Em 2013, foram emitidas 19 autorizações de desmatamento no estado.
Neste sábado (21) é comemorado o Dia da Árvore.
A taxa de florestamento é estável, se considerados os últimos cinco anos. Segundo o pesquisador do Inpe, Luis Maurano, isso não representa especificamente áreas de mata virgem. Além disso, deve ser levada em consideração a área de lavrado, que representa 27% da área total do estado.
O pesquisador acrescenta ainda que Roraima não contribui, significativamente, para o desmatamento na Amazônia. "É um estado que, se comparado com Rondônia, Mato Grosso, sul do Amazonas e o sul do Pará, está em uma situação bem diferente. No entanto, isso não quer dizer que deva ser relaxada a fiscalização", explicou Maurano.
Na avaliação de Benjamim da Luz, analista ambiental, os 67% de áreas florestais são considerados uma boa quantidade, levando-se em conta a ocupação territorial do estado. É importante observar ainda que as áreas florestais não representam apenas árvores virgens. "Nesta parcela estão incluídas as áreas de matas virgens, de reflorestamento, as degradadas, de capoeiras e plantação", explicou o analista.
Licenças ambientais para desmatamento
Em 2013, segundo dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), foram emitidas, de janeiro a agosto, 19 autorizações de desmatamento. No entanto, conforme o diretor de Licenciamento e Gestão Ambiental do órgão, Pedro Milton, a emissão não significa que vai haver áreas derrubadas.
"Uma licença vale por um ano. Há casos em que os produtores têm que renovar para poder fazer a derrubada. O controle é feito em parceria pela Femahr, Ibama e as secretarias ambientais de cada município", explicou.
Os municípios do sul do estado são os que concentram a maior área florestal de Roraima. Além disso, é onde há maior fiscalização para a preservação ambiental.
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