O procurador de Marselha, Brice Robin, afirmou em entrevista coletiva
nesta quinta-feira (26) que o copiloto Andreas Lubitz estava sozinho na
cabine de controle do avião da Germanwings e que ele "estava querendo
destruir a aeronave". O procurador destacou que o copiloto, que tem
"nacionalidade alemã", ficou sozinho no comando da aeronave e que, até
então, as conversas entre ele e o comandante estavam tranquilas. Quando o
piloto saiu e tentou retornar ao seu posto, não conseguiu. "Houve
vários pedidos para que o piloto voltasse a entrar na cabine de comando.
Ele se identificou e começou a bater na porta para entrar", destacou o
procurador. Conforme via a situação piorando, as batidas foram ficando
mais fortes e que parece que o comandante quis derrubar a entrada. Ele
explicou que, por causa dos atentados terroristas de 2011, não há como
abrir a porta sem a autorização de quem estava no comando. Robin falou
que, até o momento, tudo leva a crer que o Lubitz tenha ativado
"deliberadamente" os comandos de descida do voo. Segundo ele, a
respiração dele foi ouvida até o fim da gravação, o que mostra que ele
estava vivo e consciente do que estava fazendo. O procurador destacou
que a Torre de Controle de Marselha emitiu diversos comunicados para a
aeronave e não recebeu nenhuma resposta do copiloto. Ele disse que é
possível ouvir os sensores do avião avisando que estava próximo demais
do solo e que Lubitz não fazia nada além de acelerar o voo para baixo.
"A interpretação mais lógica do momento é de que o copiloto, de forma
deliberada, recusou-se a abrir a porta para o comandante e usou o
comando que controla a altitude para atingir a montanha", destacou. O
procurador disse que não sabe o perfil do copiloto, sua religião e que
não quer falar sobre uma hipótese de suicídio ou atentado - e só vai se
ater aos dados do momento. Sobre os passageiros, Robin informou que os
gritos dos passageiros só foram ouvidos ao fim da gravação, o que mostra
que eles perceberam que iriam colidir nas montanhas. (ANSA)
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