MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 31 de maio de 2022

Instituto Lado a Lado pela Vida alerta para os novos hábitos e riscos relacionados ao tabaco

 


No Dia Mundial sem Tabaco, especialistas destacam que os cigarros eletrônicos podem estimular novos fumantes. Mesmo sendo proibidos no Brasil, produtos são muito consumidos por jovens 

Apesar de terem a venda proibida no Brasil, desde 2009, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os cigarros eletrônicos são comercializados ilegalmente pela internet e no comércio informal, e têm sido muito utilizados por jovens. No Dia Mundial sem Tabaco (31/5), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) alerta para os novos hábitos e riscos relacionados ao consumo desses produtos. Especialistas destacam que os cigarros eletrônicos podem estimular novos fumantes de cigarros convencionais, além de causar doenças graves, como enfisema pulmonar, problemas cardíacos e câncer. 

Entre outras ações, o LAL lança um vídeo com informações e orientações para a população, dos especialistas convidados Jefferson Luiz Gross, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência de Pulmão e Tórax A.C. Camargo, e Katia Rodrigues Antunes, Psicóloga do A.C. Camargo. “Mesmo o Brasil sendo um exemplo no combate ao tabagismo e referência para outros países, o número de jovens que consome cigarros eletrônicos é uma grande preocupação. Um dos problemas mais comuns causados pelo tabaco é o câncer de pulmão, tumor que mais mata no mundo. Por isso, ao longo de todo o ano, desenvolvemos diversas ações de conscientização e campanhas como o Respire Agosto, e disponibilizamos em nosso site e nas redes sociais vários conteúdos informativos”, afirma Marlene Oliveira, presidente do LAL. 

Segundo o oncologista Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do LAL, muitos não fumantes começam a usar os cigarros eletrônicos, acreditando que são menos nocivos à saúde, mas passam a sentir necessidade de aumentar o consumo e partem para o cigarro tradicional. Estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que isso pode ocorrer porque os cigarros eletrônicos que possuem nicotina podem levar à dependência dessa substância e à procura por outros produtos de tabaco. Além disso, há evidências de que adolescentes que nunca fumaram e que usam cigarro eletrônico têm, pelo menos, o dobro de chances de começar a fumar cigarros. 

“Como o cigarro eletrônico foi concebido para auxiliar os fumantes a pararem de fumar, muitos jovens acreditam que ele é menos prejudicial do que o convencional. Em sua essência, a ideia da criação foi boa, o problema é que o uso se disseminou na população de não fumantes e esse tipo de produto é extremamente nocivo. Há inúmeros relatos de pessoas que têm doenças respiratórias graves relacionadas a ele, além do risco potencial de câncer. São muitos compostos químicos queimados a altíssima temperatura e que causam danos ao pulmão, muitas vezes, irreversíveis. O cigarro eletrônico é consumido no mundo inteiro, virou moda entre os jovens e, apesar de não sabermos quais os efeitos a longo prazo, por não existirem estudos específicos, foram registadas centenas de óbitos relacionados, nos Estados Unidos”, destaca Morbeck. 

Os dispositivos funcionam por meio de uma bateria, em um sistema que aquece o líquido composto, geralmente, por água, aromatizante de alimentos, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal. Alguns levantamentos mostram que o cigarro eletrônico causa enfisema pulmonar, dermatite, doenças cardiovasculares e câncer, que pode se desenvolver no pulmão, bexiga, esôfago e estômago. “O cigarro eletrônico não é recomendado pela classe médica, mesmo para as pessoas que desejam parar de fumar. Para esses pacientes, existem alternativas de tratamento, que vão desde adesivos de nicotina a medicamentos específicos, associados a terapias”, afirma o especialista. 

Com relação ao consumo no Brasil, o relatório Covitel* (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia) revelou que, pelo menos, 1 a cada 5 jovens de 18 a 24 anos usa cigarros eletrônicos, ou seja, 19,7% já experimentaram. A pesquisa é referente ao primeiro trimestre deste ano. A prevalência é maior no Centro-Oeste (11%) e Sul (10%) e menor no Norte e Nordeste (6% em ambos). No Sudeste, é de 7%. 

O tabagismo é responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano, no mundo, sendo cerca de 7 milhões por consumo direto e 1,2 milhão de não fumantes expostos ao fumo passivo, de acordo com a OMS. Além de causar problemas cardíacos, enfisema pulmonar e doenças respiratórias, o tabaco está relacionado a mais de 20 tipos de câncer, como na boca, língua, laringe, esôfago e bexiga. O que mais causa mortes no Brasil é o câncer de pulmão e quase 90% delas estão relacionadas ao tabagismo. Em 2020, foram registrados 40.409 novos casos desse tipo de câncer no país, com um total de 35.160 óbitos. 

*O relatório Covitel foi financiado pela Umane e pelo Instituto Ibirapiranga e realizado pela Vital Strategies e pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), com apoio da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). 

Sobre Instituto Lado a Lado Pela Vida (LAL) 

Fundado em 2008, o Instituto LAL é a única organização social brasileira que se dedica simultaneamente às duas principais causas da mortalidade - o câncer e as doenças cardiovasculares - além do intenso trabalho relacionado à saúde do homem. Sua missão é mobilizar e engajar a sociedade e gestores da saúde, contribuindo para ampliar o acesso aos serviços, da prevenção ao tratamento, e mudar para valer o cenário da saúde no Brasil. Trabalha para que todos os brasileiros tenham informação e acesso à saúde digna e de qualidade, em todas as fases da vida. Além do Novembro Azul, o Instituto Lado a Lado pela Vida é o idealizador das campanhas Respire Agosto, Siga Seu Coração, Mulher Por Inteiro e #LivreSuaPele. 

Informações para a Imprensa 

Virta Comunicação Corporativa 

Carolina Neves – carolina.neves@grupovirta.com.br – (11) 97723-4843 

Wladimir Oliveira – wladimir.oliveira@grupovirta.com.br – (21) 99655-7430 

Luciana Bulgarelli – luciana.bulgarelli@grupovirta.com.br (11) 98585-5222

Atleta paraolímpico Thulio Toledo visita Havan e realiza sonho de voar de helicóptero

 

O atleta de bocha paralímpica, Thulio Toledo Santos, tem uma história que é pura inspiração. Nesta semana, o atleta patrocinado pela Havan, visitou o Centro Administrativo, em Brusque (SC), foi recebido com muito carinho pelo dono da Havan, Luciano Hang e pelos mais 1 mil colaboradores que atuam no espaço. Durante a visita, ele ainda realizou o sonho de voar de helicóptero pela primeira vez. O patrocínio com Thulio foi firmado no mês passado e seguirá até 2023.

Um exemplo de superação na vida e no esporte, Thulio é natural de Jacareí (SP). Ele nasceu com distrofia muscular severa, uma doença raríssima, mas nem por isso deixou as dificuldades o vencer. O jovem de 32 anos tem formação em publicidade, é designer, palestrante e agarrou a oportunidade de ser atleta de Bocha Paralímpica em 2016. Desde então, compete na categoria bc3, sendo um dos nomes com grande potencial para o futuro da modalidade.

A visita a Havan rendeu momentos de muita emoção. Além de falar da importância do patrocínio, Thulio destacou o quanto é importante as pessoas não focarem nas duas dificuldades. “Todos nós temos desafios para vencer na vida.  O esporte muda a vida das pessoas e tem mudado muito a minha. Só tenho a agradecer a Havan por acreditar em mim e na Bocha Paralímpica”, disse Thulio

O dono da Havan, Luciano Hang, enfatizou o quanto a trajetória do atleta é inspiradora e destacou que se sente feliz por patrociná-lo. “Quando um empresário patrocina um atleta ou equipe, ele está acreditando na transformação que o esporte faz na vida das pessoas. Fico muito feliz em saber que a Havan é representada por pessoas tão determinadas, que são um exemplo para todos nós, como é o caso do Thulio”.




A Justiça Eleitoral é confiável?

 

Positivo


Francis Ricken*

As polêmicas levantadas pelo presidente da República e seus correlegionários sobre o processo eleitoral têm sido constantes, e acabam por criar em uma parcela da população um clima de incerteza sobre a confiabilidade das eleições e das instituições envolvidas. Ao mesmo tempo, essas polêmicas possibilitam que debates acerca do processo eleitoral se torne uma constante, colocando luz sobre o processo e forçando as instituições a se movimentarem em prol de uma transparência cada vez maior. De qualquer maneira, será que existem indícios factuais para gerar desconfiança nas eleições de 2022? Para responder essas e outras questões, vamos falar um pouco sobre a estrutura e capacidade da Justiça Eleitoral.

A implementação do processo de eleição eletrônica no Brasil aconteceu pela primeira vez na eleição municipal de 1996, quando 57 cidades brasileiras utilizaram esse sistema de votação. Inicialmente, a utilização das urnas eletrônicas buscava estabelecer um procedimento mais rápido, econômico e confiável para a contabilização de votos, que era realizado até aquele momento, por meio de voto impresso e contagem manual. Assim como na vida cotidiana a tecnologia nos auxilia em tarefas diárias, as urnas eletrônicas surgiram para deixar o processo de contabilização eleitoral de forma mais automatizada, no qual a interferência humana fosse a menor constante possível.

O processo de padronização criado pelo Tribunal Superior Eleitoral, e implementado pelos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado, estabeleceu um parâmetro mais confiável para o funcionamento das eleições, afinal, estamos falando de um órgão de Estado utilizado tão somente para a realização de processos eleitorais e que está diretamente ligado ao Poder Judiciário, tomando atitudes necessárias para que o eleitor se preocupe tão somente com o debate político e a escolha de seus candidatos. Além disso, a Justiça Eleitoral toma suas atitudes auxiliada por uma infinidade de órgãos estatais de fiscalização, controle e auditoria que possibilitam uma maior confiabilidade do processo eleitoral, como: Ministério Público Eleitoral, Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Procuradoria Geral da República, entre outros. Considerar que todos esses órgãos tenham interesses e trabalhem em prol de uma fraude generalizada em favor de um candidato ou grupo político é desconfiar da própria realidade que nos cerca, é desconfiar do Estado e de suas instituições. Aliás, a criação de uma Justiça especializada para organizar e fazer o processo eleitoral tem o intuito de afastar a possibilidade de interferência política na realização, contabilização e proclamação do resultado eleitoral.

O avanço do processo de contabilização eletrônica por todo o território nacional colocou a Justiça Eleitoral em um desafio constante, tendo que criar mecanismos cada vez mais modernos e confiáveis para as urnas, como foi o caso do cadastro eleitoral informatizado nos TREs, da biometria em urnas eletrônicas e do e-Título. Todas essas tecnologias nacionais foram criadas com base em problemas reais enfrentados pela Justiça Eleitoral em várias eleições realizadas, o que deu ao Tribunal uma expertise que poucos órgãos do Estado têm. 

A Justiça Eleitoral é confiável e tem avançado desde 1996 em prol de uma transparência do processo de contabilização dos votos, fazendo um movimento de demonstrar sua necessidade e efetividade, inclusive diante de ataques constantes do próprio presidente da República, que foi eleito pelo mesmo processo que ele diz ser fraudulento. Manter a crítica ao processo, para que ele possa se tornar cada vez mais efetivo é necessário, mas desconsiderar os fatos e criar uma narrativa em prol de seus próprios interesses com objetivo de deslegitimar um processo eleitoral que tem em torno de 149 milhões de eleitores aptos a votar, é colocar em risco a democracia brasileira e isso não podemos permitir.

*Francis Ricken é advogado, mestre em Ciência Política e professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo (UP).

Central Press MAIS INFORMAÇÕES / AGENDAMENTO DE ENTREVISTASCuritiba: + 55 41 3026-2610 | + 55 41 99273-8999 São Paulo: + 55 11 94199-9379 Londres: + 44 7379-138858 centralpress@centralpress.com.brwww.centralpress.com.br

Festival Varilux de Cinema Francês divulga os filmes e as séries da edição 2022

 

Imagem da vinheta da edição 2022 do Varilux de Cinema Francês

(Créditos: Divulgação / Festival Varilux)


VINHETA APRESENTA CENAS DAS PRODUÇÕES QUE COMPÕEM O FESTIVAL, NOS CINEMAS DE 21 DE JUNHO A 6 DE JULHO

O Festival Varilux de Cinema Francês acaba de divulgar a vinheta que apresenta as atrações da edição de 2022, o 13º ano do evento, que ocorre entre 21 de junho e 6 de julho exclusivamente nos cinemas de todo o Brasil. A canção que embala a peça se chama “The Party”, de autoria de Olivier e Claire Manchon, e faz parte da trilha sonora de “Esperando Bojangles”, uma das atrações deste ano. Assista aqui: Vinheta Festival Varilux 22

 

No vídeo, são reveladas cenas dos 17 longas-metragens inéditos e recentes, um clássico da cinematografia francesa – "Papai Noel é um Picareta", de 1982 - e um filme em homenagem aos 400 anos do dramaturgo Molière: "As Aventuras de Molière", de 2007. A vinheta também traz a novidade desta edição: pela primeira vez, um festival levará episódios de séries francesas aos cinemas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Trechos dos sete seriados que farão parte do line-up são exibidos no vídeo.

Confira a programação do Festival Varilux de Cinema Francês 2022:

FILMES INÉDITOS:

“Contratempos”, de Éric Gravel - Distribuidora: Bonfilm;

“Entre Rosas”, de Pierre Pinaud - Distribuidora: Califórnia Filmes;

“Esperando Bojangles”, de Régis Roinsard - Distribuidora: Califórnia Filmes;

“Golias”, de Frédéric Tellier - Distribuidora: Bonfilm;

“King, Meu Melhor Amigo”, de David Moreau - Distribuidora: Bonfilm;

“Kompromat”, de Jérôme Salle. Distribuidora - Mares Filmes.

“O Acontecimento”, de Audrey Diwan – Distribuidora: Zeta Filmes;

“O Destino de Haffman”, de Fred Cavayé - Distribuidora: Synapse;

“O Mundo de Ontem”, de Diastème - Distribuidora: Bonfilm;

O Próximo Passo”, de Cédric Klapisch. - Distribuidora: Bonfilm;

“O Segredo de Madeleine Collins”, de Antoine Barraud - Distribuidora: Synapse;

“Os Jovens Amantes”, de Carine Tardieu - Distribuidora: Elite Filmes;

“Peter Von Kant”, de François Ozon - Distribuidora: Bonfilm;

“Querida Léa”, de Jérôme Bonnel - Distribuidora: Elite Filmes;

“Sentinela do Sul”, de Mathieu Gérault – Distribuidora: Bonfilm;

“Um Herói”, de Ashgar Farhadi - Distribuidora: Califórnia Filmes;

“Um Pequeno Grande Plano”, de Louis Garrel - Distribuidora: Synapse;

 

HOMENAGEM AOS 400 ANOS DE MOLIÈRE:

“As Aventuras de Molière”, de Laurent Tirard e Ariane Mnouchkine

CLÁSSICO DO CINEMA FRANCÊS:

“Papai Noel é um Picareta”, de Jean-Marie Poiré;

 

SÉRIES FRANCESAS:

“As Sentinelas”, de Jean-Philippe Amar;

“Cheyenne & Lola”, de Eshref Reybrouck;

“A Corda”, de Dominique Rocher;

“O Que Pauline Não Diz”, de Rodolphe Tissot;

“Ópera”, de Cécile Ducrocq e Benjamin Adam;

“Síndrome E”, de Mathieu Missoffe;

“Jogos de Poder”, de Jean-Xavier de Lestrade e Antoine Lacomblez.

Para download da vinheta, clique aqui: Vinheta Festival Varilux 22

Para imagem do cartaz, acesse: cartaz Festival Varilux 2022

Para download de fotos dos filmes, acesse: filmes Festival Varilux 2022

Para download de fotos das séries, acesse: séries Festival Varilux 2022

Para a logo da edição Varilux 22, clique em: Logo Varilux22

A edição

A 13ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês, exclusivamente nas salas de cinema de todo o Brasil, traz uma programação variada com obras integrantes de grandes festivais. Entre os gêneros estão comédia, drama, suspense e animação. Além de filmes inéditos e recentes da filmografia francesa, um clássico será homenageado e uma produção fará alusão aos 400 anos do nascimento do dramaturgo Molière.

A delegação de atores e diretores franceses estará presente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde serão promovidas sessões seguidas de debate. Haverá ainda exibição de séries francesas, uma novidade da edição, uma masterclass e um encontro de profissionais sobre o formato nas duas cidades.

No quinto ano, a atividade paralela Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros é destinada a roteiristas, diretores, profissionais de cinema e TV. Serão selecionados 16 participantes que, reunidos em quatro grupos, trabalharão para desenvolver a escrita de roteiros de longa-metragem e de séries de TV.

O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux e a Pernod Ricard/Lillet, além do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são as unidades das Alianças Francesas em todo Brasil, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Club Med, Air France e Ingresso.com, além das distribuidoras dos filmes Bonfilm, California Filmes, Elite Filmes, Mares Filmes, Synapse e Zeta Filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial. Entre os parceiros de mídia estão Adoro Cinema, Arte1, Canal Curta!, Filme B e Papo de Cinema.

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Use a hashtag: #FestivalVarilux

Twitter: @variluxcinefr 

 

Sobre a Bonfilm

Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 12 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas e somou um público de mais de um 1,1 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e que já teve uma edição em São Paulo, além de cinemas de todo Brasil.

Para outras informações entre em contato

Katia Carneiro :: katia.carneiro@agenciafebre.com.br 21- 99978-2881

Luisa Mattos :: luisa.mattos@agenciafebre.com.br 21 - 99888-0633

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Equipe Febre

Educadores de Camaçari (BA) terão apoio do Programa Parceria pela Valorização da Educação (PVE) em 2022

 


Programa tem como objetivo contribuir para a melhoria da educação pública e auxiliar nos desafios causados pela pandemia. Comunidade local também participa da iniciativa

Camaçari (BA), 31 de maio de 2022 – Profissionais da rede municipal de ensino de Camaçari (BA) participarão da edição 2022 do Parceria pela Valorização da Educação (PVE). O programa oferece apoio para lidar com os desafios causados pelo distanciamento social na pandemia. Neste ano, além de orientar para a realização de aulas presenciais com segurança, há reforço nas orientações para evitar a evasão escolar. 

O PVE é uma iniciativa do Instituto Votorantim e das empresas investidas e parceiras da Votorantim, como a Votorantim Cimentos. O objetivo é proporcionar oportunidades de desenvolvimento de competências em gestão para os participantes contribuírem com a melhoria da educação no município. 

O público-alvo do programa são secretários de Educação e gestores de escolas. As atividades são promovidas em quatro ciclos ao longo do ano, por meio das frentes: Gestão Educacional e Gestão Escolar. O programa também engaja a comunidade em ações promovidas por meio da frente de Mobilização Social. 

Em Camaçari, as ações do PVE envolvem mais de 100 profissionais, entre técnicos da Secretaria de Educação, gestores escolares e coordenadores pedagógicos. A iniciativa beneficia mais de 10 mil alunos de 30 escolas, além de mobilizar quatro mil pessoas da comunidade. 

Para a Secretária Municipal de Educação de Camaçari, Neurilene Martins, a atuação do PVE contribui para o município aperfeiçoar processos e, assim, superar desafios. “Em cinco anos de atuação do PVE, as ações do programa ajudaram os profissionais da rede municipal a amadurecem na gestão e nas estratégias de ensino, de forma que puderam enfrentar melhor as questões educacionais durante a pandemia”, afirma.

Segundo Neurilene, o PVE também serve como um suporte "imprescindível para a realização do projeto 'Mais e Melhor Educação: em Casa' para a oferta do ensino remoto por meio de governança compartilhada entre o Comitê Gestor, os Comitês de Curadoria e os Comitês Escolares”.

“O PVE tem proporcionado transformações importantes em Camaçari porque estimula a educação a ultrapassar os limites da sala de aula e a estimular a comunidade a também participar de melhorias. É um programa que está em sintonia com o nosso jeito de ir além, oferecendo soluções que atendem às necessidades da comunidade e que contribuem de forma consistente para o desenvolvimento regional”, afirma o gerente da fábrica de Argamassa de Camaçari da Votorantim Cimentos, Marcos Vinícuis Simões de Oliveira. 

PVE em Camaçari capacita técnicos da Secretaria Municipal de Educação e gestores escolares. Crédito: Divulgação.

Educação em Movimento - Em 2022, a Votorantim Cimentos apoia a realização do PVE em 14 municípios de nove Estados: Camaçari (BA), Cachoeira (BA), São Felix (BA), Maragogipe (BA), Governador Mangabeira (BA), Trindade (PE), Primavera (PA), Corumbá (MS), Ladário (MS), Nobres (MT), Xambioá (TO), Almirante Tamandaré (PR), Vidal Ramos (SC) e Limeira (SP). 

Para fornecer informações relevantes para serem utilizadas na retomada das aulas presenciais, o PVE levantou e organizou vários dados, pesquisas e publicações sobre perspectivas, cuidados, metodologias, tendências e outros temas para os profissionais de educação. Um dos principais conteúdos é o Guia de Volta às Aulas 2022, que pode ser acessado gratuitamente por meio deste link

O programa também lançou o Educação em Movimento – Ninguém Fica para Trás, um manifesto que visa resgatar o aprendizado em um momento pandêmico. O PVE também disponibilizou informações sobre uma pesquisa referente à evasão escolar e um e-book com dicas sobre como mobilizar comunidades e famílias em prol da educação. A pesquisa e o e-book podem ser acessados por meio deste link. Para obter outras informações e materiais de apoio gratuitos, basta acessar o site: https://pve.institutovotorantim.org.br/

Sobre a Votorantim Cimentos

Fundada em 1933, a Votorantim Cimentos é, hoje, uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis com mais de 12 mil empregados. O portfólio de materiais de construção vai além de cimentos e inclui concretos, argamassas e agregados. A companhia também atua nas áreas de insumos agrícolas, gestão de resíduos e coprocessamento. As unidades da Votorantim Cimentos estão estrategicamente próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e presente em dez países, além do Brasil: Argentina, Bolívia, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Marrocos, Tunísia, Turquia e Uruguai. Mais informações em www.votorantimcimentos.com.br

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AÇÃO ‘ASSASSINO SEM RASTRO’ VAI TOMAR CONTA DOS CINEMAS EM 09 DE JUNHO

 


Filme traz Liam Neeson como o público nunca viu: um assassino profissional descobrindo como lidar com problemas de memória

São Paulo, 31 de maio de 2022 - Do mesmo diretor de “007: Cassino Royale”, Martin Campbell, ASSASSINO SEM RASTRO chega aos cinemas na semana que vem e é um filme imperdível para os fãs de ação. Estrelado por Liam Neeson, Guy Pearce, Monica Bellucci, Taj Atwal, Ray Fearon e Harold Torres, ASSASSINO SEM RASTRO se passa em El Paso, Texas, na fronteira mexicana e aborda o tráfico sexual infantil e os centros de detenção de imigrantes nos EUA.

Para baixar fotos, clique aqui

Em ASSASSINO SEM RASTRO, Alex Lewis (Liam Neeson) é um assassino experiente que está na mira do FBI. Quando Alex se recusa a concluir um trabalho para uma organização criminosa, entra em uma missão eletrizante para caçar e matar as pessoas que o contrataram antes que eles, ou o agente do FBI Vincent Serra (Guy Pearce), o encontrem primeiro. Em meio a tudo isso, a memória de Alex começa a vacilar e ele é forçado a questionar todas as suas ações, e, acima de tudo, em quem ele confia.

O diretor do filme comenta o que podemos esperar de Liam Neeson em ASSASSINO SEM RASTRO: “Acho que este filme é muito diferente para Liam, ele é um assassino profissional, o que é o mais baixo possível moralmente, quero dizer, esse homem mata pessoas sem fazer perguntas! – mas com a combinação de Liam sendo quem ele é e a maneira como ele interpreta o personagem, você se importa com Alex.”, diz Campbell. O diretor completa: “Há emoção na história, é realmente um suspense psicológico com ação.”.

O filme é baseado na produção belga 'De Zaak Alzheimer', lançada em 2003, e inspirado no livro homônimo do autor Jef Geeraerts. Considerado um clássico do gênero e vencedor de prêmios de cinema europeu, o thriller chamou a atenção de Campbell por sua intensidade, complexidade de personagens e trama sinuosa. Ele, então, convidou o roteirista Dario Scardapane, produtor da série “O Justiceiro”, para adaptar a história e trazer algo único para o público: um estudo de tensão psicológica.

Sobre a Diamond Films

A Diamond Films é a maior distribuidora independente da América Latina. Fundada em 2010, se destaca por distribuir os melhores filmes independentes da indústria cinematográfica. Atualmente, a empresa atua em sete países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. No ano de 2016 começou a atuar no mercado europeu, por meio da sua filial na Espanha. No Brasil desde 2013, a Diamond Films distribuiu títulos como 'Os Oito Odiados'; 'Lion - Uma Jornada para Casa', ‘Moonlight - Sob a Luz do Luar', 'Green Book - O Guia', ‘Destruição Final – O Último Refúgio’, ‘Moonfall – Ameaça Lunar’, ‘No Ritmo do Coração’ e ‘Spencer’.

Mais informações para a imprensa:

Diamond Films Brasil | Galeria Distribuidora

Amanda Ventura

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Diamond Films Brasil

Depois de 'Top Gun', pensei em sequestrar um avião só para continuar a festa.

 





Hoje, Tom Cruise parece meu filho, embora a tentação fosse dizer que ele parece meu neto. João Pereira Coutinho para a FSP:


Algo se passa com Tom Cruise. Quando o conheci, no primeiro "Top Gun", ele parecia um irmão mais velho.

Hoje, parece meu filho, embora a tentação fosse dizer meu neto. Será que o verdadeiro Tom Cruise vai envelhecendo no retrato, como o personagem de Oscar Wilde, enquanto o Tom público mantém a aparência dos verdes anos? Talvez.

A hipótese é ainda mais perturbante quando falamos do novo "Top Gun: Maverick". É excelente. É horrível. Alguém foi ao ano de 1986 e trouxe o passado para 2022, inclusive os acordes de guitarra elétrica. (Infelizmente, Kelly McGillis não veio junto.)

Alguns pormenores, admito, são produto da nossa circunstância: a ameaça, agora, não são MiGs soviéticos, mas apenas porque o filme foi rodado antes da invasão da Ucrânia. Os roteiristas e produtores optaram por programas nucleares subterrâneos e clandestinos, em óbvia referência ao Irã.

Mas a nostalgia é tão intensa que os méritos do filme, às vezes, são submergidos pela sensação de irrealidade que ele desperta, como se fosse um objeto de um outro planeta.

Não é caso único: se existe fenômeno que tem crescido nos últimos anos é a quantidade de filmes ou séries que nos levam de volta para as décadas de 1980 e 1990.

Tempos atrás, o Wall Street Journal explicava que esse revivalismo pode vir de duas formas. A primeira, visível em qualquer plataforma de streaming, é o sucesso de séries como "Friends" ou "Sabrina, Caçadora de Vampiros", que continuam conquistando velhas e novas plateias.

A esses dois exemplos podemos acrescentar obras-primas como "Frasier" ou "Seinfeld", e casos terminais como "Alf" ou "Barrados no Baile".

Mas o passado também pode surgir com remakes que não lembram ao Diabo. Antes de assistir a "Top Gun", um dos trailers que passou na tela da sala prometia um novo "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros" para breve, com todos os atores que estrelaram o primeiro.

É a metáfora perfeita para a febre nostálgica: ir à pré-história buscar o DNA de um dinossauro e recriá-lo no presente. Como explicar essa febre?

Sem surpresas, os especialistas falam na tentação escapista: o mundo de hoje não se recomenda —pandemia, guerra, polarização política. Um portal para o passado sempre consola as almas assustadas.

Concordo, até certo ponto. No passado, as ameaças também existiam. Só que eram reconhecíveis e previsíveis, até mensuráveis: na Guerra Fria, a destruição nuclear poderia ser mútua e assegurada, mas era, ao mesmo tempo, antecipada e impensável.

O 11 de Setembro destroçou essa previsibilidade: as ameaças vinham agora de uma caverna medieval, algures no Oriente Médio, e não do interior do Kremlin.

A crise financeira de 2008 aprofundou o quadro: por razões insondáveis ao cidadão comum, empregos e poupanças de uma vida desapareciam da noite para o dia —e a ruína, como nas tragédias gregas, descia inexoravelmente sobre os mortais.

A pandemia só piorou essa sensação de vulnerabilidade: nada assusta mais os homens modernos do que a "tirania da contingência", ou seja, a evidência dolorosa de que não controlam tudo. Muito menos um bicho microscópico que, em dois anos e meio, terá matado tanto como os nazistas nos campos de extermínio.

Para fechar o cortejo, a guerra na Ucrânia. Não pela guerra em si; mas pela banalização da ameaça nuclear, como se o uso da bomba, mil vezes admitido por Putin e seus capangas, fosse agora um passeio no parque.

Perante essas brutalidades, como resistir ao charme dos anos heroicos? Como resistir a um universo em que o destino está nas nossas mãos e a vitória sobre as forças do mal é uma questão de tempo?

Eu não resisti: naquele sábado, enquanto amaldiçoava o rosto de Tom Cruise, soltei a minha "masculinidade tóxica" e ela lá foi, abanando a cauda, a centenas de quilômetros por hora. Bebi, praguejei, disparei, destruí.

No final do filme, tão exausto como os personagens da história, ainda pensei em rumar até o aeroporto de Lisboa, só para sequestrar um avião e continuar a festa. Mas a idade não perdoa.

No dia seguinte, nas primeiras horas da manhã, o indomável capitão Little Couto acordou derreado, gemendo, com dores no corpo e a cabeça mais pesada do que um caça F-35.

BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

Catástrofe alimentar à vista

 


 

A guerra está empurrando um mundo frágil para a fome generalizada. Consertar isso é responsabilidade de todos. Reportagem da revista The Economist, publicada pelo Estadão:


Ao invadir a Ucrânia, Vladimir Putin destrói vidas de pessoas longe dos campos de batalha — e em tamanha escala que até ele poderá se arrepender. A guerra está castigando um sistema alimentar global já enfraquecido pela covid-19, pelas mudanças climáticas e por um choque energético. As exportações ucranianas de grãos e oleaginosas praticamente pararam, e as da Rússia estão ameaçadas. Juntos, os dois países fornecem 12% das calorias comercializadas pela humanidade. Os preços do trigo, 53% mais elevados desde o início do ano, saltaram mais 6% em 16 de maio, após a Índia afirmar que suspenderia suas exportações em razão de uma onda de calor alarmante.

A ideia amplamente aceita de uma crise de custo de vida não capta em absoluto a gravidade do que pode estar por vir. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou em 18 de maio que os próximos meses estão ameaçados pelo “espectro de uma escassez global de alimentos” que poderia durar anos. O alto custo de alimentos básicos já elevou o número de pessoas que não conseguem garantir comida suficiente em 440 milhões, para 1,6 bilhão. Aproximadamente 250 milhões de pessoas estão à beira da inanição. Se, como parece provável, a guerra se arrastar e as exportações da Rússia e da Ucrânia forem limitadas, outras centenas de milhões de pessoas poderiam chegar à miséria. A agitação política se espalhará, crianças terão seu crescimento afetado e pessoas morrerão de fome.

Putin não deve usar comida como arma. Escassez não é um resultado inevitável da guerra. Líderes mundiais deveriam considerar a fome um problema global que requer urgentemente uma solução global.

Rússia e Ucrânia produzem 28% do trigo comercializado globalmente, 29% da cevada, 15% do milho e 75% do óleo de girassol. Rússia e Ucrânia fornecem cerca da metade dos cereais importados pelo Líbano e pela Tunísia; na Líbia e no Egito, esse índice é de dois terços. As exportações de alimentos da Ucrânia fornecem calorias que alimentam 400 milhões de pessoas. A guerra está perturbando essas cadeias de fornecimento porque a Ucrânia instalou minas em suas águas para impedir ataques, e a Rússia está bloqueando o porto de Odessa.

Trabalhadores espalham fertilizante em uma fazenda em Gerdau, África do Sul 

Mesmo antes da invasão, o Programa Alimentar Mundial alertava que 2022 seria um ano terrível. A China, maior produtora mundial de trigo, afirmou que, após as chuvas atrasarem a semeadura no ano passado, a atual safra poderá ser a pior de todos os tempos no país. Agora, adicionalmente às temperaturas extremas na Índia, a segunda maior produtora mundial, a falta de chuva ameaça diminuir colheitas em outros lados, do cinturão do trigo dos EUA à região de Beaucé, na França. O Chifre da África está sendo acometido pela pior seca em quatro décadas. Bem-vindos à era das mudanças climáticas.

Tudo isso surtirá um efeito severo sobre os pobres. Lares de economias emergentes gastam 25% de seus orçamentos em comida — e na África Subsaariana, até 40%. No Egito, o pão fornece 30% das calorias consumidas. Em muitos países importadores, governos não são capazes de fornecer subsídios para aumentar a ajuda aos pobres, especialmente os que também importam energia — outro mercado em turbulência.

Colheitas em xeque

A crise ameaça piorar. A Ucrânia embarcou a maior parte da colheita do verão passado antes da guerra. A Rússia ainda tem conseguido vender seus grãos, apesar dos custos e riscos adicionais sobre seus envios. Contudo, os silos ucranianos que não foram danificados pelos combates estão repletos de milho e cevada. Os fazendeiros não têm onde estocar sua próxima colheita, prevista para começar no fim de junho, que portanto poderá apodrecer. E lhes falta combustível e mão de obra para plantar a safra seguinte. À Rússia, de sua parte, poderá faltar sementes e pesticidas que o país normalmente compra da União Europeia.

Apesar dos preços em alta dos grãos, fazendeiros de outros países do mundo poderão não conseguir compensar essa queda. Uma razão é que os preços são voláteis. E o pior, que as margens de lucro estão encolhendo em razão da alta nos preços de fertilizantes e energia. Estes são os principais custos dos fazendeiros, e ambos os mercados estão perturbados pelas sanções e pela corrida por gás natural. Se fazendeiros diminuírem o uso de fertilizantes, as colheitas globais serão mais baixas justamente no momento errado.

A resposta de políticos preocupados poderia piorar uma situação que já é bem ruim. Desde que a guerra começou, 23 países, do Casaquistão ao Kuwait, declararam severas restrições sobre exportações de alimentos que correspondem a 10% das calorias comercializadas mundialmente. Mais de um quinto de todas as exportações de fertilizantes foram restritas. Se o comércio parar, a fome será consequência.

Está armado o palco para um jogo de empurra, no qual o Ocidente condena Putin por sua invasão e a Rússia denuncia as sanções do Ocidente. Na verdade, as perturbações são resultado principalmente da invasão de Putin e algumas sanções as exacerbaram. Esse argumento poderia facilmente virar desculpa para a inércia. Enquanto isso, muita gente passará fome e algumas morrerão de inanição.

Em vez disso, os países têm de agir conjuntamente, começando por manter abertos seus mercados. Esta semana, a Indonésia, fonte de 60% do óleo de palma produzido no mundo, suspendeu um banimento temporário nas exportações. A Europa deveria ajudar a Ucrânia a escoar seus grãos por vias ferroviárias e rodoviárias até portos da Romênia ou dos Estados bálticos, apesar de até os prognósticos mais otimistas afirmarem que apenas 20% da safra poderia ser escoada dessa maneira. Países importadores também precisam de ajuda, para que não acabem afogados em dívidas descomunais. Estoques emergenciais de grãos deveriam ser destinados apenas para os mais pobres. Para os demais, financiamentos para importações em termos favoráveis, facilitadas talvez pelo FMI, permitiriam aos dólares dos doadores fazer mais. Algum alívio para as dívidas também pode ajudar a liberar recursos vitais.


Há lugar para substituições. Cerca de 10% de todos os grãos produzidos no mundo são usados para fabricar biocombustível; e 18% dos óleos vegetais viram biodiesel. Finlândia e Croácia abrandaram obrigatoriedades do uso de combustível vegetal na gasolina. Outros países deveriam seguir seu exemplo. Uma quantidade enorme de grãos é usada para alimentar animais. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, grãos compõem 13% da ração seca do gado. Em 2021, a China importou 28 milhões de toneladas de milho para alimentar seus porcos, mais do que as exportações totais da Ucrânia em um ano.

Um alívio imediato decorreria do rompimento do bloqueio no Mar Negro. Cerca de 25 milhões de toneladas de milho e trigo, o equivalente ao consumo anual somado das economias menos desenvolvidas do planeta, estão presas na Ucrânia. Três países devem trabalhar pelo mesmo objetivo: a Rússia tem de permitir as exportações ucranianas; a Ucrânia tem de tirar as minas marítimas da costa de Odessa; e a Turquia precisa permitir escoltas navais através do Bósforo.

Isso não será fácil. A Rússia, com dificuldades no campo de batalha, está tentando sufocar a economia ucraniana. A Ucrânia está relutante em relação a retirar suas minas. Persuadi-las a ceder será uma tarefa de países que, como Índia e China, têm evitado se envolver com a guerra. Comboios podem requerer escoltas armadas garantidas por uma ampla coalizão. Alimentar um mundo frágil é responsabilidade de todos. 

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