Pessoas de diferentes regiões do Brasil participam da rede de voluntariado.
Voluntários ajudam grupo de idosos a ler e a escrever correspondências.
“Receber as cartas é o melhor momento. Simpatia se expressa assim, pela escrita”, comenta o professor aposentado e morador do asilo, Jorge Theil Filho. Ele se comunica semanalmente com Maitê, uma jovem que trabalha com tecnologia da informação em São Paulo e é voluntária em hospitais. Os dois são amigos, mas nunca se viram.
Segundo a jovem, a troca de cartas é uma oportunidade para dar atenção às pessoas que, muitas vezes, se sentem sozinhas. “Existe uma troca de sentimentos durante as respostas das cartinhas, expressamos sentimentos rotineiros, de expectativa de vida e experiências, é muito bacana”, afirma. Outros colegas de Maitê também mantêm amizade à distância com os moradores do asilo.
à distância (Foto: Reprodução RBS TV)
No local, a estudante conheceu Mário Machado, de 101 anos. Para ele, a ajuda da jovem é importante. “É uma relação de carinho, eu considero ela como minha bisnetinha”, garante seu Mário.
Gessica Goulart, também voluntária, relembra o avô enquanto está no asilo. “Semana passada nós jogamos dominó e meu avô fazia isso comigo, parece que estou lidando com meu avô aqui do meu lado”, disse. Para o diretor do Lar Irmãos Joaquim, Hipólito do Vale Pereira Neto, as visitas e a troca de cartas ajudam na autoestima dos idosos e reforça a valorização e a qualidade de vida de cada morador do lugar.
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