
Campanha Adeus Mosquito completa 10 anos e consolida ações de prevenção no Brasil
Criado em 2016 na Argentina, programa apoiado pela SC Johnson chegou ao país no fim de 2024 e hoje atua no Amazonas, Ceará, Piauí e São Paulo com iniciativas de conscientização e prevenção contra as doenças transmitidas por mosquitos
Brasil, 31 de agosto de 2026 – Voltado à educação e à prevenção de doenças transmitidas por mosquitos, o programa Adeus Mosquito completa, neste mês, dez anos de atuação na América Latina. A iniciativa aposta na formação de multiplicadores para disseminar informações e práticas de prevenção nas comunidades. Criado em 2016 na Argentina pela organização Edupas, com apoio da SC Johnson desde seu surgimento, já formou mais de 13 mil multiplicadores, alcançou mais de 2,5 milhões de famílias e acompanhou a doação de mais de 1 milhão de repelentes na região.
Ao longo da última década, Adeus Mosquito se expandiu por diferentes países a partir de um modelo que capacita pessoas próximas aos territórios para compartilhar informações e orientar práticas de proteção contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Atualmente, está presente em Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Paraguai e Uruguai.
No Brasil, a iniciativa começou a ser implementada no fim de 2024, em Manaus, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Desde então, chegou também ao Ceará e ao Piauí, com a Associação Caatinga, e a São Paulo, por meio da Cruz Vermelha São Paulo (CVSP), adaptando sua abordagem às características e necessidades de cada região.
“Celebrar estes dez anos significa reconhecer o impacto de uma parceria construída em torno de um propósito comum. Desde o início, o trabalho conjunto com a SC Johnson nos permitiu desenvolver uma iniciativa de alcance regional, baseada na educação comunitária e na formação de pessoas capazes de transformar conhecimento em ação. A chegada a novos territórios, como vem acontecendo no Brasil, mostra a importância de adaptar esse trabalho às diferentes realidades locais para contribuir com comunidades cada vez mais preparadas para prevenir doenças transmitidas por mosquitos”, afirma Carmen Hernáez, codiretora da Edupas.
Uma trajetória que começou pela Amazônia
A primeira frente brasileira de Adeus Mosquito foi desenvolvida em Manaus com foco em dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Entre 2024 e 2025, 253 participantes foram capacitados em metodologias de educação popular e comunicação comunitária em parceria com instituições das áreas de saúde e educação e organizações sociais.
A experiência também deu origem a uma nova frente voltada à malária, doença que apresenta desafios específicos na região amazônica. O módulo, inédito no mundo, prepara agentes de saúde, educadores e lideranças locais para compartilhar orientações sobre identificação de sinais e sintomas, diagnóstico, adesão ao tratamento, proteção individual, manejo ambiental e reconhecimento de áreas de risco.
A expansão para o Nordeste levou o programa a Crateús, no Ceará, e Buriti dos Montes, no Piauí, com implementação da Associação Caatinga. A atuação envolve mobilizadores comunitários, profissionais da saúde e da educação e lideranças locais, que passam a disseminar orientações de combate às arboviroses entre comunidades rurais.
Em 2026, Adeus Mosquito chegou à capital paulista em parceria com a Cruz Vermelha São Paulo. Duas capacitações internas já formaram 27 pessoas, criando uma base para que as atividades sejam levadas a diferentes territórios atendidos pela instituição.
A presença em regiões com características tão distintas reforça uma das premissas da iniciativa, que combina uma metodologia comum à experiência das organizações que conhecem cada território e mantêm contato direto com a população.
Durante a última década, Adeus Mosquito consolidou uma rede regional voltada ao enfrentamento das doenças transmitidas por mosquitos. O programa atua em articulação com organizações governamentais e da sociedade civil para que conteúdos de saúde e ferramentas práticas cheguem a escolas, serviços de saúde, organizações sociais e residências.
A iniciativa integra a atuação de longo prazo da SC Johnson em ciência de insetos e em projetos relacionados às doenças transmitidas por vetores, reunindo conhecimento técnico e parcerias locais para apoiar ações de saúde em diferentes países da América Latina.
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