Apenas 4,5% dos eleitores que não votaram nem justificaram a
ausência por três turnos seguidos aproveitaram o prazo concedido pela
Justiça Eleitoral para regularização, encerrado em 6 de maio. Isso levou
ao cancelamento de quase 2,5 milhões de títulos de eleitor, segundo
dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No estado de
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, 675 mil tiveram o título
cancelado -o que equivale a 94% das pessoas que não justificaram a
ausência em três turnos consecutivos. Menores de 18 anos e maiores de 70
não foram afetados porque não têm obrigação de votar. Para conferir a
situação do seu título de eleitor, basta entrar no site do TSE e
informar nome completo e data de nascimento. Quem teve o documento
cancelado precisa comparecer ao cartório eleitoral mais próximo e
preencher um Requerimento de Alistamento Eleitoral. É necessário levar
comprovante de residência com data de até três meses e documento de
identificação com foto (que pode ser RG, carteira de trabalho ou
carteira profissional emitida por órgão criado por lei federal). O
eleitor em situação irregular também precisa pagar uma multa de R$ 3,51
por turno. Eleições suplementares -necessárias quando ocorre a cassação
de um governante, por exemplo- também são consideradas. Eleitores do
estado de São Paulo devem agendar a visita pelo site do TRE-SP. Para
agilizar o atendimento, o eleitor pode emitir e pagar o boleto bancário
correspondente ao valor da multa. O número do título segue o mesmo, mas a
pessoa recebe um novo documento. Em alguns estados, os títulos já estão
sendo impressos em papel comum (sulfite), o que deve ser a regra assim
que acabarem os estoques de papel-moeda. Quem não resolver as pendências
fica impossibilitado de tirar passaporte, CPF ou carteira de
identidade.
O Código Eleitoral também prevê outras penalidades, como a proibição de participar de concursos públicos, impossibilidade receber empréstimos de instituições financeiras públicas ou renovar matrícula em estabelecimento de ensino público.
O Código Eleitoral também prevê outras penalidades, como a proibição de participar de concursos públicos, impossibilidade receber empréstimos de instituições financeiras públicas ou renovar matrícula em estabelecimento de ensino público.
Folhapress
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