Estados Unidos não usaram seu poder de veto, por orientação de Barack Obama
Em um gesto histórico, os Estados Unidos se abstiveram de votar uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta sexta-feira (23) sobre os assentamentos israelenses na Cisjordânia e não usaram seu poder de veto para evitar uma condenação de Israel. Com a abstenção norte-americana, o Conselho aprovou a resolução que condena Israel por suas colônias por 14 votos a favor. "As colônias não têm validade legal", diz o documento, que exige que Israel pare com os assentamentos. A posição adotada pela representação diplomática de Washington no Conselho de Segurança foi solicitada pelo presidente Barack Obama, que deixará o cargo em 20 de janeiro para que o recém-eleito mandatário, o republicano Donald Trump, assuma a Casa Branca. O governo israelense tinha pedido ajuda a Trump para que os EUA usassem seu poder de veto para barrar a aprovação da resolução.
Trump, desde que eleito, em novembro, vem indicando que daria apoio extra aos interesses de Israel e chegou até a nomear um embaixador para Jerusalém, e não para Tel Aviv, como costumeiramente ocorre. A abstenção no voto já começou a repercutir entre o Partido Republicano. O líder dos republicanos na Câmara dos Deputados, Paul Ryan, chamou a decisão de "vergonhosa". Cerca de 500 mil judeus vivem em 140 colônias construídas por Israel desde 1967. Os palestinos consideram os assentamentos um dos principais obstáculos para um acordo de paz, além de serem considerados ilegais pela lei internacional, apesar de Israel contestar.
Com Ansa
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