MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Servidores do Judiciário da Bahia entram em greve


Os servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pararam as atividades nesta quinta-feira (30) por tempo indeterminado, segundo informações do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud). Entre as solicitações da categoria estão pagamento do percentual de 5% referente a última parcela do Plano de Cargos e Salários da Categoria e pagamento da gratificação de atividade externa dos oficiais de Justiça. Eles cobram reajuste salarial, condições de trabalho e equiparação dos salários. De acordo com o sindicato da categoria, em alguns casos a diferença de salário entre funcionários de mesmo cargo é de R$ 1.500.A diferença salarial estaria ocorrendo entre os funcionários aprovados no concurso público de 2010. Os servidores cobram ainda a vantagem pessoal de eficiência, correção monetária do Plano de Cargos e Salários e reposição. Na quinta-feira o Tribunal de Justiça apresentou proposta de pouco mais de 6% de aumento, parcelado em três vezes. A categoria ainda vai realizar assembleia para analisar a proposta.

Vereador defende concurso público para Procurador Municipal


O vereador e advogado, Cosme Araújo (PDT), com fundamento no art. 85,  da Lei Orgânica do Município de Ilhéus, (texto) original , combinado com o art. 131, §2º, e art. 37 da Constituição Federal, vai representar à Promotoria do Ministério Público da Bahia e a OAB/Ba.,  em caráter de urgência e em obediência a legislação, que se realize como determina a lei, concurso público para procurador municipal em Ilhéus. O vereador vai cobrar ao Presidente da OAB, Subsecção Ilhéus, no sentido de que informe a Câmara de Vereadores quais as providências que já foram tomadas no sentido de que a LOM e a Carta Magna sejam respeitada, mormente os advogados injustiçados. Para Cosme Araújo, o município não pode, em total contrassenso ao que determina as leis do município, em especial a Carta Magna do País, continuar mantendo sua procuradoria pública essencialmente com servidores comissionados, pois, está se afastando do modelo constitucionalmente desenhado. “O atual governo continua adotando um modelo assimétrico e inconstitucional. A procuradoria hoje não passa de um cabide de empregos, e leva de maneira injusta, muitos advogados que não tem oportunidade de participar deste “certame” que perdura sem trabalhar, em face do famoso QI, leia-se, Quem Indicou”, afirma o legislador. “O ingresso na carreira de Procurador Municipal far-se-á mediante concurso Público de prova e títulos, assegurada à participação da subseção de Ilhéus, da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização, inclusive, na elaboração do programa e quesitos das provas, observadas, nas nomeações, a ordem de classificação” dispõe a LOMI, com embargo de interpretação prejudicial aos advogados que não têm a oportunidade de concorrer ao tão sonhado cargo público com igualdade. “É intolerável à existência de cargos da advocacia pública municipal, com exceção do cargo de Procurador ou Advogado Geral, a serem providos por meio que não seja o concurso público, pois, em razão dos comandos constitucionais, não há possibilidade da estruturação da advocacia pública municipal de forma assimétrica ao texto constitucional e em arrepio ao regime principiológico da administração pública”, Dr. Jair Sonner. “Apesar de vários requerimentos apresentados ao executivo, o governo continua desdenhando da Câmara de Vereadores e desrespeitando a lei”, adverte Araújo. Do site O Defensor. 

Castro quer que governo autorize PMs vender parte das férias.


Indicação apresentada pelo deputado estadual Augusto Castro (PSDB), ao governador Rui Costa, recomenda que este autorize policiais e bombeiros militares da Bahia a “vender” parte das férias e licenças não usufruídas. Na proposta, o parlamentar observa que a ausência de previsão legal desse direito pode levar os servidores a recorrer ao judiciário para obter a chamada pecúnia indenizatória. Além de favorecer os militares com a possibilidade de um ganho na remuneração, Augusto argumenta que a medida pode também contribuir para aumentar o efetivo disponível para o policiamento das ruas, melhorando a segurança pública. “Diante do evidente déficit atual de efetivo da Instituição, a presente medida aumentaria consideravelmente o número de Policiais e Bombeiros em serviço, proporcionando à população, além de maior sensação de segurança, um serviço público mais eficaz e de maior qualidade”, observa o deputado na justificativa à indicação. No corpo da proposta, o parlamentar incluiu um esboço de anteprojeto de lei sobre a mesma matéria, a fim de que o governo estude a possibilidade de apresentá-lo. As disposições sobre remuneração dos servidores são de competência exclusiva do Poder Executivo, por isso o deputado utilizou a indicação como instrumento para “incentivar o governo a adotar uma solução desejada por grande parte dos policiais e bombeiros militares”. No que se refere às licenças especiais, a conversão em pecúnia indenizatória deve corresponder à “mesma remuneração que o militar perceberia se estivesse em gozo do referido benefício”. O mesmo dispositivo sugere que o governo autorize policiais e bombeiros a converter até um terço do período de férias em abono. Seria utilizado como parâmetro o mesmo valor que o servidor receberia pelos dias correspondentes.

Turismo de Experiência é tema de encontro no Sul da Bahia


Mais conhecimento e capacitação para gerar novas oportunidades de negócios no setor turístico. A proposta esteve em debate no I Encontro de Turismo de Experiência do Sul da Bahia, realizado durante toda essa quinta-feira, dia 30 de julho. O evento integra a Jornada Oportunidades de Negócios na Floresta, que segue até 1º de agosto, no Centro de Convenções da cidade. Voltado para empresas de produção associadas ao turismo e à economia criativa, o encontro contou com palestras e mesas para que empresários pudessem desenvolver uma visão de mercado e aprimorar produtos e serviços. A palestra de abertura debateu o tema “A importância da gestão para o sucesso do empreendimento”. O convidado para falar sobre o assunto foi o empresário José Fernandes Franco, proprietário dos empreendimentos Campo e Parque dos Sonhos, no município de Socorro, em São Paulo. Ambos são destaque no Turismo de Acessibilidade e ganhadores do prêmio internacional World Travel Market (WTM) de Turismo de Responsabilidade em 2014, além de outras premiações na área de sustentabilidade. A Jornada Oportunidades de Negócios na Floresta terá ainda mais dois eventos na programação. Hoje, 31, acontece o III Seminário Florestas de Chocolate, que debate a produção e qualidade do cacau e chocolate de origem do Sul da Bahia. O resultado será a assinatura de um convênio entre o Instituto Cabruca e a Faculdade de Ilhéus, criando o curso de pós-graduação em Chocolataria Goumert. Amanhã, 1º de agosto, último dia do evento, haverá aula prática na Fazenda Yrerê, no Km 11 da rodovia Ilhéus-Itabuna, ponto de visitação do turismo rural onde é possível conhecer o plantio de cacau, saborear o chocolate gourmet da região e caminhar por trilhas na mata.

Instituto Lula é atingido por artefato explosivo


Uma bomba caseira foi arremessada contra o Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, na noite de quinta-feira (30). O instituto informou que o objeto foi arremessado de dentro de um veículo. Não houve feridos, "apenas danos materiais de pequena monta". "A que ponto chegou o ódio?", perguntou, pelo Twitter, o presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza. O Instituto Lula divulgou nota: "Por volta das 22h desta quinta-feira (30), a sede do Instituto Lula, em São Paulo, foi alvo de um ataque político com artefato explosivo. O objeto foi arremessado contra o prédio do Instituto de dentro de um carro. Felizmente, não houve feridos. O Instituto Lula já comunicou as polícias civil e militar, o secretário de Segurança Pública do Estado de S. Paulo e o ministro da Justiça, e espera que os responsáveis sejam identificados e punidos. A Secretaria da Segurança Pública encaminhou o boletim de ocorrência ao 17º Distrito Policial de São Paulo, localizado também no Ipiranga. Procurados, os responsáveis pelo 17º DP disseram que a divulgação de novidades nas investigações continuará sendo feita pela Secretaria. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria informou que o secretário de Segurança Alexandre de Moraes conversou pela manhã com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, sobre a ocorrência. A perícia já foi determinada e as investigações estão em andamento."

Duque pode envolver novos nomes na Lava Jato em delação


O ex­-diretor da Petrobras Renato Duque demonstrava nesta semana que, se chegar a um acordo com o Ministério Público para fazer delação premiada, poderá envolver novos nomes nos depoimentos que prestará à Justiça. Os recados chegaram a dirigentes do PT. Duque tem dito a interlocutores que têm acesso a ele que poderá citar até mesmo a ex­presidente da Petrobras Graça Foster em depoimentos que eventualmente prestar aos procuradores. Ela é amiga pessoal da presidente Dilma Rousseff. O nome de Graça Foster não apareceu até agora em nenhuma das 18 delações nem em documentos coletados pela polícia e pelos procuradores que se tornaram públicos. Foi na gestão dela que os investigados por corrupção foram demitidos ou perderam poder. Na época em que pediu demissão, a expresidente foi enfaticamente defendida, entre outros, pela própria Dilma Rousseff. A intenção manifestada por Duque, por isso mesmo, é vista como tentativa de retaliação à ex­presidente da Petrobras, que teria bloqueado o esquema de corrupção na estatal. Ainda que ele não aponte nada de concreto contra ela, a simples menção do nome da ex­dirigente cumpriria a função de submetê­la a constrangimento. Duque também estaria disposto a falar de parlamentares do PT que já foram citados em outras delações. (Môniva Bergamo)

Diversos segmentos sociais participam do I Fórum Social da UFSB em Teixeira de Freitas



O Encontro Regional de Teixeira de Freitas do I Fórum Social da UFSB começou nessa sexta-feira (31/07) com mais de 500 inscritos. A diversidade era notória em um auditório cheio com diversos segmentos sociais: quilombolas, indígenas, representantes religiosos, do MST, estudantes, prefeitos,  e outros.

Para começar o encontro, os Pataxós de Porto e Prado fizeram um ritual indígena, denominado “Auê”, para abençoar o local e o evento. Logo após, o pró-reitor de sustentabilidade e integração social, Joel Pereira, explicou sobre o Fórum Social e suas etapas regionais, demonstrando a necessidade do diálogo com a sociedade e compôs a mesa com membros do Conselho Estratégico Social (CES): Joana Angélica, vice-reitora da UFSB; João Bosco, prefeito de Teixeira de Freitas; José Carlos Rocha, representante dos parceiros empresariais; Minervina Reis, representante da UNEB; Maria Aparecida dos Santos, representando os povo tradicionais; e Jadson Ruas, presidente da Associação de prefeitos do Extremo Sul.

Joana Angélica explicou que a universidade trabalha em quatro dimensões: a legal, que seria através da lei; a acadêmica, por ser uma universidade inclusiva; institucional, por trabalhar de forma articulada com outros universidades; e, por fim, social, por fazer os estudantes pensarem além de sua vida profissional. O prefeito João Bosco falou sobre a diversidade dos segmentos étnicos na cidade de Teixeira de Freitas e ressaltou a necessidade de respeito para com o outro e disse: “Não tem nada mais desigual  do que tratar os desiguais iguais”.

Já José Carlos afirmou: “Nós estamos aqui nos planejando, nos organizando.. por qual objetivo? Melhorar a educação e o desenvolvimento da nossa região”. Minervina Reis completou: “Não tem como a universidade ficar de costas para a sociedade”. Defendendo o direito dos quilombolas, Maria Aparecida ressaltou que o Fórum serve para fortalecer as comunidades e disse:“ Não queremos um novo caminho, mas uma nova maneira de caminhar”.

Convidado para fazer uma saudação, o Cacique Braga relembrou sobre a importância dos estudos, e também dos direitos de todas as pessoas, falando: “Só sei ler meu nome, mas sei o que é o artigo que defende o direito do ser humano”. Além dele, foi dada a palavra a outros representantes sociais, dentre eles, Pai Wesley, do candomblé, fez menção à necessidade da tolerância religiosa. Logo após, outro representante religioso, Arnaldo Ribeiro, que veio em nome dos evangélicos, disse para não haver preconceitos, nem discriminação, citando uma passagem bíblica que diz: “Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

Para o estudante João Paulo, “A UFSB constrói cidadão”, desconstruindo diversos preconceitos sociais. Eliane, representando o MST, finalizou a mesa de diálogo resumindo o sentimento após todas as falas: “Hoje, tivemos voz e vez”.

Pela tarde, estão acontecendo diversas atividades: oficinas, audiência públicas e atividades culturais com Bate Barriga, Samba de Viola e Capoeira. Amanhã, será o dia de conferências-diálogo, continuação das oficinas e mais atividades culturais, como hip hop, makulelê e apresentação de estudantes.

Para mais informações, acesse o site da universidade: www.ufsb.edu.br

Agricultura Familiar, profissional e eficiente


Dia 28 de julho foi o Dia do Agricultor. Inúmeros debates sobre diferentes aspectos, foram suscitados na mídia, em seminários e em diferentes atividades entorno da agricultura. Nenhum debate, porém, tão estruturante, fundamental para o desenvolvimento econômico e social do nosso País, do que a discussão entorno da agricultura familiar.
Descrevo neste artigo a Agrifam, mas inicio já com uma consideração: trilhamos o caminho dos que não aceitam que a agricultura familiar seja entendida como uma coisa de amadores enquanto há um outro setor, a chamada agricultura empresarial, que trata “profissionalmente” desta atividade.
Para bem caracterizar nosso compromisso, transferi meu gabinete para Agrifam, Feira da Agricultura Familiar, de 31 de julho a 2 de agosto. Durante esses três dias, mais de 30 mil participantes conhecem o trabalho da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, presente com toda sua equipe técnica.
A Agrifam é a maior vitrine da agricultura familiar e da extensão rural paulista por reunir novas tecnologias e novidades recentes que suportam e impulsionam o setor para um desenvolvimento rural sustentável.
O agricultor familiar é pequeno na sua extensão, mas é intenso do ponto de vista da atividade e deve ser campeão de produtividade. Deve estar à frente das inovações que surgem e é este o nosso compromisso: uma agricultura familiar que seja cada vez mais eficiente, que busque permanentemente a inovação, que tenha excelência no trato com novos cultivares, que tenha ineditismo nos novos equipamentos, que tenha ousadia nos métodos de produção e que seja também solidária do ponto de vista da sua organização para poder oferecer ao consumidor produtos de melhor qualidade, com menor custo e de uma forma mais ágil. É com este conceito que tratamos a agricultura familiar no estado de São Paulo.
O Governo do Estado de São Paulo aumentou a competitividade da agricultura paulista ao fortalecer organizações de produtores rurais, apoiando suas iniciativas de negócios, investindo em tecnologia e educação justamente para diminuir essa distância entre Estado e o pequeno agricultor. O governador Geraldo Alckmin, presente na Agrifam, tem um apreço muito forte pela agricultura familiar e desenvolve medidas para o crescimento desse setor.
O pequeno agricultor busca a produtividade para gerar lucro, mas também a preservação do meio ambiente. No mercado interno brasileiro, a Agricultura Familiar é responsável por 70% dos alimentos consumidos no país, e toda sua cadeia produtiva contribui com cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
A extensão rural contribui para este desenvolvimento, pois faz a ligação do conhecimento com os produtores rurais, levando inovação e as melhores técnicas de produzir, fazendo com que todos possam melhorar sua atividade.
É aí que entra o trabalho da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). É na Casa da Agricultura que o agricultor irá encontrar as mais variadas linhas de crédito, desenvolvidas pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) para criar oportunidades e assim fazer com que a agricultura familiar continue a produzir com qualidade, garantindo o rendimento do produtor e de sua família.  
Há incentivos pelos programas Pró-Trator, que prevê o financiamento a juros zero, com prazo de seis anos para pagamento, e o Pró-Implemento, que financia equipamentos e implementos agrícolas também a juros zero, via Feap.
Um outro projeto que produz resultados e eficácia grandiosos, é o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social, o PPAIS, uma iniciativa da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, juntamente com a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), ligada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, que visa estimular a produção e garantir a comercialização dos produtos da agricultura familiar. O Programa faz com que o Estado se torne o principal comprador dos produtos da agricultura familiar permitindo a melhora da qualidade de vida dos pequenos produtores, garantindo igualdade de oportunidades e estímulo aos trabalhadores do campo.
É importante ressaltar o cooperativismo para o fomento do setor. Para o agronegócio, as associações são exemplos de entidades que se unem por uma causa maior, que é ajudar o pequeno e médio produtor. São o braço fundamental do desenvolvimento rural, fomentando a produção com qualidade e preservando o meio ambiente. E isso as fortalecem cada vez mais.
O Microbacias II é um Projeto do Governo do Estado de São Paulo, executado pela Secretaria de Agricultura, por intermédio da Cati, e pela Secretaria do Meio Ambiente, por meio da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN) para promover o desenvolvimento rural sustentável e a competitividade agrícola paulista, com propostas que devem ser voltadas ao mercado consumidor e que visem o aumento das oportunidades de emprego e renda para os agricultores familiares.
Essas propostas além de inovadoras trazem não apenas o desenvolvimento econômico para cada cooperativa e associação beneficiada pelo Projeto, como também proporcionam um novo entusiasmo para desenvolverem melhor suas atividades.
Apoiar o pequeno e o médio produtor e fortalecer a agricultura familiar é garantir empregos e criar riquezas. Garantir alimentação mais barata e saudável para nossa gente!
30/07/2015
Arnaldo Jardim é deputado federal licenciado (PPS-SP) e secretario de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

ITABUNA: JUVENAL MAYNART PODE SER CANDIDATO A PREFEITO PELO PMDB


 
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Dentro do PMDB de Itabuna cresce o nome do superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart, como um pré-candidato a prefeito. Juvenal goza de grande prestigio no PMDB e a sua gestão no órgão federal está muito bem avaliada.

Ele participou ativamente em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), na discussão da formatação e implantação do Parque Tecnológico da Ceplac. Além de Ceplac e UFSB, ainda se integrarão ao projeto o IFBA, a Uesc e demais instituições que se interessarem pelo modelo proposto.

Recentemente o presidente do PMDB de Itabuna, Pedro Arnaldo, concedeu uma entrevista ao jornal Diário Bahia, e declarou que Juvenal Maynart é um nome do partido que poderá ser candidato a prefeito.(

BLOG POLITICOS DO SUL DA BAHIAA


Presidente da Odebrecht é investigado também na Suíça


Anotações e mensagens comprometem Marcelo Odebrecht
Deu no Correio Braziliense
Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Norberto Odebrecht, está entre os investigados de inquérito do Ministério Público da Suíça que apura suspeita de pagamento de propina por parte da empreiteira para executivos da Petrobras em contas secretas no país europeu. A Procuradoria em Berna demorou um ano para abrir o procedimento pela complexidade do crime supostamente organizado com uso de empresas em paraísos fiscais de difícil identificação.
O MP suíço espera contar com a colaboração brasileira para investigar contas que possam ter sido controladas pelo empresário, detido há quase um mês em Curitiba. Em Brasília, os procuradores evitam comentar sobre a cooperação, apontando para o caráter sigiloso exigido por Berna. O pedido é para que haja uma “coleta de evidências documentais” e que suspeitos que estejam no Brasil sejam “interrogados”. Um deles seria Marcelo Odebrecht.
A suspeita é de que o presidente da empresa está envolvido em cada uma das comissões supostamente pagas a ex-diretores da estatal. Os indícios de pagamento de propina verificados pelas autoridades suíças estão relacionados com os relatórios da Polícia Federal baseados em mensagens de celulares apreendidos de Marcelo Odebrecht.
REFERÊNCIAS À SUÍÇA
Há várias referências à Suíça. Numa delas, as siglas “PRC/Suíça” foram interpretadas pelos agentes federais como uma referência a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que confirmou, em delação premiada, ter recebido dinheiro da Odebrecht. O delator detalhou que o executivo Rogério Santos de Araújo, diretor da Odebrecht Plantas Industriais e Participações, foi quem sugeriu a ele que “abrisse conta no exterior” para receber propinas da empresa no montante de US$ 23 milhões entre 2008 e 2009.
Em nota, a empreiteira informou que “compreende a abertura do processo na Suíça para obtenção de maiores esclarecimentos, tendo em vista a grande repercussão do tema no Brasil, decorrente do vazamento de informações com interpretações distorcidas e descontextualizadas”. A empresa afirma que “tem todo interesse em esclarecer o assunto, e reitera sua intenção de cooperar com as autoridades brasileiras e estrangeiras”. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)

Juiz adverte que Dirceu tenta “banalizar” sua condenação


Márcio Falcão
Folha
A Justiça do Distrito Federal negou pedido do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), que cumpre prisão domiciliar pela condenação no julgamento do mensalão, para realizar sua terceira viagem em menos de dez meses. Dirceu pediu autorização para deixar Brasília e passar o “Dia dos Pais” em Vinhedo (SP), com a família. O juiz substituto do DF, Ângelo Pinheiro Fernandes de Oliveira, rejeitou a liberação do petista argumentando que não pode haver banalização do cumprimento da pena.
Em despacho enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), Oliveira afirmou que em novembro de 2014 e em abril deste ano, Dirceu teve autorização para viajar até a cidade de Passa Quatro (MG) para visitar a família.
“Sob a justificativa de congraçamento familiar, formulada pela terceira vez seguida num período inferior a dez meses, frustra os fins da execução na media em que inviabiliza a própria fiscalização”, afirmou o juiz.
BANALIZAÇÃO
“A questão que ora se coloca é, justamente, a rotineira utilização deste expediente em período razoavelmente curto de tempo, frustrando fins da execução da pena e das próprias condições estabelecidas, em outros termos, banalizando a forma de cumprimento da pena (prisão domiciliar)”, completou.
No caso específico, o juiz entende que não há necessidade de conceder o deslocamento, sendo que os filhos podem passar o dia em Brasília.
“A confraternização entre pai e filhos é perfeitamente possível no local de cumprimento de pena, de sorte, que o indeferimento do pedido não obsta o fim pretendido pela solicitada autorização de viagem. […] Não se está a negar, pura e simplesmente, o acesso do sentenciado à sua família, mas sim limitar o uso abusivo deste direito”, considerou o juiz.
Dirceu cumpre em prisão domiciliar o restante da pena de 7 anos e 11 meses estipulada pelo Supremo Tribunal Federal, por corrupção ativa. Ele também é investigado por suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras.

Eduardo Cunha vai começar a aquecer o forno do impeachment


Carlos Newton
Os gênios do Planalto até passaram alguns dias mais aliviados, apesar da expansão das investigações da Operação Lava Jato para o setor elétríco. Eles julgam que conseguiram colocar o deputado Eduardo Cunha nas cordas, como se diz no linguajar do box, e agora a tendência é o presidente da Câmara ir perdendo força. Sonhar ainda não é proibido. A força de Cunha está justamente no seu cargo, que ele recupera semana que vem, com o final do recesso parlamentar, e ainda ganhará ainda mais visibilidade ao assumir a presidência da CPI do BNDES, que vai ter resultados estarrecedores.
Em Brasília, especula-se que o Planalto estaria pressionando o procurador-geral Rodrigo Janot para que apresente ao Supremo as denúncias contra Cunha e o senador Fernando Collor (PTB-AL) antes das manifestações de 16 de agosto, para arrefecer a campanha pelo impeachment de Dilma, como se uma coisa dependesse da outra, vejam até onde vai a incompetência dessa gente.
O Planalto faz um cálculo primário e diz que Cunha só tem 255 votos. Na hora do impeachment, os partidos de oposição e os indecisos se bandeiam para a parte vencedora, isso é mais do que sabido.
MÃOS À OBRA
Denunciado ou não por Janot, Cunha colocará mão à obra de demolir o governo Dilma para que o PMDB chegue logo ao poder. Ele aproveitou esses dias para fazer contatos políticos e preparar a pauta de votações da Câmara, garantindo que a organizou exclusivamente com base no interesse público, que nada tem a ver com o interesse do Planalto, muito pelo contrário.
Realmente, vai colocar em votação um projeto da maior relevância, destinado a aumentar os juros do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, para eliminar prejuízos diretos sofridos pelos trabalhadores há pelo menos 25 anos.
A Lei 8.036/1990 determina que todo dia 10 haja atualização monetária mensal, além de juros de 3% ao ano. À primeira vista, nada mal, pois haveria rendimento acima de inflação. Mas a atualização monetária é uma peça de ficção. Em 2013, por exemplo, o rendimento do FGTS foi de apenas 3,19% e em 2012, de 3,39%, sempre muito abaixo da inflação. Portanto, não é um investimento criado para o trabalhador, mas um prejuízo programado. Isso tem de acabar, e Cunha vai faturar mais essa em cima do governo, com apoio de todos os sindicatos e centrais.
Outro projeto a ser votado é uma emenda à Constituição que permite ao poder público o uso de 30% dos depósitos judiciais privados, para quitação de precatórios. A proposta é importantíssima. Uma das maiores vergonhas brasileiras é justamente o atraso no pagamento de precatórios. O cidadão ganha uma ação contra o poder público, mas o dinheiro fica retido por décadas e só é recebido por seus netos. Isso também precisa acabar, e Cunha tem faro para esse tipo de iniciativa.
IMPEACHMENT
Quanto ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha mandou serem atualizados os 12 pedidos encaminhados à Mesa Diretora. Ou seja, já ligou o forno crematório da Câmara, onde pretende assar as batatas presidenciais, embora saiba que vingança é prato que se deve comer frio. Saboreando.

A pergunta de US$ 1 milhão (sobre economia)


Fernando Canzian
Folha
O quadro abaixo resume como os ciclos econômicos costumam funcionar. Já os gráficos organizados em formatos de letras, os tipos de recessão que as economias tendem a enfrentar.

O encaixe nesse triste alfabeto depende de vários fatores. Infelizmente, a atual recessão brasileira pode ficar distante do V e do W. Está cada vez mais com cara de U. O pior seria o L.
Ou seja, queda acentuada da atividade e um período relativamente longo de crescimento nulo ou negativo até a recuperação (U). Ou pior, sem grande perspectiva de recuperação à frente (L).
Muito conspira para isso: o país não fará tão cedo o ajuste fiscal necessário para neutralizar a péssima dinâmica de sua dívida e conter gastos. Nesse ponto, a meta de economizar 1,1% do PIB já foi abandonada e pode ficar perto de zero ou negativa
A inflação continua elevadíssima (9,31% em 12 meses) e espraiada por toda a economia. Não somente restrita a tarifas corrigidas fortemente há seis meses (energia, combustíveis etc.)
O desemprego acelera mais rápido do que o previsto e a renda cai. Com impactos diretos nas vendas das empresas, comércio e, principalmente, na arrecadação de impostos para viabilizar o ajuste fiscal
SEM INVESTIMENTOS?
Os investimentos empresariais, que poderiam suprir a falta de demanda dos consumidores, também pararam. Investir para quê, sem perspectiva de vendas e mercado futuro?
Os investimentos públicos caíram e sofrem novos cortes. Seus realizadores, as maiores empreiteiras do país, estão afogados em escândalos
Na política, o Executivo está atônito, mal avaliado e sem comando. Refém da cúpula de um Legislativo investigado por corrupção e capaz de qualquer chantagem para tentar salvar a própria pele
Um dos pontos brilhantes em outras crises como a atual costumava vir da área externa. Como o real se desvalorizou frente o dólar, produtos “made in Brazil” ficam mais baratos lá fora e a indústria poderia dar impulso a segmentos da economia exportando mais.
INDÚSTRIA EM QUEDA
Ocorre que nos últimos dez anos a participação da indústria de transformação como proporção do PIB caiu de 20% para cerca de 10%. Ou seja, sua recuperação terá um efeito bem mais limitado desta vez do que em outras crises.
Mas é de esperar que o ciclo recessivo no qual ingressamos agora (com seus efeitos sobre o emprego e a renda) acabe derrubando a inflação de forma consistente. Permitindo ao Banco Central diminuir a taxa de juros (Selic; 13,75% a.a.), aliviando a pressão de crescimento da dívida pública e o garrote sobre a demanda.
O cenário externo também parece estar se firmando na Europa e nos EUA. Apesar da crise grega, que acabou obliterando uma série de boas notícias recentes nos dois lados do Atlântico Norte (em termos de emprego e crescimento).
CENÁRIO POLÍTICO
Aos poucos, também é de esperar uma mudança no cenário político. Com “expurgos” e políticos inviabilizados pela Lava Jato, com as eleições municipais de 2016 e a presidencial se aproximando em 2018.
O esgotamento do modelo baseado no consumo, na rápida expansão do crédito e de incentivos às expensas das contas públicas também deixou marcas indeléveis. É de esperar, portanto, que a nova configuração política que venha por aí, qualquer que seja, tenha aprendido com os erros recentes e se fie mais na ortodoxia.
Mas isso levanta a pergunta de US$ 1 milhão: com o país e seus consumidores já endividados, a indústria minguada, o setor público sem capacidade de investir e os empresários desanimados e demitindo, de onde virá nossa recuperação no médio prazo?

TRE de Minas volta a analisar cassação de Fernando Pimentel


Pimentel está tão enrolado que até a peruca se despenteou
JOSÉ MARQUES
Folha
Por três votos a dois, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas Gerais derrubou uma decisão que suspendia o processo de investigação eleitoral contra o governador Fernando Pimentel (PT). O processo foi proposto pelo Ministério Público Eleitoral e pede a cassação do governador por abuso de poder econômico na campanha de 2014. Suspensa desde março, a investigação volta a andar a partir desta semana.
Os magistrados, no entanto, aceitaram pedido de Pimentel para que sua defesa indique um perito que faça a análise das contas de sua campanha e tente provar que não houve irregularidade.
Esse pedido deve reduzir a velocidade de tramitação do processo. O último juiz a se manifestar, Virgílio de Almeida Barreto, disse que a análise permitirá “o direito ao contraditório e à ampla defesa” do governador.
CONTAS REPROVADAS
A Procuradoria entrou com a ação após o governador ter as contas de campanha reprovadas pela Corte em dezembro. O tribunal entendeu que o então candidato extrapolou em R$ 10 milhões seu limite de gasto, definido em R$ 42 milhões.
Durante a eleição, a campanha do petista fez transferências ao comitê financeiro único do partido no Estado, mas alegou que esses valores não poderiam ser considerados novas despesas –versão que não foi aceita pelos magistrados em dois julgamentos.
Após a rejeição, Pimentel pediu que o processo de investigação ficasse parado até que a instância superior, o TSE, julgasse em definitivo as suas contas. Em março, o juiz Wladimir Rodrigues dias concedeu a liminar ao governador. A Procuradoria recorreu e obteve vitória na corte.
Em nota, o PT disse que “aguarda a realização da perícia postulada, confiante que não há o que desabone a gestão financeira das contas de campanha das eleições 2014″.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A promiscuidade de Pimentel com seu amigo empresário Benedito Rodrigues chegou a tal ponto que o PT de Minas Gerais pagou R$ 150 mil nas eleições a uma empresa de contabilidade sediada em Porto Alegre e criada 48 horas antes, ligada a Bené. (C.N.)

Os governadores sob pressão de dois dígitos de inflação e um dígito de popularidade


A presidente Dilma Rousseff resolveu liberar, até o fim do ano, R$ 4,9 bilhões em emendas parlamentares, numa tentativa de unir a base. Encontra-se hoje com governadores para, em tese, fechar uma pauta mínima, na esperança de que eles possam interferir em votações na Câmara.
Dilma quer evitar a chamada aprovação da pauta-bomba — que arromba os cofres públicos — ou a derrubada de vetos já feitos, como o reajuste aos servidores do Judiciário, ou que fará: a correção de todas as aposentadorias segundo o índice que vai reajustar o salário mínimo, por exemplo. Em troca, vai discutir a unificação do ICMS — o que nunca unifica os governadores — e condescender com um drible de corpo na Lei de Responsabilidade Fiscal: promete sancionar projeto de lei que permite a estados e municípios o uso, como receita, de parte dos depósitos judiciais.
É claro que isso corresponde a, vamos dizer, estimular que seja considerado dinheiro bom o que essencialmente não é. Trata-se de uma deterioração nas contas públicas.
Olhem aqui: ninguém pode condenar um governo por tentar unir a sua base ou conquistar ou, ao menos, buscar o apoio da oposição em temas pontuais: a questão é saber em torno de quais propostas se fazem esses esforços. E aí está o busílis. O governo não tem agenda, reitero, nem para atrair os seus.
Os parlamentares, como se nota, estão sendo cooptados com os instrumentos de sempre: emendas. Assim entende esse governo a questão política: é como ir à feira. No caso dos governadores, acena-se com um freio de arrumação no ICMS, medida para evitar a guerra fiscal. É claro que a questão é relevante. Mas será mesmo esse o melhor momento? Isso não deveria ser parte de uma agenda de longo prazo, estruturada, num debate organizado?
Mas quê… É tudo da mão para a boca. Até porque se sabe que, não estivesse nas cordas, não haveria interlocução nenhuma. Essa questão do ICMS, por exemplo, poderia ser nova, mas não é.
Ocorre que essa agenda a ser debatida com os governadores é tão falsa como nota de R$ 3. Não é com esse propósito que Dilma os chamou. Trata-se de uma medida de desespero, na esperança de que eles consigam interferir nas bancadas federais de seus respectivos estados, mas não apenas em relação à chamada pauta-bomba. O Planalto está mesmo preocupado é com a votação do relatório do TCU: ainda hoje, dá como certo que o tribunal recomendará a sua rejeição. Pretende, então, contar com eles como instrumentos de pressão.
Já escrevi aqui e reitero: política de governadores nunca deu certo no país. Não há exemplos na história. As bancadas se organizam segundo outros fundamentos, muitos deles acima até dos interesses das respectivas legendas.
Podem-se preparar. Daqui a pouco, a reunião acaba, e os governadores serão ouvidos pela imprensa. E então constataremos o maior desfile de palavras ocas do ano. A razão é simples: o motivo por que Dilma os chamou lá não terá sido dito, e o que se disse não corresponde ao motivo. Então se estabelece um diálogo literalmente sobre o nada.
Insisto: não estou aqui a censurar Dilma porque faz, afinal de contas, um esforço para não cair. O que se lamenta e ver o desperdício de um a oportunidade de diálogo, que só está em curso porque o governo está acuado.
Ah, sim: de resto, não há como ignorar a tentativa de atropelar o comando da oposição, tentando atrair os governadores, que, prudentemente, já escrevi aqui, tentarão não se contaminar com os dois dígitos de inflação de Dilma e com o seu dígito único de popularidade.
Por Reinaldo Azevedo

Reunião em Brasília serve mais a Dilma do que a governadores


Encontro teve poucos resultados concretos, mas permitiu que a presidente vendesse a imagem de que mantém as rédias do governo e conta com respaldo

Por: Marcela Mattos e Gabriel Castro, de Brasília
Dilma Rousseff se reúne com governadores para discutir um "pacto de governabilidade", no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)
Dilma Rousseff se reúne com governadores para discutir um "pacto de governabilidade", no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)(Pedro Ladeira/Folhapress)
A reunião de Dilma Rousseff com 26 governadores nesta quinta-feira serviu exatamente para o que a presidente desejava: passar uma imagem de normalidade democrática, com direito a uma foto oficial ao lado dos representantes dos Estados. Como era previsível, entretanto, os chefes dos governos Estaduais saíram do Palácio da Alvorada sem nada concreto do Executivo federal.
Dos cinco governadores escalados para falar à imprensa após o encontro, três eram governistas e dois eram tucanos: Marconi Perillo, de Goiás, e Geraldo Alckmin, de São Paulo. Ambos tentaram caminhar sobre a corda e não posar de apoiadores do governo nem de adversários do Planalto, de quem dependem financeiramente para implementar projetos importantes em seus Estados. "Isso não foi tema da reunião e nem esta em discussão", limitou-se a dizer Alckmin a respeito do impeachment.
Coube a outro governador, fora da coletiva oficial, uma análise mais realista do evento. Pedro Taques (PDT), de Mato Grosso, foi indagado sobre o que havia saído do papel e respondeu de forma irônica: "Ainda não foi nem escrito, então não pode sair nada do papel". Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, também não parecia entusiasmado: "É o inicio de conversas e de uma forma de relação mais próxima".
O objetivo principal do governo com o encontro desta quinta-feira era construir a tese que o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, fez questão de enfatizar após o encontro: a de que os governadores defendem uma espécie de pacto de governabilidade em um momento de crise como o atual: "Temos que fazer um grande esforço (...) para encontrar caminhos, superarmos as dificuldades e, ao mesmo tempo, consolidarmos a democracia brasileira, as instituições, a governabilidade, a estabilidade política e econômica do país", disse ele.
Por trás do discurso, no entanto, há a clara preocupação do governo de sofrer novas derrotas no Congresso, comandado por um rebelde PMDB. O ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) chegou a citar uma lista de projetos que causam temor ao Planalto por aumentar os gastos dos cofres públicos, as chamadas "pautas bomba", e promete enviá-las com detalhes aos chefes do Executivo. "Na agenda do Congresso, precisamos buscar a cultura da responsabilidade fiscal. O país precisa de decisões responsáveis. Nós temos alguns projetos que impactam de forma muito comprometedora o equilíbrio das contas públicas", disse Mercadante.
Os governadores também fizeram apelos à presidente e seus ministros - todos sem uma resposta satisfatório. Entre eles está o pedido pela sanção do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que permite que Estados e municípios usem parte dos depósitos judiciais e administrativos para custear determinados gastos, como precatórios judiciais e dívida pública. O retorno do Planalto, porém, foi apenas a promessa de uma reunião para discutir o tema. O Senado ameaça barrar a pauta do governo caso o projeto seja vetado.

Governo bloqueia R$ 2 bilhões do PAC e recursos da Saúde e Educação


Valor do corte extra, conforme dito semana passada, é de R$ 8,6 bilhões.
Executivo editou decreto detalhando o corte extra no orçamento deste ano.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
 
O governo federal publicou nesta quinta-feira (30) decreto presidencial, em edição extra do "Diário Oficial da União", detalhando o contingenciamento adicional de recursos no orçamento deste ano - cujo valor totaliza R$ 8,6 bilhões, dos quais R$ 8,47 bilhões cabem ao Executivo.
O anúncio do corte extra foi feito na semana passada, no mesmo dia em que o Executivo revisou para baixo a meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) deste ano de R$ 66,3 bilhões para R$ 8,74 bilhões.
De acordo com o Tesouro Nacional, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já tinha sofrido bloqueio de R$ 25,7 bilhões em maio deste ano, foi novamente alvo do bloqueio de recursos - sofrendo um corte adicional de R$ 2,05 bilhões. O programa foi o que teve o maior contingenciamento adicional.
Maiores cortes (em valores)
Cortes em R$ milhões
-2.055-1.703-1.165-451-435-401PACSaúdeEducaçãoCiênciaFazendaDefesa-2500-2000-1500-1000-5000
Fonte: Governo Federal
Cortes adicionais
Além disso, áreas prioritárias do governo também não foram poupadas. O Ministério da Saúde, por exemplo, sofreu um bloqueio extra de recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão em seus gastos correntes (não relacionados com investimentos), informou o Ministério da Fazenda. Foi o segundo maior corte realizado nesta semana. O Ministério da Educação, por sua vez, teve um contingenciamento adicional de R$ 1,16 bilhão nos gastos correntes, informou o Ministério da Fazenda.
Mais cedo, nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, declarou que todas as áreas estão sendo afetadas pelo corte extra que está sendo feito no orçamento federal, inclusive Saúde e Educação, mas observou que os limites mínimos constitucionais estão sendo mantidos. "Todos sofrerão cortes, mas preservando áreas prioritárias para o governo e respeitando sempre os limites constitucionais. Corte proporcional as áreas. Não tem nenhuma pasta especificamente afetada pelo decreto", declarou o secretário do Tesouro a jornalistas.
Segundo o Ministério do Planejamento, o contingenciamento nos Ministérios da Saúde e da Educação ficou abaixo da média geral. "No caso da Saúde o contingenciamento foi de 1,31%, enquanto que na Educação representou 2,55%. Cabe ressaltar que o orçamento dessas áreas se mantém acima do mínimo exigido pela Constituição", acrescentou.
As emendas parlamentares sofreram um bloqueio adicional de R$ 327 milhões, informou o Ministério do Planejamento. "O bloqueio dos valores primou pela qualidade do gasto público, de modo que não houve um corte linear e alguns Ministérios não foram contingenciados. Também foram consideradas as particularidades de cada política e de cada Órgão, além do ritmo de execução das obras em andamento", informou o Planejamento.
Maiores cortes (em %)
Cortes em relação ao limite de pagamento anterior.
-18,3-15,1-14,4-14,2-13,9-12,7Operações de CréditoDesenvolvimento AgrárioDireitos HumanosIgualdade RacialEsportePesca e Agricultura-20-15-10-50
Fonte: Governo Federal
Meta fiscal
O corte adicional no orçamento faz parte da estratégia do governo para tentar atingir a meta de superávit primário deste ano. Além disso, também aumentou tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes e cosméticos e atuou na limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, medidas já aprovadas pelo Congresso Nacional.
A equipe econômica trabalha para aumentar o nível de confiança na economia brasileira e também, para que a nota brasileira, concedida pelas agências de classificação de risco, permaneça no chamado "grau de investimento" – que é um tipo de recomendação para investimento. Perdendo essa nota, as regras de vários fundos de pensão de outros países impediriam o investimento no Brasil, o que dificultaria a capacidade de o país, e das empresas do setor privado brasileiro, buscarem recursos no exterior – aumentando subsequentemente os juros destas operações

Delator da Lava Jato diz à Justiça Federal que 'teme' Eduardo Cunha


Julio Camargo justifica eventuais contradições em delação por 'temor'.
Ele afirmou que o presidente da Câmara exigiu pagamento de propina.

Fernando Castro Do G1 PR
Júlio Camargo prestou depoimento à Justiça Federal na terça (14) (Foto: Reprodução)Júlio Camargo disse ter sido pressionado por
Eduardo Cunha (Foto: Reprodução)
O ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo, réu em processos da Operação Lava Jato, afirmou que eventuais contradições nos depoimentos prestados em acordo de delação premiada são consequências de um “temor” em relação ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. A afirmação foi feita em documento enviado à Justiça Federal pela defesa de Júlio Camargo.
Em depoimento prestado para colaboração com a Justiça, Camargo afirmou que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o delator, Cunha disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões.
Em depoimentos anteriores, Camargo chegou a dizer que não se lembrava de encontros com Eduardo Cunha. Posteriormente, ele afirmou que, além do receio de enfrentar influência do presidente da Câmara, acreditava que só deveria citar políticos se fosse ouvido no Supremo Tribunal Federal.
“Eventuais contradições de Julio Camargo, advém de seu justificado temor em relação ao deputado federal Eduardo Cunha, que hoje ocupa a presidência do Poder Legislativo Federal. A idoneidade da colaboração, deve ser avaliada por todo conjunto de elementos trazidos pelo colaborador, que demonstra que não houve arranjos ou conchavos para harmonizar versões e criar uma falsa imputação”, diz trecho das alegações finais da defesa em um dos processos a que o cliente responde.
O documento sustenta que a colaboração de Júlio Camargo foi minuciosa, corroborada por vários colabores e por outros meios de prova.
A defesa de Júlio Camargo ainda faz críticas à atuação da CPI da Petrobras, afirmando que se trata de uma “lógica de gangue”.
“Basta ver o que a CPI tem tomado uma série de medidas para desmoralizar a investigação, convocando familiares de colaboradores e pedindo a quebra de seus sigilos bancários e fiscais, além de medidas de coação contra Delegados Federais e advogados, a lógica da gangue continua vigorando: intimidação e corrupção”, diz trecho do documento.
 
Propina
Em depoimento, o delator afirmou que os outros US$ 5 milhões seriam pagos ao lobista Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", um dos presos da Lava Jato.
"Tivemos um encontro. Deputado Eduardo Cunha, Fernando Soares e eu. [...] Deputado Eduardo Cunha é conhecido como uma pessoa agressiva, mas confesso que comigo foi extremamente amistoso, dizendo que ele não tinha nada pessoal contra mim, mas que havia um débito meu com o Fernando do qual ele era merecedor de US$ 5 milhões", enfatizou Camargo.
"E que isso estava atrapalhando, que ele estava em véspera de campanha, se não me engano, era uma campanha municipal... e que ele tinha uma série de compromissos e que eu vinha alongando esse pagamento há bastante tempo e que ele não tinha mais condições de aguardar", complementou Camargo no depoimento dado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.
No relato à Justiça Federal, o ex-consultor da Toyo Setal afirmou que Eduardo Cunha era sócio oculto de Fernando Baiano.
“O deputado Cunha não aceitou que eu pagasse somente a parte dele. 'Olha, Júlio, eu não aceito que você faça uma negociação para pagar só a minha parte. Você até pode pagar o Fernando mais dilatado, mas o meu preciso rapidamente. Eu faço questão de você incluir no acordo aquilo que falta pagar ao Fernando'. E aí chegou um SMS: 'Entre US$ 8 milhões a US$ 10 milhões', uma coisa assim”, destacou Camargo no depoimento.
O ex-consultor da Toyo Setal afirmou que, sem ter recurso para pagar a propina, Cunha o ameaçou com um requerimento na Câmara, solicitando que os contratos dos navios-sonda fossem enviados ao Ministério de Minas e Energias para avaliação e eventual remessa para o Tribunal de Contas da União (TCU).
GNews - Eduardo Cunha (Foto: Reprodução/GloboNews) Eduardo Cunha desmentiu afirmações do delator
Julio Camargo (Foto: Reprodução/GloboNews)
Outro lado
À época do depoimento de Camargo, Eduardo Cunha questionou o motivo de o ex-consultor ter relatado tardiamente que ele teria pedido propina. "O delator [Camargo] já fez vários depoimentos, onde não havia confirmado qualquer fato referente a mim, sendo certo ao menos quatro depoimentos. [...] Desminto com veemência as mentiras do delator e o desafio a prová-las", escreveu o peemedebista no comunicado.
Eduardo Cunha afirmou ainda que o Palácio do Planalto e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “podem estar por trás” da acusação feita contra ele por Júlio Camargo. Para Cunha, o delator foi "obrigado a mentir”.
Nesta quinta (30), a assessoria do presidente da Câmara informou que ele não se pronunciaria sobre o assunto. O escritório de advocacia que defende Eduardo Cunha emitiu nota em que diz que a defesa do réu deveria “se preocupar em explicar as divergentes e incompatíveis versões apresentadas pelo seu cliente em Juízo”.
Já o advogado Nélio Machado, que defende Fernando Baiano, disse considerar "muito estranho" que um delator "mude a sua versão" dez meses depois de fazer seu primeiro depoimento. Na visão do criminalista, essa suposta mudança de versão "deixa mal a credibilidade do delator, do MPF e do Judiciário, que acreditaram em alguém que muda a sua história ao sabor dos eventos".
O presidente da da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou que a comissão trabalha “com transparência e responsabilidade”.

Declarações de advogada são equivocadas, diz presidente da CPI


Beatriz Catta Preta disse ter sofrido ameaças de membros da CPI.
Ela deixou de defender clientes investigados na Lava Jato após convocação.

Do G1, em Brasília
O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou na noite desta quarta-feira (30), por meio de nota à imprensa, que as declarações da advogada Beatriz Catta Preta são “equivocadas” e “distantes da realidade”.
Em entrevista ao Jornal Nacional exibida nesta noite, a advogada informou que decidiu deixar os casos dos clientes que defendia na Operação Lava Jato porque se sentia ameaçada e intimidada por integrantes da CPI da Petrobras. Ela disse que, devido às supostas ameaças, fechou seu escritório e decidiu abandonar a carreira. No último dia 9 a CPI, o colegiado aprovou requerimento que convocou Beatriz para depor aos parlamentares.
“Julgamos as declarações da advogada Beatriz Catta Preta como equivocada, distante da realidade e com tentativas de se apresentar como vítima na situação, aproveitando-se das instituições que zelam pela moralidade e aplicabilidade correta das leis brasileiras”, diz a nota. O texto foi divulgado após a entrevista ao Jornal Nacional ir ao ar.
Na entrevista, indagada sobre quais eram os autores das supostas tentativas de intimidação, Catta Preta respondeu: "Vem dos integrantes da CPI, daqueles que votaram a favor da minha convocação", declarou. A CPI aprovou convocação para que a advogada explique a origem do dinheiro recebido a título de honorários. Depois disso, ela desistiu de defender três clientes que fizeram acordo de delação premiada na Lava Jato.
Para Hugo Motta, “se a advogada Beatriz Catta Preta recebeu seus honorários de maneira correta, transparente, no exercício regular da advocacia, com emissão de nota fiscal e recolhimento de impostos, não haveria motivos para intimidação”.
 
“Não parece verossímil que a advogada criminalista de corruptos confessos, que desviaram bilhões de reais, se sinta intimidada de forma velada, sem citar e nem apresentar qualquer ameaça ou fato concreto que justifique suas afirmações”, diz a nota.

Na entrevista, a advogada também afirmou que passou a sofrer intimidação após o empresário Júlio Camargo, que ela defendia, mudou teor de depoimento.

Inicialmente, em depoimento do acordo de delação premiada, ele disse que não saber de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras de pessoas com foro privilegiado. Depois, declarou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tinha pedido US$ 5 milhões de propina – o deputado nega.
Hugo Motta contextou a afirmação. "A convocação da advogada Beatriz Catta Preta se deu na data de 09/07/2015, antes do delator Julio Camargo mudar sua versão, o que ocorreu em 16/07/2015. O fato, em si, apresenta argumento que desmente a principal acusação da advogada: a de que a CPI estaria tentando intimidá-la por conta desta delação", diz o texto.
Veja a íntegra da nota:
Com relação entrevista da advogada Beatriz Catta Preta ao Jornal Nacional, temos a esclarecer o que segue:
1 - Não parece verossímil que a advogada criminalista de corruptos confessos, que desviaram bilhões de reais, se sinta intimidada de forma velada, sem citar e nem apresentar qualquer ameaça ou fato concreto que justifique suas afirmações;

2 - A convocação da advogada Beatriz Catta Preta se deu na data de 09/07/2015, antes do delator Julio Camargo mudar sua versão, o que ocorreu em 16/07/2015. O fato, em si, apresenta argumento que desmente a principal acusação da advogada: a de que a CPI estaria tentando intimidá-la por conta desta delação.

3 - Se a advogada Beatriz Catta Preta recebeu seus honorários de maneira correta, transparente, no exercício regular da advocacia, com emissão de nota fiscal e recolhimento de impostos, não haveria motivos para intimidação. Pelo contrário, deveria ser a primeira a querer esclarecer que o recurso por ela recebido, além de legal, não advém de desvios de dinheiro do povo brasileiro;

4 - A CPI da Petrobras sempre se pauta pela sua isenção, não sofre interferências, e os seus requerimentos recebem sempre a aprovação do plenário. O requerimento que convoca a advogada foi aprovado por unanimidade, foi uma decisão suprapartidária, o que demonstra que não há perseguição à advogada por parte de nenhum membro da CPI ou dos partidos aos quais fazem parte;

5 - Julgamos as declarações da advogada Beatriz Catta Preta como equivocada, distante da realidade e com tentativas de se apresentar como vítima na situação, aproveitando-se das instituições que zelam pela moralidade e aplicabilidade correta das leis brasileiras;

6 - A CPI da Petrobras tem o dever de investigar e não vai se intimidar pelos corruptos que sugaram o dinheiro público.