O detento, obviamente, é
o tiranete populista Lula, endeusado pelo curral de idiotas que ele -
com a cumplicidade das universidades, igrejas e sindicatos - engendrou.
Cada vez mais, o Brasil fica melhor visto de fora. De bem longe:
Da prisão, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado na Operação Lava
Jato, divulgou uma carta em que afirma que o PT está livre para tomar
“qualquer decisão” sobre a eleição deste ano. Imediatamente, o partido
decidiu formalizar a candidatura dele à Presidência da República e dar
início à pré-campanha eleitoral mesmo com o petista preso.
“(Queria que vocês)
ficassem totalmente à vontade para tomar qualquer decisão. O ano de 2018
é muito importante para o PT, para a esquerda, para a democracia e para
mim. Eu quero a minha liberdade”, disse o ex-presidente. A mensagem foi
lida pela presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann, no
diretório nacional da legenda, que foi transferido para Curitiba após o
encarceramento de Lula na Superintendência da Polícia Federal, há cerca
de duas semanas.
Na carta, Lula também
afirmou que ficou feliz com o resultado da última pesquisa Datafolha,
divulgada na semana passada, na qual aparece com 30% ou 31% das
intenções de voto nos três cenários em que seu nome foi testado.
Lula escreveu ainda
que existem insinuações de que, se ele não for candidato à Presidência e
ficar “longe dos holofotes”, seria mais fácil assegurar uma decisão
favorável a ele no Supremo Tribunal Federal (STF). “Querida Gleisi, a
Suprema Corte não tem que me absolver porque sou candidato, porque vou
ficar bonzinho, ela tem que votar porque sou inocente e também para
recuperar o papel constitucional que é ser garantia do comportamento da
constituição”, continuou Lula.
O petista terminou o
texto mandando um “abraço carinhoso” para todos e disse que está com
“saudades”. “Fiquei feliz com a pesquisa (Datafolha) e preciso discutir
com os nossos para ver como fortalecer a ideia da prova. Vou conversar
com advogados para falarem com você. A luta continua. Até a vitória
final. Beijos do seu amigo e companheiro Lula”, despediu-se. A carta não
foi divulgada na íntegra, porém o vídeo com parte da leitura do
documento foi divulgado na página do ex-ministro Alexandre Padilha (PT)
no Facebook.
Embora a Lei da Ficha
Limpa impeça a candidatura de políticos condenados em segunda
instância, caberá à Justiça eleitoral dar a palavra final sobre a
participação ou não de Lula na eleição. O PT pretende pedir o registro
da candidatura do ex-presidente e levar a disputa judicial até o último
recurso possível.
PT decide formalizar candidatura
Em resolução aprovada
nesta segunda-feira, o PT reafirma que Lula é a única alternativa do
partido para a disputa presidencial e pela primeira vez determina de
maneira formal providências para o registro da candidatura do líder
maior do partido. De acordo com o PT, “a liberdade de Lula tornou-se
questão central para a retomada do processo democrático no Brasil”.
Entre as providências
aprovadas estão: “convocar para 28 de julho o Encontro Nacional do PT
que indicará formalmente Lula candidato a presidente; registrar a
candidatura na Justiça Eleitoral em 15 de agosto, conforme determina a
legislação; apresentar ao país, nas próximas semanas, as diretrizes do
programa de governo Lula”.
Os petistas querem
também deflagrar a pré-campanha Lula presidente com ações de comunicação
nas ruas, nas redes sociais e na imprensa. A ideia é articular a
pré-campanha de Lula com os lançamento das chapas estaduais, para
governador, senadores, deputados estaduais e federais.
Por outro lado, o PT
também decidiu reforçar os laços com os demais partidos de esquerda por
meio da Frente Nacional em Defesa da Democracia, dos Direitos e da
Soberania, que inclui PSOL, PDT, PSB e PCdoB, além de movimentos sociais
e figuras do meio artístico e intelectual, com o objetivo de se
contrapor ao avanço da extrema direita e da violência política
exemplificada, segundo o PT, pelo assassinato da vereadora do Rio
Marielle Franco e o ataque a tiros à caravana de Lula no Paraná.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa eleitoral
do Instituto Datafolha foi feita entre os dias 11 e 13 de abril. Foram
entrevistados 4.194 brasileiros com 16 anos ou mais em 227 municípios
brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou
para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada
no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-08510/2018 e foi
encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo. (Gazeta do Povo).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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