MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Bacelar diz que Bolsonaro terá que priorizar educação para reduzir desigualdades

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação
O deputado federal Bacelar (Podemos-BA)
Preocupado com retrocessos na educação, o deputado federal Bacelar (Podemos-BA) usou a tribuna da Câmara para defender a continuidade dos avanços no ensino público, no futuro governo Bolsonaro, como forma de reduzir as desigualdades sociais no país. “Tomara que o presidente eleito saiba utilizar a educação como um instrumento eficaz para libertar dezenas de milhões de brasileiros da pobreza, mas até agora não houve sinalização nesse sentido”, provocou. Bacelar voltou a defender uma reforma do ensino médio que seja amplamente debatida com a sociedade e valorize os professores. Ele também alertou para os riscos do projeto Escola Sem Partido. “O Ministério da Educação e instituições da sociedade civil têm bons projetos que podem resultar em um ensino público de qualidade, para atender às necessidades do filho do trabalhador. Se queremos mais para nossos alunos, não podemos calar nossos professores. Amordaçar os docentes, como prevê o Escola Sem Partido, é um retrocesso. Crianças precisam ter acesso à pluralidade de ideias, ao debate, ao pensamento livre. Não é doutrinar. É deixar que cada um forme sua própria visão de mundo.”

Portaria do Detran confirma placa Mercosul para dezembro

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação
Placa de veículos padrão Mercosul
A decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de revogar a suspensão da entrada em vigor da placa veicular padrão Mercosul, em dezembro deste ano, por causa de decisão judicial que não se sustentou, contou com o apoio do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA). O órgão publicou, nesta quarta-feira (31), a portaria 1273, que estabelece mecanismos de controle para a mudança no emplacamento, dentro do prazo estabelecido pelo Contran, para modernizar o registro de veículos e evitar fraudes. “ Como a liminar que causava o impedimento caiu, não há motivo para retardar a medida. A placa com inovações precisa entrar em vigor antes da virada do ano, para iniciarmos uma fase mais segura no controle dos veículos. Após a portaria de hoje, a Bahia está pronta para executar o novo emplacamento”, declarou o diretor-geral do Detran, Lúcio Gomes. Pela decisão do Contran, a partir de 1° de dezembro, a placa Mercosul será obrigatória para veículos novos e nos casos de placas atuais danificadas e transferência de propriedade, categoria, município ou estado. Ela dispõe de itens de segurança que vão permitir a rastreabilidade e coibir a clonagem. As empresas fabricantes e estampadoras deverão estar cadastradas no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Ibirapitanga: Prefeito terá que devolver R$ 950 mil aos cofres público

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação
O prefeito de Ibirapitanga, Isravan Lemos Barcelos (PSD)
Na sessão desta quarta-feira (31), o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) rejeitou as contas do prefeito de Ibirapitanga, Isravan Lemos Barcelos (PSD), relativas ao exercício de 2016. O relator do parecer, conselheiro Mário Negromonte, destacou, entre as graves irregularidades, o desequilíbrio fiscal apurado no exercício em questão – o último ano de mandato do então gestor, que acabou sendo reeleito. O prefeito terá que devolver R$949.755,96 aos cofres do município, além de pagar uma multa no valor de R$15 mil. O ressarcimento, com recursos pessoais, diz respeito ao somatório de R$168.232,42 referentes a valores de processos de pagamentos não apresentados à Inspetoria Regional; R$716.454,56 devido ausência de notas fiscais em processos de pagamentos realizados; e R$65.068,98 referentes a pagamento de subsídios a secretário municipal acima do limite estabelecido por lei. A relatoria também constatou extrapolação do limite das despesas com pessoal, que atingiu 58,91% da Receita Corrente Liquida apurada no exercício – superando o limite de 54%; ausências de comprovações de publicações de instrumentos contratuais; ausência da relação dos bens adquiridos no exercício; admissões de servidores sem a realização de prévio concurso público; não encaminhamento de diversos dados ao SIGA, além de inserções incorretas ou incompletas de informações; inconsistências nos registros contábeis; deficiência na cobrança dos recursos inscritos na dívida ativa; atraso no pagamento de remunerações de servidores; e precário funcionamento do Sistema de Controle Interno. Em razão das irregularidades praticadas pelo gestor, especificamente com relação ao descumprimento ao estabelecido no artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, devido ao desequilíbrio fiscal verificado no último de mandato, o conselheiro Mário Negromonte, relator do parecer, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual. A decisão cabe recurso.

“A agenda econômica de Bolsonaro terá meu apoio”, anuncia Rodrigo Maia


Entrevista com o presidente da Câmara do Deputados Rodrigo Maia Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Rodrigo Maia está fechado com Bolsonaro e não abre…
Maiá Menezes, Thiago Prado e Fernanda Krakovics
O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que, caso a agenda econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se mantenha fiel aos “caminhos” propostos pelo futuro ministro da Fazenda Paulo Guedes, terá seu apoio no Congresso Nacional. O deputado fluminense disse ainda que “para ganhar a eleição”, uma aliança com Ciro Gomes (PDT) teria sido mais eficaz do que o apoio do Centrão ao tucano Geraldo Alckmin, que terminou na quarta colocação nas eleições.
O senhor estará na base do governo Bolsonaro a partir do ano que vem?
Votei no Bolsonaro pela agenda econômica dele. Tenho muita convergência com os caminhos que estão sendo propostos pelo Paulo Guedes. Se essa for a agenda do governo no Parlamento, terá sempre o meu apoio.

O que dá para votar este ano?
Depende de como vai ser a articulação do novo governo no Parlamento. A cabeça nesse corpo precisa ser do novo, não do que está saindo.

A flexibilização do Estatuto do Desarmamento é uma agenda do próximo governo…
Há consenso para ampliar as restrições (ao porte de armas) e tirar da Polícia Federal o poder discricionário de liberar ou não a licença, depois de atingidos os pré-requisitos. O que tem de polêmico nesse debate é o porte rural. Hoje, no campo, o fazendeiro pode ter a posse de arma na sua propriedade. Mas ele não pode andar em nenhum ambiente no entorno porque não tem o porte. Isso restringe muito a proteção pessoal do produtor rural em relação até à entrada de animais. Só tem que ter cuidado para não virar uma milícia armada. Mas não é uma agenda para a semana que vem, não tem data marcada.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que a proposta de reforma da Previdência do futuro governo é distinta da do governo Temer. Há clima para votar o tema ainda este ano?
Eu não conheço a proposta do Onyx. Temos duas questões a serem resolvidas: o estoque, que são as pessoas que já estão no sistema, e os novos. Um governo eleito como esse tem sempre força para aprovar suas matérias.

A partir de janeiro ou agora?
Eu não sei como o governo vai atuar. A partir do ano que vem, com certeza terá força para aprovar as reformas que propôs na eleição.

Onyx irá para a Casa Civil, mas é da cota pessoal do Bolsonaro. O DEM vai participar do governo?
Quem tem que avaliar isso é o presidente eleito com o presidente do partido (ACM Neto). Repito: a minha opinião é que a agenda que o Bolsonaro propôs através do Paulo Guedes é 100% convergente com aquilo que a gente pensa. Isso temos que apoiar de qualquer jeito.

Afinal, o senhor vai disputar a Presidência da Câmara de novo?
Não decidi ainda. Ninguém é candidato a presidente da Câmara apenas pela sua vontade. É preciso construir as condições. Agora, se perguntar se gosto de ser presidente da Câmara, se é uma posição que te dá prestígio e poder? Sim.

Bolsonaro já disse que não fará indicações políticas para o seu ministério. Acha que ele conseguirá governabilidade dessa forma?
Existe um mito sobre a necessidade de se dar cargos. A preocupação do deputado, legítima, é muito maior com recursos para suas bases eleitorais. Ele quer que, naquele município onde ele foi o mais votado, o governo coloque dinheiro em saúde e educação.

Na eleição que rejeitou a velha política não passou um recado de que práticas antigas terão que ser revistas?
É claro que tem um recado, uma parte da política já se reinventou. O Jair Bolsonaro, por exemplo, se reinventou. Tem sete mandatos e se elegeu como a mudança na política. Parabéns para ele, enxergou na frente dos outros.

O senhor apoiou Geraldo Alckmin (PSDB), que teve um péssimo desempenho nas urnas. No que que ele errou?
O resultado da eleição mostrou que havia um esgotamento do ciclo de 30 anos da redemocratização. A punição maior, indicavam as pesquisas, era ao PT e ao PSDB. O PT sobrevivia principalmente no Nordeste pela liderança do Lula. O resultado da eleição provou que os partidos que estavam no entorno do PSDB também estavam contaminados pela velha política. O problema do Geraldo (Alckmin) foi muito mais de fim de ciclo do que dele.

O Ciro (Gomes) era um nome melhor para o Centrão apoiar?
Para ganhar a eleição, está na cara que era. Mas o partido majoritariamente não queria o Ciro. Eu entendia que ele isolava o PT e a gente passava a ter condição de ter uma candidatura mais ao centro. Dois candidatos que seriam fortíssimos e que desistiram eram Luciano Huck e Joaquim Barbosa. Como eles não se colocaram, o Jair conseguiu representar esse sentimento de mudança, que ele já vinha trazendo desde a eleição de 2014.

O que o DEM vai fazer agora?
A relação da política com a sociedade mudou. Todo mundo achava que se você não desse um abraço no eleitor, ele não votava em você. Que a estrutura de TV te fazia conhecido. Não estou dizendo que a TV perdeu a força. Acho, por exemplo, que o episódio de 6 de setembro (facada) deu ao Bolsonaro um nível de exposição na mídia que compensou o pouco tempo de TV. Agora, o WhatsApp ganhou uma importância que não vi ninguém, fora o grupo do Bolsonaro, atento.

Reconhece então que foi pego de surpresa nessas eleições?
Eu sei o que aconteceu, agora, os instrumentos, como ele (Bolsonaro) fez, ele não construiu da noite para o dia. Todos terão que construir. Eles descobriram quais aplicativos e de que forma seriam melhor usados. O aperto de mão é importante, mas hoje o eleitor se sente próximo a você através do celular, o que a gente não imaginava que tivesse tanta confiança.

Na eleição do Rio, Eduardo Paes errou?
Ele fez tudo certo. Tinha era uma onda pró-Bolsonaro que, pelo movimento que o Flávio (Bolsonaro) fez, ficou vinculada ao juiz. E teve o indeferimento da candidatura do Garotinho, que foi decisivo para o Wilson (Witzel). O juiz cresceu mais no voto evangélico. A queda do Garotinho abriu um espaço.

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Ernesto Fraga Araújo pode ser o Chanceler do governo de Jair Bolsonaro


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Nomeação de Fraga Araújo é cogitada pela equipe
José Carlos Werneck
O embaixador Ernesto Fraga Araújo, diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty, é um dos nomes mais cotados para assumir o cargo de Chanceler do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Antes das eleições ele havia enviado à cúpula da campanha do PSL um artigo de sua autoria, intitulado “Trump e o Ocidente”, que causou excelente impressão aos responsáveis pelo programa de governo de Bolsonaro.
“O presidente Donald Trump propõe uma visão do Ocidente não baseada no capitalismo e na democracia liberal, mas na recuperação do passado simbólico, da história e da cultura das nações ocidentais”, diz Fraga Araújo no texto.
TUDO A VER – O presidente eleito Jair Bolsonaro é um grande entusiasta das ideias do presidente norte- americano Donald Trump. Mas o artigo não foi mandado apenas para a campanha de Bolsonaro. “Enviei para várias pessoas com interesse em política internacional”, afirmou o diplomata, que negou ter mantido maiores contatos com a equipe do então candidato do PSL. “Não conversei com ninguém lá sobre isso”, disse, ressalvando não ter recebido nenhum convite para o Itamaraty.
Um outro motivo lembrado pelos que afirmam que o nome dele está em alta é que Jair Bolsonaro gosta de pessoas de destaque que demonstrem simpatia por ele. Em seu blog pessoal, Fraga Araújo sempre declarou apoio ao então candidato do PSL e criticava o PT, afirmando que “o PT (Partido Terrorista) está se preparando para tomar o poder no Brasil”.
EXPERIÊNCIA – Ernesto Araújo Fraga está há 28 anos no serviço público, além de ser escritor. Diz querer ajudar o Brasil e o mundo a se libertar da ideologia globalista. Em seu entender, Globalismo é a globalização econômica que passou a ser pilotada pelo marxismo cultural. É um sistema anti-humano e anticristão”.
Ele participou das manifestações pró-Bolsonaro realizadas em Brasília e entende que “o movimento popular por Bolsonaro não se nutre de ódio, mas de amor e esperança.”
SUSCETIBILIDADES – No meio diplomático, sua possível indicação é vista com algumas ressalvas, como sempre acontece quando um novo Chanceler é escolhido.
Não obstante Araújo tenha uma brilhante e bem embasada trajetória profissional no Ministério das Relações Exteriores, onde, em 2016, foi galgado ao posto de ministro de primeira classe, o topo da carreira, ele ainda não assumiu representações de peso no exterior.
Um jornalista que já cobriu a área afirmou, ontem, em Brasília, que na avaliação de um membro do alto escalão do MRE, a indicação poderia causar “desconforto”, porque é mais palatável para os diplomatas que seja nomeado um político no cargo de Chanceler do que alguém do Itamaraty que não tenha passado por todas as etapas consideradas por eles como necessárias para à função.
NINHO DE SERPENTES – Segundo este mesmo jornalista, o Itamaraty é “um ninho de serpentes e um santuário de vaidades, onde ninguém é amigo de ninguém” e tudo isto pode ser rápida e facilmente superado.
No Itamaraty, em funções acima de Araújo estão hoje, além do ministro, o secretário-geral e nove subsecretários-gerais, além de embaixadores servindo no exterior.
No Exército, por exemplo, esse tipo de escolha, passando por cima de nomes mais experientes, não seria cogitado. Mas, embora sendo um militar reformado, o presidente Jair Bolsonaro não parece ter a mesma preocupação em relação aos órgãos civis, como é o caso do Itamaraty.
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Núcleo militar de Bolsonaro quer metade dos cargos na equipe da transição


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Heleno e Ferreira chefiam o núcleo militar de Bolsonaro
Deu no Estadão
Os diferentes grupos que assessoraram o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha começaram a definir a equipe que atuará na transição do governo. O chamado “grupo de Brasília”, comandado pelos generais da reserva Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira, já submeteu uma lista de 25 nomes ao deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve coordenar a transição.
As outras indicações, segundo apurou o Estadão/Broadcast, serão feitas pela equipe econômica da campanha, que teve o economista e futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, à frente, e pelo núcleo político. Heleno já foi anunciado como futuro ministro da Defesa por Bolsonaro, enquanto Ferreira deverá ocupar alguma pasta na área de infraestrutura.
ALGUNS NOMES – O grupo chefiado pelos militares será responsável pela transição em áreas como saúde, segurança, infraestrutura, trabalho, meio ambiente, internacional, justiça e defesa. Entre os nomes indicados estão o do professor universitário Paulo Coutinho, para a área de ciência e tecnologia; do diretor do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) Alexandre Ywata, para meio ambiente; do consultor e coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Luiz Blumm, para saúde e defesa; e do tenente-coronel dos Bombeiros Paulo Roberto, para a educação.
São pessoas que já vinham se reunindo em um hotel em Brasília para assessorar a campanha de Bolsonaro – alguns em contato direto com o então candidato -, municiando estudos e projetos tocados pelo grupo de generais.
NÚCLEO MILITAR – Embora longe do núcleo mais próximo do candidato, o grupo formado pelo militares foi um dos pilares da campanha que elegeu Bolsonaro, dando respaldo para propostas em áreas como infraestrutura. A ideia é que eles tomem pé da situação de cada ministério e comandem os grupos temáticos que atuarão no centro de transição, montado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.
Coordenador da transição e já confirmado como futuro chefe da Casa Civil, Lorenzoni dará a palavra final sobre a lista dos nomes que ocuparão os 50 cargos disponíveis para a equipe de transição, com salários que variam de R$ 2 mil a R$ 16 mil.
Os membros da equipe de transição devem tomar posse dois dias após serem indicados e ficam no cargo de forma temporária até dez dias após a posse do novo presidente da República. Antes de assumir, passarão pelo crivo da área jurídica do Palácio do Planalto, que vai verificar se existe algum tipo de impedimento para nomeação em cargo público.
REUNIÃO – Nesta segunda-feira, 29, em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que aguarda Lorenzoni para uma reunião nesta quarta-feira, 31, em Brasília. Ele afirmou que o CCBB está pronto para receber a equipe de transição, assim que ela for indicada. “O espaço para a transição já está perfeitamente instalado com móveis, computadores, recepção de prédio, segurança da Polícia Federal”, disse. Padilha não descartou a possibilidade de a Força Nacional reforçar a segurança do prédio.
No local, estão disponíveis 22 gabinetes para a equipe de transição, incluindo as duas salas especiais para o presidente e o vice-presidente eleitos, em áreas reservadas. Também serão oferecidas 78 posições de trabalho.
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Ciro Gomes afirma que foi miseravelmente traído por Lula e seus asseclas


O candidato derrotado à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, durante entrevista em seu apartamento em Fortaleza
Ciro Gomes faz uma análise da eleição presidencial
Gustavo Uribe
Folha
Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou, em entrevista à Folha, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”. Em seu apartamento, onde concedeu nesta terça-feira (30) sua primeira entrevista desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”.
“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse o pedetista, que critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar depois ocupado por Fernando Haddad (PT).
No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública? Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.
E não tomou uma decisão se será candidato em 2022?
Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.
O senhor disse que deixaria a vida pública porque a razão de estar na política é confiar no povo brasileiro. Deixou de confiar? Não, procurei entender o que aconteceu. Esse distanciamento me permitiu isso. O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.
Naquele momento do país, uma viagem à Europa não passou uma impressão de descaso? Descaso não, rapaz, é de impotência. De absoluta impotência. Se tem um brasileiro que lutou, fui eu. Passei três anos lutando.
Com a sua postura de neutralidade, não lavou as mãos em um momento importante para o país?
Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição.
Por não ter declarado voto, não teme ser visto como um traidor pelos eleitores de esquerda?
A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Quem tiver prestado a atenção no que falei, está muito clara a minha posição de que com o PT eu não iria.
Não se aliará mais ao PT?
Não, se eu puder, não quero mais fazer campanha para o PT. Evidente, você acha que eu votei em quem?
No Haddad?
 Vou continuar calado, mas você acha que votei em quem com a minha história? Eles podem inventar o que quiserem. Pega um bosta como esse Leonardo Boff [que criticou Ciro por não declarar voto a Haddad]. Estou com texto dele aqui. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras? O Lula sabia porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências.
Quem são os bajuladores?
É tudo. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, Frei Betto. Só a turma dele. Cadê os críticos? Quem disse a ele que não pode fazer o que ele fez? Que não pode fraudar a opinião pública do país, mentindo que era candidato?
Por que o senhor não aceitou ser candidato a vice-presidente de Lula?
Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado.
Por que não declarou voto em Haddad?
Aquilo era trivial. O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?
Não declarou voto no Haddad por causa do Lula?
Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora? Cid Gomes cobrou uma autocrítica dos petistas. E quais foram os erros cometidos pelos pedetistas? Devemos ter cometido algum erro e merecemos a crítica. Mas, nesse contexto, simplesmente multiplicamos por um milhão as energias que nos restaram para trabalhar. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana.
Isso por Lula?
Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro. Todas as pesquisas, não sou eu quem estou dizendo, dizem isso. O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger pessoa assim? Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo.
A postura do senhor não inviabiliza uma reaglutinação das siglas de esquerda?
Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano.
A liberdade de imprensa está ameaçada?
É muito epidérmica a nossa sensibilidade. Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui. Por isso que digo que uma das centralidades do mundo político brasileiro deveria ser um entendimento amplo o suficiente para cumprir a guarda da institucionalidade democrática. E um dos elementos centrais disso é a liberdade de imprensa. A imprensa brasileira nepotista e plutocrata é parte responsável também por essa tragédia.
A imprensa ajudou a eleger Bolsonaro? A arrogância do [William] Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira. A Folha que repercute uma calúnia contra uma cidade inteira que é reconhecida mundialmente como um elemento de referência de educação para me alcançar [Ele se refere a reportagem sobre relatos de estudantes de fraudes em avaliações nas escolas de Sobral, no Ceará].
E os ataques feitos pelo Bolsonaro à Folha? São uma ameaça?
Não considero, não. A Folha tem capacidade de reagir a isso e precisa ter também um pouco de humildade, de respeitar a crítica dos outros.
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Presidente da estatal do Porto de Santos é preso em operação contra fraudes


José Alex Oliva, presidente da Codesp, é preso pela PF
José Alex Oliva, presidente da Codesp, foi preso no Rio
Bruno Tavares e Robinson Cerantula
TV Globo — São Paulo

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (31) José Alex Oliva, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal ligada ao Ministério dos Transportes, que administra o Porto de Santos, durante a Operação Tritão, que apura suspeitas de fraude em licitação e corrupção em contratos da estatal de R$ 37 milhões. O presidente foi preso em sua casa em Copacabana, no Rio de Janeiro, por volta das 8h. Participam da operação 100 policiais federais, oito auditores da CGU e 12 servidores da Receita Federal.
Além do presidente, cinco pessoas foram presas e 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Santos, Barueri, Guarujá, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília. Um mandado de prisão falta ser cumprido. A prisão de José Alex e dos demais integrantes da cúpula da estatal são temporárias, com duração de cinco dias.
LISTA DOS PRESOS: Já foram detidos os seguintes denunciados: José Alex Botelho de Oliva (Presidente Codesp); Carlos Antônio de Souza (ex-assessor do presidente); Cleveland Sampaio Lofrano (diretor de mercado da Codesp – citado no vídeo); Gabriel Nogueira Eufrasio (diretor jurídico da Codesp); Mario Jorge Paladino (empresário) e Joabe Franscico Barbosa (empresário)
Há mandado de prisão também para Joelmir Francisco Barbosa (empresário).
A investigação começou em 2017 e teve a participação do Ministério Público Federal (MPF), da Controladoria Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Receita Federal.
CONTRATOS – Os investigadores analisaram contratos assinados pela Codesp em 2016 e encontraram irregularidades em três — para a digitalização e guarda de documentos; para aquisição de softwares e manutenção de computadores e de consultoria. Juntos, eles somam mais de R$ 37 milhões. Nas auditorias, técnicos da CGU e do TCU apontam diversas irregularidades, como fraude, favorecimento, superfaturamento e cartel entre empresas.
As suspeitas de irregularidades surgiram com um vídeo postado na internet no mês de setembro de 2016, no qual um assessor do presidente da CODESP confessava a prática de diversos delitos ocorridos no âmbito daquela empresa. O inquérito teve início em novembro de 2017 após informação sobre o conteúdo do vídeo ser enviada pelo Ministério Público Federal à PF, para que fosse feita uma investigação policial a partir dos fatos que ele narra.
MUITAS FRAUDES – As investigações apontam irregularidades em vários contratos, que seriam realizadas por meio de fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e empresários. Contratações antieconômicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços estão entre as irregularidades.
Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, com penas de 1 a 12 anos de prisão.
Tritão é conhecido como o rei dos mares na mitologia grega. O G1 procurou a Codesp, mas até a publicação desta reportagem não teve resposta.
O VÍDEO – Em setembro de 2016, uma página em uma rede social publicou um vídeo em que o então assessor da presidência da Codesp, Carlos Antonio de Souza, negocia um contrato de digitalização de documentos para a estatal com um intermediário. Mesmo sem licitação publicada, ele fala em valores e o nome da empresa vencedora.
“Eu percebi que não tem nada digitalizado, peguei o Mario Jorge…o Mario Jorge, tá… Um contrato de R$ 80 milhões de digitalização, já fiz TR e daqui uns 15 dias tá na rua”, diz na gravação o assessor, então cedido à diretoria administrativa e financeira da estatal. Naquele mesmo mês, a Codesp assina um contrato de R$ 7,3 milhões com a firma MC3 Tecnologia e Logística, sediada em São Caetano do Sul e do empresário Mario Jorge Paladino. A denúncia fez com que a estatal apurasse o caso, mas o acordo foi mantido e até um aditivo de R$ 3,4 milhões foi firmado no ano seguinte.
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Faz sucesso nas redes sociais uma fake news que merecia ser verdadeira


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Charge do Bier (Arquivo Google)
Mário Assis Causanilhas
É pena que determinadas fake news não sejam verdadeiras. Faz sucesso na internet uma resposta que teria sido dada ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, a propósito de suas preocupações com a democracia. A carta aberta teria sido postada no Facebook pela juíza Daniele Moura, da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, mas na verdade não há nenhuma juíza com este nome. O que existe de fato é um texto verdadeiro e irrespondível, que nos traz esperança quando vemos o bem se levantar contra o mal.
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FALSA CARTA ABERTA AO MINISTRO TOFFOLI

Não, Toffoli, é você e seus colegas do STF que constituem a maior ameaça à nossa democracia. Foi você quem votou pela libertação de José Dirceu, já condenado em segunda instância, contrariando a lei e a jurisprudência emanada pelo próprio pleno do STF. Foi seu colega Lewandowski que atropelou a Constituição e manteve os direitos políticos de Dilma Roussef no final do processo de impeachment. Foi seu colega Lewandowsky que fez de tudo para dar ao presidiário Lula a oportunidade de conceder uma entrevista à mídia em pleno processo de campanha eleitoral, interferindo diretamente no processo.
Foram seus colegas da Segunda Turma que tentaram de todas as formas revisar a jurisprudência da execução da pena a partir da segunda instância, tão somente para proteger criminosos poderosos. Foram seus colegas que decidiram não implantar o voto impresso, em decisão que contraria uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e devidamente sancionada.
Seu colega Gilmar Mendes se transformou na persona mais detestada do país, após ter se transformado em uma espécie de libertador geral da nação. E foram vocês que, ao invés de reforçarem o papel legítimo de corte constitucional do STF, a transformaram em uma leniente vara penal VIP para ricos e poderosos.
Você e seus colegas frequentemente atuam como legisladores, assumindo ilegalmente uma função que, segundo a Constituição, é exclusiva do Poder Legislativo. Vocês atuam não como magistrados, mas como uma bancada legislativa a serviço daqueles que os indicaram para tão alto posto, subvertendo por completo a função e a essência legítima desta corte.
Vocês se constituem em um grave problema. A nova legislatura terá que, dentro do processo legislativo constitucional existente, encontrar formas legais e legítimas para reformar profundamente esta Corte, suas funções e mesmo a totalidade dos seus membros. Vocês é que são a ameaça à democracia, que precisa ser anulada pelas instituições democráticas do Estado brasileiro.
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SECTARISMO E INTOLERÂNCIA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA

por Percival Puggina. Artigo publicado em

Qual é o problema de vocês? Quem lhes disse que a nação está interessada em custear uma universidade para ser transformada em feudo esquerdista, de onde a divergência é expulsa a gritos e atos de selvageria intolerante? De onde lhes vem essa pretensa superioridade moral quando os frutos mais amargos da história são colhidos nas suas bibliografias? Querem uma universidade para a esquerda, criem uma. Querem duas, criem duas, criem três, criem quantas quiserem. Mas não usurpem o que pertence a todos! A universidade tem autonomia para que o pluralismo seja possível; não para que seja impedido!
Desculpem-me os demais leitores, mas eu precisava mandar a mensagem acima às universidades públicas. Há muitos anos, notadamente na área de Humanas, elas foram tomadas de assalto pelo pensamento esquerdista. Tornaram-se, no Brasil, versão acabada do que Antonio Gramsci denominava “intelectuais coletivos” – grandes centros de formação e difusão do pensamento do partido.
É patrimônio nacional, custeado pela sociedade, escandalosamente usado para serviço político e ideológico tão explícito quanto desonesto, onde se ocultam autores liberais e conservadores, relegados ao mais empoeirado ostracismo.
Os males se consolidam ao longo dos anos porque protegidos com o inexpugnável escudo da autonomia universitária. Toda divergência é castigada sob o manto sagrado dessa autonomia! Ela é invocada para encobrir abusos e para que, atrás de seus muros, a verdade seja torturada. Dirão que a verdade merece porque ela mesma é coisa de fascista, que a história dos crimes praticados em nome das ideias que defendem também é fascista, que o combate à corrupção é fascista, que o enfrentamento à criminalidade é fascista, que os ideais de liberdade econômica e empreendedorismo são fascistas. Só a esquerda não é fascista, nesse vocabulário bronco de militante chapado.
A água do batismo da universidade é a cristalina abertura ao universo do conhecimento. Nobilíssimo atributo! Ela tem autonomia para que isso seja possível. Não para que seja impedido!
Vê-la convertida em mera caixa de ressonância desses chavões vulgares que a esquerda produz e embala não os faz sofrer? Não os sensibiliza pensar em tudo que ela deixa de promover enquanto mentes jovens vão sendo zelosamente calafetadas e lacradas, inibidas de buscar a verdade? Dezenas de campi universitários, nos estertores da campanha de Fernando Haddad, dito o Poste, registraram consequências disso.
No sprint final da disputa pelo voto, de modo simultâneo e coordenado, universidades públicas de nove estados sediaram agitados eventos “antifascistas”, artimanha com que, combatendo Bolsonaro, ajudavam Haddad. Os juízes entenderam os atos pelo que de fato eram: propaganda eleitoral em órgãos públicos. E trataram de sustá-los, mas a ministra Cármen Lúcia determinou a suspensão das medidas.
Disse ela: que as ações dos TREs e da Polícia Federal "impediam a manifestação livre de ideias e divulgação do pensamento nos ambientes universitários”. Foi secundada por Dias Toffoli, presidente do STF, para quem o Supremo "sempre defendeu a autonomia e a independência das universidades brasileiras, bem como o livre exercício do pensar, da expressão e da manifestação pacífica".
Assim, as palavras são usadas para consagrar como nobre o uso vicioso do espaço universitário e dar por são, legítimo e plural, o que é rasgadamente enfermo, ilegítimo e sectário. Pelas mãos do STF, converte-se o ambiente acadêmico em casamata portadora de uma dignidade negada pela prática. Quem duvida, assista aqui cenas dessa “plural liberdade de manifestação e expressão”. São sempre os mesmos, contra os mesmos, fazendo o mesmo, em toda parte.
Será que os ministros do STF, vendo estas cenas tão comuns, dirão que elas correspondem a um bem merecedor das palavras que lhe dedicam?

* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Caminhada pela Paz


Nesta quinta-feira (1º), estudantes e trabalhadores (as) em Educação das redes de ensino pública e privada de Ilhéus participarão da 5° Caminhada pela Paz. Esse evento marca o encerramento do Projeto "Ilhéus Sem Violência é Bem Melhor – 2018” que discutiu, nos últimos dois meses, em diversas escolas do município, o combate à violência, com o tema "Por uma Ilhéus com menos conflitos: Fortalecendo a corrente do bem". A concentração será na Avenida Bahia, em frente ao Estádio Mário Pessoa, a partir das 8h. Ao final da caminhada, a comissão organizadora premiará os três primeiros colocados do concurso de pintura, desenho, boas práticas e redação. Todos os trabalhos finalistas ficarão expostos na Praça da Catedral São Sebastião, onde acontecerá a cerimônia de premiação. Convidamos familiares, comunidade escolar e toda sociedade civil para caminhar junto com a gente.

Moro vai ao Rio para encontro com Bolsonaro


O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, vai se reunir com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro. O magistrado será recebido pelo presidente eleito para definir se aceita ir para o Ministério da Justiça e depois assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo mais próximo de Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (30), o formato do Ministério do futuro governo. Citado pelo próprio presidente eleito como um “grande símbolo” da luta contra a corrupção e possível titular da pasta da Justiça, o juiz Sérgio Moro admitiu que poderá aceitar o convite caso ele seja feito. “Tudo depende de conversar para ver se há convergências importantes e divergências irrelevantes”, disse Moro ao Estado. O juiz federal foi cotado pelo presidente eleito também para uma vaga no Supremo Tribunal Federal – durante o mandato de Bolsonaro serão abertas duas vagas na Corte por aposentadoria compulsória, a do ministro decano Celso de Mello, em novembro de 2020, e a de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Em nota divulgada nesta terça, Moro disse que ficou “honrado” com a lembrança de seu nome para os dois postos. “Sobre a menção pública pelo sr. presidente eleito ao meu nome para compor o Supremo Tribunal Federal quando houver vaga ou para ser indicado para Ministro da Justiça em sua gestão, apenas tenho a dizer publicamente que fico honrado com a lembrança. Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão.” No governo Michel Temer, o Ministério da Justiça foi desidratado e deixou de ter controle sobre a Polícia Federal, que passou a ser vinculada à pasta extraordinária da Segurança Pública, criada em fevereiro. No desenho da nova Esplanada sob o governo Bolsonaro, a previsão é de que os dois ministérios sejam fundidos. O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse que “tudo indica” que a pastas serão juntadas, porque isso faz parte “do processo de enxugamento” do primeiro escalão do governo. Mourão participou nesta terça, no Rio, da primeira reunião entre Bolsonaro e a equipe de assessores mais próximos, quando foi discutido o novo organograma da Esplanada dos Ministérios. Questionado sobre Moro, o vice eleito disse que o titular da Justiça “certamente será alguém que tenha estatura moral perante o País”.

Ceep Itabuna promove IX Festival Gastronômico


Itabuna sediará, nesta quinta-feira (1/11), o IX Festival Gastronômico. O festival é promovido pelo Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Biotecnologia e Saúde, unidade da rede estadual de ensino, com o objetivo de apresentar receitas e pratos desenvolvidos pelos estudantes do curso técnico de nível médio em Nutrição e Dietética, como parte da formação profissional. O evento, que é aberto ao público, tem como tema Bahia: Berço de Diversidades na Arte, na Cultura e na Gastronomia e ocorrerá no Espaço Terceira Via Hall, a partir de 19h. O festival também visa proporcionar aos alunos uma imersão sobre o conjunto de hábitos, tradições, crenças e, claro, da gastronomia presente em 11 Territórios de Identidade da Bahia, entre eles o Litoral Sul, Recôncavo, Costa do Descobrimento e Velho Chico. Para tanto, além de provar as delícias, o visitante poderá conhecer mais sobre a cultura e a identidade de cada território, a partir das manifestações culturais que serão destacadas. Além disso, segundo afirma a diretora do CEEP, Josonita Marinho, o festival tem se consolidado como uma estratégia adotada pelo Centro para aproximar o estudante de situações próximas ao cotidiano da sua futura profissão. “Um aspecto importante do festival é o fomento a ações voltadas para a criação, promoção e comercialização de produtos gastronômicos, com o intuito de desenvolver no aluno um espírito empreendedor”, destacou. Já Gilsandra Eduvirgens Loureiro, articuladora do curso, explica que o Festival é o momento em que os conhecimentos adquiridos na formação em sala de aula são expostos para a sociedade de forma multidisciplinar. “Existe um grande esforço de alunos e professores fazendo com que as atividades realizadas, desde a elaboração do projeto até a apresentação, englobem todas as matérias aplicadas ao curso, de forma coordenada, auxiliando no aprendizado e mostrando os futuros profissionais para o mundo do trabalho”, diz. Os pratos apresentados pelos estudantes serão avaliados por jurados, sendo dois nutricionistas, três da área da gastronomia e cinco que vão avaliar a parte cultural. Um jurado irá ficar na cozinha acompanhado a elaboração dos pratos, da produção à ornamentação.

MAUS-TRATOS: JUMENTOS SÃO ENCONTRADOS MORTOS NO SUDOESTE DA BAHIA


Jumentos confinados sem água nem comida no sudoeste da Bahia || Foto PC-BA
Nove jumentos que, segundo a Polícia Civil, iam para o abate em um frigorífico de Itapetinga, no Sudoeste do estado, foram encontrados mortos nesta terça-feira (30) em uma estrada vicinal na cidade vizinha de Itororó.
O delegado titular de Itororó, Frank Nogueira, informou que os jumentos mortos estavam em um caminhão que saiu há quatro dias de Pernambuco pegando pequenas quantidades de animais pelos locais por onde passavam.
Os animais, que não tinham guia de trânsito animal (GTA) para o transporte, estavam sendo levados primeiro para uma fazenda em Itapetinga e de lá sendo encaminhados para o Frigorífico Sudoeste, onde os abates de jumentos ocorrem desde agosto.
O motorista do caminhão Fabian Cleber Silva Bahia, 44 anos, disse, segundo o delegado, que saía recolhendo os animais onde eles estivessem e que não tinha contato prévio. Veja mais no Correio24h.
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terça-feira, 30 de outubro de 2018


É hora de descer do palanque e trabalhar


Paulo Roberto Sampaio

Tribuna da Bahia, Salvador
30/10/2018 09:37
   


Que foi uma vitória incontestável isso é inquestionável. Mais que os números, veio a consagração popular, a fé nas mudanças prometidas, num novo estilo de governar, de fazer política.
Verdade que houve um preço alto a ser pago. Famílias e amigos desfizeram sólidos laços que pareciam eternos e hoje não admitem se ver; destruíram relações que pareciam para toda a vida. Foi triste de ver, de sentir. De testemunhar que o preconceito existia tão perto de nós.
Mas foi uma bela disputa. Foi bonito ver a mobilização criativa e positiva. Depois desse pleito nada será como antes e até por isso, é hora de o capitão Jair Messias Bolsonaro saborear a conquista. Brindar pela forma que veio a vitória, com uma diferença três vezes maior do que sua antecessora, Dilma Rouseff obteve sobre o tucano Aécio Neves, mas se ater a alguns detalhes, ainda mais em tempos de tanta volatilidade no humor do eleitor.
Bolsonaro saiu consagrado das eleições com o apoio de 57,7 milhões de brasileiros que lhe confiaram o voto por não tolerar mais os desmandos flagrados nesse país, por terem cansado de um modelo de gestão onde as falcatruas e os conchavos ditavam as regras do jogo e onde a corrupção se tornou endêmica.
Mas 47 milhões não o apoiaram, votando em seu adversário, Fernando Haddad, e quase 43 milhões de brasileiros silenciaram, nem lá apareceram ou os que foram, optaram pelo branco ou nulo, fugiram a responsabilidade para adiante se sentirem à vontade para dizer "eu não votei nele".
É tempo, portanto, de descer do palanque, ter um gesto de grandeza e não alimentar o ódio nem a política de extermínio, que em alguns momentos usou como retórica e lhe valeu comparações nada enaltecedoras.
Eleito, espera-se dele um gesto de conciliação, como o defendido aqui na Bahia pelo governador Rui Costa, seu adversário declarado nesta disputa, mas que tratou de descer do palanque assim que as urnas foram fechadas, e pelo prefeito ACM Neto, aliado neste segundo turno, mas que numa atitude soberana passou a pregar também  a defesa de um Brasil unido para o bem de todos os brasileiros.
Daí, se num gesto de desabafo, findo o duelo deste domingo, ainda achou ser possível manter esse gosto pela cólera, que reflita daqui para frente, até porque o Brasil precisa de um presidente de todos os brasileiros.
O que o Brasil espera agora de seu novo presidente é que se debruce sobre os reais problemas do país e a eles ofereça soluções. Michel Temer, o antigo habitante do Planalto, que por lá vaga como alma penada, atravessando corredores vazios de poder, pode ser até culpado por algo que esteja dando errado, mas do dia 1º de janeiro em diante estará longe e às voltas com sua defesa nos muitos processos que devem lhe bater à porta. E citar o seu nome em nada mudará o humor do brasileiro, que já o excluiu desse jogo e nem permitiu que entrasse em campo nessa contenda.
É fato que resultados não virão da noite para o dia, embora haja uma expectativa grande demais quanto as medidas que estimularão o mercado de trabalho e farão o Brasil voltar a crescer.
Mas se na economia o caminho tende a ser mais tortuoso e lento, no campo político, não. Eleito e aclamado como foi, deve o novo presidente tratar de colocar em prática o que pregou durante toda a campanha: ouvir e ser atencioso com aliados, mas não se curvar, jamais, a indicações políticas nem os abomináveis conchavos.
É fato que em sua porta há uma fila de pretendentes e aspirantes a pastas sempre cobiçadas no Planalto, mas para que o Brasil sinta de verdade o cheiro da mudança, que ofereça um delicado cafezinho e um breve agradecimento e trate de indicar às visitas mais impertinentes que as regras hoje são outras e a política do toma-lá, dá-cá está sepultada.
Só assim essa lua de mel que começa com tantas vivas ao mito, fogos e bandeiras desfraldadas pelo país afora, fará sentido.

Bolsonaro mantém fusão: Fazenda com Planejamento e Agricultura com Ambiente


Presidente eleito chegou a sinalizar durante a campanha que poderia mudar de ideia

Redação
BAHIA.BA
Foto: Vladimir Platonow - Rio/Agência Brasil
Foto: Vladimir Platonow – Rio/Agência Brasil

Depois de sinalizar durante a campanha que poderia mudar de ideia, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) manteve a fusão de ministérios proposta.
O anúncio foi feito após reunião com integrantes de sua equipe. A pasta da Economia vai reunir os atuais ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Também haverá junção de Agricultura e Meio Ambiente.
Ao final da reunião, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão (PRTB) informou que já estão definidos seis ministérios: Economia, Casa Civil, Defesa, Relações Exteriores, Saúde e Trabalho.
Foram confirmados, até então, três ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e o general Augusto Heleno (Defesa).
Além disso, Bolsonaro já disse que restava apenas um “pequeno detalhe” para acertar com o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia. Com informações do UOL.

Presidente do PSL nega ‘boicote’ à Bahia e diz já ter convidado Zé Ronaldo para sigla


“O PSL é aberto para todas as pessoas que queiram se unir a nós e ajudar nosso projeto", disse Dayane Pimentel

Juliana Almirante
BAHIA.BA
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Presidente do PSL (partido de Jair Bolsonaro) na Bahia, a deputada federal eleita Dayane Pimentel negou, em entrevista ao programa de rádio Acorda Cidade, nesta terça-feira (30), que o futuro presidente da República fará qualquer “boicote” ao estado.
Ela se dirigiu ao governador Rui Costa (PT), acusando o petista de retaliar deputados na Assembleia Legislativa, e afirmou que o mesmo não deve ser feito em na gestão “bolsonarista”.
“O governador Rui está fazendo uma análise com base naquilo que ele reflete. Ele deve tratar assim os deputados estaduais dele, deve boicotar aqueles que são oposição. Mas ele pode ficar tranquilo, que isso não vai acontecer no governo Bolsonaro, desde quando o governo estadual tome diretrizes que venham beneficiar ao povo. A gente não faz política para político, a gente faz política para a sociedade”, disse.
Apesar da afirmação de Dayane, Bolsonaro já deu declarações que indicam retaliação aos opositores. Ele já foi intimado pela Procuradoria Geral da República (PGR), em outubro, para se explicar depois de dizer que ia “fuzilar a petralhada”. Depois chegou a dizer, no último dia 21, que “os marginais vermelhos” seriam banidos do País.
Sobre a possibilidade de boicote, o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, disse que, para evitar possíveis represálias políticas, a sigla lançará mão de todas as ferramentas a fim de fiscalizar a atuação da futura gestão Bolsonaro, o que, segundo ele, deverá ser feito por meio da bancada de oposição no Congresso.
Convite – Na entrevista desta terça, a presidente do PSL também chegou a dizer que fez um convite ao candidato derrotado ao governo estadual, Zé Ronaldo (DEM), para que integrasse o partido, ainda quando ele cogitava se candidatar ao Senado.  “O PSL é aberto para todas as pessoas que queiram se unir a nós e ajudar nosso projeto. Já fiz esse convite ao José Ronaldo, no início, quando ele ainda estava com pretensão de sair ao senado. Nosso partido quer crescer, buscando pessoas que entendam o perfil do Bolsonaro”, declarou.
No entanto, em entrevista à mesma rádio, na segunda-feira, Ronaldo disse que não cogitou a mudança de partido e afirmou ser precipitado especular sobre a próxima eleição municipal. “Nunca conversei sobre sair do DEM e ir para o PSL com ninguém e ninguém nunca conversou comigo. As pessoas falam aquilo que vem na cabeça, mas nunca conversei a esse respeito. A mente é muito fértil e política faz se pensar muito. Qualquer coisa que se fale agora é precipitação. Também estão falando sobre uma eleição em 2020 pulverizada. Na eleição passada já teve vários candidatos incentivados pelo governador Rui Costa. Essas coisas são muito prematuras. Uns falam uma coisa outros dizem outra, mas quem sabe das coisas com tanta antecedência? Acho que as definições só começam a partir de janeiro de 2020. Até lá é precipitação, ninguém pode antecipar nada”, frisou.

Capivaras que vivem na orla da Lagoa da Pampulha foram esterilizadas e microchipadas, anuncia PBH


Capivaras passaram por cirurgias, foram catalogadas e soltas de volta na orla
Capivaras passaram por cirurgias, foram catalogadas e soltas de volta na orla
Após um ano, o manejo das capivaras que vivem no entorno da Lagoa da Pampulha terminou. Os animais, hospedeiros do carrapato-estrela, foram esterilizados, microchipados, passaram por série de exames e foram soltos de volta no habitat natural. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (30), no Parque Ecológico da Pampulha.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no primeiro censo, feito em novembro de 2017, foram catalogadas 65 capivaras. Ao final do processo, no entanto, 53 foram remanejadas. Leonardo Maciel, gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), explicou que essa diminuição se dá por dinamicidade da população. "Há mortes naturais ou por doenças e possivelmente por predação de jacarés", disse.
Para capturar e realizar os procedimentos nos animais, foram instaladas, no entorno da lagoa e no Parque Ecológico, "armadilhas". Em seguida, as capivaras passaram por cirurgias, como a de esterilização. Foram atendidas individualmente, catalogadas e soltas de volta na orla. As intervenções foram autorizadas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para não impactar o conjunto arquitetônico.
As ações devem permanecer pelo menos até o fim da gestão do prefeito Alexandre Kalil (PHS). Contudo, como os animais já estão identificados, o trabalho será de monitoramento a possíveis capivaras que possam aparecer na orla da lagoa. Os recursos já estão garantidos.
Participam da ação a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Newton Paiva.
Febre maculosa 
Apesar das medidas, a população deve permanecer atenta à febre maculosa. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Mário Werneck, as ações permanecem justamente para coibir a ação dos carrapatos. "A tranquilidade deve ser passada no sentido de que as pessoas devem se conscientizar que o carrapato não está extirpado. Mas é um trabalho contínuo e temos recursos até o fim da gestão", pontuou.
Em 2016, a morte de Thales Martins Cruz, de 10 anos, mobilizou órgãos públicos. O garoto contraiu a doença depois de frenquentar o Parque Ecológico da Pampulha com um grupo de escoteiros e faleceu 15 dias depois. Laudo da Fundação Ezequiel Dias (Funed) apontou que Thales morreu por febre maculosa.
A PBH orienta que as pessoas, ao frequentarem a lagoa, procurem carrapatos pelo próprio corpo, assim como nas crianças. De acordo com o Executivo municipal, a febre maculosa é endêmica na região sudeste do Brasil.

“A agenda econômica de Bolsonaro terá meu apoio”, anuncia Rodrigo Maia


Entrevista com o presidente da Câmara do Deputados Rodrigo Maia Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Rodrigo Maia está fechado com Bolsonaro e não abre…
Maiá Menezes, Thiago Prado e Fernanda Krakovics
O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que, caso a agenda econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se mantenha fiel aos “caminhos” propostos pelo futuro ministro da Fazenda Paulo Guedes, terá seu apoio no Congresso Nacional. O deputado fluminense disse ainda que “para ganhar a eleição”, uma aliança com Ciro Gomes (PDT) teria sido mais eficaz do que o apoio do Centrão ao tucano Geraldo Alckmin, que terminou na quarta colocação nas eleições.
O senhor estará na base do governo Bolsonaro a partir do ano que vem?
Votei no Bolsonaro pela agenda econômica dele. Tenho muita convergência com os caminhos que estão sendo propostos pelo Paulo Guedes. Se essa for a agenda do governo no Parlamento, terá sempre o meu apoio.

O que dá para votar este ano?
Depende de como vai ser a articulação do novo governo no Parlamento. A cabeça nesse corpo precisa ser do novo, não do que está saindo.

A flexibilização do Estatuto do Desarmamento é uma agenda do próximo governo…
Há consenso para ampliar as restrições (ao porte de armas) e tirar da Polícia Federal o poder discricionário de liberar ou não a licença, depois de atingidos os pré-requisitos. O que tem de polêmico nesse debate é o porte rural. Hoje, no campo, o fazendeiro pode ter a posse de arma na sua propriedade. Mas ele não pode andar em nenhum ambiente no entorno porque não tem o porte. Isso restringe muito a proteção pessoal do produtor rural em relação até à entrada de animais. Só tem que ter cuidado para não virar uma milícia armada. Mas não é uma agenda para a semana que vem, não tem data marcada.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que a proposta de reforma da Previdência do futuro governo é distinta da do governo Temer. Há clima para votar o tema ainda este ano?
Eu não conheço a proposta do Onyx. Temos duas questões a serem resolvidas: o estoque, que são as pessoas que já estão no sistema, e os novos. Um governo eleito como esse tem sempre força para aprovar suas matérias.

A partir de janeiro ou agora?
Eu não sei como o governo vai atuar. A partir do ano que vem, com certeza terá força para aprovar as reformas que propôs na eleição.

Onyx irá para a Casa Civil, mas é da cota pessoal do Bolsonaro. O DEM vai participar do governo?
Quem tem que avaliar isso é o presidente eleito com o presidente do partido (ACM Neto). Repito: a minha opinião é que a agenda que o Bolsonaro propôs através do Paulo Guedes é 100% convergente com aquilo que a gente pensa. Isso temos que apoiar de qualquer jeito.

Afinal, o senhor vai disputar a Presidência da Câmara de novo?
Não decidi ainda. Ninguém é candidato a presidente da Câmara apenas pela sua vontade. É preciso construir as condições. Agora, se perguntar se gosto de ser presidente da Câmara, se é uma posição que te dá prestígio e poder? Sim.

Bolsonaro já disse que não fará indicações políticas para o seu ministério. Acha que ele conseguirá governabilidade dessa forma?
Existe um mito sobre a necessidade de se dar cargos. A preocupação do deputado, legítima, é muito maior com recursos para suas bases eleitorais. Ele quer que, naquele município onde ele foi o mais votado, o governo coloque dinheiro em saúde e educação.

Na eleição que rejeitou a velha política não passou um recado de que práticas antigas terão que ser revistas?
É claro que tem um recado, uma parte da política já se reinventou. O Jair Bolsonaro, por exemplo, se reinventou. Tem sete mandatos e se elegeu como a mudança na política. Parabéns para ele, enxergou na frente dos outros.

O senhor apoiou Geraldo Alckmin (PSDB), que teve um péssimo desempenho nas urnas. No que que ele errou?
O resultado da eleição mostrou que havia um esgotamento do ciclo de 30 anos da redemocratização. A punição maior, indicavam as pesquisas, era ao PT e ao PSDB. O PT sobrevivia principalmente no Nordeste pela liderança do Lula. O resultado da eleição provou que os partidos que estavam no entorno do PSDB também estavam contaminados pela velha política. O problema do Geraldo (Alckmin) foi muito mais de fim de ciclo do que dele.

O Ciro (Gomes) era um nome melhor para o Centrão apoiar?
Para ganhar a eleição, está na cara que era. Mas o partido majoritariamente não queria o Ciro. Eu entendia que ele isolava o PT e a gente passava a ter condição de ter uma candidatura mais ao centro. Dois candidatos que seriam fortíssimos e que desistiram eram Luciano Huck e Joaquim Barbosa. Como eles não se colocaram, o Jair conseguiu representar esse sentimento de mudança, que ele já vinha trazendo desde a eleição de 2014.

O que o DEM vai fazer agora?
A relação da política com a sociedade mudou. Todo mundo achava que se você não desse um abraço no eleitor, ele não votava em você. Que a estrutura de TV te fazia conhecido. Não estou dizendo que a TV perdeu a força. Acho, por exemplo, que o episódio de 6 de setembro (facada) deu ao Bolsonaro um nível de exposição na mídia que compensou o pouco tempo de TV. Agora, o WhatsApp ganhou uma importância que não vi ninguém, fora o grupo do Bolsonaro, atento.

Reconhece então que foi pego de surpresa nessas eleições?
Eu sei o que aconteceu, agora, os instrumentos, como ele (Bolsonaro) fez, ele não construiu da noite para o dia. Todos terão que construir. Eles descobriram quais aplicativos e de que forma seriam melhor usados. O aperto de mão é importante, mas hoje o eleitor se sente próximo a você através do celular, o que a gente não imaginava que tivesse tanta confiança.

Na eleição do Rio, Eduardo Paes errou?
Ele fez tudo certo. Tinha era uma onda pró-Bolsonaro que, pelo movimento que o Flávio (Bolsonaro) fez, ficou vinculada ao juiz. E teve o indeferimento da candidatura do Garotinho, que foi decisivo para o Wilson (Witzel). O juiz cresceu mais no voto evangélico. A queda do Garotinho abriu um espaço.

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Secretário do Tesouro não vê risco de calote da dívida, mas quem acredita?


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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
Rosana Hessel
Correio Braziliense

Apesar de admitir que o quadro das contas públicas é preocupante, com o governo indo para o quinto ano consecutivo de deficit primário e a dívida pública encostando em 80% do Produto Interno Bruto (PIB), “enquanto a média da dívida de países emergentes está abaixo de 50%”, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, descarta a possibilidade de insolvência do títulos soberanos.
“O risco de calote é absolutamente nenhum”, afirmou ele, ao ser questionado pelo Correio durante a entrevista coletiva de apresentação do resultado fiscal do governo central, que reúne Tesouro, Banco Central e Previdência Social.
AJUSTE FISCAL – Mansueto reconheceu, porém, que é preciso que o próximo presidente continue o processo de ajuste fiscal, realizando, principalmente, a reforma da Previdência, porque, senão, o quadro piora muito. “Independente do governo que seja eleito, é muito importante continuarmos com o ajuste fiscal. Se o ajuste não ocorrer, vamos ter dois efeitos negativos: o deficit aumentará e isso vai acelerar o crescimento da dívida”, alertou.
Na avaliação do secretário, o risco de crescimento da dívida mudou com a manutenção do teto de gastos. “A dívida pode bater em 80% do PIB e entrar em uma trajetória de queda se houver ajuste fiscal”, disse.
Segundo ele, o endividamento está crescendo em um ritmo mais lento do que antes, passando de sete pontos percentuais por ano para algo em torno de dois, o que está ajudando na emissão de papeis com custos mais baixos. “O Tesouro voltou a vender títulos com taxas que voltaram ao anterior à greve dos caminhoneiros”, frisou.
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Bebês são capazes de identificar padrões de imagens aos 3 meses, diz pesquisa

Postado em 30/10/2018 5:33  DIGA BAHIA!
Bebê de 3 a 4 meses de idade já conseguem identificar padrões visuais, segundo pesquisadores da área de psicologia da Northwestern University, nos Estados Unidos. A descoberta revelou que o aprendizado dos bebês acontece com estímulos diferentes. Já a diferenciação dos padrões sonoros tem a ver com o tempo. Ou seja, os sons precisam ser ouvidos em sequência, repetidamente pelas crianças.
De acordo com o site da revista Crescer, para a conclusão, os bebês observaram uma sequência de imagens, por exemplo, cachorros de duas raças distintas, em sequência A-B-A e, em seguida, A-A-B. Com esse experimento, apenas foi possível reconhecer o padrão quando as imagens apareciam em conjuntos. O estudo concluiu que a distinção dos padrões visuais tem a ver com espaço, e não tempo, como no caso da audição.
Bahia Notícias

Descoberta de vírus da zika em macaco sugere ciclo silvestre da doença

Postado em 30/10/2018 5:03  DIGA BAHIA!
Um estudo feito por pesquisadores, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostrou que macacos haviam sido mortos a tiros ou pauladas pela população nos municípios de São José do Rio Preto (São Paulo) e de Belo Horizonte estavam infectados com o vírus da zika, o que fez com que adoecessem e ficassem mais vulneráveis ao ataque humano. Os ataques ocorreram porque as pessoas suspeitavam que eles estavam com febre amarela.
“A descoberta indica que existe o potencial de um ciclo silvestre para a zika no Brasil, como acontece com a febre amarela. Se o ciclo silvestre for confirmado, isso muda completamente a epidemiologia da zika, porque passa a existir um reservatório natural a partir do qual o vírus pode reinfectar muito mais frequentemente a população humana”, disse o coordenador do estudo, Marcio Lacerda Nogueira, que é professor na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.
Segundo Nogueira, apesar de o vírus da zika já ter sido encontrado em macacos que vivem perto de humanos no Ceará, esta é a primeira vez que é identificado como epidemia. O professor disse ainda que, durante a epidemia de febre amarela, os pesquisadores perceberam que havia muitos macacos mortos, não pela febre amarela, mas pela ação das populações humanas, com medo de serem contagiadas. Esses macacos foram mortos a tiros, pauladas ou mordidos por cachorros.
“Quando saudáveis, esses primatas, principalmente saguis e micos, são muito difíceis de capturar. Raciocinamos, então, que, se estavam sendo mortos com facilidade, era porque poderiam estar doentes. Não com a febre amarela, uma doença que os mata. Mas com alguma outra doença, que, sem matar, os deixava mais fracos e vulneráveis”, explicou Nogueira.
Após análise de carcaças dos macacos, constatou-se que o vírus que os infectou é muito parecido com o que estava infectando os humanos. No mesmo lugar onde as carcaças foram coletadas, foram encontrados e coletados mosquitos infectados por zika.
“Para levar adiante o estudo, induzimos infecção experimental por zika em macacos vivos. E a inoculação dos vírus provocou presença de vírus no sangue. Os macacos tiveram alteração de comportamento, confirmando nossa hipótese inicial, de que a infecção os teria tornado mais suscetíveis a serem capturados e mortos”, acrescentou o pesquisador.

Ciclo da febre amarela

Os pesquisadores concluíram que a infecção natural e experimental de macacos com zika indica que esses animais podem ser hospedeiros vertebrados na transmissão e circulação do vírus em ambientes tropicais urbanos, mas é preciso que sejam feitos mais estudos para avaliar o papel deles macacos na manutenção do ciclo urbano do zika.
Segundo o professor no Centro de Doenças Tropicais da University of Texas Medical Branch (UTMB) Nikos Vasilaks, doenças que ocorrem ao mesmo tempo em vários animais de uma mesma área geográfica serão sempre fonte de epidemias entre humanos, mesmo após um possível controle e erradicação do ciclo de transmissão urbana por meio das vacinas e antivirais.
“É um fator fundamental que deve ser levado em conta pelos responsáveis por políticas públicas e pelo setor de saúde, bem como por desenvolvedores de vacinas”, afirmou Vasilaks.
O vírus da zika apareceu originalmente em macacos na África. Esporadicamente, o vírus saía das florestas e infectava populações humanas. Quando se propagou da África para a Ásia, o vírus passou a circular só entre humanos. E, aparentemente, manteve essa característica quando se instalou nas Américas, o que sugeria um ciclo semelhante ao do vírus da dengue.
Segundo o professor, a a nova descoberta sugere uma epidemia mais parecida com a da febre amarela, o que, se for confirmado, pode tornar o combate à zika mais difícil. “Nossas observações terão implicações importantes na compreensão da ecologia e da transmissão de zika nas Américas. Embora este seja um dos primeiros passos no estabelecimento de um ciclo de transmissão entre primatas não humanos no Novo Mundo e mosquitos arbóreos, as implicações são enormes, pois é impossível erradicar esse ciclo de transmissão”, disse Vasilaks.
Agência Brasil

Indonésia envia mergulhadores para procurar caixas-pretas no mar

Postado em 30/10/2018 4:38  DIGA BAHIA!
As equipes de busca e resgate da Indonésia concentram nesta terça-feira seus esforços em localizar e recuperar as caixas-pretas do avião da companhia aérea de baixo custo Lion Air, que ontem caiu no mar de Java com 189 ocupantes a bordo.
Os serviços de emergência têm poucas esperanças de encontrar sobreviventes entre os destroços.
“Ainda não encontramos (as caixas-pretas). Há pouca possibilidade que haja sobreviventes”, disse à Agência Efe, Yusuf Latif, porta-voz da Agência Nacional de Busca e Resgate da República da Indonésia (Basarnas).
Mais de 100 agentes participam dos trabalhos de resgate da aeronave na região onde acredita-se que tenha caído o avião, na parte oriental da baía de Jacarta.
Ontem à noite foram resgatados vários corpos, informou o diretor do hospital da polícia em Kramat Jati, Musyafak.
O voo JT 610 desapareceu dos radares ontem pela manhã, 13 minutos depois de decolar do aeroporto de Jacarta com destino a Pangkal Pinang, na ilha de Bangka (norte).
Antes de cair, o piloto tinha solicitado o retorno ao aeroporto da capital indonésia, que foi concedido, mas não enviou um sinal de emergência antes do acidente, indicaram as autoridades.
O porta-voz da Lion Air, Danang Mandala Prihantoro, pediu para aguardar as informações das caixas-pretas antes de falar sobre as falhas técnicas apresentadas pelo avião no seu voo anterior e que, segundo a companhia aérea, foram resolvidas antes do acidente.
Danang disse à Efe que o número de pessoas que viajavam no avião é 189, um mais do que foi fornecido inicialmente pelas autoridades.

Bolsonaro, o líder!


Caros amigos
Acabamos de eleger, de forma legítima e incontestável, o nosso novo Presidente, Jair Messias Bolsonaro.
Foi uma escolha coerente com as necessidades e com as angústias da maior e melhor parte dos brasileiros, aqueles que já enxergaram o mal causado ao Brasil pelo PT e seus aliados e a necessidade de retirar da pauta da nação, em definitivo, o seu projeto de poder reconhecidamente nefasto, destrutivo e ditatorial.
O surgimento de um líder é espontâneo e circunstancial, corresponde às respostas procuradas pelo povo no momento em que são identificados os seus objetivos.
Bolsonaro preencheu, largamente, todos os requisitos da liderança, com destaque para o mais importante, a HUMILDADE, ou seja, a disposição para cumprir sua missão entre os homens, como um deles, e não sobre eles.
Jair Bolsonaro, sem se afastar de suas convicções, tem reconhecido e corrigido seus equívocos e excessos, em demonstração evidente de que não se coloca acima do bem e do mal e que tampouco é uma dissimulada “metamorfose ambulante”, como a que cumpre os primeiros doze anos de condenação por seus crimes de lesa pátria!
Nosso futuro Presidente é um patriota corajoso, franco, transparente, humilde e honesto que não se esconde atrás de falácias ou de ilusões eleitoreiras.
Há três décadas que não temos alguém com este perfil no cargo máximo da Nação!
Viva o Brasil!!
General Paulo Chagas