MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 1 de março de 2014

A democracia fracassou no Brasil? Regime militar pode voltar?




A democracia fracassou no Brasil? Regime militar pode voltar?
Eles querem a Volta dos Militares! Eles vão marchar dia 22 de março em várias capitais. Quem são essas pessoas e o que eles realmente desejam? Fanpage de Rachel Sheherazade apoia o evento. #marchadafamilia22
    Pedir às forças armadas que intervenham na política é algo perfeitamente plausível para milhares de cidadãos brasileiros. Eles se pautam no artigo da CF de 1988 que diz que as instituições militares devem garantir a lei, a ordem e os poderes constituídos. Essas pessoas há alguns meses têm articulado uma grande manifestação planejada para o dia 22 de março com o objetivo de dizer ao Brasil e ao mundo que desejam uma  nova intervenção militar no Brasil. Eles não negam que os militares erraram em alguns pontos durante a ditadura, mas reconhecem que sua ação foi precisa no sentido de ter livrado o país de se tornar um país comunista. Alguns dizem que os militares, caso intervissem agora, deixariam o poder em pouco tempo, ficando em seu lugar um governo provisório, formado por civis de conduta ilibada.
Em 2013 ocorreram algumas concentrações com o mesmo objetivo, principalmente no Rio e São Paulo, a participação foi pequena. Contudo, esse ano os grupos engajados nessa campanha parecem estar mais organizados, já confeccionaram cartazes, flyers e publicaram várias chamadas de vídeo para o evento. Uma das organizadoras avisa que a polícia e órgãos de segurança já foram convocados para prestar apoio às manifestações. Vários sites tem apoiado o movimento, que se alastra mais rapidamente na medida em que se aproxima a data marcada. Os organizadores informam que entre os divulgadores da Marcha da Família com Deus está a fanpage Rachel Sheherazade, a página tem mais de 50 mil seguidores.
   Acessando os links fornecidos pela organização pudemos calcular que os grupos e páginas que aderiram ao evento contam com cerca de 35.000 pessoas que participam diariamente, comentando e mencionando os artigos nas redes sociais, principalmente no twitter e facebook. Contudo, o número de seguidores das páginas ultrapassa 350.000, um número assustador, principalmente levando-se em conta que na internet ninguém é passivo, todos são multiplicadores de informação.
   Eles não defendem nenhum partido político, criticam a doação de dinheiro para o governo cubano, criticam o sistema de saúde, a contratação de médicos cubanos pelo governo e gastos para a realização de grandes eventos esportivos em um Brasil que não proporciona aos seus próprios cidadãos uma qualidade de vida pelo menos razoável.
Entre as solicitações do movimento estão:  1 - destituir a presidente Dilma Rousseff do cargo de presidente da republica, e o vice-presidente Michel Temer por estarem inaptos a ocuparem seus cargos e por não conterem mais a confiança e legitimidade do povo brasileiro. 2 - dissolver o Congresso Nacional  3 - prisão de todos os conspiradores por corrupção e alta traição, ao servirem voluntariamente a interesses estrangeiros contra o Brasil através do foro de São Paulo, que é uma invasão sigilosa do território nacional executada por países estrangeiros liderados pelo regime de Cuba através de agentes infiltrados, também por associação aos narcotraficantes das FARC e pelo desvio das riquezas nacionais para beneficiar outros países. 4 - dissolução de todos os partidos e investigação com punição à organizações e partidos integrantes ou apoiadores do Foro de São Paulo. 5 - Intervenção em todos os governos estaduais e municipais e seus respectivos legislativos sob a mesma forma dos itens 1 e 2. 6 - combate sistemático à corrupção e subversão. 7 - intervenção no STF, cuja presença de ministros simpáticos aos conspiradores é clara e evidente.  

   Quando questionados sobre possiveis confrontos com militantes de esquerda, que prometem comparecer ao local, e até realizar uma marcha em paralelo, os defensores da intervenção militar dizem que não ha nenhum tipo de receio, pois a polícia e demais orgãos de segurança já foram informados sobre a manifestação.
    Nos últimos meses a discussão entre esquerda e esquerda é cada vez mais intensa no Brasil. A esquerda chama os organizadores dessa manifestação de reacionários, fascistas e extremistas de direita. Talvez eles sejam realmente reacionários, afinal, pedem uma reação contra os desmandos perpetrados pelo governo atual. Porém, acusa-los de Fascismo e de ser de extrema de direita não é plausível. Quem se opõe ao evento cita principalmente a tortura e autoritarismo como características dos militares.
   Foi marcado também para o dia 22, no mesmo local, a "Marcha Antifascista", organizada pelo grupo Ação Antifascista Brasil. A chamada é atrevida e merece a atenção das autoridades, ja que ao contrário dos manifestantes da Marcha da família, o grupo que se diz anti-fascista promete uma BADERNA, veja: "já que eles querem tanto a ordem, vamos trazer para a burguesia a verdadeira "baderna do povão" já que como disse o ilustre DITADOR Figueiredo "Prefiro o cheiro de cavalos ao do povo". 
   A grande mídia tem se calado em relação a Marcha da Família com Deus marcada para o final desse mês. O silêncio pode ser um sinal de que o evento realmente oferece perigo à ordem vigente. É certo que no mínimo causará um considerável prejuizo político para o governo atual e a grande verdade é que os manifestantes da marcha da família tem direito de expressar sua opinião, isso é endossado pela constituição federal, e as autoridades tem de garantir esse direito.
     Entendemos que aqueles que são a favor do governo atual também tem direito de se manifestar, desde que de forma realmente pacífica. Se houver algum tipo de baderna, confronto ou confusão, a repercussão poderá ser maior ainda, dando voz àqueles que a mídia quer calar, por isso a estratégia mais racional para os grupos que simpatizam com a esquerda será se manter o mais longe possível, deixando sua manifestação para outro momento. 
    Esse mes de março, aniversario de 50 anos da intervenção militar no país, promete ser bem movimentado, parece que a direita, antes calada, pretende mostrar sua força. Além da marcha da família ha várias comemorações em memória do evento que, indiscutivelmente, livrou o Brasil do Comunismo. 
  As autoridades tem de estar atentas, se existe uma quantidade tão grande de pessoas que pede uma intervenção militar certamente há muita coisa errada acontecendo no Brasil. Será que nossa democracia fracassou mesmo, precisaremos começar de novo?
http://sociedademilitar.com.br 

Gastança padrão Dilma. Despesas do governo aumentam quase 20% em janeiro.


Uma semana depois de prometer maior austeridade neste ano eleitoral, o governo Dilma Rousseff divulgou ontem uma disparada de gastos em janeiro. Impulsionadas por pagamentos atrasados de 2013, as despesas federais com pessoal, programas sociais, custeio administrativo e investimentos tiveram alta de 19,5% e chegaram a R$ 90,1 bilhões.
Em consequência, o saldo das contas do Tesouro Nacional --a diferença entre as receitas e os gastos --caiu pela metade, de R$ 26,3 bilhões em janeiro de 2013 para R$ 13 bilhões no mês retrasado. Considerados os resultados de Estados, municípios e estatais, a poupança do setor público caiu, na mesma base de comparação, de R$ 30,3 bilhões para R$ 19,9 bilhões.
Os dados desagradaram aos investidores e contribuíram para a queda da Bolsa de Valores e a alta do dólar. O mercado financeiro acompanha mais de perto o impacto dos gastos do governo na inflação e no crescimento da dívida pública. Conforme as metas anunciadas na semana passada, o Tesouro Nacional deverá fazer uma poupança de R$ 80,8 bilhões até o final do ano, acima dos R$ 75,3 bilhões do ano passado --só obtidos, aliás, com o adiamento de gastos de dezembro para janeiro.
O objetivo é manter o saldo das contas do governo --que influencia a expansão da dívida pública e a inflação-- estável como proporção do Produto Interno Bruto, ou seja, proporcional às dimensões da economia nacional. O resultado de janeiro mostra como será difícil atingir os resultados prometidos. Normalmente, trata-se do mês de maior superavit no ano, em razão do calendário da arrecadação de tributos.
Em 2013, o saldo de janeiro representou um terço do total obtido no ano; já o do mês retrasado equivale a um quinto da meta a ser cumprida até dezembro. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, minimizou a importância da piora dos números de janeiro, que atribuiu a fatores atípicos, sem caracterizar uma tendência. Segundo ele, o saldo de fevereiro será positivo, enquanto o do mesmo período de 2013 foi negativo.

CETICISMO

Mesmo com ressalvas semelhantes, analistas consideraram os resultados ruins e mostraram ceticismo quanto ao cumprimento da meta fiscal para o setor público, equivalente a 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto), mesmo percentual obtido em 2013. Para a consultoria Rosenberg Associados, a "esbórnia" nas contas públicas de 2013 ainda causa significativo impacto em 2014. A empresa manteve sua projeção de superavit em 1,5% do PIB. O Itaú Unibanco trabalha com uma projeção ainda mais modesta, de 1,3% do produto(Folha de São Paulo) 
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Não era uma quadrilha?



A foto acima foi clicada em plena vigência do Mensalão. Era o início do governo Lula. O crime de quadrilha presume a associação de três ou mais delinquentes para a prática de delitos. Os três sorriem na foto. Os três comandam o PT. Os três estão sentados no mesmo lado da mesa. Quem estará na negociação do outro lado? Seis ministros do STF, naquela que ficou conhecida como a "tarde triste", olharam para esta foto e concluíram que os três não agiram de comum acordo, não estavam associados, não eram os supremos dirigentes do PT quando explodiu o maior escândalo de corrupção da história política do país. Para estes ministros, os três que sorriem na foto foram apenas ladrões solitários, agindo de forma isolada, cada um roubando um pedaço dos R$ 100 milhões dos cofres públicos. O crime de formação de quadrilha caiu, porque seis juízes se associaram para negociar, de forma vergonhosa, a absolvição destes três corruptos que, por quadrilha, já estavam condenados na mesma última instância do Supremo Tribunal Federal. 
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Lula mentiu que o Brasil seria a quinta economia do mundo em 2016. Dilma pode derrubar país para nono lugar em 2014.


Em seminário Brasil-África realizado no ano passado, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, Lula trombeteou que o Brasil seria, em 2016, a quinta economia do mundo. Na sua análise estapafúrdia, alertava que o País precisava se dar conta que se tornou um "país grande" no cenário internacional. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

O Brasil destoou no ano passado dos emergentes com um crescimento maior do que o registrado em 2012. Porém, essa aceleração não foi suficiente para colocar o país na lista das economias com expansão mais forte em 2013. Levantamento com 36 países mostra que o crescimento de 2,3% do Brasil está no meio da tabela, em 15º lugar, atrás de uma série de emergentes, especialmente da Ásia (de China a Tailândia), já que essas economias costumam estar entre as primeiras a divulgar o PIB.
Para Robert Wood, analista da consultoria EIU (Economist Intelligence Unit), o misto de crescimento modesto em 2014 com desvalorização cambial deve fazer o Brasil perder neste ano duas posições no ranking das maiores economias globais. Atual sétimo colocado, o Brasil, projeta Wood, cairia para o nono lugar, sendo ultrapassado por Índia e Rússia ao final de 2014.

Mesmo com a aceleração do crescimento em relação ao de 2012, o ritmo brasileiro ficou mais perto do dos países desenvolvidos --que costumam registrar avanços menores e estão ainda atravessando a crise que teve início em 2008-- do que de seus pares emergentes. Quando a comparação do crescimento brasileiro é feita apenas entre os 22 emergentes, ele aparece em 13º lugar. A China, que já não vem crescendo nos últimos anos no ritmo de dois dígitos, avançou 7,7%. Filipinas, Indonésia e Vietnã também apresentaram altas fortes no PIB, superiores a 5%.

Na vizinhança latino-americana, poucos países já divulgaram seus resultados do quarto trimestre. O Brasil ficou bem atrás da economia peruana (alta de 5% no ano), mas superou com folga o México (1,1% mais que em 2012), o atual "queridinho" dos mercados financeiros.

EMERGENTE DISTANTE
Pela projeção do FMI (Fundo Monetário Internacional), os emergentes devem ter crescido mais do que 4% no ano passado, após alta de 5% em 2012. As estimativas do Fundo mostram que a última vez que a alta do PIB brasileiro superou a média dos países emergentes foi em 1995. Durante os três primeiros anos do governo Dilma Rousseff, iniciado em 2011, o crescimento brasileiro, em média, foi inferior ao de 20 economias --na comparação entre 36 nações. 
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Uma igreja com contas bloqueadas


Comandada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, a Mundial tem bens retidos pela Justiça por causa de dívida de R$ 10 milhões com a Rede Bandeirantes

Rodrigo Cardoso (rcardoso@istoe.com.br)  ISTO É

Não é segredo o fato de o apóstolo Valdemiro Santiago enfrentar problemas na Justiça por falta de pagamento de aluguéis de diversos templos da sua Igreja Mundial do Poder de Deus. Em outubro passado, em sua edição de número 2293, ISTOÉ esmiuçou as dificuldades financeiras da instituição religiosa. Os casos de inadimplência, porém, foram ofuscados, na semana passada, por uma crise maior. Em janeiro, a Rede Bandeirantes acionou a Mundial cobrando judicialmente uma dívida de R$ 10.156.259,57 pelo não pagamento de mensalidades relativas à cessão de espaço na programação do canal. Na ação, solicitou o bloqueio de bens da igreja e, um mês e meio depois, obteve uma decisão favorável que impingiu um dos maiores reveses da história do império evangélico de Valdemiro. Entre os dias 20 e 22 deste mês, seis contas bancárias da Mundial foram vasculhadas, para cumprir a ordem do juiz Carlos Eduardo Borges Fantacini, da 26ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e foram bloqueados R$ 2.133.103,80 de duas delas.
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ACUSAÇÃO
A Bandeirantes vai à Justiça cobrar a igreja do apóstolo Valdemiro Santiago
A Mundial e a TV Bandeirantes têm relaçõs comerciais desde 2010. Em 1º de janeiro de 2013, acertaram um contrato de quatro anos. Desde então, a igreja deveria pagar R$ 3 milhões mensais para que a emissora divulgasse diariamente, das 4h às 6h50, os programas produzidos pela instituição religiosa. Esse acordo foi cancelado no fim do ano passado, justamente por atrasos contumazes e reincidentes. Na ação, foi alegado falta de pagamento das parcelas de setembro e outubro de 2013 e de parte das de agosto e novembro do mesmo ano. Pessoas a par do acordo comercial entre o apóstolo e a família Saad, dona da Bandeirantes, contam que a relação entre as partes começou a ruir em 2011. Desde então, os valores em atraso da Mundial chegaram a variar de R$ 12 milhões a R$ 20 milhões. “A igreja atrasava o pagamento, renegociava e pagava com cheques parcelados. E vários cheques voltaram sem fundos, com valores que variavam de R$ 100 mil a R$ 1,5 milhão”, contou uma pessoa com acesso às tratativas. “A emissora fez mais de dez notificações judiciais sobre atrasos e mais de 50 por meio de cartas e e-mails à Mundial. Não era saudável manter a relação.”
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O cerco aos bens da Mundial não parou por aí. O juiz Fantacini, de São Paulo, ordenou a apreensão de veículos da igreja e a restrição do licenciamento e da transferência dos mesmos. Dona de sete mil templos espalhados pelo mundo e empregadora de 2.500 funcionários, a igreja fundada em 1998 pelo apóstolo Valdemiro, um ex-líder da hoje rival Igreja Universal do Reino de Deus, ofereceu um terreno de aproximadamente seis mil m2, em Goiânia (GO), avaliado em R$ 15 milhões, em troca da liberação dos valores bloqueados. Com a recusa da Bandeirantes, o magistrado usou expressões duras contra a Mundial no despacho emitido na segunda-feira 24, no qual informava sua decisão. Citou o “absurdo número de processos” a que ela responde, “grande parte deles por inadimplência”, o que apontaria para uma “irremediável insolvência” da instituição, sem contar “o grande número de restrições de créditos diversas”.
Dados deste mês da Serasa, instituição que avalia quem tem crédito na praça, apontam a existência de 378 protestos contra a igreja, (em uma dívida total de R$ 9.478.900), 195 pendências financeiras (no valor de R$ 127.109), 20 cheques sem fundos (que somam R$ 14.590.923) e 13 sustados nos últimos seis meses. Procurada, a direção da Mundial preferiu não se manifestar enquanto o processo estiver em andamento.
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CRISE
Na edição 2293, de outubro do ano passado,
ISTOÉ mostrou que a igreja acumulava dívidas
Quando ISTOÉ detalhou a crise financeira da Mundial, o contrato de cessão de espaço na programação da Band tinha acabado de ser rescindido pela emissora. Mais: a igreja, que havia acertado com o Grupo Bandeirantes no fim de 2012 a compra do Canal 21, do qual ocupava 22 horas na programação, viu esse contrato também ser interrompido por falta de pagamento de parcelas e descumprimento de algumas cláusulas, segundo a Bandeirantes. Valdemiro e a família Saad, então, entraram em litígio também por causa do Canal 21.
A Mundial pede uma indenização de R$ 200 milhões, alegando rompimento unilateral de contrato sob o argumento de que uma cláusula garantia a ela a possibilidade de honrar as parcelas após 45 dias da data do vencimento. A Bandeirantes, que repassou rapidamente os horários tanto da Band quanto do Canal 21 para Igreja Universal do Reino de Deus, pede R$ 100 milhões relativos a parcelas atrasadas, reembolso de despesas, multa e juros.
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SHOWMAN
Valdemiro saiu da Bandeirantes e agora prega na Rede TV! aos domingos
Para não ficar fora da programação da tevê aberta, um dos grandes pilares da evangelização neopentecostal, a Mundial fechou com a Rede TV! no início do ano e agora ocupa três horas de programação aos domingos. Remediou um problema de propagação da fé, mas as finanças da instituição seguem no vermelho.
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Fotos: Fábio Guinalz/Fotoarena/Folhapress, Pedro Dias/Ag. Istoé

Veja 20 estreias previstas para o Salão de Genebra 2014


Evento começa na próxima terça (4), para imprensa, na Suíça.
Novas gerações de TT e Twingo e inédita minivan da BMW são destaques.

Do G1, em São Paulo
O Salão de Genebra de 2014 abrirá suas portas na próxima terça-feira (4), para a imprensa, e na quinta (6), para o público. "Território" neutro, já que não há marcas de grandes volumes de origem suíça, o evento é considerado um dos mais equilibrados do calendário automobilístico, sem domínio de uma montadora ou nacionalidade específica. A edição 2013 ficou marcada pela estreia de superesportivos como Lamborghini Veneno, Ferrari LaFerrari e McLaren P1 – e essa não será diferente, com a apresentação de modelos mais acessíveis.
Confira os carros que devem ser destaques nesta 84ª edição.
AUDI
Esboço do Audi TT 2015 (Foto: Divulgação)Esboço do Audi TT 2015 (Foto: Divulgação)
Assim como em 2013, quando a atração principal fora o RS 6, esta edição terá como protagonista também um esportivo. Trata-se da 3ª geração do TT, que promete uma “reinterpretação” estética da 1ª geração do modelo, de 1998. O interior também foi reconstruído, com destaque para o painel de instrumentos totalmente digital.
Audi S1 Sportback (Foto: Divulgação)Audi S1 Sportback (Foto: Divulgação)
Desde que o A1 foi apresentado espera-se por sua versão esportiva que, enfim, estreará em Genebra. O que principalmente difere o S1 do A1 é, evidentemente, o motor: 2.0 turbo, de 231 cv e 37,7 kgfm de torque, ainda mais potente que o utilizado no A1 quattro, esportivo de produção limitada apresentado em 2012. A tração passa a ser integral, e não mais dianteira, enquanto a transmissão é manual, de seis marchas.
Esteticamente, parachoques, rodas, faróis, lanternas e detalhes no interior (como a capa atrás dos bancos dianteiros) distinguem o S1 dos demais membros da gama.
Audi S3 (Foto: Divulgação)Audi S3 (Foto: Divulgação)
A linha A3 será ampliada com o S3 Cabriolet, versão esportiva inédita para a carroceria conversível. Com motor 2.0 turbo (TFSI) de 300 cv e 38,7 kgfm de torque, o modelo faz de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos. Com a oferta de A3, S3, A3 Sportback, S3 Sportback, A3 Cabriolet e agora o S3 Cabriolet, resta o novo RS 3 para completar a gama do hatch.

BENTLEY
Bentley Continental GT Speed 2015 (Foto: Divulgação)Continental GT Speed 2015 (Foto:Divulgação)
Equipado com um motor 6.0 W12 biturbo de 635 cv capaz de levar o cupê aos 332 km/h de velocidade máxima, o novo Continental GT Speed é o mais veloz Bentley já produzido, segundo a marca.  Entre os equipamentos mais luxuosos, há bancos com aquecedores para o pescoço, volante aquecido e pedais de liga-leve.

BMW
BMW Série 2 Active Tourer (Foto: Divulgação)BMW Série 2 Active Tourer (Foto: Divulgação)
A história da BMW começará um novo capítulo durante o Salão de Genebra com o Série 2 Active Tourer, que não só é a primeira minivan da marca, como também seu primeiro automóvel de tração dianteira. É também o primeiro BMW a ser equipado com um motor de 3 cilindros (no caso um 1.5 litro turbo, utilizado também no Mini Cooper). O câmbio pode ser manual, de seis marchas, ou automático, de oito velocidades. A plataforma sobre a qual é montado, que além da tração dianteira é formada pelo motor montado na transversal, é construída com aços de alta resistência e dará origem outros futuros carros da marca.
Com 4,34 m de comprimento, 1,80 m de largura e 1,55 m de altura, o Série 32 Active Tourer se aproxima do seu principal concorrente, o Mercedes-Benz Classe B, que tem 4,36 m, 1,78 m e 1,55 m, respectivamente. Seu porta-malas carrega 468 litros, capacidade que pode ser elevada para 1.510 litros com os bancos traseiros rebatidos. A estreia na Europa ocorrerá logo após o Salão; no Brasil, o Série 2 Active Tourer deve ser exibido durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.
Alpina B4 Bi-Turbo Cabrio (Foto: Divulgação)Alpina B4 Bi-Turbo Cabrio (Foto: Divulgação)
A Alpina apresentará o B4 Bi-Turbo Cabrio, versão mais apimentada do Série 4 Cabrio e com visual diferenciado. O motor 3.0 biturbo foi retrabalhado para render 410 cavalos e 61,2 kgfm de torque – ante 306 cv e 40,8 kgfm do modelo original. Esteticamente, mudam as rodas, o para-choque dianteiro e a nomenclatura na tampa do porta-malas.

CITROËN
Citroën C1 (Foto: Divulgação)Citroën C1 (Foto: Divulgação)
A nova geração do C1 é mais um indicador de que os subcompactos e os motores de 3 cilindros estão em alta - vide Volkswagen Up!. No caso do modelo da Citroën, o bloco é de 1,2 litro e 82 cv, responsáveis por movimentar os 840 kg do hatch. Com 3,26 metros de comprimento, 1,62 metro de largura, 1,45 metro de altura e porta-malas de 196 litros, o novo C1 será vendido com 2 e 4 portas. Destaque para o teto-solar panorâmico, que abre até a segunda fileira de bancos e os polêmicos.

Citroën C4 Cactus Adventure (Foto: Divulgação)Citroën C4 Cactus Adventure (Foto: Divulgação)
Outra estreia da Citroën em Genebra será a versão Adventure do conceito C4 Cactus, conceito que estreou no Salão de Frankfurt sugerindo novas diretrizes para o papel do automóvel – as almofadas nas portas servem para protege-las e evitar que o dono gaste com pequenos arranhões, por exemplo. A marca também lançará o C5 CrossTourer.

FIAT
Fiat Freemont Cross (Foto: Divulgação)Fiat Freemont Cross (Foto: Divulgação)
A Fiat focará em caros com apelo aventureiro no Salão de Genebra. Um deles é o Freemont Cross, que exibe novos para-choques dianteiro e traseiro, grade dianteira em preto brilhante, rodas exclusivas de 19 polegadas, saias laterais e faróis e lanternas escurecidos. Internamente, há sistema de som com seis alto-falantes e 368 Watts e subwoofer e novo revestimento para os bancos em couro.  Outro modelo de apelo off-road é o Panda Cross, cujos destaques são equipamentos (Torque on Demand e Terrain Control) que fazem jus ao nome da versão.

FORD
Ford Focus 2015 (Foto: Divulgação)Ford Focus 2015 (Foto: Divulgação)
Quatro anos após sua estreia, a terceira geração do Focus estreia um novo visual. As mudanças se concentram na dianteira, que recebe novos faróis, para-choque e capô redesenhados e grade ao estilo “Aston Martin” – como New Fiesta, Fusion e EcoSport já exibem. Na traseira, lanternas e para-choque levemente reestilizados. Já a cabine do modelo sofreu poucas alterações, que se limitam a volante de três raios e um painel central mais “clean”. A versão perua do Focus 2015 também será apresentada no salão.

HONDA
Honda Civic Type-R (Foto: Divulgação)Honda Civic Type-R (Foto: Divulgação)
Se a Opel vai de Astra OPC Extreme, a Honda promete agitar o segmento de hatches esportivos com o protótipo do novo Civic Type R. Com lançamento da versão final programado para o início de 2015, o modelo é descrito pela marca japonesa como um “carro de corrida para as ruas”. A Honda ainda não revelou dados sobre motorização, mas acredita-se que o 2.0 turbo que equipará o modelo gere cerca de 300 cv.
O Fuel Cell Electric Vehicle (FCEV) Concept, o conjunto mecânico do superesportivo NSX e o Civic que disputará a edição 2014 do World Touring Car Championship (WTCC) também terão destaque no estande da marca em Genebra.

JAGUAR
XFR-S Sportbrake (Foto: Divulgação)XFR-S Sportbrake (Foto: Divulgação)
A Jaguar decidiu entrar na briga de peruas superesportivas, que já tem como expoentes nomes como Audi RS 6, Mercedes-Benz E 63 AMG, entre outros. Para competir com tais concorrentes, a XFR-S Sportbrake toma emprestado do sedã homônimo o motor 5.0 V8 Supercharged, de 550 cavalos de potência e 69,4 kgfm de torque, acoplado a uma transmissão automática de oito velocidades – que segundo a marca inglesa faz de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos e atinge a velocidade máxima de 300 km/h. Destaque para o recurso que identifica que o carro está contornando curvas e mantém a rotação ideal para a saída da curva.

MCLAREN
McLaren 650S (Foto: Divulgação)McLaren 650S (Foto: Divulgação)
A marca inglesa tem apostado no Salão de Genebra para lançar seus esportivos. A edição passada revelou o topo de linha P1, e agora é a vez do intermediário 650S, que ficará acima do MP4-12C. O nome faz alusão ao motor V8 biturbo, que tem 650 cavalos, e visualmente o carro é uma união da frente do P1 com a traseira do MP4-12C.

MERCEDES-BENZ
Classe S Coupe (Foto: Divulgação)Classe S Coupe (Foto: Divulgação)
Quando chegar às ruas, o novo Classe S Coupe será o primeiro automóvel do mundo produzido em série com um sistema (batizado de Active Curve Tilting Function) que inclina o carro nas curvas. O recurso é baseado no Magic Body Control, sistema de suspensão inteligente que estreou no Classe S sedã, e ao detectar, por meio de duas câmeras frontais, curvas a uma distância de 15 metros “deita” o veículo em até 2,5 graus (como uma motocicleta), reduzindo a aceleração lateral e garantindo mais estabilidade.
O Classe S Coupe substitui o CL como modelo topo de linha da Mercedes. Sua versão de estreia será a S500, equipada com um motor 4.6 V8 biturbo, de 455 cv e 71,3 kgfm de torque, e acoplado a um câmbio automático de sete marchas – a tração é traseira ou integral, opcionalmente.

MINI
Mini Clubman Concept (Foto: Divulgação)Mini Clubman Concept (Foto: Divulgação)
A Mini dá sequência à reformulação total de sua linha com o Clubman, visto em Genebra ainda como conceito. Enquanto o modelo atual tem cinco portas (duas traseiras, duas nas laterais e mais uma, menor, do lado direito para facilitar o acesso de passageiros ao banco traseiro), a novidade tem quatro portas convencionais de cada lado, além das traseiras. O visual segue as transformações aplicadas no Mini Cooper, com faróis maiores; atrás, as lanternas passam a ser horizontais.
Com a missão de ser mais versátil e prático, o Clubman cresceu: 4,22 m (26 cm a mais) de comprimento, 1,84 m (17 cm a mais) de largura e 1,45 m de altura (25 cm a mais). Tais medidas deixam o Clubman maior que o Countryman, tornando-se assim o maior modelo da marca atualmente. No interior, as mudanças ainda estão no campo da ficção, mas acompanham o estilo adotado no novo Cooper – de quem o Clubman deve emprestar os novos motores 1.5 de três cilindros e 2.0, de quatro cilindros.

NISSAN
Nissan terá novo crossover em Genebra (Foto: Divulgação)Nissan terá novo crossover em Genebra (Foto: Div.)
A marca japonesa promete para o evento mais um membro da sua “rejuvenescida família de crossovers”, que se juntaria a Qashqai e X-Trail. Resta saber se o tal modelo será a próxima geração do Murano ou um carro totalmente inédito. Genebra também será a estreia europeia do GT-R Nismo  e a van elétrica e-NV200.

OPEL
Astra OPC Extreme (Foto: Divulgação)Astra OPC Extreme (Foto: Divulgação)
Ainda que enfrente problemas financeiros e não raro corra o risco de ser fechada, a Opel segue investindo em seus produtos. E não necessariamente naqueles destinados a alavancar as vendas: o Astra OPC Extreme ainda é tratado como conceito e se for produzido, serão poucas unidades. A proposta se difere do Astra OPC já em linha pelo propulsor 2.0 turbo, que salta dos originais 280 cv para 300 cv – se tornando, caso vire realidade, no carro de tração dianteira mais potente da história da marca. Além do motor apimentado, o OPC Extreme passou por uma redução de 100 kg no peso, substituindo algumas partes da carroceira (como os para-lamas) por alumínio ou fibra de carbono (como no teto).

PEUGEOT
Peugeot 108 2015 (Foto: Divulgação)Peugeot 108 2015 (Foto: Divulgação)
A Peugeot promete que o novo 108 será um dos carros mais leves e eficientes quando chegar ao mercado – o que pode se tornar realidade considerando os 3,47 m de comprimento, 1,6 m de largura e 840 kg. Outra promessa da marca é que a cabine terá o refinamento encontrado em modelos de categoria superior – com destaque para a central multimídia com tela de sete polegadas e o ar-condicionado digital. O motor pode ser 1.0 (69 cv) ou 1.2 (82 cv), ambos de três cilindros.

RENAULT
Renault Twingo 2015 (Foto: Divulgação)Renault Twingo 2015 (Foto: Divulgação)
A estrela da Renault será a 3ª geração do Twingo. Revolucionário, o subcompacto traz motor e tração traseiros, configuração incomum para a categoria. A marca ainda guarda dados sobre motorização e desempenho, e apenas afirma que a inspiração veio do 5 Turbo. A nova plataforma do Twingo será usada também pelo futuro Smart Fotwo.

VOLKSWAGEN
Volkswagen Golf GTE (Foto: Divulgação)Volkswagen Golf GTE (Foto: Divulgação)
Nem quando encarna o papel de híbrido o Golf deixa a esportividade de lado. Equipado com um bloco de 1,4 litro turbo, de 150 cavalos, associado a um elétrico de 105 cv – que somados geram 204 cv (como a potência máxima de cada um é atingida em rotações diferente, não basta simplesmente somar os números absolutos) –, o GTE faz de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e chega a 217 km/h – números próximos aos do GTI. A parte econômica é representada por uma autonomia de até 50 km somente no modo elétrico e uma média de 66,7 km/l, segundo a marca.
Volkswagen Scirocco R 2015 (Foto: Divulgação)Volkswagen Scirocco R 2015 (Foto: Divulgação)
Há seis anos sem mudanças significativas, o Scirocco estreará em Genebra leves mudanças estilísticas: novos faróis bi-xenon, grade levemente redesenhada e para-choques dianteiros e traseiros reformulados. Na cabine, em homenagem ao primeiro Scirocco, de 1974, foram incorporados mostradores de pressão do turbo, temperatura do óleo e cronômetro. Novas cores completam as mudanças estéticas, enquanto a gama de motores foi atualizada – destaque para o 2.0 turbo de 280 cv, exclusivo do Scirocco R. A Volkswagen também exibirá no salão a gama Polo atualizada com um discreto facelift.

VOLVO
Volvo Concept Estate (Foto: Divulgação)Volvo Concept Estate (Foto: Divulgação)
Há tempos a Volvo deixou de lado o visual conservador de seus carros – como provam C30, V40 e V60. Mas, para quem ainda duvida da ousadia da marca sueca, eis o Concept Estate, que ao lado dos também protótipos Concept Coupé e Concept XC Coupé, o Concept Estate prevê as futuras linhas do novo XC90, SUV topo de linha da Volvo, que será revelado durante o Salão de Paris, de 4 a 19 de outubro. Internamente, a Volvo destaca a simplicidade no visual e os comandos operados de maneira intuitiva pela tela de controle no console central, similar a um tablet.

Primeiras impressões: Volkswagen Up!


G1 experimenta a versão mais barata e a mais cara do compacto.
Preço de entrada é razoável, mas extrapola nas versões mais caras.

Rodrigo Mora Do G1, em Gramado (RS)

Ao fim de 2013, a Volkswagen substituiu o hatch médio mais defasado da categoria por sua geração atual, e fez do Golf, da noite para o dia, o melhor em seu segmento – acompanhado de perto pelo Ford Focus 3 e, um pouco mais distante, pelo Chevrolet Cruze, mas ainda assim o carro a ser superado.
Neste início de 2014, a montadora aposenta a obsoleta quarta geração do Gol para abrir espaço para o global Up!, que repete a condição do modelo maior: com poucos deslizes, muitas qualidades e preços na média, vê alguma ameaça de Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, mas cria um abismo para os demais quando a perspectiva é segurança, dirigibilidade e tecnologia.
Econômico, seguro e fácil de consertar
Poucos são aqueles que entram numa concessionária e perguntam ao vendedor qual a nota de consumo do seu carro de interesse no Conpet, o programa de etiquetagem veicular do Inmetro. A resposta seria “A”, que coloca o modelo entre os mais econômicos do país, atrás somente dos híbridos Ford Fusion Hybrid, Toyota Prius e Lexus CT 200h e do Smart Fortwo, que só leva dois ocupantes. Nissan March e Renault Clio constam na lista do Conpet à frente do Up!, mas apenas quando não oferecem ar-condicionado e direção com algum tipo de assistência (elétrica ou hidráulica), enquanto o novato alcançou média (para cidade e para estrada, respectivamente) de 9,5 km/l com etanol e 13,75 km/l com gasolina contendo os dois equipamentos.
Menos gente ainda sabe para quê serve o Latin NCAP (ou qualquer órgão de segurança viária). Mas quem procurar se informar descobrirá que o Up! recebeu cinco estrelas pela proteção aos passageiros adultos e quatro para crianças, sendo que a pontuação geral chegou a 15,86 (de um total de 17 pontos possíveis) e 39,54 (de um total de 49), respectivamente – levando o Up! ao posto de carro mais seguro já examinado pela entidade.
O rival do Up! mais bem colocado foi o HB20, com quatro estrelas para adultos e três para crianças e 13,8 e 34,52 pontos, respectivamente. Em seguida vem o Toyota Etios, com quatro e duas estrelas (e 12,87 e 17,38 pontos). Chevrolet Celta, Fiat Uno, Fiat Palio, March, Clio e Renault Sandero apresentam desempenho vergonhoso. O Onix ainda não foi avaliado pela entidade.
Dentro de "casa", o Gol alcançou três estrelas para proteção de adultos e duas para a de crianças, com airbag duplo. Sem o item, deu vexame, com apenas uma estrela para adultos e duas para crianças. O Polo (exemplo de carro bem construído) obteve quatro e três estrelas, e o Jetta, cinco e quatro estrelas, como o próprio Up!. Mas sedã ficou pouco abaixo no cômputo geral, com 15,34 e 39,54 pontos para cada um dos quesitos.
Econômico, seguro e ainda o mais fácil e barato de consertar, segundo o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi). De acordo com a entidade, o compacto emplacou 11 pontos no CAR Group – em uma escala que vai de 10 a 60, sendo a menor pontuação sinônimo de melhor reparabilidade –, desbancando assim o Citroën C3, até então no topo, com 14 pontos. Intimamente ligado às seguradoras, o Cesvi defende que um índice menor de reparabilidade significa apólice de seguro mais barata.
Com tantas credenciais, restava saber se, ao volante, ele seria o melhor de sua categoria.
Impressões
O G1 experimentou com o Up! por cerca de 120 km, primeiramente com a versão Take Up!, que não só é a porta de entrada para o novo modelo, como também a isca para as configurações mais equipadas (e caras) da gama.
Como em qualquer carro do universo, é exasperante lidar com a ausência da direção hidráulica, opcional nessa versão e de série a partir da High Up!.
Nem a construção moderna do subcompacto resultou num sistema minimamente leve: o percurso rodoviário foi vencido com tranquilidade, mas no perímetro urbano – e na hora de estacionar – a única coisa que vem à mente é que economia nenhuma vale a pena em detrimento da direção eletromecânica. Ela pode ser incluída por meio do pacote de opcionais chamado "Easy drive", de R$ 1.240, que inclui coluna de direção com ajuste de altura e rodas de aro 14.
E não poder contar com o ar-condicionado, mesmo na estrada e com vidros plenamente abertos, foi um teste de paciência em meio ao calor de 35 C°.
Carro 'pelado' ainda?
Essas não são características propriamente do Up! – as observações valem para qualquer carro "pelado", mas nos levam à reflexão sobre o porquê da real existência dessa versão: quem, hoje em dia, ainda abre mão de tais itens?
Talvez resida nisso o principal defeito do Up!: a falta de itens básicos de série e o preço que se paga para tê-lo como opcional. Absurdamente, aquecimento é um "extra" que custa nada menos do que R$ 460, enquanto o ar-condicionado sai por R$ 2.750. Infelizmente, a dupla segue como “luxo” até a versão High Up!, intermediária, que começa em R$ 34.990. Com esses dois itens, sai por R$ 38.200.
Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)
Posição de dirigir é acertada
A vida fica bem mais agradável, sem dúvida, a bordo da White Up!, configuração topo de linha, experimentada por mais de 100 km. Se a posição de guiar é boa na básica Take Up!, que não tem ajuste de altura do volante (de ótima amplitude), é melhor quando ele está presente. A falta de regulagem na profundidade evidencia a competência da plataforma sobre a qual o Up! é construído, uma vez que mesmo sem ela é possível encontrar a posição ideal.
Tudo está à mão naturalmente, portanto. Um detalhe sempre ignorado mas fundamental para a ergonomia, é que a disposição dos pedais é perfeita. Esqueça a irritante situação do Fox, por exemplo, em que é preciso deslocar o pé esquerdo levemente à direita para acionar a embreagem. No Up!, a movimentação da perna é reta, sem desvios.
Motor econômico
Sem dúvida, o motor 1.0 de 3 cilindros e 12 válvulas (75/82 cv e 9,7/10,4 kgfm de torque) vai melhor no Up! do que no Fox Bluemotion, versão do hatch que tem a missão de ser mais econômica no consumo de combustível.
Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)
A explicação está no peso: 993 kg no veterano e 910 kg no estreante. Ainda minoria na categoria, o bloco tricilíndrico é mais potente que o 1.0 de 4 cilindros que vai no Gol (72/75 cv). E não se trata apenas de fazer melhor, mas como fazer, uma vez que o ruído e a vibração do motor são peculiares – e mais instigantes. Ao final do teste, o computador de bordo marcava bons 11,8 km/l.
A surpreendente dirigibilidade do Up! não está só no motor, mas também na cada vez melhor (e aqui também mais macia) transmissão MQ200, ainda sem similares em precisão de engates.  A direção tem respostas rápidas, peso correto em velocidades mais elevadas e é leve nas manobras. Nas curvas, mesmo quando tocado de maneira mais abusada, antagônica à sua proposta, o Up! foi estável e seguro.
A convivência na cabine é uma experiência revigorante ao evitar-se a mesmice, graças a elementos incomuns para carros da categoria, como o acabamento que atravessa o painel e segue a cor da carroceria nas versões Red Up!, White Up! e Black Up!, que são as mais caras, e o painel simples, mas funcional.
Uma ressalva vai para a falta de ajuste de altura para o cinto de segurança, mesquinharia típica do início dos anos 2000 e que não deveria se aplicar a um carro com o currículo dele.
Conclusão
O Up! não rejeita o hábito da Volkswagen de cobrar por quase tudo que não seja o essencial, e assim perde um pouco o sentido nas versões mais caras, cujo preço pode ultrapassar os R$ 40 mil. Mas cobra, também, pelo moderno projeto, construção com aços de alta e ultra resistência, alto nível de segurança e pela tecnologia do motor 1.0. O problema é que isso ninguém vê, e assim o Up! tem como destino apenas o tipo de consumidor que dá mais valor ao que realmente importa.
Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)

Bilionário doará fortuna em bolsas para instituições de caridade, pesquisa e ciências médicas na Noruega


Sem filhos, o empresário Olav Thon afirmou que colocará cerca de 90% dos seus US$ 4,1 bilhões em uma fundação

Bilionário doará fortuna em bolsas para instituições de caridade, pesquisa e ciências médicas na Noruega Kyrre Lien/NYTNS
Thon é filho de uma família de agricultores do vilarejo de Al, ao noroeste de Oslo, e trabalhava desde os 7 anos como pastor de ovelhas nas montanhas Foto: Kyrre Lien / NYTNS
Steven Erlanger
Olav Thon, 90 anos, é quase tão velho quanto a Noruega moderna, que se tornou independente da Suécia em 1905. Porém, atualmente, depois de passar de um menino pobre das montanhas ao habitante mais rico da Noruega, ele não tem certeza se a independência foi uma boa ideia.
A rápida ocupação da Noruega pela Alemanha Nazista na primavera de 1940 poderia nunca ter acontecido se a Noruega ainda fosse parte da Suécia, que nunca foi ocupada, afirmou.
— O nacionalismo era muito forte na Noruega em 1905, no sentido de que nos libertássemos da Suécia, mas devo dizer que não tenho certeza absoluta de que essa foi uma boa decisão; a Alemanha ocupou nosso país entre 1940 e 45. E se houvesse apenas um país escandinavo, talvez não fosse tão fácil realizar a ocupação.
O comentário é um dos exemplos de como ele gosta de misturar as coisas e se posicionar contra o consenso à esquerda que domina o país. Thon é um homem de negócios extremamente bem sucedido que não tem medo de apoiar a direita política em um dos países mais ricos e mais cheios de impostos do mundo, onde o dinheiro do petróleo e do gás natural financia um sistema de bem-estar social que transforma o trabalho praticamente em uma escolha de vida.
Ele gosta de roupas claras e nada sofisticadas, preferindo tecidos com xadrez colorido, um chapéu de lã cor-de-rosa que se tornou sua marca registrada e gravatas-borboleta verdes para mostrar que ele é um homem simples do povo que conseguiu um lugar entre o povo chique da cidade.
Ele sempre foi um crítico de Estados grandes e seu fardo fiscal — que paga de bom grado, preferindo não se tornar um exilado fiscal —, e teme o impacto da imigração nesta que era uma Noruega pequena, essencialmente rural e monoétnica.
Contudo, ele causou rebuliço ao fazer propagandas de página inteira nos jornais em favor do Parti Progressista anti-imigração, antes das eleições de setembro, que colocaram o partido no governo pela primeira vez como parceiro júnior do Partido Conservador, depois de oito anos de coalizões lideradas pelo Partido Trabalhista.
Thon, que é casado, mas não tem filhos, virou notícia novamente no ano passado quando anunciou que daria parte de sua fortuna a uma fundação, preservando boa parte de sua empresa e concedendo milhões de dólares em bolsas para instituições de caridade, de pesquisa e de ciências médicas.
Estima-se que sua fortuna seja de cerca de 25,4 bilhões de kroner (ou cerca de 4,1 bilhões de dólares); ele afirmou que colocará cerca de 90% desse montante na fundação, que será comandada por uma diretoria de sete membros, comandada por ele. Ele afirmou que daria ao menos 50 milhões de kroner ao ano (ou cerca de 8 milhões de dólares) em bolsas para inovação e pesquisa científica.
Falando em um inglês lento, mas fluente, ele reconhece que parte de sua ideia, uma vez que não tem herdeiros, tem o objetivo de preservar o futuro de sua empresa. Entretanto, ele ridicularizou a ideia de que estaria criando uma fundação de caridade para fugir dos impostos, destacando que o governo atual havia prometido eliminar o imposto de renda, de qualquer maneira.
Ao longo de uma entrevista de uma hora realizada durante um almoço no primeiro hotel do grupo de Thon, o Bristol, ele foi gracioso e engajado, feliz em falar sobre todos os assuntos e até em rir de si mesmo por conta de suas roupas extravagantes, afirmando que elas não passam de "uma jogada de marketing".
Thon é filho de uma família de agricultores do vilarejo de Al, na região montanhosa de Hallingdal, ao noroeste de Oslo. O nome do vilarejo vem da palavra norueguesa para "vala" ou "ravina", e o jovem Thon, que trabalhava desde os 7 anos como pastor de ovelhas nas montanhas, cresceu rápido e conquistou um espaço na capital do jovem país, Oslo.
Ele é um empreendedor nato que começou caçando raposas, vendendo suas peles e entrando no negócio das peles finas, exportando as raposas norueguesas e importando pele de karakul. Isso lhe rendeu o apelido de "a raposa" — o homem mais rico da Noruega, John Fredriksen, que vive em exílio fiscal no Chipre, é conhecido como "o grande lobo" — e ensinou lições importantes, afirmou.
Thon, em busca de exemplos nos EUA, começou a construir um império imobiliário, comprando e construindo hotéis e shoppings. O Grupo Olav Thon é dono de cerca de 500 propriedades, incluindo mais de 65 hotéis em quatro países, e 90 shoppings, com um lucro bruto em 2012 de 260 milhões.
Entretanto, seus pontos de vista continuam encarquilhados. Ele acredita que os jovens noruegueses ficaram moles com o dinheiro do petróleo e o Estado de bem-estar social:
— Não dá para alimentar o gato com creme fresco e comida na cozinha e esperar que ele saia por aí caçando ratos.
E ele teme o crescimento descontrolado da população:
— Será que é uma boa ideia ter 20 bilhões de pessoas vivendo no mundo?
Erna Solberg, a primeira-ministra da Noruega, afirmou que Thon a lembrava do famoso conto de fadas norueguês sobre o Askeladden, ou o Menino das Cinzas, "o cara esperto que, contra todas as probabilidades, sempre fica com a princesa, herda metade do reino e tem dois irmãos idiotas".
— Acho que essa imagem de Olav Thon sempre foi uma espécie de conto de fadas norueguês. E ele ainda vive uma vida muito simples. É claro que ele deu alguns benefícios para a sociedade norueguesas e, nos últimos 10 ou 20 anos, ele financiou muitas atividades apreciadas pelos noruegueses, especialmente atividades ao ar livre, caminhadas e passeios de esqui no interior do país.
Thon deu algum dinheiro a seus parentes, mas é famosos por não ter herdeiros. No entanto, provavelmente refletindo sobre suas próprias decisões a esse respeito, ele afirmou:
— Não sei quantas empresas comprei na vida e a maioria delas comprei de filhos cujos pais haviam morrido e eles dizem: 'Agora estamos livres, você não quer comprar a empresa?'
Quanto a ter filhos, Thon afirmou:
— Acredito que a vida é tão interessante para mim que nunca senti falta de filhos. Da hora que acordo até a hora de ir dormir a vida é tão interessante, e eu sou saudável e livre, o que não é fácil quando temos uma família.
ZERO HORA

Consumidor se vê obrigado a aceitar o arredondamento de centavos


Na hora de pagar, o valor é fracionado, mas as moedinhas de R$ 0,01 já não são cunhadas e as de R$ 0,05 praticamente desapareceram

Consumidor se vê obrigado a aceitar o arredondamento de centavos  Félix Zucco/Agencia RBS
Ana Alice conta que aplica a equação do consenso no caixa Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Quando o freguês chega ao caixa para pagar pelos cacetinhos que acabou de comprar, a atendente Ana Alice Souza Braga sabe que não terá o troco exato para devolver. Então, aplica a matemática do arredondamento: se a conta é de R$ 4,52, deixa por R$ 4,50. Se for de R$ 4,53, sobe para R$ 4,55, esperando que o cliente concorde.
Trabalhando como caixa numa padaria do bairro Cristal, na zona sul de Porto Alegre, Ana Alice argumenta que pratica a equação de consenso. Tudo porque as moedas de R$ 0,01 deixaram de ser cunhadas em 2005 e se tornaram raras. As de menor valor atualmente produzidas são as de R$ 0,05.
– Quem já é cliente sabe que é uma fórmula de compensação – diz Ana Alice.
Há consumidores que estranham que os preços das mercadorias sejam fracionados, enquanto faltam moedinhas para o troco. O da gasolina é o exemplo máximo de multifracionamento, tendo três números depois da vírgula. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Adão Oliveira, esclarece que as três casas numéricas foram determinadas por lei federal, em razão dos grandes volumes envolvidos.
– Se o comerciante diminuir para duas casas depois da vírgula, pode ser autuado e multado – diz Oliveira.
O improviso nos caixas deve perdurar. Cerca de 40% das mercadorias são cotadas em centavos, calcula a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).
– O governo criou os centavos, agora tem a obrigação de fornecer as moedas – ressalta o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.
O Banco Central garante que não há desabastecimento. Informa que há 22,4 bilhões de unidades em circulação – 112 moedas para cada brasileiro.
Por que, então, as moedas parecem escassas? A explicação pode não convencer, mas estaria no hábito das pessoas de guardar o troco em cofres ou esquecer de levar as niqueleiras para pagar as compras. Longo diz que são feitas promoções para captar troco. Há comerciantes oferecendo sacola sustentável ou chocolate se o freguês pagar o equivalente a R$ 10 em moedas. Outro recurso é estimular o pagamento eletrônico, com cartões de crédito e débito.
Troco solidário gerou discórdia
Uma das estratégias foi bolar o troco solidário, no qual os consumidores são convidados a doar centavos para instituições de saúde. Por dois anos e oito meses, a rede Zaffari arrecadou R$ 767.223,75 para três hospitais, o que prova o valor dos centavos. No primeiro semestre de 2013, a empresa terminou com a promoção e prefere não se manifestar a respeito. A Agas, porém, constatou que 40% dos clientes rejeitavam a forma de doação.
Nem sempre malabarismos contábeis são aprovados. Na padaria do bairro Cristal, a funcionária Flávia Alessandra Pereira, 18 anos, colega de caixa de Ana Alice, já levou broncas. Certa vez, explicou a um cliente que não tinha dois centavos de troco, que ficaria devendo a importância. Então, ouviu a réplica:
– Se tu podes me dever dois centavos, por que eu não posso ficar te devendo três centavos?
Como parte do princípio de que o freguês sempre tem razão, Alessandra assumiu três centavos de prejuízo. Pode ter uma quebra de caixa de R$ 3 ao dia.
Existem 22,4 bilhões de moedas, de todos os valores, circulando no país
1 centavo: deixaram de ser produzidas em 2005, mas se fossem cunhadas hoje, custariam R$ 0,16 cada.
5 centavos: embora custem o triplo, seguem em produção, com 600 milhões de unidades no ano passado.
10 centavos: com borda serrilhada, é feita de aço revestida de bronze.
25 centavos: cobre e bronze recobrem as moedas de até R$ 0,25.
50 centavos: em 2001, a combinação dos metais das moedas mudou, e a de R$ 0,50, que era mais pesada até do que a de R$ 1, ficou mais leve.
1 real: nas de R$ 1 o BC tira o prejuízo com a cunhagem de moedas de menor valor: cada uma custa R$ 0,35.
O te­ma des­ta reportagem foi sugerido pelo leitor Anselmo Monticelli, aposentado, Porto Alegre. Envie também sua sugestão para o e-mail lei­tor@ze­ro­ho­ra.com.br
ZERO HORA

Roberto Carlos não tocou no bife, diz Fernando Meirelles sobre campanha da Friboi


Cineasta diz ainda que Rei teria recebido R$ 25 milhões por comercial
CORREIO 24 HORAS

O cineasta Fernando Meirelles disse, em seu perfil no Twitter, que o cantor Roberto Carlos teria recebido R$ 25 milhões para ser o garoto-propaganda da Friboi. Segundo o cineasta, porém, o rei não teria tocado na carne exibida no comercial, porque ainda seria vegetariano.
“Nas agências fala-se que 25 milhões teria sido o cache (SIC) do Roberto Carlos para falar que voltou a comer carne”, tuitou o cineasta. “A turma que participou da filmagem garante que ele sequer cortou o bife. Continua veggie como sempre foi”. Na sexta-feira da semana passada, o grupo JBS, maior produtor de carne do mundo, anunciou a contratação de Roberto Carlos para estrelar a campanha, que também tem participação de Tony Ramos e Fátima Bernardes.

Roberto durante comercial da Friboi
O investimento total chega a R$ 200 milhões, segundo fontes da companhia. O filme com o “rei”, uma criação da agência Lew’Lara/TBWA, mantém o slogan “Friboi, carne confiável tem nome” e foi produzida pela Conspiração Filmes. As negociações para fazer de Roberto Carlos o garoto-propaganda da Friboi começaram no fim do ano passado. O cantor teria voltado a comer carne após três décadas como adepto da dieta vegetariana. O cantor não quis revelar o cachê e disse que “era segredo”. A JBS também não revelou os valores investidos.
O comercial traz a imagem de Roberto Carlos almoçando com família e amigos. O garçom serve um prato de massa para o cantor e carne às outras pessoas. O cantor interpela o garçom, diz que a carne é dele e solicita que troque os pratos. Na sequência, diz que voltou a comer carne, e questiona se o produto é Friboi. O garçom confirma e então toca o refrão da música “O Portão”: “Eu voltei, agora pra ficar”.
Durante o lançamento do comercial na semana passada, em São Paulo, Roberto Carlos disse que aceitou participar porque acredita na marca. — Só participaria de uma campanha se eu realmente acreditasse. ê um produto em que eu acredito. Todas as coisas que eu fiz na minha vida realmente foram verdades minhas, aquilo em que eu acredito. Para mim, não é difícil fazer a campanha. ê muito fácil fazer parte dessa família. O Tony me influenciou bastante a comer carne — disse o Rei na ocasião, lembrando que voltou ao hábito há algum tempo, por indicação de seu médico. O GLOBO procurou a assessoria de imprensa do Rei, que ainda não se pronunciou sobre o assunto. 

Sucom apreende 72 mil latas de cerveja


Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Além das apreensões, foram emitidas 40 notificações e três autos de infração
Além das apreensões, foram emitidas 40 notificações e três autos de infração

Em 24 horas de ação (entre 8h dessa quinta-feira e 8h desta sexta), equipes da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) contabilizaram a apreensão de 4.825 caixas de bebidas estocadas em locais não licenciados como depósito. O volume apreendido equivale a 72.375 latas - 94% desse total correspondem a cerveja.
Além das apreensões, foram emitidas 40 notificações e três autos de infração. Os números somam ainda 30 vistorias de camarote, 42 vistorias de balcão, 31 monitoramentos de trio, apreensão de 26 engenhos publicitários e de seis caixas de som, quatro interdições de estrutura (entre elas, um casarão abandonado que estava sendo utilizado como camarote e um palanque), entre outros.
Desde o dia 26 de fevereiro, a Sucom realizou a apreensão de 6.525 caixas de bebidas (97.875 latas), 47 vistorias em camarotes, 84 notificações e seis interdições. Os números referem-se às ações da Sucom nos circuitos e nos bairros.
Em risco
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) e a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) autuaram e interditaram um depósito de bebidas na Rua Forte São Pedro, no Circuito Osmar (Campo Grande/Praça Castro Alves) na tarde desta sexta-feira (28).
De acordo com a avaliação da Codesal, o local corre risco de desabamento. A responsável pelo estabelecimento recebeu orientações de como proceder para providenciar o reforço da estrutura e fazer com que o ambiente tenha condições de funcionamento. Após as medidas cabíveis, nova análise será realizada para a liberação do ambiente.

Governo anuncia aumento no salário de cubanos do programa Mais Médicos


por
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Arquivo Agência Brasil
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anuncia reajuste salarial para os cubanos que fazem parte do Mais Médicos

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou nesta sexta-feira (28/02) um reajuste salarial de 25% para os profissionais cubanos que trabalham no Brasil por meio do Programa Mais Médicos. A partir de março, eles vão passar a receber US$ 1.245.
O salário dos cubanos, atualmente, consiste em US$ 400, pagos pelo governo brasileiro, e US$ 600, pagos pelo governo cubano e retidos em uma conta no país. O aumento anunciado pela pasta, portanto, é US$ 245, sendo que o valor total, a partir de agora, será pago no Brasil.
Segundo Chioro, a negociação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e com o governo cubano para estabelecer o reajuste salarial já estava em andamento quando ele assumiu o comando da pasta, no início do mês de fevereiro. Houve, de acordo com o ministro, uma determinação da presidenta Dilma Rousseff para que o valor pago aos profissionais cubanos fosse revisto.
Chioro fez questão de ressaltar que não houve aumento dos valores repassados pelo governo brasileiro pela cooperação internacional. “Não vamos gastar um centavo a mais. Vamos continuar pagando o mesmo valor”, disse. O que houve, segundo ele, foi uma alteração nos valores acordados no contrato com o governo cubano.
Chioro rebateu a ideia de que o anúncio do reajuste seria uma resposta à pressão de médicos cubanos como Ramona Rodríguez, que abandonou o programa. “Não há, da nossa parte, nenhuma questão que envolva diretamente pressão dos próprios médicos cubanos, muito menos daquela profissional. Não é o que nos mobiliza. O que nos mobiliza é a necessidade de aprimorar.”
Atualmente, 7,4 mil médicos cubanos atuam no Brasil por meio do Mais Médicos.

Coronel do Exército afirma que o Brasil está a três passos da guerra civil


Segue o artigo do Coronel na íntegra:
Os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina.
Falta ainda homologar no Congresso e unir as várias reservas indígenas em uma gigantesca, e declarar sua independência. Isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola. Talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja: a convulsão social. Este conflito parece inevitável.
O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las.
A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos:
— a divisão do povo brasileiro em etnias hostis;
— os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais;
— e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas.
Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.
Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostrará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.
A ameaça de conflitos étnicos, a mais perigosa pelo caráter separatista
A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de "uma grande nação" indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anúncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.

O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala, idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanha de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios. O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala.
O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:
— Identificação das jazidas: já feito;
— atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas: já feito;
— conseguir a demarcação e homologação: já feito na maior parte;
— colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns: já feito;
— assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas: já feito.
Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas em uma gigantesca e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potências carentes dos recursos naturais — petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.
Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola
A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram "quilombolas". No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará virou um quilombo inteiro.
Qual o processo? Apareceram uns barbudos depiercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: "O senhor mora aqui?" "Moro." "Desde 1988?" (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). "Sim". "Quem morava aqui?" "Meu avô." "Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?" "Sim" "Até onde?" "Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha." "Tudo é seu." E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.

Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo.
Os Conflitos Rurais — talvez os primeiros a eclodir
O MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma "zona livre", uma "república do MST" na região do Pontal do Paranapanema, o Governo só contemporiza; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas.
É claro que os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Pedro Stédile: "O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará."
Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.
O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira
Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, mesmo matando os empregos Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.
Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais.
No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de "terra devastada" àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres. Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.
A três passos da guerra civil
O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Várias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do Ministério da Justiça:
— Roraima não está totalmente pacificada;
— o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas;
— no Rio Grande, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST;
— Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do ministro Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.
Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora. Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais — petróleo, minérios e até terras cultiváveis — e estando dividido sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?
Que Deus guarde a todos vocês.
O cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.
Fonte: Conservadorismo Brasil.