JORNAL A REGIÃO
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, deu prazo de 15 dias para que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) escalreçam e mostrem provas sobre a acusação de estupro de vulnerável feita contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
Os dois fizeram uma coletiva, logo depois de anunciada a convocação de Lulinha, filho de Luiz da Silva (PT) envolvido com o escândalo do roubo a aposentados do INSS, relatada por Gaspar. A intenção foi desviar a atenção de Lulinha com algo bombástico, mas agora podem ser condenados.
O STF não tinha tomado nenhuma providência mas, assim que Gaspar foi anuciado como vice de Flávio Bolsonaro, tudo mudou. A oposição vê nesse súbido andamento uma manobra para desgastar o parlamentar, mesmo a denúncia sendo claramente falsa.
Quem garante é a própria suposta filha, Lorilene Pereira Marcelo da Silva, que seria produto desse relacionamento. Ela isentou Alfredo Gaspar e se viu obrigada a expor sua história pessoal. A moça é filha do relacionamento da mãe com o pai biológico, quando ambos ainda eram adolescentes.
E o pai biológico não é Gaspar, mas um primo dele. A defesa de Alfredo Gaspar informou que exames de DNA do próprio parlamentar e da suposta filha são as principais provas de que a denúncia é mentirosa. Até o momento, o STF não decidiu sobre a abertura de inquérito para investigar o caso.
Uma notícia-crime foi apresentada pelos dois radicais de esquerda à Polícia Federal em março, alegando ter recebido documentos sobre um suposto abuso sexual contra uma adolescente de 13 anos, ocorrido há cerca de 8 anos, depois alegaram não ter divulgado provas para "preservar a vítima".
Gilmar Mendes solicitou elementos que ajudem a identificar os autores das mensagens anexadas ao processo e informações sobre ligações telefônicas mencionadas na representação. Mas se negou a dar urgência ao caso, como pediu Gaspar. A ideia parece ser desgastar antes de descartar a mentira. Com Diário do Poder e redes sociais.
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