Caros amigos
O Artigo 142º da Constituição Federal dá
às Forças Armadas, além da missão de “Defesa da Pátria”, a de “Garantia
da Lei e da Ordem”, referida entre os soldados como “GLO”. Tanto numa
como na outra, ou em qualquer missão atribuída aos militares, haverá
sempre uma componente indispensável de inteligência (informações) que
orientará os planejamentos, visando a sua eficiência e eficácia, bem
como a evitar a surpresa pelo desconhecimento do inimigo ou de quaisquer
outras forças a enfrentar, aí incluídos terroristas e forças adversas
como baderneiros, vândalos, invasores e destruidores do patrimônio
público e privado, assassinos de jornalistas, bloqueadores de estradas e
tudo o mais que atente contra a segurança pública e que caracterize os
crimes de desordem e desobediência à lei.
Sun Tzu, em sua milenar sabedoria, nos
ensina: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa
temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o
inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não
conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”
Os Jogos Olímpicos, Rio 2016,
transcorreram sem que houvesse qualquer distúrbio ou atentado
terrorista. A ação da inteligência policial e militar se fez sentir
quando houve a prisão preventiva de suspeitos de terem ligações com o
terrorismo internacional, realizadas com a devida e necessária
antecedência.
Nas análises dos especialistas sobre os
atentados terroristas ocorridos nos EUA e na Europa, em quase todos os
casos, temos encontrado a negligência nas ações de inteligência como
causa das surpresas e da impossibilidade de antecipação por parte das
forças de contra terrorismo.
Aqui no Brasil, em São Paulo, assistimos a
um irresponsável e descabido escarcéu produzido por parte da imprensa,
por políticos vinculados à baderna e interessados na desestabilização da
ordem (PT e PSOL) e por líderes de movimentos irregulares, ditos
populares, indignados porque um Oficial do Exército foi, infelizmente,
identificado como “agente de inteligência infiltrado” nas hostes
contrárias ao governo e comprometidas com ameaças de entrincheiramento,
bons paredões e resistência armada.
É simplesmente ridícula e amadorística a
instauração de inquéritos para apurar a prática de “crime de
espionagem”, “crime de abuso de autoridade” ou “crime de falsidade
ideológica”. Isso demonstra muito bem a ignorância e o engajamento
delituoso dos “indignados” denunciantes.
Caricato também é o questionamento sobre a
possibilidade de haver “conluio” entre as forças federais e estaduais
nas ações de inteligência, quando a absoluta incompetência e
irresponsabilidade seria a não existência de coordenação, controle e
cooperação entre essas forças. Chamar isto de “conluio” é absolutamente
patético!
Os militares só atuam em benefício do
Brasil e no estrito cumprimento do seu dever constitucional. Tem razão,
portanto, o Ministro Raul Jungmann quando assevera que as FFAA agem
sempre na mais absoluta legalidade. Não há por que duvidar dessa
assertiva!
Muito bem se expressa também o Jornalista
Reinaldo Azevedo quando diz que o mínimo que se espera das FFAA é que
estejam informadas para que possam responder pela ordem pública conforme
lhes incumbe a Constituição, já que “a opção pela violência está dada
desde sempre nessas ditas manifestações contra o governo Temer” e
complementa dizendo que, ao arrepio da Constituição e da lei, o MPF e o
MPE decidiram vigiar a atuação da Polícia Militar e do Exército, ao
invés de “apurar a violência promovida por arruaceiros profissionais”.
Aliás, neste caso, o que sobressai é o profissionalismo dos arruaceiros!
Gen Bda Paulo Chagas
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