Profissionais alegam falta do material no Hospital Regional de Santa Maria.
Secretaria de Saúde diz haver estoque e afirmou que vai apurar o caso.
Médico de UTI de hospital público com atadura no
rosto, em vez de máscara cirúrgica, durante
procedimento (Foto: Reprodução)
Alegando falta de material, um médico da UTI de um hospital público do
Distrito Federal
usou uma atadura para substituir a máscara cirúrgica durante um
procedimento neste domingo (30). O registro ocorreu pela manhã, na
regional de
Santa Maria. A Secretaria de Saúde negou que o equipamento esteja em falta e disse que vai apurar o caso.
Servidores da unidade de saúde contam que o incidente aconteceu durante
uma punção de acesso venoso – para administrar remédios por meio de
cateteres em vasos sanguíneos. O caso foi mostrado em reportagem do
"Metrópoles".
O médico teria improvisado a atadura no rosto como forma de evitar
contaminação cirúrgica. A máscara que ele deveria usar é do tipo N95,
que tem tripla camada e cuja caixa com 50 itens custa R$ 9,90.
"Além da máscara N95, também há a máscara comum em estoque. A direção
da unidade reforça que não houve desabastecimento, e frisa, novamente,
que irá apurar por que o profissional não a usou", disse a secretaria.
Médico de UTI de hospital público do DF com atadura no rosto, em vez de máscara cirúrgica (Foto: Reprodução)
Em agosto, cirurgias tiveram de ser remarcadas no hospital por falta de
material cirúrgico e produtos de higiene básica. Familiares de
pacientes afirmavam que tinham de levar lençóis de casa para os leitos,
porque a roupa de cama não estava sendo fornecida. A Secretaria de Saúde
reconheceu os problemas na época.
A falta de capote – vestimenta usada para realizar procedimentos de
saúde – fez com que médicos e enfermeiros usassem sacos plásticos como
proteção. De acordo com os funcionários, cuidados básicos como banho no
leito, fisioterapia e outros procedimentos ficaram prejudicados pela
falta do material, que é recomendado no protocolo de saúde. Ao
G1, a Secretaria de Saúde informou que houve um “atraso no processamento da lavagem de roupas” por causa de uma reforma.
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