sábado, 24 de maio de 2014

Idosos de asilo de SC trocam cartas com jovens em busca de amizade


Pessoas de diferentes regiões do Brasil participam da rede de voluntariado.
Voluntários ajudam grupo de idosos a ler e a escrever correspondências.

Do G1 SC
Idosos de um asilo em Florianópolis recebem cartas de pessoas que nunca viram, mas que já os consideram como grandes amigos. As cartas são trocadas uma vez por semana entre moradores do  Lar Irmãos Joaquim, no Centro da capital catarinense, e jovens que moram em outras cidades do Brasil.
“Receber as cartas é o melhor momento. Simpatia se expressa assim, pela escrita”, comenta o professor aposentado e morador do asilo, Jorge Theil Filho. Ele se comunica semanalmente com Maitê, uma jovem que trabalha com tecnologia da informação em São Paulo e é voluntária em hospitais. Os dois são amigos, mas nunca se viram.
Segundo a jovem, a troca de cartas é uma oportunidade para dar atenção às pessoas que, muitas vezes, se sentem sozinhas. “Existe uma troca de sentimentos durante as respostas das cartinhas, expressamos sentimentos rotineiros, de expectativa de vida e experiências, é muito bacana”, afirma. Outros colegas de Maitê também mantêm amizade à distância com os moradores do asilo.
Jorge troca cartas com Maitê uma vez por semana (Foto: Reprodução RBS TV)Jorge lê uma das cartas enviadas pela amiga
à distância (Foto: Reprodução RBS TV)
Além da troca de cartas, outros jovens, estes de Florianópolis, visitam os idosos e os ajudam a ler e a escrever as correspondências que são enviadas para São Paulo. Georgia Schmitz decidiu ser uma voluntária no Lar Irmãos Joaquim e preencher o tempo livre antes de começar as aulas em agosto. “Pesquisei sobre formas de voluntariado e a troca de cartinhas era o que eu precisava”, recorda.
No local, a estudante conheceu Mário Machado, de 101 anos. Para ele, a ajuda da jovem é importante. “É uma relação de carinho, eu considero ela como minha bisnetinha”, garante seu Mário.
Gessica Goulart, também voluntária, relembra o avô enquanto está no asilo. “Semana passada nós jogamos dominó e meu avô fazia isso comigo, parece que estou lidando com meu avô aqui do meu lado”, disse. Para o diretor do Lar Irmãos Joaquim, Hipólito do Vale Pereira Neto, as visitas e a troca de cartas ajudam na autoestima dos idosos e reforça a valorização e a qualidade de vida de cada morador do lugar.

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