MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Filho de Lula questionará juíza que ordenou busca, diz advogado


Graciliano Rocha
Folha
O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o empresário Luis Cláudio Lula da Silva, anunciou que ingressará nesta quarta (28) com questionamento contra a decisão da juíza Célia Regina Bernardes, que ordenou as buscas nos escritórios das empresas do filho do ex-presidente Lula.
“O fundamento usado pela juíza para autorizar a medida extrema é precário e inconsistente, apenas repetindo uma especulação do Ministério Público Federal”, anunciou, em nota, o advogado. O questionamento será apresentado junto ao Tribunal Regional Federal, em Brasília.
Martins diz que a ordem de busca carrega “manifestas ilegalidades”.
REPASSES
A magistrada ordenou busca e apreensão de documentos e computadores nas empresas LFT Marketing Esportivo e Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda., ambas pertencentes a Luis Cláudio, por receber repasses de R$ 1,5 milhão da empresa Marcondes e Mautoni (M&M).
A firma de lobby é investigada por suspeita de intermediar a compra de uma Medida Provisória no governo Lula para beneficiar montadoras de carros.
Os advogados de Luis Cláudio Lula da Silva afirmam que o contrato com a M&M deve-se a projetos de marketing esportivo.
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As razões do impeachment


Carlos Chagas
Suponha-se, apenas como exercício de imaginação, que Eduardo Cunha acolha o pedido de impeachment da presidente Dilma e, mais, que a Comissão Especial a ser formada recomende o afastamento da presidente. Acrescente-se a suposição de que o plenário da Câmara acate a medida e que o Senado venha a julgá-la culpada.
Surge a indagação: Madame terá sido posta para fora porque aumentou despesas sem autorização do Congresso, porque pedalou e porque teve suas contas de 2014 rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União?
Nem pensar. Esses poderão vir a ser os argumentos jurídicos para a inusitada iniciativa parlamentar, mas nem de longe significarão o verdadeiro motivo do afastamento da presidente. Funcionarão como a Fiat Elba responsável pela defenestração de Fernando Collor, mas em momento algum a quebra da lei de Responsabilidade Fiscal passará à História como justificativa para a cirurgia.
Exatamente como no caso do atual senador por Alagoas, Dilma terá sido alvejada porque a população não gosta dela. Mais até do que por conta da crise econômica, das demissões em massa, do aumento de impostos e do custo de vida, situa-se o sentimento nacional de rejeição à presidente por ser arrogante, presunçosa, furiosa e julgar-se superior. Por jamais ter estabelecido uma ligação direta com o povão.
RECONHECEU QUE ERROU
Sempre distante, imaginando-se dona das verdades absolutas, só semanas atrás reconheceu que errou. Mesmo assim, no condicional. A imagem que passou ao país, em seus primeiros quatro anos de mandato, foi de alguém desligada do meio social, sem vínculos com o cidadão comum, operário ou patrão.
Pode não ter sido essa a intenção de Dilma, ainda que a versão suplante a realidade. É assim que ela é vista pela imensa maioria, justamente o fator maior responsável por um duvidoso impeachment. Como o Congresso, por maiores vícios e defeitos que possua, jamais posicionou-se contra as tendências da opinião pública, eis a explicação: o brasileiro rejeita quem permanece em patamares até erroneamente tidos como separando governantes e governados. Fica evidente que beijar criancinhas, passear pelas ruas, frequentar campos de futebol, prometer o impossível, distribuir sorrisos, visitar favelas e tomar café na cozinha da dona Maria – tudo isso cheira a demagogia, para presidentes da República. Mas é assim que as coisas funcionam e será por não agir assim que o impeachment acontecerá, se acontecer.

Há 70 anos.em 29 de outubro de 45, caía a ditadura de Vargas


Pedro do Coutto
Uma data histórica, sem dúvida, pouco lembrada através do tempo. Exatamente a 29 de outubro de 1945, as Forças Armadas depunham o presidente Getúlio Vargas, encerrando o ciclo ditatorial aberto em novembro de 37, com a decretação do Estado Novo, e iniciando o processo de redemocratização do país. Vargas, cujo governo tinha sede no Palácio Guanabara, recebeu o ultimato das mãos do general Cordeiro de Farias, que integrara a Força Expedicionária Brasileira nos campos da Itália, segunda guerra mundial.
Teve pouco tempo para retornar a São Borja, Rio Grande do Sul, onde possuía uma fazenda. Deixou alguns objetos pessoais na residência de seu amigo Thiers Grunewald ( Rua Marques de Pinedo), pai do escritor e jornalista José Lino Grunewald, muito amigo meu. No Palácio Guanabara, maio de 38, Vargas teve a vida por um fio quando os integralistas, braço nacional do nazismo de Hitler, invadiram os jardins do Guanabara. Eleito pelo voto direto em 50, Getúlio transferiu a sede do governo para o Palácio do Catete, onde ocorreu o trágico desfecho de 24 de agosto de 54.
Em 45, não havia vice-presidente da República, nem Câmara dos Deputados, nem Senado Federal. Por isso, assumiu a presidência da República o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro José Linhares, hoje nome de rua no Leblon. A legislação eleitoral encontrava-se toscamente implantada – mas implantada -, tanto assim que as eleições presidenciais e para deputados federais e senadores realizaram-se normalmente a 2 de dezembro, portanto, pouco mais de um mês após a queda da ditadura. Desapareceu a censura à imprensa. Aliás, rompida em fevereiro daquele ano, com a entrevista de José Américo de Almeida ao repórter Carlos Lacerda, publicada pelo Correio da Manhã. A partir da vitória dos aliados contra a Alemanha Nazista e a Itália Fascista, a 8 de maio, o regime ditatorial começava a se evaporar. O Japão render-se-ia aos EUA no mês de agosto, quando foram lançadas as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.
ELEIÇÕES GERAIS
Impressiona, à luz de hoje, a rapidez com que as eleições foram realizadas a 2 de dezembro. Não havia a tecnologia que existe atualmente. As cédulas era individuais, de papel, colocadas dentro de envelopes nas urnas. Pela primeira vez, as mulheres votaram no país. O direito de voto à mulher integrava a Constituição de 34, que elegera Vargas indiretamente. Começaria em 38 o acesso. Concorreriam José Américo e Armando Sales de Oliveira. Mas não houve eleição. Vargas desfechou o golpe de estado de 37, fechou o Congresso Nacional, implantou a ditadura que resistirIa até 29 de outubro de 45. Como disse no título, a queda completa agora 70 anos. Mas a ditadura retornaria em 64 e se estenderia até 85. Começou a acabar a partir de 76, na verdade, com a eleição de Jimmy Carter nos EUA. A Casa Branca retirava seu apoio ao sistema militar de poder.
Voltemos a dezembro de 45. Afirmei que a lei eleitoral era rudimentar. Isso mesmo. Para dar um exemplo concreto, Vargas elegeu-se simultaneamente senador pelo Rio Grande do Sul e São Paulo, deputado pelo Distrito Federal, pelo antigo Estado do Rio, por Minas Gerais, além de por São Paulo e Rio Grande do Sul. Escolheu o mandato de senador pela terra gaúcha. Não havia a exigência de domicílio.
Apoiou o general Eurico Dutra, que obteve 55% dos votos contra o brigadeiro Eduardo Gomes que ficou em segundo, 20 pontos atrás. O eleitorado reunia cerca de 7 milhões de votantes, para uma população de 45 milhões de pessoas. A proporção era inferior a 20%. Hoje, votam 66% dos habitantes. Mas esta é outra história. Volto ao assunto depois.

PT lança manifesto em defesa de Lula e do filho Luís Cláudio



Catia Seabra e Reynaldo Turollo Jr.
Folha
A cúpula do PT divulga nesta quinta-feira (29) um documento em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu governo. A redação foi iniciada na terça-feira, um dia depois de a Polícia Federal fazer uma operação de busca e apreensão no escritório de Luis Cláudio Lula da Silva, seu filho. A manifestação servirá de base para a resolução que a sigla aprovará na tarde desta quinta, na reunião do Diretório Nacional, em Brasília.
Segundo petistas ouvidos pela reportagem, o texto expressará a ideia de que a operação contra Luis Cláudio representa um ataque ao ex-presidente que embute uma tentativa de debilitar o PT e a democracia brasileira.
O manifesto insiste na tese de que há uma tentativa de criminalização do partido. E investe no argumento de que as instituições, como Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal, devem seguir ritos, o que não estaria ocorrendo em relação ao PT.
Já a proposta de resolução do Diretório volta a defender mudanças na política econômica da presidente Dilma Rousseff, incluindo sugestões apresentadas pela bancada de deputados do PT. Num outro texto, documento preparatório para as eleições municipais do ano que vem, o comando do PT afirmará que o momento é crítico e requer unidade.
PRECONCEITO E ÓDIO
O presidente do PT paulistano, Emídio de Souza, divulgou nota dizendo que as “longas mãos do preconceito e do ódio” alcançam os filhos do petista. Disse que “a caçada” a Lula começou antes da criação do PT, em 1980, e voltou com “força descomunal nesse tempo de império do ódio”
(reportagem enviada pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)

“Abanar o rabo” era código dos lobistas na compra de MP


Eduardo Militão
Correio Braziliense
Investigadores da força-tarefa da Operação Zelotes apontam que “abanar o rabo” era um dos códigos usados pelos lobistas das montadoras MMC Mitsubishi e Caoa Hyundai para “comprar” a Medida Provisória 471, que estendeu benefícios fiscais para o setor automobilístico. A mensagem é uma resposta do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, para o hoje número 2 do Ministério do Turismo, Alberto Alves, que foi gerente de representação da associação das montadoras (Anfavea).
Segundo a Operação Zelotes, a medida provisória foi “comprada” por meio de dinheiro pago pelas montadoras ao consórcio de escritórios Marcondes & Mautoni, de Mauro Marcondes, e SGR Consultoria, de propriedade de APS. As investigações apontam que R$ 6,4 milhões seriam distribuídos pelos lobistas a “colaboradores” para a aprovação da norma, o que policiais e procuradores do Ministério Público entendem como destinatários de propina.
Em um e-mail de 16 de dezembro de 2009, às 22h17, horas depois de a Câmara aprovar a MP 471, o então dirigente da Anfavea, Alberto Alves, parabeniza APS pelo feito. E pergunta quem será o relator no Senado. “Como ela foi aprovada sem emendas, vai dar para intrujar aquela que vcs fizeram?”, questiona o hoje secretário executivo do Ministério do Turismo, segundo cargo abaixo do ministro da pasta, Henrique Eduardo Alves (PMDB).
APS responde que não. “Para aquela emenda ter entrado era necessário que alguém abanasse o rabo, e ninguém se mexeu”, responde o lobista no dia seguinte, às 19h02. Segundo relatório da PF, era uma referência ao fato de a Caoa Hyundai não ter pago os valores combinados com os lobistas da M&M e da SGR. “Como esta não sinalizou que queria ou pagaria, isto é, como a Caoa não ‘abanou o rabo’, eles não se movimentaram para consegui-la”, diz o relatório da PF.
“DEVER DE OFÍCIO”
A reportagem não localizou advogados de APS, que foi preso anteontem pela PF na quarta fase da Zelotes e está recolhido na Papuda, em Brasília. Alberto Alves disse ao Correio na noite de ontem que só comentaria o caso por meio da assessoria do ministério, que distribuiu uma nota à imprensa. No texto, porém, ele não esclarece qual emenda escrita por APS ele desejava “intrujar” na Medida Provisória nº 471.
“Alberto Alves esclarece que deixou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores — Anfavea — há mais de três anos e, enquanto ocupava a gerência de Relações Institucionais e Governamentais da entidade em Brasília, tinha por dever de ofício acompanhar o debate sobre matérias de interesse do setor automotivo no Congresso Nacional”, disse o secretário executivo em nota. A Anfavea não prestou esclarecimentos ao jornal. Na segunda-feira, a entidade afastou Mauro Marcondes, preso na Zelotes, da tesouraria da associação.

As contradições do Supremo e o rito do impeachment


Jorge Béja
Existem muitas obras intituladas “Conflito de Jurisprudência”, nas quais são narrados os mesmíssimos fatos com decisões completamente opostas. Isso acontece em todos os tribunais. O STF não é exceção. O STF leva o nome de Supremo por ser o guardião e o intérprete da Suprema Carta, que é a Constituição Federal. Mas nem sempre a guarda e a interpreta do melhor modo.
Exemplo: o artigo 226, § 3º da CF diz que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Isto é, o contrato de casamento somente pode ser firmado e celebrado entre o Homem e a Mulher. No entanto, o STF autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E o Conselho Nacional de Justiça expediu ordem, urgente e expressa, a todos os oficiais dos Cartórios do Registro Civil de todo o país para não criar o menor obstáculo a tais registros, sob pena de severa sanção administrativa.
LEI DO IMPEACHMENT
O artigo 14 da chamada Lei do Impeachment (nº 1079/50) diz que qualquer cidadão pode denunciar o Presidente da República (ou ministro de Estado) por crime de responsabilidade, perante a Câmara dos Deputados. O artigo seguinte, o 15, dispõe que “a denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo”. Ante à inexistência de qualquer outro artigo desta referida lei que impeça o recebimento da denúncia por parte do presidente da Câmara dos Deputados, vejo neste artigo 15 a única e exclusiva possibilidade da rejeição da denúncia, qual seja, o fato do denunciado não estar mais no exercício do cargo, dele afastado definitivamente.
Sim, porque a teor do artigo 19 a denúncia é para ser recebida. Nele, o verbo receber não está no condicional, nem está precedido da conjução (condicional) “se”, e sim no particípio passado: “Recebida a denúncia, será lida no expediente da sessão seguinte…”. Não se vê, objetivamente, possibilidade para que a denúncia seja rejeitada pelo presidente da Câmara, salvo se a mesma não estiver acompanhada da documentação e das formalidades que a própria lei estatui: firma reconhecida do denunciante, rol de testemunhas, em número até cinco no mínimo e, logicamente, redação clara e respeitosa. Não prevê a lei que o presidente da Câmara, fora o exame das formalidades extrínsecas e dos pressupostos (apenas processuais) de desenvolvimento válido e regular do processo, faça outro juízo de admissibilidade. Logo, é dever seu receber a denúncia.
CABE RECURSO
À luz do princípio do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, qualquer que seja a decisão do presidente da Câmara, recebendo e até rejeitando a denúncia, cabe recurso. No universo jurídico nacional, democrata e republicano, nenhuma decisão monocrática, judicial, administrativa ou política, é absoluta. Deve ser examinada pelos pares de quem a proferiu. No caso em tela, pelo colégio de deputados, através de recurso de ofício (interposto pela própria autoridade que a assinou) ou por qualquer dos membros do colegiado.
No caso Dilma-Cunha, dois ministros do STF expediram liminares para proibir, caso Eduardo Cunha não aceite denúncia contra Dilma, a interposição de recurso para o plenário da Casa, da parte de qualquer deputado. Isso não deixou o Cunha de mãos atadas. Elas estão livres para receber a denúncia e dar início ao processo de impedimento contra Dilma. Mas se o Cunha rejeitar a denúncia, mormente esta última de Bicudo, Reale Júnior e Janaína Paschoal, cuja assessoria jurídica de Eduardo Cunha já considerou “peça formalmente perfeita, sem defeito que justifique a recusa de seu recebimento”? O que fazer? Interpor recurso para o plenário não pode, pois o STF proibiu.
É uma situação inesperada e inédita, essa intromissão do STF na Câmara dos Deputados. E intromissão teratológica, porque é sempre salutar a adoção de recursos.
Já disse aqui, em artigo na Tribuna da Internet, que o Eduardo Cunha vai receber a denúncia de Bicudo, Reale Júnior e Janaína. Caso não receba, me atrevo a lançar agora o desafio da propositura de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra a rejeição da denúncia, a fim de que o STF declare incompatível com a Constituição o ato legislativo que Eduardo Cunha venha assinar negando seguimento (recusando) a abertura de processo de impedimento contra Dilma.

Filho de Lula foi intimado pelos federais na terça-feira


Os policiais chegaram às 23h para entregar a intimação
Deu na Folha
A Polícia Federal bateu às portas do apartamento de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente da República, às 23h de terça-feira (27) para intimá-lo a depor nesta quinta no inquérito que apura irregularidades na Operação Zelotes. O episódio, mantido até agora em segredo, enfureceu o entorno do ex-presidente.
Luis Claudio tinha acabado de sair da festa de aniversário do pai com a mulher, Fátima, que está grávida de seis meses. Na celebração estava também a presidente Dilma Rousseff.
Pouco depois de chegar em seu apartamento, nos Jardins, o porteiro do prédio em que mora interfonou avisando que agentes da PF estavam no térreo e o esperavam para fazer a intimação. Ele buscou orientação de advogados e desceu para assinar o documento
O advogado de Luis Cláudio, Cristiano Martins, confirma o episódio. “Na minha opinião, infelizmente é mais um excesso que se verifica neste caso”, diz ele. “Uma intimação neste horário só poderia ser feita com autorização judicial expressa.” O advogado foi à polícia, narrou ocorrido e pediu cópia integral do inquérito, afirmando precisar de mais tempo para que o cliente possa fazer um depoimento formal.
RELAÇÕES TENSAS
O fato tem tudo para piorar ainda mais a relação entre Lula e Dilma. A família do petista está chateada com ela por acreditar que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se mobiliza para evitar abusos da PF em relação a ele e a seus filhos.
Para integrantes do PT, a polícia fez uma ação proposital depois ser criticada pela conduta que adota na operação que também investiga Luis Cláudio.

Ato ilegal de Cunha o transforma em “ditador” do impeachment


Cunha não tem poderes para revogar questão de ordem
Carlos Newton
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um dos políticos mais audaciosos de todos os tempos. Comporta-se de forma autoritária e toma decisões que não lhe cabem nem são de sua alçada. Nesta quinta-feira, por exemplo, o presidente da Câmara simplesmente revogou a questão de ordem sobre o rito do processo de impeachment, que está suspenso por três liminares concedidas a deputados governistas pelos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber.
NÃO HÁ MAIS RECURSOS
Com esta decisão, Cunha tenta se transformar numa espécie de dono do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na prática, o que ele fez foi aceitar publicamente que não mais poderá haver recurso ao plenário caso sua decisão seja o arquivamento dos pedidos de impeachment.
Ou seja, aproveitou a existência das liminares para se fortalecer como presidente da Câmara e se transformar no único juiz dos pedidos de impeachment, implantando uma espécie de ditadura branca na Câmara, cujo Regimento Interno não admite decisões monocráticas de quem estiver ocupando a presidência da Mesa. Pelo contrário, o Regimento prevê exatamente o contrário, ao estabelecer que, mediante questão de ordem, sempre cabe recurso ao plenário contra qualquer ato do presidente.
CONFIRA O REGIMENTO
O fato – inegável, incontestável e irrefutável – é que, nas atividades do Congresso, o plenário é sempre soberano. Isso vem de longe, lá da Antiga Grécia. O Regimento da Câmara, é claro, tomou o cuidado de preservar este princípio basilar da democracia, para evitar que o presidente da Mesa possa se transformar em ditador e trabalhar contra os interesses nacionais.
Esse enquadramento do presidente da Câmara começa no art. 95 do Regimento, que determina: ”Considera-se questão de ordem toda dúvida sobre a interpretação deste Regimento, na sua prática exclusiva ou relacionada com a Constituição Federal”.
E o parágrafo 8º complementa a soberania do plenário: O Deputado, em qualquer caso, poderá recorrer da decisão da Presidência para o Plenário, sem efeito suspensivo, ouvindo-se a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que terá o prazo máximo de três sessões para se pronunciar. Publicado o parecer da Comissão, o recurso será submetido na sessão seguinte ao Plenário”.
Ou seja, na Câmara, cabe recurso ao plenário de qualquer decisão do presidente, desde a questão mais simples até a mais complexa, que é o impeachment de presidente da República.
CUNHA EXTRAPOLOU
Ao determinar a revogação da questão de ordem, Cunha extrapolou sua competência e seus direitos como presidente da Câmara. Questão de ordem não é medida que possa ser revogável. Pelo contrário, tem de ser respondida na forma do Regimento, respeitando-se subsidiariamente o Código Civil, o Código de Processo Civil e a Constituição.
Portanto, ao revogar a questão de ordem, ele cometeu um erro gravíssimo, deu um tiro no próprio pé, subverteu a ordem democrática, rasgou o Regimento Interno e mostrou que não tem mais condições de permanecer na presidência da Câmara.
É claro que cabe recurso ao Supremo contra essa decisão de Cunha, que agora realmente tomou uma decisão flagrantemente inconstitucional, para tumultuar de forma deliberada o rito do impeachment e ficar na posição estratégica de juiz supremo do possível afastamento da presidente Dilma Rousseff, usando esta falsa prerrogativa como moeda de barganha para não perder o cargo nem o mandato, vejam quanta desfaçatez.
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Filho de Lula mora de graça num apartamento nos Jardins


Luís Cláudio mora de graça em imóvel de um amigo de Lula
Bela Megale e Graciliano Rocha
Folha
Empresário de marketing esportivo com contratos milionários, Luis Cláudio Lula da Silva mora, sem pagar aluguel, em um apartamento nos Jardins, em São Paulo, que pertence a amigos de seu pai, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luis Cláudio é dono das empresas LFT Marketing Esportivo e Touchdown – alvos de busca e apreensão da Polícia Federal na segunda-feira, dia 28.
Ele e a mulher, Fatima Cassaro, vivem há três anos em um apartamento de 158 m², na alameda Jaú, nos Jardins, que pertence à Mito Participações Ltda, empresa que tem como cotistas a esposa e as filhas do advogado Roberto Teixeira – amigo do ex-presidente e padrinho de batismo de Luis Cláudio.
Construído nos anos 1970, o edifício Cristal não tem salão de festas, piscina ou academia e cada morador conta com uma vaga na garagem.
O apartamento do 6º andar tem três quartos e uma sala ampla (45 m²). Por causa da localização privilegiada, imóveis idênticos no mesmo prédio foram vendidos recentemente por R$ 1,2 milhão.
ALUGUEL DE R$ 5 MIL
Segundo moradores, o aluguel gira em torno de R$ 5 mil mensais. Cristiano Martins, advogado de Luis Cláudio e genro de Teixeira, disse à Folha que o filho de Lula tem um “acordo verbal” com as donas do local para que não pague aluguel e apenas se encarregue das despesas do imóvel.
O compadre de Lula esteve envolvido em histórias controversas. Teixeira era o dono da casa em São Bernardo na qual o ex-presidente morou também sem pagar aluguel por quase oito anos. Em 1997, ele foi citado em um esquema de desvio de recursos de prefeituras do PT.
Em 2006, quando era advogado da VarigLog, Teixeira foi suspeito de usar a amizade com o então presidente para intermediar a venda da Varig à Gol -um negócio que precisava do aval do governo. Teixeira nega as acusações.
OFFSHORE NAS BAHAMAS
Pelos registros de cartório, a Mito Participações comprou o apartamento que empresta ao filho de Lula, em dezembro de 2011, por R$ 500 mil.
O dono anterior era a Peabody Trade, offshore sediada nas Bahamas, paraíso fiscal no Caribe. Procurador da Peabody no país, o empresário uruguaio André Neumann disse que vendeu o imóvel a preços de mercado. Afirmou que o apartamento foi adquirido por uma empresa e disse que não conhecia os futuros donos do imóvel.
Já Martins diz que o empresário é “conhecido” da família de Teixeira, mas fala que a aquisição do imóvel de Neumann foi “coincidência”. Segundo ele, quem intermediou a transação foi uma corretora de imóveis.
Neumann é marido de Maria Beatriz Braga, empresária chamada de “rainha da catraca”, dona empresas de ônibus em São Bernardo do Campo.
Além do transporte público, a família dela detém contratos com a prefeitura de Luiz Marinho (PT) por meio de uma construtora.
(reportagem enviada pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)

Por onde passou, Lula deixou rastros de destruição, afirma historiador que estudou a vida do ex-presidente


O estudioso em questão é Marco Antônio Villa, historiador e estudioso que contou o resultado de seus estudos sobre a vida do ex-presidente em artido publicado no jornal O GLOBO.
No texto, o historiador acusa Lula de ser autoritário, centralizador e egocêntrico, além de afirmar que Lula transformou o PT em “instrumento de sua vontade pessoal”, fato que já havia sido falado por Hélio Bicudo, em vídeo que circula na internet, além de entrevistas televisivas.
Confira o artigo:
O silêncio de Lula

Ao escolher candidatos sem consulta à direção partidária, ele transformou o PT em instrumento de vontade pessoal.
Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais.
Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las.
Lula, com seu estilo peculiar de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria.
No Partido dos Trabalhadores — e que para os padrões partidários brasileiros já tem uma longa existência —, após três decênios, não há nenhum quadro que possa se transformar em referência para os petistas. Todos aqueles que se opuseram ao domínio lulista acabaram tendo de sair do partido ou se sujeitaram a meros estafetas.
Lula humilhou diversas lideranças históricas do PT. Quando iniciou o processo de escolher candidatos sem nenhuma consulta à direção partidária, os chamados “postes”, transformou o partido em instrumento da sua vontade pessoal, imperial, absolutista. Não era um meio de renovar lideranças. Não. Era uma estratégia de impedir que outras lideranças pudessem ter vida própria, o que, para ele, era inadmissível.
Os “postes” foram um fracasso administrativo. Como não lembrar Fernando Haddad, o “prefeito suvinil”, aquele que descobriu uma nova forma de solucionar os graves problemas de mobilidade urbana: basta pintar o asfalto que tudo estará magicamente resolvido. Sem talento, disposição para o trabalho e conhecimento da função, o prefeito já é um dos piores da história da cidade, rivalizando em impopularidade com o finado Celso Pitta.
Mas o símbolo maior do fracasso dos “postes” é a presidente Dilma Rousseff. Seu quadriênio presidencial está entre os piores da nossa história. Não deixou marca positiva em nenhum setor. Paralisou o país. Desmoralizou ainda mais a gestão pública com ministros indicados por partidos da base congressual — e aceitos por ela —, muitos deles acusados de graves irregularidades. Não conseguiu dar viabilidade a nenhum programa governamental e desacelerou o crescimento econômico por absoluta incompetência gerencial.
Lula poderia ter reconhecido o erro da indicação de Dilma e lançado à sucessão um novo quadro petista. Mas quem? Qual líder partidário de destacou nos últimos 12 anos? Qual ministro fez uma administração que pudesse servir de referência? Sem Dilma só havia uma opção: ele próprio. Contudo, impedir a presidente de ser novamente candidata seria admitir que a “sua” escolha tinha sido equivocada. E o oráculo de São Bernardo do Campo não erra.
A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento.
Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.
Na campanha presidencial de 2010, com todos os seus equívocos, 44% dos eleitores sufragaram, no segundo turno, o candidato oposicionista. Havia possibilidade de vencer mas a opção foi pela zona de conforto, trocando o Palácio do Planalto pelo controle de alguns governos estaduais.
Se em 2010 Lula teve um papel central na eleição de Dilma, agora o que assistimos é uma discreta participação, silenciosa, evitando exposição pública, contato com os jornalistas e — principalmente — associar sua figura à da presidente. Espertamente identificou a possibilidade de uma derrota e não deseja ser responsabilizado. Mais ainda: em caso de fracasso, a culpa deve ser atribuída a Dilma e, especialmente, à sua equipe econômica.
Lula já começa a preparar o novo figurino: o do criador que, apesar de todos os esforços, não conseguiu orientar devidamente a criatura, resistente aos seus conselhos. A derrota de Lula será atribuída a Dilma, que, obedientemente, aceitará a fúria do seu criador. Afinal, se não fosse ele, que papel ela teria na política brasileira?
O PT caminha para a derrota. Mais ainda: caminha para o ocaso. Não conseguirá sobreviver sem estar no aparelho de Estado. Foram 12 anos se locupletando. A derrota petista — e, mais ainda, a derrota de Lula — poderá permitir que o país retome seu rumo. E no futuro os historiadores vão ter muito trabalho para explicar um fato sem paralelo na nossa história: como o Brasil se submeteu durante tantos anos à vontade pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva.(Marco Antonio Villa é historiador)

Juíza determina que Dilma entregue documentos de MP´s para investigação que envolve filho de Lula


Eis que surge uma Sergio Moro versão feminina, o nome dela é Célia Regina Ody Bernardes, Juíza que determinou ao governo federal a entrega de documentos referentes às Medidas provisórias 471/2009 e 627/2013, suspeitas de serem fruto de negociação com lobista para beneficiar montadoras de veículos.
A exigência foi direcionada à Dilma Rousseff, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. O mesmo também foi requisitado dos ministros da Fazenda, Casa Civil, Desenvolvimento, Industria e Comercio e Ciência e Tecnologia. A Operação Zelotes investiga suposto esquema de compra de normas editadas e aprovadas nos governos Lula e Dilma.
A empresa de um dos filhos de Lula é suspeita de ter sido beneficiada pelo esquema.

Em documento oficial, PMDB joga a crise no colo do PT. Mas vai continuar pilhando o país.


O PMDB queixa-se de não ter poder de decisão. Não tem porque troca o decidir pelo pilhar o país em ministérios importantes. A principal política do PMDB é roubar. Vejam quantos envolvidos no Petrolão e quantos líderes têm ações correndo no STF. O PMDB é um câncer na política nacional, sem exceções.
(Folha) O programa de governo que o PMDB apresentará no encontro da fundação do partido faz o mais duro ataque recente ao PT, culpa a "equivocada" política econômica de Dilma Rousseff por "todos problemas e dificuldades atuais" e sustenta que, ao contrário do que prega o Planalto, a crise "tem, sim, raízes ou causas internas". 
O documento ao qual a Folha teve acesso é uma versão preliminar e ampliada, portanto sujeita a alterações, da peça que começa a ser discutida entre dirigentes do partido nesta quinta-feira (29). O manifesto será apresentado num congresso da Fundação Ulysses Guimarães, centro de estudos vinculado ao partido, em 17 de novembro. 
O programa, no entanto, passou pelas mãos dos principais caciques peemedebistas. Contou também com a participação de economistas ligados ao partido, como Delfim Netto –um dos principais conselheiros do vice-presidente Michel Temer na área econômica. 
Para o PMDB, o governo Dilma –do qual também faz parte– partiu de um "diagnóstico errado" na área econômica. "Não se compreendeu que a responsabilidade fiscal, embora condição necessária à estabilidade da economia, não se afigura motor do desenvolvimento econômico." Além de atacar o "equivocado diagnóstico" de que a deterioração da economia se deve ao quadro internacional, o partido diz que o ajuste fiscal, "por si só", não permitirá a criação das condições necessárias para que o país "deslanche para uma nova fase de crescimento e desenvolvimento duradouro e sustentado". "Nesse contexto, portanto, é que se percebe quão equivocada foi a política econômica governamental." 
Aliado do PT desde o primeiro mandato de Lula, o PMDB diz que o partido de Dilma trava uma "luta política fratricida" e busca sempre a diminuição de seu papel e de sua importância. "Em função disso, é preciso que o PMDB passe a trilhar caminhos próprios, apartando-se, com elegância, do PT. O partido não pode estar atrelado aos insucessos do governo, ocasionados por decisões que, além de não terem sido suas, foram equivocadas." 
Em um momento de autocrítica, a sigla diz que não tem "bandeira, discurso e identidade exclusivamente próprios" e, por isso, tira "pouco proveito" de ter o maior número de vereadores, deputados estaduais, prefeitos, governadores e senadores. Com os seus principais quadros investigados na Lava Jato, o partido não faz menção à operação. Defende apenas uma revisão da legislação sobre corrupção. 
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Filho de peixe, peixinho é.


 
"Tem tubarão e vão atrás de peixinho?", diz Rui Falcão sobre filho de Lula

O peixinho do Lula tem empresas com ganhos milionários, que vendem patrocínios onde as marcas não aparecem, em categorias esportivas sem nenhuma visibilidade na mídia. O nome disso não é patrocínio, é dinheiro que paga qualquer outra coisa: tráfico de influência, por exemplo.

O peixinho do Lula também mora nos Jardins, São Paulo, num apartamento espetacular, onde não paga aluguel, pois o imóvel é do padrinho que, anos atrás, ganhou muito dinheiro com o apoio de Lula que, aliás, repetindo o seu filho peixinho, também morou de graça na casa do compadre. Isto não parece mais do que amizade? Não está mais para laranjite ou testaferrite?
O apartamento onde o peixinho mora de graça foi comprado pelo compadre de Lula de um uruguaio que tem uma offshore nas Bahamas (claro que não poderia ser uma empresa brasileira em Barueri) por R$ 500 mil, quando vale o triplo disso. E quem é este uruguaio? É casado com Maria Beatriz Vargas, a "rainha da catraca" de São Bernardo do Campo, que além de transporte também possui negócios com a prefeitura petista, comandada por Luiz Marinho, o amigão do Lula.
Como podemos ver, em torno do peixinho de Lula circula um cardume de tubarões, sempre com  as mesmas histórias , que se repetem e que envolvem dinheiro desviado dos cofres públicos. O peixinho de Lula recebeu R$ 2,4 milhões para patrocínio esportivo de eventos que nunca aconteceram. O que aconteceu em troca da grana, segundo documentos publicados pelo MPF e pela Imprensa, foi a criação de uma MP que rendeu centenas de milhões aos patrocinadores do peixinho do Lula. A gente fica pensando: se um peixinho do Lula tem esta força, não surpreende as acusações de tráfico de influência do Papai Tubarão. 
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PF dá uma lição em Lula e no PT.


 
(Folha) A Polícia Federal bateu às portas do apartamento de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente da República, às 23h de terça-feira (27) para intimá-lo a depor nesta quinta no inquérito que apura irregularidades na Operação Zelotes. O episódio, mantido até agora em segredo, enfureceu o entorno do ex-presidente. 
Luis Claudio tinha acabado de sair da festa de aniversário do pai com a mulher, Fátima, que está grávida de seis meses. Na celebração estava também a presidente Dilma Rousseff. Pouco depois de chegar em seu apartamento, nos Jardins, o porteiro do prédio em que mora interfonou avisando que agentes da PF estavam no térreo e o esperavam para fazer a intimação. Ele buscou orientação de advogados e desceu para assinar o document.
O advogado de Luis Cláudio, Cristiano Martins, confirma o episódio. "Na minha opinião, infelizmente é mais um excesso que se verifica neste caso", diz ele. "Uma intimação neste horário só poderia ser feita com autorização judicial expressa." O advogado foi à polícia, narrou ocorrido e pediu cópia integral do inquérito, afirmando precisar de mais tempo para que o cliente possa fazer um depoimento formal. 
O fato tem tudo para piorar ainda mais a relação entre Lula e Dilma. A família do petista está chateada com ela por acreditar que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se mobiliza para evitar abusos da PF em relação a ele e a seus filhos. Para integrantes do PT, a polícia fez uma ação proposital depois ser criticada pela conduta que adota na operação que também investiga Luis Cláudio.
BLOG DO CORONEL

Indígena russa usa vestimenta com pedras e pele e encanta nos JMPI


Segundo Saina, traje é feito com pedras e pele de raposa.
Uso de peles é comum na região, por causa do frio, diz sociólogo.

Gabriela Lago Do G1 TO
Roupa usada por Saína na abertura do evento encantou visitantes (Foto:  Roberto Castro/ME)Roupa usada por Saína na abertura do evento encantou visitantes (Foto: Roberto Castro/ME)
A única representante da Rússia na 1ª edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JPMI) está encantando os visitantes do evento pela forma de se vestir. Saina, de 44 anos, é da região de Yakutia, na Sibéria Ocidental. Ela ganhou atenção ao se apresentar na abertura dos Jogos com uma roupa feita com pedras e pele do rabo de raposa. "Fiquei surpresa com a reação das pessoas ao me verem", disse. De acordo com sociólogo, uso de peles é comum na região, por causa do frio.
Na Rússia, Saina tem uma carreira como cantora e conta que tem muitos fãs. Segundo a ela, a roupa usada por ela na abertura não é típica do seu povo e foi feita por uma costureira que admira sua carreira. "Ela apreciava o meu trabalho e disse que ia fazer uma roupa para mim. Eu expliquei que era tímida e que não poderia usar algo tão chamativo, mas ela disse que eu era uma artista e que precisava de algo que se destacasse."
Russa encanta especatadores pela forma de se vestir (Foto: Roberto Castro/ME)Russa encanta especatadores pela forma de se
vestir (Foto: Roberto Castro/ME)
Segundo Saina, a pele do rabo de raposa que compõe a roupa foi dado a ela de presente por um líder de uma aldeia por onde a artísta passou.
De acordo com o sociólogo, Antônio Pedroso, o uso de peles na região é comum, por causa das baixas temperaturas. "Faz parte do costume indígena caçar animais. A relação que eles têm com o meio ambiente não causa desiquilíbrio ecológico, não é predatória. Para a cultura não indígena, pode parecer cruel, matar animais para tirar a pele. Mas não podemos julgar outra cultura usando os valores da nossa. Vale lembrar que primeiro devastamos, depredamos e só depois instituímos que precisávamos cuidar do meio ambiente."
No dia da apresentação, antes de entrar na arena, a indígena ficou aguardando em uma sala com ar-condicionado. "Eu não sabia que fazia tanto calor antes de chegar aqui. Na Rússia, temos um verão bem curto, onde o sol aparece durante 24h [fenômeno conhecido como sol da meia-noite]. No inverno chega a fazer -56 graus."
Mas não foi só a roupa usada na abertura dos JMPI que chamou atenção dos visitantes do evento. A vestimenta tradicional também se destaca e está relacionada aos desejos do povo. "A roupa é feita a mão, pelas pessoas da própria etnia. A pintura e os desenhos fazem referência a nossa proteção. A cada ponto dado com a agulha, fazemos um desejo, como por exemplo, pedir pelos amigos", explicou.
Saina não veio ao evento para participar das competições, mas tem se destacado pelo talento artístico. "Eu toco piano, guitarra, sou coach vocal e faço workshops de aula de canto."
Durante as apresentações, ela tocou um instrumento tradicional, chamado Komus. O som produzido por ele lembra a música eletrônica. (Veja vídeo)
De acordo com a artista, o talento dela angaria muitos admiradores. "Vir para o Brasil era muito caro. Consegui o dinheiro com a ajuda das pessoas que gostam do meu trabalho". Além de novos fãs, Saina espera levar do Brasil, amigos. "Por onde passo, levo comigo todas as pessoas."
Roupa tradicional está realacionada ao pedido de desejos (Foto: Rafael Felipe)Roupa tradicional está relacionada ao pedido de desejos (Foto: Divulgação/Rafael Felipe)
Roupa de Saína foi feita por uma costureira que a admira (Foto: Roberto Castro/ME)Roupa de Saina foi feita por uma costureira que admira o trabalho dela (Foto: Roberto Castro/ME)
Durante as apresentações, Saína toca um instumento tradicional, chamado Komus (Foto: Francisco Medeiros/ME)Durante as apresentações, Saina toca um instumento tradicional chamado Komus (Foto: Francisco Medeiros/ME)

Sergipanos revelam o que cortaram para enfrentar a crise


Maioria cortou gastos para economizar e aliviar o bolso.
‘Parei de viajar de avião’, diz professor.

Do G1 SE Tássio Andrade
A atual crise econômica e política em que vive o Brasil tem limitado o consumo de boa parte da população. O G1 foi até as ruas do Centro de Aracaju para saber o que as pessoas deixaram de fazer por causa dessa fase de instabilidade economica.
Paulo Ricardo é professor (Foto: Tássio Andrade/G1)Paulo Ricardo é professor (Foto: Tássio Andrade/G1)
O professor Paulo Ricardo diz que parou de realizar viagens turísticas. “As passagens aéreas subiram muito e a gente tem que reduzir, pois existe uma crise que reflete no nosso bolso”.
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Aline Ferreira reduziu as compras no cartão  (Foto: Tássio Andrade/G1)Aline Ferreira reduziu as compras no cartão de crédito (Foto: Tássio Andrade/G1)
A estudante Aline Ferreira sentiu o peso da crise no cartão de crédito e vai maneirar nas compras. “Agora é preciso dar uma economizada, vou controlar os gastos e nada de extrapolar nas compras de fim de ano”.  
Lorena Rodrigues reduziu a presença dela nas baladas  (Foto: Tássio Andrade/G1)Lorena Rodrigues reduziu a presença dela nas baladas (Foto: Tássio Andrade/G1)
Lorena Rodrigues diminuiu a presença nas baladas e reclama que está caro frequentar as festas. “O dinheiro realmente está bem curto, é preciso escolher a balada ou pagar as contas, prefiro pagar as contas para não ficar com dívidas”.
Caroline Andrade e Camila Menezes (Foto: Tássio Andrade/G1)Caroline Andrade e Camila Menezes (Foto: Tássio Andrade/G1)
As amigas Caroline e Camila também sentem no bolso o momento de crise. Carolina reduziu o número de saídas à noite, ela reclama do preço das bebidas e alimentos. “Um drink básico não sai menos de R$ 8, muito caro. Eu resolvi enxugar o orçamento e reduzir o número de saídas, principalmente no período da noite”.
“Eu parei de comprar de maneira geral, não quero nenhum tipo de dívida. Adorava comprar roupa, sapatos, relógios, mas, agora eu nem sei mais o que é isso. Como não sei se vai melhorar ou piorar a crise, é preciso ser precavida”, conta Camila Menezes.
Taislane Santos e as amigas pararam de lanchar na faculdade  (Foto: Tássio Andrade/G1)Taislane Santos e as amigas pararam de lanchar na faculdade (Foto: Tássio Andrade/G1)
Taislane e as amigas cortaram o lanche na faculdade para economizar. “Não moro em Aracaju, sou do interior. Eu e minhas amigas paramos de lanchar na faculdade. Essa foi a forma que encontramos de economizar um pouco. Quando tenho tempo, pego e trago o lanche de casa. Estou economizando bastante com isso”, explica a estudante Taislane Santos Silava.

Sem acordo com o governo de RR, indígenas fecham mais uma estrada


Indígenas fecharam a RR-203, em Amajari; bloqueio na BR-174 continua.
Governadora esteve reunida com os indígenas, porém não houve acordo.

Valéria Oliveira Do G1 RR
Professores e lideranças indígenas protestam em Amajari (Foto: Arquivo pessoal)Professores e lideranças indígenas protestam em Amajari (Foto: Arquivo pessoal)
Professores e líderes indígenas fecharam mais uma estrada em Roraima nesta quinta-feira (29). O novo bloqueio ocorre na RR-203, no município de Amajari, e impede a passagem de veículos que seguem para a Vila Brasil e Tepequém, um dos principais pontos turísticos do estado. Há três dias, cerca de 150 índios fecharam a BR-174, sentido Norte, e autorizam apenas a passagem de veículos de urgência e emergência.
Protesto na BR-174, sentido Norte (Foto: Arquivo pessoal)Manifestantes se concentram na BR-174, sentido
Norte (Foto: Arquivo pessoal)
De acordo com a Polícia Militar, o bloqueio da RR-203 ocorre próximo à Comunidade da Mangueira.
Nos dois protestos, os indígenas cobram do governo o cumprimento de um acordo feito durante a greve e reformulações na Lei nº 892, que trata do plano de cargos e salários dos docentes.
Conforme um policial militar, a governadora esteve na manhã desta quinta-feira no 'Malocão Makunaima', local onde estão concentrados os manifestantes da BR-174, porém, não houve acordo e os indígenas devem continuar com o bloqueio. "Eles só estão abrindo a passagem das 6h às 8h. No protesto na estrada do Tepequém, deve ocorrer o mesmo", citou.
Taxistas encerram protesto
Os taxistas que haviam bloqueado a BR-174, próximo ao Anel Viário, na zona Rural de Boa Vista, decidiram encerrar o protesto após a falta de acordo entre os indígenas e a governadora do estado, Suely Campos (PP).
O grupo, que atua em rotas intermunicipais, tinha fechado a rodovia em protesto contra a manifestação dos professores e líderes indígenas no km 677 no município de Pacaraima. De acordo com o presidente da Cooperativa de Transporte (Cootap), Antônio dos Santos, o protesto se encerrou para que o estado não tenha mais prejuízos.
"Quando a governadora voltou do encontro com os indígenas e falou que eles estão irredutíveis, nossa categoria decidiu encerrar para evitar mais perdas para os companheiros e para o estado. Vamos trabalhar dentro das duas horas que eles liberam diariamente a BR", disse.
O presidente disse ainda que os taxistas devem sair mais cedo de Boa Vista para Pacaraima para tentar atender os passageiros. "Teremos que sair daqui por volta das 4h. Então, as pessoas que quiserem viajar terão de ligar com atencedência, um  dia antes, se possível", alertou.
Governo não se pronunciou
O G1 solicitou informações sobre como foi a reunião da governadora com os indígenas, mas, até a publicação desta matéria, o governo não se pronunciou sobre o assunto.

Feira da Indústria e Comércio de Cacoal, RO, reúne 70 empresas


Evento começou na noite desta terça-feira (27) e segue até quinta (29).
Organizadores esperam que cerca de 50 mil pessoas passem pelo local.

Magda Oliveira Do G1 RO
Feira reúne estandes de 70 empresas, diz organização (Foto: Magda Oliveira/ G1)Feira reúne estandes de 70 empresas, diz
organização (Foto: Magda Oliveira/ G1)
Com a exposição de 70 empresas de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, iniciou na noite desta terça-feira (27) a 3ª edição da Feira de Indústria e Comércio de Cacoal (Ficc). No local de realização do evento foram montados estandes e palcos para receber os visitantes. O objetivo da feira é mostrar o potencial de produção do município e também negócios.
De acordo com o presidente da Associação Comercial de Cacoal (Acic), Elcirone Deiró, a expectativa é grande em relação ao evento. "Nós queremos convidar a população de Cacoal para conhecerem os nossos produtos. Cacoal irá mostrar o que tem de potencialidade, pois somos um município referência na gastronomia", destacou.
Durante as três noites de feira, os estandes estarão abertos para a visitação do público de forma gratuita. Além da exposição, também terá desfiles de moda com modelos de renome nacional, palestras e oficinas. A expectativa é que 50 mil pessoas passem pela feira nos três dias de evento.
A Ficc é realizada na casa de eventos Millenium e segue até a quinta-feira (29).

Professora potiguar com Down recebe prêmio nacional de educação


Débora Seabra recebeu o Prêmio Darcy Ribeiro em Brasília.
Ela foi considerada exemplo no desenvolvimento de ações educativas no país.

Do G1 RN
Débora Seabra nasceu em Natal e tem 32 anos (Foto: Divulgação)Débora Seabra nasceu em Natal e é a primeira a
professora com síndrome de Down do país
(Foto: Divulgação)
A potiguar Débora Seabra, primeira professora com síndrome de Down do país, foi homenageada com o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2015 em Brasília. O prêmio é promovido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que elege todos os anos três pessoas – físicas ou jurídicas – consideradas exemplos no desenvolvimento de ações educativas no país.
A entrega da homenagem aconteceu na última terça-feira (27). "Eu amo o que eu faço. Amo meus alunos, amo o meu trabalho e também eu gosto muito da minha equipe de trabalho. É importante também para incluir muitas pessoas como eu", disse Débora.

Ela é professora há mais de 10 anos e faz palestras no Brasil e em outros países, como Argentina e Portugal, sobre o combate ao preconceito. Hoje ela trabalha como professora assistente na Escola Doméstica, um colégio particular de Natal. Quando mais nova, Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.
Em 2013, ela lançou o seu primeiro livro, chamado “Débora conta histórias”. A obra traz várias fábulas infantis que se passam na fazenda e têm animais como protagonistas. Embora sejam animais, eles precisam lidar o tempo todo com problemas humanos, especialmente o preconceito e rejeição por serem diferentes.
O nome de Débora foi indicado a concorrer ao prêmio pelo deputado federal Rafael Motta (PROS). “Ela é um orgulho para todos os potiguares e essa é uma justa homenagem por sua competente atuação no setor educacional do Rio Grande do Norte”, contou o deputado. Ao escolher os homenageados, a Comissão de Educação levou em consideração critérios como originalidade ou caráter exemplar das ações educativas desenvolvidas pelos indicados ao prêmio.

Famílias de ocupações de João Pessoa realizam protesto por moradia


Manifestação aconteceu na frente da Secretaria de Habitação Social.
Famílias reivindicam direito a moradia e diálogo com prefeitura.

Do G1 PB
Cancelamento de reunião seria o motivo do protesto desta quinta-feira (Foto: Walter Paparazzo/G1)Cancelamento de reunião seria o motivo do protesto desta quinta-feira (Foto: Walter Paparazzo/G1) 
Moradores de três ocupações de João Pessoa realizaram uma manifestação na frente da Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab), no bairro de Jaguaribe, na manhã desta quinta-feira (29). De acordo com a organizadora da manifestação, Thaise Martins, as famílias reivindicam o direito à moradia e um melhor diálogo com a prefeitura.

Segundo Thaise, a manifestação começou após uma reunião, marcada para a manhã desta quinta-feira, ter sido cancelada. “A reunião de hoje era para fechar os cadastros das famílias para o programa 'Minha Casa, Minha Vida', mas foi cancelada sem a gente ser avisado. Hoje tem três comunidades aqui, queremos um diálogo com a prefeitura, que toda vez tem sido postergado”, diz.
As famílias, moradoras das ocupações Tijolinho Vermelho, no Centro, Capadócia, no Treze de Maio, e Terra Nova, no Alto do Céu, interditaram a rua Engenheiro Leonardo Arcoverde por volta das 9h (horário local), mas segundo a via foi liberada minutos depois pela Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob).
O secretário adjunto da Semhab, José Mariz, informou que não teve como trabalhar nesta quinta-feira porque estava doente, mas garantiu que os encontros com os moradores são frequentes. O G1 fez contato com a titular da pasta, Socorro Gadelha, mas os telefonemas não foram atendidos. A representante dos moradores informou que uma nova reunião foi marcada para quarta-feira (2).

Funcionários e alunos protestam pela saída de diretora de escola na Paraíba


Manifestantes querem afastamento da gestora da escola em João Pessoa.
Problema com merenda motivou protesto nesta quinta-feira (28).

Do G1 PB
Pais, alunos e funcionários fizeram protesto em frente a escola nesta quinta-feira  (Foto: Walter Paparazzo/G1)Pais, alunos e funcionários fizeram protesto em frente a escola nesta quinta-feira (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Funcionários, pais e alunos realizaram um protesto em frente a escola estadual Adélia de França, no bairro Valentina Figueiredo, em João Pessoa, na manhã desta quinta-feira (29)  para cobrar o afastamento da diretoria do colégio. A principal reclamação dos manifestantes é a falta de merenda para os estudantes e a falta de esclarecimentos sobre a situação por parte da direção da escola.

A mãe de um dos alunos afirmou que procurou a diretora e ouviu da gestora que "escola era um lugar para estudar e não para se alimentar". “Ainda fui informada que se eu quisesse, mandasse a merenda dos meus filhos ou deixasse em casa. Como são três, eu revezo. Semana passada ocorreu um absurdo. Eu e outras mães nos reunimos e compramos 25 ovos e manteiga para misturar com o arroz e o cuscuz que a escola tinha”, comentou.
De acordo com uma das funcionárias da escola, Maria de Fátima, a diretora é na verdade uma interventora, que assumiu a gestão quando a escola ficou sem direção. “Ela responde processo de uma outra escola, mas foi colocada aqui. Precisamos trabalhar com respeito e dignidade às crianças”, explicou.
Um outro funcionário, que não quis se identificar, informou que os professores procuraram a 1ª Região de Ensino e o Ministério Público para resolver o caso, mas até esta quinta-feira (29), nenhuma providência tinha sido tomada.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que "está tomando as providências, no sentido de substituir a gestora para que os problemas da escola sejam resolvidos".

Quatro cidades do sudeste do Pará recebem certificação ambiental


Xinguara, Cumaru Canaã e Santa Maria das Barreiras foram cerrtificadas.
Municípios do sudeste do Pará e assinaram TACs contra desmatamento.

Do G1 PA
pontão xinguara (Foto: Reprodução/TV Liberal)Xinguara recebeu o selo de 'município Verde'
(Foto: Reprodução/TV Liberal)
Os municípios de Xinguara, Cumaru do Norte, Santa Maria das Barreiras e Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, foram certificados como Municípios Verdes pelo governo do estado. As cidades cumpriram as metas do projeto para redução do desmatamento e produção rural sustentável. De acordo com o governo, agora são 103 municípios do Pará com a certificação.
Em Xinguara a transformação começou em 2011, após assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público. Quatro anos após o compromisso, o município saiu da lista dos que mais desmatam no estado e tem inscritas aproximadamente 87% das áreas cadastráveis no Cadastro Ambiental Rural (CAR), apresentando desmatamento anual menor que 40 quilômetros quadrados.
“Nós não temos mais tantas áreas a serem desmatadas, mas não significa que nós não vamos fiscalizar as que não foram", disse a secretária de meio ambiente de xinguara, Tatiana Conssentin.
A fioscalização ambiental fechou três serrarias clandestinas em Cumaru do Norte, perto da Terra Indígena Kayapó. Foi ainda interditada uma quarta madeireira que, segundo o Ibama, cometia fraude no Sisflora,  sistema que controla o comércio de produtos flo (Foto: Lucivaldo Serrão-Ibama/Divulgação)Cumaru do Norte chegou a ter serrarias fechadas
até em áreas indígenas, e hoje é considerada um
dos municípios verdes
(Foto: Lucivaldo Serrão-Ibama/Divulgação)
Em Canaã dos Carajás o TAC foi assinado em 2010. Segundo o gestor de meio ambiente Reginaldo Ferreira, a prefeitura assumiu como compromisso a melhora do lixão do município, que foi transformado em aterro sanitário. "Nos últimos três anos, não recebemos denúncias nem boletim de desmatamento no município. Não estamos na lista dos municípios embargados pelo Ministério do Meio Ambiente e atingimos 84% das áreas cadastráveis inscritas no CAR”, disse.
Na cidade de Cumaru do Norte o compromisso começou em 2011, mas ainda há um longo caminho a se percorrer. "Nós ainda estamos na lista dos embargados do Ministério do Meio Ambiente, mas conseguimos reunir as condições para sair dela com avanços como o índice de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) feitos, que no nosso caso chegaram a 90%", disse o secretário de meio ambiente Paulo Lourenço da Silva.
Em Santa Maria das Barreiras, cidade de 18 mil habitantes na fronteira com o Tocantins, a maior parte da produção ocorre na zona rural, por isto a preocupação ambiental. “Nós procuramos cumprir todas as metas do Programa Municípios Verdes, das áreas cadastráveis, conseguimos inscrever 82% no CAR, estamos fazendo a verificação do desmatamento em campo e, agora, finalmente, com a certificação, poderemos sair da lista dos que mais desmatam”, afirmou o secretário de Meio Ambiente do município, Carlos Vaz.

Diante a crise, festival gastronômico mantém petiscos a R$ 15 em MS


Tema da 9ª edição do evento é “Brasil, mostra sua rua”.
Em Campo Grande, são 34 estabelecimentos participantes em 2015.

Graziela Rezende Do G1 MS
Festival será realizado entre os dia 5 e 22 de novembro (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Festival será realizado entre os dia 5 e 22 de novembro (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
Diante a crise ecônomica, que obrigou diversos estabelecimentos comerciais a fecharem as portas em todo o país, bares optaram por manter porções a R$ 15, durante o festival gastronômico "bar em bar", ocorrido entre os dias 5 e 22 de novembro. A 9ª edição realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) conta com o patrocínio da Ambev e o tema é “Brasil, mostra sua rua”. O cardápio pode ser conferido no site do evento.
"Sabemos que a economia passa por um momento delicado e, pensando nisso, estamos mantendo o preço dos petiscos, sendo o mesmo do ano anterior. Nessa edição não temos como foco o alimento típico de Mato Grosso do Sul, como o Brasil Sabor, por exemplo. O diferencial deste ano são as comidas japonesas, árabes, pizza e até as fitness", afirmou ao G1 a diretora executiva da Abrasel, Paola Lani.

De 23 participantes na cidade, o número saltou para 47. Em Campo Grande, são 34 estabelecimentos. Já em Bonito são sete e em Dourados, seis participantes. Em todo o país, a expectativa é que 250 bares participem, em mais de 20 cidades em todas as regiões do país.
Segundo a assessoria de imprensa da Abrasel, a ideia é simples: cada estabelecimento prepara um petisco especial, que é oferecido aos clientes a preços promocionais durante o evento. Entre os grandes objetivos do festival estão a valorização da gastronomia do bar e o estímulo aos consumidores para que saiam de casa e frequentem os bares, que por natureza são ambientes festivos.
Petiscos serão comercializados a R$ 15 (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Petiscos serão comercializados a R$ 15
(Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
Em 2015, o tema do festival faz alusão às ruas, dando continuidade a um esforço iniciado pela Abrasel em prol da valorização destes espaços e a construção de cidades vivas onde seja mais simples empreender e as pessoas vivam com mais qualidade - a campanha “A partir das ruas, simplifica Brasil”.
“Os bares são a casa da alegria, da descontração, da confraternização entre amigos e familiares.
Nas oito edições já realizadas, ainda conforme a assessoria, mais de 2.5 mil estabelecimentos participaram do Bar em Bar. No fim, escolhendo o três melhores petiscos do MS.

Presos aprendem a confeccionar os próprios uniformes em cadeia de MT


Para a direção, a autoestima dos presos aumentou e a reincidência caiu.
Presos também passaram por curso de pedreiro e estudam na cadeia.

Do G1 MT
Presos aprendem a confeccionar os próprios uniformes em cadeia de Mato Grosso (Foto: Assessoria/TJMT)Presos aprendem a confeccionar os próprios uniformes em cadeia de Mato Grosso (Foto: Assessoria/TJMT)
Dezenove presos da Cadeia Pública de Alto Garças, cidade a 366 km de Cuiabá, passam por um curso profissionalizante para confeccionar os próprios uniformes. De acordo com a direção da unidade, 19 dos 36 presos trabalham em uma pequena fábrica de confecção de roupas na cadeia. Os materiais e equipamentos vieram através de doações.
A ideia do projeto de curso de corte e costura é estimular os presos para que eles possam ser reinseridos na sociedade quando saírem da cadeia, além de oferecer formação profissional. Conforme a diretora da unidade, Maria Gicelma, os detentos foram selecionados para participar deste projeto tomando como base o bom comportamento de cada um. Entre os presos estão os que cumprem pena provisória e os que já foram condenados.

“A principio eles estão tendo aulas com os professores, onde estão aprendendo esse ofício. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira. As turmas foram dividas em duas, no período matutino e a outra no período vespertino”, explicou a diretora.
Inicialmente, nessas primeiras aulas, os detentos irão confeccionar os uniformes dos presos da cadeia. No entanto, a proposta é que mais tarde eles possam atender também escolas, creches, hospitais, entre outras instituições da rede pública de Alto Garças. Existe a proposta de que os presos também confeccionem sacolas ecológicas.
Presos aprendem a confeccionar os próprios uniformes em cadeia de Mato Grosso (Foto: Assessoria/TJMT)Presos aprendem a confeccionar os próprios uniformes em cadeia de Mato Grosso (Foto: Assessoria/TJMT)
“Nosso projeto é de ampliação. Sabemos da importância do trabalho na recuperação dessas pessoas. As parcerias têm sido fundamentais para o sucesso do projeto”, destaca o juiz da Comarca de Alto Garças, Pedro Davi Benetti.
As duas salas onde são realizadas as aulas de corte e costura também foram construídas pelos detentos, que passaram por cursos de pedreiro. “Nós tínhamos muita madeira apreendida, que foi repassada para que se fosse feito um leilão. Com os recursos arrecadados construímos duas salas de aula e as coisas começaram a mudar”, relatou o magistrado.
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Presos também passaram por cursos de pedreiro na cadeia (Foto: Assessoria/TJMT)Presos também passaram por cursos de pedreiro na cadeia (Foto: Assessoria/TJMT)
Os presos também passam por outros projetos, como projetos de educação para formação escolar, já que a maioria no local é semianalfabeta. Para a direção, a autoestima dos presos aumentou e a reincidência caiu.
Mudança
“Vemos a mudança deles no comportamento. Eles são bem receptivos, tranquilos e praticamente o índice de fuga, motins e outros problemas fica zerado. Temos dois detentos que se formaram aqui e que hoje trabalham como pedreiros na cidade. Antes eram usuários de droga e hoje se tornaram autônomos. Hoje eles têm uma opção para trabalhar”, mencionou a diretora da cadeia.
Os presos que estudam ou trabalham têm direito à remissão de pena. A cada três dias de trabalho um dia é reduzido na pena. A cada 12 horas de estudo, um dia a menos na cadeia.
O curso de corte e costura começou em janeiro deste ano está previsto para se encerrar no dia 17 de novembro. Os presos vão ganhar certificados e poderão começar outros cursos, como o de serigrafia.
“Temos outros projetos que devem ocorrer nos próximos meses, como o curso de serigrafia e uma fábrica de tijolos. Você vê a mudança neles, eles se sentem tocados a mudar, se regenerar e cuidar da família”, finalizou a diretora.