Assunto foi debatido nesta sexta-feira (02) durante reunião do Conselho Estadual de Saúde
Durante reunião ampliada do
Conselho Estadual de Saúde (CES), que debateu o assunto nesta sexta-feira (02),
a presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Giszele
Paixão, destacou a importância do pagamento do piso. “O pagamento do piso é uma
forma de trazer um alento a estes bravos profissionais que aguentaram nas
costas, durante três anos, a grave crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19”,
defendeu Giszele ao mandar um recado aos prefeitos baianos. “Paguem o piso da
enfermagem. Nós merecemos cada centavo. Não é o piso que vai quebrar o estado e
os municípios. Nós é que estamos quebrados com baixos salários e sobrecarga de
trabalho. Sabemos que o piso é lei e precisa ser cumprido”, disse.
Segundo a portaria, foram
considerados para o cálculo dos valores o fator de redistribuição e correção de
desigualdades entre os entes federados e o indicador de cada ente federado, que
foi estimado a partir da base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS),
considerados os impactos para o setor público, para as entidades filantrópicas,
bem como para os prestadores de serviços contratualizados que atendam, no
mínimo, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria definiu ainda que as
parcelas seriam transferidas mensalmente a partir de maio de 2023, com repasse
de duas parcelas no mês de dezembro de 2023, mas o repasse ainda não ocorreu.
“Diante desta situação, haverá pagamento retroativo”, completou Giszele.
No dia 25 de maio, o ministro do STF, Gilmar Mendes, pediu vista do julgamento sobre a decisão provisória do ministro Roberto Barroso que restabeleceu o piso salarial da enfermagem. Com isso, a decisão de Barroso continua valendo até o final do julgamento no STF. Barroso determinou o cumprimento imediato do piso no setor público e nas entidades privadas que atendam no mínimo 60% de seus pacientes pelo SUS, mas manteve a possibilidade de negociação entre empregadores e sindicatos para efetivação do piso no setor privado até 1º de julho de 2023. A previsão é que sejam destinados cerca de R$ 7,3 bilhões de reais em todo o país.
Foto: Divulgação
Nenhum comentário:
Postar um comentário