Postado em 01/12/2018 11:35 DIGA BAHIA!
No
mês de dezembro, período em que é marcada a luta contra a Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (AIDS), muito se fala sobre a prevenção e o
diagnóstico precoce da doença, visando dirimir complicações decorrentes
do vírus HIV. Porém, pouco se fala sobre as pessoas que convivem com a
doença e com o preconceito de serem soropositivos. Pesquisas
internacionais apontam que, se realizados acompanhamento e tratamentos
adequados, indivíduos diagnosticados podem chegar a ter uma expectativa
de vida similar aos outros que não são portadores do vírus HIV. Daí a
necessidade e a importância da realização de avaliação médica continuada
e periódica.
Prova disso foi um estudo publicado na
revista científica britânica ‘The Lancet’. A conclusão principal do
estudo foi de que jovens que iniciaram o tratamento com uso de
antirretroviral, no ano de 2010, cursaram com um aumento na expectativa
de vida de até 10 anos, se comparados com aqueles que foram submetidos
aos medicamentos disponíveis na década de 1990. A realidade é a mesma no
Brasil, segundo a Coordenadora Médica do Plano Ambulatorial Boa Saúde
(vinculado ao Grupo Vitalmed), Sandra Cavalcanti, muito em função da
evolução da ciência em dispor, cada vez mais, de novos recursos para
combater o vírus HIV, como também graças à conscientização das pessoas
que têm buscado tratamento imediato.
A médica explica que são de importância inquestionável o uso diário e contínuo dos medicamentos antirretrovirais associadamente a realização periódica de exames complementares que visam a identificação de possíveis complicações pelo avanço da doença. “Identificar complicações, logo no início, é crucial para obter um melhor prognóstico e realizar intervenções médicas mais acertadas”, esclarece.
PrevençãoA médica explica que são de importância inquestionável o uso diário e contínuo dos medicamentos antirretrovirais associadamente a realização periódica de exames complementares que visam a identificação de possíveis complicações pelo avanço da doença. “Identificar complicações, logo no início, é crucial para obter um melhor prognóstico e realizar intervenções médicas mais acertadas”, esclarece.
Por mais que tenha ocorrido evolução e melhores resultados quando o assunto é tratamento, a prevenção da AIDS ainda é a melhor opção para o combate à doença, de acordo com a médica. “Usar camisinha tem que ser um hábito comum da população”, afirma. Em alguns casos, existe indicação para uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) – método de prevenção à infecção que consiste na ingestão diária de comprimido que impede que o vírus causador da AIDS infecte o organismo, antes da pessoa entrar em contato com o mesmo. Esse método não é para todos, mas sim para aqueles que têm maior chance de entrar em contato com o HIV. As indicações para o uso, estipuladas pelo Ministério da Saúde, são para “gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; e trabalhadores (as) do sexo”.
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