MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Em decisão histórica, Daniel Alves é condenado a quatro anos e meio de prisão

 


A condenação do jogador Daniel Alves levanta importantes questões sobre o sistema judiciário brasileiro e o amparo às vítimas de crimes sexuais, que envolvem violência de gênero.

A especialista está à disposição para esclarecer todos os pontos elencados abaixo.

“Não oferecemos acolhimento e reparação devida a essas mulheres”, diz especialista

O ex-jogador do Barcelona, Daniel Alves foi condenado, em 22/02, a quatro anos e meio de prisão por agressão sexual, em Barcelona. A pena foi reduzida mediante o pagamento de uma indenização voluntária, cuja origem foi uma doação da família do jogador Neymar para ajudar o lateral.

Tal condenação é importante e pode abrir o debate para alguns pontos:

O caso significa um marco no julgamento de crimes sexuais, que envolvem violência de gênero? A partir desse caso podemos esperar mudanças no sistema de justiça brasileiro? Ainda que o caso tenha sido uma condenação histórica, estamos mesmo falando de uma condenação efetiva?

O que a doação do jogador Neymar significa e representa sobre o apoio aos agressores condenados e a desvalorização/banalização da importância de um crime de violência sexual e da palavra da vítima e o respeito às mulheres?

As mulheres são muito incentivadas a denunciar os crimes e violências de que são vítimas, mas o que acontece após a denúncia? O sistema de justiça está preparado para efetivamente acolher essas mulheres e levar a uma real punição do agressor? A condenação realmente é efetiva?

Como as mulheres enfrentam um processo de violência sexual? O que é exigido delas e como esse percurso é tortuoso para muitas vítimas?

Beatriz Vendramini Rausse, Advogada, Mestre em Direito e sócia da Borguezi e Vendramini Advogadas para Mulheres e Minorias diz que temos “incentivado as mulheres a denunciarem os casos de abuso/assédio, mas não estamos preparados para o que acontece depois da denúncia, ou seja, não oferecemos o acolhimento e reparação devida a essas mulheres, que ao final recebem penas ínfimas pela coragem em denunciar”.


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