Para o segmento, já são mais de 170 projetos no modelo da instituição totalizando R$150 milhões em investimentos
O
Complexo Industrial da Saúde responde pela maior parte de projetos de
inovação desenvolvidos com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e
Inovação Industrial (EMBRAPII), 14,5% do total. São 178 projetos de 141
empresas, que somam R$ 153 milhões em investimentos e 44 pedidos de
Propriedade Intelectual - 71 projetos já concluídos.
As
tecnologias envolvem o desenvolvimento de produtos voltados para cura,
diagnóstico e prevenção de doenças, como medicamentos, equipamentos
hospitalares, softwares e aplicativos, que auxiliam no atendimento ao
paciente. Também há soluções desenvolvidas que oferecem mais
inteligência e inovação ao processo industrial, tornando-o mais
eficiente e produtivo.
A
pandemia da Covid-19 trouxe grandes desafios para a ciência e a
indústria brasileira exigindo respostas imediatas que pudessem
contribuir no combate à doença no país. A EMBRAPII, com seu modelo de
atuação ágil e flexível, fomentou 62 ações destinando recursos
financeiros e disponibilizando pesquisadores para o desenvolvimento de
projetos de inovação para atender a esta necessidade.
Para
aumentar a competividade do setor e das fabricantes brasileiras, a
EMBRAPII se aliou com a Associação Brasileira da Indústria de
Dispositivos Médicos - ABIMO para alavancar ainda mais o setor.
Conheça alguns projetos
ECMO - “pulmão artificial” para casos graves de Covid 19
O
aparelho consiste na Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO em
inglês), uma forma de respiração extracorporal. Ele está sendo utilizado
em pacientes graves com Covid-19, ajudando a manter o paciente vivo até
que a doença regrida. Além disso, a tecnologia pode exercer
simultaneamente a função do pulmão e do coração em pacientes em que um
desses órgãos ou ambos – perderam temporariamente a capacidade de
realizar estas funções, em casos de transplante de coração, infarto do
miocárdio, parada cardíaca e insuficiência respiratória aguda. O
equipamento é fruto da parceria com a empresa Braile Biomédica e a
Unidade EMBRAPII – Eldorado.
Princípios ativos para medicamentos contra o Câncer
A
unidade EMBRAPII Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais
(CNPEM), o Aché Laboratórios e a empresa Phytobios fecharam uma parceria
para identificar substâncias bioativas em extratos vegetais da
biodiversidade brasileira. O objetivo de descobrir e desenvolver novos
medicamentos inicialmente nas áreas de oncologia e dermatologia.
Próteses Ortopédicas biocompatíveis
Em
parceria com a Unidade EMBRAPII IPT, a CBMM está desenvolvendo próteses
ortopédicas de ligas de material biocompatível e com características
mecânicas mais próximas às do osso humano. A proposta é produzir, a
partir de exames de ressonância magnética e por manufatura aditiva e
fusão seletiva a laser, peças que se encaixem perfeitamente ao corpo. A
adição de nióbio traz mais possibilidade de evitar a rejeição do corpo
humano e uma sequência de cirurgias, com peças sob medidas. Na
tecnologia tradicional, muitas vezes, exigia-se serrar ou lixar o osso
para encaixar a prótese, o que causa sofrimento no paciente.
Inteligência Artificial na Saúde
A
startup Salvus, com a Unidade EMBRAPII Cesar, desenvolveu dispositivo
que utiliza inteligência artificial para monitorar de forma automatizada
os estoques de oxigênio. O equipamento conecta os cilindros à internet e
os dados de consumo e estoque são transmitidos para o computador do
gestor da instituição ou empresa responsável pelo monitoramento. Além da
melhoria da logística e economia de recursos, há também ganho para a
segurança do paciente que necessita de oxigênio. No Brasil, cerca de 7,5
milhões de pacientes com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
precisam utilizar oxigênio medicinal em suas residências. O projeto
conta também com o financiamento do Sebrae
Sobre a EMBRAPII
A
EMBRAPII é uma organização social que tem contrato de gestão com o
Ministério da da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Educação (MEC),
e Saúde (MS). Em seis anos de operação, totaliza mais de R$ 1,7 bilhão
em investimentos em inovação. Em seu modelo operacional, os valores dos
projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) são
divididos entre a instituição, as Unidades EMBRAPII (centros de pesquisa
credenciados) e a empresa demandante.
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