Desde que a Rádio Moscou incitou a população
russa a resistir à invasão nazista apelando para a Virgem de Fátima, nunca se
viu nada de igual. Agora, o presidente Vladimir Putin, no discurso
anual à Nação, no final de 2013, erigiu-se em paladino internacional dos
“valores tradicionais”. O “inimigo” é sempre o mesmo: o Ocidente.
O Kremlin usou o tema dos “valores cristãos
tradicionais” para seduzir o número crescente de ocidentais justamente
inconformados com leis e governos anticristãos do Ocidente. Na hora da propaganda, para os ex-agentes da
KGB tudo vale. E Putin apresentou a “nova-URSS” como tendo “um ponto de vista
conservador!” E de um conservadorismo que visa a impedir o
movimento “para baixo, rumo ao caos e às trevas”, explicou matreiramente.
(ABIM)
O Supremo
Tribunal da Austrália derrubou uma lei aprovada pelo governo trabalhista
(socialista) que permitia “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo naquele
país. O Supremo decidiu por unanimidade que “a lei do
casamento não admite a formação ou reconhecimento de casamentos entre pessoas do
mesmo sexo. A lei prevê que o casamento seja celebrado na Austrália somente
entre um homem e uma mulher”. Trinta duplas tiveram seus “casamentos”
invalidados pela decisão judicial. A sentença australiana saiu um dia depois de o
Supremo Tribunal da Índia, seguindo a mesma linha, derrubar decisão de 2009 de
um tribunal inferior, que descriminalizava a prática do homossexualismo.
(ABIM)
Políticos
por vezes não perdem oportunidades de dizerem verdades – ou não – uns
aos outros nas mais diversas ocasiões e, na segunda noite do Festival de
Verão de Salvador o pré-candidato ao governo pelo PMDB, Geddel Vieira
Lima, usou sua oportunidade. Ao encontrar com o adversário Rui Costa no
camarote, disse a ele o que pensava sobre o PT. Entre sorrisos.
Geddel
revelou ao Bocão News que disse de frente para Costa que o governador
Jaques Wagner “enfiou goela abaixo” o amigo como candidato e forçou a
base a aceitar a indicação do secretário da Casa Civil para o pleito de
outubro. “Com a gente [PMDB] é um pouco diferente. Eles têm o chefe, que
empurrou o nome goela abaixo. Parece ditadura. Aqui, temos que
construir”.
O
peemedebista revelou também que a oposição se reunirá nesta sexta-feira
(31), mas fez questão de frisar que não há nenhuma intenção de
transformar o encontro na consagrada “última reunião” que elegerá enfim o
nome do bloco para as eleições. “Temos um coordenador que está
observando. Então vamos esperar”, afirmou. Aproveitou também para
reforçar que não existe um “plano B” e que o ex-deputado não comenta
especulações no que diz respeito a não ficar com a vaga de candidato a
governador.
O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha (PT), afirmou ontem que vai cancelar o convênio da pasta com a
ONG Koinonia-Presença Ecumênica e Serviço, da qual seu pai, Anivaldo
Padilha, é sócio e fundador. A ONG promete recorrer da decisão. "Para
poupar a instituição de qualquer exploração política, eu tomei a
decisão de solicitar ao jurídico do ministério a tomar todas as medidas
legais possíveis para cancelar esse convênio", disse Padilha durante
participação em evento em São Paulo.
Ontem, a Folha revelou que,
no final de 2013, um mês antes de deixar o ministério para deflagrar a
pré-campanha ao governo de São Paulo, o ministro assinou um convênio de
R$ 199,8 mil com a Koinonia para treinamento de jovens sobre a prevenção
e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis.
A oposição afirmou que investigará a
situação da ONG e pedirá à Comissão de Ética Pública da Presidência que
avalie a conduta do ministro, que deixará a Saúde formalmente na
segunda-feira para se dedicar integralmente à campanha pelo Palácio dos
Bandeirantes. Ontem,
repetindo o que o Ministério da Saúde já dissera na véspera, Padilha
afirmou que o convênio foi firmado "dentro de todos os procedimentos
regulares", e que o pai não recebe nenhuma remuneração da ONG desde
2009, quando deixou de dirigir a instituição.
Apesar de ter saído da direção,
Anivaldo é convidado a participar de palestras e eventos em que relata
as ações da organização. Como sócio da entidade, está previsto que ele
participe das assembleias que, anualmente, definem as linhas gerais de
atuação da ONG. "É uma ONG
criada há 20 anos por fundadores como Betinho, Rubem Alves, meu pai,
dentre os associados fundadores. Ela passou por todo o procedimento
legal, foi edital público", disse o ministro.
O ministro lembrou que a Koinonia já
havia firmado outros contratos com o poder público, inclusive com
políticos do PSDB --caso de convênio firmado com o tucano José Serra na
época em que ele era ministro da saúde. Desde 1998, a ONG fez pelo menos nove convênios com diferentes ministérios que, juntos, somam cerca de R$ 1,75 milhão.
Até agora, segundo o ministro,
nenhuma parcela do dinheiro aprovado pelo ministério foi repassado à
ONG, que promete "recorrer pelos meios cabíveis" caso o cancelamento
seja confirmado. "Trata-se de um contrato assinado. No entender de Koinonia, cumprimos todos os trâmites exigidos", informou a ONG ontem.
Apesar de a Koinonia ter
representação no Rio, em Salvador e em São Paulo, o projeto que havia
sido contemplado com a verba do Ministério da Saúde seria executado
somente na capital paulista, de acordo com funcionários da própria ONG.(Folha de São Paulo)
O Brasil tinha a chance de gerar lucro e mudanças
importantes com a Copa do Mundo deste ano, sem realizar nenhum gasto público,
como fez os Estados Unidos no evento de 1994. A poucos meses para os jogos, porém,
se mostra o maior gastador de verbas do governo em Mundial de Futebol, em nome
de um evento que deve beneficiar principalmente, ou apenas, a iniciativa
privada. Que pode ainda gerar desemprego e outras consequências negativas.
Qualquer coisa que se ganhe com a Copa de 2014, então, pode não se comparar ao
preço que o país já começou a pagar. Uma das grandes paixões do brasileiro, que
virou parte da cultura principalmente nas camadas mais pobres da sociedade, de
onde sai, inclusive, a maior parte dos jogadores, agora se volta cada vez
mais à elite.
Apenas um terço dos ingressos dos jogos da Copa estão
disponíveis para o torcedor brasileiro pela distribuição inicial da Fifa, de
acordo com artigo do blog do Rodrigo Mattos, no Uol Esporte. Com 12
cidades-sede, nenhum outro Mundial teve uma oferta de assentos tão grande, mas
nem por isso os brasileiros ganharam facilidade para conseguir uma entrada, que
não são baratas, inclusive. Maracanã
inspirou diversos protestos pelo país e ficou marcado pelo custo das
obras acima do previsto, assim como em outros projetos da Copa no BrasilComo ressaltou Christopher Gaffney à Carta Capital em 2011, a Copa era a oportunidade de usar um
investimento federal em benefício da população, mas se tornou um evento
esportivo financiado com dinheiro público para o lucro privado: "o governo
assume o risco e os patrocinadores é que vão receber os benefícios".
Conforme
o país adota uma posição mais mercantilista em
relação ao futebol, também perde posições no ranking da Fifa. Chegou à
18ª posição
em 2012 e agora subiu para a 10a., depois de anos no primeiro lugar. Os
meninos
brasileiros que crescem com o sonho de se tornarem jogadores, ao mesmo
tempo,
viraram produtos de exportação para times estrangeiros, até mesmo antes
de
passar por qualquer time nacional. Muitos, inclusive, são enganados e
explorados lá fora. O público nos estádios brasileiros vem caindo ano a
ano também. Na década passada, o ex-presidente Lula chegou a comentar
que a massiva exportação de jogadores brasileiros acabava ofuscando o
desempenho dos times do país. Os ingressos
Foram muitas as manifestações pelo Brasil inteiro contra os
gastos na Copa. Muitos, inclusive, torcem para que dê tudo errado e ela não
aconteça. Outros, animados com promessa de bom entretenimento, se empenharam
para conseguir um ingresso para os jogos. A sorte, no entanto, não sorriu para
todos. Em novembro, o Procon alertava que mais de seis milhões de torcedores
que se inscreveram para o sorteio no site da
Fifa, não foram devidamente informados sobre as etapas e critérios da seleção.
Um sorteio obscuro, classificou o advogado
Ricardo Amitay Kutwak. Para o jurista, não foi surpreendente o fato da
federação não divulgar os critérios de sorteio, assim como não divulgar os
nomes das pessoas contempladas. Empresas patrocinadores fazem promoções com as entradas da Copa do MundoEm novembro, o jornal argentino Clarín publicou uma
reportagem para criticar a metodologia de sorteio de ingressos pela Fifa. Fontes ligadas à AFA (Associação
Argentina de Futebol) revelaram ao jornal que a compra de bilhetes para a Copa
por empresas de viagens foi excepcional, com óbvio objetivo de revenda. No
Brasil, grandes marcas que apoiam ou patrocinam a Copa promoveram campanhas de
Natal com sorteios de ingressos para os principais jogos. Somente uma rede
nacional de lojas esportivas disponibilizava 200 entradas para o primeiro jogo
da competição, que será realizado no dia 12 de junho, em São Paulo.
O Departamento de Imprensa da Fifa informou ao JB que
nenhuma empresa, além dela, está autorizada oficialmente a comercializar
ingressos. O único canal para o torcedor comum conseguir um passe é o site da
própria Fifa. Quando o primeiro lote de quase 1,1 milhão de ingressos foi
alocado no ano passado, cerca de 62% foram para brasileiros e 38% para
compradores internacionais, disse a federação. Os cinco principais países
interessados foram o Brasil, seguido pelos Estados Unidos, Austrália,
Inglaterra e Argentina.
A população dos estados que vão receber a Copa é equivalente
a 74% da população brasileira - em julho de 2013, o país contava com
148.972.739 de habitantes nas 12 cidades-sede, de acordo com o IBGE. Ao todo,
os estádios das 12 cidades-sede da Copa têm capacidade para 675 mil pessoas, a
maior oferta de assentos entre as últimas Copas.
Os estados americanos que sediaram o megaevento em 1994
tinham uma população em torno de 114.563 milhões de habitantes, ou 44% da
população total do país na época. Esses norte-americanos, vale ressaltar,
tinham uma capacidade e disposição superior ao dos brasileiros para o consumo.
Agora que grande parte da população do Brasil começa a romper barreiras e a
comprar elementos considerados básicos, como móveis e eletrodomésticos. Não são
todos que podem tentar – porque não se sabe se conseguirão – comprar um ingresso. Os
parceiros comerciais da Fifa, que podem promover concursos culturais ou
sorteios para distribuir os ingressos aos seus clientes, também não atingem a
toda a população brasileira e, alguns deles, chegam apenas a uma minoria.
A Emirates, por exemplo, parceira comercial, é a principal
companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, eleita a Melhor Cia Aérea do Mundo
pela Skytrax 2013. Ela oferece viagens no Brasil para destinos exóticos, como o
Vietnã e outras rotas asiáticas. A Fifa conta com Parceiros, como a Emirates,
com os patrocinadores da Copa deste ano, e também com apoiadores nacionais, em
um total de 22 empresas.
Os patrocinadores do evento deste ano são a cervejaria
Budweiser, a produtora de óleos lubrificantes Castrol, o grupo automotivo
Continental, a Johnson & Johnson, o Mc Donald's, a Oi, a Moy Park e a Yingli.
A Moy Park é reconhecida como uma das maiores produtoras de aves orgânicas e
milho para aves na Europa. A Yingli, por sua vez, se apresenta em seu website como a maior produtora de
painéis solares do mundo, cuja missão seria oferecer energia verde acessível
para todos. Já entre os apoiadores nacionais estão a Centauro, o Itaú, a Apex Brasil, a Garoto, a Liberty Seguros e o Wise Up.
Mais da metade dos 3,3 milhões de bilhetes da distribuição
inicial da Fifa vai para a federação internacional, associações nacionais de
futebol, CBF, parceiros comerciais, Vips, Comitê Organizador, governo federal,
entre outros, além da fatia destinada a estrangeiros, de acordo com artigo
de Rodrigo Mattos. As entradas podem ser
comercializadas posteriormente, mas apenas se todos os parceiros anunciarem
desinteresse, o que se acredita que não deve acontecer nesta edição.
No total, indica Rodrigo, os bilhetes disponíveis para o
torcedor comum brasileiro somam 1,127 milhão (33,8% do total), sendo que parte
deles também tem restrições ou preferências para determinados grupos. Só 700
mil bilhetes, contabiliza, serão vendidos em condições de igualdade para
qualquer torcedor do mundo, inclusive os do Brasil.
"Quem leva mais vantagem na divisão são os parceiros
comerciais, que ficam com 605 mil entradas. Eles pagam por isso e podem fazer
promoções para torcedores, como ressalta a Fifa. Outros 445 mil são para
empresas de hospitalidade, que incluem as que vendem pacotes milionários com
hospedagem e outros serviços para torcedores abastados. Televisões e rádio com
direitos de transmissão ficam com 66 mil bilhetes", alerta Rodrigo. De paixão popular ao
futebol para a elite
Grandes times brasileiros têm uma dívida em torno de R$ 4 bi
em impostos aos cofres públicos, mesma quantia anunciada como lucro da Fifa com
a Copa, e que poderia ser aplicada em saúde, educação e infraestrutura. Além
disso, o país acabou se tornando também um grande exportador de jogadores para
outros países e, basta uma olhada no histórico desses atletas do país para
perceber que a grande maioria vem de famílias pobres. Rosell já foi investigado por diversas polêmicas envolvendo verbas suspeitasUma figura que representa um pouco a situação a qual chegou
o futebol é Sandro Rosell, ex- presidente do Barcelona, ex-representante da
Nike no Brasil e amigo pessoal de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. Como
o Estadão revelou no ano passado,
parte do dinheiro pago à CBF por times no mundo inteiro como cachê para
enfrentar a seleção não era depositada em contas no país, mas direcionadas a
empresas com sede nos Estados Unidos, registradas em nome de Sandro Rosell.
Rosell chegou a ser investigado no Brasil por causa de um
amistoso entre Brasil x Portugal, em Brasília, em novembro de 2008. Em 2011, a
Polícia Civil do Distrito Federal suspeitava de um superfaturamento na
organização do amistoso, com gastos enormes com estadias e transporte das
equipes.
Na semana passada, Rosell decidiu deixar o cargo após a
Justiça espanhola acolher uma denúncia contra ele por irregularidades na
contratação de Neymar. De acordo com o jornal El Mundo, de Madri, a compra de
Neymar teria custado 95 milhões de euros (R$ 308 milhões), e não os 38 milhões
(R$ 127 milhões) declarados pelo presidente. Segundo a Justiça espanhola, a
documentação entregue pelo clube possui indícios suficientes para sustentar o
início de um inquérito. Os gastos e o retorno das últimas
Copas
O geógrafo Gaffney reforçou em entrevista para a Carta Capital
que a Fifa conta com cinco ou seis pessoas comandando, ligadas diretamente ao
Ricardo Teixeira. A estrutura, alertou, permite que ninguém assuma
responsabilidades, pois quando surge um problema "o COL joga para o Ministério
do Esporte, que pode jogar para a Infraero, que joga para a CBF, que diz que
não tem nada com isso porque diz que os contratos são com as cidades, que pode
jogar para o Estado, que pode jogar para a CBF. Não existe uma estrutura
centralizada da Copa. E se você procura informações sobre a organização na
internet, você chega só nas páginas da Fifa. Não há informações. E depois,
quando apertar, a responsabilidade vai cair no colo do governo federal, como
houve no Pan e na Olimpíada."
No total, para todas as cidades-sede brasileiras, a previsão
de aplicação de recursos do TCU é de R$ 8,3 bi em financiamentos federais, R$
6,3 bi em recursos diretos federais, R$ 4 bi estaduais, R$ 1 bi municipais e R$
4 bi de outras fontes - em um total previsto de R$ 25,9 bi. Artigo do
pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte e diretor da Trevisan
Escola de Negócios, Fernando Trevisan, no Portal 2014, reforça que, além de
empréstimos do BNDES, outra forma de presença de recursos públicos nos estádios
é pela isenção de pagamento de tributos. Trevisan aponta que, de acordo com o
Tribunal de Contas da União, o governo vai deixar de arrecadar RS 461 milhões -
o que não chega a representar tanto, considerando que o setor automotivo deixou
de pagar R$ 7,9 bilhões em tributos desde 2008, por conta de políticas de
incentivo governamental. Estados Unidos não precisou realizar gastos públicos e ainda teve lucroOs Estados Unidos, durante a Copa de 1994, receberam 400 mil
turistas e não precisaram gastar um centavo para receber o evento, já que toda
a infra-estrutura estava pronta. De acordo com estudos da Universidade de Nova
Iorque, o principal objetivo dos Estados Unidos em sediar a Copa do Mundo foi o
de promover o futebol no país. Nova Iorque, São Francisco e Boston tiveram
receita de U$ 1,45 bilhão. Na indústria hoteleira, o crescimento, em comparação
com o ano anterior, foi de 10%, e na indústria de alimentos e bebidas, de 15%.
O evento no Japão e Coreia, em 2002, deixou grandes
prejuízos para o primeiro país. Segundo o membro da comissão da Copa no Japão,
Ichiro Hirose, o país não teve um planejamento estratégico para a utilização
dos estádios após o evento e, como os custos de manutenção desses espaços são
muito altos, tem enfrentado um prejuízo de cerca de U$ 5 milhões por ano ao
governo japonês. O impacto, contudo, de acordo com o Dentsu Institute dor Human
Studies, teria sido da ordem de US$ 24,8 bi na economia japonesa e de US$ 8,9
bi na economia coreana.
A Copa na Alemanha, em 2006, custou US$ 6 bi, e o país recebeu
2 milhões de turistas. O setor público financiou um terço dos 2 bilhões de
dólares gastos nas obras nos estádios. Não gastou quase nada e o lucro foi
grande. Durante as quatro semanas, o incremento de receita gerado por gastos de
turistas foi de 300 milhões de euros. Brenke e Wagner, todavia, constataram que
o desemprego após a realização do evento tende a crescer. Gert Wagner, do
Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, por sua vez, analisou o impacto da Copa
de 2006 como minúsculo diante da magnitude da economia alemã. Ainda assim,
houve incremento no turismo. O gasto médio de turistas em 2005 na Alemanha era
de 174 euros por dia, durante a Copa, o valor subiu para 400 euros. No ano
seguinte, o país também registrou aumento de pernoites e chegada de turistas.
A Copa da África do Sul, em 2010, custou US$ 8 bilhões. Os
investimentos em infraestrutura urbana foram muito elevados em comparação com a
Alemanha, que já tinha a maior parte dos estádios e arenas, mas bem menor que
os do Brasil. Os salários na África, porém, são menores que os da Alemanha, por
exemplo, o que representa redução dos custos operacionais e de infraestrutura. O
evento teve a previsão inicial de gastos de R$ 2,1 bilhões. A dívida
sul-africana com as obras do Mundial eram de 4 bilhões de dólares para sediar a
Copa, a mesma quantia que a Fifa anunciou como lucro. Para um país com tantas
carências, como o Brasil, foi um grande gasto para dar lucro a uma empresa
privada.
De acordo com estudo do Dieese, entre as obras definidas
para que as cidades-sede no Brasil possam receber o megaevento, estavam 13
estádios e 50 projetos de mobilidade urbana - a metade ligada a portos e
aeroportos. Outros projetos ainda necessários, como de tecnologia da informação
e sustentabilidade ambiental também estariam em fase de finalização.
No Rio de Janeiro, foram programados projetos e ações em
três aeroportos, um estádio, três ações de mobilidade urbana, uma de segurança
pública, seis de telecomunicações, oito de desenvolvimento turístico e uma
relacionada a estruturas temporárias. Segundo informações disponíveis no site
do Tribunal de Contas da União, para isso, os financiamentos federais ficaram
em R$ 1,5 bi, com aplicação direta de recursos federais de R$ 829,8 mi,
estaduais de R$ 862,5 mi e municipais de R$ 514 mi.
Os custos do Maracanã, que chegaram a R$ 1,2 bilhão, superaram
em muito o que estava previsto. Em outubro do ano passado, mesmo com a obra
milionária, o que os torcedores viam no Maracanã era um verdadeiro caos, com
banheiros alagados, policiamento ineficiente ou inadequado e total falta de
informação.
Estudo do Itaú Unibanco previa que a Copa contribuiria com
um aumento de 1,5 ponto percentual para o PIB brasileiro, entre 2013 e 2014. A
projeção, no entanto, caiu para 1% do PIB, devido à redução nos investimentos
programados, principalmente nos relacionados à infraestrutura, e maior atenção
a estádios, que não oferecem impacto relevante na economia brasileira.
A Embratur informou no final do ano passado que os turistas
que visitarão o Brasil durante a Copa do Mundo de 2014, entre eles 600 mil
estrangeiros, gastarão cerca de R$ 25 bilhões no país, número que compensaria o
investimento público no evento, de acordo com a previsão do Instituto
Brasileiro de Turismo. "Calculamos que os estrangeiros gastarão R$ 7
bilhões durante os 30 dias de Copa e os brasileiros o restante desse
montante", disse o presidente da Embratur, Flavio Dino.
Estudo encomendado pelo Ministério do Esporte em 2010 mostrava
que os impactos econômicos potenciais resultantes da realização da Copa de 2014
podem chegar a R$ 183,2 bilhões, dos quais R$ 47,5 bilhões (26%) se referem aos
impactos diretos, enquanto R$ 135,7 bilhões são resultados dos impactos
indiretos.
Contudo, nota técnica do Dieese já apontou que é preciso ter
cautela com a visão difundida de que a Copa só trará benefícios. “Uma olhada
sobre a Lei Geral da Copa e outros instrumentos jurídicos voltados para a (des)
regulamentação das atividades que envolvem a realização desse evento mostra que
não é bem assim. Exemplos disso são as diversas formas de isenção fiscal que
têm sido disciplinadas; a intenção da Fifa em suspender parte do Estatuto do
Torcedor, do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor; ou a
proposta de responsabilizar a União amplamente por ‘todo e qualquer dano
resultante ou que tenha surgido em função de qualquer incidente ou acidente de
segurança relacionado aos eventos’. O projeto aprovado dá amplos poderes a
Fifa, inclusive para determinar o preço e as regras de Compra e venda dos
ingressos.”
Dos turistas esperados para a Copa, a Embratur calcula que a
maioria chegará procedente da Argentina e Estados Unidos, os dois maiores
compradores de ingressos até agora. De acordo com Dino, Rio de Janeiro e São
Paulo, onde serão jogadas a final e a abertura da Copa respectivamente, serão
as cidades que mais receberão visitantes durante o evento.
Segundo o último balanço divulgado pela MATCH, em setembro,
a distribuição das cidades mais procuradas são as seguintes: Rio de Janeiro (52%),
São Paulo (10%), Salvador (8%), Fortaleza (7%), Belo Horizonte (5%), e Brasília
(5%).
Matéria publicada no Jornal do Brasil em 2013 alertava para
a necessidade do país começar a atrair turistas de maior poder
aquisitivo. Brasileiros continuam viajando muito para o exterior e
gastando mais em suas viagens. De acordo com pesquisa do TripAdvisor,
uma em
cada quatro turistas brasileiras pretende gastar mais de R$ 1.800 só em
compras
durante uma viagem. Já os estrangeiros que vêm passear por aqui são mais
contidos. Em 2012, o gasto médio diário por turista estrangeiro foi de
US$ 68,94,
contra os US$ 71,35 do ano anterior.
A Associação Brasileira de
Hotéis (ABIH) e a FOHB,
procuradas pela reportagem, alegaram não ter dados ainda sobre a
porcentagem de
hotéis, pousadas e albergues mais procurados pelos turistas para o
período da Copa. É consenso, no entanto, como foi
mostrado em reportagem do ano passado, que o perfil do turista que
visita o Brasil é o do que poupa mais, não gasta
tanto quanto os brasileiros em suas viagens ao exterior, e que chegou a
ficar conhecido como o "turista-fusca", que anda, anda, anda, anda e não
gasta nada.
O setor público consolidado – governos
federal, estaduais e municipais e empresas estatais – registrou
superávit primário de R$ 91,306 bilhões, em 2013. Esse resultado
correspondeu a 1,9% de tudo o que o país produz – o Produto Interno
Bruto (PIB). É o menor nível anual da série histórica do Banco Central
(BC), iniciada em 2001. Em 2012, o superávit primário ficou em R$
104,951 bilhões, o que correspondeu a 2,39% do PIB. Os dados foram
divulgados hoje (31) pelo BC..
O superávit primário é a economia
de recursos para pagar os juros da dívida pública e reduzir o
endividamento do governo no médio e longo prazos.
Originalmente, a
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) previa meta de superávit primário
de 3,1% do PIB para a União, estados e municípios em 2013. Depois, o
governo lançou mão de mecanismos que permitiam o abatimento de gastos do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de receitas que deixaram
de entrar na conta por causa de desonerações e revisou a meta para 2,3%
do PIB (R$ 110,9 bilhões). E, no fim de novembro do ano passado, foi
aprovada emenda à LDO que desobriga a União de compensar o
descumprimento da meta dos governos estaduais e das prefeituras. A meta
somente do Governo Central, que correspondia a R$ 108,09 bilhões, foi
reduzida para R$ 73 bilhões.
O Governo Central (Tesouro Nacional,
Banco Central e Previdência) registrou superávit de R$ 75,291 bilhões
(1,57% do PIB), contra R$ 86,086 bilhões (1,96% do PIB) de 2012. Os
governos estaduais registraram superávit primário de R$ 12,961 bilhões,
menor do que o resultado de 2012 (R$ 18,776 bilhões). Os governos
municipais apresentaram superávit primário de R$ 3,376 bilhões, contra
R$ 2,735 bilhões do ano anterior. As empresas estatais (excluídos os
grupos Petrobras e Eletrobras) registraram déficit primário de R$ 322
milhões, contra o resultado também negativo de 2012 (R$ 2,645 bilhões).
O
esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os
gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a
R$ 248,856 bilhões, 5,18% do PIB, em 2013, ante R$ 213,863 bilhões
(4,87% do PIB) do ano anterior. Com isso, o déficit nominal, formado
pelo resultado primário e as despesas com juros, ficou em R$ 157,550
bilhões, correspondentes a 3,28% do PIB. Em 2012, o déficit nominal
ficou R$ 108,912 bilhões (2,48% do PIB).
O CIMI, Conselho Indigenista
Missionário é parte da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,
que é quem orienta a Igreja Católica. O CIMI incita a violência contra
produtores rurais. O CIMI é co-responsável por atos bárbaros que vem
acontecendo no Brasil contra a propriedade privada, em nome de que, em
1.500, o Brasil era dos índios. Podem botar estas mortes na conta da
Igreja Católica. Ela, no fundo, é a grande culpada. Sobre a FUNAI, sem
comentários. Nem os índios a querem.
Cinco índios da etnia tenharim foram
presos ontem na região de Humaitá (AM) por suposto envolvimento no
assassinato de três pessoas, em dezembro, informaram fontes policiais à Folha. Todos
os presos foram levados a Porto Velho, a 200 km dali. Para a captura, a
Polícia Federal comandou uma megaoperação com agentes seus, da Polícia
Rodoviária Federal, do Exército e da Força Nacional.
Até a conclusão desta edição, não
havia informações sobre se foram achados os corpos do funcionário da
Eletrobras Aldeney Salvador, do representante comercial Luciano Ferreira
e do professor Stef de Souza. Eles sumiram em viagem pela
Transamazônica, em 16 de dezembro. O caso motivou protestos que tiveram
depredação de carros e de instalações da Funai. O governo enviou uma
força-tarefa para a região. A Folha tentou falar com o advogado dos índios, mas ele não foi localizado. Leia mais sobre o caso no Questão Indígena.
Está uma barbada arrecadar dinheiro para pagar as multas dos criminosos
do PT. Depois do sucesso da vaquinha do Genoino, que arrecadou a mais do
que necessitava, repassando parte para Delúbio, agora é este que
arrebenta a boca do balão. Somente hoje arrecadou R$ 600 mil, na sua
campanha telefônica feita de dentro da CUT em Brasília. Bastou dizer:
aqui é o Delúbio. Agora o ex-tesoureiro do PT vai passar a bolada para
José Dirceu, que depois vai passar para João Paulo Cunha, na maior
corrente mensaleira da história deste país. A única dúvida é: será que
vão criar vergonha na cara e ajudar a pagar a multa do Marcos Valério?
Os rumores sobre uma suposta decisão do ex-governador Paulo Souto
(DEM) elevaram a temperatura política no seio da oposição baiana. Nas
primeiras horas de ontem, a expectativa era de que Paulo Souto teria
aceitado disputar a cadeira do Palácio de Ondina, nas eleições de 05 de
outubro. Entretanto, com o passar do dia, surgiram rumores opostos de
que o democrata havia desistido de entrar como protagonista da cena e já
havia, inclusive, conversado com o prefeito ACM Neto (DEM) sobre o
assunto.
Cobiçado pelo partido para ser o representante do grupo e com bons
índices nas pesquisas, Souto, entretanto, resiste em falar e manda o
recado para que todos “aguardem” o momento. As conversas se ampliaram
junto à expectativa de que esta sexta-feira seria o limite acordado
entre os líderes da oposição e o prefeito ACM Neto (DEM) para uma
definição interna. Consultado pela reportagem da Tribuna ontem, Souto pediu
desculpas e, mais uma vez, se recusou a falar sobre a questão. “Não tem
como eu falar sobre o assunto”. Lideranças
democratas também negaram que haja um fechamento. O presidente do
partido no Estado, deputado Paulo Azi disse que o correligionário não
tem uma posição definida.
“É uma questão de foro íntimo dele que está avaliando se empresta ou
não o seu nome. O partido o deixou à vontade”, afirmou.“As coisas estão
caminhando para serem decididas em pouco tempo”.Nos bastidores, outras
lideranças sinalizam que ainda haverá muito diálogo até o jogo político
ser totalmente acordado. Escolha nas mãos do prefeito
O clima de espera estaria relacionado à suposta conversa a ser
coordenada pelo prefeito ACM Neto (DEM) com as lideranças partidárias do
DEM, do PMDB que apresenta o nome do próprio presidente estadual do
partido Geddel Vieira Lima para a cabeça de chapa, e do PSDB, que tem
como pré-candidato João Gualberto, apontado nos bastidores como possível
vice. Demonstrando muita vontade de ser o representante da
oposição na disputa para governador, Geddel negou ontem que haja alguma
novidade. O seu irmão, deputado
federal, Lúcio Vieira Lima disse que o assunto está nas mãos do
prefeito ACM Neto. “Logicamente o prefeito está fazendo as conversações
que acha serem necessárias, primeiro. Estamos aguardando a sua
convocação”, acrescentou. Uma das principais lideranças do PSDB no Estado,
o deputado federal Antonio Imbassahy disse a decisão dos oposicionistas
em relação ao nome que enfrentará as eleições ao governo está sendo
“amadurecida”. “Continuamos com as conversações finais. Não há notícia
de definição, mas estamos próximos disso”, afirmou. Segundo ele, não há
dificuldades no processo. “São todos bons candidatos, nomes de qualidade
reconhecida e isso até facilita a escolha. Difícil seria se não
tivéssemos bons candidatos”, enfatizou.
Nos bastidores, a avaliação é de que Souto tenta ajustar uma decisão
por temer muito uma terceira derrota. Para isso exigiria uma chapa
bastante competitiva e precisaria de uma grande segurança financeira
para realizar com maior tranquilidade a campanha Geddel, por sua vez, estaria mais disposto a enfrentar o cenário,
mas também deseja uma composição que demonstre muita capilaridade para
rivalizar com as alternativas até então apresentadas. Todos eles
preferem minimizar as consequências da demorada decisão, quando
comparada a situação do PT e do PSB.
Caso aconteceu região do Posto Trevo, no Polo Petroquímico de Camaçari. Ninguém ficou ferido, diz polícia; local está isolado.
Do G1 BA
Caminhão cegonha fica destruído (Foto: Everaldo Lins / Divulgação)
Um caminhão cegonha carregado com 11 veículos pegou fogo na madrugada
desta sexta-feira (31), na área do Polo Petroquímico de Camaçari, Região
Metropolitana de Salvador. O veículo estava estacionado em um posto de
combustíveis quando as chamas começaram. De acordo com informações da
polícia, outros quatro caminhões que também estavam estacionados no
posto foram atingidos pelas chamas. Ninguém ficou ferido.
A polícia não tem informações sobre as circunstância do crime e
investiga se o incêndio é criminoso. Não há informação sobre qual
empresa é responsável pelo caminhão cegonha. Os donos dos outros
veículos não foram identificados.
Ainda de acordo com a polícia, participaram do combate ao incêndio uma
brigada de incêndio do Polo, a Defesa Civil de Camaçari e equipes do
Corpo de Bombeiros. O local está isolado.
Incêndio começou na madrugada desta sexta-feira (31) (Foto: Everaldo Lins / Visão Diária)
Veículo estava ao lado de caminhão cegonha e também foi atingido (Foto: Everaldo Lins / Visão Diária)
Polícia apura se incêndio é criminoso (Foto: Everaldo Lins / Visão Diária)
Veículo também estava estacionado no posto, e foi atingido pelas chamas (Foto: Everaldo Lins / Visão Diária)
Paralisação é por tempo indeterminado e começa na sexta-feira (31). Plano de saúde e revisão do plano de cargos e salários são pautas.
Do G1 BA
Os trabalhadores dos Correios na Bahia
vão iniciar greve por tempo indeterminado a partir das 0h de
sexta-feira (31), segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e
Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba). A decisão foi tomada em
assembleia, ocorrida nesta quinta-feira (30), na sede da entidade, no
bairro Matatu de Brotas.
De acordo com o sindicato, centenas de pessoas participaram e votaram a
favor da paralisação. A entidade explica protesto é contra a quebra de
acordo dos Correios em relação à manutenção do plano de saúde dos
servidores, determinada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Eles
pedem ainda a revisão do plano de cargos e salários.
A assembleia decidiu também pela realização de um protesto em frente à
sede central no bairro da Pituba no primeiro dia de paralisação. O
sindicato acrescenta que a greve contempla todos os servidores baianos.
Veículos estão retidos desde a quinta-feira (30); caso acontece em Ibotirama. Índia da tribo Kiriri diz que medida visa pressionar a realização de reunião.
Do G1 BA
Os veículos da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesasi) vão
continuar retidos até que as reivindicações dos índios da tribo Kiriri
sejam cumpridas. A informação é da índia Maria Kiriri, que aguarda a
chegada de um dos representantes da Sesasi para diálogo. "Nós só vamos
liberar os carros quando nossas reividicações forem atendidas. Se isso
não acontecer, nós não vamos liberar nada. Se não houver acordo, vai
ficar tudo aqui. Essa comunidade está sofrendo", diz.
Ainda de acordo com a índia, um dos representantes da Sesasi deve
chegar à comunidade no sábado (1). Na quinta-feira (30), os seis
servidores de Ibotirama, no oeste da Bahia, foram liberados pelos índios
da tribo, mas os dois veículos da Sesasi ficaram retidos.
De acordo com a índia, a medida visa pressionar a realização de reunião
com representantes da Coordenação dos Distritos Sanitários Especiais
Indígenas da Bahia (DSEI/BA), já agendado para o sábado. O protesto da
tribo continua, conforme afirma. "Só os carros ficaram. Estamos com água
suja, de péssima qualidade, tendo diarreia e dor no estômago. Estamos
pagando exames e outras coisas mais", relata a indígena.
Entre os servidores, quatro eram motoristas, uma enfermeira e uma
dentista, comenta. Eles ficaram dentro do posto de saúde, mas, segundo
Maria Kariri, não chegaram a ser presos. Na aldeia vivem 40 famílias e
cerca de 200 índios.
Maria Kiriri ressaltou que pessoas estão adoecendo devido à ingestão de
água contaminada, que é armazenada em uma caixa d'água de zinco,
construída há 12 anos e que até hoje não passou por manutenção.
Os índios ainda alegam que estão com dificuldades para se sustentar.
Eles vivem basicamente da pesca e da agricultura, que estão prejudicadas
devido à escassez de peixes e à seca.
O Coordenador Regional da Funai na Bahia,
Carlos Roberto dos Santos, disse ainda pela manhã que a
responsabilidade pela gestão da saúde e bem estar dos índios é da Sesai.
"A Coordenação Regional entrou com a ação na Justiça contra a Sesai em
2011 e foi criado uma Câmara Técninca em Brasília na AGU para resolver
os problemas relcionado à saúde. A próxima audiência está marcada para o
dia 18 de fevereiro de 2013. No que diz respeito às responsabilidades
da Funai com os índios, estamos dando o melhor suporte possível.", disse
o coordenador.
O G1 falou também com a Polícia Federal da região, que
informou que não estava sabendo sobre protesto. Segundo informações
passadas por testemunhas, o protesto ocorre de forma pacífica, sem
feridos.
O
ex-governador Paulo Souto (DEM) e o ex-ministro da Integração Nacional,
Geddel Vieira Lima (PMDB) terão reuniões individuais, nesta sexta-feira
(31), com o prefeito de Salvador ACM Neto, em local e horário a serem
definidos, com o objetivo de bater o martelo sobre quem será o candidato
das oposições nas eleições estaduais deste ano. Enquanto o presidente
peemedebista na Bahia não esconde de ninguém o desejo de disputar
novamente o Palácio de Ondina, após a derrota no último pleito, o
ex-chefe do Executivo baiano por duas vezes – de 1995 a 1999 e de 2003 a
2007 –, embora tenha perdido as duas últimas campanhas (2006 e 2010)
para o governador Jaques Wagner, é o atual líder das pesquisas e tem
sido conclamado por correligionários e familiares a aceitar
o desafio. Na segunda (27), a candidatura do democrata chegou a ser
descartada em virtude de não ter concordado com "condições" colocadas
por Neto. Nesta quarta (29), no entanto, depois de receber em seu
gabinete lideranças do partido, o ex-governador teria se "reanimado" com
a ideia de entrar mais uma vez na briga. O desafio de Neto, agora, é
tentar conquistar o consenso, já que quem for escolhido gostaria de ter o
outro como aspirante ao Senado. Ambos não querem se expor e falar com a
imprensa no estágio crucial das conversas, para evitar que uma palavra
mal colocada gere constrangimento e signifique eliminação sumária.
Contatados pelo Bahia Notícias, Souto se calou por completo e Geddel,
que declarou várias vezes que abriria mão da candidatura em função do
democrata, resumiu o momento: "Não estou comentando nada sobre o tema.
Estou afônico". Sem tanta dificuldade, o ex-prefeito de Mata de São
João, João Gualberto (PSDB), deverá ser confirmado como vice da chapa.
Enoli Lara desfilou pela União da Ilha, em 1989, com enredo 'Festa Profana'.
'Detenho o DNA, o pátrio poder da genitália desnuda', diz, aos 64.
anos.
Lívia TorresDo G1 Rio
Eloni no desfile da Ilha do Governador, em 1989, à
esquerda, e no lançamento de seu livro à direita (Foto: Arquivo Pessoal/ Marco
A. Rezende)
“Tão cheia de pudor que vive nua", foi com a frase do Soneto do Orfeu, de
Vinicius de Moraes, que Enoli Lara, a primeira mulher a desfilar totalmente nua
na Marquês de Sapucaí, se descreveu. O feito aconteceu há 25 anos, quando a
União da Ilha do Governador desfilou o enredo “Festa Profana”, no Sambódromo do
Rio. No ano seguinte, em 1990, a “genitália desnuda” foi proibida no carnaval.
Aos 64 anos, Enoli diz que se tornou mito, se considera um eterno símbolo sexual
e fala que o carnaval foi o grande e inesquecível amor de sua vida.
“Eu
fui o interdito, a bandeira libertária, o despudor que gerou o pudor. O carnaval
foi um divisor de águas na minha história, assim como eu fui para o carnaval.
Criou-se um regulamento depois da minha exibição na Avenida. Eu virei um mito,
um ícone, uma lenda, uma musa, uma legenda e eterno símbolo sexual. Detenho o
DNA, o pátrio poder da genitália desnuda. Jamais se falará dela sem invocar o
meu nome. Omitir o meu nome é um sacrilégio, é apagar a história, é como negar a
beleza das genitálias desnudas das nossas índias. 'Suas vergonhas, tão altas e
tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos,
não se envergonhavam'”, disse, citando a Carta de Pero Vaz de Caminha, de 1500,
no descobrimento do Brasil.
Enoli com a fantasia que desfilou pela União da
Ilha em 1989 (Foto: Arquivo Pessoal)
Fantasia: par de botas No carnaval de 1989, Enoli
representou a deusa grega Afrodite, vestindo apenas um par de botas. No ano
seguinte, o carnavalesco Joãosinho Trinta criticou a proibição no enredo “Todo
Mundo Nasceu Nu”, da Beija-Flor. O ator Jorge Lafond desfilou com o corpo todo
coberto de purpurina. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de
Janeiro (Liesa) respondeu à provocação ampliando a regra: estava
terminantemente proibido desfilar com a “genitália desnuda, pintada ou
decorada”.
Em 1992, a regra fez uma vítima: o próprio Joãosinho. O ator Torez Bandeira
desfilou pela Beija-Flor vestindo apenas um esparadrapo, que acabou caindo de
seus genitais durante o desfile, custando perda de pontos à escola. Amor com o 'Rei de Roma' “Fui convidada pela União da
Ilha e o carnavalesco Ney Ayan, para vir como deusa Afrodite e ele me deixou à
vontade para criar a fantasia. Nunca fui convidada a desfilar nua, eu fui a
pioneira, decidi por minha conta e risco exibir a nudez no carnaval. No domingo,
dia do desfile, eu passara a tarde toda fazendo amor com o 'rei de Roma' (Paulo
Roberto Falcão, ex-jogador de futebol). Pensei: deusa não usa calcinha e venho
no carro representando uma cena de sexo. Combinamos, eu e o 'rei de Roma' que ao
passar pelo camarote ia exibir o meu sexo para ele e ele jogaria champanhe para
brindar. A sensação foi catártica, indescritível, única. Os olhares gulosos, meu
portrait sexual ficou frisado na zona escopofílica de homens e mulheres, de
milhares de pessoas, mundo afora. Eu me senti um totem espargindo energia
sexual, vibrações e emanações amorosas, numa orgia sacro-profana”, revelou
Enoli.
Renato Gaúcho ao lado de Enoli no desfile da
Ilha de 1988 (Foto: Arquivo Pessoal)
Futebol, carnaval e sexo Ao relembrar sua história, Enoli
diz que o futebol foi seu primeiro cúmplice no carnaval. Um ano antes de
desfilar completamente nua, ela, que também é artista plástica e escritora, foi
convidada pela diretoria do Flamengo para esculpir os troféus que eles levariam
para os jogos amistosos nos Estados Unidos e México, em 1988. Junto com esse
convite, foi chamada para desfilar na União da Ilha, no enredo “Aquarilha do
Brasil”, em homenagem ao compositor Ary Barroso, que era flamenguista. Enoli
desfilou toda pintada com as cores do rubro-negro, como rainha do clube, junto
com os jogadores e a diretoria.
“A escola não tinha patrono para bancar as fantasias, só me deram um cocar
vermelho, pois achavam que eu desfilaria com a camisa do clube. Como sou artista
plástica, idealizei o símbolo da euforia do carnaval, do futebol e do samba,
como uma fogueira incandescente que incendiando o meu sexo, lambia o corpo todo.
Saí correndo com a tinta fresca, tentando entrar no meio dos jogadores. Foi um
escândalo, quando os jogadores e diretores me descobriram nua. Tumulto geral.
Ficou sério e poderia prejudicar a escola no quesito evolução. Estava chamando
tanto a atenção do público, que quiseram me colocar próximo à bateria. Mas não
deu. Fui agarrada pelo jogador mito nos campos e fora dele, Renato Gaúcho, entre
outros. Assim estreei o primeiro nu pintado, a genitália pintada, no carnaval.
Depois vieram, com pintura corporal, Roberta Close e Ângela Bismarchi, mas com
tapa-sexo”, recordou. 'Peça única, sem reprodução' Enoli diz que, se pudesse,
viveria nua, mas não dispensaria os saltos altos. Ela diz que não possui
plástica, exceto silicone há 20 anos, e não fez qualquer intervenção cirúrgica
ou com medicamentos para rejuvenescimento. A artista plástica também contou que
adora ir à praia sem roupa e se exibir. Mesmo assim, diz que a ideia de desfilar
desnuda novamente, não a encanta mais.
“No carnaval sou personagem, arquétipo, faço parte de uma história de uma
fantasia, então posso tudo. Enquanto personagem, deusa, sacerdotisa, não se tem
referência à idade cronológica, então ainda posso me exibir em triunfo. Mas não
me encanto com a ideia de desfilar desnuda novamente. Acho que certos fatos são
únicos e irreproduzíveis. É como peça única, sem reprodução”, concluiu.
Na academia, Enoli mostra que ainda está em ótima
forma (Foto: Arquivo Pessoal / Solange Duarte
Um grupo de sem terras invadiu uma fazenda que cuida de dependentes
químicos nesta quinta-feira (30), em Bocaiuva, no Norte de Minas Gerais.
A comunidade Terapêutica Fonte da Misericórdia, localizada na zona
rural do município, foi tomada por 40 pessoas, que arrombaram a fazenda
da Solidariedade Senhor do Bonfim.
Segundo a Polícia Militar (PM), os invasores chegaram à sede num ônibus
e em várias motocicletas, soltando foguetes e anunciando que seriam
integrantes do Movimento Sem Terra (MST). “Segundo os funcionários da
unidade, apesar do barulho não houve agressões e nem a estrutura do
local foi danificada”, explicou o tenente Bruno Gonçalves.
Ainda de acordo com o oficial, os sem terra saíram de outra invasão em
propriedade rural localizada no município de Vargem Grande. Como houve o
parecer judicial para reintegração de posse, eels procuraram outro
território.
A PM registrou a ocorrência e monitora a movimentação na fazenda.
Conforme o tenente Bruno, há internos na propriedade, que segue com os
trabalhos normalmente.
Alimentos com antioxidantes deveria ser, inclusive, evitado por quem tem pequenos tumores nos pulmõe
Os antioxidantes, muito populares nas últimas décadas entre as pessoas
preocupadas com a saúde, aceleram a progressão do câncer de pulmão nos
ratos e não trazem benefícios para as pessoas saudáveis, diz um artigo
publicado nesta quarta-feira pela revista "Science Translational".
"Os antioxidantes são utilizados amplamente para proteger às células
dos danos induzidos pelas espécies reativas de oxigênio", explicaram os
pesquisadores liderados por Volkan Sayin, da Universidade de Gotemburgo,
na Suécia.
"O conceito de que os antioxidantes podem ajudar a combater o câncer
está profundamente enraizado na população em geral, promovido pela
indústria dos suplementos alimentícios e sustentado por alguns estudos
científicos", acrescentou o artigo.
Mas as provas clínicas "deram resultados incoerentes", disse.
As substâncias químicas conhecidas como antioxidantes retardam alguns
tipos de danos celulares impedindo a acumulação de moléculas das
espécies reativas de oxigênio (ERO) que podem danificar as células.
Entre esses antioxidantes estão a vitamina A, que pode ser obtida
através do consumo de cenoura, abóbora, brócolis, batata doce, tomate,
couve, melão, pêssego, entre outros alimentos; e vitamina C, presente em
laranjas, limas, limões, pimentões, vegetais com folhas verdes e
morangos.
Já a vitamina E está presente nas frutas secas e sementes, grãos
integrais, óleos vegetais e óleo de fígado, e outro antioxidante
conhecido, o selênio, pode ser obtido da carne de peixe e frutos do mar,
carne vermelha, ovos, frango e alho.
Nas últimas décadas, a venda de suplementos alimentares com
antioxidantes se transformou em um grande negócio e uma análise feita em
2009 pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição determinou que nos
Estados Unidos, estes produtos fornecem 54% da vitamina C, 64% da
vitamina E, 14% de caroteno alfa e beta, e 11% de selênio, entre os
adultos.
Segundo os Institutos Nacionais de Saúde, as altas doses de suplementos de antioxidantes podem ser danosas em alguns casos.
Por exemplo, certos estudos relacionaram o uso de suplementos com altas
doses de betacaroteno com um maior risco de câncer de pulmão nos
fumantes, e os suplementos com altas doses de vitamina E com o risco de
acidente vascular cerebral (AVC) e câncer de próstata.
O estudo sueco apontou que os antioxidantes aceleram a progressão do
câncer de pulmão em ratos de laboratório e em linhagens de células
humanas.
Os autores usaram doses de vitamina E e acetilcisteína normais na dieta
diária. Os humanos normalmente recebem estes suplementos de forma
inalável, mas aos ratos os mesmos foram administrados por via oral.
Quando os ratos com câncer de pulmão em seus períodos iniciais
receberam antioxidante o crescimento de seus tumores se acelerou e estes
se tornaram mais invasivos.
O câncer matou os ratos de forma duas vezes mais rápida que nas cobaias que não receberam antioxidantes.
As conclusões do estudo indicam que as pessoas que têm pequenos tumores
não diagnosticados no pulmão (isso é possível em qualquer pessoa, mas
mais provável nos fumantes) deveriam evitar os suplementos de
antioxidantes.
Prefeito teve gestão avaliada positivamente por 51% dos pesquisados
Uma pesquisa do instituto Vox Populi, encomendada pela TV Band,
divulgada nesta quinta-feira, 30, revela que o prefeito de Salvador, ACM
Neto, do DEM, tem a melhor aprovação entre os prefeitos das capitais
brasileiras. O prefeito teve sua gestão avaliada como "ótima" (13%) e
"boa" (38%) por 51% dos pesquisados. O segundo prefeito melhor avaliado é
o de Recife, Geraldo Júlio, do PSB, com 39% na soma de "ótimo" e "bom".
A pesquisa também avaliou a aprovação do Governador Jaques Vagner, que
ficou com 28% de avaliação "ótima" (4%) e "boa" (24%). Outros 28%
avaliaram como regular positivo, 16% como regular negativo, 8% ruim e
16% como péssimo.
Segundo a pesquisa
Global Entrepreneurship Monitor (GEM), 37 milhões de pessoas entre 18 e
64 anos devem empreender no próprio negócio e ainda, segundo
pesquisadores, as seis áreas mais promissoras para os novos
empreendimentos são: indústria, agronegócio, hotelaria, serviço
doméstico, saúde e beleza e segurança. Diferentemente da área de indústria,
que, neste ano, teve um bom crescimento em número de empresas, o
segmento de agronegócio teve um ano difícil na Bahia, com a pior seca
dos últimos 50 anos. A oportunidade está justamente no investimento em
tecnologia e conhecimento para vencer a estiagem. “O empreendedor tem
que se especializar e se profissionalizar, com reserva hídrica e reserva
alimentar para época de seca”, diz o vice-presidente da Federação da
Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Humberto Miranda. Para o diretor Acadêmico
da Uniube, polo de Itabuna, Antônio Martineli, o curso tecnológico em
Agronegócio é um diferencial na formação do profissional do setor. “Hoje
temos um curso cuja procura vem crescendo muito em cada vestibular, que
é o superior tecnológico em Agronegócio. Esse curso oferece a
facilidade do estudo online, aliado com a qualidade de ensino da
Uniube”, enfatizou. Para Antônio, a especialização abre um novo leque de opções
para o profissional. “Temos muitas pessoas que já trabalham na área, mas
não conseguem se aprimorar ou melhorar seu patamar de negócios devido
às limitações encontradas pela falta de formação. Através dos nossos
cursos disponibilizamos a oportunidade para esses profissionais atingirem seus objetivos”, destaca Martineli.
Para maiores informações sobre o curso tecnológico em Agronegócio, acesse o site do polo em Itabuna ou entre em contato através dos números (73) 3613-0166 / 8846-7087 ou pelo email: uniubeitabuna@ gmail.com.
Os debates sobre quem vai comandar a chapa majoritária da
oposição já romperam as fronteiras da Bahia há muito tempo e, dessa vez,
foi o deputado
federal Cláudio Cajado (DEM) que apostou na vitória da oposição contra o
projeto do PT para o governo do estado – mesmo sem a definição do nome
que vai liderar o processo. Em visita aos diretores da Tribuna, Walter
Pinheiro (presidente) e Marcelo Sacramento (Relações Institucionais), o
parlamentar disse não saber se a decisão sairá mesmo de uma reunião
prevista para amanhã (dia 31) ou se será adiada para os próximos dias.
Questionado sobre a chapa ideal para a oposição enfrentar o
pré-candidato petista, Rui Costa, Cajado diz que, atualmente, a disputa
ficou entre João Gualberto, que já se posiciona como candidato a
vice-governador, e Paulo Souto e Geddel na concorrência para encabeçar a
chapa. “A questão é se os entendimentos prosperarão, porque eu vejo que
Paulo Souto resistia e agora ele não resiste mais. Então me parece que
ele irá, eventualmente, aceitar essa missão, até porque é uma vontade
expressas pelas pesquisas, ele retornar para o governo do estado”,
salienta.
Cajado ainda afirma que aposta na majoritária formado pelos três e
defende Souto para comandá-la. “Defendo não apenas pelo governo, que a
meu ver foi muito bom, mas também pela sua experiência, pela visão,
pelas ideias que se aproximam muito das minhas, por ele ser Democrata,
muito mais que Geddel. Apesar de que Geddel também mostrou competência -
conseguiu efetivar com pragmatismo as demandas que o Ministério da
Integração tinha, e eu acho que também é um bom nome. Mas penso que,
nesse momento, para o cenário político da Bahia, é o governador Paulo
Souto. Se ele não aceitar eu penso que existe também outro nome, que é o
secretário de Transportes de Salvador, José Carlos Aleluia, que éum
nome forte do Democratas”. Ao defender a linha do provável programa de governo da
oposição, o democrata disse que a chapa vai disputar apostando em um
modelo de gestão arrojado, preocupado com o planejamento e execução das políticas públicas, seja a médio ou longo prazo. Críticas às gestões de Dilma e Wagner
Com as críticas em dias, o parlamentar baiano não ficou restrito às
finanças do governo de Jaques Wagner e tampouco da gestão de Dilma na
presidência da República. Ele destacou que o partido sofreu muito com a
oposição e acha que é hora de o cenário mudar. “Acredito que faltou o
governo mostrar competência nas áreas de segurança e saúde, o estado
perdeu um momento importante de avançar em áreas importantes. Eles
poderiam ter feito projetos inovadores na área de educação e da
cobertura social, e não fizeram”. Cajado também disparou contra as iniciativas de Jaques Wagner
para além do programa Bolsa Família. Segundo o democrata, não houve
nenhum trabalho de planejamento estratégico para a população que sofreu
com a seca. “Mas na época de Paulo Souto houve, foram construídas
diversas barragens”. Já sobre o cenário nacional,
a política é predominante nas respostas do deputado do DEM. Por ser da
oposição, ele defende a candidatura que fazem essa frente, e vê com
otimismo o momento não só na Bahia como também nacional.
“Nacionalmente falando, eu acho que as condições da eleição da Dilma
já levaram a um cenário que o Serra teve quase 44% dos votos, se não me
engano. E, de lá para cá, o cenário não melhorou, em minha opinião, pelo
contrário. A questão política tornou-se ainda mais complexa, vire e
mexe tem problemas com o PMDB”, declara Cajado.
Ele diz também que houve uma deflexão grave na base da presidente
Dilma, que foi a saída do governador Eduardo Campos (PSB), para
concorrer ao cargo de presidente ao lado da Marina Silva (REDE). Para o
parlamentar esse foi o grande fato político que ocorreu em 2013. “Essa
junção do PSB com a REDE e a própria aceitação da Marina, de
eventualmente estar ao lado do Eduardo Campos, não desistindo de fazer
uma política mais ativa, é um cenário novo. Juntamente com uma
oposicionista, que para mim enverga a imagem da oposição, que é o
senador Aécio Neves, por ser do PSDB”.
O ex-governador Paulo Souto (DEM) deve anunciar internamente ao seu
partido nesta sexta-feira se será ou não candidato à sucessão estadual.
Até aqui, todas as exigências feitas por ele à cúpula local e nacional
da legenda para que pudesse decidir-se favoravelmente pela disputa foram
atendidas, comenta-se no partido. O prefeito ACM Neto (DEM) se empenhou pessoalmente no sentido de convencer Souto de que ele é o melhor
nome para concorrer com o candidato do governador Jaques Wagner (PT) às
eleições, depois dele próprio, que não será candidato sob hipótese
nenhuma. Sob a orientação de ACM Neto, a cúpula nacional do DEM
investiu horas de conversas na tentativa de convencer Souto de que se
for candidato não estará sozinho nem ficará desamparado, principalmente financeiramente, uma das grandes preocupações de candidatos majoritários. Também o PSDB, desde o princípio, colocou-se, disciplinadamente, como vetor para o anúncio da candidatura Souto, preocupando-se apenas em reservar para o seu pré-candidato, João Gualberto, o lugar de vice em sua chapa. Agora, a batata quente, se é que pode ser vista assim a disputa com um candidato turbinado
pela máquina do governo, porém desconhecido, está com Souto e mais
ninguém. Cabe exclusivamente a ele decidir se vai ou não enfrentar as
urnas. A responsabilidade é grande porque Souto sabe que, caso desista,
estará automaticamente passando o bastão à outra com pontuação inferior à
sua nas pesquisas, podendo ser responsabilizado por uma eventual
derrota das forças oposicionistas. Democrata lidera pesquisa encomendada
Na verdade, pelas conversas realizadas até agora na oposição, caso
Souto não queira concorrer, a tarefa caberá ao líder peemedebista Geddel
Vieira Lima, que aguarda por este momento desde que perdeu a eleição
para Wagner em 2010.
Porém, vale lembrar que também está no páreo pelo DEM o secretário de Transportes e Urbanismo, José Carlos Aleluia.
Geddel quer uma desforra a qualquer preço com “esse pessoal do PT”,
como dizem que se refere na intimidade aos petistas quando está calmo.
Tomou horror a Wagner desde que rompeu com ele ainda no primeiro governo
do petista, que ajudou a eleger, e agora à presidente Dilma Rousseff,
cujo time deixou sob polêmica recentemente com o objetivo de ficar livre
para disputar o governo.
Comenta-se que, quando está um pouco mais nervoso, o líder
peemedebista dispara verdadeiros impropérios contra a dupla de petistas,
numa demonstração de que integrou ao político o desejo muito pessoal de
derrotá-los.
Ocorre que Souto é quem lidera as pesquisas que o DEM tem em mãos.
Tirando ACM Neto do cartão, que dispara nas sondagens, o ex-governador
lidera com 42% das intenções de voto ao governo.
Geddel apareceria com 28%, Lídice da Mata (PSB) com 16% e Rui Costa, do PT, com 8%.
Com Souto fora da disputa, o cenário melhora ligeiramente para cima para Geddel, Lídice e Rui, naturalmente.
Mas está longe de garantir o mesmo nível de competitividade que as oposições teriam com ele na cabeça da chapa.
Porém é Souto que será o senhor da opção de ser ou não candidato. ACM Neto já disse a amigos ter feito o que podia.
Portanto, está praticamente lavando as mãos. Caberá ao ex-governador,
se desistir, passar em ato público o posto de candidato a Geddel,
acomodando-se, quem sabe, para uma disputa ao Senado.
Caiala, Dandalunda, Inaê, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Oguntê, Oloxum, Princesa
de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sobá, Sereia do Mar. Tantos
são os nomes que se referem à Iemanjá quanto são os devotos que, no
próximo 2 de fevereiro em Salvador,
domingo, vão saudar com um “Odo Yá!” à orixá dos mares e das águas na
Praia da Paciência, no Rio Vermelho. É o dia de vestir branco e levar
flores para serem depositados nos balaios disponibilizados na Colônia de
Pescadores do bairro, ou diretamente no mar, como uma forma de fazer
pedidos ou agradecer por algo já realizado. A celebração começa ainda de madrugada com uma alvorada de fogos, e prossegue até o cair da tarde, quando os barcos
conduzem o presente principal – geralmente uma escultura – e os balaios
repletos de presentes, para serem jogados em alto mar. Durante todo o
dia, o Rio Vermelho é movimentado não apenas pelo ritual da entrega dos
presentes, mas também por manifestações artísticas, dando ao 2 de
fevereiro um clima de festa de largo – não à toa, a Festa de Iemanjá faz
parte do tradicional calendário de festas populares da cidade. A origem da festa remete ao ano de 1923 quando, diante da
escassez de peixes no local, um grupo de pescadores resolveu oferecer
presentes para Iemanjá. De acordo com o relato popular, os peixes
voltaram e, desde então, os pescadores pedem à rainha do mar que lhes dê
fartura de pescado e um mar tranquilo. Curiosamente, os festejos eram
realizados em conjunto com a Igreja
Católica até a década de 1960, quando os religiosos começaram a
considerar que a festa era pagã. Atualmente, a data é celebrada por
devotos do candomblé e da umbanda, em sua maioria. Curiosidades - Uma das superstições sobre a Festa de
Iemanjá remete sobre os presentes dados à orixá. Caso não afundem, é
porque foram aceitos pela divindade. Mas, se a oferenda aparecer na
superfície da água ou na areia, significa que Iemanjá não gostou do
presente e o teria devolvido, causando grande frustração nos devotos.
Por isso, além das flores e perfumes, é comum pessoas oferecerem
jóias, acessórios, bebidas, produtos de beleza e até mesmo dinheiro,
tudo para agradar a rainha do mar, que é conhecida também por ser
vaidosa. Outro objeto também comum como presente é a imagem de um cavalo
marinho que, segundo a lenda, é o guardião da casa de Iemanjá e o
mensageiro mais rápido da divindade.
No entanto, nos últimos anos, vem crescendo um movimento defendido
pelos ambientalistas, de forma a alertar a população sobre os presentes
jogados ao mar que não se decompõem e que acabam levando à morte animais
marinhos por intoxicação. Desde então, é realizado um trabalho de
conscientização para que sejam oferecidos apenas presentes
biodegradáveis a Iemanjá.
Lenda
Conta a lenda do povo iorubá (da atual Nigéria) que Iemanjá, filha de
Olokum - o deus africano do mar -, transformou-se em rio para fugir de
seu marido, rei de Ifé, que, embriagado, a perseguiu com seus exércitos
até a casa de seu pai, onde encontrou refúgio e proteção. Mais tarde,
seguindo o seu povo iorubá, Iemanjá atravessou o oceano protegendo os
escravos das tormentas marítimas e, chegando à Bahia, fez do exílio seu
reino.
Suas águas encantadas passaram a banhar lindas praias e a emoldurar
belas ilhas, mas também vieram amedrontar seus filhos em dias de
tempestade. Para os pescadores, Iemanjá é a grande mãe desejada, de
seios majestosos, cabelos longos e soltos ao vento, generosa, altiva e
respeitável. Para as mulheres é uma amante ciumenta, perigosa e
voluntariosa, que rouba seus homens e os leva para o fundo do mar. No
candomblé, Iemanjá é a mãe de todos os orixás. É vista como a Nossa
Senhora da Conceição pelos católicos, como a Janaína dos índios e a
Sereia dos marinheiros europeus.