricado em General Pacheco, entre 1995 e 2003, nas gerações 2 e 3, o Gol vendeu 830.000 unidades na Argentina, onde liderou o mercado por 17 anos.

“O Gol é, sem dúvida, um dos grandes veículos da história da indústria automotiva argentina. Não só pela sua comercialização, mas também porque foi orgulhosamente fabricado por argentinos em nossa fábrica de Pacheco durante oito anos. Seu substituto será o Polo, um veículo que já faz muito sucesso em nosso país, com a moderna plataforma MQB que oferece altos níveis de tecnologia, segurança e conforto, reconhecido com 5 estrelas do Latin NCAP”, diz Martín Massimino, Diretor Comercial do Grupo Volkswagen Argentina.

O Polo Track 2023 também foi confirmado pela VW Argentina, indicando assim sua exportação para o país latino no próximo ano. Ele assumirá definitivamente o lugar do Gol.

[Fonte: 16Válvulas]

Chevrolet Joy e Joy Plus saem do mercado nacional em janeiro

Chevrolet Joy e Joy Plus saem do mercado nacional em janeiro

A General Motors vai retirar do mercado os modelos Joy e Joy Plus, que deixarão o portfólio nacional da Chevrolet a partir de janeiro.

O motivo é a baixa procura pelas gerações anteriores de Onix e Onix Plus, fabricadas em São Caetano do Sul, no Grande ABC paulista.

Ainda que deixem o mercado brasileiro, a GM manterá a produção desses modelos para atender às exportações, especialmente para a Argentina.

Chevrolet Joy e Joy Plus saem do mercado nacional em janeiro

Como já lido no caso da saída do Gol do país vizinho, por lá, a GM introduziu o controle de estabilidade, assim como de tração e assistente de partida em rampa para o modelo Joy.

Segundo nota, enviada ao jornal O Estado de São Paulo, a General Motors informou o seguinte:

“Desde o lançamento do Novo Onix e Onix Plus, a empresa vem registrando uma intensa migração dos consumidores para versões mais tecnológicas e equipadas destes modelos. Com isso, a produção da linha Joy na fábrica de São Caetano do Sul (SP) passa a ser destinada exclusivamente para exportação.”

Chevrolet Joy e Joy Plus saem do mercado nacional em janeiro

Assim como fez a Toyota, no caso de Etios e Etios Sedan, a GM parte para exportação de modelos antigos para os vizinhos latinos.

Dessa forma, a GM mantém a fábrica de São Caetano do Sul em operação plena com suas linhas de produtos atuais, que logo terão a companhia de um novo modelo, a picape média monobloco Chevrolet Montana 2023.

Com sua linha de montagem pronta, a Nova Montana somará aos esforços da GM de manter sua sede viável economicamente. Lá também são produzidos os modelos Spin e Tracker.

Chevrolet Joy e Joy Plus saem do mercado nacional em janeiro

Além do fim da produção nacional, os modelos Joy e Joy Plus deverão perder o motor GM Família I SPE/4 1.0 8V com até 80 cavalos. Em mercados como da Argentina, o propulsor é o Família I SPE/4 1.4 de 98 cavalos.

A dupla da Chevrolet manterá sua proposta de transmissão manual, mas com cinco marchas para os mercados vizinhos.

[Fonte: Estadão]

 

Confira os modelos que deixaram o mercado em 2021

 


Marcelo Jabula
@mjabulas
28/12/2021 - 09h11

O ano de 2021 não foi fácil para a indústria do automóvel. Crise dos semicondutores, assim como falta de outros insumos e até mesmo falta de navios afetaram a produção de carros no mundo todo. 

Mas no Brasil tudo pode ser (e sempre) é mais dramático. E 2021 ficará marcado pelo fim de carreira de veteranos que ainda resistiam. Os motivos são diversos, desde a incapacidade de adequação às nova exigências de emissões e até fechamento de fábricas.

A despedida mais recente foi a do Fiat Uno. O carrinho saiu de cena depois de 37 anos. Com baixo volume de vendas, falta de conteúdos modernos e incapaz de concorrer com os irmãos Mobi e Argo, o Uno deixou o mercado no apagar de 2021. 

Janeiro

Os primeiros desfalques ocorreram já em janeiro. Ainda na primeira quinzena, a Ford anunciou o fechamento de suas fábricas no Brasil. Numa tacada só, EcoSport, Ka e Ka Sedan saíram de campo. 

Logo em seguida, vieram os anúncios de que a dupla Etios e Etios Sedan, da Toyota, seriam descontinuados no Brasil. No entanto, a produção segue para distribuição em outros mercados latinos.

Em março a Citröen oficializou o fim da produção do C3. O compacto já andava sumido da praça desde o final de 2020, mas ainda figurava no site da fabricante, junto com os outros “fantasmas” C4 Lounge e Aircross.

O Volkswagen Up engrossou a lista de finados. O carrinho até passou por um ajuste interno, que limitou sua capacidade para quatro ocupantes, para atender a exigência do cinto de três pontos para todos ocupantes, mas em abril, a Volks decidiu ceifar o pequenino.

A alemã ainda tirou da praça o Fox. Apesar de bem sucedido, ele era o modelo mais antigo da gama, em linha desde 2003. Segundo a Volks, o motivo era liberar espaço na planta de São José dos Pinhais, para ampliar a produção do T-Cross. 

Montana

Depois de 19 anos de labuta, a Montana encontrou o descanso eterno. A picape que teve apenas duas gerações estava há 11 anos com a mesma carroceria. Incapaz de concorrer com a Fiat Strada e até mesmo com a Volkswagen Saveiro, a GM decidiu tirar o carro de linha para abrir caminho para uma nova picape de porte intermediário, que irá herdar o nome da finada.

Outro modelo que partiu dessa para melhor foi o Nissan Versa V-Drive, em setembro. O modelo ganhou nome novo para conviver com a nova geração, importada do México. Mas o desempenho fraco empurrou o feioso para o cadafalso.

Fit e Civic

A Honda sempre opera de forma sincronizada nos mercados que atua. Mas desde as renovações do Fit e Civic, a filial brasileira não se mexeu. E o que parecia ser um rumor se confirmou. Fit e Civic deixam de ser fabricados. 

No lugar do monovolume, a Honda irá ofertar o City Hatchback, que foi apresentado há pouco e estreia até março. Já o Civic nacional será reposto pela nova geração, que virá importada, e também pelo novo City, que cresceu e ficou mais potente para se posicionar na base da linha.

Percentual de transmissões automáticas cresce em 2021, enquanto volume de populares despenca

 


A ascensão da transmissão automática não para de avançar no mercado brasileiro. Se há dez anos as caixas de marchas sem pedal de embreagem eram delegadas aos modelos de luxo, hoje elas estão disponíveis em opções que compõem a base do mercado. 

 

Assim, a expectativa é a de que 2021 feche com 55% de participação dos automáticos. Tendência que irá aumentar em 2022. Mas não porque o brasileiro ficou mais exigente. 

A principal razão é a extinção dos populares. Fatores como dificuldade de crédito, alta do dólar, falta de insumos e novas exigências de segurança e emissões provocaram o extermínio de modelos básicos e veteranos que se posicionavam na base do mercado e que são categoricamente manuais. 

Distorções

Executivos enchem a bola para dizer que o consumidor aderiu à transmissão automática. E quando se olha os gráficos, os percentuais não mentem. Mas quando se observa de forma quantitativa, o que fica claro é que o carro de entrada sumiu. 

Hoje, os únicos populares da praça são Fiat Mobi e Renault Kwid, assim como o Gol, que já contou com caixas automática e automatizada no passado, mas hoje sobrevive com o velho pedal da embreagem. Esses três modelos correspondem a menos de 10% do mercado em 2021.

Para se ter uma ideia, em 2011, quando o mercado fechou o ano com 3,32 milhões de emplacamentos, segundo a Fenabrave, os modelos de entrada e compactos correspondiam a quase 50% das vendas. Nesses segmentos poucas eram as opções com caixas automáticas ou automatizadas. 

Já em 2021, de janeiro a novembro, dos 1,78 milhão de emplacamentos, a participação dos modelos de entrada caiu para 11%. Já os compactos, que já contam com opções automáticas em todos os modelos, representam menos de 20%. 

Por outro lado, hoje os SUVs correspondem a um terço dos licenciamentos. Desde o início do ano foram quase 600 mil jipinhos e jipões emplacados, majoritariamente automáticos, com raras opções manuais. Em 2011, foram 270 mil, que representava menos de 10% dos licenciamentos.

Ou seja, o percentual de automáticos subiu porque a demanda de SUVs (que têm tiquete médio bem mais caro que dos populares) mais que dobrou em dez anos, enquanto o número geral de emplacamentos caiu quase pela metade.

Preços

Quem busca um carro novo pode comprar um Mobi por R$ 50 mil. No entanto, se quiser a comodidade da caixa automática, o valor salta para R$ 65 mil. É o que é cobrado pela opção mais acessível do Chevrolet Onix, com transmissão automática de seis marchas. Fiat Argo Trekking 1.8 AT6 surge por R$ 75 mil, enquanto o Volkswagen Polo MSI 1.6 parte de R$ 86,3 mil. Eles formam a trinca dos automáticos mais baratos.

No segmento SUV, que é a grande alavanca das caixas sem pedal de embreagem, o modelo mais barato é o Chery Tiggo 2 Look, com transmissão de quatro velocidades. O jipinho chinês parte de R$ 91 mil e é seguido pelo Fiat Pulse Drive 1.3, que utiliza transmissão CVT e que parte de R$ 94 mil.

Renault lança kit de despedida para o Sandero R.S. com boné e outros itens

 


A Renault acaba de anunciar a edição “Finale” para o Sanero R.S. A versão esportiva do hatch chega ao fim da linha na virada do ano e terá uma tiragem especial com 100 unidades. Para marcar a despedida, a edição ainda contará com itens exclusivos como boné, chaveiro, squeeze e carteira. As unidades também contará com uma plaqueta numerada, identificando cada um dos 100 exemplares.

“O Sandero R.S. 2.0 é um carro emblemático para a Renault do Brasil e possui uma legião de fãs apaixonados pelo modelo. Por isso, preparamos uma despedida especial para encerrar o ciclo de produção do esportivo”, comenta o vice-presidente comercial da Renault do Brasil, Bruno Hohmann. 

O carro

A versão R.S chegou ao mercado para disputar um segmento sem concorrentes, que é o de esportivos compactos. O carro recebeu o motor 2.0 de 150 cv e 20,9 kgfm de torque, combinado com transmissão manual de seis marchas. 

O grande barato desse carro era sua suspensão preparada pela divisão Renault Sport.

Ram lança linha 2022 para as picapes 1500 e 2500


Se a gigantesca Ram 3500, prometida para chegar esse ano, ficou apenas na promessa, a divisão de picapes da Stellantis, acaba de lançar a linha 2022 para o mercado brasileiro. Por aqui a marca oferece os modelos 2500 Laramie e 1500 Rebel.

E para ampliar a gama enxuta, a linha 2022 chega com novidades homeopáticas como o retorno do pacote Night Edition para a gigante 2500. O kit deixa a picape mais esportiva, sem aquele excesso de cromados, que só combinam com a fivela do fazendeiro endinheirado.

A picape também recebeu melhorias no sistema multimídia. O pacote adiciona controle de cruzeiro adaptativo com parada (ACC+), alerta de colisão frontal com frenagem (FCW+) e sensor de permanência em faixa com correção ativa. Itens indispensáveis para um veículo com mais seis metros e 3,4 toneladas.

Ele ainda oferece sistema de áudio premium Harman Kardon de 16 alto-falantes, subwoofer de 10 polegadas e 750W de potência; carregador de telefone por indução (RamCharger), aquecimento dos assentos traseiros laterais, retrovisor interno digital, cuja lente pode mostrar a imagem de uma câmera de alta definição ao lado da terceira luz de freio, resultando na melhor visibilidade traseira possível e estribos elétricos, que ficam “escondidos”. O preço sugerido é de R$ 475 mil.

Já a 1500 Rebel 2022, com seu magnífico V8 de 400 cv, tem preço sugerido de R$ 450 mil. Ela recebeu upgrade do sistema multimídia, que passa contar com conexão sem fio e filtro de ar no padrão N95.