MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 30 de abril de 2016

Dilma e Lula querem sabotar o governo Temer e incendiar o país


pic_sabotadores.jpg
Reprodução de fotomontagem da revista IstoÉ
Marcelo Rocha
IstoÉ
A tática é velha, surrada e remete a Roma antiga. Tal como o imperador Nero fez com a capital ocidental do Império, para depois atribuir a culpa aos cristãos, o PT pôs em marcha, nos últimos dias, o que internamente chamou de “política de terra arrasada”. Orientados pelo ex-presidente Lula, com o beneplácito da presidente Dilma Rousseff, e inflamado por movimentos bancados pelo governo, o partido resolveu tocar fogo no País – no sentido figurado e literal. A estratégia é tentar inviabilizar qualquer alternativa de poder que venha a emergir na sequência do, cada vez mais próximo, adeus a Dilma.
A ordem é sabotar de todas as maneiras o sucessor da petista, o vice Michel Temer, apostando no quanto pior melhor. Mais uma vez, o PT joga contra os interesses do País. Não importa o colapso da economia, os 11 milhões de desempregados nem se a Saúde, a Educação e serviços essenciais à população, que paga impostos escorchantes, seguem deficientes. A luta que continua, companheiros, é do poder pelo poder.
REPETINDO NERO
Como Nero fez com os cristãos, a intenção dos petistas é de que a culpa, em caso de eventual fracasso futuro, recaia sobre a gestão do atual ocupante do Palácio do Jaburu. Só assim, acreditam eles, haveria alguma chance de vitória quando o Senado julgar, em cerca de 180 dias, o afastamento definitivo de Dilma.
Coerente com essa tática de guerrilha, a determinação expressa no Planalto é a de deletar arquivos e sonegar informações sobre a administração e programas para, nas palavras de Lula, deixar Temer “à míngua” durante o processo de transição. “Salvem arquivos fora do computador e a apaguem o que tiver na máquina. Em breve, a pasta será ocupada por um inimigo”, disse um auxiliar palaciano à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, fiel aliada de Dilma, na semana passada.
Nada mais antidemocrático para um partido que, nos últimos dias, posou como o mais democrata dos democráticos, a bradar contra fantasmas golpistas, que só existem mesmo na narrativa petista.
A GUERRA DE LULA
“Vamos infernizar o Temer. Agora é guerra”, conclamou Lula em reunião com Dilma na segunda-feira 25. No PT, tarefa dada é tarefa cumprida, principalmente quando o objetivo é o de promover arruaças e incendiar as ruas.
Na quinta-feira 28, coube aos soldados de Lula a tarefa de começar a colocar o plano em prática. Em pelo menos nove estados, movimentos como o MST e o MTST que, ultimamente, só têm fôlego e alguma capilaridade pelo fato de serem aquinhoados pelas benesses oficiais, puseram fogo em pneus e paralisaram estradas e avenidas, causando transtornos à população. Além do bloqueio de rodovias, os manifestantes planejam invasões de terras e propriedades privadas, onde o apogeu será o 1º de maio.
Sempre que acuado, o PT recorre a esse lamentável expediente. É a exacerbação do “nós contra eles” que, embora seja frágil para tirar o lulopetismo das cordas, é eficiente para mobilizar sua militância.
NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA
Não seria justo afirmar que o partido esteve sempre na contramão dos anseios e clamores da sociedade. Mas a retrospectiva mostra que em alguns momentos cruciais da história – sobretudo quando estiveram em baixa – os petistas não hesitaram em tomar posições polêmicas para alcançar os seus objetivos muitas vezes nada republicanos.
Em setembro de 1992, ao defender o impeachment do presidente Fernando Collor, o então deputado federal José Dirceu falou do alto da tribuna que o PT apresentaria uma agenda de reformas políticas e econômicas para o Brasil. Foram palavras ao vento.
O PT não só não embarcou na coalizão proposta por Itamar Franco, que assumira o lugar de Collor, como trabalhou incansavelmente, como faz agora, para inviabilizar o novo governo, desde pedidos de impeachment à ferrenha oposição feita contra o Plano Real, o pacote econômico de 1994 que proporcionou a estabilidade econômica do País e que, mais tarde, viria a beneficiar o próprio PT, ao criar o ambiente propício aos avanços sociais.
CONTRA TANCREDO
Em 1982, ano das primeiras eleições estaduais após o golpe de 1964, o partido atacou mais o candidato do PMDB, Franco Montoro, um dos expoentes do movimento das Diretas Já, do que o candidato apoiado por Paulo Maluf e pela ditadura militar. Em 1985, o PT se posicionou contra a eleição do mineiro Tancredo Neves para a Presidência, em eleição indireta na Câmara, orientando seus deputados a votar nulo. Quem descumpriu a determinação, foi expulso da legenda.
O texto da Constituição de 1988 também foi rechaçado pelo PT por Lula, com bem lembrou a advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra Dilma, em sessão no Senado semana passada. “Os brasileirinhos devem acreditar nesse livro sagrado”, disse ela visivelmente emocionada e com a Constituição erguida. “Esse é um documento que o PT não assinou”, rememorou ela.
QUANTO PIOR, MELHOR
Como se vê, são fartos os episódios na história do partido que denunciam a postura do quanto pior, melhor. Mais recentemente, a legenda se opôs à criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), norma aprovada em 2000 que obrigou governantes a gastarem só o que arrecadam. É uma legislação muito elogiada, que representou uma mudança de paradigma na administração pública.
Não à toa, quinze anos depois de aprovada a LRF sem o endosso petista, a presidente Dilma foi condenada no TCU por contrariar a lei, ao incorrer nas pedaladas fiscais – ironicamente o principal mote do pedido de impeachment.
ATÉ NO EXTERIOR
As ações do PT na tentativa de sabotar o País extrapolam as nossas fronteiras. Nas últimas semanas, o partido usou a máquina pública para tentar disseminar informações falsas a Países e organismos estrangeiros a respeito do processo de impeachment, com o objetivo de deslegitimar o futuro governo. O ponto alto, e mais inacreditável, foi quando Dilma, depois de mencionar a “grave situação”, e contraditoriamente, afirmar ser o Brasil uma democracia vigorosa, em evento na ONU, pediu a expulsão do País do Mercosul, caso seja confirmado o seu afastamento.
Em grave atentado contra a soberania nacional, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, formalizaram o pedido em encontro com o secretário-geral da Unasul. Nunca antes na história, um chefe de Estado ou de governo solicitou graves sanções contra o seu próprio País. Mas, no governo do PT, tudo virou possível.
Posted in

Nilo Batista abandona a defesa de Lula alegando “conflito de interesse”


Nilo Batista foi contratado por Lula recentemente (Foto: Alan Marques/Folhapress e Renato Mendes/Brazil Photo Press / Pacific Press/Image by © Pacific Press/Corbis)
Reprodução de fotomontagem da IstoÈ
Murilo Ramos
Época
O escritório do criminalista Nilo Batista deixou a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por entender que há “impedimento” e “uma suposição de conflito de interesse” com outros clientes. Leia-se: Petrobras e Sete Brasil, ambas interessadas nas investigações da Lava Jato.
O rompimento ocorreu logo após a coluna Expresso revelar em fevereiro que, ao assumir a defesa de Lula, o escritório de Batista mantinha quatro contratos com a Petrobras, pelos quais recebeu R$ 8,8 milhões. Na ocasião, o escritório de Nilo Batista negou conflito de interesse. Mas, dentro da estatal, advogados reclamaram do acúmulo de clientes.
Batista também advoga para a Sete Brasil no caso contra o ex-presidente da empresa João Carlos Ferraz, que admitiu receber propina na Lava Jato.

Posted in

Dilma aumenta Bolsa Família e tabela do Imposto de Renda em 5%


Charge do Marco Jacobsen (reprodução do Arquivo Google)
Gustavo Uribe
Folha
Em evento do Dia do Trabalhador, promovido neste domingo (1º) na capital paulista pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), a presidente Dilma Rousseff deve anunciar reajustes de cerca de 5% na tabela do Imposto de Renda na Fonte, que não foi corrigida neste ano, e nos benefícios do Bolsa Família. A petista tomou a decisão de lançar uma espécie de “pacote de bondades” na sexta-feira (29), mesmo diante das resistências da equipe econômica do governo, que avaliava não haver espaço para promover novos gastos.
O secretário do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira chegou a ponderar a dificuldade de anunciar as medidas sem a revisão da meta fiscal para 2016. “Esse assunto [reajuste do Bolsa Família] poderá ficar para quando a nova meta [fiscal] for aprovada”, disse.
CONTRAPONTO
Diante da possibilidade de ser afastada do cargo no próximo mês, a presidente pretende fazer um aceno efetivo à base social da legenda e um contraponto ao vice-presidente Michel Temer, que quer fazer um pente-fino em programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
Em relação ao Bolsa Família, havia no orçamento R$ 1 bilhão reservado para o reajuste do benefício, mas que acabou sendo remanejado para outras áreas diante dos cortes de despesas efetuados neste ano.
SEM PANELAÇO
Para evitar um novo panelaço, a presidente não fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão e não pretende gravar vídeo para as redes sociais.
No palco da CUT, a ideia é ela adotar um discurso no qual defenderá as conquistas das gestões petistas e criticará eventuais retrocessos em um possível governo peemedebista.
Convidado pela Força Sindical, Temer decidiu não participar de evento da entidade. O objetivo é evitar que o gesto seja interpretado como uma tentativa de antecipar o desfecho do processo de impeachment.
Posted in

PT quer que o governo pague salários de seu “governo paralelo” após o impeachment


A nova patifaria nascida do desespero petista supera em descaramento as anteriores. O PT quer que, afastados do governo, ministros e assessores de Dilma continuem a receber salários por mais 4 meses. Desta forma, conseguiriam sabotar o novo governo de Michel Temer. Leiam as informações da coluna de Cláudio Humberto:
Plano secreto do Planalto, ao qual esta coluna teve acesso, prevê uma manobra que obrigaria os cofres públicos a bancar o “governo paralelo” anunciado por Dilma após seu afastamento. A ideia é nomear ainda no governo atual, antes do dia 11 (data de votação do impeachment), os membros do futuro “governo paralelo”. Ao serem demitidos pelo novo governo, pedirão o “direito a quarentena remunerada” por 4 meses.
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República teria papel essencial para fazer os cofres públicos bancarem o “governo paralelo”.
O esquema prevê aprovação da “quarentena” pela Comissão de Ética Pública, alegando “inviabilidade” de os demitidos obterem empregos.
Quatro meses de “quarentena remunerada” serão suficientes para bancar o “governo paralelo”, avalia a cúpula do PT no Planalto.

Professor Ivo Pitanguy recebe 10º título honoris causa

O mestre da cirurgia plástica tem títulos nessa categoria dados por instituições mundo afora


O professor Ivo Pitanguy recebeu, na manhã desta sexta-feira (29/04), o título de doutor honoris causa pela Unirio. 
É o décimo do seu currículo: o mestre da cirurgia plástica tem títulos nessa categoria dados pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, pela Universidade Autônoma de Guadalajara, no México, e sete outros de universidades brasileiras, além de numerosas homenagens e medalhas de governos e instituições do mundo inteiro.
Prof Dr Ivo Pitanguy recebe seu herdeiro Dr Antonio Paulo Pitanguy, o Reitor Jutuca Agostinho Ascenção, Pietro, Novelino e Rossano Fioreli
Prof Dr Ivo Pitanguy recebe seu herdeiro Dr Antonio Paulo Pitanguy, o Reitor Jutuca Agostinho Ascenção, Pietro, Novelino e Rossano Fioreli
Pintanguy é patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro honorário da American Society of PlasticSurgery (AISAPS), membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e de inúmeras outras entidades científicas e culturais. Em 1984 recebeu do Instituto Internacional de Promoção e Prestígio da Unesco, o Prêmio pela Divulgação Internacional da Pesquisa Médica e, em 1989, o Papa João Paulo II lhe concedeu o Prêmio Cultura da Paz.
Ao lado do neto e também cirurgião plástico Antonio Paulo e da grande amiga e Sócia

CNI é contra extinção de Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou contrariedade diante das especulações de que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) poderia ser extinta em eventual governo de Michel Temer.
Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, todas as grandes economias do mundo dão status prioritário ao comércio exterior em um ministério específico para o tema. “Qualquer iniciativa contrária será um passo atrás no modelo mundial de organização ministerial”, diz Abijaodi.
"Os países com maior penetração no mercado internacional criaram um ministério próprio para tratar do comércio exterior, desvinculando-o da diplomacia, que é assunto do Itamaraty. Essa estratégia também foi seguida por todos os membros do BRICS e o México, segunda maior economia latino-americana, atrás do Brasil. O objetivo principal é garantir que o ministério trabalhe para defender os interesses econômicos de suas empresas. Ao manter o comércio exterior totalmente vinculado à diplomacia, interesses comerciais ficarão submetidos aos interesses políticos.
O ministro à frente do comércio exterior deve dedicar integralmente seu tempo a agenda de negociações comerciais, promoção comercial, facilitação de comércio, financiamento e garantia às exportações, e tributação do comércio exterior. O Itamaraty, por sua vez, é responsável por assuntos relacionados a paz e a segurança internacional, políticas bilaterais e multilaterais, cooperação internacional em meio ambiente e direitos humanos. Para isso, cada órgão tem uma carreira técnica especializada.
O Brasil é a sétima economia mundial, mas apenas o 25ª exportador entre os 161 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com a eventual desagregação, o fraco desempenho do país pode se agravar, justamente no momento de redução da demanda interna e em que é necessário avançar rapidamente no comércio exterior e na conquista de novos mercados.
"A CNI acredita que o fortalecimento do MDIC e do Itamaraty traga uma atuação de forma complementar visando ao desenvolvimento do país, mas de forma independente, igual é feito em todas as modernas economias do mundo”, diz Abijaodi.

Nilma Gomes diz que Brasil não pode retroceder nos direitos humanos

Agência Brasil

A ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, disse hoje (29), no encerramento da 12ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, que os direitos humanos não podem retroceder.”Vivemos um momento muito tenso no Brasil, mas a luta da sociedade civil continua avançando, a luta pelos direitos continua avançando. Já temos políticas públicas em direitos humanos e não podemos retroceder".
O evento começou no dia 27, sucedendo quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).  “Foi uma troca muito grande. Tivemos a possibilidade de interação dos diferentes sujeitos dos direitos humanos, de discutir pautas especificas e descobrir pontos de interseção e pautas conjuntas que temos de continuar lutando”, informou a ministra.
As propostas aprovadas pelas comissões devem nortear novas políticas públicas dos segmentos. “Na área da deficiência, tivemos uma série de discussões sobre políticas de inclusão. Na de criança e adolescente, [entre as questões principais] está manter e cumprir o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], cada vez mais e garantindo os direitos desses sujeitos. Com relação aos idosos, o direito à existência como sujeito político e o direito à divulgação desses direitos, para que os próprios idosos conheçam e lancem mão deles".
Nome social
Durante a conferência, a ministra destacou a aprovação do primeiro relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que reúne os resultados das  visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade. “Isso é um marco para o Brasil”.
A ministra também comemorou o decreto presidencial, assinado ontem (28) pela presidenta Dilma Rousseff, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde.
A discussão sobre a memória e verdade, relacionados a fatos ocorridos no período da ditadura militar, e sobre os direitos das populações de rua também circularam fortemente na conferência e estão abordados nas 400 propostas apresentadas como resultado final dos debates.
Judiciário
A presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Ivana Farina, que assumiu hoje o cargo representando a sociedade civil, defendeu que as conferências são espaço muito importante de democracia participativa e uma forma de controle social, para que a sociedade avalie se as demandas são atendidas e quais as novas demandas dos segmentos.
“No sistema de Justiça é mesmo garantido o acesso à Justiça? Hoje, é possivel receber resposta do Poder Judiciário para as causas dos vulneráveis e para os interesses difusos e coletivos? O Judiciário está preparado para esse tipo de questão?”, questionou Ivana, informando que o resultado dessas discussões foram abordados pelas propostas finais.
Segundo ela, centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção também foram propostos durante o evento.  “Temos uma grave situação de execução de defensores e defensoras dos direitos humanos. Temos casos federalizados, em que é deslocada a competência para garantir julgamento para execuções. Tudo isso é muito grave e foram pontos aqui debatidos”, concluiu a presidente do conselho.

STF teme confronto traumático com afastamento de Eduardo Cunha

Réu na Lava Jato, deputado é o segundo na linha sucessória do país


O Supremo Tribunal Federal (STF) foi alertado nos últimos dias pelo relator da Lava Jato na Suprema Corte, ministro Teori Zavascki, sobre a urgência de uma decisão sobre a linha sucessória no comando do país. Se a presidente Dilma Rousseff for afastada, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode vir a assumir a Presidência da República quando Michel Temer se ausentar do país para viagens oficiais.
No entanto, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo deste sábado (30), o STF vê com receio a possibilidade de um confronto traumático com o Legislativo e estuda a possibilidade de um afastamento temporário de Cunha durante eventual viagem de Temer para fora do país.
Presidente da Câmara também enfrenta processo de cassação de mandato na Casa que preside
Presidente da Câmara também enfrenta processo de cassação de mandato na Casa que preside
Embora Eduardo Cunha tenha sido denunciado há mais de quatro meses por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ocultação de contas no exterior pelo Ministério Público Federal (MPF) e tenha se tornado réu no STF, os ministros da Suprema Corte ainda não têm data prevista para julgar o peemedebista.
O presidente da Câmara é, também, alvo de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir na CPI da Petrobras ao negar que fosse titular de contas no exterior, o que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, provou não ser verdade. Cunha e aliados vêm manobrando o Regimento Interno da Câmara para evitar a cassação de mandato.

Plano de governo de Michel Temer prevê privatizações e concessões

Documento prega transferência "para o setor privado de tudo o que for possível"


Em documento que será apresentado como plano de governo de Michel Temer, em caso de afastamento da presidente Dilma Rousseff, o PMDB prega a transferência "para o setor privado (de) tudo o que for possível em matéria de infraestrutura", de acordo com informações obtidas pela Folha de S.Paulo.
O trecho sobre privatizações e aumento de concessões integra o capítulo "A Travessia Social" e trata da "regeneração do Estado". De acordo com o documento, o governo precisa estabelecer novo modelo de relações com o setor privado, modificando inclusive a atual lei de concessões.
"É necessário um novo começo nas relações do Estado com as empresas privadas que lhe prestam serviços e que são muito importantes para a economia do país", afirma o plano de Temer.
Plano Temer justifica privatizações a partir de "lições que estamos vivendo" em cenário atual
Plano Temer justifica privatizações a partir de "lições que estamos vivendo" em cenário atual
A partir das "lições que estamos vivendo", o plano Temer afirma que o cenário atual obriga uma "reengenharia das relações com o setor privado" com o objetivo de "reduzir ao máximo as margens para a transgressão e o ilícito".
A corrupção, que "parece ter se tornado endêmica" no país também é argumentado para a defesa das privatizações. Interlocutores de Temer já vinham afirmando que privatizações e concessões atingirão "tudo que for possível em matéria de infraestrutura".

Dilma participa do 1º de Maio e deve anunciar reajuste do Bolsa Família

Presidente e Lula farão discurso no Vale da Anhangabaú, em São Paulo


A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula confirmaram presença na celebração do 1º de Maio, neste domingo, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. A expectativa é que Dilma anuncie reajuste do programa Bolsa Família. O tom do discurso deve ser pela defesa de direitos trabalhistas e do retrocesso dos benefícios para a população, caso Dilma seja afastada e Michel Temer assuma a Presidência da República.
De acordo com a Central Única do Trabalho (CUT), o ex-presidente Lula falará ao público às 13h e a previsão é que Dilma discurse a partir das 14h.
Dilma discursa a partir das 14h deste domingo (1º) e fará defesa de direitos trabalhistas
Dilma discursa a partir das 14h deste domingo (1º) e fará defesa de direitos trabalhistas
Juntos, CUT, CTB, Intersindical, MST, MTST, CMP, e todas as mais de 60 entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo vão denunciar o "golpe" em curso no Brasil, explicar para a sociedade que, se o golpe se consumar todos perderão, especialmente, a classe trabalhadora. “O retrocesso será enorme”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Segundo ele, nos últimos dias os jornais vêm divulgando amplamente a agenda conservadora do vice-presidente Michel Temer, que "lidera o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff junto com Eduardo Cunha".
“O projeto do Temer e dos empresários que financiam o golpe é extinguir ou reduzir programas sociais e direitos conquistados com muita luta como carteira assinada. Eles já falaram em acabar com a política de valorização do salário mínimo e fazer reforma na previdência, como querem os patrões (...) Privatizar tudo que for possível”, diz Freitas.
Lista das cidades onde haverá atos:
Alagoas
Cidade: Maceió
7hs - Concentração no Posto 7 (Praia) caminhada até Alagoinha (2 KM)
Por volta das 12hs, termina com Ato Político e Cultura pela Democracia – Movimento Sindical e Movimentos Sociais.
Bahia
Cidade: Salvador
11h - Ato político, ecumênico e cultural em defesa da democracia, contra o golpe e por direitos, no Farol da Barra.
Outras 13 cidades terão atos na Bahia:
Itabuna, Eunápolis, Vitoria da Conquista, Paulo Afonso, Camaçari, Vale Jiquiriçá, Valença, Santo Antônio de Jesus e outras
Ceará
Cidade: Fortaleza
8h - Concentração  na Areninha do Pirambu. Logo após terá uma caminha pela Avenida Presidente Castelo Branco e encerramento com ato político no Cuca da Barra.
Cidade: Icó-CE
7h30 - Concentração no Balão de Padre Cícero
Distrito Federal
Brasilia inicia as comemorações no dia 30
A CUT Brasília realizará uma Virada Cultural (Eixo Monumental Setor Divulgação Cultural - estacionamento da Funarte - entre a Torre de TV e a Funarte) a partir das 16h do dia 30 de abril até o dia 1º de maio.
A virada terá apresentação teatral para as crianças e a partir das 19h shows com artistas da cidade.
No dia 1º será realizado um ato unificado com as frentes e logo após o ato, enceramento com uma roda de samba.
Espírito Santo
Cidade: Vitória também inicia as comemorações no dia 30
30/04 – 10hs - Feria da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Espaço Vida Saudável
                19hs – Luau com Preta Roots e Renato Casanova
01/04 – 07hs – Concentração e Caminhada da Praça dos Namorados até o Espaço Vida Saudável
             10hs - Feria da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Espaço Vida Saudável.
             11hs – Ato Político e show com Mano Feijó, Gang Sem Frescura e Bloco Bleque
Goiás
Cidade: Goiânia também inicia no dia 30
10h – Tem virada do Dia 30/04 ao dia 1º/05. No sábado a atividade começa 10h, na Praça do Trabalhador. No domingo, a festa continuará com apresentações musicais e ato político.
Maranhão
Cidade: São Luis
9h – dia 1º – Caminhada do Trabalhador, na Praça João Lisboa
Mato Grosso
Cidade: Cuiabá
15h – dia 1º Caminhada saindo do INCRA-CPA até Praça Cultural CPA II, onde acontecerá a partir das 17 horas -  Ato Político pela Democracia com atividades Culturais
Minas Gerais
Cidade: Belo Horizonte
10h – dia 1º/05 - Ato em defesa da democracia e contra o golpe. Marcha da Praça Afonso Arinos até a Praça da Liberdade; Ato político-cultural na Praça da Liberdade; Lançamento do Acampamento da Democracia.
Pará
Cidade: Belém
8h – dia 1º - Ato cultural na Praça da República, com café da Acolhida, com participação dos Movimentos Sociais.
Paraíba
Cidade: João Pessoa
Ato “Democrassoca” uma alusão aos muriçocas do Miramar um bloco de carnaval. Sairá da praça das muriçocas até o busto de Tamandaré. Com manifestações culturais e políticas
Paraná
Cidade: Curitiba
29/04 - O ato lembrará um ano do massacre contra os professores. A concentração começa às 14h, na Praça Rui Barbosa.
Pernambuco
Cidade de Recife
Acampamento desde o dia 25 na Praça do Derby
No dia 1º, caminhada a partir das 9hs pelo centro de Recife, terminando na Rua da Moeda (Recife Velho). Ato Político a partir das 12hs e a partir das 14hs Ato Cultura (Junto com tradicional Festa da Lavadeira)
Piauí
Cidade: Teresina
Café da Manha na praça Rio Branco às 9 horas da manhã de sábado dia 30 nesse evento dialogaremos com a população.
Rio de Janeiro
Cidade: Rio de Janeiro
Dia 29 – Ato da Frente Brasil Popular a partir das 18hs na Lapa – Encerramento com Show Arlindo Cruz
Dia 30 – Viradão (de sábado para Domingo) a partir das 20hs na Lapa com a Juventude, Várias atrações culturais
Dia 01 – 1º de Maio da CUT – A partir das 14 horas na Lapa – Roda de Samba com diversas atrações Culturais .
Rio Grande do Norte
Cidade: Natal
9h - dia 1º - Grande ato de resistência ao Golpe, concentração na Praça das Flores, em Petrópolis. Em seguida, os trabalhadores e trabalhadoras, seguirão em caminhada até a Praia do Meio, onde um ato de rua encerrará o nosso grande ato.
Cidade: Mossoró
Dia 29/04 – 17h30 – Mulheres Abraçam Dilma – Memorial da Resistência
                   20h00 – Roda de Conversa sobre Conjuntura e as consequências para a Classe trabalhadora – Praça da Igreja Alto da Conceição.
Dia 30/04 – 17h30 -   Roda de Conversa sobre Conjuntura e as consequências para a Classe trabalhadora – Praça da Igreja Nossa Senhora de Fátima
Rio Grande do Sul
Cidade: Porto Alegre
10h – dia 1º - Ato junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção com movimentos sindical e sociais
Rondônia
Cidade: Porto Velho 
16h - Ato Político / Cultural – Praça Madeira Mamoré (Ponto Turístico da Cidade). Como é um local turístico, será feito panfletagem, falas e atividades culturais para conscientizar as pessoas Pela Democracia e contra Golpe.
Roraima
Cidade: Boa Vista
Dia 01 – Encontro na sede da FETRAFERR Com trabalhadores rurais e Urbanos
               Das 08 às 18 horas – Ato pela Democracia
São Paulo
Cidade: São Paulo
01/05 - Assembleia Popular da Classe Trabalhadora contra o Golpe, na Defesa da Democracia e Por Nossos Direitos, no Vale do Anhangabaú a partir das 10h.
Cidade: Sâo Sebastião (Praia do Camburi)
01/05 – Caminhada dos Trabalhadores às 7h, na Praça dos Namorados
Cidade: Campinas
01/05 – As 9hs missa dos Trabalhadores – Catedral Metropolitana de Campinas
             A  Partir das 14 horas – Ato Político e Cultural – Praça de Esportes Amil Rached
Cidade: Bauru
01/05 – A partir das 18 horas - Local: Vitória Regia – Ato político, shows e roda de samba
Cidade: São Bernardo
A Partir das 10 horas – Local Espaço de Eventos Poliesportivos (Av. Kennedy)
Santa Catarina
Cidade Florianópolis:
 Dia de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras - 15h – Largo da Alfandega
Cidade Chapecó:
Mateada dos trabalhadores contra o Golpe e em Defesa da Democracia – 16h – Em frente a Igreja Católica do Bairro Colatto
Cidade Joinville:
Encontro pela Democracia – 9h30 – Parque da Cidade
Cidade Laguna:
Ato em Defesa da Democracia e dos nossos Direitos – 15h – Próximo Ponte Anita Garibaldi em Cabeçudas.
Cidade Blumenau:
Classe Trabalhadora em Defesa da Democracia - 15h – Praça Dr. Blumenau
Sergipe
Cidade: Aracajú
A partir das 14h deste domingo, a Praça da Juventude no Conjunto Augusto Franco será o palco da Assembleia dos Trabalhadores contra o golpe.

TV por sinal digital chega a Salvador em julho de 2017


Em 26 de julho de 2017, ou dentro de 452 dias, Salvador vai migrar completamente para a TV por sinal digital

por
Albenísio Fonseca
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
A contagem regressiva já começou. Em 26 de julho de 2017, ou dentro de 452 dias, Salvador vai migrar completamente para a TV por sinal digital.
Isso significa, ao mesmo tempo, o desligamento ou switch off (na expressão em inglês) do sinal analógico, isto é, do sistema de captação pelos aparelhos de televisão com a tecnologia implantada no Brasil em 1960 e mesmo com o avanço para a recepção em cores, em 1972.
Após atrasos no cronograma proposto inicialmente pelo MiniCom-Ministério das Comunicações para novembro de 2015, a cidade de Rio Verde (GO) tornou-se a primeira, não só do Brasil, mas da América Latina, a sofrer o desligamento analógico e adotar a recepção exclusiva do sinal digital no último dia 15 de fevereiro.
Na Bahia, o “apagão analógico” acontecerá com antecipação de quatro dias, também em relação ao cronograma inicial, em Salvador e cidades como Camaçari, Dias d’Ávila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Salinas da Margarida, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.
Na mesma data, em Recife, Fortaleza e Belo Horizonte e cidades do entorno. Antes, no próximo dia 26 de outubro, o cronograma prevê o desligamento analógico e adoção do digital no Distrito Federal e nove cidades goianas, como Cristalina, Luziânia, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Novo Gama, Formosa, Águas Lindas de Goiás e Planaltina.
O calendário para instalação do sinal digital em todo o país se estende até 2018, conforme o Minicom, caso não ocorram novos percalços, seja de caráter técnico ou político, como as eleições programadas para aquele ano.
Entre os benefícios do desligamento do sinal analógico estão a melhor qualidade de som e imagem proporcionadas pelo sinal digital e a liberação da faixa de frequência de 700 MHz, que passará a ser usada pelas operadoras de telefonia na expansão do sinal de 4G para todo o país.
Para a população que ainda utiliza os televisores mais antigos tenha acesso ao sinal digital, está prevista a distribuição de 370 mil conversores para os inscritos no programa Bolsa Família e no cadastro único do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Em janeiro, o MiniCom publicou o cronograma do switch off nas principais regiões do país.
No último dia 28, através de portaria, o Ministério detalha as cidades e o entorno dessas localidades que serão afetados em 2017. A maior parte dos municípios fica em São Paulo. Também há desligamentos previstos, além da Bahia, nos estados de Goiás, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Vale salientar que, na preparação para o desligamento do sinal analógico, as cidades passam por pesquisas regulares que apuram o alcance do sinal digital. Faltando um ano para a data do desligamento, quem assiste televisão pelo sinal analógico recebe avisos na tela sobre a transição do sinal que se tornam mais frequentes à medida que a data da mudança se aproxima.
O cronograma das cidades, para 2018, ano limite estipulado para a implantação do sinal digital, com base na agenda inicial, ainda não confirmada pelo Ministério, prevê a digitalização a partir do segundo semestre daquele ano em Manaus, Belém, São Luis, Natal, João Pessoa, Maceió e Aracaju,. Apenas no final de 2018 o apagão atinge o interior do País.
Migração tecnológica deveria começar antes da Copa
 A migração tecnológica deveria ter começado antes da Copa do Mundo. O prazo foi estendido devido a pedidos das emissoras abertas para conclusão de infraestrutura.
A prorrogação para 2015 enfrentou decisão de suspensão, pelo TCU, do leilão da faixa dos 700 megahertz – utilizada pelas transmissões analógicas e já destinada à frequência da tecnologia de quarta geração (4G) do serviço de telefonia móvel. Atualmente, a 4G opera somente na faixa de 2,5 gigahertz, leiloada em 2012. Com isso, o cronograma foi alterado.
O leilão aconteceu em setembro de 2014. Das operadoras, apenas a OI não mostrou interesse. O governo previa conseguir R$ 8 bilhões com a venda pública para as conexões em 4G na faixa dos 700 MHz, mas arrecadou menos, R$ 5,851 bilhões – com um ágio médio de 0,66% em relação ao preço mínimo.
Os vencedores da licitação – Vivo, Tim e Claro – terão de arcar com os custos de remanejamento e outras questões, como filtros para impedir interferência de sinal que podem gerar a “tela preta” nas captações da TV aberta.
Estudos de recanalização passaram a ser adotados para os estados do Sudeste, Distrito Federal e Goiás, área habitada por 41% dos brasileiros.
O atraso foi justificado, também, no propósito de atingir o índice mínimo de acessos ao sinal digital. A exigência é de que 93% dos domicílios de cada localidade estejam aptos à recepção da televisão digital para que o sinal analógico seja desligado.
O desligamento em São Paulo era previsto para maio deste ano e foi passado para março de 2017. No Rio de Janeiro, o sinal só será desligado em outubro de 2017, enquanto que a previsão era novembro deste ano.
Segundo o MiniCom, o objetivo é reduzir ao máximo a quantidade de cidades onde será preciso desligar o sinal analógico e liberar a faixa de 700 Mhz.
A perspectiva é desligar apenas 630 pontos, o que deve afetar 1200 cidades. Há um estudo que aponta 724 cidades onde o sinal analógico precisa ser desligado.
O processo não se resume a números e datas e promete ser complicado para o governo, a indústria de radiodifusão e, evidentemente, para a população.
Além da superação do conflito no espectro com a TV aberta, o próprio cronograma é outro dos motivos de preocupação por parte dos radiodifusores.
Conforme Davi Britto, membro do conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital-SBTVD, há uma “curva muito acentuada no final do projeto”, ao invés de uma distribuição mais equilibrada durante os quatro anos de implementação.
“Parece que o problema mais difícil será deixado para o final, e nós estamos falando de um universo de municípios enorme e de população pequena”.

Lei do Bem volta a valer e imposto sob celulares deve cair


Publicada pelo Leia Já, site parceiro do Tribuna da Bahia

por
Nathália Guimarães
Publicada  TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Pexels
Uma boa notícia para quem pensa em comprar um aparelho eletrônico nos próximos dias. O Tribunal Regional Federal (TRF) concedeu liminar para suspender os efeitos da MP 690, que revoga a alíquota zero de PIS/Cofins dos bens de informática e telecomunicações, de acordo com a Lei do Bem.
A ação, movida pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), está fundamentada na tese de que a revogação ocorrida por força da MP 690 foi feita de forma ilegítima, uma vez que o benefício da alíquota zero tinha prazo para acabar apenas em 31 de dezembro de 2018.
Com o acordo do TRF, está autorizada a aplicação da alíquota zero nas vendas de produtos das empresas associadas da Abinee ao consumidor final, realizadas diretamente ou pelo varejo. A decisão refere-se tanto à MP 690 quanto à sua Lei de Conversão, nº 13.241/2015.
A revogação da isenção fiscal, em dezembro de 2015, resultou num aumento médio de 13% no preço de produtos eletrônicos, segundo pesquisa do site comparador Zoom. Alguns smartphones chegaram a apresentar uma alta de 80% no seu valor.

Jovens com até 24 anos são mais vulneráveis a hackers


Publicada pelo Leia Já, site parceiro do Tribuna da Bahia

por
Nathália Guimarães
Publicada em  TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Pixabay
No último ano, mais de um quarto dos jovens internautas perdeu um dispositivo (17%) ou teve o celular roubado (13%), e um terço deles não conseguiu mais acessar suas contas online ou teve a privacidade de seus dados violada, segundo uma pesquisa da Kaspersky Lab e da B2B International realizada com 12.355 pessoas.
Na média, um em cada sete usuários (14%) teve seu dispositivo perdido ou roubado nos últimos 12 meses. Entre os jovens de 16 e 24 anos, este índice sobe para 26%. Na mesma faixa etária, 83% afirmaram ter sofrido consequências negativas pela perda do celular.
Entre as consequências, 32% dos entrevistados tiveram suas contas online invadidas, 25% perderam definitivamente suas imagens e vídeos pessoais e 24% tiveram suas informações pessoais e sigilosas vazadas.
Além disso, 22% dos usuários sofreram punições no trabalho, pois o dispositivo perdido ou roubado continha dados corporativos. E 21% das pessoas notaram que as informações financeiras armazenadas no dispositivo foram usadas impropriamente.
Proteger é preciso
Quanto às medidas de proteção após a perda ou roubo do dispositivo, 40% das pessoas solicitaram o bloqueio do celular à operadora ou comunicaram o incidente à polícia. A pesquisa apontou também que apenas 29% limparam o dispositivo remotamente ou tentaram encontrá-lo usando um software de localização.
“É fundamental, no mínimo, usar a proteção por senha, criptografar todos os dados sigilosos e manter os aplicativos de segurança móvel atualizados. O uso de recursos antirroubo incluídos em uma solução de segurança mais abrangente para bloquear o acesso de terceiros, ajudar a localizar o aparelho e apagar seus dados pessoais, se necessário”, destaca o analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil, Fabio Assolini.

Presidente de Comissão pede cassação de Bolsonaro


A denúncia é sobre a homenagem que Bolsonaro fez ao torturador Carlos Brilhante Ustra, durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), protocolou nessa sexta-feira (29/4) mais um pedido de abertura de processo de cassação, por quebra de decoro parlamentar, do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
A denúncia é sobre a homenagem que Bolsonaro fez ao torturador Carlos Brilhante Ustra, durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Sob a mesma alegação, outros dois pedidos já foram protocolados na mesa diretora da Casa contra o parlamentar, do Partido Verde (PV) e da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro.
Nesta semana, cinco partidos políticos e o Instituto Vladimir Herzog protocolaram na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra Bolsonaro, em que pedem a apuração de responsabilidade criminal, civil e administrativa. "Perderam em 1964, perderam agora em 2016", disse Bolsonaro no início de sua fala, fazendo uma referência ao golpe militar.
"Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim", finalizou ao anunciar o seu voto a favor do impedimento da presidente da República.
Entre 1970 e 1974, o coronel Brilhante Ustra foi chefe, em São Paulo, do DOI-Codi do II Exército, órgão de repressão política tido como um dos mais cruéis durante a ditadura no Brasil.
Nesse período, a então militante política Dilma Rousseff esteve presa na capital paulista. Ustra, denunciado por perseguições, torturas e assassinatos de opositores ao golpe de 64, foi declarado torturador pela Justiça.

FHC depõe à PF e nega remessas ilegais a Mirian Dutra


Em entrevista à Folha de S. Paulo em fevereiro, Mirian dissera que recebeu por anos dinheiro de FHC por meio de um contrato fictício com a Brasif Exportação e Importação

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Em depoimento à Polícia Federal nessa sexta-feira (29/4), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou ter usado qualquer artifício legal para enviar dinheiro a Tomás Dutra, que reconheceu como filho com a jornalista Mirian Dutra e mora no exterior.
Em entrevista à Folha de S. Paulo em fevereiro, Mirian dissera que recebeu por anos dinheiro de FHC por meio de um contrato fictício com a Brasif Exportação e Importação. Durante o governo de Fernando Henrique (1995-2002), a empresa explorou os free shops (lojas com isenção de impostos) de aeroportos brasileiros. Em depoimento à PF no início de abril, porém, ela não confirmou a acusação.
"Fernando Henrique nunca remeteu dinheiro a Mirian, mas sim ao Tomás, a quem sempre tratou como filho", afirmou seu advogado, Sérgio Bermudes, à reportagem. "Ele enviava dinheiro de forma legal e declarada. Há muito tempo, Fernando Henrique tem dinheiro no exterior, devidamente declarado, e não precisaria de meios escusos para encaminhar valores a Tomás", disse o advogado. Bermudes confirmou que o ex-presidente comprou um apartamento para Tomás em Barcelona.
Inquéritos
O depoimento de FHC à Polícia Federal, em São Paulo, durou duas horas e dez minutos e tratou de dois inquéritos. Um deles investiga a suposta remessa de dinheiro para Mirian, com quem ele manteve um relacionamento extraconjugal por seis anos durante as décadas de 1980 e 1990. Desde 1992, a jornalista mora na Europa. A outra investigação aborda a suposta propriedade de imóveis no exterior, que não teriam sido declarados por Fernando Henrique à Receita Federal.
Tomás nasceu em 1991 e teve sua paternidade atribuída ao ex-presidente. Dois exames de DNA realizados em 2011, porém, indicaram que não é filho de Fernando Henrique. Apesar disso, o ex-presidente afirma que sempre o tratou como filho e mensalmente enviava dinheiro para a manutenção do jovem na Europa.
Segundo Bermudes, Fernando Henrique também afirmou nesta sexta à PF que nunca teve nenhum imóvel fora do Brasil. Por dar aulas e palestras em universidades francesas, em 2003 ele permaneceu dois meses em Paris hospedado em um apartamento que pertence a Maria Sodré, sogra do amigo e ex-sócio de Fernando Henrique numa fazenda em Minas Gerais, Jovelino Mineiro. O imóvel fica na avenida Foch, área nobre da capital francesa.
Ainda conforme Bermudes, o ex-presidente também esclareceu que, em outra ocasião, hospedou-se por menos de 48 horas em Nova York, em um apartamento que pertence ao próprio advogado. "Esse imóvel também nunca foi dele. Ele esteve hospedado como meu convidado", afirmou.
FHC teria chegado à PF por volta das 14h e foi ouvido pelo delegado João Tiago Pinho. O ex-presidente não saiu da PF pela porta da frente. Segundo a assessoria da PF, FHC usou a prerrogativa de ser ex-presidente para poder sair de forma mais discreta do prédio.

Cunha apoia a suspensão de recesso para acelerar impeachment de Dilma


Aliados do vice-presidente Michel Temer querem cancelar as férias de julho para acelerar o julgamento da presidente Dilma Rousseff

Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Lula Marques/Agência PT
Presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha
Presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ser simpático a uma eventual suspensão do recesso parlamentar do meio do ano para apreciar a pauta econômica do eventual governo interino.
Reportagem do Estado deste sábado revelou que aliados do vice-presidente Michel Temer querem cancelar as férias de julho para acelerar o julgamento da presidente Dilma Rousseff e votar no Congresso, antes da campanha municipal, a pauta econômica da gestão Temer. Sem a suspensão do recesso, Temer terá apenas dois meses parra aprovar as medidas, de 12 de maio a julho.

Cunha disse ao Estado que, até o início da corrida municipal em meados de agosto, se pode fazer um esforço concentrado para apreciar a agenda do vice.
Ele citou, entre as propostas que podem ser votadas, a adoção do modelo de concessão para exploração do pré-sal em substituição do atual regime de partilha, a proposta de Desvinculação das Receitas da União (DRU), a convalidação de incentivos fiscais do ICMS já concedidos pelos Estados e até a reforma da Previdência - desde que, nesse último caso, o novo governo tenha a iniciativa de propô-la.

"No que depender de mim, tudo pode ser votado", afirmou o presidente da Câmara, ao ressalvar que, embora seja possível cancelar o recesso, não ouviu ainda de deputados ou de aliados de Temer qualquer articulação no sentido de abreviar as férias do meio do ano dos parlamentares.

Cunha destacou, entretanto, que para o Congresso continuar trabalhando sem interrupções não se precisa fazer qualquer "articulação". Ele citou que basta não se aprovar até lá o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, precondição para haver recesso em julho.

Sem recesso, no caso de o Senado aprovar o afastamento de Dilma por até 180 dias no próximo mês, os trabalhos da Comissão Especial de Impeachment daquela Casa Legislativa não seriam interrompidos no período do recesso. Isto é, o colegiado poderia continuar trabalhando, o que, na prática, poderia se abreviar em pelo menos 15 dias a conclusão dos trabalhos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já estimou que, na hipótese de haver recesso, o julgamento da presidente pela Casa deve ocorrer em setembro.

Nova eleição presidencial este ano custaria R$ 700 milhões


Publicada pelo Leia Já, site parceiro do Tribuna da Bahia

por
Giselly Santos
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Diante da crise econômica nacional, a realização de uma nova eleição para a Presidência da República este ano custaria cerca de R$ 700 milhões aos cofres públicos.
De acordo com cálculos feitos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para acolher o voto cada eleitor custa individualmente R$ 4,80. Em outubro de 2014, quando 142.822.046 milhões eleitores estavam aptos a votar, o pleito custou aproximadamente R$ 685 milhões. Atualmente mais 2.715.131 milhões de brasileiros ingressaram na lista.
A tese de uma nova eleição presidencial ainda em 2016 tem sido reforçada com a possibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
A ideia, bancada inicialmente pela Rede Sustentabilidade, é o objetivo principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 20/2016 apresentada no Senado com o apoio de 30 parlamentares, entre eles, alguns insatisfeitos com uma eventual posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB), substituto constitucional de Dilma em caso de deposição.
A aprovação desta PEC – uma das duas vertentes que permitira o novo pleito – instalaria um mandato presidencial tampão, de dois anos, e a disputa aconteceria concomitante as eleições municipais em outubro.
No entanto, a aprovação da proposta, segundo o advogado e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Delmiro Campos, não tem seu efeito imediato garantido, visto que a legislação eleitoral respeita o Princípio a Anualidade, ou seja, as regras do processo devem ser conhecidas com o período de um ano de antecedência.
“A PEC sofre uma série de criticas e obstáculos para a sua aplicação no corrente ano. Temos um cenário de insegurança legislativa muito grande. Isso [uma nova eleição] não vem a acontecer porque uma das regras que deve ser respeitada é o Principio Anualidade e as regras eleitorais precisam ser aplicadas com segurança jurídica”, observou o especialista, dando o exemplo da Lei da Ficha Limpa aprovada em 2010, mas sem a aplicabilidade exigida para as eleições daquele ano.
De acordo com o advogado, a legislação eleitoral também aponta que os pleitos só podem acontecer a cada dois anos e, por isso, as eleições gerais não podem conflitar com as eleições municipais.
Anulação da chapa
Além da intervenção legislativa, outra vertente, a jurídica, abriria brechas para uma nova eleição: a cassação da chapa encabeçada por Dilma e Temer em 2014.
Quatro ações pedindo o impedimento da chapa foram impetradas pelo PSDB e tramitam no TSE. Para possibilitar novas eleições uma delas deveria ser aprovada até dezembro deste ano.
“Neste caso existe um outro entrave que são os recursos legais, ainda que o TSE proceda com um julgamento célere e ainda este ano, os recursos eleitorais permitem que o STF possa vir a revisar a decisão”, explicou o membro da Abradep.
Segundo Delmiro Campos, diante da conjuntura política atual a medida não seria a solução. “Dedicar-se a realização das eleições gerais como esperança de uma melhor governabilidade longe de trazer qualquer garantia poderá trazer mais insegurança”, analisou.

ABSURDO! Presa por não pagar pensão do neto, é estuprada na cadeia


Uma idosa de 82 anos foi presa no município de Teodoro Sampaio, no centro-norte da Bahia, após o filho deixar de pagar a pensão alimentícia do filho dele. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pela delegacia de Polícia Civil da Cidade. O marido da idosa também teve o mandado de prisão expedido pela Justiça, mas segundo a polícia, o homem faleceu há dois meses. Segundo a polícia, familiares informaram que o filho da idosa estaria em uma viagem de férias para Porto Seguro no momento em que a mãe foi presa. O rapaz não teve identidade divulgada. Parentes também disseram que a idosa é aposentada que não tem condições de pagar a pensão, mas mesmo assim foi levada para delegacia. Ela recebe mensalmente R$ 629,34 e só de medicamentos gasta mais de R$ 400,00 com medicamentos tarja preta. Na Delegacia a senhora de 82 anos foi violentada sexualmente por detentas que aplicam este “castigo” em pessoas que cometem crimes contra a família, especialmente contra menores. Deixar uma criança sem pagamento de pensão é falta grave no código moral das detentas. Segundo Analice Tesourão, detenta da unidade, “deixar um menor passar fome é muita sacanagem. Chega aqui a gente apavora mesmo. Passa na mão da geral pra aprender a ser mulher”. Depois de 6 dias na cadeia a dívida foi honrada graças a uma rifa realizada pelos membros da paróquia da Sagrada Família que venderam 300 bilhetes por R$ 10 aos moradores de Teodoro Sampaio, e assim arrecadaram R$ 3.000,00 rifando uma TV LCD de 32 polegadas que havia custado R$ 970,00. A pensão devida possui o valor de R$ 300 e estava a 6 meses atrasada. Caso volte a atrasar o pagamento a senhora deve voltar para as grades. (Folha)

DILMA ENSANDECIDA

 – A ainda presidente chama denúncia de ridícula, enxovalha instituições brasileiras e exalta ditadura cubana

Enquanto seus ministros tentavam defendê-la no Senado, a antiga militante da VAR-Palmares voltava a dar as caras

Por: Reinaldo Azevedo

Dilma Rousseff está saindo pior do que a encomenda. Vendo-se na iminência de deixar o poder, passa por um período de recrudescimento ideológico. Convicções democráticas mal sedimentadas começam a se rarefazer, e o fundo pantanoso da socialista e da ex-terrorista começam a se vivificar. Sim, ela sabe que não há mais o que fazer por seu mandato. Então afronta as instituições e o bom senso. E isso não exclui nem mesmo meter a mão no caixa. Vamos ver
A presidente voltou a atacar o processo de impeachment nesta sexta. Enquanto Nelson Barbosa (Planejamento), Kátia Abreu (Agricultura) e Eduardo Cardozo (AGU) tentavam defendê-la na Comissão Especial do Impeachment do Senado, ela chamava de “ridícula” — nada menos! — a denúncia elaborada pelos juristas Miguel Reale Junior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.
Pela enésima vez, afirmou que seu eventual impedimento é uma tentativa de chegada ao poder de um grupo que não teve votos suficientes. E chamou o processo de “eleição indireta transvestida de impeachment”.
E fez essa discurseira em que situação? Numa cerimônia de prorrogação do programa Mais Médicos. Ela assinou nesta sexta-feira uma Medida Provisória aumentando em três anos o prazo de permanência de médicos estrangeiros no Brasil, mesmo sem a revalidação do diploma. A decisão garante a permanência de cerca de sete mil profissionais, que teriam de deixar o programa neste ano.
Até aí, vá lá. A cereja do bolo foi outra. Na cerimônia em que demonizava as instituições democráticas do Brasil, Dilma se mostrou grata à ditadura cubana por, segundo disse, “ajudar o Brasil”. Como vem se tornando padrão nos últimos eventos dentro do Palácio do Planalto, a plateia, formada por participantes do programa, entoou por diversas vezes gritos contra o impeachment, como “Não vai ter golpe” e “Fora, Cunha”.
No seu discurso ensandecido, Dilma disse que não cometeu crime nenhum e que apenas garantiu a continuidade de “programas sociais e de incentivo à indústria e à agricultura”. Bem, qualquer governante poderia, então, fazer a mesma coisa, certo?
E ela não vai parar por aí. Já está decidido que participa do ato de Primeiro da Maio da CUT, em São Paulo. Se não mudar de ideia, pretende anunciar reajuste no Bolsa Família e correção na tabela do Imposto de Renda. Isso tudo sem consultar o Orçamento.
É a militante da VAR-Palmares no comando.

Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”


Às vésperas da votação do impeachment, o vice arregaça as mangas e toma as primeiras decisões: vai demitir todos os ministros de Dilma, caso não peçam demissão, promete reduzir o número de ministérios, monta um pacote de privatizações e escala Meirelles e Serra para atrair o capital externo

Por: Robson Bonin e Daniel Pereira
ALIANÇAS: O vice-presidente já escolheu os nomes que comandarão os principais ministérios
ALIANÇAS: O vice-presidente já escolheu os nomes que comandarão os principais ministérios(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Eram 13 horas da quinta-­feira passada quando o vice-presidente da República, Michel Temer, cortou um pedaço do queijo branco sobre a mesa de reuniões da antessala de seu gabinete no Anexo II do Palácio do Planalto. Prestes a se tornar presidente da República, o peemedebista mal tem tempo para se alimentar e já perdeu 2 quilos e meio. Enfrenta uma maratona diária de reuniões com políticos, conselheiros, antigos aliados e candidatos a novos amigos, todos dispostos a ocupar um lugar de destaque em seu governo. A pauta dessa roda-viva é a montagem do ministério, uma equação complicada diante da quantidade de partidos a atender e dos interesses em jogo. Temer não externa angústia nem entusiasmo ao traçar cenários, ainda tem muitas dúvidas e uma ambição certeira. Diz o vice: "Eu quero entrar para a história". Ele acha que conquistará um lugar no panteão da República se encerrar o ciclo de recessão, viabilizar os investimentos privados e estimular a geração de empregos. É a sua grande aposta. É a sua grande largada.
Advogado constitucionalista que escreve poemas, Temer admite conhecer pouco de economia. Por isso, a raposa política com décadas de experiência na vida pública delegará o comando dessa área a um nome testado e aprovado pelos meios políticos, financeiros e empresariais: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo Lula. Esnobado por Dilma, que se recusou a nomeá-lo para chefiar sua equipe econômica, Meirelles assumirá o Ministério da Fazenda no eventual governo Temer com carta branca para escolher o presidente do Banco Central e ressuscitar o PIB. Na semana passada, o vice fez questão de deixar escapar a preferência por Meirelles para avaliar a receptividade ao nome. Considerou positiva a reação do mercado e deu ao futuro subordinado um dever de casa: analisar um documento entregue por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. O documento propõe um monumental corte de despesas e a venda de parte das estatais para reforçar o caixa. Temer e Skaf se reuniram no Palácio do Jaburu, no domingo 24. O convidado soou como sinfonia de Bach aos ouvidos do anfitrião.
Skaf disse a Temer que é possível reduzir "a zero" o déficit do governo em 2016, estimado em 96,6 bilhões de reais pelo governo Dilma Rousseff, sem contar os gastos com o pagamento de juros da dívida. Skaf também garantiu a Temer que é possível zerar o déficit mesmo sem ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. O vice encarregou Meirelles de ver quanto pode aproveitar das sugestões da Fiesp. Quer que o futuro ministro feche uma proposta econômica que enterre de vez a CPMF e reduza drasticamente o déficit projetado.
A ideia de Temer é levar a nova meta fiscal ao Congresso no seu primeiro dia como presidente da República. Será seu ato inaugural. Um ato de compromisso com o reequilíbrio das contas públicas e de afago aos contribuintes. "Li o plano e gostei. Zerar o déficit sem recorrer a aumento de impostos me agrada", diz Temer. "Eu preciso mudar a meta fiscal de 2016 até para não começar meu mandato cometendo pedaladas fiscais", acrescenta, referindo-se à acusação que embasou o impeachment contra Dilma.

NÃO VAMOS DEIXAR O BOLSONARO SOZINHO!!!


Caros amigos
Representei contra os Dep Valmir Carlos da Assunção e Glauber Braga, no aplicativo do MPF abaixo e da forma como segue (sugestão)
Descrição: 
Os Deputados Valmir Carlos da Assunção (PT/BA) e Glauber Braga (PSol/RJ), ao pronunciarem seus votos contra o impeachment da Sra Dilma Rousseff, citaram os nomes dos assassinos e terroristas Luiz Carlos Prestes, o líder comunista que, entre outros crimes, mandou assassinar a jovem Elza Fernades (16 anos) por “crime de traição à causa”; Carlos Marighela que, entre outros crimes, é o autor de um “mini-manual” que, até os dias de hoje, serve de base à ação criminosa e indiscriminada de terroristas ao redor do mundo; e Carlos Lamarca, o Capitão desertor e traidor que, entre outros assassinatos, matou a coronhadas o Ten PMSP Alberto Mendes Jr, sob a alegação de que leva-lo como prisioneiro poderia comprometer seu plano de evasão. Esses e outros crimes cometidos pelos facínoras citados nos pronunciamentos dos deputados podem ser conhecidos em simples pesquisas na rede de computadores. Coube à consciência e aos valores dos dois deputados, acima nominados, homenagear em seus votos conhecidos assassinos que, em nome da sua ideologia, envergonham a história da humanidade, como assim faz a maior parte dos “heróis” comunistas, responsáveis, segundo as estatísticas, por mais de 100 milhões de assassinatos.
Voto do Deputado VALMIR CARLOS DA ASSUNÇÃO Povo brasileiro, no dia 17 de abril de 1996, 21 sem-terra foram assassinados no Pará. Quem era Presidente do Brasil? Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Quem era Governador do Pará? Almir Gabriel, do PSDB. E 20 anos se passaram, ficando impunes aqueles que assassinaram nossos companheiros. Por isso, Sr. Presidente, em homenagem àqueles que lutaram, deram a sua vida pela reforma agrária; em homenagem ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e à população negra deste País; em homenagem a quem vive nas favelas; em homenagem àqueles e àquelas que não vão ficar com a marca de golpistas na cara, que nem óleo de peroba vai tirar; em homenagem ao Capitão Lamarca; em homenagem a Marighella, a Zumbi e a Dandara; em homenagem ao povo brasileiro, à minha Bahia, a Itamaraju, ao PT, a Lula e a Dilma; é “não”.
Voto do Deputado GLAUBER BRAGA Senhor Eduardo Cunha, o senhor é um gangster. O que dá sustentação a sua cadeira cheira a enxofre. Eu voto por aqueles que nunca escolheram o lado fácil da história. Voto por Marighella, por Plinio de Arruda Sampaio, por Luis Carlos Prestes, eu voto por Olga Benário, eu voto por Zumbi dos Palmares, eu voto não.”
Solicitação: 
Diante do fato e da constatação de que a conduta relatada é inadmissível à sua condição de parlamentares, como cidadão brasileiro e no uso de meus direitos, represento contra eles, requerendo a apreciação dos fatos e o posterior encaminhamento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para que os infratores sejam punidos na forma da lei.

Nos últimos dias do governo Dilma, a meticulosa destruição do Brasil.


Texto de José Nêumanne no Estadão, analisando os últimos atos do moribundo governo Dilma, que já vai tarde, muito tarde. R.I.P.:


Esta semana começou com a ainda presidente Dilma Rousseff recebendo em palácio três líderes dos chamados movimentos sociais, que prometem mantê-la no poder a qualquer custo. E, para isso, contrariam 61% da população entrevistada pelo DataFolha, 69% dos deputados federais que autorizaram seu impeachment em plenário e 61% dos senadores (talvez isso não seja mera coincidência) que se manifestam diariamente no placar do impeachment, publicado no nosso Estadão.

Um deles foi João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está sendo agraciado com mais de 30 decretos de desapropriação de fazendas dadas como improdutivas pelo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, nomeado há pouco mais de um mês. Neste prazo ele superou o desempenho do antecessor, José Eduardo Cardozo, ao longo de cinco anos. Também foi recebido por ela Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de quem não se ouve um pio reclamando do desemprego avassalador, mas ameaçou em palácio pegar em armas para defender o mandato dela. O terceiro convidado à sede do poder republicano, Guilherme Boulos, lidera o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que levou dúzias de gatos pingados a ruas das grandes cidades brasileiras para protestarem contra a deposição de Dilma na manhã desta quinta-feira de outono. Eles incendiaram pneus fora de uso – mas não o Brasil – e interditaram vias públicas importantes para dar o recado de que não deixarão o vice Michel Temer governar em paz, em tentativa nada velada de tocar fogo no circo.

Ninguém reclamou da ausência de lideranças indígenas, se é que ainda há alguma, na reunião palaciana. Mas ainda esta semana madama anunciará na sede do poder republicano mais decretos demarcando terras para índios. E o fato é que, enquanto berra que impeachment sem crime é golpe, Dilma faz uma investida para favorecer as etnias que habitavam o Brasil antes de Cabral aqui desembarcar. Talvez para acalmar os ímpetos belicosos de Tupã, deus dos trovões e das tempestades, nestes tempos de mar revolto. Uma vez mais superando o investido na Advocacia-Geral da União (AGU), mas que, de fato, desempenha o ofício de causídico pessoal de Sua Majestade Insolente, Eugênio Aragão, nomeado para deter a velocidade alucinante da descoberta de falcatruas pela Operação Lava Jato, encaminhou ao Diário Oficial da União o reconhecimento de quatro terras indígenas que ocupam 56.512 hectares. A demarcação de Sawré Maybu tornará inviável a construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará. Mais um feito para pôr Cardozão nos borzeguins ao leito. Nem Juscelino tinha pensado nessa performance: mais de cinco anos em um mês. Pelo visto, Dilma não quer voltar ao ostracismo sem tomar decisões que a tornarão morubixaba da grande Oca Tupiniquim.

Essa avalanche de medidas absurdas, contudo, seria de menas (sic, apud Lula) monta se a “presidenta” não tivesse adotado duas providências ainda mais nocivas à recuperação econômica do País, por ameaçarem a reconquista da credibilidade no exterior. Ela proibiu que se fizesse a transição de seu governo agônico para o eventual substituto – cada vez menos eventual e cada vez mais substituto –, Michel Temer. E mais: determinou que fossem realizadas obras a toque de caixa para evitar que estas viessem a ser apropriadas de maneira imprópria pelo vice que, segundo ela, virou traidor. Aliás, esta circunstância é mais rotineira do que imagina ela, em sua sesquipedal ignorância da História. Seu criador e padrinho Luiz Inácio Lula da Silva poderia contar com os nove dedos das próprias mãos os feitos que compõem o legado da afilhada: licitações para privatizar os aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis e Salvador; privatizações de portos; e medidas tributárias, como mudanças no Supersimples. Mas se ela continuar contando com a benemerência de seus compreensivos aliados no Senado, Renan Calheiros e Raimundo Lira, poderá ainda, anote aí, instalar o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI). Não se sabe se nesta urgente e muito relevante medida (atenção, é ironia!) – que decerto acompanhará a mudança do currículo de História, no qual se pretende substituir o relato da colonização branca pelos contos do antigo domínio silvícola -, se incluirá a troca da denominação Brasil (de vez que pau-brasil não há mais na costa brasileira) por Pindorama. Seria mais condizente com o paraíso tropical de nossos morenos desnudos. E se a faixa positivista, também em desuso e sem justificativa ideológica, dará vez a algo mais nosso, tal comomandioca sapiens. Ou mosquita marvada.

Sabe-se mesmo é que ela tentará, antes de ser deposta, nomear mais médicos cubanos para atender no interior de Cabrália. E participará da Conferência Conjunta dos Direitos Humanos, na qual poderá denunciar delações seletivas e outras formas de tortura usadas por coxinhas fascistas e golpistas. E, claro, viajará pela maloca inteira inaugurando conjuntos do programa Minha Casa Minha Vida, que poderão ser batizados com nomes de vítimas da colonização coxa branca lusitana, como os caetés que comeram o bispo Sardinha, ou da ditadura militar, caso de Theodomiro Romeiro dos Santos, o condenado à morte que não foi fuzilado pelos milicos. Para demonstrar seu espírito conciliador, talvez fosse recomendável que homenageasse também uma inimiga, Heloísa Helena Magalhães, a Maçã Dourada, condenada à morte pelos estudantes rebelados liderados por José Dirceu, mas nunca enforcada pelos desgovernos socialistas, talvez por falta de lembrança de Lula, Dilma e Zé de Abreu, o astro da Globo que fez da saliva poderosa arma da revolução.

Enquanto essa lista de medidas, do tamanho de um rol de compras em supermercado, que a crise encolheu, será anunciada por Dilma, ela pregará mais uma vez a seus inamovíveis devotos contra Eduardo Cunha e Michel Temer. E lembrará que, ao contrário deles, ela mesma não é nem nunca foi corrupta. Mas quanto a isso há controvérsias. Lionel, que não é Messi, mas Zaclis, mandou-me, por e-mail, a quinta e sexta definições do verbete “corrupto”, impresso na página 848 do Dicionário Houaiss. A quinta definição é:que ou aquele que age desonestamente em benefício próprio ou de outrem, esp. nas instituições públicas, lesando a nação, o patrimônio público etc. O maldoso leitor insinua que a “presidenta” não foi tão honesta quanto afirma ao tomar emprestado, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, R$ 72 bilhões de bancos públicos, e só os repôs 11 meses depois. E também ao alegar que o dinheiro foi para o Bolsa Família, o que foi feito apenas com R$ 1,5 bilhão (ou seja, irrisórios 2%). A sexta é: que ou aquele que age de maneira indefensável. Neste ponto sou obrigado a concordar com o perverso Zaclis: a insistência com que Cardozaço e a própria Dilma a têm defendido não pode ser confundida com argumentação jurídica, mas se trata apenas de chicana pra protelar. E mais: para completar, ou Dilma é corrupta ou Houaiss é ignorante. O amigo leitor não precisa se apressar para responder à pergunta. A minúscula bancada contra o Brasil no Senado ainda conseguirá o beneplácito da dilatação do tempo, cedido pela dupla Lira-Calheiros.

Enquanto isso, contudo, conforme lembra outro leitor, César Souza, teremos de lidar com uma presidente sem votos no Congresso suficientes para governar. Embora ela se tenha dedicado quase exclusivamente a negar que Michel Temer não teve um mísero voto nos dois turnos da eleição de 2014. Como, porém, Dilma teria chegado sequer ao segundo turno sem os votos do PMDB, portanto, do aliado Temer? “Mistério!”, diria Perpétua, a vilã do romance de Jorge Amado Tieta do Agreste, interpretada na telenovela global de Aguinaldo Silva por Joana Fomm. 
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Inimigos da democracia, Lula e Dilma aprofundam a crise no Brasil. Não se trata de política: "é coisa de moleques".


Em editorial, o Estadão faz uma crítica devastadora do comportamento irresponsável de Dilma e Lula, que não hesitam em afundar o país na tentativa de se salvarem:

Na iminência de ser desalojada do Palácio do Planalto, a petista Dilma Rousseff parece disposta a reafirmar, até o último minuto de sua estada no gabinete presidencial, a sesquipedal irresponsabilidade que marcou toda a sua triste trajetória como chefe de governo.
Até aqui, a inconsequência de Dilma podia ser atribuída, com boa vontade, apenas a sua visão apalermada de mundo, que atribui ao Estado o poder infinito de gerar e distribuir riqueza, bastando para isso a vontade “popular”, naturalmente representada pelo lulopetismo. Agora, no entanto, ciente de que não escapará da destituição constitucional, justamente porque violou a Lei de Responsabilidade Fiscal, Dilma resolveu transformar essa irresponsabilidade em arma, com a qual pretende lutar contra o Brasil enquanto ainda dispuser da caneta presidencial.
A presidente prepara um pacote de “bondades”, quase todas eivadas do mesmo espírito populista que tanto mal tem feito ao País. A ideia da petista é obrigar o novo governo, presidido por Michel Temer, a assumir o pesado ônus político de tentar anular algumas dessas decisões, que claramente atentam contra as possibilidades do Orçamento.
Um exemplo é a concessão de um reajuste do Bolsa Família. Articulada pelo chefão petista Luiz Inácio Lula da Silva, a medida deverá ser divulgada por Dilma para celebrar o Dia do Trabalho, amanhã. Não é uma mera “bondade”. Trata-se de uma armadilha para Temer.
O próprio Tesouro avalia que não há nenhuma possibilidade de conceder reajuste para os beneficiários do Bolsa Família sem, com isso, causar ainda mais estragos nas contas públicas. O secretário do Tesouro, Otávio Ladeira de Medeiros, disse que não há “espaço fiscal” – isto é, recursos no Orçamento – para o aumento.
Segundo Medeiros, o Orçamento tem uma margem de R$ 1 bilhão para reajustar o Bolsa Família, mas a extrema penúria das contas da União não permite que se mexa nesse valor enquanto o Congresso não aprovar a nova meta fiscal – o governo quer aval para produzir um déficit de até R$ 96,95 bilhões no ano. Sem essa autorização, e diante da perspectiva de nova queda da receita, a Fazenda reconhece que será necessário fazer um contingenciamento orçamentário ainda maior, o que inviabiliza o reajuste do Bolsa Família.
Essa impossibilidade, aliás, foi prevista pela própria Dilma. Ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, nos últimos dias do ano passado, a petista vetou os reajustes de todos os benefícios do Bolsa Família. A previsão era de um aumento de ao menos 16,6%, correspondente ao IPCA acumulado de maio de 2014 – data do último reajuste do Bolsa Família – a novembro de 2015. Ao justificar o veto, Dilma escreveu que “o reajuste proposto, por não ser compatível com o espaço orçamentário, implicaria necessariamente o desligamento de beneficiários do Bolsa Família”.
Agora, no entanto, Dilma mandou às favas o que havia restado daquela prudência, com o único objetivo de sabotar Michel Temer. Sem ter autorização para mais gastos, o governo terá de fazer novos cortes até o final de maio – quando se espera que o País já esteja sendo governado pelo peemedebista –, e então qualquer liberação de dinheiro adicional para pagar um Bolsa Família reajustado poderia representar o mesmo crime de responsabilidade pelo qual Dilma está sendo acusada.
Atitudes como essa fazem parte de um conjunto de decisões indecentes que Dilma resolveu tomar para travar sua guerra particular contra o País. Sempre sob orientação de Lula, o inventor de postes, Dilma escancarou seu gabinete para os líderes das milícias fantasiadas de “movimentos sociais”, fazendo-lhes todas as vontades e concedendo-lhes benefícios com os quais Temer terá de lidar. Enquanto isso, mandou seus ministros se recusarem a colaborar com os assessores de Temer e reforçou sua campanha internacional para enxovalhar a imagem do Brasil no exterior, caracterizando o País como uma república bananeira. E esse espetáculo grotesco não deve parar por aí.
Eis o tamanho da desfaçatez de Dilma e de Lula. Inimigos da democracia, eles consideram legítimo aprofundar a crise no Brasil se isso contribuir para a aniquilação de seus adversários. Isso não é política. É coisa de moleques.
BLOG ORLANDO TAMBOSI