MEDIÇÃO DE TERRA

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dexco expande serviços de AMS com a Numen

 


Projeto teve como foco obter a melhoria contínua do negócio 

Oferecer soluções para melhor viver. Esse é o propósito da Dexco, maior casa de marcas do Brasil para materiais de construção, reforma e decoração. A fim de aprimorar e transformar a experiência dos usuários com a TI, a companhia investiu na expansão do serviço de AMS (Application Management Services) prestado pela Numen, maior consultoria brasileira em serviços SAP. 

Fundada em 1941, a Dexco é detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor. Além disso, a organização detém 49% de participação na LD Celulose, joint venture de fabricação de celulose solúvel com a austríaca Lenzing. Sediada em São Paulo, a holding, que possui o maior portfólio de soluções do setor industrial, conta com mais de 12 mil colaboradores, divididos em 22 unidades espalhadas por Brasil e Colômbia. 

Mediante a expansão dos negócios, a organização vinha executando um movimento para reformular o atendimento de chamados, com o intuito de transformar o AMS em uma área que atuasse diretamente na evolução da experiência dos usuários com o setor de TI. 

Deste modo, a empresa decidiu reestruturar o contrato para alcançar as melhorias buscadas, como explica Bruno Leão, Gerente de Infraestrutura, Operações e Cibersegurança da Dexco. “Não queríamos o AMS apenas como uma área de atendimentos para cumprir SLAs, mas que mudasse a jornada do usuário. Decidimos mudar o contrato para trazer melhorias nos processos, além de fomentar a transformação digital com a IA”. 

Ao sair de um modelo voltado especificamente para a abertura de chamados, a organização passou a focar na melhoria contínua, o que possibilitou identificar ineficiências que impediam o melhor desempenho operacional. À frente de toda essa jornada esteve a Numen. “A Numen vem nos acompanhando em toda essa caminhada de expansão. A partir desse aprimoramento nos serviços de AMS, passamos a ter uma maior atenção em criar soluções na causa raiz. Ou seja, esse conhecimento nos permitiu estudar as razões dos chamados repetitivos e resolver cada um dos problemas utilizando as melhorias já implementadas”, destaca Leão. 

O resultado do projeto é celebrado por Gustavo Ribeiro, Head da área de Smart Services na Numen. “Para nós é gratificante acompanhar de perto a evolução da Dexco e participar de mais um momento de virada de chave da companhia. Ao compreendermos os ganhos que a empresa buscava obter com o AMS, desempenhamos um trabalho que trouxesse as respostas que procuravam e todos os mecanismos que contribuíssem para a continuidade do projeto. Ficamos honrados pela confiança do cliente, na certeza de que a nossa parceria ainda irá muito longe”. 

Como benefícios após a expansão da área, destacam-se a redução do tempo médio na resolução dos tickets, que passaram a ser resolvidos entre cinco e quinze dias no máximo; a evolução contínua do sistema; maior integração entre a sustentação e as demais áreas de negócio; e clareza no backlog de chamados. Além disso, o novo modelo trouxe mais confiança para as operações, que deixaram de apenas discutir urgências para avaliar evoluções. 

Após ganhos significativos, os próximos passos da Dexco estão orientados a impulsionar o uso da IA para facilitar o dia a dia dos usuários e aumentar a produtividade, bem como implementar automações para promover um atendimento mais rápido. “Agora, junto com a Numen, estamos estruturando um novo modelo embarcado em Inteligência Artificial para trazer a evolução da nossa base de conhecimento e agilizar os processos. Todos esses passos contribuem para a visão que temos de não designar o AMS apenas como um solucionador, mas como um parceiro de negócio”, conclui o Gerente. 

Sobre a Numen:   
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma consultoria com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/   



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Bruno Leão, Gerente de Infraestrutura, Operações e Cibersegurança da Dexco
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Cinthia Guimarães


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C-Level unido, empresa forte: o desafio da liderança colaborativa

 


Por Ricardo Haag

Toda empresa fala sobre colaboração entre os times, mas poucas conseguem aplicá-la de forma efetiva nos níveis mais altos da organização. Mesmo que tenham os melhores talentos do mercado em sua alta liderança, ainda assim, é muito comum que enfrentem dificuldades para crescer de forma sustentável - o que vem dependendo cada vez menos do desempenho individual dos executivos, e mais da capacidade do C-Level de atuar de forma integrada, compartilhando objetivos, responsabilidades e decisões em prol de um propósito maior comum. 

Em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, quando cada executivo atua em função de suas próprias metas, prioridades ou interesses, a organização perde velocidade, eficiência e competitividade. Não há espaço para lideranças que operam de forma isolada, afinal, desafios complexos exigem respostas construídas coletivamente, e não soluções fragmentadas com base nas visões de cada um. 

Um exemplo clássico dessa lógica está no histórico da seleção brasileira masculina de vôlei comandada por Bernardinho. Ao longo dos anos, ele liderou equipes repletas de atletas talentosos, muitos deles considerados os melhores do mundo em suas posições. Ainda assim, o diferencial não estava apenas na qualidade individual de cada jogador, mas na capacidade de todos colocarem um objetivo coletivo acima de seus interesses pessoais: vencer como equipe. 

No mundo corporativo, o princípio é o mesmo. Quando o C-Level deixa que metas individuais prevaleçam sobre os objetivos estratégicos da organização como um todo, o resultado é a perda de alinhamento, a fragmentação das decisões e o enfraquecimento dos projetos. Afinal, assim como no esporte, nenhuma empresa conquista resultados excelentes quando cada um joga para si, mas sim quando todos trabalham para ganhar juntos. 

Uma pesquisa global da plataforma Mural, divulgada em 2025, comprova isso: apesar de 85% dos profissionais afirmarem que suas equipes colaboram bem, os mesmos admitem existir desalinhamentos frequentes nas metas e prioridades. Além disso, cerca de 90% afirmaram que a falta de colaboração impacta a retenção de clientes, conversões e lançamentos de produtos. 

O grande mérito de um bom gestor não é só atrair boas pessoas, mas engajá-las de forma que remem no mesmo sentido. Garantir o comprometimento do C-Level com a mesma visão e que concordem com o caminho a ser seguido não é algo simples, mas fundamental para assegurar a prosperidade corporativa – ao mesmo tempo que, no menor sinal de falta de harmonia entre esses pontos, cabe ao gestor trocar esses executivos, ou revisar o que é esperado pela empresa e por cada um ali dentro. 

Não há como ter a utopia de que divergências nunca acontecerão, especialmente quando falamos de executivos experientes, com visões fortes, histórico de resultados e, naturalmente, doses de ego e vaidade que fazem parte do ser humano. Por isso, cabe ao líder monitorar, constantemente, esses sinais que possam indicar um desalinhamento mais profundo, como a falta de boa vontade para colaborar, a redução da participação nas discussões, a ausência de energia para enfrentar desafios coletivos, ou comportamentos sutis como olhares de reprovação e resistência às decisões do grupo. 

O caminho é promover conversas abertas, transparentes e francas para compreender o que está por trás daquela atitude e, principalmente, encontrar formas de resgatar o comprometimento com o objetivo comum, antes que os interesses individuais passem a comprometer o desempenho de toda a organização. 

No final, criar um C-Level que jogue junto não é sobre eliminar diferenças, mas sobre construir alinhamento em torno de um propósito maior do que qualquer agenda individual. Empresas fortes são aquelas que conseguem transformar talentos distintos em um time coeso, capaz de debater, discordar e até mesmo confrontar ideias sem perder de vista o objetivo maior em comum. Em um mercado cada vez mais complexo e dinâmico, a vantagem competitiva não está apenas na qualidade dos executivos que ocupam o board, mas na capacidade de fazer com que atuem como uma verdadeira equipe. 

Ricardo Haag é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.  

   

Sobre a Wide:  

https://wide.works/  

Com mais de 50 anos somados de recrutamento especializado o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 



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Nathália Bellintani


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Pesquisa exclusiva da MBRF revela como IA, Copa do Mundo e praticidade trouxeram novos hábitos para o São João dos brasileiros

 



BRF (Produtos Sadia, Perdigão, Qualy, Deline)


Pesquisa exclusiva da MBRF revela como IA, Copa do Mundo e praticidade trouxeram novos hábitos para o São João dos brasileiros


Planejamento para festividades juninas se inicia no ambiente digital, com foco em decoração, gastronomia e conveniência


A edição de São João de 2026 se consolida como um evento híbrido e altamente digital. O engajamento nas redes sociais reflete o desejo dos brasileiros por mais praticidade e personalização nos preparativos para as festividades, bem como a vontade de fundir tradições juninas à Copa do Mundo, criando novas ocasiões de consumo. Além disso, ferramentas de inteligência artificial se tornaram as principais assistentes no planejamento para a data. É o que revela o estudo exclusivo “Da Fogueira à Mesa do Brasil: São João como Celebração do Povo – Hábitos e Tendências que Moldam a Maior Festa do País”, realizado pela área de Global CRM&Social Listening da MBRF, companhia responsável por marcas como Sadia, Perdigão, Deline, Qualy e Claybom.

Realizada entre janeiro de 2024 e maio de 2026, a pesquisa é baseada em uma análise qualitativa de dados de mecanismos de buscas e mídias sociais com o objetivo de identificar transformações relevantes na forma como os brasileiros planejam, vivenciam e consomem as festividades juninas.

O levantamento revela que os preparativos para o São João começam cada vez mais cedo, no ambiente digital, com uma alta de 36,8% das publicações em maio, de acordo com dados de social listening do Stilingue mensurados pela MBRF. Além disso, a inteligência artificial surge como uma nova plataforma de descoberta. Entre os termos de maior destaque em mecanismos de busca durante o período, estão "Festa Junina Copa do Mundo", que alcançou o maior índice de interesse, além de "Faltam quantos dias para o São João", com crescimento de 300% em 2026 no comparativo com 2024, e "Feriado São João", que registrou aumento de 150%. Os resultados são baseados em informações coletadas no Google Trends e na plataforma AnswerThePublic, que analisa dados do Google, Bing, ChatGPT, Gemini, Youtube, TikTok e Amazon.

A intersecção entre Copa do Mundo e festas juninas aparece como uma das principais tendências observadas nas buscas dos consumidores, sugerindo uma intenção de celebrar simultaneamente os dois eventos. O movimento abre espaço para novas experiências de consumo, combinando elementos do São João com referências ao universo do futebol, como cardápios que misturam petiscos de estádio com pratos juninos tradicionais.

Outro destaque da pesquisa é a presença cada vez maior da inteligência artificial na jornada de compra durante as festividades, transformando-a em um novo ponto de conexão entre consumidores e marcas. Ferramentas como ChatGPT e Gemini passaram a ser utilizadas para buscar recomendações, relacionadas, principalmente, onde comprar ingredientes típicos, promoções em celebração à data, além de aplicativos de entrega de comidas juninas, receitas e serviços de buffet com cardápio junino.

Em linha com essas tendências, é possível encontrar sugestões de pratos típicos no novo e-book de receitas juninas de Deline “O Melhor São João do Mundo é o Seu”, disponível para download no site oficial da marca, e por meio do Whatsapp da Perdigão (11 91774-1570), que utiliza inteligência artificial para oferecer sugestões personalizadas. O segundo, inclusive, conta com dois novos recursos dedicados a consumidores que desejam se reunir durante as festas juninas e ocasiões de torcida: a ferramenta “Convites para se Juntar”, por meio do qual é possível criar e enviar convites personalizados; e o recurso “Receitas da Veveta”, que inclui oito sugestões de pratos especiais, narrados pela embaixadora da Perdigão, Ivete Sangalo, ideais para quem deseja consumir receitas para reunir a família, seja para acompanhar os jogos ou curtir o São João.

A busca por praticidade também ganha relevância. Termos relacionados a marcas com kits completos de refeições e decoração juninas e serviços de delivery aparecem entre os mais pesquisados, indicando uma preferência crescente por soluções que permitam reproduzir a experiência da festa em casa. Além disso, as buscas por “festa junina” revelam que a decoração e a comida são as principais portas de entrada para a celebração, registrando aproximadamente 74.000 e 40.500 pesquisas mensais, respectivamente.

Já nas redes sociais, como Instagram, X (ex-Twitter), Facebook, TikTok, Bluesky e YouTube, são mais de 430 milhões de visualizações e 30 milhões de interações – incluindo curtidas, salvamentos e comentários – em posts referentes a “São João”, “Arraiá” e “Festa Junina” durante o período analisado. As publicações são focadas, majoritariamente, em estética, gastronomia e preparativos para a festa – desde receitas a tutoriais e conteúdos inspiracionais – e tem o público majoritariamente feminino (59,4%), com exceção do YouTube, onde 71,5% dos consumidores dos conteúdos são homens.

O Instagram lidera as conversas sobre São João, com 142.380 menções, consolidando-se como principal vitrine para vestuário, decoração e pratos típicos juninos. Em segundo lugar, encontra-se o X, com 68.500 citações – onde há o maior compartilhamento de memes sobre as festividades – seguido pelo TikTok (59.400), que aparece como espaço de descobertas e tendências, impulsionadas por vídeos curtos de receitas, coreografias e moda. Já o YouTube (26.800), mantém relevância como plataforma de tutoriais e conteúdos mais aprofundados e técnicos, especialmente relacionados a receitas, como churrasco, quentão e caldos.

Sobre a Perdigão   

A Perdigão está presente na casa do consumidor há mais de nove décadas e acredita nas relações humanas para celebrar as refeições, sejam em ocasiões especiais ou situações cotidianas. Com o posicionamento ‘Sabor de Comer Juntos’, a marca tem em seu portfólio opções democráticas que atendem diferentes públicos e ocasiões de consumo, que vão desde café da manhã, passando pelo almoço, lanches até o jantar.    

Sobre Deline

Deline, marca mais presente nos lares do Norte e Nordeste, foi desenvolvida como opção perfeita para a elaboração de diversos tipos de receitas, sejam salgadas ou doces, para um almoço especial ou um rápido café da tarde. Além da sua versatilidade e sabor característico, Deline  celebra tradições presentes na culinária regional e momentos à mesa, compartilhados com familiares e amigos. A flor de Mandacaru, ícone do Nordeste brasileiro, marca presença na sua embalagem, ilustrando a proximidade e a conexão de Deline com os consumidores locais e suas raízes, bem como a atuação da marca em prol da valorização a cultura da região.

Contato Imprensa – MBRF 

Weber Shandwick  

mbrf@webershandwick.com  

 
 


Pé de moça.
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Qual o futuro do ERP diante da era da IA?

 


Por Marco Vonzodas 

No atual cenário corporativo, existe uma corrida desenfreada rumo à Inteligência Artificial. CEOs, conselhos e diretores compartilham do mesmo temor: o medo de ficar para trás. Diante dos olhos do mercado, a IA assumiu o papel de resolver gargalos históricos, acelerar entregas e cortar custos com um simples comando. No entanto, é nos bastidores dessa euforia coletiva que reside um erro invisível, silencioso e que pode custar milhões de reais: tentar acelerar a adoção de IA sem antes alcançar a maturidade operacional.   

A verdade que o mercado tenta ignorar é que a Inteligência Artificial não cria organização, mas depende dela. Isso é, dentro do ecossistema de uma empresa, velocidade sem contexto não é eficiência — é um risco financeiro e jurídico imenso. Afinal, uma IA só consegue operar com profundidade, precisão e segurança quando compreende as nuances do negócio. Dessa forma, sem uma base estruturada, a tecnologia trabalha às cegas, operando sobre dados fragmentados e gerando diagnósticos falhos que podem direcionar investimentos errados ou comprometer a conformidade fiscal.   

Neste aspecto, o ERP continua se mantendo como o elo principal para garantir o direcionamento correto. No entanto, mesmo tendo essa relevância, muitos previram, de forma precipitada, que a era da IA decretaria o fim dos sistemas de gestão tradicionais. Entretanto, a realidade aponta para o caminho oposto, uma vez que o futuro do ERP não é desaparecer, mas sim tornar-se invisível, integrando-se de forma tão profunda à inteligência operacional que passará a funcionar como o verdadeiro sistema nervoso da empresa.   

Durante décadas, o mercado enxergou o ERP sob uma ótica transacional. Seu papel era meramente registrar o que já havia acontecido: o pedido faturado, o nível do estoque, o fechamento do balancete financeiro ou o volume produzido. Com a maturidade tecnológica atual, essa dinâmica mudou drasticamente. O ERP deixa de ser um livro de registros e passa a ser o motor operacional ativo.  

Não à toa, segundo a pesquisa feita pela Censuswide com mais de quatro mil CFOs, CISOs, CIOs e CEOs em todo o mundo, 33% acreditam que o futuro está em um “ERP agêntico, com tomada de decisão autônoma orientada por IA”. Isso acontece porque é o sistema de gestão que transforma dados brutos em inteligência empresarial real.   

O que a inteligência artificial de fato elimina não é o sistema de gestão, mas a burocracia que antes podem o cercar, como interfaces manuais, tarefas repetitivas, dependência de consultas humanas morosas e workflows engessados. Em contrapartida, ela eleva drasticamente a exigência por dados confiáveis, governança e processos padronizados. Ou seja, quanto mais automações uma empresa deseja aplicar, mais sólida e madura sua base operacional precisa ser.   

Até porque, uma vez que os dados estão centralizados, o sistema não diz apenas o que aconteceu, mas dá os insumos para a IA apontar o que deve ser feito. Contudo, quando as áreas de uma empresa operam desconectadas, com cada departamento defendendo sua própria versão da verdade em planilhas paralelas, a inteligência perde o contexto, e a partir disso, a organização pode estar exposta a erros.  

E uma IA sem contexto toma decisões frágeis, que podem desalinhar o planejamento de compras, comprometer o fluxo de caixa ou gerar furos graves na cadeia de suprimentos. A integração operacional, portanto, deixou de ser uma métrica de eficiência interna para se tornar a condição de sobrevivência para a Inteligência Artificial corporativa.   

Segundo dados da McKinsey, cerca de 72% das empresas do mundo já usam essa tecnologia. Por sua vez, a respostas daquilo que a organização precisa não está necessariamente vinculada à ferramenta adquirida, mas na qualidade operacional que alimenta essa solução. O  

Sob essa nova perspectiva, o papel da implementação de um sistema de gestão ganha um peso muito mais estratégico. No passado, o sucesso de uma implantação se resumia a colocar o software para funcionar dentro do prazo e do orçamento. Hoje, implantar um sistema significa construir a fundação estrutural que sustentará toda a inteligência operacional e a escala futura da empresa.   

É por essa razão que plataformas globais e integradas, como o SAP Business One, ganham ainda mais relevância nessa nova era dos negócios. O ecossistema SAP atua justamente como esse alicerce de dados centralizados, integração nativa entre áreas, rastreabilidade ponta a ponta e governança rígida que a tecnologia exige. Além disso, utilizar uma solução consolidada de mercado garante que os processos estejam maduros e os dados limpos antes mesmo de a IA interagir com eles. Sem essa preparação prévia, a automação pode até gerar velocidade, mas dificilmente entregará consistência operacional.   

O grande movimento de mercado daqui para frente exige uma mudança de mentalidade por parte das lideranças. Empresários e gestores precisam compreender, de uma vez por todas, que a Inteligência Artificial não substitui a gestão. Ela potencializa a qualidade da gestão que já existe. Por isso, antes de buscar a próxima tecnologia revolucionária, é fundamental olhar para a base. Afinal, o sucesso do próximo passo tecnológico depende inteiramente da solidez do solo onde que está pisando hoje.  

Marco Vonzodas é Co-CEO da Okser.

Sobre a Okser    
A Okser é uma consultoria especializada na implementação do SAP Business One. Com 17 anos de expertise, atendendo empresas em todo o território nacional, a empresa já soma mais de 2 mil projetos realizados e mais de 3 mil usuários. A organização vai além, criando soluções tecnológicas personalizadas para lidar com qualquer desafio, simplificando processos e garantindo maior segurança e eficiência operacional. 



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Cinthia Guimarães


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Reconhecida pelo Selo Crea-BA, tecnologia social da Codevasf amplia acesso à água potável em comunidades rurais do Norte da Bahia

 



Crea-BA

Reconhecida pelo Selo Crea-BA, tecnologia social da Codevasf amplia acesso à água potável em comunidades rurais do Norte da Bahia

Sistema desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Joselito Menezes evoluiu e hoje reúne experiências bem-sucedidas em comunidades rurais, associações e cooperativas da região

A engenharia aplicada à transformação social continua produzindo resultados concretos no Norte da Bahia. Reconhecido pelo Selo Crea-BA - Atitudes Transformadoras, o Projeto Água de Beber, desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ampliou seu alcance desde a implantação dos primeiros sistemas de tratamento alternativo de água e hoje beneficia comunidades rurais, associações de produtores, cooperativas e empreendimentos da agricultura familiar.

Idealizado pelo engenheiro agrônomo Joselito Menezes de Souza, o projeto nasceu no âmbito da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, com sede em Juazeiro-BA, com o objetivo de oferecer uma solução simples, eficiente e de baixo custo para o tratamento de água em localidades que não dispõem de sistemas convencionais de abastecimento. A tecnologia utiliza um sistema de filtração lenta composto por três reservatórios, elementos filtrantes e dosador de cloro, permitindo que a água seja adequada para o consumo humano.

A iniciativa ganhou visibilidade por demonstrar como a atuação dos profissionais da Engenharia e da Agronomia pode contribuir diretamente para melhorar a qualidade de vida da população, especialmente em regiões marcadas pela escassez hídrica.

Desde a primeira implantação, em 2019, o projeto passou a reunir diferentes experiências bem-sucedidas na região Norte da Bahia. Os sistemas foram adaptados para atender distintas realidades, desde chafarizes comunitários até cooperativas de produção e associações rurais, levando água tratada para comunidades de Juazeiro e Jaguarari.

Entre as iniciativas estão sistemas implantados na Associação dos Produtores Rurais da Adutora da Caraíba (APRA III), na Cooperativa Capribéee, na Associação Comunitária e Agropastoril de Arapuá Novo, na Associação dos Produtores Rurais de Santa Helena, Serra Grande e Alto das Queimadas, na Associação dos Usuários do Perímetro Irrigado de Tourão (AUPIT) e na Fazenda J&L, demonstrando a versatilidade da tecnologia para diferentes perfis de atendimento. 

Além de ampliar o acesso à água potável, o projeto também vem contribuindo para fortalecer atividades produtivas. Um dos exemplos é a Cooperativa Capribéee, em Jaguarari, onde o acesso à água tratada possibilitou o atendimento às exigências sanitárias para a produção de laticínios, fortalecendo a agricultura familiar e agregando valor à produção local.

Para o presidente do Crea-BA, Joseval Carqueija, iniciativas como essa evidenciam o papel estratégico da Engenharia no enfrentamento dos desafios sociais. "A Engenharia exerce um papel fundamental na sociedade e, em se tratando de questões sociais, projetos como o da Codevasf só vêm agregar desenvolvimento para uma região que ainda enfrenta desafios relacionados ao acesso à água potável."

Segundo Joselito Menezes, a evolução do Projeto Água de Beber demonstra que soluções tecnicamente simples podem produzir impactos permanentes quando desenvolvidas a partir das necessidades das comunidades. "Quando desenvolvemos o Projeto Água de Beber, nosso objetivo era oferecer uma solução acessível e eficiente para comunidades sem acesso regular à água tratada. Ao longo dos anos, vimos essa tecnologia ser aperfeiçoada, aplicada em diferentes realidades e produzir resultados que vão muito além do abastecimento: ela contribui para a saúde, fortalece a produção rural e melhora a qualidade de vida das famílias."

Para Joselito Menezes, cada projeto implantado trouxe novos aprendizados e mostrou que a tecnologia pode ser adaptada a diferentes contextos. “Hoje, enxergamos um grande potencial de replicação dessa solução em outras comunidades que enfrentam dificuldades semelhantes."

Criado pela Coordenação de Comunicação do Crea-BA, o Selo Crea-BA – Atitudes Transformadoras identifica e divulga iniciativas desenvolvidas por profissionais registrados no Sistema Confea/Crea que promovem impactos positivos para a sociedade, evidenciando como a Engenharia, a Agronomia e as Geociências contribuem para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria da qualidade de vida da população.



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Comunidade recebe projeto piloto implantado na Associação de Serra Grande
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Camila Fiuza
Apex Conteúdo Estratégico
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domingo, 28 de junho de 2026

 Pode ser uma imagem de texto que diz "RL AUTTITY @memesdavida.ofc Novo implante ocular promete devolver autonomia a pessoas com cegueira degenerativa"

Pneus de alta resistência ganham espaço em operações agrícolas e urbanas

 

Titan

Pneus de alta resistência ganham espaço em operações agrícolas e urbanas

Linha Skid Steer da Titan reúne modelos desenvolvidos para enfrentar operações severas no agronegócio, construção civil e indústria, com aplicações que vão de minicarregadeiras a plantadeiras e retroescavadeiras

Seja no campo ou nos centros urbanos, equipamentos utilizados em operações pesadas exigem componentes resistentes, eficientes e versáteis para garantir produtividade e segurança. Entre essas máquinas, a minicarregadeira se destaca como uma solução multifuncional. Compacta, mas robusta, ela vem ganhando espaço em atividades da construção civil, abertura e preparação de terrenos, recapeamento de vias, além de aplicações agrícolas e industriais.

Atenta a essa demanda crescente, a Titan Pneus desenvolveu a linha Skid Steer, projetada para oferecer elevada durabilidade, tração e resistência em terrenos difíceis e operações de alta intensidade. Produzidos com tecnologia avançada, os pneus contam com reforço lateral, desenho direcional exclusivo, perfil plano e carcaça reforçada. “Devido às exigências impostas às minicarregadeiras em diferentes tipos de serviços, a demanda por pneus mais resistentes é cada vez maior. Por isso desenvolvemos uma linha que entrega estabilidade, segurança e alta performance”, afirma, Thiago Rodrigues, gerente de produto da Titan

Versatilidade para diferentes aplicações

A linha Skid Steer engloba modelos capazes de atender diversas necessidades operacionais. Entre os destaques está o pneu premium Goodyear IT323, disponível nas medidas 10-16.5, 12-16.5 e 14-17.5, indicado para minicarregadeiras, plantadeiras e aplicação no eixo dianteiro de retroescavadeiras. “É um produto extremamente versátil, que atende diferentes aplicações e apresenta uma construção robusta para suportar condições variadas de trabalho”, explica Rodrigues.

Alto desempenho em operações de alta severidade intensivas

A empresa também disponibiliza o modelo H/E Titan, nas medidas 10-16.5 e 12-16.5, voltado ao segmento premium. Desenvolvido para oferecer alto desempenho, o pneu pode ser utilizado em minicarregadeiras e retroescavadeiras, especialmente no eixo dianteiro.

Sua banda de rodagem conta com sulcos largos e profundos, de 30 mm, proporcionando excelente tração em superfícies desafiadoras, como áreas off-road, pedreiras e canteiros de obras utilizados em recapeamento de ruas e rodovias. O desenho também favorece a autolimpeza, removendo detritos com eficiência.

Essa característica contribui para maior segurança operacional e melhor desempenho no transporte de cargas pesadas. O composto especial de borracha utilizado no H/E Titan combina resistência à abrasão e flexibilidade, garantindo desempenho consistente em jornadas prolongadas e aplicações severas. “Além disso, o pneu apresenta excelente capacidade de dissipação de calor, reduzindo o risco de superaquecimento durante longos períodos de operação. Isso aumenta sua durabilidade e segurança, um diferencial importante para condições de trabalho mais rigorosas”, destaca o coordenador de Produto da empresa.

Projetado para trabalhos média severidade

Para operações em ambientes ainda mais severos, como pedreiras, canteiros de obras e terrenos acidentados, a Titan oferece os modelos HD2000, nas medidas 10-16.5 e 12-16.5, e HD1000, disponível na medida 12-16.5. Desenvolvidos com carcaça reforçada, esses pneus entregam elevada durabilidade, excelente tração e alta resistência a danos. Ambos são capazes de suportar cargas extremamente pesadas, garantindo estabilidade, segurança e confiabilidade durante o transporte de materiais em terrenos irregulares.

Mais opções para o produtor

Outra alternativa disponível ao mercado é a linha Aces, marca importada pertencente ao Grupo Titan. Os pneus também podem ser aplicados em minicarregadeiras e retroescavadeiras, oferecendo uma opção versátil para diferentes perfis de operação. “Os produtores que tiverem dúvidas sobre a melhor aplicação podem contar com o suporte da nossa equipe técnica e da rede de revendedores. Também é importante destacar que as linhas HD2000 e Skid Steer, da Titan, e o modelo IT323, da Goodyear, são produtos homologados para equipamento original”, finaliza Rodrigues.

Sobre – Líder na produção de pneus agrícolas, a Titan Pneus é uma marca global que atende diferentes terrenos. Seus produtos são reconhecidos pela tecnologia, performance, robustez e durabilidade, além da confiança que só as marcas Titan e Goodyear Farm Tires oferecem. Saiba mais em https://www.titanlat.com/site/.

 

 



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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Agronegócio tem tecnologia, mas ainda perde eficiência na aplicação de defensivos

 

AgrochemShow

Agronegócio tem tecnologia, mas ainda perde eficiência na aplicação de defensivos

Setor já dispõe de máquinas, sensores e ferramentas avançadas, mas falta integração entre conhecimento, operação e estratégia para reduzir perdas e aumentar segurança nas aplicações

Mesmo com o avanço da agricultura de precisão, da pulverização seletiva e do sensoriamento remoto, as máquinas ainda são o principal gargalo para aplicações fitossanitárias mais eficientes no Brasil. O desafio está na forma como essas ferramentas são utilizadas e integradas dentro do sistema produtivo.

A pressão sobre a qualidade das aplicações cresce à medida que o agro precisa ampliar a produção de alimentos, reduzir perdas e responder a maiores exigências ambientais.

De acordo com Marcelo da Costa Ferreira, engenheiro agrônomo, professor titular da Unesp de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor possui recursos para reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional, mas ainda enfrenta dificuldades na adoção correta dessas soluções. “Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma.

Segundo Ferreira, perdas causadas por deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser reduzidas por meio de maior alinhamento técnico entre os elos da cadeia. “Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, explica.

As mudanças tecnológicas vêm alterando a lógica das aplicações agrícolas. Ferramentas de sensoriamento remoto, imagens por satélite, drones e sistemas inteligentes passaram a permitir análises mais detalhadas das lavouras, tornando possível a tomada de decisões específicas para diferentes pontos dentro de uma mesma área produtiva. “O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca o professor.

Ampliar o uso dessas tecnologias exige mudança na forma de planejar, interpretar e executar as operações no campo. “Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.

Para Ferreira, o futuro do setor depende da formação de profissionais preparados para utilizar as novas tecnologias de maneira eficiente. “As inovações tecnológicas virão. As pessoas precisam estar preparadas não apenas para utilizá-las, mas também para criá-las e aprimorá-las”, conclui.

AgrochemShow 2026

As discussões sobre tecnologia, eficiência operacional e os desafios da aplicação de fitossanitários estarão entre os temas centrais do AgrochemShow deste ano. Marcelo da Costa Ferreira será um dos palestrantes do evento com a apresentação de “Desafios da Aplicação de Fitossanitários em Cenários de Demanda Alimentar e de Exigência Ambiental Crescente”. O evento acontece nos dias 3 e 4, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo (SP), reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais do setor para debater tendências, inovação e os principais desafios do agronegócio.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas pelo portal https://www.agrochemshow.com.br/, por meio de doações de cestas básicas para a ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, foram arrecadados 14.000 kg de alimentos.

 

Serviço:

3 e 4 de agosto de 2026

Centro de Eventos São Luís – Rua Luís Coelho, 323, São Paulo

Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m.

Mais informações:

https://www.agrochemshow.com.br/

brasil@agrochemshow.com.br

allierbrasil@allierbrasil.com.br

WhatsApp +55 11 993304717

 



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Marcelo da Costa Ferreira, engenheiro agrônomo, professor titular da Unesp de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação
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Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Quando a urgência substitui o planejamento, toda a cadeia paga a conta

 


Sell Agro

Quando a urgência substitui o planejamento, toda a cadeia paga a conta

Por Leandro Weber Viegas*

Quando se fala nos desafios do agronegócio brasileiro, é comum apontar a infraestrutura logística como a principal vilã. No entanto, um dos maiores entraves à competitividade do setor pode estar em algo menos visível, mas igualmente estratégico: o tempo. Calendários apertados, decisões de última hora e a falta de previsibilidade continuam comprometendo a eficiência de toda a cadeia produtiva.

Existe uma dinâmica que se repete ano após ano no agronegócio. À medida que avançamos nos meses de agosto, setembro e outubro, toda a cadeia parece entrar em uma corrida contra o tempo. Telefones não param de tocar, compradores passam a agir em caráter de urgência, indústrias concentram sua produção em janelas cada vez mais estreitas, transportadoras operam no limite da capacidade e equipes comerciais são pressionadas a resolver, em poucas semanas, demandas que poderiam ter sido planejadas e distribuídas ao longo de meses.

O resultado é um ambiente de decisões aceleradas, maior pressão sobre custos e uma perda de eficiência que impacta todos os elos da cadeia produtiva. Diante desse cenário, uma pergunta me acompanha há quase duas décadas atuando no setor agrícola: se sabemos exatamente que a safra vai acontecer, por que ainda agimos como se ela fosse uma surpresa? Vamos tentar entender.

O setor alcançou um grau de profissionalização admirável nas últimas décadas. Hoje, ele representa aproximadamente um quarto do PIB nacional, movimenta centenas de bilhões em exportações e sustenta uma das cadeias produtivas mais complexas e eficientes do mundo. Produzimos safras que ultrapassam 300 milhões de toneladas de grãos e incorporamos tecnologia em praticamente todas as etapas do processo produtivo.

Por isso, chama atenção o fato de ainda convivermos com uma contradição importante. Quem vive no campo sabe que quase nada acontece por improviso. O produtor rural planeja a compra de sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, equipe, financiamento e estrutura operacional com antecedência porque entende que produtividade depende diretamente de previsibilidade.

Entretanto, quando falamos de especialidades agrícolas, adjuvantes, tecnologias de aplicação e soluções complementares fundamentais para a eficiência operacional, ainda observamos uma cultura de decisões tardias. Muitas negociações relevantes começam justamente quando os produtos já deveriam estar em trânsito ou, em alguns casos, já armazenados na propriedade.

Na Sell Agro, acompanhando diariamente produtores e parceiros em diferentes regiões do país, percebemos um comportamento recorrente: uma parcela importante das decisões estratégicas continua concentrada muito próxima ao início efetivo das operações da safra. Esse movimento gera consequências que toda a cadeia conhece bem.

Quando a demanda se acumula em períodos curtos, a indústria precisa aumentar sua intensidade operacional, a logística perde eficiência, a disponibilidade de transporte se torna mais limitada, os custos sobem e o nível de risco cresce para todos os envolvidos. E existe algo curioso nesse processo: ninguém realmente se beneficia desse modelo.

A indústria perde previsibilidade, o distribuidor trabalha sob pressão, a operação logística enfrenta gargalos, e o produtor, que deveria ser o principal beneficiado da cadeia, também absorve impactos que poderiam ser evitados. Há um custo que raramente aparece em planilhas ou negociações e que, na minha visão, merece mais atenção: o custo da urgência.

Esperar não é uma boa estratégia

Em muitos casos, a compra de última hora é encarada como estratégia, seja na tentativa de encontrar uma condição comercial mais vantajosa ou capturar oportunidades pontuais de mercado. Mas a experiência mostra que a previsibilidade também possui valor econômico. Economizar alguns centavos em uma negociação perde relevância quando existe risco de atrasos, indisponibilidade de produtos ou aumento de custos operacionais justamente no momento em que a aplicação precisa acontecer.

Já no campo, poucos dias podem fazer diferença, porque uma operação realizada fora da janela ideal pode gerar impactos que superam qualquer ganho obtido em uma negociação tardia. Acredito que a previsibilidade deixou de ser apenas uma questão de organização, e sim se tornou uma vantagem competitiva, afinal, quando existe planejamento antecipado, toda a cadeia trabalha de maneira mais eficiente.

No fim, quem colhe os maiores benefícios continua sendo a ponta mais importante desse processo: o produtor. O agro evoluiu de forma extraordinária ao longo das últimas décadas e talvez tenha chegado o momento de a cultura de compra acompanhar esse mesmo ritmo de transformação. Na minha visão, agosto, setembro e outubro deveriam ser períodos voltados ao recebimento, à organização de estoques e ao alinhamento operacional da safra, e não ao início de decisões estratégicas que serão determinantes para o desempenho do ciclo produtivo.

O agro moderno foi construído sobre eficiência, e esta dificilmente nasce da urgência. Ela nasce de planejamento, previsibilidade e da capacidade de olhar alguns meses à frente. Porque, no fim das contas, a melhor negociação não é necessariamente aquela fechada no último minuto, mas aquela que permite que toda a cadeia funcione em harmonia e ofereça ao produtor a tranquilidade necessária para fazer aquilo que sabe fazer melhor: produzir.

*Empresário, bacharel em Direito, administrador, produtor rural e co-fundador e CEO da Sell Agro.



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Leandro Viegas, CEO da Sell Agro
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O abismo está mais perto

 


Gilberto Simões Pires

Na semana passada, o jornalista Felipe Vieira compartilhou uma ANÁLISE CONTUNDENTE, produzida pela RC CONSULTORES, comandada pelo economista e ex-presidente do IBGE e do BNDES Paulo Rabello de Castro, ALERTANDO sobre o cenário econômico brasileiro. Com o título -O ABISMO ESTÁ MAIS PERTO-, o relatório da RC CONSULTORES avalia que as expectativas para -INFLAÇÃO, JUROS E CRESCIMENTO- vêm se deteriorando rapidamente, aumentando os riscos para a economia nos próximos anos. Eis: 

INFLAÇÃO

No relatório, os economistas destacam a sequência de REVISÕES PARA AS PROJEÇÕES DE INFLAÇÃO E O IMPACTO DESSE MOVIMENTO SOBRE AS EXPECTATIVAS DE MERCADO. Segundo a avaliação, a inflação projetada para o fim de 2026 alcançou 5,35%, avanço significativo em relação aos 3,87% estimados em fevereiro deste ano.  De acordo com a consultoria, a mudança ocorreu em um período relativamente curto. Em apenas QUATRO MESES, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou quase um ponto e meio percentual, refletindo uma percepção crescente de dificuldade para o controle da inflação. A análise aponta que o efeito dessa deterioração também aparece nas projeções para a taxa básica de juros. Em março, o mercado trabalhava com a expectativa de que a Selic encerraria 2026 em torno de 12% ao ano. Agora, segundo o levantamento citado pela RC Consultores, a previsão já se aproxima de 14%.

JUROS REAIS

Outro ponto destacado é o comportamento dos JUROS REAIS, considerados um dos mais elevados do mundo. Segundo o relatório, o juro real implícito para 2026 ultrapassa 8,6% ao ano, patamar que, na avaliação da consultoria, dificulta investimentos de longo prazo, reduz a expansão do crédito e aumenta os custos para empresas e famílias.

Embora as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) tenham apresentado leve melhora, com expectativa próxima de 2% para 2026, a RC Consultores considera que esse desempenho é sustentado principalmente pela expansão dos gastos públicos. Na avaliação da empresa, esse impulso pode não ser suficiente para garantir crescimento sustentável nos anos seguintes.

POLÍTICA FISCAL

A preocupação maior, no entanto, está concentrada em 2027. O relatório observa que as projeções já apontam desaceleração da atividade econômica, com crescimento estimado em torno de 1,66%, cenário que refletiria os efeitos prolongados de juros elevados e de um ambiente econômico menos favorável para investimentos privados. Os economistas da consultoria atribuem parte desse quadro à POLÍTICA FISCAL do governo federal. Segundo a análise, o aumento das despesas públicas teria contribuído para elevar a percepção de risco dos investidores, pressionando as expectativas de inflação e reduzindo a eficácia da política monetária conduzida pelo Banco Central.

O documento conclui defendendo uma mudança de rumo na condução econômica do país. Para a RC Consultores, sem medidas capazes de recuperar a confiança fiscal e reduzir as incertezas sobre as contas públicas, o Brasil poderá enfrentar um período mais prolongado de crescimento baixo, juros elevados e inflação resistente. A avaliação da consultoria reforça um debate que vem ganhando espaço entre economistas, investidores e agentes do mercado financeiro: o desafio de equilibrar crescimento econômico, controle da inflação e sustentabilidade das contas públicas em um cenário marcado por incertezas internas e externas.

A escola que não ensina

 


 

 

Claudio Apolinario

           O Brasil gasta mais e aprende menos. Isso não é acidente.

Entre 2003 e 2014, o Brasil triplicou o gasto público por aluno na educação básica. Mesmo descontando a inflação, o aumento real foi de 65%. O resultado? A posição do Brasil no ranking mundial de educação ficou entre os 20% piores do mundo.

Mais dinheiro. Resultado ruim. Isso por si só deveria ser um escândalo nacional.

Em 2022, o PISA — avaliação que mede o conhecimento de jovens de 15 anos em 81 países — colocou o Brasil na 65ª posição em matemática, na 63ª em ciências e na 59ª em leitura. Atrás de Chile, Uruguai e Colômbia.

Mas o dado mais perturbador não é a posição. É que desde 2009, os resultados brasileiros não mudaram nas três disciplinas. Mais de quinze anos parado no mesmo patamar. Metade dos jovens brasileiros de 15 anos não consegue interpretar um texto simples. Apenas 2% atingem alto desempenho em leitura.

Pense nisso. Metade dos jovens que hoje votam, trabalham e tomam decisões não conseguem ler um contrato, entender uma notícia ou saber o que estão assinando.

E tem um dado que assusta ainda mais. Segundo o INAF 2024 — pesquisa coordenada pela Ação Educativa com apoio de UNESCO e UNICEF — 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. Sabem ler, mas não conseguem interpretar o que leram. Não conseguem preencher um formulário, entender uma bula de remédio ou calcular o troco. São 40 milhões de pessoas. E o mais revelador: 17% de quem terminou o ensino médio ainda é analfabeto funcional. A escola não garantiu nem o básico.

Isso não é falta de recurso. Colômbia e México gastam menos por aluno do que o Brasil e têm resultados melhores (dados OCDE). O problema não é quanto se gasta. É o que se faz com esse dinheiro.

E aqui está a pergunta que ninguém quer responder: se o gasto triplicou e o resultado não mudou, para onde foi o dinheiro?

Essa pergunta incomoda porque a resposta também incomoda. Um sistema inteiro vive desse orçamento — com avaliações que medem mas raramente geram consequência real para quem não entrega.

Não é novidade que há décadas o conteúdo objetivo — matemática, leitura, ciências — tem cedido espaço para outros objetivos dentro da sala de aula. Quando formar opinião política vira prioridade e ensinar a calcular e ler vira secundário, o resultado aparece nos dados. Uma escola que transforma criança em militante ao invés de ensiná-la a interpretar um texto não está falhando por acidente. Está executando um método.

Doutrinação não é falha de gestão. É uma escolha. E esta escolha tem um custo — pago pelas próximas gerações.

O Brasil mede. Mas não age na altura de corrigir o que está errado.

O IDEB — Índice de Desenvolvimento da Educação Básica — existe desde 2007 e mapeia o desempenho de cada escola e município do país. A meta nacional era atingir, em 2022, o nível de qualidade dos países desenvolvidos. Não foi atingida. Em 2019, apenas 23% dos municípios cumpriram a meta. Nenhuma escola fechou por isso. Nenhum gestor perdeu o cargo.

O Brasil sabe onde está falhando. E continua igual.

A incompetência produz resultados ruins por acidente. O que o Brasil tem é diferente: estagnação, aumento constante de orçamento, nenhuma mudança real de cobrança de resultado. Isso não é desorganização. É um sistema feito para quem vive nele, não para o aluno que depende dele.

Coreia do Sul, Japão e Cingapura têm algo em comum: cobram resultado. Professor é avaliado. Escola é avaliada. Aluno é avaliado. Quem não entrega resultado é obrigado a mudar o que está fazendo. São países que estão no topo do ranking mundial em educação. Não por acaso.

No Brasil, o debate sobre educação raramente chega na pergunta mais simples de todas: o aluno aprendeu? Em vez disso, discute-se tudo menos isso. E o ponteiro do PISA não se move desde 2009.

Uma escola que não ensina a ler, a calcular e a pensar não está cumprindo sua função. Não importa a metodologia. Não importa o orçamento. O que importa é se está ou não dando o resultado. O resultado do Brasil é estar na 65ª posição entre 81 países.

Quinze anos parado. Quanto tempo falta para sermos os últimos?

Quem já entendeu isso tem uma responsabilidade concreta. Antes de votar é preciso perguntar: qual é a meta de aprendizagem? Como será medida? O que acontece se não for atingida?

Cobrar o resultado de quem prometeu, antes de renovar o voto, é o mínimo que o eleitor consciente pode fazer. E explicar a realidade para quem ainda não viu que mais dinheiro não trouxe mais aprendizado. Isso é desperdício com dinheiro do contribuinte.

A próxima geração está sendo formada agora. E o que ela vai saber depende das perguntas que fazemos hoje e das ações que tomamos agora.

*                O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.

Basta uma caneta azul

 


 

Dartagnan da Silva Zanela
 

               Um querido ex-professor, em suas aulas, sempre procurava nos advertir que tudo nesta vida tem segundas intenções, mesmo um gentil "bom-dia"; o que não significa, necessariamente, que elas precisem ser más.

Pensando nisso, lembrei-me de uma passagem da obra "Ortodoxia", de G. K. Chesterton, onde o autor nos conta uma historieta muito sugestiva, conhecida popularmente como "a parábola do poste".

Conta-nos ele que, em uma cidadezinha qualquer, havia um poste de luz que seria removido pelas autoridades públicas e, para tanto, foi feita uma grande campanha para "esclarecer" a população sobre a importância da remoção deste trambolho barroco que atrapalhava a via pública e que, de acordo com os mesmos, era muito antiquado, desalinhado e, por isso, não ornava com os novos tempos.

Papo vai, papo vem, e a galera galerosa estava toda muito animada com a remoção do dito-cujo e, em meio a toda essa empolgação, eis que apareceu um frade franciscano, com seu surrado hábito cinza.

Ele se inscreveu para parlar. As autoridades, respeitosamente, lhe concederam a palavra. Então, ele foi até o púlpito e lembrou a todos que, antes de retirarmos o poste e destruí-lo, seria de fundamental importância que procurássemos refletir a respeito da luz. O que é a luz?

Ao ouvirem isso, as autoridades, os cidadãos presentes — e alienígenas que não foram convidados — começaram a vaiar o frade, enxotando-o dali, pois eles não tinham tempo para refletir sobre o que seria a luz, ou o que quer que fosse; e, após a sua retirada, o poste foi colocado abaixo, o que levou a galera ao delírio.

Passado algum tempo, as pessoas começaram a perceber que os maiores defensores da retirada do poste estavam interessados em ganhar algum com a venda do bronze que havia nele. Outros queriam que as ruas não mais fossem iluminadas para poderem, ao ar livre, praticar atos libidinosos e cometer crimes e delitos com maior tranquilidade.

Enfim, todos se tocaram de que realmente era necessário que tivessem parado para refletir a respeito da natureza da luz; e agora eles o farão, porém, irão fazer isso no escuro por ignorarem as tais das segundas intenções.

Bem, por isso, perguntamos: o que é a educação? O que ela é? Durante todo o correr do século XX, foram feitos incontáveis experimentos com base em teorias "inovadoras", com o intento de melhorá-la e, em grande medida, quanto mais inovações foram sendo introduzidas (lá ele...), estranhos resultados foram sendo obtidos em médio e longo prazo.

Experimentos esses que continuam sendo empreendidos no século XXI, onde se chegou a realizar a façanha de a atual geração — os zoomers — ter um QI médio inferior ao da geração anterior; o chamado efeito Flynn reverso. Tudo isso, em grande medida, graças às teorias inovadoras que justificam e embasam as inúmeras decisões que foram e são tomadas por burocratas tão presunçosos quanto bem-intencionados — sempre bem-intencionados.

Boas intenções que nos levam a recordar o livro "As fronteiras da técnica", de Gustavo Corção, onde o autor nos diz que a bomba nuclear não o assustava — nem um pouco. O que enchia o seu coração de medo era a caneta de um burocrata.

Pois é. Quantas e quantas insanidades foram perpetradas por uma caneta azul nas mãos de um burocrata bem-intencionado? Infelizmente, não foram poucas; e o estado em que se encontra a educação — e a deterioração da autoridade docente — apenas confirma esse medo, não é mesmo?

*          O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.

Por uma Primavera para o Brasil

 


 

Percival Puggina

 

“Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo.” (Mateus 23:24)

         Pelas razões de sempre, é muito provável que a imensa maioria de nossos jovens nunca tenham ouvido falar na Primavera de Praga. No entanto, aquele acontecimento primaveril contra o qual o inferno comunista brutalmente arremeteu, entrou para a história e para o vocabulário político. A Tchecoslováquia era um daqueles belos países invadidos por Hitler em 1939 e transformados em despojos de guerra pelo comunismo soviético em 1945. Bota azar nisso! Já haviam transcorridos 23 anos quando, em 1968, o chefe de Estado tcheco, Alexander Dubcek, influenciado pelas ideias liberais de Ota Sik, mobilizou a população por reformas que ele mesmo cuidou de implantar. Ao arrepio das regras impostas por Moscou para todas as nações atrás da Cortina de Ferro, ele acabou com a censura, reabilitou os presos do regime e promoveu liberdades políticas e econômicas.

Com grande repercussão internacional, a situação se tornou intolerável para Leonid Breznev, líder soviético de então, que mandou meio milhão de soldados e tanques russos trazerem de volta ao cativeiro a desafortunada nação. A Primavera de Praga, porém, foi tão marcante que acabou dando nome “Primavera” a eventos libertários anteriores e posteriores, como a rebelião húngara de 1956, ocorrida 12 anos antes, à Primavera Árabe, iniciada em 2010 com consequências em países do Norte da África e Oriente Médio, ao movimento popular chinês de 1989, vitimado pelo massacre da Praça da Paz Celestial e até aos recentes protestos cubanos encerrados a pauladas no ano de 2021.

Faço este preâmbulo porque preciso dele para dar ênfase ao tema deste artigo num país onde a História é muito mal contada, manipulada e cheia de lacunas. Temos diante de nossos olhos as razões e, no calendário, o devido tempo para promovermos, no dia 5 de outubro, uma necessária Primavera Brasileira.

O simples fato de você, leitor, ter severas dúvidas sobre a possibilidade de que isso venha a acontecer fornece a prova da necessidade de que aconteça. Estão muito erradas as coisas em um país onde as pessoas perderam a confiança no Estado. Um país onde, em troca, o Estado não confia nas pessoas e não esconde o desejo de limitar a expressão das opiniões para manipulá-las mediante argumentos infames.

Foi nessa maré que se produziu a fragorosa derrota de uma nação pela falsa revolução dos omissos de 2022, militantes no cativeiro do sofá. Entregaram a própria casa – a Pátria que herdamos de nossos antepassados – para quem lhes é adversário em tudo que importa. Parecem feitas à medida deles as palavras de Jesus em João, capítulo 10, versículo 12, sobre aqueles que fogem quando vem o lobo para as roubar e dispersar.

Foi assim que o Brasil se tornou, em pouco tempo, o país dos escândalos seletivos, dos guias cegos e das blindagens. Uma nação protetora de suas prósperas organizações criminosas e tóxica em relação aos bens não materiais, apreciados, até mesmo, pelos revolucionários do mau humor, na prisão domiciliar dos sofás. Sai daí, cara! Quando o inverno acabar, vamos extrair desta eleição a Primavera do Brasil.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.