Foto: Mario Anzuoni / Reuters
Eike Batista
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou nesta
segunda-feira (27) o empresário Eike Batista a pagar uma multa de R$ 536
milhões por crime de “insider trading” ao negociar ações da petroleira
OGX de posse de informação privilegiada. Ele também está proibido por
sete anos de atuar como administrador de companhia aberta ou no conselho
fiscal. A decisão foi unânime e será comunicada ao Ministério Público
Federal. A defesa ainda pode contestar os valores e o prazo da pena. A
CVM passou a investigar o caso depois de uma matéria publicada pela
Folha em novembro de 2013. A reportagem comprovava que os
administradores da OGX sabiam, desde julho de 2012, que as reservas da
petroleira não correspondiam ao que havia sido divulgado ao mercado. No
processo, cuja conclusão demorou mais de cinco anos, Eike foi
investigado pelos crimes de prática de insider trading, por vender ações
quando dispunha de informação sobre as dificuldades da empresa e
manipulação de preço por meio de sua conta no Twitter, estimulando os
investidores a manter os papeis da empresa. “As condutas de Eike violam
gravemente o mercado de capitais e fulminam a confiança dos
investidores”, disse Henrique Machado, diretor da CVM e relator do caso.
Folha de S. Paulo
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