Os servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pararam as
atividades nesta quinta-feira (30) por tempo indeterminado, segundo
informações do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da
Bahia (Sinpojud). Entre as solicitações da categoria estão pagamento do
percentual de 5% referente a última parcela do Plano de Cargos e
Salários da Categoria e pagamento da gratificação de atividade externa
dos oficiais de Justiça. Eles cobram reajuste salarial, condições de
trabalho e equiparação dos salários. De acordo com o sindicato da
categoria, em alguns casos a diferença de salário entre funcionários de
mesmo cargo é de R$ 1.500.A diferença salarial estaria ocorrendo entre
os funcionários aprovados no concurso público de 2010. Os servidores
cobram ainda a vantagem pessoal de eficiência, correção monetária do
Plano de Cargos e Salários e reposição. Na quinta-feira o Tribunal de
Justiça apresentou proposta de pouco mais de 6% de aumento, parcelado em
três vezes. A categoria ainda vai realizar assembleia para analisar a
proposta.
Anotações e mensagens comprometem Marcelo Odebrecht
Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Norberto Odebrecht, está entre os investigados de inquérito do Ministério Público da Suíça que apura suspeita de pagamento de propina por parte da empreiteira para executivos da Petrobras em contas secretas no país europeu. A Procuradoria em Berna demorou um ano para abrir o procedimento pela complexidade do crime supostamente organizado com uso de empresas em paraísos fiscais de difícil identificação.
O MP suíço espera contar com a colaboração brasileira para investigar contas que possam ter sido controladas pelo empresário, detido há quase um mês em Curitiba. Em Brasília, os procuradores evitam comentar sobre a cooperação, apontando para o caráter sigiloso exigido por Berna. O pedido é para que haja uma “coleta de evidências documentais” e que suspeitos que estejam no Brasil sejam “interrogados”. Um deles seria Marcelo Odebrecht.
A suspeita é de que o presidente da empresa está envolvido em cada uma das comissões supostamente pagas a ex-diretores da estatal. Os indícios de pagamento de propina verificados pelas autoridades suíças estão relacionados com os relatórios da Polícia Federal baseados em mensagens de celulares apreendidos de Marcelo Odebrecht.
REFERÊNCIAS À SUÍÇA
Há várias referências à Suíça. Numa delas, as siglas “PRC/Suíça” foram interpretadas pelos agentes federais como uma referência a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que confirmou, em delação premiada, ter recebido dinheiro da Odebrecht. O delator detalhou que o executivo Rogério Santos de Araújo, diretor da Odebrecht Plantas Industriais e Participações, foi quem sugeriu a ele que “abrisse conta no exterior” para receber propinas da empresa no montante de US$ 23 milhões entre 2008 e 2009.
Em nota, a empreiteira informou que “compreende a abertura do processo na Suíça para obtenção de maiores esclarecimentos, tendo em vista a grande repercussão do tema no Brasil, decorrente do vazamento de informações com interpretações distorcidas e descontextualizadas”. A empresa afirma que “tem todo interesse em esclarecer o assunto, e reitera sua intenção de cooperar com as autoridades brasileiras e estrangeiras”. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)



Márcio Falcão
