MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Imagens mostram vazamento de óleo na Bacia de Santos


'Manchas dispersas' se espalharam por uma área de cerca de 70 km².
Segundo a ANP, há baixa possibilidade do óleo alcançar o continente.

Do G1, em São Paulo
Fotos divulgadas nesta quarta-feira (1) pela Marinha do Brasil mostram a mancha de óleo que se espalhou no mar após o vazamento de petróleo na Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do estado de São Paulo, na direção de Ilhabela, a uma profundidade de 2.140 metros (Veja vídeo ao lado do Globo Notícia)
Em nota, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), constituído por representantes da Marinha, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), informou que "foram avistadas manchas dispersas, em uma área aproximada de 70 km², deslocando-se para sudoeste, confirmando a indicação de baixa possibilidade do óleo alcançar o continente".
Um duto que liga a plataforma ao poço se rompeu e liberou cerca de 160 barris de óleo no mar.
Foi o primeiro incidente registrado durante a exploração na região do pré-sal. A Petrobras infomou nesta quarta-feira que está finalizando o trabalho de contenção do óleo que vazou e que, após inspeção foi identificada "apenas uma área com vestígios dispersos de óleo".
Mancha de petróleo se espalhou por uma área de 70 quilômetros quadrados (Foto: Reprodução/Marinha do Brasil)Mancha de petróleo se espalhou por uma área de 70 quilômetros quadrados (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)
Rompimento de coluna de produção
A companhia comunicou na terça-feira (31) que fechou um poço depois de detectar por volta das 8h30 um rompimento na coluna de produção do navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer. Segundo a Petrobras, o navio-plataforma produzia óleo para o Teste de Longa Duração (TLD) na área de Carioca Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.
Segundo comunicado divulgado pela empresa, as causas do acidente estão sendo investigadas e a empresa já comunicou o fato à Marinha do Brasil, ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Imagens mostram vazamento de óleo na Bacia de Santos (Foto: Reprodução/Marinha do Brasil)Imagens mostram vazamento de óleo na Bacia de Santos (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)
Segundo a ANP, não há indicativo de que o óleo possa atingir a costa, e as ações para conter a mancha estão em andamento. Em nota, o Ibama afirmou que, além de ter feito contato telefônico com os responsáveis pela resposta ao vazamento, o órgão enviou imediatamente dois técnicos para a Sala de Operações de Emergência da Petrobras em Macaé/RJ para acompanhar os trabalhos de recolhimento do óleo.
A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro instaurou um inquérito administrativo para investigar o incidente que resultou no vazamento de petróleo.
Em novembro do ano passado, um incidente ocorrido durante a perfuração de um poço de petróleo pela petroleira Chevron resultou no vazamento de aproximadamente 2.400 barris de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos.
Vazamento Petrobras - Carioca Nordeste. (Foto: Editoria de arte G1)
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Projeto leva idosos para conhecer monumentos de Brasília


Mais de 60 pessoas conheceram local que guarda história da capital federal.
Brasília para Todos levará brasilienses para conhecer pontos turísticos.

G1 DF

Idosos passam por mural com imagens do presidente Juscelino Kubitschek no Memorial JK, em Brasília, nesta quarta-feira (1º), pelo projeto Brasília para Todos..  (Foto: Maiara Dornelles/G1)Grupo de idosos, de Ceilândia e Taguatinga, passa por mural com imagens do presidente Juscelino Kubitschek no Memorial JK, em Brasília, nesta quarta-feira (1º), pelo projeto Brasília para Todos, promovido pela Secretaria de Justiça. Projeto pretende realizar duas visitas ao mês. A meta é apresentar para 2.400 pessoas, por ano, os diversos pontos turísticos da capital federal. Segundo o coordenador  de Políticas Sociais da Secretaria, Luiz Fiuza, a ideia é "mostrar Brasília para os brasilienses". (Foto: Maiara Dornelles/G1)

Acesso a internet no Ceará tem baixo índice e é considerado 'luxo' pelo Ipea


Cerca de 12% têm acesso à internet em domicílio, diz pesquisa do Ipea.
Índice de residência com celular supera em três vezes o de telefone fixo.

André Teixeira Do G1 CE

gráfico internet (Foto: Ipea/Divulgação)Acesso à internet na Zona Rural do Ceará é ''raro'', diz Ipea. (Foto: Ipea/Divulgação)
O acesso à internet no Ceará é considerado "um luxo'' tendo em vista o baixo acesso da população ao recurso, segundo a pesquisa Situação Social dos Estados - Ceará, divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). ''Com relação ao acesso à internet, é plausível afirmar que esse item ainda pode ser considerado um 'luxo', diz o estudo.
De acordo com o Ipea, 12,5% dos cearenses têm acesso à internet em domicílio. Na Zona Rural, o índice é 1%. "Apesar da velocidade de expansão do seu acesso nos
últimos anos, a população rural está praticamente alijada desse processo. As diferenças regionais são intensas e, no Ceará, a internet no domicílio ainda é um evento raro, sendo a taxa de acesso de 15,9% para a população urbana e, para a rural, o acesso ainda é praticamente nulo", diz o estudo.

Os dados são referentes ao ano de 2009 e não considera o acesso à internet em lan houses ou no trabalho. Ainda no Brasil, de acordo com o Ipea, o acesso à internet em domicílio é "muito baixa", 28,1%, quase o dobro do índice no Ceará. O Ceará fica abaixo também da média nordestina, de 19,2%. Ainda conforme o Ipea, 20% dos lares no Ceará têm computador, enquanto 36% dos domicílios em todo o Brasil possuem pelo menos um computador pessoal.
Três vezes mais celulares
De acordo com o estudo do Ipea, 76% dos lares no Ceará possuem pelo menos um telefone celular. O número supera em três vezes o índice de telefone fixo em domicílio, que chega a 25% das casas. Quanto à presença de celulares, o Ceará tem uma taxa acima da média nordestina, de 69%, mas fica abaixo da média nacional, de 81%.

Família cearense viaja pelo mundo em barco e conhece 28 países


Família começou viagem em 2007 e já passou por 28 países.
Casal e duas filhas já deram meia volta ao mundo.

Gabriela Alves Do G1 CE

Cearenses estão Fortaleza e embarcam para Nova Zelândia para continuar viagem (Foto: Gabriela Alves/G1 Ceará)Família está em Fortaleza e embarcará para Nova
Zelândia em fevereiro (Foto: Gabriela Alves/G1 CE)
As aulas nas escolas começaram a pouco mais de uma semana, mas para as irmãs cearenses Luana e Marina vão durar apenas mais um mês. As meninas de 11 e 10 anos devem deixar Fortaleza neste mês de fevereiro para embarcarem por mais dois anos com os pais João Carlos, 54 anos, e Solange Macedo, 41 anos, no barco Casulo. A família cearense viaja pelo mundo desde 2007 e já passou por 28 países.
Os cearenses voltaram a Fortaleza no mês de dezembro depois de percorrerem no último ano 15 mil milhas náuticas dos Estados Unidos a Nova Zelândia, onde o barco modelo catamarã ficou para manutenção. “Queríamos viver com a sensação de liberdade”, conta João Carlos ao relatar o começo da aventura. Primeiro, o casal viajou de carro durante seis meses pelo Brasil e pela América do Sul. Depois da viagem, o engenheiro civil decidiu vender a construtura que era dono em Fortaleza e Solange deixou o cargo de professora universitária. O dinheiro foi investido em imóveis e, em 2003, o casal foi morar com as filhas na Nova Zelândia.
No país peninsular, João Marcos, aos 45 anos, começou um curso de velejo e Solange um Doutorado em Educação. “Não sabia nada sobre velejar. Aprendi tudo na Nova Zelândia que é um dos locais com maior experiência para velejadores”, conta João.
Depois de toda a preparação, a família partiu para viagem pelo mar em 7 de julho de 2007 de Les Sables-d'Olonne, na França, onde compraram o barco, em direção a outros países europeus e, depois, atravessaram o Oceano Atlântico. “Era uma sexta-feira treze. Nos primeiros dias, acabamos quebrando uma peça de outro barco, mas resolvemos logo e seguimos a viagem”, lembra o “capitão”. A primeira fase da viagem terminou em 2009, quando chegaram em Fortaleza.
Da capital cearense, a família partiu para a segunda fase da viagem em 2010 rumo aos Estados Unidos, passando pelo Caribe e Bahamas. A última fase da viagem começou em fevereiro de 2011 e seguiu por Cuba, México e Panamá até chegarem na Nova Zelândia. No último ano, a família relata que chegou a passar 18 dias em mar aberto quando atravessava o Oceano Pacífico.
“Esse último ano foi muito intenso, ficamos mais tempo no barco do que em terra. Hoje eu posso dizer que o barco é uma extensão de mim”, afirma João. Os dois filhos do primeiro casamento do cearense também acompanhavam os tripulantes em viagens nesses quatro anos.
Família cearense viaja pelo mundo de barco  (Foto: Arquivo Pessoal)Registros da família cearense na viagem pelo mundo de barco (Foto: Família/Arquivo Pessoal)
Aventuras e desafios
Além de não terem experiência no mar, um dos maiores desafios do casal foi pensar na educação das filhas. Nos meses que estão no barco, as meninas estudam todos os dias por meio de um sistema de educação à distância, desenvolvido na Nova Zelândia, e fazem as lições com a ajuda dos pais e da internet. A educação é dada em inglês, mas as meninas não perdem o contato com o português. Elas leem livros, escrevem e conversam com os pais na língua pátria.
Quando estão na temporada em terra firme, Luana e Marina frequentam as aulas em uma escola normal. “Sempre que podemos matriculamos as meninas em uma escola para elas não perderem o referencial”. As irmãs já estudaram no México, Tonga e Estados Unidos. “Eu faço amigas, depois de duas semanas eu tenho que dar adeus. E tem uma grande chance de que nunca vamos nos ver de novo”, lamenta Luana Lima, filha do casal. Os laços de amizades pelo mundo são mantidos com a ajuda do site oficial da família na internet e os relatos nos blogs das meninas. Luana, que pensa em ser escritora, conta as experiências por onde passa e Marina, futura estilista, deixa dicas de moda.
Pelo mundo, Luana e Marina fazem exercícios e aprendem lições do país que estão visitando, conhecem 'in loco' o que leem nos livros. “Elas 'mergulham' na história do local em que estão. Os professores sempre nos orientam a fazer isso com elas”, diz Solange. Entre as lições e aventuras inesquecíveis para toda a família, eles relatam a viagem à Grécia, a subida a um vulcão em atividade na Itália, banhos de cachoeiras no Taiti e com golfinhos e a diversidade da Ilha de Galápagos. “Vimos pela primeira vez uma baleia em Galápagos. Um leão marinho também já ficou hospedado no nosso barco”, conta a pequena Marina, de 10 anos.
Crianças viveram muitas aventuras nos 28 países que visitaram (Foto: Família/Arquivo Pessoal)Em uma das aventuras pelo mundo, Luana nadou com golfinhos no México. (Foto: Família/Arquivo Pessoal)
Ao lado das paisagens exuberantes, a “família Casulo” conta que a maior lição que teve foi aprender a viver com simplicidade. “Não precisamos de muito para viver feliz. Tinha dias em que éramos recebidos com banquetes e, em outros lugares, as pessoas só se alimentavam com peixe e água-de-coco", conta Solange. No barco, o guarda-roupa de Luana e Marina é uma gaveta. Os tripulantes têm funções no barco e tratam a própria água. "Nós mesmo cuidamos da nossa água com o dessalinizador e temos consciência ambiental”, conta Solange.
Mais alto
A família vai voltar em fevereiro para a Nova Zelândia. De lá, segue para a Austrália para o fim da viagem. João Marcos planeja seguir de barco por mais dois anos, revezando seis meses no mar e seis meses na terra. “Atualmente estou fazendo um curso de piloto. Quem sabe, na próxima etapa, a gente pode dar uma diferenciada e fazer alguns trechos pelos ares”, diz João Carlos.

MEC oficializa processo contra Facet; diretor nega cobrança indevida na BA


'Eu sou educador, não comerciante', diz diretor, que nega distinção no valor.
Aluno via Prouni diz que tem desconto de 12%, mesmo com direito a 50%.

Do G1 BA

O Ministério da Educação (MEC) instaurou o processo administrativo que irá apurar as suspeitas de cobrança de  mensalidades indevidas aos beneficiários do ProUni e também do Fies atribuídas à Faculdade de Artes, Ciências e Tecnologias (Facet), em Salvador.
A publicação da portaria foi anunciada na terça-feira (31) e oficializada pelo Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (1). A mantenedora da instituição será “intimada e notificada” para prestar esclarecimentos em até 10 dias, contados a partir desta quarta-feira, conforme impõe a portaria.
De acordo com a denúncia, o custo da mensalidade do curso de Direito para os estudantes do programa federal é de R$ 1.210, sobre o qual incide o desconto; já para os que estão matriculados desvinculados ao Prouni seria de R$ 690. Uma funcionária do departamento jurídico, Nice Oliveira, negou a cobrança. Segundo ela, o curso para todos os alunos custa R$ 1.210 e o valor de R$ 690 é praticado apenas para alunos que fazem parte de um convênio da faculdade com uma empresa privada, cuja cobrança é realizada inclusive na folha de pagamento.
Em conversa com o G1, ocorrida nesta quarta-feira, o diretor da instituição, João Calleia, diz que as informações alvos da denúncia são frutos de "inverdades". "A mensalidade tem um único valor para a data pontual, que é de R$ 1.210. Quando é do Prouni e tem desconto de 50%, custa R$ 605. Todo mundo tem acesso a mim quando desejar. Mas o aluno [que denuncia] nunca me procurou, nem antes, nem durante, nem agora", afirma.
O aluno é Jean Michel, estudante de Direito. Ele apresentou o recibo da mensalidade no valor de R$ 1.210, o que resultaria no pagamento mensal de R$ 605. Mas, diz que foi informado que os demais alunos, que não integram o programa, pagam R$ 690.
"Perguntei sobre a diferença e ela disse que, para o Prouni, o curso era aplicado a R$ 1.210. Se eu pago R$ 605, para R$ 690 são apenas 12% de desconto". A equipe da TV Bahia, afiliada da Globo no estado, entrou em contato com a faculdade e uma atendente informou que a mensalidade custa R$ 690. (Veja no vídeo acima).

João Calleia disse que o aluno ingressou este ano na instituição e que não entende o fato de ele ter se mantido matriculado na Facet. "Isso que não entendo. Criar essa informação e machucar uma pessoa sem necessidade. Eu sou educador, não comerciante. Na data do vencimento, ele paga 50% do valor pago por um aluno que não tem desconto [R$ 1.210]. Se passa do vencimento, paga multa e juros sobre os R$ 605 e os demais em cima dos respectivos valores totais. Dou abatimento [extra] normalmente aos que pagam antes do dia do vencimento, mas não se aplica aos alunos do Prouni, porque não há abatimento em cima de abatimento", diz. "Eu vivo um inferno agora, mas de alguma maneira isso vai me trazer benefícios de aprendizado. Tenho 69 anos e minha preocupação é nascer e morrer ser humano. Estou pressionado e isso é muito difícil", acrescenta. Calleia diz que a funcionária que cedeu a informação é "competente" e que ainda não a questionou sobre o caso.
Processo contra Facet
O MEC decidiu abrir processo contra a Facet, da Bahia, após investigar a cobrança das mensalidades de estudantes bolsistas do Prouni. "O aluno tinha bolsa de 50%, mas não tinha direito a desconto de pontualidade. O aluno do Prouni é regularmente matriculado, tem sua vaga custeada com recurso público e qualquer desconto por pontualidade tem de ser dado a ele", afirmou o secretário de Educação Superior, Luiz Cláudio Costa.
A lei 11.096, de 2005, que institui o Prouni, determina que as bolsas de estudo serão concedidas, "considerando-se todos os descontos regulares e de caráter coletivo oferecidos pela instituição, inclusive aqueles dados em virtude do pagamento pontual das mensalidades".
A legislação também fixa que todos os alunos da instituição, inclusive os beneficiários do ProUni, "estarão igualmente regidos pelas mesmas normas e regulamentos internos da instituição."
Se o MEC concluir que a instituição driblou a legislação com prejuízo aos alunos, a Facet poderá ser descredenciada do programa, informou Costa.
Para o diretor da Facet, a abertura de processo não significa condenação. "Estão com um erro de interpretação legal, confundindo antecipação com pontualidade", disse Calleia. "Eu dou bonificação é para quem antecipa pagamento, aí é só pegar o dicionário que vai ver que não são sinônimos. Se o meu vencimento é dia 5, o aluno que paga dia 5 é pontual, não dou bonificação, o aluno tem bonificação se pagar antes do dia 5, é antecipação."
Segundo o MEC, a supervisão do Prouni já desvinculou 43 instituições de ensino que apresentaram irregularidades na concessão de bolsas. Outras 45 tiveram de oferecer um quinto a mais de bolsas além do percentual obrigatório. Denúncias sobre problemas relacionados ao ProUni e ao Fies devem ser feitas pela internet ou pelo telefone 0800-616161.

Fernando Meirelles desfilará sobre grua em escola de samba de SP


Águia de Ouro irá falar sobre a Tropicália no Sambódromo do Anhembi.
'Vida é muito curta', diz cineasta sobre o que o levou a aceitar convite.

Do G1 SP

Gruas onde irão desfilar Fernando Meirelles e o filho dele (Foto: Raul Zito/G1)Gruas onde irão desfilar Fernando Meirelles e o filho dele (Foto: Raul Zito/G1)
O cineasta Fernando Meirelles irá estrear no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, no desfile da escola de samba Águia de Ouro. Ele decidiu aceitar o convite para ser uma das estrelas da agremiação, que desfilará no sábado (18), segundo dia do carnaval paulistano, e terá como enredo "Tropicália da paz e do amor! O movimento que não acabou".
“A vida é muito curta. O tema da escola é Tropicália, assunto que me interessa e sobre o qual coproduzi um longa no ano passado. Será a minha estreia [no Sambódromo] e despedida ao mesmo tempo, a menos que goste tanto e decida me candidatar a carnavalesco nos próximos anos”, brincou Meirelles, em entrevista por e-mail ao G1.
O diretor de cinema irá desfilar no 4º carro da escola, o “Multitropicalismo, caldeirão cultural”, só que em um ponto nada convencional: ele e o filho estarão sobre duas gruas suspensas no carro, gravando a movimentação nas arquibancadas e na passarela do Anhembi. Tudo será transmitido em um telão montado no mesmo carro.
“Eu e meu filho vamos estar no melhor ponto de vista para ver o desfile. A grua vai passar por cima do público nas arquibancadas, depois chega a 13 metros de altura e ainda pode descer até a pista na altura dos passistas. Muitos pontos de vista num mesmo desfile”, disse Meirelles. Ele afirmou que o lugar onde estará foi decisivo para aceitar o convite. “Vão me colocar sentado, escondido atrás de uma câmera, onde não preciso fingir que sei sambar. E também não vou estar de sunga, mas de calça comprida, camisa e colete.”
Fernando Meirelles no set do filme 'Ensaio sobre a cegueira', de 2008. (Foto: Divulgação)Diretor brasileiro Fernando Meirelles, em imagem
feita em set de gravação (Foto: Divulgação)
O carnavalesco da Águia de Ouro, Cláudio Cebola, comemorou muito a presença do cineasta em seu desfile. “Fernando está me dando um presente enorme”, afirmou. Ele contou que trechos do longa ainda inédito sobre o tema serão projetados em um telão no carro abre-alas da escola de samba.
"Tropicália"
O longa com coprodução de Meirelles tem direção de Marcelo Machado e deve estrear em abril. O cineasta disse que entrou no projeto pelo interesse em rever o período em que surgiu o movimento.
“Em 1968 tinha 12 anos, me fascinava a postura daqueles caras, suas músicas, sua ‘loucura’, a ideia de que tudo pode, de que guitarra combina com samba e que chiclete pode combinar com bananas. Entrei no projeto pelo interesse em rever o período e pelo fato de o Marcelo Machado ter topado dirigi-lo. Ele é muito ligado em música, pesquisador sério, sabia que faria um lindo trabalho e não me enganei.”
Cebola disse que também estão confirmadas no desfile as presenças de Caetano Veloso, Rita Lee, Ângela Maria, Tony Tornado e Cauby Peixoto.

À beira do Rio Paraguai, Cáceres atrai pela pesca e pontos históricos


Festival anual de pesca esportiva da cidade é o maior do mundo.
Cáceres tem belezas naturais ainda pouco exploradas pelo turismo.

Pollyana Araújo Do G1 MT

Chalana Cáceres (Foto: Pollyana Araújo/G1)Passeio de chalana pelo Rio Paraguai (Foto: Pollyana Araújo/G1)
Além de sediar o maior festival de pesca de água doce do mundo, Cáceres, a 208 quilômetros de Cuiabá, oferece várias opções de lazer em pontos turísticos que relembram a história do período colonial, trilhas e safáris ecológicos. O turismo de pesca fluvial pelo Rio Paraguai movimenta a economia local e atrai milhares de turistas. Somente no último festival, mais de meio milhão de pessoas passaram pela cidade, segundo a Secretaria de Turismo do município.
Embora a pesca seja proibida em Mato Grosso no período da piracema, entre novembro e fevereiro, a qualquer época do ano a cidade está preparada para receber visitantes. Durante a piracema, de acordo com o empresário Armando Barriguela, os turistas não pescam, mas sair de lá sem comer peixe, jamais. Ele explica que os pescados são estocados pelos empresários dos setores hoteleiro e gastronômico.
"Estocamos peixe e servimos à vontade durante todo o passeio de 165 quilômetros pelo Rio Paraguai", disse o cacerense. Ele dispõe de uma chalana que passa por vários pontos turísticos localizados às margens do rio. À bordo da chalana por cinco dias, até 14 pessoas podem percorrer o rio passando pela reserva Taiamã que possui uma diversidade de animais silvestres e ninhais.
Um dos principais pontos de parada é a fazenda Descalvados, tombada como patrimônio histórico do estado. A propriedade se destacou na criação de gado e hoje mantém a arquitetura original de sua sede seguindo o mesmo estilo das grandes fazendas da época. Atualmente, o casarão construído em 1886 é uma das pousadas mais bem frequentadas da região. No local centenário também funciona um centro de pesquisa.
Logo na entrada, os visitantes são recebidos com os cantos dos pássaros que vivem nos inúmeros ninhos espalhados pela mata. Além dos sáfaris diurnos e noturnos, segundo o empresário Cairo Bernardinho da Costa, os hóspedes podem ter uma visão panorâmica da fauna, flora e da parte arqueológica em um voo de helicóptero com capacidade para quatro passageiros. Os prédios que passaram pelo processo de restauração foram tombados em 2001 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Há outros locais, no entanto, que são pouco explorados, como é o caso da Dolina Água Milagrosa, um lago que se formou em cima de um morro. Dona Aparecida Castrillon, proprietária do sítio onde fica a lagoa, explica que um mergulhador desceu mais de 180 metros de profundidade e não encontrou o fundo.
Segundo os moradores, a região servia de esconderijo para escravos que fugiam dos seus senhores. "Essa lagoa tem muitas histórias. Dizem que os escravos fugiam das fazendas porque eram açoitados e como a água é calcária, as feridas eram cicatrizadas", disse. Hoje é permitida apenas a entrada de mergulhadores profissionais, mas a intenção da dona do sítio é conseguir o licenciamento ambiental para que os turistas possam fazer flutuação.
Vale a pena subir um morro de mais de aproximadamente 200 metros de altura e descer uma escada de 165 degraus para ver de perto a obra de arte da natureza, como a equipe do G1 pôde comprovar. Ao final, do paredão rochoso está a lagoa de água extremamente esverdeada ou azul, dependendo do período, como explicou dona Aparecida.
'Cidade das bicicletas'
Independentemente da idade, sexo e classe social, os cacerenses ainda têm a bicicleta como principal meio de transporte, como é o caso do vigilante Cícero Anastácio, de 61 anos. Ele diz que aprendeu a andar de bicicleta aos 8 anos e nunca mais parou. "Sempre gostei. Acho que não tem ninguém que ande mais de bicicleta do que eu", brincou.
Para oferecer comodidade aos clientes, a maioria dos supermercados da cidade de Cáceres possui estacionamento exclusivo para abrigar as biclicletas. O comércio local também destina uma área para o meio de transporte mais utilizado pelos cacerenses.
Diferentemente das grandes metrópoles, existem muitas oficinas de conserto de bicicletas em Cáceres e, inclusive, há uma concorrência entre elas, como é possível identificar pelas faixas de promoções expostas em frente aos comércios.
Cáceres - MT (Foto: Editoria de Arte/G1)

Cientistas desenvolvem técnica para 'ler' pensamentos


Analisando ondas cerebrais, programa de computador conseguiu 'adivinhar' palavras nas quais pacientes estavam pensando.

Da BBC
Ondas cerebrais revelam palavras em que pensamos (Foto: BBC)Ondas cerebrais revelam palavras em que
pensamos (Foto: BBC)
Cientistas americanos criaram um método para descobrir palavras nas quais pacientes estavam pensando, com base em suas ondas cerebrais.
A técnica, descrita na revista científica "PLoS Biology", se baseia nos sinais elétricos nos cérebros de pacientes que ouviam diferentes palavras. Um computador foi depois capaz de reconstruir os sons nos quais os pacientes estavam pensando.
Segundo os pesquisadores, o método poderia ser usado no futuro para ajudar pacientes em coma ou com síndrome de encarceramento a se comunicar.
Imagens e sons
Estudos recentes vêm aperfeiçoando maneiras de "ler" pensamentos.
No ano passado, a equipe do cientista Jack Gallant, da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveu uma maneira de relacionar os padrões de fluxo sanguíneo no cérebro a determinadas imagens nas quais os pacientes estavam pensando.

Agora, Brian Pasley, da mesma universidade, liderou uma pesquisa aplicando princípios semelhantes aos sons.
Sua equipe se concentrou no giro temporal superior (GTS), uma região do cérebro que não só é parte do aparato auditivo, mas também nos ajuda a entender linguisticamente os sons que ouvimos.
Palavra secreta
Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.
Eles usaram então um programa de computador para mapear que partes do cérebro reagiam, e de que forma, quando a pessoa ouvia diferentes frequências sonoras.
Depois, os pacientes recebiam uma lista de palavras e escolhiam uma na qual deveriam pensar. Com a ajuda do programa de computador, a equipe conseguia descobrir que palavra havia sido escolhida.
Eles conseguiram até reconstruir algumas das palavras, transformando as ondas cerebrais que eles viam de volta em som, com base nas interpretações feitas pelo computador.
"Este trabalho tem uma natureza dupla: a primeira é a ciência básica de entender como o cérebro funciona. A outra, do ponto de vista protético. Pessoas que têm problemas de fala poderiam usar um aparelho protético, quando elas não conseguem falar, mas conseguem pensar no que elas querem dizer", explicou um dos autores do estudo Robert Knight.
"Os pacientes estão nos dando estas informações, então seria bom podermos dar alguma coisa em troca no fim".
Os cientistas explicam, no entanto, que a ideia de "leitura de pensamento" ainda precisa ser amplamente aperfeiçoada para que aparelhos do tipo se tornem uma realidade.

Manifestantes colocam 513 pedras na Esplanada em ato contra crack


Protesto visa sensibilizar os 513 deputados federais para problema da droga.
Pedras pintadas de branco foram colocadas em frente ao Congresso.

Do G1 DF
Ato público realizado nesta quarta-feira (1º) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tenta sensibilizar os deputados federais para a situação de risco dos usuários de crack no país. Voluntários do projeto Força Jovem Brasil colocaram 513 pedras pintadas de branco no gramado em frente ao Congresso Nacional, que representaria cada deputado.  (Foto: Maiara Dornelles/G1)Ato público realizado nesta quarta-feira (1º) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tenta sensibilizar os deputados federais para a situação de risco dos usuários de crack no país. Voluntários do projeto Força Jovem Brasil colocaram 513 pedras pintadas de branco no gramado em frente ao Congresso Nacional. De acordo com o coordenador do projeto, Thiago Magalhães, as pedras representam cada deputado. "É um ato silencioso. Queremos chamar atenção para um problema sério que vem devastando, principalmente, os jovens. (Foto: Maiara Dornelles/G1)

Ford divulga imagem oficial da versão definitiva da minivan B-Max


Modelo estará no Salão de Genebra, em março.
Monovolume será equipado com motores Ecoboost e Duratorq.

Do G1, em São Paulo

Com a aproximação do Salão de Genebra, na Suíça, que ocorre em março, a Ford mostrou a sua primeira imagem oficial da minivan B-MAX.
Ford B-Max (Foto: Divulgação)Ford B-Max será equipada com motores da família Ecoboost e Duratorq (Foto: Divulgação)
Pelas imagens, o novo carro se manteve fiel em relação às linhas do modelo conceitual que o originou. O monovolume conta com linhas harmoniosas e se destaca pelo desenho arrojado, fruto da tendência de estilo Kinetic.
Na motorização, a B-Max, será equipada com o novo motor 1.0 da ‘família’ Ecoboost, assim como a linha Duratorq TDCi diesel. A Ford B-Max estará disponível à venda na Europa ainda este ano, mas a marca não precisou a data.

Acidente provoca morte de quatro funcionários da Marfrig em MS


Vinte e oito pessoas foram internadas com sintomas de intoxicação.
Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

Do Globo Rural

Um acidente com produtos químicos numa unidade do frigorífico Marfrig, em Mato Grosso do Sul, provocou a morte de quatro funcionários. Outras 28 pessoas foram internadas com sintomas de intoxicação.
A empresa fica na cidade de Bataguassu, no leste do estado. Segundo o corpo de bombeiros, uma reação química de dois produtos usados no beneficiamento do couro teria gerado um gás tóxico que provocou a morte.
O acidente ocorreu na área do curtume que fica ao lado do frigorífico. Técnicos da empresa e bombeiros trabalham para conter a propagação do gás. Segundo equipes que trabalham na operação, não há riscos para os moradores da cidade. A empresa informou que a causa do acidente ainda está sendo investigada.
As pessoas intoxicadas receberam atendimento na Santa Casa de Bataguassu. Três delas foram transferidas em coma induzido para o hospital de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.
“Se houve falha, se houve negligência, se os equipamentos de segurança estavam sendo utilizados e se houve alguma falha humana ou falha técnica no momento do descarregamento”, diz Pedro Caravina, delegado de polícia.
Onze trabalhadores intoxicados continuam internados. Dois deles estão em estado grave.

Sem-terra protestam para pedir mais agilidade na reforma agrária


Agricultores invadiram a sede do Incra em Imperatriz, no Maranhão.
Processo está parado na Justiça Federal há três anos.

Do Globo Rural
Agricultores sem-terra estão acampados na sede do Incra em Imperatriz, no sudoeste do Maranhão, para pedir mais agilidade na desapropriação de terras para a reforma agrária.
Vinte e cinco famílias de trabalhadores rurais vivem no acampamento às margens da BR-010, no município de Ribamar Fiquene, em barracos de palha e lona. A água usada para as atividades domésticas é retirada de cisternas sem nenhum tipo de tratamento. As famílias aguardam a desapropriação de uma fazenda de mais de mil hectares e alegam que a única assistência é a distribuição de cestas básicas.
O processo está parado na Justiça Federal há três anos porque o proprietário contesta as vistorias feitas pelo Incra. "Viemos para cá com 30 dias e esses 30 dias já estão em três anos. Não tivemos mais assistência de ninguém aqui", reclama o trabalhador rural Gerson Alves.
Cento e vinte famílias em situação parecida resolveram acampar na sede do Incra na cidade de Imperatriz. Segundo os líderes da manifestação, em todo Maranhão mais de dois mil trabalhadores rurais aguardam a desapropriação de terras para a reforma agrária, a maioria na região sudoeste do estado. Há casos em que espera já dura quase dez anos. "Temos também acampamentos que têm mais de 12 anos, que não tem nenhuma solução", diz Gilvia Ferreira, coordenadora do MST.
Para o representante do Incra na região, a explicação para tanta demora na desapropriação de terras é o fato dos processos dependerem de decisão judicial. “O Incra tem um quadro de procuradores que estão tentado agilizar essa situação, fazendo o que é a parte do Incra. Só depende da Justiça quando está na mão da Justiça”, diz Clóvis carvalho, chefe regional do instituto.
Os representantes dos sem-terra devem se reunir na sexta-feira (03) com o superintendente do Incra no Maranhão, Inácio Rodrigues, para discutir a situação.

Principais estados fecham 2011 com captação de leite em queda


Os dados foram divulgados pelo Cepea.
Nos sete principais estados produtores, a redução foi de 2,2%.

Do Globo Rural

Em Uberlândia, Minas Gerais, a queda foi ainda maior, 2,8%. No Triângulo Mineiro, o índice de queda chegou a 3%.
Cenyldes Vieira, que é presidente da Cooperativa Agropecuária de Uberlândia, explica que a queda foi motivada por vários fatores como o baixo preço recebido pelo produtor nos últimos anos, que desestimulou os investimentos na atividade.
Outro fator importante é a concorrência com outras commodities agrícolas da região, que tem feito o produtor migrar para atividades mais lucrativas. Tem ainda a questão do aumento do custo de produção, devido ao preço das commodities, e o fator climático, por causa da baixa incidência de chuvas tanto no final de 2010 quanto no ano de 2011.
O produtor está recebendo em média na região em torno de R$ 0,85 e a expectativa a curto prazo em termos de captação de leite e preço pago ao produtor é a tendência de um cenário de preços estáveis.

Piscicultores de Rondônia investem em pirarucu de cativeiro


Intenção é atender exigências de uma portaria que permite a exportação.
Criadores de Rondônia desejam conquistar novos mercados.

Do Globo Rural

O pirarucu é o maior peixe de escama de água doce, pode passar de 200 quilos. De carne nobre, é considerado o bacalhau da Amazônia.
Ameaçado de extinção, o pirarucu não pode ser pescado na região. A produção em cativeiro é uma alternativa para manter e melhorar a espécie. Hoje são 30 criadores, que garantem de 300 a 400 toneladas do pescado ao ano.
A luta vem desde 1988 e foi justamente por causa da tradição nesse tipo de criação, que Rondônia é o único estado brasileiro a receber autorização para exportar o pirarucu de cativeiro. O Ministério da Pesca publicou no mês passado uma instrução normativa que regulariza o comércio para qualquer país, mas a normativa faz uma série de exigências, que os criadores têm até 90 dias para cumprir.
A principal delas é a comprovação da origem do peixe, trabalho que começou a ser feito na região de Primavera de Rondônia, centro sul do estado. Chips com números de identificação serão colocados nas matrizes e funcionam como uma certidão de nascimento do animal.
O piscicultor Carlindo Filho corta ainda uma amostra da cauda, que será levada para laboratório para fazer o mapeamento do DNA.
As centrais de reprodução são a parte principal da cadeia produtiva do pirarucu. Existem quatro em Rondônia. Os peixinhos são levados para tanques assim que passam da fase de alevinos. Eles recebem ração especial e todos os cuidados necessários. Quando atingem 20 centímetros estão prontos para voltar ao criador e entrar na segunda fase, a de engorda, período que chega a 90 dias.
Só depois de um ano, eles estão prontos para serem comercializados, quando chegam a 12 quilos. Pequenos e grandes produtores do estado estão se organizando para aumentar a produção e melhorar a qualidade do peixe. Mercado para ele não falta, Estados Unidos, Alemanha e Japão querem o peixe nobre da Amazônia.

Chuva causa atraso na colheita da soja e no plantio do milho em MT


Agricultor aproveita períodos sem chuva para o trabalho no campo.
Perdas estimadas na produção de soja estão em torno de 5% a 15%.

Do Globo Rural

O atraso na colheita da soja e o plantio do milho safrinha preocupam os produtores do oeste de Mato Grosso, onde a chuva tem sido intensa e constante. O ritmo de trabalho é acelerado nos curtos intervalos de sol.
A máquina planta gora o milho segunda safra. A previsão do agricultor Vagner Herklotz é semear 1,2 mil hectares. O bom momento do grão animou o produtor, que deve plantar 17% a mais em relação à última safrinha. Mas as chuvas têm atrapalhado o cronograma na lavoura.
A estimativa do IMEA, Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária, aponta uma produtividade média de 4.449 quilos por hectare. Mas esse rendimento pode não ser alcançado se continuar o atraso no plantio da segunda safra. Por enquanto, o trabalho acontece nos momentos de estiagem. Quando o sol começa a aparecer as colheitadeiras entram em ação.
A colheita de soja de verão ainda não acabou na propriedade do agricultor Sérgio Stefanello. Apenas 40% dos 3,2 mil hectares que serão ocupados com o milho foram plantados. A soja já está dessecada, mas devido ao atraso na colheita o produtor estima uma perda de 5% a 15% na produção. “Esse processo feito com esse nível de umidade da soja traz grandes prejuízos para o agricultor porque ele tem de transportar água que será descontada na unidade beneficiadora”, diz.

Produtores de laranja de SP planejam suspender carbendazim


Agrotóxico é proibido nos EUA, importante comprador do suco brasileiro.
Fungicida é aplicado há décadas e a substituição vai gerar novos custos.

Do Globo Rural

Um líquido branco e espesso vem causando polêmica na citricultura. O carbendazim evita doenças que derrubam o fruto dos galhos.
O mercado americano começou a barrar o suco brasileiro porque não aceita o fungicida. No fim do ano passado, a agência que controla a qualidade dos alimentos foi avisada sobre a presença do produto químico e desde então faz testes na mercadoria que chega do Brasil.
O carbendazim é usado na lavoura brasileira há mais de 20 anos com autorização do Ministério da Agricultura, mas diante da proibição dos Estados Unidos, citricultores do estado de São Paulo estudam alternativas para não perder mercado.
O agricultor deve gastar mais na compra de outros fungicidas. Segundo o engenheiro agrônomo José Hugo de Lima, as opções que existem no mercado precisam ainda ser usadas com orientação técnica.
Marco Antônio dos Santos, presidente da Câmara Setorial da Citricultura, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, conta que já começou uma orientação para substituir imediatamente o carbendazin. Algumas pulverizações já estão sendo feitas com outros produtos.
Em Brasília, representantes da indústria de suco de laranja discutiram com o Ministério da Agricultura as exigências do mercado norte-americano. Vários carregamentos do produto brasileiro vem sendo barrados por apresentarem resíduos de carbendazim.
O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, Christian Lohbauer, discutiu em Brasília o assunto com o governo.
O presidente da Associação dos Exportadores comunicou ao Ministério da Agricultura que pediu um prazo ao governo norte-americano para que os laranjais brasileiros deixem de usar o fungicida.
De acordo com Christian, se os americanos quiserem levar a lei ao pé da letra, deve haver problemas com o abastecimento de suco. Cerca de 56% do que eles importam vêm dos laranjais brasileiros.
As autoridades norte-americanas prometeram responder até o final da semana se aceitam ou não o prazo de 18 meses, pedido pelos produtores brasileiros para acabar com o uso do carbendazim nos pomares.

Sem-terra paraguaios reivindicam áreas ocupadas por brasileiros


Terras são ocupadas há décadas por agricultores brasileiros.
Em Santa Rosa del Monday, muitos produtores já foram vítimas de invasão.

Do Globo Rural
Agricultores sem-terra chegam de todas as partes do Paraguai a acampamentos na região de fronteira com o Brasil para reivindicar parte das áreas ocupadas há décadas por agricultores brasileiros.
Na cidade de Santa Rosa del Monday, que fica há 70 quilômetros da fronteira com o Brasil, dos oito mil habitantes, seis mil são descendentes de brasileiros, a maioria agricultores. Muitos deles já foram vítimas de invasão.
O agricultor Odir Gobbi, que perdeu 33 hectares, há dois anos não pode plantar no que é dele. “Eles invadiram. Tem barracos na beira da estrada. Não estou podendo ingressar na propriedade”, diz.
Os carperos, como são chamados, vivem em acampamentos no interior das cidades. Só é possível chegar até eles só com a escolta da polícia. A entrada do local é protegida por homens armados com facões. Entre eles há muitas mulheres e até crianças.
Os carperos vivem em barracos de lona, material que no Paraguai é chamado de carpa. De acordo com o comando do grupo, a briga é pela reintegração de terras que, segundo eles, pertenceriam ao governo paraguaio. De acordo com a polícia, só no acampamento em Ñancunday, a 90 quilômetros da fronteira com o Brasil vivem cerca de sete mil pessoas.
Uma das líderes do movimento afirma que o grupo não pretende desistir da luta. Enquanto nada se resolve as famílias de brasileiros vivem cercadas de incerteza.

Concessionária vai gerenciar Noronha, que terá ingresso de R$ 65


Além da taxa diária de R$ 43,20, turista pagará para visitar parque.
Empresa promete investir R$ 8 milhões em obras de infraestrutura até 2013.

Darlan Alvarenga Do G1, em São Paulo
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Baía do Sancho (Foto: Divulgação/EcoNoronha)Praia do do Sancho, que ganhará nova infraestutura de acesso (Foto: Divulgação/EcoNoronha)
Visitar Fernando de Noronha ficará um pouco mais caro a partir deste ano. Com a entrada da concessionária da EcoNoronha, que venceu a concorrência pública para gerenciar e explorar serviços turísticos no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, o turista passará a pagar um ingresso no valor de R$ 65 para um período de 10 dias (R$ 130 para estrangeiros) para conhecer as principais atrações do arquipélago. Em contrapartida, a empresa assume o compromisso de realizar uma série de obras de melhoria na infraestrutura de acesso ao parque.

A EcoNoronha é uma empresa privada 100% brasileira e filial da Cataratas do Iguaçu S.A., que administra o Parque Nacional do Iguaçu. A concessionária prevê iniciar a cobrança do ingresso até o começo de maio. “As obras começam em fevereiro e a ideia é iniciar a cobrança entre o final de abril e começo de maio, após o término da primeira fase, onde serão construídos dois pontos de informação e controle e as trilhas da Baía dos Golfinhos e do Sancho”, afirma Celso Florêncio, gerente geral da EcoNoronha.
Atualmente, o governo de Pernambuco cobra uma taxa de preservação ambiental (TPA) de R$ 43,20 por cada dia de permanência do turista na ilha, mas nenhum valor é revertido para o Parque Nacional Marinho, sob responsabilidade da União - formado por quase 70% da ilha principal e incluindo todas as ilhas secundárias, com área total de 112,7 km².

O governo federal cobra hoje uma taxa de visitação de R$ 10. Mas, em função da falta de pessoal e de estrutura do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela administração do parque, na prática, o valor só acaba sendo cobrado em passeios de barco e de transatlântico.

“Dos cerca de 60 mil turistas que visitam a ilha anualmente, apenas um terço das pessoas pagam essa taxa. Não conseguimos cobrar de todos”, explica Ricardo Araújo, chefe do Parque Nacional Marinho. “Temos 20 funcionários para cuidar de toda administração do parque, que inclui atividades de fiscalização, controle e proteção ao meio ambiente”, acrescenta.
Projeto de ponto de informação e controle, a ser construído na Praia do Sueste (Foto: Divulgação/EcoNoronha)Projeto de ponto de informação e controle para a Praia do Sueste (Foto: Divulgação/EcoNoronha)
O preço do ingresso foi definido em portaria publicada no final de 2010, que atualizou a cobrança de ingressos nos parques nacionais, que não eram reajustados há quase 5 anos. “As pessoas ficam em torno de 4 a 5 dias em Noronha. Dessa forma, pensamos inicialmente num valor em torno de R$ 65 para os 5 dias. Entretanto, visando incentivar a maior permanência e seguindo a lógica da TPA que incentiva as pessoas a ficarem a até 10 dias o que nós fizemos foi dar uma extensão da taxa de R$ 65 para os outros 5 dias caso a pessoa queira ficar mais tempo na ilha”, diz Araújo.
“Hoje o turista não encontra instalações e serviços de apoio para poder passar  um dia inteiro dentro do parque. O visitante mal encontra um lugar para comprar água”"
Celso Florêncio, gerente geral da EcoNoronha
Segundo Araújo, como o contrato de concessão estabelece que 14,7% da bilheteria sejam repassados ao ICMBio, a receita destinada para a administração do parque tende a se manter equilibrada. “O grande diferencial é que agora o que for arrecadado será investido em melhorias para o visitante. O que tem que ficar claro nessa questão do ingresso é que as contrapartidas ao consumidor estarão bem claras e definidas", afirma.
A administração do parque informa que, apesar das melhorias no atendimento ao turista, a ideia é manter sob controle o número de visitantes na ilha. "Na baixa temporada temos condições de crescer um pouco mais, mas nos nossos estudos de viabilidade colocamos a previsão de subir para 80 mil o número de visitantes anuais só daqui 15 anos", explica Araújo.

Sobre o início da cobrança do ingresso, o chefe do parque confirma que essa começará após o término da primeira fase do cronograma de melhorias a serem realizadas pela concessionária, mas lembra que qualquer obra na ilha costuma ser sempre uma "operação de guerra" em razão das dificuldades de transporte de materiais e que, por enquanto, ainda não há uma data oficial.
Investimento de R$ 8 milhões até 2013
O contrato de concessão tem duração de 15 anos. Além de 85,3% da arrecadação dos ingressos, a EcoNoronha terá como fonte de receita o faturamento das lojas e lanchonetes que poderá montar no parque. A empresa está vetada, no entanto, de vender bebida alcóolica e preparar alimentos nas lanchonetes.

A concessionária prevê investir R$ 8 milhões até o final de 2013 na área de concessão, que compreende o Mirante dos Golfinhos, Mirante Dois Irmãos, a Baía dos Porcos, as praias do Sancho, Sueste, Leão, Atalaia e Caieiras, bem como oito trilhas que levam a estes pontos de visitação.

Os investimentos previstos incluem melhoria das vias de acesso aos mirantes e praias, implantação de trilhas suspensas e decks, contratação de monitores e construção de cinco pontos de informação e controle, com estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, lanchonete e loja de souvenires. Dentro dessas áreas, a concessionária pretende oferecer também os serviços de aluguel de bicicletas, equipamentos de mergulho livro e de acesso à internet.

“O parque vai passar a ter uma estrutura que hoje não tem”, diz o gerente geral da EcoNoronha. “Hoje o turista não encontra instalações e serviços de apoio para poder passar um dia inteiro dentro do parque. O visitante mal encontra um lugar para comprar água”, afirma.
Paisagem da Praia do Atalaia, na área conhecida como Mar de Fora (Foto: Divulgação/EcoNoronha)Paisagem da Praia do Atalaia, na área conhecida como Mar de Fora (Foto: Divulgação/EcoNoronha)
Segundo a EcoNoronha, o objetivo é replicar o modelo de operação que já funciona há 11 anos em Iguaçu, garantindo nesse período o investimento de cerca de R$ 42 milhões em melhoria nas estruturas do parque. A empresa informa ter obtido uma receita de R$ 50 milhões em 2011.

O plano de negócio da concessionária em Noronha prevê uma receita de R$ 5 milhões já em 2013, com os ingressos representando 70% do faturamento. “Nossa previsão é de uma taxa de retorno de 12% ao ano para os acionistas, mas só a partir do sexto ano de operação”, diz o porta-voz da concessionário, que possui a base dos seus negócios no Paraná.

A empresa foi a única a apresentar uma proposta na concorrência pública ocorrida em 2010. Segundo Florêncio, a entrada em Noronha é um investimento estratégico, uma vez que o grupo pretende disputar outras concessões de parques federais e estaduais previstas para os próximos anos. “Estamos trabalhando para chegar até 2016 com serviços em mais 3 ou 4 parques”, diz o executivo.
Novas concessões de parques
O governo federal analisa a viabilidade de abrir novas concessões para serviços turísticos em  outros parques nacionais. A previsão é de que os estudos sejam concluídos até o final do segundo trimestre.
O governo federal possui atualmente 9 grandes contratos de concessão, incluindo Parque Nacional do Iguaçu, Serra dos Órgãos, Fernando de Noronha, Parque Nacional da Tijuca, Lençóis Maranhenses, Serra das Confusões e APA Costa dos Corais.
Segundo o coordenador geral de uso público do ICMBio, Ernesto Viveiros de Castro, novos editais de concessãodevem ser lançados ainda em 2012. "O edital do Complexo Paineiras [no Parque Nacional da Tijuca, RJ] está aberto e ainda este ano devem ser lançados editais de concessão ou permissão em Itatiaia e Abrolhos, além de diversas autorizações para atividades menores nos parques nacionais de São Joaquim, Serra da Canastra e Emas, entre outros. É importante deixar claro que não se trata de privatização dos parques, mas de delegação de alguns serviços de apoio ao visitante à iniciativa privada", afirma.
Ele conta que o ICMBio também assinou acordo com o Ministério do Planejamento e Ministério do Meio Ambiente para realizar estudos para parcerias público-privadas (PPPs) nos parques nacionais de Jericoacoara, Ubajara, Sete Cidades e Serra das Confusões.

Veja dicas para comprar câmera digital

Saiba o que levar em conta em termos de preço, megapixels e memória.
Mercado de câmeras cresceu 26% no Brasil em 2011.

Amanda Demetrio Do G1, em São Paulo
Câmeras dispostas em estante para serem vendidas em loja de São Paulo (Foto: Amanda Demetrio/G1)Câmeras dispostas em estante para serem vendidas em loja de São Paulo (Foto: Amanda Demetrio/G1)
A câmera fotográfica digital segue como objeto de desejo do brasileiro, ao menos de acordo com pesquisas feitas pelos usuários no Google no ano de 2011. Segundo dados levantados pela gigante de buscas, "câmera" foi o produto mais pesquisado durante o ano, na seção de compras. O assunto também colocou em evidência marcas como Sony, Samsung, Canon, Nikon, Kodak e Fujifilm.
No Brasil, houve crescimento de 26% em vendas de câmeras quando se comparam os 11 primeiros meses de 2011 e o mesmo período em 2010, de acordo com dados da empresa de consultoria GFK RT, que faz medições do mercado. Durante os meses pesquisados, foram vendidas 4,4 milhões de câmeras no país.
O G1 foi a lojas de eletrônicos em São Paulo e reúne abaixo dicas para uma boa compra. “As pessoas geralmente perguntam sobre quantidade de zoom, números de megapixels, memória”, explica Kelly Camargo, da Fast Shop. Veja abaixo o que considerar nesses temas.
Preço
“O preço médio de uma câmera hoje, principalmente falando das compactas, está na faixa de R$ 400 no país”, explica Alex Ivanov, diretor responsável pelo mercado de foto da consultoria GFK. Nas lojas visitadas pelo G1, a mais barata custava R$ 190 (uma câmera da Kodak a pilha).
O modo com o qual a câmera é alimentada –se a pilha ou bateria- pesa no preço. Além disso, a diferenciação pode ser feita por fatores como o número de megapixels, marca e funções extras, como a gravação de filmes e os modos de foto pré-prontos.
Câmeras com pilhas são mais baratas que as com bateria, porém há menos opções à venda,
dizem especialistas
Pilha ou bateria?
A câmera a pilha tem a vantagem de ser mais barata. Os contras, segundo especialistas, são o menor número de opções de modelos, o menor número de funções na máquina e a duração menor da carga. Em uma unidade da Fnac, por exemplo, havia apenas uma compacta a pilha para venda, da Canon, por R$ 249, sem estabilizador de imagem ótico e com resolução de filmagem VGA. A poucos metros era possível ver uma Panasonic, a bateria, por R$ 300, com recursos melhores de estabilização de imagem e filmagem.
A maioria das câmeras já é vendida com pilha ou a bateria e o carregador, mas é preciso considerar o custo com reposição. No geral, as pilhas recarregáveis funcionam por até 500 recargas. Na internet, o G1 encontrou um par AA recarregável por R$ 25. Baterias avulsas para máquinas como a da Sony foram encontradas por R$ 120, com garantia de 12 meses.
Megapixels
A cada ano são lançadas câmeras com mais megapixels. Na cabeça do consumidor, isso ainda está atrelado à qualidade do equipamento, afirmam os vendedores entrevistados. “Mas a boa foto está em outros fatores”, diz Leandro Franço, da loja Arena. Na verdade, o número de megapixels tem mais relação com o tamanho das fotos.
Leandro Franço, gerente da Arena, loja que vende eletrônicos no Shopping Santa Cruz, em São Paulo (Foto: Amanda Demetrio/G1)Leandro Franço, gerente da loja Arena, lembra que um número alto de megapixels não é fundamental
para uma boa foto (Foto: Amanda Demetrio/G1)
A maioria das câmeras vistas nas lojas em São Paulo traz, no mínimo, 12 Mpixels de resolução máxima, o que pode gerar imagens a serem ampliadas a até 36x24 centímetros, com resolução de 300 DPI (a resolução trata de quantos pontos por polegada serão colocados na foto).
Na verdade, para revelar fotos em 10x15 centímetros, tamanho básico, basta configurar a câmera para um mínimo de 2 Mpixels ou 3 Mpixels. Nas redes sociais, é possível postar fotos com menos pixels, mas os 2 Mpixels também são uma resolução boa para fazer uma foto grande e colocar no topo de sua Timeline, o novo perfil do Facebook, por exemplo.
Normalmente, um zoom de 3 ou 4 vezes já é legal para qualquer tipo de foto. Até mesmo em um show, o fotógrafo que quer ir além disso deve chegar mais perto do palco
Enio Leite, professor de fotografia
Zoom
Quem vai fazer fotos em viagens ou em eventos de família também se preocupa com a quantidade de zoom das câmeras. “Normalmente o zoom de 3 ou 4 vezes já é legal para qualquer tipo de foto. Até mesmo em um show, o fotógrafo que quer ir além disso deve mesmo é chegar mais perto do palco”, explica o professor Leite.
Ele alerta para o fato de que, quanto maior o zoom, maior é a probabilidade de o fotógrafo amador obter uma foto tremida depois do clique. “A máquina acaba ficando desestabilizada”, diz.
O zoom que acompanha as câmeras digitais atualmente também depende muito da lente que equipa a máquina, por isso observar o item contribui na hora de fazer imagens mais de perto.
Também é preciso saber se o zoom disponível é ótico ou digital, e comparar as imagens feitas nas duas opções. Segundo Leite, deve ser dada preferência pelo zoom ótico. “[O zoom digital] pega o centro da foto e amplia digitalmente. Ela acaba saindo distorcida”, afirma.
Glória Acuneia, que trabalha na New Digital, no centro de São Paulo (Foto: Amanda Demetrio/G1)Glória Acuneia, da loja New Digital, costuma
recomendar lente de 28 mm, que permite colocar
mais pessoas na foto (Foto: Amanda Demetrio/G1)
Lentes
As lentes estão mais diretamente ligadas à qualidade das fotos e à capacidade do zoom das máquinas. A dica principal é escolher lentes de marcas reconhecidas no mercado, como Carl Zeiss, Leica e as de fabricação própria da Sony, da Nikon e da Canon.
Além disso, Glória Acuneia, da loja New Digital, recomenda lentes de 28 mm, que permitem que o usuário capture com mais facilidade imagens de grandes grupos de pessoas em lugares fechados ou grandes cenas em locais abertos. “Cabe mais gente na foto”, explica a vendedora.
Para quem quer comprar uma máquina mais profissional, uma tendência do mercado é a câmera compacta com lentes intercambiáveis, explica Ivanov, da consultoria GKF. “O grande diferencial do mercado que vi na CES [maior feira de tecnologia do mundo, que aconteceu no início de janeiro em Las Vegas] foram essas câmeras. Alguns fabricantes brasileiros já estão apostando nesse nicho, que permite que o comprador tenha uma câmera compacta com os recursos básicos de uma profissional”, afirma.
Memória
Também é preciso ficar atento se a máquina digital já vem com um cartão de memória grande o suficiente para suas necessidades. Kelly Camargo, da Fast Shop, explica que um cartão de 2 gigabytes é suficiente para quem pretende revelar as fotos depois.
Cartão do tipo SD é mais vantajoso porque é compatível com mais câmeras e mais fácil de encontrar
“Fazendo fotos com uma resolução de 3 Mpixels, que é do tamanho 10x15 centímetros, dá pra armazenar 1.500 imagens em um cartão de 2 Gbytes”, explica a vendedora. Em viagens mais longas, uma dica é adquirir um cartão extra ou de maior tamanho de armazenamento. Na maioria das lojas, dá para encontrar cartões de até 64 Gbytes.
Outra dica é dar preferência pelas câmeras que são alimentadas por um cartão no formato SD, já que ele é mais fácil de encontrar no mercado, tem preços mais acessíveis e é o mais usado pelas máquinas. Assim, ao adquirir uma câmera nova, é possível usar um cartão antigo.
Funções extras
Quem já escolheu a lente e a quantidade de megapixels procura o que a câmera pode oferecer a mais para ajudar na obtenção na melhor imagem. “Quem conhece, pede câmera que faz foto panorâmica e isso é um diferencial da máquina”, explica Leandro Franço, da loja Arena.
Câmera com visor na parte da frente, a Samsung PL 120 (Foto: Divulgação)Câmera com visor na parte da frente, que
ajuda no autorretrato (Foto: Divulgação)
A panorâmica permite fazer longas fotos horizontais de cenários e é importante checar se a câmera faz a montagem da automaticamente –em alguns casos, o ajuste das imagens em panorâmica é manual.
Outra função de destaque é o modo automático, com o qual a própria câmera faz os ajustes necessários para bater a melhor foto de acordo com a ocasião. Além do automático, é importante verificar se a câmera já tem algumas configurações pré-prontas de cenários para quando você quer fazer uma foto com pouca luz ou de uma criança em movimento, por exemplo.
Uma busca recorrente nas lojas é pelas câmeras que trazem uma tela extra na parte da frente para que o usuário faça uma foto de si mesmo. Algumas das câmeras também se diferenciam por tecnologias que fazem a detecção de rostos ou sorrisos.
Além das funções para bater a foto, é importante checar se as máquinas oferecem meios mais simples de compartilhar as imagens em redes sociais. Algumas lojas brasileiras já oferecem modelos que podem ser conectados a uma rede Wi-Fi para fazer a transmissão de dados.
William Weffort, que vende câmaras na Fnac, em São Paulo (Foto: Amanda Demetrio/G1)William Weffort, da Fnac, diz que mulheres buscam
câmeras mais finas (Foto: Amanda Demetrio/G1)
Design
Cor e formato também são preocupações dos compradores na hora de adquirir uma câmera. “Estamos vendo uma tendência de personalização das câmeras no mercado”, aponta Ivanov, da GFK.
Os vendedores concordam que o preto e o prata ainda são as cores mais populares, mas o rosa está quase no mesmo nível. “As variações de rosa hoje já são tão populares quanto o preto e o prata”, diz Onorato, da Sony.
Franço, da Arena, revela que as cores fazem muita diferença na hora da venda “A rosa e a prata saem mais para as mulheres. A Sony enviou uma leva com vários cores e as coloridas são as primeiras a ir embora”, afirma. “Mulher gosta muito de câmera. Elas preferem as coloridas e finas, para caber no bolso”, completa William Weffort, que vende câmeras na Fnac. Em uma comparação feita em sites de compras, as câmeras coloridas não se mostraram mais caras que as pretas.
Câmeras compactas coloridas, que geralmente têm o mesmo preço das pretas (Foto: Divulgação)Câmeras compactas coloridas geralmente têm o mesmo preço das pretas (Foto: Divulgação)
Garantia
Na hora da compra, é importante verificar a garantia do produto, segundo Pedro Henrique, da loja Pola Pilha. “É uma das quatro principais preocupações de quem compra aqui”, explica. É preciso verificar qual a duração e se há possibilidade e interesse de extensão do prazo com o pagamento de uma taxa extra.
Ao fazer compras fora do país, fique atento à política de garantia das empresas. Às vezes, as companhias só oferecem assistência no país em que o equipamento foi comprado. Em alguns casos, é possível comprar garantia internacional, válida em todos os países.

Tempestades de neve matam mais de 50 no Japão


Mais de 700 pessoas ficaram feridas.
Tempo deve ficar ruim até o fim de semana, segundo autoridades.

Da AP

Tempestades de neve provocaram pelo menos 50 mortes no Japão, disseram as autoridades nesta quarta-feira (1º).
Segundo a agência de gerenciamento de desastre, a maioria das mortes é de pessoas que escorregaram enquanto tiravam neve de telhados ou ruas.
Doze pessoas morreram na província de Niigata, 10 em Hokkaido e 9 em Aomori.
Mais de 700 pessoas ficaram feridas.
Autoridades pediram à população que tenha cuidado ao sair de casa ou tentar limpar a neve.
Mais tempestades são esperadas até o fim de semana.
Homem e cão passeiam em frente a ponto de ônibus coberto de neve em Yyzawa, na província japonesa de Niiagata, nesta quarta-feira (1º) (Foto: AP)Homem e cão passeiam em frente a ponto de ônibus coberto de neve em Yyzawa, na província japonesa de Niiagata, nesta quarta-feira (1º) (Foto: AP)

Ford comemora 800 mil unidades produzidas do Fiesta


Além de Brasil, o modelo é exportado para países do Mercosul.
Em 2011, foram feitos 118.260 carros.

Do G1, em São Paulo

A Ford está comemorando nesta semana a produção de 800.000 unidades do Fiesta RoCam Hatch no Brasil. A unidade que saiu da linha de montagem, em Camaçari, na Bahia, foi a versão equipada com motor 1.6 flexível na cor vermelha.
Ford Fiesta Hatch (Foto: Divulgação)Cerca de 30% da produção do Ford Fiesta Hatch é destinado à Argentina, Uruguai e México (Foto: Divulgação)
Além do Brasil, a empresa de origem norte-americana exporta cerca de 30 % da produção do modelo para países como Argentina, Uruguai e México, neste último país com o nome de Ikon.
No Brasil, a linha Fiesta RoCam, segundo a Ford, já comercializou 118.260 unidades em 2011.